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pelas nbas

Há uma equipa lá para os lados de Chicago a dominar a conferência este e a calar a fanfarronice de LeBrons e companhias…

12 vitórias e 2 derrotas nos primeiros 14 jogos fazem do 1º mês da Liga um arranque de sonho por parte dos Bulls, que apesar da sua bipolaridade ao nível de jogo conseguem levar o barco a bom porto no fim de quase todas as partidas. Apenas Atlanta (com todo o mérito; já tinham ameaçado em Chicago e acabaram por vencer categoricamente no Alabama) e Golden State conseguiram bater os Bulls.

Na Sexta-Feira vitória concludente em Boston perante uns Celtics que ainda andam à procura do seu melhor basquetebol.

No jogo do TD Garden, os Bulls entraram muito bem na partida com um parcial de 26-13 muito à custa de um Carlos Boozer muito inspirado no lançamento curto e Luol Deng. Na 2ª parte, um parcial de 26-20 (com os Bulls a defender muito bem) levou o jogo para intervalo por 52-33, algo minimamente escandaloso para um jogo que se previa muito equilibrado.

Com a 2ª parte veio a bipolaridade da equipa de Tom Thibodeau. De um momento pro outro, um parcial de 15-26 levaria a que os Bulls no 4º período tivessem estado a vencer apenas por 3 pontos (71-68). Eis que aparece Derrick Rose com alguns cestos completando a vitória por 88-79.

Carlos Boozer com 12 pontos, 8 ressaltos e 5 assistências e Luol Deng com magníficos 21 pontos e incríveis 16 ressaltos (já não é o primeiro jogo que o Sudanês naturalizado Britânico faz números assim, provando ser o mais regular dos homens de Chicago neste início de época) também tiveram em destaque, destapando algumas dificuldades do banco de Chicago (Scalabrine, Lucas, Asik, Gibson e Korver) em marcar pontos e conseguir ressaltos e assistências: todos juntos não conseguiram mais do que 8 pontos, 3 ressaltos, 2 assistências e 1 abafo.

Da partida de Boston, Rose foi o melhor marcador com 25 pontos e para além desses 25 pontos, 7 assistencias. Tem sido o cunho pessoal de Rose: em quase todas as partidas não ultrapassa uma média de 20 pontos mas ao nível de assistências nunca faz menos de 7, chegando em alguns jogos a atingir 10\12.

Os Celtics, antecipando um breve resumo sobre algumas equipas que irei escrever no fim deste post, mostraram-se Muitíssimo irregulares contra Chicago. Esta equipa de Boston não está apenas a ser irregular, está a ser uma sombra daquilo que foi nas últimas 3 épocas. Contra Chicago destaque para boas exibições de Rajon Rondo e Ray Allen. Vindo de lesão, Paul Pierce está lentamente a ganhar forma e é bom que isso aconteça senão Boston arrisca-se claramente a ficar de fora do top-4 do Este (já nem digo a ter que penar para conseguir uma vaga nos playoffs pois creio que isso jamais acontecerá à equipa de Doc Rivers).

Kevin Garnett está profundamente acabado e o banco de Boston é muito mas mesmo muito fraquinho.

As soluções para a equipa do Norte a curto prazo estão esgotadas. Trocar uma das 4 estrelas será praticamente impossível, dado que Pierce é um jogador simbólico, Allen é aquele jogador que tanto desaparece na fase regular como volta a aparecer decisivamente nos playoffs, Garnett já não serve de moeda de troca para ninguém e Rajon Rondo está a tornar-se um dos melhores bases da liga senão o melhor. A vida está muito complicada para Boston e temo que depois de extinta esta fornada de jogadores, Rondo tenha que servir de moeda de troca por 2 ou 3 jogadores de nível muito aceitável para que a equipa não caia numa travessia do deserto nos próximos 5\6 anos. Caso contrário, Rajon Rondo deverá querer rumar a uma equipa que lute por títulos quando se tornar free-agent e Boston poderá ter uma nova travessia do deserto na Liga

A recuperar muito bem nesta 2ª época sem Bosh, Toronto causou muitas dificuldades a Chicago no sábado. Os Raptors assumem-se claramente como candidatos a uma vaga de playoffs.

As duas equipas praticaram um estilo de jogo muito defensivo, mas no entanto, quando toca a defender os Bulls voltaram a demonstrar que são uma equipa que consegue encurralar os adversários através deste tipo de táctica de jogo.

Pela 2ª vez na semana de jogos, Chicago não ultrapassou a fasquia dos 80 pontos marcados (já não o tinha feito perante a frágil equipa de Washington) mas também não concedeu mais que 70 pontos ao adversário.

Mais uma vez Chicago foi uma equipa avassaladora na luta das tabelas. Carlos Boozer voltou a fazer números brilhantes com 17 pontos e 13 ressaltos. O power forward está claramente a jogar ao nível dos melhores tempos de Utah, fazendo com que esta seja definitivamente a sua melhor fase até agora ao serviço dos Bulls. Começa-se a interrogar a hipótese de Chicago ter 3 all-stars no próximo mês de Fevereiro: Rose, Boozer e Deng, facto que a acontecer seria mais que merecido para aquilo que os jogadores estão a fazer.

Joakim Noah com 12 ressaltos em 25 minutos de utilização também esteve muito bem (foi poupado por Tom Thibodeau dado à fraqueza física que tem sofrido nos últimos dias) e Derrick Rose voltou a aparecer quando mais lhe competia. Rose não está com medo de assumir o jogo da equipa nos momentos cruciais e em contrapartida às últimas 3 épocas na Liga assume esse risco sem sentir a pressão. O base voltou a terminar o jogo com um duplo-duplo: 18 pontos e 11 assistências, fazendo com que a sua mão valesse efectivos 52 pontos dos 77 de Chicago.

Do banco com 21 pontos em conjunto, J0hn Lucas e Taj Gibson voltaram a contribuir de forma efectiva para mais uma vitória. Gibson tem jogado muito bem nas últimas partidas, sendo que nesta para além dos 11 pontos conseguiu ganhar 12 ressaltos e mostrou mais uma vez que apesar de ser um jogador tecnicamente muito imperfeito é um grande lutar. Saliente-se que os Bulls ganharam 59 ressaltos durante esta partida e os Raptors 57. As médias de lançamento não estiveram famosas com 40% para Chicago (4-15 em triplos por exemplo) e 34% para Toronto (3-10 em triplos).

Agora falando de outras equipas da Liga:

Philadelphia 76ers – 2º lugar por agora da conferência este. Mais uma vez esta equipa de Philadelphia tem o dom de superar as expectativas iniciais que lhes apontavam. Elton Brand começou mal mas está a jogar muito bem. Iguodala continua a ser o líder da equipa.

Indiana Pacers – 3º lugar da conferência com um score de 9-3 o que não deixa também de ser surpreendente. Granger, Collison e companhia beneficiaram em muito da chegada de David West à equipa. O power-forward é um jogador extremamente completo e ainda está a 50% do seu potencial.

Miami Heat – Mísero 6º lugar da Liga. É certo que LeBron e Wade tiveram 1 jogo de fora e Miami até conseguiu ganhar a Atlanta. Também é certo que LeBron e Wade tem jogado com algumas limitações físicas, o que é motivo mais que suficiente (conhecendo os restantes jogadores da equipa) para evidenciar muitas fraquezas na mesma quando estes jogadores não actuam em max-power. Chris Bosh está a fazer jogatanas dos diabos e a equipa ganhou um 4º jogador de luxo que é Norris Cole: o rookie tem estado muito bem, se bem que os primeiros jogos foram muito over-rated e tendencialmente Cole irá ter comportamento de rookie.

As fragilidades da equipa começam no treinador Erik Spoelstra. Uma equipa a sério com objectivos sérios de título não pode ter um treinador que não é mais do que alguém fictício na equipa. Os verdadeiros treinadores são LeBron e Wade. Isso faz com que a equipa jogue nos designios de esperar que estes dois resolvam todos os problemas. Perder em Denver com os Heat perderam foi um sinal de abalo psicológico na equipa e aqui está um sinal de que a tal maturidade de que LeBron falava no início da época não é de todo um facto consumado.

Miami está entre a espada e a parede. A equipa anda a gastar em demasia em relação às suas reais possibilidades financeiras. Só existe um caminho para esta época: ou ganham o título da NBA e tem o esperado retorno financeiro ou LeBron, Wade e Bosh irão zangar-se na próxima época e a hecatombe do dream-time pode ser uma realidade.

New York Knicks – A dependência de Carmelo Anthony tem os seus resultados. Os Knicks atacam apenas por um canal que é o de Carmelo e defendem mal e porcamente. Existem rumores que até ao final do mês os Knicks poderão dar Stoudamire a Orlando como moeda de troca por Howard. O poste está completamente irreconhecível: não ataca como atacava e não defende rigorosamente nada. Não sei se os números  que Amare (18.7 pontos por jogo\ 8 ressaltos\ 0.4 abafos; comparativamente à época passada são menos 7 pontos de média pontual) está a fazer  poderão convencer Orlando de que o jogador poderá ser uma alternativa para a re-construção da equipa de Orlando num momento em que os ânimos em torno de Howard refrearam com as boas exibições e resultados que a equipa de Orlando está a fazer (8\3 nos primeiros 11 jogos da temporada).

Outros dos aspectos negativos em torno dos Knicks é obviamente as suas soluções de banco – Renaldo Balkman, Toney Douglas, Jared Jeffries, Landry Fields e tantos outros que a equipa tem por lá não fazem um jogador decente e as duas contratações em free-agency para este departamento de jogo (Mike Bibby e Baron Davis) tem passado mais tempo no estaleiro do que em campo.

Cleveland – Kyrie Irving confirma-se como jogador de futuro. O nº1 do draft é uma maravilha, mas como todos os rookies precisa de crescer. No entanto, Cleveland poderá conseguir os playoffs apoiados no seu rookie.

Detroit – Com Ro Stuckey lesionado, é Greg Monroe quem leva a equipa às costas. O poste é uma desperdício nesta equipa. Mais um ano sem playoffs no Palace of Auburn Hills. A coisa começa a roçar o escândalo para uma equipa cujo historial aponta 5 títulos, 7 títulos de conferência e 15 de divisão no misto entre NBA, ABA e NBL desde 1941.

New Jersey\Washington – Absolutamente miseráveis. Não são competitivas sequer. Em maior parte dos jogos levam sacadas de 40 de diferença e já perderam o jogo no 1º período. Se repararem todos os jogos que estas equipas realizaram esta época, existem períodos onde nem conseguem chegar aos 10 pontos (-1 de ponto por minuto) – Deron Williams e John Wall (respectivamente Nets e Wizards) são bases de topo que arriscam-se a ser “ultrapassados pela história” caso continuem andar por ali muito tempo.

Oklahoma City Thunder – 1º lugar de conferência Oeste. Merecido. Westbrook, Durant, Ibaka e Harden dão show e são para mim os contenders nº1 à vitória na conferência na fase regular e nos playoffs.

LA Clippers – Chris Paul e Griffin estão a começar a entender-se, mas os Clipps ainda não são candidatos a nada. O casamento do base com o poste poderá acontecer na próxima época.

Utah – Surpreendente o 4º lugar na conferência com um score de 8-4. É uma equipa que a meu ver pouco tem. Raja Bell é um veterano que anda muito longe dos tempos de Phoenix, e o mesmo acontece com Devin Harris e Josh Howard. No entanto, sem haver grandes vedetas na equipa (arrisco-me a dizer que o líder da equipa é Paul Millsap com 15 pontos de média e 8 ressaltos de média) existem muitos lutadores na equipa como o próprio Millsap, CJ Miles, Derrick Favors e Gordon Hayward. Não tem vedetas mas tem um colectivo muito lutador.

O turco Enes Kanter, o tal rookie da equipa que dias antes do draft afirmou ser um poste resultante de uma mistura técnica\táctica e atlética de Dwight Howard com Stoudamire e Shaq não está a convencer. Nos primeiros 12 jogos da época, média pontual de 4.4 pontos por jogo e 5.20 ressaltos. Muito pouco para quem se gabou tanto e para quem entrou na Liga rotulado de vedeta.

LA Lakers – Kobe Bryant acima da fasquia dos 40 está a conseguir levar a equipa às costas. Voltamos ao tempo dos Lakers em que Odom, Radmanovic, Vujacic, Ariza, Bynum, Walton e Fischer eram muito bons jogadores mas era Kobe quem mandava no jogo de LA. Desta feita mudaram alguns dos intervenientes na team mas Kobe é o esteio que faz os LA sonhar com alguma coisa esta época, facto que desde já considero muito improvável.

Dallas Mavericks – A recuperar do “lock-out” que persistiu na equipa nos primeiros 6 jogos da época. 8-5 com Nowitzky, Terry e Kidd a aparecerem em destaque nos últimos jogos e com os reforços Carter e Odom lentamente a entrosarem-se na equipa. Cuidado com Dallas. São campeões e num golpe de teatro parecido com o da época passada podem repetir a gracinha pois tem qualidade para tal.

Portland – O caminho inverso. Grandes arranques iniciais, estão a perder o gás. De 1ºs passaram a 8ºs num ápice. E vamos lá ver se conseguem aguentar a posição pois atrás vem Memphis a tentar recuperar das derrotas iniciais e Phoenix, que apesar de não ter nada de jeito no global ainda tem um Steve Nash que por si só vale ouro.

Minnesota Timberwolves – Ricky Rubio é um artista, Kevin Love é outro grande artista mas a tal mudança que se esperava na equipa ainda não aconteceu. Se não chegarem aos playoffs Love é capaz de ir espalhar o seu amor na luta das tabelas para outro sítio bem mais quente como LA, Chicago ou Nova Iorque.

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somam e seguem (para já)

Para já.

Mais um bom teste dos meus Bulls, já a pensar em jogos grandes contra Miami, Boston, Knicks, Oklahoma City Thunder, Dallas e San Antonio.

Com Orlando a realizar um início de campeonato muito interessante tendo em conta os problemas que persistem no seio da equipa (apesar do facto de Dwight Howard estar a realizar partidas de alto nível com 20 pontos e 20 ressaltos, o poste quer mesmo abrir a todo o custo a janela de transferências) com um score de 5-2 nos primeiros 7 jogos, os Bulls foram a Orlando ganhar num jogo de altos e baixos.

Em conversa com o Hugo Coelho Gomes dois ou três dias antes da Liga começar, disse-lhe que os Bulls iam limpar os primeiros 9 jogos. Vamos no 8º e não errei por muito. 7-1 de score, algumas dificuldades e uma derrota em Golden State onde a equipa não jogou papel.

Ontem em Orlando, os ups and downs foram muitos mas a equipa conseguiu manter a vantagem até ao final.

Numa primeira parte bem disputada da qual os Bulls saíram para o intervalo a vencer confortavelmente, chegou um 3º período onde a turma de Chicago (muito balançada pelas tremendas exibições de Luol Deng e Karl Korver) chegou a ter uma vantagem de 17 pontos a meio do parcial e acabou por ver reduzida essa vantagem a 3 pontos graças a vários triplos de Jason Richardson e uma acção defesa\ataque eficaz de Dwight Howard. No 4º período a coisa lá se deu e os Bulls acabaram por vencer por 9.

Derrick Rose não fez o melhor dos jogos. Apenas 20 pontos num jogo em que acusou em demasia o facto de estar a actuar “semi-lesionado” de um ombro. Aliando ao facto de Dwight Howard ser um jogador que consegue neutralizar a partir do seu físico as investidas de Rose para o cesto, tudo fez com que o base não estivesse em tão clarividência na partida. No entanto, Rose admitiu humildemente que não está a jogar o seu melhor neste início de época e se o seu pior são 20 pontos nem quero imaginar o que ainda vem por aí.

Carlos Boozer tem sido nestes primeiros jogos uma agradável surpresa. Está mais calmo e mais certeiro a atirar. O seu lançamento em arco continua a ser esquisito mas o que interessa é que as bolas andam a parar dentro do cesto.

Joakim Noah é outra unidade em sub-rendimento. Poucos pontos, muitos ressaltos, muita garra e pouca uva. No entanto creio que o Francês também terá um acréscimo de performance com o decorrer da época.

Luol Deng esteve bem, como sempre. É o equilíbrio desta equipa. É o atirador desta equipa. Quando as coisas correm mal, Deng é aquele tipo a quem se deve passar a bola pois consegue sempre desencantar qualquer coisa. Daí que os seus 20 pontinhos de média por partida seja um factor decisivo para o equilíbrio pontual da equipa.

Karl Korver, apesar de ter sido pouco utilizado até ontem, demonstrou que tem espaço nesta equipa. Quando em dia sim no lançamento exterior é capaz de fazer aquilo que fez ontem: 6 triplos, quase todos decisivos pois concretizados em alturas em que Orlando tentava relançar a partida ou ameaçava a liderança.

John Lucas III – Aos 29 anos, este jogador de 5ª época não teve muitas oportunidades na NBA. Foi sucessivamente encostado para a D-League, até que Tom Thibodeau (sem Hamilton e sem CJ Watson) teve que o ir buscar ao banco para ser substituto de Rose. É mexido de mais para o meu gosto mas está a fazer boas exibições dentro do que lhe é pedido pelo seu papel da equipa. Penso que ganhou nos últimos jogos um lugar na rotação de Tom Thibodeau, ao contrário de Ronnie Brewer, um jogador que está claramente a mais na equipa.

Omer Asik – Muita altura, muita lentidão, pouco ritmo e muita ineficácia ofensiva. O turco não confirma os credenciais de NBA e não me espanta que qualquer dia seja espetado na D-League ou saia mesmo numa troca com Brewer e Gibson por algo melhorzito para compor o pobre banco da equipa.

Hoje, os Bulls deslocam-se a Atlanta para um jogo que se espera bem disputado, dado que as duas equipas já se defrontaram e Atlanta deu um show do caraças, estando inclusive a vencer por 17 a meio da partida.

Amanhã, farei um breve resumo deste jogo e tratarei de escrever mais qualquer coisa sobre as restantes equipas da Liga.

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Post-Christmas II

Com o Natal veio o tão ansiado regresso da NBA.

Logo no primeiro dia os meus Bulls foram ganhar com absoluta sorte ao terreno dos LA Lakers nos últimos segundos. No 2º jogo perderam (e muito bem) contra Golden State.

Quanto ao jogo dos Lakers, os Bulls podem-se gabar de ter consigo alcançar uma vitória que não foi justa e muito menos merecida. Não porque os Lakers tenham feito uma brilhante partida (não fizeram; perderam os primeiros jogos da temporada e vieram a realçar a minha opinião de que a transferência falhada de Dwight Howard e os jogadores que estão na corda bamba em LA podem ser factores que podem ter contrabalançado a equipa para algum nervosismo nesta temporada) mas porque os Bulls fizeram uma das piores partidas do ano de 2011 senão a pior.

Mesmo com a aquisição de Richie Hamilton, denotei neste dois jogos as mesmas deficiências que a equipa tinha na época passada: Hamilton melhorou claramente o transporte de jogo e a libertação de Rose para as tarefas que constituem o seu “habitat natural” e é um bom shooter, algo que a equipa precisava mas Rose continua apático e sem render os números que fizeram dele o melhor jogador da Liga na temporada regular 2010\2011. 22 pontos em LA, intermitentes entre o lançamento de triplos (Rose está a especializar-se no lançamento exterior e com distinção) e algumas incursões malucas para o cesto (umas entraram, caso da última que deu a vitória à equipa e outras ficaram pelo caminho). Contra Golden State os 13 pontos marcados pelo base são insuficientes para bater uma equipa que está em clara ascenção e que conta com um Monta Ellis muito motivado.

A construção de jogo dos Bulls continua a ser tosca, atabalhoada. A equipa não mede os timings de jogo: ora ataca demasiado rápido (chega inclusive a ter ataques de 7 e 8 segundos de posse de bola) ora não consegue construir situações de decalage que permitam a existência de um atirador solto e como tal, as jogadas vão-se perdendo e são gritantes períodos da partida em que os Bulls não metem um cesto de campo em 4\5 minutos.

A equipa vai do 8 ao 80. Tanto é capaz de iniciar jogos com parciais de 30 pontos por período como é capaz de marcar apenas 12 no 3º ou 4º período. Isso leva a que a equipa acorde muito tarde para as partidas, caso de LA, onde os Bulls a 8 minutos do fim tinham apenas 14 pontos marcados na 2ª parte e só uma estupenda atitude defensiva corolada por alguns triplos e algum nervosismo de LA nos minutos finais pode resultar numa vitória para os homens comandados por Tom Thibodeau.

Tom Thibadeau também entra neste meu rol de culpados: o técnico dos Bulls continua a insistir nas substituições automáticas e planeadas no post-game. Tal estratégia desiquilibra a equipa no início do 2º e do 4º período visto que o banco de Chicago é pouco rico em talento técnico e soluções que dêem pontos. CJ Watson e Karl Korver são excepções e nem sempre entram bem nas partidas. Gibson, Asik e Brewer são jogadores com limitações técnicas muito grandes, apesar da imensa luta que dão aos adversários que estão dentro de campo. Os Bulls fizeram muito mal em terem perdido o veterano Kurt Thomas e fizeram muito mal em não terem apostado na contratação de um bom free-agent de banco como Kirk Hinrich ou Jamal Crawford.

Passando a outros anotamentos que reparei sobre outras equipas da Liga:

1. LA Lakers – Kobe Bryant fez uma excelente exibição contra os Bulls e parece disposto a voltar a ser o líder que LA tão bem conhece. Um líder muito mal acompanhado é certo. Gasol continua um jogador apático. Blake e Fischer são más soluções para o lugar de base. Bynum não joga. Lamar Odom faz falta porque era um jogador regular que conseguia sempre os seus 15 pontos e 7 ressaltos de média por jogo. McRoberts é uma anedota nesta equipa dos Lakers. Batalha muito mas é um jogador muito imperfeito do ponto de vista técnico.

Depois, como se tal facto não bastasse, a escolha de técnico para os Lakers não foi propriamente a melhor: Mike Brown é aquele treinador sombra, quase inexistente. A sua personalidade enquanto treinador é ultra-liberal e isso faz com que não tenha muita mão sobre os jogadores. É um treinador conhecido por ser muito motivador e isso poderá ser bom para os Lakers, mas, já diz o ditado que em casa onde não há pão toda a gente ralha e ninguém tem razão.

2. Miami Heat – Duas sensacionais vitórias contra Dallas e Boston. Dois massacres de primeira parte nas respectivas partidas, contrabalançados por dois 4ºs períodos muito sôfregos, muito no espírito do que foi a equipa na época passada.

James, Wade e Bosh continuam a fazer os seus números espantosos e agora são acompanhados por James Jones e pelo rookie sensação Norris Cole, que na minha opinião irá saltar para o 5 titular em troca por Mario Chalmers até ao final do mês de Janeiro.

Vi uma entrevista com LeBron James onde este dizia que a equipa está mais motivada que nunca para conseguir os anéis esta temporada. James realçava que o passar dos anos e das experiências de final o tinham amadurecido, principalmente nos momentos em que este se possa encontrar sobre a pressão de obtenção de resultados.

3. Boston Celtics – Pelo que vi ontem, as transformações feitas na equipa melhoraram em muito o rendimento da turma de Doc Rivers. Perderam os dois primeiros jogos (Miami e Knicks) mas em ambos, a jogar fora e perante conceituadíssimos oponentes mostraram muita personalidade. Continuam a jogar sem o seu líder (Paul Pierce) e sinceramente, se fosse a Doc Rivers tratava de despachar dois jogadores que estão claramente a mais nesta equipa: Marquis Daniels e Jermaine O´Neal.

Brandon Bass foi uma excelente aquisição para esta equipa visto que se trata de um jogador que ao longo dos anos se tem demonstrado muito util do ponto de vista defensivo e do ponto de vista pontual. Lança bem a média distância e também se mostra forte no 1 contra 1.

Pela qualidade e veterania desta equipa, serão obviamente um osso duro de roer.

4. New York Knicks – Chandler, Stoudamire, Bibby, Baron Davis e a bola sempre nas mãos de Carmelo. Ou acabam com a Carmelo Anthony dependência ou serão exactamente iguais a Denver quando o astro lá jogava.

5. Orlando – Dwight Howard mostra sinais de revolta. Quer sair. A direcção de Orlando não o quer negociar e faz muito mal visto que para o ano Howard pode sair como free-agent e Orlando perde a oportunidade de o poder trocar por 2 ou 3 jogadores de médio\alto valor para reconstruir a sua equipa para o futuro. Por um lado compreendo a decisão do staff da equipa da Flórida: Ainda esperam que Howard os leve longe e outros como Turkoglu ou Richardson tenham prestações do “antigamente” e consigam convencer o astro a render o seu melhor. Mas por outro lado a não-saída de Howard implica obviamente que para o ano, do tudo se passe a nada e Orlando passe muitos e longos anos sem ir aos playoffs.

6. Minnesota: Rubio é a nova coqueluche da NBA, mas enganem-se aqueles que pensam que o espanhol começará a fazer milagres já é esta. Seria importante para a equipa que o estatuto de nova sensação do campeonato passasse a ser algo efectivo: Kevin Love está a jogar muito mas é free-agent no próximo ano. Uma ída aos playoffs e mais 2 ou 3 aquisições de banco poderiam convencer o poste a permanecer mais 2 ou 3 anos em Minnesota para se lutar por algo mais palpável.

7. Denver\Phoenix – Denver não irá aos playoffs. Felton praticamente sozinho. Phoenix até mete pena – Steve Nash efectivamente sozinho.

E para já são os comentários que me ocorrem!

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The Champ is here!

 

De todas as contratações que os Bulls poderiam fazer – free-agents como Jamal Crawford, Caron Butler, Tyson Chandler, Kirk Hinrich e de outros que se poderiam\podem tornar free-agents no próximo verão mas cuja troca exigia que os Bulls libertassem 1 ou 2 das suas estrelas (Chris Paul\Dwight Howard) – os Bulls optaram por deixar ir dois jogadores inúteis na equipa como Keith Bogans e Jannero Pargo e contratar apenas o velhinho Richard Hamilton.

 Para quem conhece a NBA nos seus meandros, o nome de Richard Hamilton diz muito da história da competição da última década. Campeão por Detroit em 2004, o jogador de 33 anos, escolhido no draft de 99 por Washington, carregou os Pistons durante vários anos e foi atleta all-star por 3 vezes. Para se ter a noção do jogador, pode-se dizer que a pior média pontual do base aconteceu na season 99\2000 (enquanto rookie) com 9 pontos de média em 71 jogos e a melhor aconteceu em 2005\2006 com 20.1 pontos. É portanto um atirador por natureza que em toda a sua carreira já leva mais de 18 mil pontos marcados na competição.

 Para quem conhece a actual natureza dos Bulls, Ric Hamilton será aquele jogador que vai colmatar as grandes lacunas da equipa. Primeiro porque vai ser o base transportador de bola que irá libertar Derrick Rose para o seu jogo (lançar, incorporar-se no meio das defesas adversárias nas suas rápidas acelerações de jogo) e será aquele base-shooter, muito viável tanto no lançamento curto como no lançamento de 3 pontos. Mesmo assim, os Bulls pecaram por não terem contratado mais um extremo para fazer banco. Uma equipa que pretende lutar pelo título terá que tter mais soluções de banco do que CJ Watson, Karl Korver, Taj Gibson e Omer Asik.

Neste último mês foram várias as ligações de jogadores que a imprensa desportiva norte-americana ligou aos Bulls. O primeiro nome foi obviamente o de Dwight Howard, o jogador mais cobiçado desta pré-época. Estando Dwight Howard mais linkado a equipas como os Lakers ou como os Nets, e tendo em conta o facto que o poste não foi para lado algum porque a direcção de Orlando assim o entendeu. Na contenda pelo concurso do poste, os Bulls não desmentiram que corriam por for a: Howard e a direcção de Orlando foram abordados e foi inclusive feita uma abordagem em que os Bulls abdicavam de qualquer jogador do seu plantel numa eventual troca, excepto dois jogadores: Carlos Boozer e Derrick Rose. Daí que a própria imprensa norte-americana tenha mencionado que caso os Lakers e os Nets não tivessem capacidades para trocar jogadores com Orlando (os Lakers ainda estavam numa posição negocial por Chris Paul e os Nets não tinham manifestamente jogadores que agradassem a Orlando) os Bulls poderiam avançar com uma proposta que continha a troca de Jason Richardson e Dwight Howard por três jogadores médios\bom: Joakim Noah, Taj Gibson e Luol Deng.

Caron Butler, Jamal Crawford, OJ Mayo, Vince Carter foram outros dos nomes linkados à equipa de Chicago. Butler acabou por escolher os Clippers, Crawford seria um jogador ideal para fazer de nº6 (primeiro a saltar do banco), OJ Mayo é um jogador medíocre e Vince Carter seria um erro enorme, mesmo apesar do facto do jogador mesmo a 50% das suas capacidades ainda ser um pontuador nato.

 Desta troca, como em qualquer troca da NBA, surgiriam prós e contras. Se Howard é claramente um monstro do jogo e iria acrescentar muito mais valor que Noah, principalmente do ponto de vista ofensivo (a combinação Boozer e Howard debaixo do cesto deveria ser qualquer coisa de explosivo) e se Jason Richardson é aquele jogador muito experiente, bom lançador mas também por outro lado um jogador que é muito inconsistente nas exibições, a perda de Deng resultaria na perda de um jogador que apresenta uma regularidade ofensiva ímpar na história dos Bulls (as médias anuais rondam entre os 17 e os 22 pontos) iria perder Noah que é o guerreiro da equipa e iria perder Taj Gibson, que apesar de não ser um jogador cujas características técnicas aprecie é também ele um bom lutador.

 Portanto, na minha opinião, os Bulls fizeram muito bem em contratar Richard Hamilton, até porque a free-agency de 2012 traz efectivamente muitas surpresas para rechear o plantel dos Bulls.

 A época para a equipa de Chicago começa no domingo. A abrir, um jogo em Los Angeles frente aos Lakers, equipa muito fustigada por esta pré-época.

Primeiro porque Kobe Bryant no lock-out ponderou efectivamente deixar a NBA e ir jogar para a Europa. Se outros jogadores como Rose, Williams, os irmãos Gasol, apenas manifestaram interesse em jogar na Europa momentaneamente enquanto não se obtinha um acordo concreto que fosse de encontro às pretensões dos jogadores, Kobe ponderou efectivamente jogar a tempo inteiro na Europa.

Em segundo lugar, porque viu abandonar um jogador importantíssimo na manobra da equipa: Lamar Odom. Lamar Odom foi dado como transferível. Um jogador da sua craveira que é dado como transferível e cuja troca (Paul; Howard) acaba por não se efectuar, tem toda a razão em abandonar a equipa.

Em terceiro lugar, porque Gasol e Bynum também foram dados como transferíveis nas tentativas de trocas que os Lakers batalharam e tal facto poderá mexer obviamente com o psicológico dos dois jogadores. É de relembrar que Gasol já falhou muito ao nível psicológico na época passada.

Em quarto lugar, o falhanço nas contratações de Howard e Chris Paul não acrescenta à equipa aquele incremento necessário para que as coisas corram bem.

Em quinto lugar, este ano será estranho. Phil Jackson abandonou o cargo de treinador, portanto é de esperar que os próprios lakers demorem alguns jogos até perceber aquilo que o novo técnico pretende. Até porque a pré-época foi algo planeado às três pancadas para todas as equipas.

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Pró ano há mais

Numa modalidade colectiva como o basquetebol nem sempre ganha o colectivo. A imagem disso é a vitória desta série por parte de Miami, uma equipa que têm na sua formação 3 dos melhores jogadores da Liga mas que no fundo não conseguem ter um colectivo.

No 5º jogo desta série em Chicago, Miami voltou a ganhar. Confesso não ter visto o jogo e só pelo resumo que me fizeram dele e das imagens que o confirmam, a pobre equipa de Chicago esteve a liderar quase toda a partida, acabando por baquear nos minutos finais.

Se por um lado, o trio composto por LeBron James, Dwayne Wade e Chris merece o mais profundo respeito, por outro lado esta série encerra-se com a nítida sensação que a equipa dos Bulls não esteve ao nível que nos habituou até agora e poderia ter dado mais qualquer coisa para levar de vencidos este Heat. Quando o digo, tenho em consideração que Derrick Rose fez uma péssima exibição em 4 jogos (o único em que esteve ao seu nível foi no jogo 1) sendo em muito acompanhado nas fracas exibições por Joakim Noah. Deng foi intermitente e do 5 inicial dos Bulls, o único que jogou a um nível excepcional durante quase toda a série foi de facto Carlos Boozer.

Ficou mais que imanente o nervosismo espelhado na cara de Derrick Rose na altura das decisões e mais uma vez se nota que o base não é jogador para transportar bolas. Esta ilação deve ser tirada por Chicago, que eventualmente, no verão poderá ser capaz de adquirir um bom base transportador de jogo para a equipa como Chris Paul, Steve Nash ou até Darren Collison dos Indiana Pacers.

Miami segue para as finais com Dallas. À priori, creio que a turma da Flórida será favorita. No entanto, estou a ver uma equipa de Dallas extremamente forte graças aos grandes jogos que está a fazer Dirk Nowitszky. Finais são finais. Finais são para se vencer. Na NBA tanto pode pender para um lado como para o outro, dado o extremo equilíbrio de poderio entre as equipas. Não vou tomar partido por ninguém: que vença o melhor.

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Miami Heat 96-85 Chicago Bulls

Depois da imperdoável derrota caseira no jogo 2, onde os Bulls jogaram muito mas mesmo muito mal, o 3º jogo das finais da conferência Este ditou uma nova vitória de Miami, desta feita por 96-85.

Os Bulls acabaram por acusar neste 1º jogo na Flórida os mesmos vícios que tinham aparecido no jogo 2: má consistência defensiva, muitos erros atacantes (principalmente de Derrick Rose que voltou a não fazer um jogo de encantar) e muita dificuldade em lidar com as 3 maiores estrelas do conjunto adversário.

Num jogo onde Chris Bosh foi sem dúvida o melhor jogador em campo (34 pontos13 em 18 em lançamentos de campo8 em 10 da linha de lance livre) acertando lançamentos de todo o lado sem que alguém dos Bulls o conseguisse defender conveniente, LeBron James (22 pontos6 ressaltos10 assistências) teve um papel fulcral na fase decisiva do jogo no 4º período e Dwayne Wade (17 pontos9 ressaltos) também teve uma prestação interessante. Juntos, o big-three de Miami conseguiram 73 dos 96 pontos da equipa, o que indica que Miami praticamente apenas se resume ao seu big-three. Jogadores como Mike Bibby, Mike Miller, Joel Anthony ou Mario Chalmers raramente aparecem na partida e quando aparecem limitam-se a fazer meia dúzia de faltas e a sair de campo. Do banco de Miami, a grande virtude têm vindo de Udonis Haslem: vindo de lesão, conseguiu facturar 13 pontos no jogo 2 e 8 no jogo 3.

Da parte de Chicago, Rose (20 pontos5 ressaltos5 assistências) têm jogado furos abaixo do seu potencial. Se no jogo 1 em Chicago Rose fez uma boa exibição graças a um esquema de lançamento à distância, no jogo 2 e 3 Rose têm explorado (sem conveniência nenhuma) as suas incursões para o cesto perante uma equipa de Miami que está a defender de forma brilhante.

À semelhança do jogo 2, Luol Deng também não esteve virtuoso. Sempre muito bem defendido, raramente aparece com espaço na carreira de tiro. Se no jogo 2 acabou com 14, no jogo 3 marcou 17. Deng têm estado bem defensivamente, ganhando alguns ressaltos e profícuo na marcação ora a LeBron James, ora a Dwayne Wade. Ao nível de ataque, o extremo terá que melhor o seu lançamento (6 em 13 ontem) para que a sua equipa possa vencer.

Carlos Boozer esteve espectacular ontem. Muito bem defensivamente, ganhou 17 ressaltos e ajudou o “apático” Noah a tentar dar cabo da “tarefa Chris Bosh”. Ao nível de pontos, foi o melhor marcador da equipa com 26 pontos apesar dos 8 lançamentos de campo concretizados em 19 tentativas. Na linha de lance livre apenas tremeu 2 vezes em 10, contrariando as suas estatísticas medíocres ao nível desta variante técnica do jogo.

Joakim Noah, parece incomodado, perturbado. Tanto é capaz de fazer um jogo excepcional como ir a baixo num instante. Prova disso foi o jogo de ontem. Falhou grande parte das marcações a Chris Bosh e apenas fez 1 ponto e 6 ressaltos. Apupado pelas pessoas de Miami em redor do banco de Chicago, investiga-se agora uma imagem em que Noah responde a um adepto com uma boca homofóbica. Há uns meses atrás, Kobe Bryant foi multado pela liga em 100 mil dólares por tal feito perante um árbitro. Esperemos que a Liga não passe da multa com Noah, pois em caso de suspensão esta poderá pesar em muito no desfecho desta série.

Do banco de Chicago, nem bom vento nem bom casamento. Taj Gibson tem sido nestes 3 jogos o melhor elemento. De longe. Ontem contribuíu com 11 pontos. Omer Asik em clara limitações físicas não foi opção para Noah e ainda é muito tenrinho para actuar nestes jogos. Tom Thibodeau dispondo do veterano Kurt Thomas no banco como opção clara para a posição de poste não o coloca a jogar quando o deveria colocar. Ronnie Brewer, Karl Korver e CJ Watson tem sido claramente inexistentes. Se o primeiro (como já tinha afirmado neste blog) não têm qualquer qualidade para ostentar a camisola dos Bulls, os restantes não estão a cumprir com as suas tarefas: Korver atirar de 3 o máximo possível como lançador que é e Watson fazer descansar Rose com uma limpa organização ofensiva e quiça com o seu tiro, visto que não é mau lançador.

Na madrugada de terça para quarta disputa-se o jogo 4 em Miami. Se Chicago não vencer, a coisa torna-se bastante complicada.

Na outra final no Oeste, os Mavericks fizeram o 2-1 com a vitória no 3º jogo em Oklahoma. Não posso falar muito sobre esta série visto que não vi nenhum dos 3 jogos.

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Chicago Bulls 103-82 Miami Heat

Uma autêntica lição de humildade, foi a lição que os Heat levaram do primeiro jogo das finais da Conferência Este.

Ter individualidades na Liga é extremamente importante. A NBA sempre nos habituou que as equipas vencedoras terão forçosamente que ter um jogador que apareça nos momentos decisivos, e que de certa forma, se distinga positivamente dos outros. No entanto, o basquetebol é um jogo colectivo e a Liga também sempre nos habituou a consagrar os grandes colectivos.

Neste caso concreto, tanto Miami como Chicago têm nos seus planteis grandes individualidades. Miami conta com o talento da tripla LeBron JamesDwayne WadeChris Bosh, um trio que é sem dúvida do melhor que temos na Liga. Chicago pode contar com Derrick Rose, Luol Deng, Joakim Noah e Carlos Boozer, um quarteto que não fica atrás ao nível de talento em relação ao big-three de Miami.

Na luta das tabelas, a diferença foi enorme. Miami obteve 36 ressaltos, Chicago 52. Dos 26 ressaltos ofensivos ganhos pelos jogadores dos Bulls muitos resultaram em pontos, alguns deles em pontos com falta e como tal direito a lance livre.

A grande diferença entre os Bulls e os Heat reside no colectivo. No colectivo, os Bulls são mais fortes e o jogo 1 provou definitivamente esta diferença.

A jogar num United Center em Polvorosa (há 13 longos anos que os Bulls não pairavam por estas andanças) Chicago deu mostras que tem argumentos para bater Miami, até agora, a equipa que mais se tinha evidenciado nas primeiras duas fases dos playoffs.

Numa primeira parte muito equilibrada onde perdurou a parada e resposta entre as duas equipas (ao intervalo, as equipas empatavam a 48 pontos) a 2ª parte mostrou uns Bulls inspiradíssimos e determinados em vencer o 1º jogo desta série.

No jogo interior, Chris Bosh fez uma exibição portentosa para o lado de Miami. Com 30 pontos e 9 ressaltos, o poste teve de ser bater contra a dupla Boozer (14 pontos9 ressaltos) e Joakim Noah (9 pontos14 ressaltos) sendo que os suplente Boozer em Chicago (Taj Gibson com 9 pontos e 7 ressaltos) apareceu do banco para baralhar as contas dos Heat que do banco não tiveram argumentos para fazer descansar Bosh (Jamal Magloire apenas marcou 2 pontos em 10 minutos de utilização.


No jogo exterior, Derrick Rose voltou a fazer uma joga impressionante. Abdicando muitas vezes de atacar o cesto para atirar de longa distância, Rose esteve concentradíssimo e atingiu a incrível marca de 28 pontos (1o em 22 de campo) perante um jogo pouco inspirado de LeBron James (15 pontos6 ressaltos6 assistências – 5 em 15 de campo) que sempre foi bem defendido por Luol Deng e de Dwayne Wade (18 pontos) que acabou por ser muito perdulário no lançamento (apenas 7 em 17 de campo). O Somali (de passaporte Britânico) acabaria por estar ao seu nível habitual, marcando 21 pontos.

O jogo exterior de Chicago voltou a marcar a diferença. Ao nível do lançamento de 3 pontos, os Bulls marcaram 10 em 21 enquanto os Heat acabaram por fazer 3 em 8.

Os bancos também acabaram por ter influência no jogo. Em Chicago, como já tinha destacado Gibson saiu em grande forma do banco (acabaria por fazer uma das jogadas da época nos minutos finais) e Ronnie Brewer com 8 pontos também acabaria por dar uma contribuição que no total se cifrou em 28 dos 103 pontos de Chicago. Do banco de Miami, 7 jogadores apenas marcaram 15 pontos.

Outro dos factos que explica o facto de Miami viver apenas das suas individualidades é a pouca capacidade argumentativa dos seus jogadores à excepção do seu big-three. Ao todo, Bosh, James e Wade marcaram 63 dos 82 pontos da equipa. Para bater Chicago é preciso fazer muito mais que esses números. E nesse campo Tom Thibodeau, analogamente aquilo que a equipa têm feito até agora, consegue armar muito bem os esquemas defensivos da equipa. A equipa contra Miami subiu muito, impedindo que James e Wade pudessem ter condições ideiais para armar os seus lançamentos. Para isso muito valeram as excelentes atitudes defensivas de Luol Deng e Derrick Rose.

O jogo 2 disputa-se na madrugada de quarta para quinta em Chicago.

No Oeste, depois de uma tarefa complicadíssima, Oklahoma bateu Memphis em 7º jogo e avança para as finais contra Dallas, que de forma surpreendente quebrou a armada de Los Angeles em 4 jogos.

Em disputa, as finais. Em disputa, duas equipas completamente antagónicas ao nível de idades mas repletas de talento. Se para alguns dos jogadores de Dallas esta pode ser a última oportunidade para chegar aos anéis de campeão (Nowitzky, Kidd, Marion, Terry, Chandler) para Oklahoma chegar às finais de conferência era um cenário completamente impensável nas previsões de início de época, mas o talento da equipa composta por jogadores como Kevin Durant, Russell Westbrook, Serge Ibaka, James Harden ou Kendrick Perkins e a maneira como estão a jogar é mais que suficiente para atingir as finais.

O jogo 1 disputa-se esta madrugada em Dallas.

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Indiana Pacers 89-84 Chicago Bulls

Para vencer não basta ter sorte, também é preciso que se trabalhe.

Tal como eu esperava, os Pacers venceram o 4º jogo da série contra Chicago e reduziram a desvantagem para 1-3.

Os Bulls andaram 3 jogos a viver do brilhantismo de Rose e de 4ºs períodos em que a sorte falou mais alto na hora da decisão. No 4º jogo em Indiana, a turma de Chicago não fez rigorosamente nada para fechar a série em beleza.

Indiana aplicou um excelente modelo defensivo, acabando por ser uma equipa que não deixou brilhar as vedetas dos Bulls e esteve bastante bem ao nível do ataque, exceptuando o 4º período onde o jogo se transfigurou por completo.

Ao longo da partida, os Bulls não conseguiram romper as excelentes marcações individuais feitas pelos jogadores de Indiana, Derrick Rose esteve muito abaixo do que tinha feito nos 3 jogos anteriores (apenas 15 pontos) muito em resultado de uma pequena lesão no pé esquerdo no 1º período que o levou ao balneário acompanhado pelo médico da equipa Fred Tedeschi e a turma de Indiana foi somando vantagens atrás de vantagens no 1º, 2º e 3º período.

No 4º período, Indiana baqueou à semelhança daquilo que tinha feito nos 3 jogos anteriores. Sobre pressão de eliminação, a turma de Indiana vencia por 14 pontos no início do tempo e a 3 minutos do fim viu a sua vantagem reduzida apenas a 1 ponto, sem que Chicago tivesse feito algo de extraordinário. Nos segundos finais, com hipótese de empatar a partida, os Bulls jogaram o tudo por tudo mas a bola foi cair às mãos do poste baixo Carlos Boozer, que da carreira de triplo não conseguiu empatar a partida.

Na turma do Illinois, Joakim Noah acabou por ser a grande surpresa. O poste marcou 21 pontos e conseguiu 14 ressaltos, voltando a provar que é a “alma guerreira da equipa”. Luol Deng marcou 16 pontos e Carlos Boozer também se exibiu a alto nível com 15 pontos e 13 ressaltos. No entanto a prestação de Boozer ficou marcada por um cedo acumular de faltas ridículas.

O banco de Chicago voltou a não aparecer. Os 6 jogadores utilizados marcaram apenas 17 pontos. Nem Karl Korver escapou à hecatombe deste jogo 4.

Na turma de Indiana, Danny Granger (24 pontos) liderou a equipa como lhe competia. O poste Ron Hibbert com 16 pontos também desempenhou um papel fulcral nesta vitória dos Pacers. Aplausos para o colectivo de Indiana, que como referi, efectuou um jogo cheio de garra.

Nota final para a Liga: é inadmissível o facto de Jeff Foster ter alinhado nesta partida. A Liga reconheceu que o poste da turma de Indiana efectuou três faltas consideradas como flagrantes no jogo 3, motivo que é suficiente para que lhe seja aplicada uma suspensão. Os arbitros do encontro apenas consideraram como anti-desportiva 1 das 3 faltas do poste.

O jogo 5 realiza-se na madrugada de terça para quarta em Chicago.

Nas restantes séries:

No Este:

– Os Celtics já despacharam os Knicks por 4-0. No jogo 3 em Nova Iorque, a turma de Boston não deu chances aos Knicks, vencendo por 113-89. Paul Pierce e Ray Allen fizeram jogos divinais. Pierce marcou 38 pontos (14 em 19 lançamentos6 triplos em 8 tentativas) e Allen marcou 32 pontos (11 em 188 triplos em 11) – Allen confirmou o porquê de ser o atleta com mais triplos marcados da história da competição. O base Rajon Rondo também se exibiu na perfeição com 15 pontos e 20 (20!!) assistências! Kevin Garnett esteve perto do duplo-duplo com 9 pontos e 12 ressaltos.

Menção colectiva para o 5 de Boston. Juntos marcaram 104 dos 113 pontos da equipa.

Nos Knicks, 5 jogadores passaram a barreira dos dois digitos. Carmelo Anthony não esteve bem do ponto de vista ofensivo (apenas 15 pontos apenas 4 em 16 de campo) mas esteve muito bem na luta das tabelas (12 ressaltos). O melhor marcador dos Knicks foi o suplente Shawne Williams com 17 pontos, numa partida em que Amare Stoudamire voltou a baquear.

No jogo 4, os Celtics venceram por 101-89.

Mesmo apesar dos 32 pontos e 9 ressaltos de Carmelo Anthony e dos 19 pontos e 12 ressaltos de Amare Stoudamire, Kevin Garnett liderou a equipa do Massachussets com 26 pontos e 10 ressaltos. Rajon Rondo (21 pontos 12 assistências) também voltou a ser uma das chaves do sucesso para a turma de Boston.

Os Celtics esperam pelo vencedor do confronto entre Miami e Philadelphia. Depois de vencer o jogo 3, os Sixers salvaram a honra e bateram os Heat por 86-82.

Numa excelente exibição colectiva da turma de Philadelphia, Elton Brand destacou-se com 16 pontos e 11 ressaltos.

James e Wade bem tentaram fechar a eliminatória. Os 31 pontos de LeBron e os 22 do base não foram suficientes para evitar o jogo 5 que será disputado amanhã em Miami.

– No equilibradíssimo confronto entre Orlando e Atlanta, os Hawks venceram o 3º e o 4º jogo, estando a vencer a série por 3-1.

Na 1ª partida da série em casa, venceram por 88-84.

Jamal Crawford voltou a estar em destaque com 23 pontos. Joe Johnson acompanhou o base com 21 pontos. Na turma de Orlando, houve um melhor desempenho colectivo – apesar dos 21 pontos e 15 ressaltos de Dwight Howard, Jameer Nelson marcou 13 pontos e realizou 10 assistências, Jason Richardson marcou 14, Brandon Bass 10 e Hedo Turkoglu 9. Do banco de Orlando nem bom vento nem bom casamento.

Na 4ª partida da série, Atlanta aplicou igual receita vencendo por 88-85.

Jamal Crawford (25 pontos) e Joe Johnson (20) voltaram a secar a falta de colectivo de Orlando, que tentou discutir a partida a partir do jogo interior por Dwight Howard (29 pontos17 ressaltos). Nota de destaque para Gilbert Arenas, que saltou do banco para marcar 20 pontos.

No Oeste:

– Os Lakers estão a passar um mau bocado.

Chris Paul e companhia estão a fazer passar mal os bicampeões da Liga.

Com a série empatada a 1 jogo, os Lakers foram a New Orleans vencer a 3ª partida e perder a 4ª.

Na 3ª da série, vitória reforçada por 100-86. “Mr Zen” Kobe Bryant resolveu aparecer na série com 30 pontos, assim como Pau Gasol (17 pontos11 ressaltos). Nota de destaque para a excelente exibição (mais uma) de Andrew Bynum com 14 pontos e 11 ressaltos.

Os Hornets, muito dependentes das prestações do 5 base, viram Paul marcar 22 pontos e garantir 8 assistências, Carl Landry marcar 23 e a dupla ArizaOkafor ser muito prestável na luta das tabelas.

No jogo 4, Paul voltou a levar a turma do Estado do Tenessee à vitória com um espectacular triplo-triplo. Parece pecado uma equipa como New Orleans ter um cracalhão como Chris Paul – 27 pontos13 ressaltos15 assistências1º triplo-duplo da carreira do jogador, facto cada vez mais raro nos dias que correm. Relembro que o jogador em actividade com mais triplos-duplos é Jason Kidd dos Dallas Mavericks.

Trevor Ariza também voltou a espalhar o panico (19 pontos) na sua anterior equipa, que efectivamente baixou de rendimento em relação ao jogo 3. Kobe não esteve novamente nos seus melhores dias (17 pontos8 ressaltos) e a turma de LA apenas carburou com base no seu 5 inicial. Gasol e Artest marcaram ambos 16 pontos – Artest está a jogar o melhor basquetebol da sua carreira.

– Complicada também anda a vida dos San Antonio Spurs, campeões da conferência Oeste.

No jogo 3, os Memphis Grizzlies fizeram o 2-1. Pouco complexados, os 8ºs da fase regular, exibiram-se a alto nível com o veterano Zach Randolph a brilhar com 25 pontos. O poste Marc Gasol (irmão de Pau) fez 17 pontos e ganhou 9 ressaltos.

Do lado dos Spurs, o seu big-three tentou evitar a derrota: Ginobili marcou 23 pontos, Parker 16 e Tim Duncan 13 + 11 ressaltos.

O jogo 4 realiza-se esta madrugada.

– Dallas também têm a sua vida dificultada pelos Portland Trail Blazers. Depois das 2 vitórias no Texas, Portland foi buscar os 2 jogos em casa como lhes competia.

Dois jogos muito sofridos em que os Blazers ganharam o primeiro por 5 e o 2º por 2.

Em ambos, figuraram como vedetas do jogo LaMarcus Aldridge, Brandon Roy e Weslley Mathews.

Dirk Nowitzky e Jason Terry lutaram nas 2 partidas contra a apatia global da equipa de Dallas.

– Na série entre Oklahoma e Denver, o rolo compressor dos Thunder não deu chances no jogo 3 à turma do Nevada.

Num jogo mais equilibrado, a turma de Durant foi vencer a Denver. O base exibiu-se a alto nível, assim como o Francês Serge Ibaka e Russell Westbrook.

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Chicago Bulls 96-90 Indiana Pacers

Mais uma partida extremamente complicada para os Bulls.

No jogo 2, os Bulls fizeram o 2-0 na série mas não ganharam novamente para o susto. Se no jogo 1, Indiana esteve em vantagem até 48 segundos do final, nesta madrugada, a turma de Indianápolis esteve a vencer até ao final do 3º período. No 4º período, valeu novamente aos Bulls a classe de Derrick Rose que mais uma vez rachou tudo e todos com 36 pontos, 8 ressaltos e 6 assistências. Apesar da grande exibição, Rose foi bastante perdulário (11 lançamentos em 25 tentativas)

Carlos Boozer teve outra partida magnífica com 17 pontos e 16 ressaltos, assim como Joakim Noah (10 ressaltos). Os dois foram bastante importantes na atitude defensiva da equipa ao longo do encontro.

Luol Deng com 14 pontos também ajudou a desiquilibrar a partida, ao contrário do banco de Chicago que ontem teve uma exibição colectiva para esquecer.

Do lado de Indiana, exibição colectiva interessante. Danny Granger foi o melhor marcador com 19 pontos. A restante equipa (à excepção de price) não passou dos 89 pontos, mostrando uma atitude colectiva interessante.

A série vai agora para Indiana, onde se irão disputar os jogos 3 e 4. Pelo que foi visto nos dois primeiros jogos em Chicago, serão jogos muito difíceis, podendo a série voltar a Chicago para jogo 5 caso Indiana mantenha a mesma atitude em casa.

Nas restantes séries da Liga:

– Miami venceu o jogo 2 contra os Sixers. A turma de Philadelphia não chegou a entrar na discussão da partida e acabou cilindrada por 94-73. Culpa do mau desempenho ofensivo da turma de Doug Collins e de um LeBron James a todo o gás (29 pontos)

– No jogo 1 da série Celtics-Knicks, destaque para a vitória dos Celtics por 87-85 num jogo bastante renhido que ficou manchado por um erro de arbitragem tremendo a 31 segundos do fim quando a arbitragem assinalou de forma errada uma falta ofensiva a Carmelo Anthony.

Se os Knicks não mataram o jogo com esse lance, acabaram por perder a partida.

– Surpresa para as derrotas de Los Angeles Lakers e San Antonio Spurs contra New Orleans e Memphis Grizzlies respectivamente. No jogo de LA, a turma de Phil Jackson exibiu-se a um baixíssimo nível tendo em conta o seu poderio. Kobe não resolveu e viu Chris Paul fazer uma exibição de doidos. New Orleans venceu e exibiu-se a grande nível.

Quanto aos Spurs, as péssimas exibições de fim-de-época regular transportaram-se para os playoffs. Mesmo sem Rudy Gay, a equipa de Memphis provou o porquê do apuramento inédito para os playoffs.

– Em Oklahoma, Westbrook e Durant confirmaram o favoritismo frente a Denver, num jogo que promete uma série intensa.

Nesta madrugada, jogam-se os jogos 2 das séries que opõe Portland a Dallas (Mavs em vantagem) Knicks a Boston e Atlanta a Orlando (Hawks em vantagem).

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Chicago Bulls 104-99 Indiana Pacers

Na estreia dos playoffs, a coisa esteve bem negra em Chicago.

No jogo 1 da série contra Indiana, os Bulls tiveram a perder até 48 segundos do final, quando Karl Korver saltou do banco para empatar com um triplo.

Derrick Rose voltou a fazer uma joga impressionante. Com Rose do nosso lado, não parece haver nada a temer. Nas palavras do jogador de Indiana Danny Granger, Rose assemelha-se a uma ex-namorada: quando pensamos que a afastamos de vez, ela reaparece sem dizer nada.

O que é certo é que o base de Chicago, eleito MVP da fase regular (e bem!) marcou 39 pontos (máximo de carreira nos playoffs) ganhou 6 ressaltos e fez 6 assistências, semeando o terror na turma de Indiana. Luol Deng também se exibiu a alto nível com um duplo-duplo (18 pontos10 ressaltos). Karl Korver saiu do banco para ser decisivo; 13 pontos, 4 triplos. Carlos Boozer teve um furinho abaixo das suas capacidades: 12 pontos e 6 ressaltos enquanto Joakim Noah fez um jogo à sua medida com 10 pontos e 11 ressaltos. Do resto do banco de Chicago nem bom vento nem bom casamento: Brewer, Thomas, Watson Asik e Gibson contribuíram apenas com 12 pontos, menos um que Karl Korver em 21 minutos de utilização.

Do lado de Indiana, destaque para as exibições da dupla Collison-Granger: Collison marcou 17 pontos, ganhou 6 ressaltos e fez 19 assistências, enquanto a vedeta da equipa foi o melhor marcador com 24 pontos. Tyler Hansbrough também esteve em destaque com 22 pontos. Do banco de Indiana, à semelhança do banco de Chicago (excepto Korver) pouca produção ofensiva: 23 pontos para 5 jogadores.

O 2º jogo desta série disputa-se em Chicago na madrugada de segunda para terça.

Nos restantes jogos de abertura realizados ontem, destaque para a vitória de Miami sobre Philadelphia por num jogo em que a turma de Philadelphia apresentou-se algo irregular. Iniciando o jogo com um parcial de 33-19, Elton Brand e companhia deixaram brilhar o big-three de Miami no 2º e 3º período, iniciando o 4º período a perder por 16 pontos. Miami parecia ter o jogo controlado mas nos minutos finais, Philadelphia haveria de equilibrar a balança, estando a perder por apenas 1 ponto a 2 minutos e meio do fim. 97-89 haveria de ser o resultado final, num jogo em que LeBron marcou 21 pontos e ganhou 14 ressaltos (James apenas concretizou 4 lançamentos e 14 tentativas). Dwayne Wade esteve um furo abaixo das suas capacidades com 17 pontos e o melhor marcador da equipa de Miami haveria de ser o inspiradíssimo Chris Bosh com 25 pontos e 12 ressaltos.

Do lado dos Sixers, Iguodala esteve miserável (apenas 4 pontos; 2-7 em lançamento de campo) Brand esteve interessante (17 pontos e 7 ressaltos) e os jovens Holliday (19 pontos5 ressaltos5 assistências) e Thaddeus Young (20 pontos11 ressaltos) acabariam por dar uma boa mostra do potencial de Philadelphia, que caso consiga equilibrar os parciais das próximas partidas poderá dar alguma luta a Miami.

Na série entre Orlando e Atlanta, a turma do Alabama cometeu a primeira surpresa da jornada ao vencer por 103-99 em Orlando. Um jogo desiquilibradíssimo da turma de Orlando, que viveu do jogo de Dwight Howard (46 pontos19 ressaltos) e Jameer Nelson (27 pontos) – a turma de Orlando não poderá viver destes dois jogadores, que em cúmulo, pontuaram 73 dos 99 pontos da equipa. Jogadores como Turkoglu, Richardson, Arenas ou Redick tiveram prestações ridículas tendo em conta o seu potencial.

Do lado dos sulistas, jogos muito concisos das suas principais caras: Johnson, Smith, Hortford, Hinrich e Jamal Crawford.

No Oeste, Dallas bateu em casa Portland por 89-81, num jogo bastante interessante.

Nowitzky comandou as tropas de Mark Cuban com 28 pontos e 10 ressaltos e Jason Kidd não lhe ficou muito atrás com 24 pontos. Do lado dos Blazers, LaMarcus Aldridge foi o melhor marcador com 27 pontos e 6 ressaltos e André Miller o 2º com 18 pontos. Gerald Wallace não teve uma prestação por aí além (8 pontos) e Rudy Fernandez pouco fez para mudar o rumo dos acontecimentos (apenas 6 pontos) assim como Brandon Roy (2 pontos).

Hoje disputam-se os primeiros jogos das restantes séries do Oeste, assim como o primeiro jogo que opõe Boston Celtics e New York Knicks.

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NBA playoffs

Pequena antevisão da 1ª ronda dos playoffs da NBA:

No momento em que escrevo este post, os meus Bulls jogam o primeiro jogo da série contra Indiana.

Cruzamento da Conferência Este:

Chicago Bulls (1º) – Indiana Pacers (8º)
Miami Heat (2º) – Philadelphia (7º)
Boston Celtics (3º) – New York Knicks (6º)
Orlando Magic (4º) – Atlanta Hawks (5º)

Na série que opõe Chicago Bulls e Indiana Pacers, antevejo uma vitória fácil para Chicago. Será uma vitória 4-0 ou no máximo 4-1. Apesar do facto de Indiana ser uma equipa incómoda para Chicago (foi a única equipa da divisão central que bateu os Bulls) creio que a diferença de potencial é notória a todos os níveis entre as duas formações, assim como a diferença de objectivos nestes playoffs. Enquanto Chicago com todo o seu potencial, luta (pelo menos) pela chegada às finais, Indiana apurou-se para os playoffs (como lhe cumpria) sabendo que efectivamente não têm potencial para se bater taco-a-taco com as 5 melhores equipas da conferência.
Darren Collison e Danny Granjer serão peças chaves para Indiana, enquanto Derrick Rose, Carlos Boozer, Joakim Noah e Luol Deng farão de tudo para resolver a eliminatória para o lado de Chicago que terá sempre direito a 7º jogo em casa.

Os Heat também terão uma tarefa simples para eliminar os Sixers. Nesta série, a turma de Miami teve direito a defrontar mais frágil das equipas apuradas para os playoffs. Como tal, antevejo um 4-0. André Iguodala e Elton Brand estão a jogar bem, mas não serão capazes de colocar um ponto final na ambição do big-three da turma da Flórida.

Interessantes serão os duelos entre Boston e Knicks e entre Orlando e Atlanta.
Se no duelo entre 3º e 6º da conferência, as forças equivalem-se: será o Big-three de Boston contra Carmelo Anthony, Chauncey Billups e Amare Stoudamire, com a agravante do facto de Boston não só ter jogado mal nos últimos jogos da fase regular como a equipa se ter fragilizada com as trocas feitas há uns meses atrás.
Com a troca de Carmelo Anthony, New York ganhou um homem para resolver jogos e um base bem rotinado nestas andanças (Billups) mas por exemplo perdeu dois bons jogadores de equipa (Felton e Gallinari) que em muito tem ajudado Denver.
Boston terá que contar com as boas exibições daqueles que usualmente não falham neste tipo de jogos: Paul Pierce, Kevin Garnett, Ray Allen e Rajon Rondo. Glen Davis e Jeff Green também poderão ser cartas valiosas ao dispor de Doc Rivers. Antevejo uma série bastante renhida que Boston vencerá por 4-2 ou 4-3.

No duelo entre Orlando e Atlanta, Orlando vencerá por 4-1 ou 4-2. Apesar do facto da turma de Atlanta ter homens como Joe Johnson, Al Hortford ou Josh Smith, prevalecerá a técnica e a experiência de homens como Hedo Turkoglu, Jason Richardson, Jameer Nelson e Dwight Howard.

Cruzamentos Conferência Oeste:

San Antonio Spurs (1º) – Memphis Grizzlies (8º)
Los Angeles Lakers (2º) – New Orleans Hornets (7º)
Dallas Mavericks (3º) – Portland Trail Blazers (6º)
Oklahoma City Thunder (4º) – Denver Nuggets (5º)

A série entre San Antonio e Memphis será engraçada. Por um lado, San Antonio é uma equipa que nos habitua a fazer excelentes temporadas regulares para depois baquear nos playoffs. A equipa da turma do Texas foi perfeita. Dominou desde o início a sua conferência, vindo a cair de rendimento no final muito à custa da lesão de Tim Duncan. Conta com uma experiência inigualável no seu plantel (Duncan; Ginobili; Parker; McDyess) e com uma juventude bastante interessante a secundar (Gary Neill; Tiago Splitter – não coloco DeJuan Blair neste saco pois não lhe reconheço qualidades enquanto jogador) factos que podem ser decisivos nestas andanças.
Do outro lado Memphis faz a sua primeira aparição nos playoffs desde a criação do franchising da equipa. Longe vão os tempos em que por lá andava Pau Gasol. No entanto há Rudy Gay, Shane Battier, Marc Gasol (irmão de Pau), e Zach Randolph, jogadores de qualidade e com bastante experiência na Liga.
Antevejo um 4-1 ou um 4-2 para os Spurs.

Os Lakers não terão grande dificuldade em bater os Hornets. Os Lakers, balançados pela sede de vitória dos seus líders (Bryant e Gasol) quererão renovar os seus títulos. A qualidade e as soluções no plantel de Los Angeles são mais que muitas tendo em conta um adversário que ficou orfão de um dos seus melhores jogadores: David West. Será portanto Chris Paul contra a armada de Phil Jackson, facto que me faz antever um 4-0 desiquilibrado em todos os jogos da série.

Os Dallas Mavericks sofrem exactamente do mesmo problema dos Spurs: excelentes fases regulares; maus playoffs. O segredo de Dallas continua a assentar na veterania da equipa: Jason Kidd e Dirk Nowitzky. A secundá-los estarão Barea, Caron Butler, Tyson Chandler, Jason Terry, Peja Stojakovic e Shaun Marion, ou seja, soluções para todos os tipos de tácticas e para todas as vertentes do jogo (jogo interiortiro externo).
Do lado de Portland prevê-se uma equipa aguerrida, que não venderá barata a derrota.

No duelo entre 4ºs e 5ºs classificados, será um duelo equilibrado. Denver perdeu Carmelo e Billups, mas como referi anteriormente ganhou dois bons jogadores de equipa: Felton e Gallinari. Os dois, vindos de Nova Iorque, tem vindo a jogar muito bem. Oklahoma contará decerto com as prestações de Westbrook, Ibaka e Kevin Durant, que a bom da verdade são 3 belíssimos jogadores que dão uma certa graça de futuro aos homens do estado de Oklahoma.
Neste duelo, também há que atender que esta é a primeira vez que todos os nomes que enunciei jogam os playoffs.
Antevejo a vitória de Oklahoma na série por 4-2 ou 4-3.

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Banho de Basket!

97-81. Chicago não humilhou, mas deu uma lição de força aos Celtics quando estamos exactamente a 1 semana do início dos playoffs.

A vitória na conferência ficou apenas a 1 vitória de Chicago, ou, sujeita a uma derrota nos próximos jogos de Boston e Miami.

Derrick Rose deu o show do costume (30 pontos8 assistências5 ressaltos) e quando interrogado pela NBA TV sobre a possibilidade de se tornar MVP da fase regular desta época, Rose manteve a humildade ao afirmar “prefiro que o MVP se transforme em vitórias para Chicago” – o que é certo é que se o base de Chicago não vencer este prémio, à boa linguagem popular pode considerar-se essa eventual decisão como um roubo descarado.

No jogo contra os Celtics, Luol Deng também esteve em grande plano (23 pontos6 ressaltos) e Boozer (cada vez mais importante na equipa) continuou a exibir-se com um sólido (e cada vez mais habitual) duplo-duplo (14 pontos12 ressaltos).

Pela negativa, as prestações de Noah (2 pontos e apenas 6 ressaltos em 23 minutos de utilização) num jogo em que Tom Thibodeau voltou a precisar da experiência de Kurt Thomas, que entrou na partida literalmente para distribuir porrada e assim, enervar a equipa de Boston.

No fim da partida, até Rasuald Butler (0 12º jogador de Chicago) marcou um maravilhoso triplo do meio da rua com Ray Allen completamente pendurado.

Na equipa de Boston, o big-three (Pierce, Garnett e Allen) não tiveram uma prestação por aí além. Arrisco-me a dizer que não apareceram durante toda a partida – Pierce fez 15 pontos, Garnett conseguiu o duplo-duplo com 10 pontos10 ressaltos e Allen marcou 7 pontos e ganhou 6 ressaltos.

Na equipa de Boston, sinal positivo para o banco de suplentes, em particular para Jeff Green. Em 21 minutos de utilização marcou apenas 10 pontos mas mostrou-se bastante lutador assim como Delonte West (9 pontos). Nota negativa para Nenad Krstic (não se compreende esta troca) e para a exclusão de Sasha Pavlovic que apenas entrou nos últimos minutos da partida. Sabendo que Pavlovic é um bom atirador e exceptuando Carlos Arroyo (lesionado) acaba por ser o melhor atirador que Boston possuí nas suas escolhas de banco, é incompreensível o facto de Doc Rivers não confiar mais jogo ao extremo sérvio.

Com esta conjuntura, Chicago está de portas abertas para a final de conferência. É mais que certo que defrontará Indiana na 1ª ronda e Orlando ou Atlanta na 2ª, sendo mais expectável um confronto contra a perigosa turma de Flórida.

Miami e Boston ainda discutirão domingo o 2º lugar, importantíssima posição visto que os Knicks são cada vez 6ºs e como tal, nenhuma das duas equipas quererá quedar-se pela 3ª posição e assim apanhar a dupla Carmelo AnthonyAmare Stoudamire.

foto: NBA.com

Ainda sobre a Liga e mais num jeito de curiosidade, fui alertado por um amigocomentador deste blog (Roger Ventura Forte) para uma notícia que está a circular no site do Jornal Desportivo Espanhol Marca.

Na última época de trocas, Phoenix e Orlando entraram numa troca cujo sumário fez circular Vince Carter para Phoenix e Jason Richardson para a Flórida.

Os Suns não conseguiram apurar-se para os playoffs desta época e pelo mais caricato que se pareça, especula-se entre a comunicação social da modalidade que Jason Richardson foi parar a Orlando porque se envolveu com a mulher do canadiano Steve Nash, chegando mesmo a engravidá-la, motivo pelo qual Nash pediu divórcio.

É uma história bastante melindrosa mas não deixa de ter o seu C de caricata. Noutro prisma, caso tal tenha um fundo de verdade, aos 38 anos, Steve Nash ainda é um jogador que faz imperar o seu respeito na equipa do Estado do Arizona, onde está definitivamente a jogar desde 2004 (jogou no período entre 1996 e 1998, sendo que desde 98 a 2004 jogou pelos Dallas Mavericks)

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Bulls vencem novamente os Heat

Caíram pela 2ª vez em Chicago. Contra factos não há argumentos. A nova equipa dos parolos não tem argumentos para bater os Bulls.

Quem se ri por último, ri-se melhor…

Se estão à espera que o LeBron James seja o salvador da patria, estão muito bem enganados. Viu-se ontem no último minuto a pedrada de 3 que ele mandou lá para cima e que redundou num delicioso airball. Esta madrugada, LeBron James começou o jogo com a corda toda mas foi desaparecendo aos poucos. Já Dwayne Wade, esse sim, é o grande motor da equipa de Miami.

Chris Bosh teve um jogo para esquecer. De campo, conseguiu um cesto em 18 tentativas. Talvez o pior jogo da carreira.

Do lado dos meus Bulls, prestem a devida vénia ao Derrick Rose. Ao contrário do James, ele resolve. Ao contrário do James, o Rose não começa com a pica toda, acaba com a pica toda. E não se esqueçam que ele não tem apenas 2 estrelas ao lado (Bosh e Wade) tem 3 (Deng, Noah e Boozer).

Passo a explicar no jogo de ontem, a partir de números:

– Do lado de Miami James fez 29 pontos, 10 ressaltos e 5 assistências. Wade fez 34 pontos e 8 ressaltos e Bosh fez 7 pontos e ganhou 9 ressaltos. Os 3 juntos fizeram 70 dos 89 pontos da equipa. O que significa que os restantes 5 jogadores utilizados pelos Heat são praticamente inúteis.

– Do lado de Chicago, Rose fez 26 pontos, 5 ressaltos e 6 assistências. Deng fez 20 pontos, 10 ressaltos e 5 assistências. Boozer fez 16 pontos e 9 ressaltos. Noah fez 7 pontos e 8 ressaltos. No total 69 dos 93 pontos da equipa. Os restantes jogadores de Chicago que foram utilizados fizeram 24 pontos. Não é um número por aí além se tivermos em conta que Karl Korver fez 7 pontos e Ronny Brewer 8. Mas é interessante por exemplo constatar que Omer Asik ganhou 11 ressaltos em 20 minutos de utilização, 10 dos quais ressaltos defensivos.

Mas pronto… Continuo a concordar com alguns de vós. Nos playoffs é que vamos ver quem joga. E é mais que certo que nas meias-finais de conferência cá estaremos para contar 4 a 7 jogos entre Miami e Chicago.

Não se esqueçam de uma coisa: o James treme nos momentos de decisão. O Rose não. É um segredo que fica entre nós.

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Bulls vencem Miami Heat

Lakers, Celtics e agora os Heat: os 3 candidatos ao título perderam em Chicago.

A pergunta que paira no ar no universo da Liga é até onde pode ir esta equipa de Chicago? Estará este ano habilitada a lutar taco a taco pela vitória na conferência e por um lugar nas finais?

Nesta madrugada, os Bulls receberam e venceram os Heat por 99-96. Foi um jogo de nervos que ficou marcado pela ausência de LeBron James no lado de Miami e de Joakim Noah na turma de Chicago. Este era um duelo especial para este jogo visto que por várias vezes houveram picardias entre os dois jogadores, tanto dentro de campo como fora de campo.

Se James faltou a Miami, Wade assumiu as despesas da equipa na sua terra Natal. Teve a brilhante oposição de outro menino de Chicago, de seu nome Derrick Rose. Rose está numa forma extraordinária nos últimos jogos. Anda a fazer 30 pontos por jogo e este jogo não foi excepção: Rose brindou os adeptos dos “toiros” com 34 pontos e 8 assistências contra a corrente de Wade que logrou marcar 33 pontos (4 triplos em 7 tentativas) e ganhar 6 ressaltos.

Na turma de Chicago, o destaque pela positiva também foi para as exibições de Carlos Boozer (12 pontos10 ressaltos) Luol Deng (12 pontos6 ressaltos) e para a entrega colectiva do banco de Chicago que entrou para fazer 27 pontos. Em Miami, Chris Bosh foi intermitente (17 pontos5 ressaltos) acabando por sair lesionado da partida e o colectivo leva  nota negativa à excepção de Eddie House que saiu do banco para marcar 13 pontos e ganhar 5 ressaltos (3 triplos em 3 tentativas; 5 em 7 em lançamentos de campo).

Com esta vitória, os Bulls aumentaram o seu score para 27-13, continuando na 3ª posição da Conferência Este, que é liderada pelos Celtics com um score de 30 vitórias e 9 derrotas.

Os Bulls seguem para 4 jogos seguidos em Chicago, antes de nova visita ao Oeste com 5 partidas seguidas.

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Bulls vencem Celtics

No 3º jogo da temporada entre Chicago Bulls e Boston Celtics, tudo pendia para que os Celtics (a jogar sem Kevin Garnett) pudessem levar de vencidos os Bulls em Chicago.

Na antevisão da partida, as estatísticas eram desfavoráveis aos homens de Chicago. Para além das duas derrotas nos dois jogos anteriores frente a New Jersey Nets e Philadelphia 76sixers onde o técnico Tom Thibodeau tinha sido muito criticado pela gestão do plantel e pela falta de ambição da equipa, a história recente da equipa apontava para apenas 3 vitórias nos últimos 13 jogos frente a Boston, que esta época já tinha vencido os Bulls nos 2 encontros realizados.

No jogo desta madrugada, as estatísticas inverteram-se numa tremenda vitória dos Bulls, comandados pelo génio de Derrick Rose e pela excelente técnica de Carlos Boozer. Rose foi novamente “Rei de Chicago” com um jogo perfeito de 36 pontos e Boozer (demorou a entrar no ritmo da partida) com 22 pontos e 10 ressaltos. Luol Deng esteve todo o jogo abaixo das expectativas (apenas concretizou 3 bolas de campo em 10 tentativas) mas teve especial influência no desfecho do resultado graças a um quarto período onde marcou 7 pontos (do total de 9) ganhou 9 ressaltos e fez 5 assistências.

Do lado de Boston, Ray Allen e Paul Pierce fizeram o que se lhes competia: Allen marcou 19 pontos e Pierce marcou 21 num jogo em que o destaque negativo do lado de Boston vai para as péssimas exibições de Shaquille O´Neal (apenas 5 pontos e 4 ressaltos) e Jermaine O´Neal (6 pontos3 ressaltos). No entanto, este plantel de Boston é na minha opinião o plantel mais rico em soluções da NBA.

Chicago ocupa agora o 4º lugar da Conferência Este, com um score de 24 vitórias e 12 derrotas, menos uma vitória que Orlando (25-12) numa Conferência que é liderada por Boston (24-8) e seguida de perto por Miami (25-9). Orlando leva um ciclo de 9 vitórias seguidas enquanto Miami tem 8.

Até meados de Fevereiro, os Bulls continuam privados de uma das suas melhores estrelas. Falo do Francês Joakim Noah que continua a recuperar de uma intervenção cirurgica ao dedo polegar da mão direita. Se recuperar a tempo, Noah pode estar à beira de conseguir jogar o seu primeiro all-star game visto que se encontra muito bem posicionado nas votações que estão a ser executadas aqui.

A votação está a ser levada a cabo por posições. Na posição de base, Derrick Rose está praticamente certo na equipa da Conferência Este, visto que é o 3º base mais votado com 917,753 votos.
Noah é o 3º nas votações dos postes com 197,407 votos, perdendo apenas para Shaquille O´Neal e Dwight Howard. Nos extremos, Carlos Boozer é 7º com 222,431 votos mas é quase impossível que consiga ficar entre os 5 extremos seleccionados.

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Sempre a somar…

9-1 nos últimos 10 jogos. Rose, Boozer e Deng estão a ficar um trio de respeito na Liga, mesmo na ausência de outras das estrelas da equipa (Joakim Noah) que foi recentemente operado ao polegar da mão direita e ficará ausente da competição até inícios de Fevereiro.

Depois de uma série de 7 vitórias consecutivas, Chicago perdeu em casa com os LA Clippers (treinados pelo antigo treinador do Bulls Vinny Del Negro) tendo posteriormente “oferecido um autêntico cabaz de Natal aos Philladelphia Sixers (121-76) e vencido esta madrugada os Wizards por 87-80, num jogo onde Rose marcou 25 pontos e assistiu por 5 vezes. No entanto, a grande estrela da equipa de Chicago haveria de ser Carlos Boozer com 30 pontos, 10 ressaltos e 7 assistências.

Começo a perceber a contratação de Boozer. O experiente extremo já é uma aposta ganha em Chicago.  Pela qualidade que deu à posição 4 no jogo interior tanto no ataque como na defesa. Boozer é um jogador regular acima dos 20 pontos por jogo, luta muito no jogo das tabelas, ganha muitos ressaltos e ainda faz algumas assistências. Com a sua vinda, Chicago perdeu algum fulgou no jogo exterior, mas no entanto Bob Thibodeau já está a resolver o problema com treinos intensivos de lançamento exterior a Deng e a Rose que este ano tem aparecido regularmente a tentar de 3 pontos e a serem eficazes. O base também já fez bastantes progressos ao nível do transporte de bola e da organização de ataque – no entanto, há muito que creio que Chicago deveria ainda esta época contratar um base de qualidade só para andar no terreno a organizar o ataque.

Ao nível da Liga, os Bulls continuam a liderar de forma destacada a Divisão Central e são 3ºs na conferência Este com um score de 18-9. Melhor que os homens de Chicago, só os Miami Heat com 21-8 e os Boston Celtics com 23-4.  Os Celtics lideram o Este e já não perdem há 14 jogos.

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Chicago Bulls: sempre a somar!

Obrigado Sporttv! Valeu bem a pena esperar até às 2 e meia da manhã para ver os Bulls a derrotar os Mavericks em Dallas!

88-83 foi o resultado de um jogo, em que o extremo Taj Gibson foi a vedeta com máximos de carreira (17 pontos18 ressaltos) e teve direito até a lançar um enorme triplo no 4º período, o primeiro de Gibson na sua curta carreira de época e uns trocos.

Os Bulls desta época (ainda sem a vedeta Carlos Boozer que só irá regressar nos primeiros jogos de Dezembro) continuam mais do mesmo: fortes a defender (basta só dizer que Joakim Noah é 2º da Liga ao nível de ressaltos com 13.3 de média nos 11 jogos efectuados) trapalhões a atacar, com alguma falta de mentalidade (que é normal para jogadores cuja média de idades é das mais jovens da NBA) mas muito unidos e com muito espírito de entrega ao jogo.

Outro aspecto que assusta, é o facto dos Bulls terem sempre um mau período por jogo. Usualmente costuma ser o 3º.  À semelhança das últimas 56 épocas, as sucessivas formações parecem ser capazes do 8 ou do 80. Tem momentos em que realmente humilham adversários como a seguir “descambam” para momentos desastrosos. Certo é, a capacidade que esta equipa demonstra quando tem de batalhar com os grandes da NBA.

No jogo de ontem, Rose marcou 22 pontos (4º da Liga ao nível de pontos com 25.2 de média) e Deng não apareceu durante toda a partida. Mesmo apesar do jogador Britânico estar a fazer o seu melhor início de época na Liga (quase 20 pontos de média) na Comunicação Social de Chicago tem-se falado com insistência numa possível troca de Deng e James Johnson por Carmelo Anthony dos Denver Nuggets, que como se sabe, será um jogador livre na próxima temporada.

Resta apenas saber, se Chicago pretende Carmelo já esta época para lutar por algo importante, ou irá esperar mais 1 ano para juntar Carmelo a Rose, Noah, Boozer e Deng, de modo a construir uma equipa capaz de lutar pelo título. Na minha singela opinião, creio mais na 2ª opção.

Os Bulls seguem em 4º lugar na Conferência Este, correspondendo às expectativas geradas pelos analístas para esta época, com um score de 7 vitórias e 4 derrotas. O mesmo score basta para liderar uma Divisão Central que está muito perra. (Indiana em 6º com 5-5, Cleveland em 7º com 5-6, Milwaukee em 8º com 5-7 e Detroit em antepenúltimo com um score ultra negativo de 4-8)

O jogo de ontem também quebrou uma barreira histórica para o franchise de Chicago. Como os Bulls “se encontram na estrada” com 7 jogos seguidos fora contra equipas da Conferência Oeste, nos 3 jogos já realizados desta série venceram 2, feito que não conseguiam há precisamente 8 épocas. Restam portanto mais 4 jogos frente a Lakers, Phoenix, Denver e Sacramento.

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LeBron vai para Miami

Acabou-se a especulação sobre o futuro de LeBron James. E com o fim desta autêntica novela, começa-se a esclarecer o futuro das transferências de jogadores na NBA neste verão e começam-se a fazer as primeiras apostas para a próxima época.

James anunciou ontem num programa da ESPN americana que irá rumar a Miami, a equipa que sai vencedora na questão dos movimentos dos “free-agentes” deste verão. Depois de conseguir renovar com Dwayne Wade, a equipa de Pat Riley conseguiu juntar Chris Bosh e LeBron James a uma equipa que terá a ambição de vencer o título da NBA.

Eram várias as equipas que queriam contratar James. Os Cleveland Cavaliers tentavam manter James na sua equipa. New York Knicks, Chicago Bulls, New Jersey Nets, Los Angeles Clippers, Dallas Mavericks, Miami Heat tentavam contrata-lo. Durante meses tentaram de tudo para levar James. Principalmente os Bulls e os Knicks.

Na semana passada, tudo se começou a esclarecer quando os Knicks contrataram Amare Stoudamire num negócio onde o antigo poste de Phoenix irá receber 100 milhões de dólares por 5 épocas e quando os Bulls falharam a contratação de Chris Bosh, elemento decisivo para a vinda de LeBron para a equipa do Illinois. Bosh era um alvo difícil para os Bulls, visto que colocou entraves à sua contratação: só admitia ser contratado por alguém que oferecesse jogadores de qualidade à troca para a sua antiga equipa, os Toronto Raptors. Com a contratação de Bosh, Dwayne Wade repensou uma possível ída para Chicago e esperou que o proprietário dos Heat Pat Riley fosse buscar James para completar o grande trio da equipa da Flórida.

Os Bulls continuaram todos os esforços e contrataram Carlos Boozer aos Utah Jazz num negócio de 80 milhões de dólares por 5 épocas. Mesmo assim, James não veio para Chicago. E as atenções de Chicago poderão virar-se nos próximos dias para Chris Paul.

Com todas estas trocas, a conferência Este ganha uma nova emoção: Boston manteve o seu trio, Miami será em princípio a candidata a vencer a conferência, Orlando continua com a mesma equipa do ano passado e os Cavaliers saem de cena dando lugar aos Bulls como outra das equipas capazes de vencer a conferência. No que me toca, os Bulls entram com a equipa mais forte dos últimos 10 anos. Boozer vem reforçar a posição 4, a posição que era de Michael Jordan, posição que está amaldiçoada na equipa desde 1998. Com Boozer, Chicago tem finalmente uma grande vedeta da Liga juntando-lhe duas vedetas emergentes: Derrick Rose e Joakim Noah.

Os Knicks continuam uma incógnita. Amare Stoudamire fará uma boa tripla com David Lee e com Tracy McGrady. Será isto suficiente para levar os Knicks aos playoffs? Só o tempo o dirá…

Na Conferência Oeste não há grandes mudanças. Lakers e Spurs continuam exactamente na mesma. Os Mavericks contrataram Brendan Haywood e conseguiram renovar com Dirk Nowitzsky. Os Suns perderam Stoudamire mas essa perda poderá ser superada pela equipa de Steve Nash.
Apenas os Utah Jazz acabam por perder Boozer, prevendo-se uma ligeira queda de rendimento para a próxima época.

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