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só um à parte

O choradinho de Gaspar na conferência de imprensa da 7ª avaliação da troika ao cumprimento do memorando de entendimento celebrado com o governo fez todo o sentido. o trauma, o choque, a fatalidade do desemprego jovem começou logo a ser corrigida pelos seus colegas de governo. Cristas nomeou colegas de faculdade para o seu ministério sem passar por concurso público. O secretário de estado moedas nomeou dois recém licenciados para executar trabalhos “técnicos” no acompanhamento do memorando. “Dois jovens altamente qualificados” e com um percurso académico de excelência. 15 e 16 de média final de curso na Licenciatura em Economia, com estágios não-remunerados em departamentos ministeriais. Ora bem, se premiar a excelência académica é contratar gente que acaba cursos com 15 e 16, não consigo descortinar o que é excelência deste país e penso que estas duas contratações podem-se considerar gravosas no sentido em que estas duas aves raras (uma delas vinda da blosgosfera onde blogava com Paulo Rangel e da JSD) vão trabalhar no assunto mais importante que o estado português tem neste momento em carteira sem qualquer tipo de experiência profissional para o cargo. Sabendo que um deles foi blogger, se a função de blogger dá emprego numa secretaria de estado, vou tratar de enviar o meu curriculo para todos os ministérios e secretarias de estado deste governo para ver se me dão um com um vencimento bruto de 995 euros. Vinha mesmo a calhar.

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João Araújo Correia, como bem adivinhavas nem a Troika sabia da medida.

Parece que existe vida para além do Memorando de Entendimento. O Relvas já não pode justificar tudo com o dito memorando.

Ah, esqueci-me que o Relvas agora é Ministro dos Assuntos Sportinguistas.

E depois tens esta do Carlos Costa:

“Carlos Costa salientou, nomeadamente, que há “uma maior flexibilidade salarial tácita do que explícita” e que esta “está a suportar o reforço da competitividade externa”. O governador salientou que esta flexibilidade salarial é inclusive maior do que se pensa no âmbito das Pequenas e Médias Empresas (PME).”

ín Público na edição de hoje.

Definitivamente, ainda não chegou a Washington o novo Código do Trabalho. Será que foi de barco e o raminho se perdeu no caminho?

O argumento do Moedas é espectacular. Depreendo então que seja mais positivo para a competitividade da economia portuguesa baixar “tacitamente” os salários (com recurso por exemplo à praga do contrato a tempo incerto e dos recibos verdes) do que abrir linhas mais robustas de financiamento às PME´s ou incentivar a banca a abrir linhas de crédito.

Ah, pois… Esqueci-me que a banca portuguesa ainda anda a batalhar nos rácios de capital… e que o BES anda em manobras arriscadas…

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