Tag Archives: Carles Puyol

notas sobre o superclássico

1. Impressionou-me o Piqué pelas três certinhas que tirou ao Ronaldo.

2. Meteu-me impressão o Ricardo Carvalho pelo estado lastimável em que se encontra. Mal fisicamente, mal colocado, uma aposta de risco de Mourinho fruto da escassez que o Real atravessa ao nível de centrais.

3. Varane, não pelo golo mas sim por ter feito o seu trabalho e o de Ricardo Carvalho. Já escrevi aqui e volto a escrever que será o melhor central do mundo da sua geração.

4. Modric. Ter saído de Londres foi um erro crasso que futuramente será pago. O Madrid é o clube mais profícuo do mundo a destruir grandes carreiras.

5. O Daniel Alves e o Busquets continuam a dar lenha no Ronaldo como se não houvesse amanhã e a reclamar com o árbitro como se ainda tivessem razão.

6. A falta que faz um Falcao num ataque como o do Real Madrid.

7. Creio que no último lance do jogo Carles Puyol corta o remate de Sami Khédira com o braço.

8. Messi fez o que quis e só não fez mais porque ainda existia um Varane implacável pela frente, Ronaldo esteve perdulário.

9. Diego Lopez cumpriu aquele que vai ser o seu primeiro e único jogo pelo Real Madrid. Amanhã será apresentado outro guarda-redes no Bernabéu de nome Rui Patrício.

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Quem não tem dinheiro não tem vícios

“Manifestámos a nossa disponibilidade para, juntamente com a Liga (de clubes) e Sindicato (de jogadores), reforçar ou renovar do fundo que já existiu para as provas profissionais. O anterior era de 300 mil euros. Provavelmente, terá o mesmo valor”

Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol

Mais uma vez, os organismos que dirigem o futebol português tentam passar um paninho limpo por cima da merda que emerge do futebol português.

Não quero com isto dizer que não aprove que os ditos organismos criem um fundo de apoio para ajudar os futebolistas que passem dificuldades económicas porque a solidariedade entre uma classe profissional começa exactamente com este tipo de gestos. É importante realçar o exemplo espanhol no que toca a estas matérias: sempre que existe um clube incumpridor nas competições profissionais ou amadoras, a coisa não se resolve apenas com declarações, abandonos ou rescisões por parte dos jogadores desses mesmos clubes. Mesmo que o clube incumpridor seja de 3ª divisão, são os grandes rostos do futebol espanhol que saiem em defesa dos direitos dos seus colegas de profissão mais fragilizados. Foi o que aconteceu no passado mês de Agosto quando os clubes profissionais espanhóis ameaçavam greve às primeiras jornadas dos campeonatos profissionais por incumprimento contratual de alguns clubes de 2ª liga. Não estavam em causa o pagamento dos salários nos planteis de Barcelona, Real Madrid ou Valência. Todavia, seriam Iker Casillas (Real Madrid) Carles Puyol (Barcelona) ou Frederic Kanouté (Sevilla) os rostos de proa que falavam à frente das televisões nacionais e internacionais pelas reinvindicações dos jogadores afectados pelo flagelo do incumprimento salarial.

Esta decisão por parte da FPF é portanto mais uma medida que visa incutir a irresponsabilidade aos dirigentes dos clubes de topo do futebol português pelos seus péssimos erros de gestão. ” Vamos gastar mais um bocadito daquilo que não temos. Se não pagarmos as nossas obrigações perante os nossos jogadores, alguém o fará, sem que a participação nos campeonatos profissionais esteja afectada” – João Bartolomeu e a União de Leiria foram o caso mais crasso de um clube que andou mais de uma década a gastar aquilo que não podia, sem que no entanto, a Liga tivesse mão no assunto e impedisse o clube Leiriense de participar nas provas profissionais. Foi preciso chegar ao ridículo de actuar com apenas 9 jogadores (4 dos quais juniores) para que finalmente a Liga pusesse o clube fora de uma escalão ao qual os Leirienses não tinham capacidades para participar desde 2002. E infelizmente, na 1ª liga, o Leiria não foi o único incumpridor (crasso) durante a temporada passada.

A solução, a meu ver, passa pela apresentação logo no início de época (por parte dos clubes) de garantias bancárias que confirmem que os ditos tem capacidade para fazer face às suas despesas ao longo da época. Se não tiverem essas mesmas garantias, a Liga deve actuar com a exclusão de participação na divisão correspondente ao dito clube. Não se trata apenas de um modo sancionatório para incumpridores ou possíveis incumprimentos mas preventivo para que se ganhe responsabilidade no mundo da gestão futebolística profissional.

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À 6ª foi de vez

De que vale vencer a mesma equipa 5 vezes se à sexta uma derrota dá de bandeja o título à outra equipa?

Assim aconteceu em Nou Camp. De um lado, um Mourinho inteligente aplicou a receita que já tinha dado frutos nas meias-finais da Champions em 2010 em Nou Camp com o Inter e que Roberto DiMatteo limitou-se a copiar no encontro de quarta-feira em Stamford Bridge. Do outro lado, Pep Guardiola foi traído por uma equipa que batalhou muito, que criou muito mas que não foi capaz de concretizar as oportunidades, também um pouco à semelhança do que o Barça (não) fez em Londres a meio da semana.

Mourinho desenhou a táctica perfeita. Colocou a equipa num estilo ultra-defensivo, numa cópia clara do que já tinha feito 2 anos antes com o Inter na Catalunha. Em 4x5x1 desdobrável para 4x3x3, apostou num meio campo coeso formado por Alonso, Ozil e Khédira. Nas alas, Ronaldo e DiMaria tinham ordens para fechar as alas perante as intromissões ofensivas de Dani Alves, Tello, Adriano e Iniesta e para sair para o contra-ataque sempre que possível. Na frente, Benzema era o único que tinha ordens para não defender e tinha como missão fazer pressão alta aos jogadores lá de trás (Mascherano e Puyol) de modo a evitar, pressionar e complicar a construção que é feita de trás pelo Barcelona.

O ataque do Madrid resumia-se exclusivamente ao contra-ataque.

Já Pep foi traído nas suas escolhas. Muito se pode dizer sobre este Barcelona. Certo parece-me dizer que psicologicamente começa a ser difícil a Guardiola motivar os seus púpilos para vencer. O ciclo do futebol é mesmo este: quando uma equipa constituída genericamente pelos mesmos jogadores (como o Barça) vence tudo o que tem para vencer (variadas vezes em variadas competições) na última década, começa a necessitar de caras novas, de um novo ciclo.

De Mourinho já se esperava o que aconteceu em Nou Camp. Os primeiros minutos mostraram um Real retraído, defensivo, pressionante no meio campo e capaz de resolver os problemas de maior que o ataque do Barça ia causando esporadicamente para numa 2ª fase partir em velocidade para cima da defensiva do Barça, ora por Benzema ora pelas intensas arrancadas de Cristiano Ronaldo. Iniesta e Xavi tentavam construir mas Sérgio Ramos e Pepe não davam veleidades no último reduto dos madridistas. Messi andou dentro e fora do jogo. Quando esteve dentro tentou as suas incríveis jogadas pelo centro do terreno. Quando isolado na cara de Casillas não foi capaz de finalizar ao seu jeito.

E o Madrid aproveitou logo nos primeiros minutos da partida, num lance onde Victor Valdés acaba por ter culpas partilhadas com os seus centrais: o guardião do Barça saiu em falso e Khédira, embrulhado na pequena-área conseguiu (parece-me em fora-de-jogo) dar o toque desejado ao cabeceamento de Pepe.

E o Real começava a surpreender.

O Barça enervou-se com a ousadia do Real e tentou sair para o meio-campo Madridista em busca do empate. À “ausência” de Messi em certas partes do jogo, Iniesta tentou fazer de Messi e por várias vezes tentou ele furar a defesa madridista. No entanto, exceptuando as perdidas de Messi e Aléxis na 2ª parte, Casillas não teve grande trabalho durante a partida.

Na 2ª parte, um pouco mais do mesmo. O Barça carregou muito no ataque, mas no fim, o jogo dos catalães resume-se ao ditado de “muita parra e pouca uva”. O Real continuou fechadinho na defesa e assente no contra-ataque. A eficácia do Barça foi escassa. Tello teve tudo para o empate mas atirou muito por cima. Aléxis entrou e marcou com alguma sorte. Fabrègas (encostado injustamente a uma ala) e Pedro Rodriguez (entrado numa fase de desespero) foram soluções infeliz que vieram do banco catalão.

Até que Ronaldo calou o camp-nou num lance de jogador.

Mourinho e os seus jogadores geriram a vantagem com muita tranquilidade. Do banco madridista, o português colocou Granero em campo para continuar a segurar o reforçado meio-campo Catalão. Callejón entrou para segurar a bola lá na frente e Higuaín já entrou para queimar tempo em período de descontos. No campo, os que lá estavam continuaram a segurar os ímpetos do ataque catalão e pelo meio, ora Coentrão ora Ronaldo iam quebrando o ritmo de jogo do Barça com algum anti-jogo.

E Mourinho vence justamente o título.

Guardiola assumiu a derrota e deu os parabéns ao português pelo “campeonato” – o Barça atira literalmente a toalha ao chão no que diz respeito a Liga Espanhola. E deve recuperar rapidamente pois na quarta-feira terá Di Matteo e o Chelsea a praticar mais um pouco da receita Mourinho.

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futeboladas (fim-de-semana)

Começo como é habitual pela Premier League:

32ª jornada do principal escalão do futebol inglês:

Depois de uma derrota no terreno do Queens Park Rangers, um golaço na recta final da partida por intermédio do médio catalão Mikel Arteta poderá ter servido dois interesses na recta final da liga: o 3º lugar do Arsenal no fim do campeonato, lugar que garante a Champions da próxima época para o clube londrino e o fim da linha para o Manchester City no sonho do título inglês. Quem sabe, também garantirá o fim da linha para Roberto Mancini no comando técnico dos citizens, numa altura em que se diz que a board de Manchester estará disposta a tudo para convencer José Mourinho a trocar Madrid por Manchester no final desta temporada.

Dentro das 4 linhas, o futebol-arte de Wenger limpou qualquer sombra de dúvidas que pairou até aos 86″, minuto do golo de Arteta. Algo insatisfeito com a pressão que os citizens estão a fazer sobre Robin Van Persie (o holandês termina contrato com os Gunners esta temporada, ainda não renovou e já foi dado como certa uma investida por parte da direcção do Manchester para resgatar o jogador) Arsène Wenger aproveitou para lançar algumas alfinetadas ao clube de Manchester, dizendo que agora, os citizens já podem lançar mais investidas sobre jogadores do Arsenal” – o francês ironizou a situação afirmando posteriormente a seguinte afirmação: “Podemos analisar estar situação de duas maneiras. Se calhar agora eles vão querer contratar outros jogadores”.
Estas declarações surgem obviamente na sequência das compras que os homens de Manchester fizeram no clube londino. Em 3 temporadas, os Gunners viram sair para o City Emmanuel Adebayor, Kolo Touré, Samir Nasry e Gael Clichy, motivo que levou os adeptos do clube de londres a espalhar a piada que os citizens “teriam cartão de cliente no Emirates para ter descontos na compras” – recorde-se que todos os jogadores saíram por um preço inferior ao que era expectável devido ao facto do Arsenal ter sido pressionado à sua venda em derivado do facto de ambos estarem apenas com mais 1 ano de contrato.

Já Roberto Mancini reagiu à derrota afirmando que afinal “não estamos fora do título” – na semana passada, Mancini tinha afirmado no flash interview posterior ao empate contra o Sunderland que se o City perdesse no fim-de-semana, dizia adeus ao título. Com 8 pontos de diferença para o United, não me parece (mesmo que o City vença o derby) que possam ter grandes hipóteses nesta questão.

No jogo de Londres, as luzes incidiram novamente sobre Mario Balotelli. O avançado está de cabeça perdida e voltou a cometer das suas.

O 1º lance – aos 20 minutos Balotelli tem esta entrada violenta sobre Alex Song. Já sabiamos que o camaronês era um jogador algo viril. No entanto, a entrada do Italiano poderia efectivamente ter traçado um destino na sua carreira. O arbitro viu e fez de conta que não viu. Balotelli foi perdoado mas…

fez duas faltas rispidas sobre Sagna nos dois minutos que sucederam ao golo do Arsenal e foi expulso.
Quem não ficou nada agradado com este comportamento foi Roberto Mancini. No flash-interview, o técnico italiano deu a receita de Tevez a Balotelli: “I don’t have any words for his behaviour.
I hope for him he can understand he is in a bad way for his future and I really hope that he can change his behaviour in the future. He will probably not play in the next six games. He’s young and could be my son and when you are young you can make mistakes. Mario made a mistake and I hope for him – not me – that he can change.
He clearly created a big problem but he has also scored important goals for us this season. He needs to chnge his behaviour if he wants to continue to play. I have seen players like him, who have all this talent, and they are finished in two or three years.”

Mancini assumiu de facto que o problema de Balotelli não passa apenas pelo controlo das suas emoções dentro de campo e deu a entender que o italiano também causa problemas no balneário. É uma pena, acrescento eu, que um talento destes não tenha cabeça. Balotelli parece-me daqueles jogadores que daqui a 5 ou 6 anos andará a arrastar-se por clubes como o Modena ou como a Atalanta porque há de chegar o dia em que ninguém o queira.
Notícias posteriores ao jogo indicam que o City deu guia de marcha ao italiano à primeira proposta que aparecer. O Milan de Galliani já apareceu interessado no jogador.

Balotelli já pediu desculpas aos companheiros, treinador, direcção e adeptos pelo seu comportamento. Rumores em Itália dão conta da não-inserção do avançado na pré-convocatória para o europeu por parte do seleccionador Césare Prandelli. Prandelli tem medo que Balotelli vá influenciar uma espiral negativa no balneário da Squadra Azzura. Recorde-se que há algumas semanas atrás, o seleccionador italiano já tinha posto a hipótese de Balotelli não integrar a convocatória italiana por considerar que o avançado não tinha estofo para lidar com a pressão.

Quem aproveitou de imediato a derrota do City foi o Manchester United. Os comandados de Alex Ferguson tiveram uma tarde descansada, vencendo o Queens Park Rangers por 2-0 em Old-Trafford. Nani voltou à competição, algo que deu algum regozijo ao treinador escocês. Dentro de campo, o Queens Park Rangers condicionou o seu jogo logo aos 14″ por expulsão de Shaun Derry após falta dentro da área que daria a oportunidade a Wayne Rooney de inaugurar o marcador. O United controlou o jogo com o equatoriano Valência a facturar mais uma exibição portentosa. Momento da tarde foi o 2º golo dos Red Devils, apontado pelo regressado Paul Scholes, num dos seus remates típicos.

Desde o regresso de Scholes em Janeiro que se nota uma maior acalmia no United. Exceptuando os jogos frente ao Bilbao, em que o Athletic de Bielsa montou o seu “carrossel de ataque” junto à área dos ingleses, Scholes veio dar aquilo que o United da 1ª parte da época não tinha: um médio que transportasse jogo e que fosse capaz de servir de orientador a todo o ataque. Quem poderia fazer isso melhor do que o mítico Paul Scholes?

ver aqui a vitória do Chelsea sobre o Wigan por 2-1.

No rescaldo de uma noite europeia frente ao Benfica em que a equipa londrina teve mais sorte do que juízo, o Wigan veio a Stamford Bridge necessitado de pontos para fugir aos lugares de despromoção. O Chelsea, aproveitando o empate do Tottenham frente ao Sunderland, precisava de vencer para se aproximar mais do 4º lugar. Pode-se dizer que nos dias que correm, o Chelsea é uma das equipas com mais sorte no mundo: vence o Benfica injustamente e com alguma ajudinha da arbitragem nas duas mãos, apurando-se para a Champions e vence um lutador Wigan com mais uma ajudinha dos senhores de negro.

Di Matteo optou por inserir duas caras novas no onze: Michael Essièn e Ryan Bertrand à esquerda. O Wigan de Roberto Martinez esteve por cima durante todo o jogo. Martinez teve uma abordagem táctica muito curiosa: jogou com 3 centrais e com 2 alas. Curioso também foi o primeiro lance de perigo na partida a remate de meia-distância de Gary Cahill.

Na 2ª parte viriam os lances que iriam deteminar o rumo da partida: logo a começar, penalti por assinalar a favor do Wigan com uma mão na área do lateral-direito sérvio Bratislav Ivanovic. Depois, seria o sérvio a marcar o primeiro golo da partida naquele lance bizarro. O Wigan nunca desistiu e sentiu que poderia levar qualquer coisa de Londres: aos 82″ Mohammed Diamé fuzilou Petr Cech naquele poderoso remate à entrada da área.

Para o fim estava guardada a masterpièce dos falhanços da arbitragem neste jogo: apesar da bonita jogada de ataque do Chelsea e do golaço que poderia ser se Torres marcasse aquele voley, 3 jogadores do Chelsea (inclusive Mata) estavam em fora-de-jogo no lance e existe carga nítida de John Obi-Mikel sobre o guarda-redes do Wigan Al-Habsi.

Ontem, Roberto Martinez, treinador do Wigan, revelou que o chefe dos árbitros da FA Mike Riley telefonou-lhe a pedir desculpa pelos erros de arbitragem na partida. Segundo palavras do jovem técnico espanhol: “Ele disse-me que arbitrar nesta liga exige nível e, nessa medida, deviam ter acertado naquelas duas decisões. Creio que há um modo honroso de enfrentar os erros. Todos somos capazes de os cometer e tem a ver com o modo como se reage a eles” – e o que é certo é que os erros de arbitragem foram danosos para o Wigan. A bom da verdade desportiva, o Wigan poderia ter vencido por 2-1 e poderia ter dado um passo importante rumo à manutenção.

O Chelsea aproximou-se do Tottenham e o Wigan continua abaixo da linha de água.

Notícias revelam que o Chelsea já se está a mexer para se reforçar: Igor Lichnovski, jovem defesa de 19 anos do Universidad do Chile e Hernanez, internacional brasileiro da Lazio estão na lista do Chelsea. O primeiro também poderá constar das listas do Inter mas só sairá por verbas a rondar os 5 milhões de euros. Já Hernanes tem o seu passe fixado num valor entre os 22 e os 25 milhões. O brasileiro da Lázio também é desejado pela Juventus e pelo Tottenham.

Por falar em Tottenham. Os Spurs deram um passo negativo ao empatar em Sunderland a 0 bolas. A equipa de Redknapp vê assim mais longe o 3º lugar do Arsenal e terá que lutar jornada a jornada com o Chelsea pelo objectivo Champions.

Outros jogos:

Liverpool 1-1 Aston Villa – Continua a seca de vitórias e golos em Anfield. Andy Carroll foi novamente protagonista pela negativa. O avançado contratado em Janeiro de 2011 ao Newcastle por 40 milhões poderá ter guia de marcha no clube de Liverpool.

A Juventus pretende pescar em Liverpool. Ao que parece, Luis Suarez ficou magoado com a polémica que teve com Patrice Evra. Ultimamente, Kenny Dalglish tem colocado o uruguaio no banco de suplentes, algo muito estranho para aquilo que o extremo tem vindo a fazer nos Reds. Tem uma justificação: Suarez já disse que pretende sair do futebol Inglês. A Juve mostra-se interessada e pretende fazer uma proposta a rondar os 20 milhões + Milos Krasic, jogador que está insatisfeito em Turim e que tem servido de moeda de troca para algumas propostas que o clube tem feito.

Swansea 0-2 Newcastle – Os magpies continuam de olho no 5º lugar do Chelsea e no 4º do Tottenham. Papiss Cissé, ponta-de-lança senegalês contratado em Janeiro ao Freiburg da Bundesliga carimbou com 2 bons golos a vitória da equipa de Alan PardueE. Cissé já leva 9 golos em apenas 3 meses no Saint James Park. Começa a revelar-se mais um caso de sucesso na equipa do Norte e não promete ficar aqui, como aliás, já tinha dito na última crónica.

Norwich 2-2 Everton – Duas equipas descansadas ao nível classificativo proporcionaram um bom jogo de futebol. O avançado croata Jelavic é outro caso de sucesso no futebol inglês. Marcou mais 2 golos. Todavia, o Everton ficou limitado para o resto da temporada com a lesão do seu central\trinco Jack Rodwell. O atleta, que fazia parte dos planos de Stuart Pearce para o europeu já não irá marcar presença no evento em virtude de uma lesão grave.

La Liga:

Duelo intenso no La Romareda em Zaragoça. A equipa da casa (com Rúben Micael no onze; Postiga só entrou nos minutos finais) precisava de bater o pé ao Barça para obter pontos para fugir à despromoção. Já o Barça vinha de uma saborosa vitória frente ao Milan para a Liga dos Campeões e precisava de vencer para alimentar a luta pela renovação do título espanhol.

Guardiola optou por fazer alguma gestão do plantel, colocando Xavi e Iniesta no banco. Xavi só iria entrar aos 90″ para queimar tempo mas ainda a tempo de ver o 4-1 final.

Uma vibrante primeira parte que acompanhei (depois interrompi para ver o Porto frente ao Braga) dava uma noção básica de que o Zaragoça queria efectivamente parar o Barça no seu reduto. A jogar destemidamente contra o futebol dos catalães, prova disso foi o penalty que Angel Lafita não aproveitou ao minutos 23 depois de uma falta de Victor Valdés (Valdés redimiu-se defendendo o penalti) e o golo passado 7 minutos por intermédio de Carlos Aranda. Tremido, o Barcelona subiu no terreno e virou o jogo em 3 minutos: primeiro por Puyol num lance onde Roberto fez mais uma das suas (já tínhamos saudades de ver o antigo guarda-redes do Benfica a sair às aranhas) e depois por intermédio de um golaço de Messi. A primeira parte iria terminar com a expulsão por acumulação de amarelos do central Abraham, facto que condicionou o Zaragoza, repito, que até então estava a merecer muito mais do que uma derrota pelo esírito afoito com que estava a enfrentar o Barça.

Na 2ª parte, com o jogo devidamente controlado, o Barça apareceu com mais um golo do Argentino (de grande penalidade) e com o delicioso golo de Pedro em combinação com Messi num estilo que mais parecia do rugby do que do futebol.

Um rumor dá conta que o Barça pretende “usar” Cesc Fabrègas e 30 milhões de euros para convencer Robin Van Persie a ser blaugrana na próxima época. O Barça pagaria assim um preço justo ao Arsenal e o espanhol serviria de intermédiário para convencer o Holandês a trocar londres pelo clube catalão.

Duro nulo para o Real em dia de páscoa frente ao Valência.

A jogar com a artilharia toda, Mourinho pretendia livrar-se do incómodo Valência nesta altura da temporada. O Real mereceu vencer visto que dominou toda a partida e viu o golo negado por várias vezes ora pelo poste ora por uma grandiosa (grandiosa mesmo!) exibição do suplente do Valência Guaita (o Valência tem de facto dois maravilhosos guarda-redes).
Primeiro a de Ronaldo ao poste. Tudo lindo. Chutão do extremo português a bater com violência no poste. Seria um dos melhores golos da Liga. A resposta do Valência: remate de Topal (este turco é brilhante na meia-distância) para defesa incompleta de Casillas. Com o guardião do Madrid plantado a pedir fora-de-jogo do avançado valenciano, este não consegue fazer mais do que atirar a bola ao poste. Seria complicado para o Madrid voltar à partida se o Valência ter inaugurado o marcador neste lance.

O Valência desapareceu da partida depois deste lance e só voltaria a aparecer na 2ª parte novamente a remate ao poste por intermédio da meia-distância do internacional turco. Se o golo de Ronaldo era de Antologia, qualquer dos lances de Topal também. Nas imagens veja-se a felicidade de Casillas a agradecer aos postes do Bernabéu após o dito lance. Veio o show de Ronaldo e o show da sua sombra nesta partida: Guaita! O internacional sub-21 espanhol está de parabéns. Levaria a melhor sobre toda a artilharia ofensiva que Mourinho tinha lançado na partida (o Real acabou o jogo com Ronaldo, Kaka, DiMaria, Callejón e Benzema).

O resultado foi ingrato para as duas equipas, observando pelo ponto de vista classificativo: o Real perdeu dois pontos para o Barcelona e o Valência foi ultrapassado na 3ª posição pelo Málaga.

Para a história da partida, ainda ficou o lance entre Pepe e Arbeloa.

Descontente com a falta que tinha sofrido, Pepe tentou descarregar uma das suas meiguices no jogador do Valência e acabou por fazê-lo de forma inocente no seu colega de equipa Arbeloa. FAIL!
No entanto, o lateral espanhol compreendeu a situação e até brincou com o assunto quando interrogado pelos jornalistas.

Marcelo valorizou a negatividade do empate do Real mas diz que o balneário continua tranquilo. Já Guardiola também afirmou que o Barça muito dificilmente será campeão. No entanto, de Pep, creio que estas declarações são talhadas para tentar espicaçar o adversário.

Com este empate do Valência, aproveitou o Málaga. A nova aquisição da família bin Thani, depois de um mau início de temporada está cada vez mais perto de confirmar a Champions pela via directa. O último adversário a sofrer a fúria malagueña foi o Santander com golos de Isco, Santi Cazorla e Van Nistelrooy.

Ainda sobre equipas que alimentam o sonho europeu, o Osasuna foi a Santa Maria de Vallecas (arredores de Madrid) receber uma lição de bola do Rayo Vallecano. No Rayo, recém-promovido à Liga após alguns anos de ausência estão agora jogadores como José Maria Movilla (ex-Atlético e Espanyol) Diego Costa (ex-Braga e Atlético) e Andrija Delibasic (ex-Benfica e Beira-Mar) – não é portanto uma equipa com grandes estrelas, mas é uma equipa que se tem mostrado muito combativa e que faz de um jogo rápido e agressivo a sua maior força. No regresso à liga, ocupam para já o 12º lugar com 40 pontos e vivem um momento muito tranquilo, precisando apenas de 3 pontos em 6 jornadas para confirmar a manutenção.

Já o Osasuna perdeu para Málaga, Valência e Levante (venceu 2-0 o Atlético e deverá ter arrumado de vez os sonhos de Simeone quanto ao dossier Champions\Liga Europa por via do campeonato; relembro que o Atlético ainda está na Taça Uefa onde jogará frente ao Valência as meias-finais) mas segurou o 6º lugar, lugar que dá Liga Europa em Espanha.

Quem também estragou os planos europeus, neste caso do Sevilla foi o adversário do Sporting nas meias-finais, o Athletic de Bilbao. Llorente marcou para os bascos, fazendo o seu 15º golo na Liga esta temporada. Caso de sucesso, Llorente leva 26 golos esta temporada e cada vez está mais perto da saída para um grande europeu.

Quem também revelou interesse num jogador de Bielsa foi o United. Ferguson ficou maravilhado com as fantásticas exibições do extremo Oscar DeMarcos contra a sua equipa e já deu ordens de compra aos directores do clube. O extremo poderá sair para Old-Trafford por uma verba a rondar os 26 milhões de euros. De Marcos foi contratado em 2009 ao Alavés por uma verba a rondar os 3,5 milhões de euros.

O Athletic deveria a meu ver preservar estes jogadores por mais uns anos. Como é uma equipa auto-subsistente deveria guardar os jogadores por mais umas épocas visto que não são impedimentos do ponta de vista financeiro que motivam o Athletic a vender. Tirando o guarda-redes Iraizoz (31 anos) o lateral Iraola (29), o central amorebieta (27) o centrocampista Gabilondo (33 anos) e o extremo David Lopez (29 anos) todo o núcleo duro do sucesso de Bielsa está abaixo dos 25 anos. Falo de De Marcos, Muniain, Llorente, Susaeta, Martinez, Ander Herrera, Iturraspe e Mikel San José. Com jogadores deste calíbre, daqui a alguns anos, a maturidade futebolística associada à evolução de um projecto e à evolução desta equipa enquanto equipa até podem trazer títulos ao país basco. Acredito que a manutenção destes jogadores poderá dentro de alguns colocar o Bilbao na luta pelo título espanhol, feito que poderá ser extraordinário tendo em conta os recursos dos clubes como Barcelona, Real, Atlético e Valência e os recursos\limitações estatutárias que o Bilbao apresenta na contratação de jogadores.

Para finalizar as notícias sobre equipas espanholas, é de lamentar a morte de um adepto do Athletic. Um jovem de 28 anos foi baleado pela polícia basca antes do jogo frente ao Schalke 04. A bala acertou a cabeça do dito jovem e este veio a falecer hoje (terça-feira) num hospital de Bilbao.

Liga Italiana:

Quebra no Milan? A Viola foi complicar as coisas a Milão nesta altura da temporada.

Depois da eliminação para a Liga dos Campeões aos pés do Barça, o Milan complicou a revalidação do título com uma derrota caseira frente à Fiorentina de Délio Rossi.

Allegri pensava que eram favas contadas e decidiu mexer na equipa: Zambrotta jogou à esquerda, Muntari no meio do terreno e Maxi Lopez foi companheiro de ataque de Zlatan Ibrahimovic. Já a Fiorentina de Rossi não pode contar com duas das suas maiores estrelas: Montolivo (poderá estar de saída para Milão no final da temporada) e Juan Manuel Vargas não alinharam na partida. Rossi arriscou jogar com Matija Nastasic (19 anos) ao lado de Natali e arriscou colocar o jovem central de 19 anos Michele Camporesi (decorem o nome pois vai ser uma grande vedeta do futebol italiano) a jogar a trinco.

Delio Rossi não se deu mal. A primeira parte, como competia, pertenceu ao Milan. Primeiro reclamou-se um penalti que o arbitro da partida iria marcar, decorrente de uma falta que não existiu de Nastasic sobre Maxi Lopes: nota-se que o avançado argentino e o central sérvio estão a agarrar-se mutuamente e que o argentino subitamente cai e arrasta consigo o sérvio. Ibra não perdoou de penalti.

Na 2ª parte tudo haveria de mudar. Num futebol de contra-golpe rápido, a Fiorentina marcou logo a abrir a segunda parte por intermédio do internacional montenegrino Stevan Jovetic. Depois seria o antigo avançado da Juve Amauri a dar uma prendinha à sua equipa, combinando lindamente com Jovetic e finalizando na cara de Abiatti.
Vitória importantíssima da Viola na luta pela manutenção na Série A.

Vitória difícil mas bem conseguida da Juventus em Palermo.

Frente a um adversário que costuma ser muito difícil de bater em casa, a Juve apresentou algumas mexidas no onze. Desde logo se realça a entrada do ala Chileno Marcelo Estigarribia (Chileno emprestado à Juve pelo Le Mans de França) e a inserção de Fabio Quagliarella no onze após ter marcado contra o Napoli (muitos diziam que Quagliarella estava de saída de Turim; Conte decidiu reaproveitá-lo perante a falta de eficácia de outros avançados como Matri ou Borrielo).

Leonardo Bonucci e Fabio Quagliarella resolveram o jogo na 2ª parte para o lado da Vecchia Signora, que, aproveitando a derrota do Milan subiu para a primeira posição do campeonato. A Juve de Antonio Conte ainda não perdeu para a Serie A, facto que levou Massimiliano Allegri (treinador do Milan) a afirmar que a Juve “não é invencível”. O que é certo é que a Juve (tirando o jogo de amanhã frente à Lázio e o de dia 22 frente à Roma, ambos em Dell´Alpi) tem um calendário muito acessível até ao final da temporada: Cesena, Novara, Lecce (os 3 últimos) e Atalanta.

Jogaço no Olímpico de Roma. O Napoli perde jogos é certo. Tirando o jogo de há duas jornadas em Turim frente à Juve, nunca vi o Napoli perder sem dar espectáculo. A Lazio venceu e cimentou o seu lugar na Champions da próxima época.

A Lazio vive um bom momento. Tão bom que Miroslav Klose afirmou ontem desejar jogar muitos e bons anos pelos Romanos. Já o Napoli, apesar do 5º lugar actual, já conheceu melhores dias. Os Napolitanos tinham em Roma a oportunidade crucial para atingir a Lazio no 3º posto e desperdiçaram a oportunidade.

O antigo centrocampista da Juventus Antonio Candreva abriu a contagem aos 9″ num remate lateral em que Morgan DeSanctis deu uma fifia muito pouco usual para o seu gabarito. A lazio marcou e como costuma ser seu apanágio, recuou no terreno. O Napoli foi tentando penetrar através de alas compostas por Miguel Britos e Blerim Dzemaili. Aos 36″ Ezequiel Lavezzi fez uma assistência prodigiosa para Goran Pandev e o macedónio emprestado pelo Inter (que já foi jogador durante muitos anos na Lazio) não se importou de marcar numa baliza que tão bem conhece e fazer o seu 6º golo da temporada (má época para Pandev num clube onde nunca se assumiu como titular face às presenças de Cavani e Lavezzi).
Na 2ª parte, a Lazio haveria de se superiorizar na partida. Tanto ao nível de futebol como ao nível de golos:
– primeiro por uma obra prima de Stefano Mauri que merece ser vista e revista. Vai de certeza para a lista dos melhores de sempre da Série A.
– depois por Christian Ledesma na cobrança de uma grande penalidade bem assinalada na falta do Uruguaio Britos sobre o veteraníssimo Tommaso Rocchi.

No Communal Friuli, a Udinese ainda acalenta o sonho da liga dos campeões. O eterno António Di Natale e o internacional Ganês Kwadwo Asamoah deram a vitória por 3-1 sobre o aflito Parma. Na Udinese, destaque para as exibições constantes de jogadores experientes como Michele Pazienza (emprestado pela Juventus) Danilo (lateral-direito cobiçado pelo Inter) Pablo Armero e Gianpieri Pinzi. Mauricio Isla ainda continua de fora na equipa orientada por Francesco Guidólin.
O Parma com esta derrota desce ao 16º lugar com 35 pontos, mais 4º que o 18º (Lecce).

Na Sardenha frente ao Cagliari, o Inter deixou mais dois pontos e atrasou-se na corrida pela Europa. Os milaneses sofreram 6 golos em duas jornadas. Muitos erros defensivos tem assolado o Inter esta temporada. E não é por falta de defesas de qualidade.
O 2º golo do Cagliari é alcançado por Maurício Pinilla. O antigo jogador do Sporting tem feito boas épocas em Itália. Esta época, Pinigol já leva 9 golos esta temporada, sendo que 7 são desde que chegou ao Cagliari em Janeiro vindo por empréstimo do Palermo. Aos 28 anos Pinigol já se pode considerar um globetrotter dada a quantidade de países e clubes onde já alinhou: Universidad do Chile (Chile) Inter (Itália) Chievo, Sporting (Portugal) Racing de Santander (Espanha) Hearts (Escócia) Vasco da Gama (Brasil) Apoel Limassol (Chipre) Grosseto (Itália; foi o melhor marcador da 2ª divisão italiana em 2009\2010) Palermo e agora Cagliari.

Se o Inter empatou, a Roma perdeu.

Frente ao aflito Lecce. Do jogo Romano só se aproveitou o tiraço de livre do internacional argentino Erik Lamella. Lamella promete ser um jogador de futuro. Todos os golos do Lecce nascem de desconcentrações defensivas romanas. Só para nota informativa, a Roma alinhou com um quarteto defensivo composto José Angel, Simon Kjaer (está longe dos anos de Palermo) Gabriel Heinze e Alessandro Rosi.

Liga Francesa:

O Monpellier venceu o Sochaux por 2-1 e continua a liderar a Ligue 1 com os mesmos pontos do PSG (63). No entanto, os homens do Sul terão uma deslocação difícil a casa do Marselha já hoje em jogo em atraso. Em caso de vitória poderão ficar lançados para a vitória histórica na Ligue 1.

No Parque dos Principes, a turma de Ancelotte acompanhou o Montpellier nas vitórias. Jeremy Menez e o recém contratado (ao Chelsea) central Alex marcaram os golos da vitória para a turma parisiense.

A direcção do PSG já disse que Ancelotti é aposta de futuro e também afirmou que o treinador italiano terá 100 milhões para contratações no próximo verão. João Pereira, Hulk, Radamel Falcão e Kaka são os targets que Ancelotti pretende para construir uma equipa competitiva para a Champions.

O jogador do Porto Hulk já veio dizer publicamente que não pretende ir para o PSG.

Quem deu um passo atrás foi o campeão em título Lille. Os homens do Norte perderam por 3-1 frente ao Brest fora e ajudaram o Brest a sair dos lugares desconfortáveis. O Lille está a 7 pontos da liderança, isto quando faltam 7 jornadas para o fim em França.
O Lyon aproximou para se separar do Toulouse. No Gerland, os homens de Remi Garde bateram o Auxerre por 2-1 enquanto o Toulouse perdeu.

Bundesliga:

Em vésperas de jogo decisivo frente ao Bayern de Munique, o Borussia de Dortmund cumpriu a sua obrigação de líder e campeão em título e foi vencer o Wolfsburg por 3-1 ao seu terreno. Mais uma exibição magnífica do ponta de lança Robert Lewandowski. O polaco já leva 19 golos (24 toda a época) na Bundesliga, sendo o 3º melhor marcador. Só é superado por dois titãs: Mario Gomez e Klaas-Jan Huntelaar.

O Bayern também venceu. No Allianz-Arena Mario Gomez recolocou a turma comandada por Jupp Heynckes a 3 pontos do Dortmund. A vítima foi o Augsburg. Prevê-se um jogão hoje no Westfallenstadium em Dortmund. Em caso de vitória do Dortmund, penso que o assunto título fica arrumado. Em caso de vitória do Bayern, as equipas empatam em pontos e teremos luta até ao fim. Em caso de vitória dos Bávaros, caso vença o seu jogo em Nuremberga, o Schalke (está a 9 pontos) também poderá re-entrar na luta para a jornadas finais, até porque na 31ª jornada joga em Dortmund.

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futeboladas

Já vou um bocado tarde, mas ainda a tempo de fazer um pequeno review das jornadas das principais Ligas Europeias deste fim-de-semana, dos primeiros dois jogos dos oitavos-de-final da Champions (disputados esta noite) e dos primeiros jogos dos 16-avos de final da Liga Europa, onde o Braga, de forma surpreendente, cedeu um desaire caseiro frente ao Besiktas.

Começo pela “excitante” Liga Inglesa:

Tarde de glória para o Manchester United. Aos empurrões, o United lá vai conseguindo levar a água ao seu moínho. Vitória sobre o Liverpool num Old-Trafford cheio em tarde de liderança provisória e com muito sururu à mistura.

Ainda em mente o recente episódio do jogo da primeira volta protagonizado pelo Francês Patrice Evra e pelo Uruguaio Luis Suarez. Relembrando os mais desatentes: o Francês queixou-se no fim do jogo de Anfield que o Uruguaio, numa jogada mais viril que envolveu os dois atletas, apelidou-o de “preto” numa alegada boca que Suarez entendeu como “normal” no calão linguístico utilizado no Uruguai. Força disso, a FA decidiu instaurar um processo de investigação aos jogadores no qual Suarez se recusou a ser ouvido. A FA decidiu punir o extremo com 8 jogos de suspensão interna, mas por agora o caso está em recurso e Suarez tem sido utilizado por Kenny Dalglish.
Parte II em Old-Trafford: na apresentação das equipas, Évra estendeu a mão para cumprimentar o Uruguaio e Suarez deixou-o de mão estendida. Já o capitão dos Red Devils Rio Ferdinand (irmão de Anton Ferdinand que ao que se consta recebeu insultos racistas de John Terry num jogo entre QPR e Chelsea) deixou Suarez de mão estendida.

Apartes dentro de um clássico do futebol inglês. Dentro das 4 linhas, Rooney voltou a provocar estragos inaugurando o marcador para o United aos 47″. Aos 50″, o astro bisou na partida. Paul Scholes voltou a ser titular e tem-se mostrado como fulcral nesta nova empreitada do United. Se havia coisa que o United necessitava era de alguém que arrumasse a casa no meio-campo, algo que só o médio internacional inglês sabe fazer de forma eficaz. Destaque também para a exibição de Antonio Valência, assistente para o 2º golo de Rooney. Do lado do Liverpool, Suarez tentou mostrar mais um pouco da sua música futebolística mas o golo que marcou foi inútil para quebrar o ciclo de vitórias que o United apresenta. Exceptuando o fantástico jogo do passado fim-de-semana contra o Chelsea em Stamford onde o United empatou a 3 bolas, a turma de Sir Alex Ferguson não sabe o que é perder desde dia 31 de Dezembro quando concedeu uma derrota caseira frente ao Blackburn Rovers numa exibição de sonho do internacional Nigeriano Yakubu.

No final da partida, ainda no despique Suarez vs Evra, o que se seguiu foi isto:

Suspensão a Evra? Fica a pergunta no ar…

Continua o calvário de André Villas-Boas no comando do Chelsea na sua época de estreia do clube londrino. O mercado de inverno não reforçou com prendinhas o sapatinho do português e o Chelsea vai de mal a pior. Quem contaria no verão AVB à 25ª jornada a lutar pela Champions lado-a-lado com o experimental Arsenal de Wènger.

Em Goodison Park, mais do mesmo… Desacerto defensivo de David Luiz, Petr Cech com algumas culpas nos golos, Lampard é um jogador fisicamente acabado, o Chelsea sem capacidade para dar a volta a um mau início de jogo, a falhar muitos passes e com poucas ou nenhumas ocasiões de golo durante os 90″.
AVB disse na conferência de imprensa ter sido “o pior jogo da época dos Blues” – resta-nos saber a apreciação de AVB sobre muitas partidas dos seus jogadores…

Do lado do Everton, a capitalização de um mau momento dos Blues que já na semana anterior tinham permitido um empate ao United após larga vantagem. Tim Cahill e Marouane Fellaini estiveram on-fire. O Belga esteve exímio a secar o meio-campo do Chelsea e faz-me perguntar o que é que tem feito estes anos todos numa equipa sem grandes objectivos, como é de facto o Everton.

White Hart Lane continua com o sonho do título vivo. 5-0 num autêntico baile de futebol. O Tottenham continua a desperdiçar pontos onde não os devia desperdiçar como foi o caso do jogo de Liverpool.

Tudo bem feitinho, vantagem confortável muito cedo no jogo. Até deu para o novo reforço Louis Saha dar o jeito ao pé, 11 dias depois da sua chegada a Londres. Redknapp está nas suas 7 quintas: o plantel responde aos estímulos provocados pelo objectivo do título, o Tottenham assiste aos rivais de Manchester a ter que jogar na UEFA e no campeonato em simultâneo, Saha enquadrou na mouche com Adebayor e Eden Hazard, segundo imprensa inglesa, estará a caminho para tornar mais forte o plantel dos Spurs… As próximas jornadas serão cruciais para a equipa de Londres… Mal o menos, a Liga dos Campeões parece estar garantida.

Outros jogos:

Bolton 1-2 Wigan – Em jogo de aflitos, o Wigan bateu o Bolton. Mesmo assim, as duas equipas estão em sarilhos…

Aston Villa 0-1 Manchester City – A coisa não está famosa entre os comandados de Mancini. Tanta luxúria não vence títulos sozinha. Tevez está perdoado e voltou a ser recrutado. O City parece em clara perda de forma.

Sunderland 1-2 Arsenal – Wènger no seu melhor. Há poucos meses atrás duvidava-se da capacidade destes miúdos comandados pelo francês chegarem inclusive a sonhar pela Europa. A Liga dos Campeões da próxima época seria um dado assente caso o campeonato terminasse por aqui. Amanhã há jogo contra o Milan. Brilharete? É possível.

Blackburn 3-2 QPR – Mais um duelo de aflitos. O Blackburn venceu com Yakubu novamente em destaque. 13º do Nigeriano nesta edição da Premier. No entanto, os 21 pontos alcançados apenas garantem o primeiro lugar acima da linha de água. O QPR está logo acima com os mesmos pontos. Se olharmos para a linha de água da liga, QPR, Blackburn, Wolverhampton (despediu ontem o irlandês Mick McCarthy) Bolton e Wigan irão suar sangue para se manterem no principal escalão. Mais acima, Villa, Stoke, Swansea, Fulham e West Bromwich respiram mais tranquilamente mas duas ou três jornadas poderá colocá-los no estatuto de aflitos…

Na Liga Espanhola:

Se os 7 pontos de distância em relação ao Real já davam suspeitas de game-over na La Liga para o Barça, a derrota em Pamplona abriu cenário de catástrofe para os comandados de Guardiola, que, mesmo perante os 10 pontos de diferença dos rivais desdramatizou a situação com um recado interno de confiança no título espanhol: “estamos em situação limite na Liga” – tolerância 0 para os catalães a partir desta jornada…

Em Pamplona, tudo começou a correr mal aos catalães. Os Navarros começaram com dois golpes de teatro do internacional Sérvio Dejan Lekic de que decerto nem Guardiola nem os seus comandados esperavam… O avançado sérvio fez o que quis de Puyol no lance do primeiro golo e no segundo, numa situação algo apática dos centrais do Barça facturou o segundo.
Em plena segunda parte Alexis fez o 1-2 mas rapidamente Raúl Garcia pôs uma pedra na ambição catalã com o 3-1. O jovem canterista Tello assinaria o 2-3 numa excelente jogada individual.

O Osasuna está a lutar pelos lugares europeus.

Novo estado de graça em Madrid. Depois das polémicas levantadas pela imprensa aquando da semana que intermediou os dois jogos contra o Barcelona para a Taça do Rei envolvendo Mourinho e alguns dos seus atletas, o clube nunca teve tantas condições para carimbar um título espanhol.

A jogar em casa contra um Super-Levante (está em 4º e se o campeonato terminasse agora conseguiria um excelente lugar no playoff de acesso à Champions) o Real deu uma enorme lição de futebol à equipa da Comunidade Valenciana.

A coisa até começou mal para os comandados de Mourinho com uma falha de marcações aos 5″ que dava o primeiro golo ao médio argentino Gustavo Cabral. A partir daí, vingou novamente o furacão Ronaldo! O 3º golo é daqueles misseis que já não víamos fazem muitos jogos nas actuações do extremo português…

O Valência, mal ou bem, longe ou perto da frente, vai fazendo o que lhe compete. Neste fim-de-semana, a turma valenciana deu 4 no Mestalla ao Sporting de Gijón. O Gijón tem a sua situação muito complicada na tabela, visto que já se encontra a 6 pontos da linha de água.

O 1º golo, apontado por Sofiane Feghouli é uma obra de arte. Tanto a jogada como a espantosa finalização do médio franco-argelino. O 2º golo, apontado pelo mesmo jogador, apesar de todas as tabelinhas e da sorte do próprio golo é mais uma prova que o Valência está a jogar um futebol lindo. Jonas completou o ramalhete do Gijón.

Outras partidas:

Racing de Santander 0 vs 0 Atlético de Madrid – Com Simeone ao leme, o Atlético tem vindo a subir nas últimas semanas. Apesar do empate em Santander, o Atlético está em posição europeia e ameaça o quarto lugar do Levante. Chegar à Champions seria um mau menor para Enrique Cerezo depois do investimento claro que fez na sua equipa.

Liga Italiana:

Em Udine, o Milan estava praticamente obrigado a vencer a Udinese antes da 1ª mão dos oitavos-de-final da champions, amanhã contra o Arsenal. Isto porque o Milan partia para o jogo da 23ª jornada no 2º posto com 44, tendo a Udinese atrás com 41. Depois, claro está, a Juventus com 45 tinha jogo em Parma (só se irá realizar amanhã devido à falta de condições climatéricas) e a Lazio, que venceu em casa o Cesena por 3-2 colocou-se aos da frente com 42 pontos.

Com jogadores como El-Sharaawy, Mesbah no onze e Maxi Lopez (sim, Maxi Lopez, jogador emprestado na reabertura do mercado pelo catania!!) a entrar na 2ª parte, o Milan de Allegri conseguiu uma enorme “remontada” no resultado. O jogo abriu com um golo de DiNatale (para variar!!). No entanto, os três jogadores acima citados haveriam de fazer estragos na primeira parte: primeiro Maxi Lopez a fazer o empate e o seu primeiro golo com a camisola do Milan e depois Mesbah a assistir El-Shaarawy para o golo da vitória dos Milaneses que assim subiram à condição de líderes na série A.

Massimo Moratti deverá ser por esta hora um homem taciturno. Os adeptos do Inter deverão ter semeado um ódio ao Novara.

Começo pelo presidente do histórico símbolo da cidade de Milão: Muda-se o treinador mas os gaps de resultados que a equipa apresenta, bem como o futebol praticado dentro das 4 linhas continuam a ser lastimáveis… Moratti está mais cada vez mais apreensivo no futebol a dar ao seu Inter. Depois do efeito dominó “Mourinho” equacionam-se várias hipóteses em Milão que passam obviamente pelo desmantelamento desta equipa. De Manchester surgem novamente os rumores que o United está disposto a pagar a clásula de rescisão do guilty-pleasure de longa data de Sir. Ferguson: o Holandês Wesley Sneijder. Se Sneijder sair para Manchester, dado que cada vez mais passa de um plano hipotético a um plano real, outros jogadores também poderão querer forçar a porta da saída…

Onde é que o Novara entra nesta história? Foi em Novara que terminou o ciclo experimental do Inter com Gianpiero Gasperini e começou o ciclo interino de Claudio Ranieri. Se Gasperini saiu vergado de Novara, a modesta equipa de Emiliano Mondico, que diga-se a bem da verdade “está mais para a 2ª liga” do que para a manutenção (está em último com 16 pontos) veio a Giuseppe Meazza repetir a gracinha.

Com Ranieri, o Inter conseguiu recuperar algum do gap pontual que tinha para os da frente. Quando a coisa começou a encarreirar e se começou a hipotetizar que o Inter teria algumas probabilidades de se colar aos da frente, Miccoli desfez os sonhos interistas com um fabuloso Hat-trick em Milão e o Novara acabou com qualquer sonho que ainda restasse. Resta apenas fazer a melhor figura na liga dos campeões, visto que o Inter muito dificilmente conseguirá mais do que um lugar na Liga Europa da próxima época.

O Inter fez o que podia para evitar a derrota. No entanto, lá na frente nem com Pazzini, Forlan e Milito em simultâneo se conseguiu mais do que a derrota. Andrea Caracciolo fica como o herói da partida para o Novara, aproveitando uma das poucas investidas da sua equipa na área do Inter.

Outros jogos:

Lazio 3-2 Cesena – A Lazio de Edy Reja lá anda nos píncaros. Às vezes sem se saber como. Contra o Cesena, dois históricos da Liga (Mutu e Iaquinta) deram vantagem ao seu clube na partida. Na 2ª parte, os laziale conseguiram virar o resultado em 10 minutos por intermédio de Hernanes, Lulic e Kozak. O Cesena está em maus lençois…

Napoli 2-0 Chievo – Golos de Britos e Cavani deram nova alma ao Napoli na luta pela europa. Hamsik e Cavani tem descido de rendimento. Seria difícil manter o mesmo rendimento quando ao lado se têm propostas mais tentadoras…

Siena 1-0 Roma – Luis Enrique deu mais um tiro na sorte em Siena. Tirar Totti aos 59″ quando este era o motor da equipa para colocar Osvaldo não deu bom resultado nem emendou o que Calaió descompôs aos 51. A UEFA não está longe; os romanos é que não conseguem capitalizar deslizes adversários…

Liga dos Campeões:

Boa resposta ao desaire de Pamplona no Bay Arena em Leverkusen. Passagem para os quartos-de-final garantida sem problemas de maior. O Leverkusen ainda ameaçou querer mais do que o empate com o golo de Kadlek, mas rapidamente o Barça impôs a sua ordem natural. Aplausos para o crescente instinto de Alexis.

Nada mudou de Dezembro para ontem. O APOEL continua a ser aquela equipa de baixo rendimento que incomoda as grandes do futebol europeu. Lacazette brilhou com a ligeira ajundinha do defesa cipriota. O Lyon venceu mas a elimiantória poderá ter outros contornos em Nicósia não fosse o APOEL capaz de surpreender como já surpreendeu frente a Zenit e Porto.

Liga Europa:

Balde de água fria no Axa com sabor lusitano. O Braga está praticamente fora da Liga Europa e para isso muito contribuíram Manuel Fernandes e Simão numa equipa semi-portuguesa orientada por Carvalhal. Quim ficou muito mal na fotografia o primeiro golo dos turcos em Braga.

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Barcelona 2-2 Real Madrid

Sem querer entrar em muitos pormenores:

1. As minhas previsões saíram meio furadas. Este Real Madrid surpreendeu-me. Pelo início fulgurante e por uma 2ª parte de luxo. Este Real Madrid de Mourinho, pelo que fez, mereceu muito mais do que o empate em Nou Camp. Até agora, dos jogos que vi do Barcelona, este foi o único jogo em que vi os adeptos do Barça irritados, pensativos e com aspecto de quem estava a temer o pior.

2. Uma primeira nota a sério: Pepe a titular, cumprindo um risco. Mourinho foi corajoso e meteu um jogador que tem sido apupado por meio mundo nos últimos dias e cuja agressão a Lionel Messi já foi inclusive alvo de uma pergunta de dois eurodeputados espanhois (eleitos por partidos catalães) à Comissão Europeia. Lass Diarra ao centro, numa tentativa de acrescentar músculo perante a intensiva circulação de bola da equipa de Guardiola e Kaka à esquerda do ataque. No Barça, tudo igual ao de sempre.

3. Um começo de partida algo atribulado com o Real Madrid a evidenciar superioridade no primeiro quarto-de-hora. Afoita, a equipa de Mourinho tentava aniquilar o jogo central do meio-campo catalão com pressão alta e com marcações eficazes a Messi e a Iniesta. (este último haveria de sair lesionado) – nos primeiros minutos, penso que fica uma grande penalidade por assinalar a favor do Real. A arbitragem, de certo modo, protegeu sempre os catalães na medida em que qualquer toquezinho de um jogador do real era assinalado, mesmo aqueles em que não existiu contacto físico entre jogadores. Depois, dois momentos importantes da partida que poderia ter mudado por completo esta eliminatória: o remate de Ozil (era um golão) e a brincadeira de Pinto que Higuaín não conseguiu concretizar (se tivesse dado para o centro estaria Ronaldo pronto a inaugurar o marcador).

4. Depois deste início de rajada do Madrid, o Barça acordou e começou a por em prática o seu futebol de circulação, colocando portanto um bocado de gelo no jogo. A fase de adormecimento dos merengues foi tão óbvia que o Barça tinha reservados para os 5 minutos finais da primeira parte os seus dois golos na partida: o primeiro numa jogada típica em que Messi rasga pelo centro do terreno e consegue dar a bola a Pedro na esquerda na última décima de segundo possível antes do defensor (neste caso Sérgio Ramos ou Pepe) conseguirem chegar aquela bola e o segundo noutro lance estudado onde Daniel Alves aparece solto à direita após cobrança de um livre no centro. Fabio Coentrão errou claramente no 2º golo da equipa “culé”.

5. 2ª parte. A entrada de Karim Benzema mudou tudo. Benzema anda mais esforçado, mais rápido, mais alegre, a vir buscar a bola mais e a usar mais as diagonais. Foi precisamente a partir de diagonais que o Real Madrid atingiu os seus dois. Primeiro por Ronaldo numa belíssima desmarcação e depois por Benzema, num lance em que Fábio Coentrão faz um passe exímio e Benzema deu um nó cego em Carlos Puyol. À esquerda, Ozil fazia gato sapato de Abidal e por duas ou três vezes ameaçou a baliza de Pinto. Numa delas, Ronaldo poderia efectivamente ter dado a passagem ao Madrid.

6. O Barcelona por sua vez foi recuando e foi apostando no contra-ataque. Por duas vezes Xabi Alonso (está muito mas mesmo muito abaixo de forma) perdeu a bola em zona proibida e por duas vezes o marcador poderia ter rolado novamente para a equipa comandada por Pep Guardiola.

7. No duelo dos bancos, Guardiola não parecia muito satisfeito com o rendimento da sua equipa. Já o banco do Madrid estava em pulgas. Rui Faria e Karanka constantemente levantados e de Mourinho era constante o bocejar do típico “filho….” sempre que o arbitro assinalava uma falta ou um fora-de-jogo contra o Madrid.

8. No fim da partida, Sérgio Ramos é bem expulso.

9. Jogadores da partida, Benzema para o Real pela dinâmica, pela revolução que deu no ataque e pelo nó cego em Puyol. Para o Barça, o inevitável Messi: mesmo quando a equipa não joga bem, Messi resolve.

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