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O “Caralho da Silva” quer ir para Belém

Nesta manhã, aos microfones da TSF, o antigo secretário-geral da CGTP quando interrogado pela possibilidade de se candidatar à Presidência da República nas próximas eleições presidenciais afirmou “ter disponibilidade e querer ajudar a sociedade”.

Está tudo dito. Pelo PCP Camarada?

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concertação social?

Antigamente o Nasser, o Tito e o Nehru juntavam-se numa coisa séria a que chamavam o movimento dos não-alinhados. Perante o cenário geopolítico de tentativa de hegemonia bipolar, a Federação Jugoslávia, a Índia e o Egipto proclamavam a sua neutralidade no cenário mundial.

A concertação social portuguesa faz jus a algo antagónico: é o movimento dos alinhados com o governo.

Nas palavras do meu amigo João de Araújo Correia na sua página de facebook, João Proença foi “comido de cebolada” na última reunião da Concertação social. Com todo o respeito, a UGT bateu no fundo com o acordo alcançado na reunião dessa falsa câmara de concertação social. Não que a UGT tivesse o poder para o modificar porque não tem e historicamente sempre teve um papel muito bem definido: defender os trabalhadores alinhados com o bipartidarismo rotativo que tão bem conhecemos no pós 25 de Abril.

Quando era miúdo, desfilei várias vezes junto com o meu avô em manifestações e dias do trabalhador com o meu avô e com os sindicatos afectos à CGTP. Com o passar dos anos e com as lembranças e assimilações teóricas e legais do que representavam os sindicatos não percebi porque é que à UGT era conferido o estatuto de importância quando a UGT detém apenas 3% dos trabalhadores sindicalizados do país. Olhando profundamente para os sindicatos que representa comecei a perceber o porquê: com alta finança e funcionalismo público ao barulho tudo me ficou mais claro. Defendem os mais fortes, perdão, alinham os mais fortes nas decisões tomadas pela elite governativa.

No que toca a este acordo saído da Concertação, melhor, da (des)concertação social, estamos perante mais um ataque aos trabalhadores e provavelmente poderemos não ficar por aqui visto que não tenho a menor dúvida em afirmar que em 2012 ainda iremos ver o governo a cortar o subsídio de férias por metade ou até por inteiro a todos os trabalhadores do privado e quiçá o subsídio de natal por inteiro este ano.

E no meio de uma razia de mortos, Carvalho da Silva decidiu voltar a abandonar a reunião ainda nem esta ia a meio. Eu por um lado até percebo: não vale a pena lutar por algo que já vem preparado para ser aplicado. Não vale a pena lutar por uma solução que seja de acordo com os trabalhadores quando o trabalho de casa vem feitinho nos trinques e o governo descarta por completo o diálogo com a CGTP e a inserção de pontos de interesse da confederação nos seus acordos. Por outro lado, defendo que pelo menos Carvalho da Silva deverá ficar até ao fim nas reuniões nem que seja para meter nojo e para bater o punho na mesa sempre que discordar de algo que lese os interesses dos seus sindicatos. É o mínimo que pode oferecer aos seus afiliados: a luta de cabeça erguida até ao fim.

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abandono

Carvalho da Silva abandonou a reunião da concertação social marcada para hoje e deixou os afiliados dos sindicatos da CGTP sem uma voz activa na luta contra a retirada de direitos.

Mais uma razão que me leva a aumentar a não concordância com as tomadas de posição da CGTP.

Se Carvalho da Silva quisesse realmente vincar o descontentamento dos seus afiliados perante uma decisão que revolta, que tira os direitos aos trabalhadores portugueses teria ficado até ao fim da reunião, mantendo a sua posição de discordância. Mas não, abandonou. Virou as costas à luta e deu mais razões para que a concertação social leve avante a medida.

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Em Viana do Castelo

400 postos de trabalhos suspensos nos Estaleiros Navais. 400 postos de trabalho suspensos, mais 400 famílias em desespero nos tempos futuros, mais 400 famílias em dificuldades financeiras.

Concordo com as palavras proferidas por Carvalho da Silva hoje em Viana do Castelo. 

O Governo pretende criar mais postos de emprego. Podem começar por resolver esta questão.

E o Presidente da República, armado ao pingarelho,  qual paladino-princípe D. Henrique fala fala fala da importância do Mar para a economia nacional e ainda não foi capaz de se pronunciar sobre este autêntico flagelo que se abate entre os trabalhadores do Estaleiro Naval de Viana do Castelo.

Cavaco Silva deve definitivamente deixar-se de proferir discursos ao belo estilo Salazarista e consequentemente deixar de  recomendar mais sacrifícios ao povo. Sacríficios, anda o povo português a fazer na última década. E não se avizinham melhorias. O povo quer emprego, o povo quer melhorias de vida, o povo está-se nas tintas para as dívidas que são acumuladas pelos governantes centrais e locais e pelos gestores públicos. O povo está-se a borrifar para os erros na gestão dos bancos privados. O povo quer um bom sistema de saúde, um bom sistema de ensino, qualificação profissional, pleno emprego, aumentos salariais, o direito a um sistema de segurança social que lhe garanta uma reforma que lhe permita ter um nível aceitável de vida de acordo com o princípio da dignidade humana e protecção em caso de invalidez ou infortúnio.

Cavaco deve ser mais poupado nas palavras.

Melhor, por vezes mais vale estar calado. Porque por vezes, já diz o ditado que “pela boca morre o peixe”.

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