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cantinadas (balanço)

Durante todo este fim-de-semana estive de plantão na cantina dos grelhados (num ambiente responsável, pacífico e animado) a zelar pelo cumprimento efectivo dos direitos que assistem à comunidade estudantil coimbrã.

O fecho das cantinas ao fim-de-semana no início deste ano lectivo (assim como o fecho da lavandaria dos SASUC) causou um transtorno gravíssimo a todos os nossos colegas, que, impossibilitados de ir a casa todos os fins-de-semana deixaram de poder usufruir de dois serviços sociais vitais para o seu quotidiano. Acresce porém que o fecho das cantinas aos fins-de-semana acarretou perdas irremediáveis para a comunidade estudantil: a mudança de um regime de alimentação saudável praticado à semana que se alterou ao fim-de-semana para aqueles que não sabem cozinhar ou que acabaram por preferir ir almoçar e jantar a estabelecimentos de fast food e sobretudo, a dificuldade de muitos fazerem face às despesas de alimentação geradas aos fins-de-semana pelo fecho das cantinas e pela adesão a outros estabelecimentos comerciais (supermercados; restaurantes) aqueles que neste momento vivem numa situação de carência económica.

Para tal efeito, deliberou-se em Assembleia Magna uma proposta da Direcção-Geral que visava ocupar simbolica e pacificamente a cantina dos grelhados durante todo o fim-de-semana como forma de protesto.

Que fique aqui vincado que sou da opinião que estas acções simbólicas por si só não irão conseguir avanços para o objectivo traçado que é a reabertura dos serviços e a execução de uma política de acção social escolar que vá de encontro ao que é pretendido pelos estudantes de Coimbra. No entanto, também sou de acordo, ao contrário de sectores mais à esquerda, que a forma mais convencional de protesto (a manifestação) por si também não será capaz de alterar nada no que toca a esta problemática. Prova disso foram as enúmeras manifestações que os estudantes de Coimbra fizeram a Lisboa nos últimos anos e as falsas vitórias que se cantaram no fim de todas essas manifestações. A última grande manifestação acabaria por exemplo por tirar a acção social escolar das garras do nefasto decreto-lei 70\2010 para a colocar nas garras da decrépita lei 15\2011, lei cuja iniciativa pertenceu à bancada do CDS\PP enquanto oposição.

Acredito sim que a luta (atenção aqueles que tem gozado com a palavra luta) dos estudantes de Coimbra deverá ser continuada, irreverente e criativa. As manifestações deverão existir, quando for o timing para tal e quando a Academia mobilizar o suficiente para se ir em larga escala para Lisboa, para o Porto ou até para as ruas de Coimbra. Com ou sem os trabalhadores mas nunca apoiando partidos políticos ou sindicatos. Assim como as ocupações, as greves de zelo, as passadeiras vermelhas no largo D.Dinis e outras mais iniciativas de protesto que já revelei a alguns elementos da Direcção-Geral deverão ocorrer de forma ordeira, assertiva, pensada, apoiada, mobilizada e sustentadas em timings oportunos.

Voltando ao evento.

Na sexta-feira, os estudantes de Coimbra ocuparam as cantinas dos grelhados e só saíram de lá às 21 horas de domingo. Pelo meio realizaram-se debates sobre o ensino superior (um com a presença do incontornável professor Elísio Estanque) distribuição de flyers, dezenas de reportagens e testemunhos para os meios de comunicação social e muita camaradagem coimbrã. Pena foi o facto da mobilização (como a deliberação de magna foi na madrugada de quinta-feira) não ter sido possível para que se pudesse ter mais do que 6 ou 7 dezenas de estudantes em permanência na cantina dos grelhados. No entanto, costumamos dizer que só faz falta quem cá está.

Pena também me causou a ausência de alunos que pautam por um discurso ideológico mais à esquerda. Aqueles que usualmente vem a Assembleias Magnas alimentar a vontade de partir com toda a pujança para a rua, optaram por ficar em casa a “lutar”, perdão “dormir” pelos direitos dos seus colegas mais carenciados. Eu, que sempre pautei por um discurso crítico contra as sucessivas direcções-gerais, eu, que sou céptico em relação aos resultados de formas de protesto mais ortodoxas, não tive qualquer problema em juntar-me aos colegas que representam a Académica em prol de uma causa que penso ser comum a todos nós.

No fim da noite de hoje, aquando da presença de alguns deputados do Partido Socialista e do Partido Social-Democrata entre os quais o antigo presidente da AAC Emídio Guerreiro também fiquei triste pela ausência de deputados tanto do Bloco de Esquerda (se bem que Ana Drago vem amanhã a Coimbra para ouvir os estudantes e para um debate promovido pela DG no Santa Cruz às 21h) como do PCP, como do CDS\PP, aquele partidozeco que fez a lei e que agora se esconde por detrás de um manto de hipocrisia no que toca a acção social escolar, com ideias mirabolantes que tratam esta lei 15\2011 como uma forma justa de distribuir ou negar migalhas entre aqueles que um dia constituirão o futuro do país. (ou não se entretanto abandonarem os seus estudos).

Para finalizar, resta-me agradecer individualmente a alguns que permaneceram estoicamente durante as 48 horas da ocupação (ou grande parte delas), casos do Sasuke Ribeiro, do Mário Gago, do Rui “Ben” Sobral, do João Amorim, da Sara São Miguel, do Pita, da Joana, do Zé Ribeiro, da Rita Andrade, do Eduardo Barroco de Melo, do João Seixas, Ricardo Morgado, Joel Gomes, Tiago Martins, Pedro Tiago, João Couceiro e Castro, Ana Rita Mouro, Paulo Ferreira, Mariana Mesquita, Angela Ferreira, Leticia Gomes e dos sempre bem dispostos e solidários Miguel Franco e João Almeida que apareciam todas as manhãs para espalhar o seu charme, perdão, terror.

Peço desculpa a todos os outros que permaneceram e cujos nomes não fixei.

Costumo dizer que é neste tipo de situações que se prova quem gosta da Académica. Independentemente de cargos, tachos ou responsabilidades na Academia.

P.S: Também foi lindo ver o Núcleo de Estudantes de Economia a ter reunião na cantina dos grelhados horas antes da presença de deputados do PSD nas instalações. Prova que o NEE adora surprender e adora deslocalizar as suas reuniões quando mais lhes convém, não sendo o seu presidente Dino Alves (já elogiado pelo seu trabalho neste blog) em simultâneo o líder da concelhia de Coimbra da JSD. Haja paciência Dino Alves. Já elogiei bastante o teu trabalho enquanto presidente do núcleo neste blog, mas creio que hoje soaste a pechisbeque. Isso de te mostrares muito solidário com a Academia para tomar partido na presença de líderes políticos do teu partido e ao mesmo tempo dares a impressão que és mesmo solidário com a Academia comigo não pega.

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Pelo direito a um futuro condigno no ensino superior

Como ficou deliberado na última Assembleia Magna, a Direcção-Geral decidiu ocupar (pacificamente e de forma responsável) a cantina dos grelhados durante o fim-de-semana.

O motivo principal desta ocupação é o subito fecho das cantinas ao fim-de-semana, facto que inegavelmente complica a vida dos estudantes que vivem longe de casa e necessitam destas para manter saudáveis os seus hábitos alimentares a um custo reduzido.

No seu sentido mais abrangente, é uma acção simbólica que visa protestar contra os crescentes cortes na acção social e no financiamento da Universidade de Coimbra.

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Assembleia Magna: minuto-a-minuto

22:54 – Como é apanágio, o Entre o Nada e o Infinito encontra-se nos fundos da Cantina dos Grelhados a levar a cabo o habitual minuto-a-minuto sobre mais uma Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra.

Na Cantina dos Grelhados encontram-se seguramente mais de 300 pessoas. Esta Assembleia Magna cuja ordem de trabalhados pode ser vista aqui marca a primeira magna de Diana Taveira enquanto presidente da Magna e de Eduardo Melo enquanto presidente da Direcção-Geral.

As expectativas para esta Assembleia Magna são elevadas. O ponto alto da noite será uma nova discussão da situação política e das acções em desenvolver, principalmente no que toca à Acção Social Escolar.

23:00 – Diana Taveira apresenta os seus pares da mesa, a ordem de trabalhos e inícia a Assembleia Magna.

Diana Taveira afirma que já foi feita a revisão dos estatutos da AAC e que estes já foram apresentados.

E aí vem o Alface. Sempre cheio de pica.

Coloca uma questão (sobre os estatutos): o texto final dos estatutos irá a votação dos estudantes?

Diana Taveira afirma com base legal que a aprovação dos estatutos não serão levados a votação da Assembleia Magna mas sim dos membros da Assembleia Estatutária – Artigo 96º dos Estatutos.

Rui Carvalho questiona novamente Diana Taveira: ” Essa decisão, não-oscultação dos estudantes (decisão de Diana Taveira)” em relação aos estatutos, se é uma decisão irreversível… – Rui Carvalho e Diana Taveira estão em pleno diálogo. Rui Carvalho fala da questão da RUC – o alvará da RUC dependerá em exclusivo da aprovação dos estatutos.

Rui Carvalho volta a perguntar a Diana Taveira se não seria sensato apresentar o projecto final aos estudantes? – Diana Taveira volta a argumentar com base no artigo 96º dos estatutos.

23:09 – Fala Marco Veloso, o antigo presidente da mesa da Assembleia Magna. Um dos principais visados nas críticas sobre a demora dos estatutos na penúltima Assembleia Magna.

Marco Veloso lê o artigo 96º dos estatutos – O mesmo dá a oportunidade a qualquer sócio-efectivo que não pertença à Assembleia Estatutária de apresentar propostas para a discussão e redacção do texto final dos estatutos.

Marco Veloso considera inútil a discussão sobre os estatutos em prol da passagem para o ponto 2. Diana Taveira afirma praticamente o mesmo – passar esta discussão para o ponto 3.

23:12 – Bárbara Gois da FLUC sobe ao pulpito. Vem falar sobre Zeca Afonso. Hoje fazem 24 da sua morte. Fala da importância de Zeca Afonso para a luta estudantil e do seu contributo para a cultura coimbrã.   Boa intervenção da estudante.

(Salva de palmas da plateia)

23:14 – Eduardo Melo sobe ao púlpito. Apresentações e cumprimentos à mesa e aos seus pares da Direcção-Geral.

Vai fazer um breve resumo deste primeiro mês de trabalho:

– Organização das fases finais dos campeonatos universitários.

– Criação da agenda cultural, de modo a publicitar as acções culturais da casa.

– Concurso no dia dos namorados e arruda nesse dia.

– Campanha e divulgação dos programas de mobilidade existentes para os estudantes do ensino superior.

– Resolução de problemas burocráticos.

– Iniciativa de apoio aos sem-abrigo da cidade de coimbra e comemoração do dia mundial do doente.

– Reunião com os núcleos de estudantes para reforçar laços de cooperação entre a DG e os mesmos.

– Lançamento do (in)formação pedagógica, um novo folheto do pelouro da pedagogia e levantamento de problemas pedagógicos.

– Início do novo gabinete de apoio ao estudante e visita da DG a escolas secundárias de todo o país.

– Visita a Repúblicas e Residências Universitárias, de modo a apurar os seus problemas. Reuniões com habitantes e delegados dessas mesmas repúblicas e residências.

– Marcaram reuniões com alunos bolseiros, para identificar os seus principais problemas.

– Debates com os candidatos à reitoria da Universidade de Coimbra de modo a esclarecer todo o público interessado com as eleições para a Universidade.

– Reunião com o secretário de estado do MCTES.

Eduardo acaba a sua intervenção, sendo bafejado com uma salva de palmas.

23:21 – Hugo Ferreira da FDUC, actual membro do Conselho Fiscal vai falar sob a queixa que lhe foi apresentada por Miguel Portugal em relação ao contrato do Intocha no Conselho Fiscal.

Hugo Ferreira está a falar sobre o seu processo.

Fala sobre o “julgamento” sobre o seu processo. O “julgamento” será feito por 6 pessoas – diz. Diana Taveira interrompe-o. Pede para que Hugo Ferreira explique todo o problema no ponto 3.

23:28 – O João Alexandre chega à sala e o Joel senta-se ao meu lado.

23:29 – Eduardo Melo vem fazer uma defesa de honra, em nome da DG. Ataca Hugo Ferreira: “não admito. apresenta provas para comprovar o que tens a comprovar mas não venhas para aqui colocar o nome da DG para limpar o teu nome”

Defesa de honra de Carlos Barandas, presidente do CF. Admite que “não existem jogos estratégicos” para afastar Hugo Ferreira.

Defesa de honra de Hugo Ferreira. Responde à letra a Eduardo.- Diana Taveira interrompe novamente o aluno de direito.

O causador disto, Miguel Portugal, tem-se mantido calado.

Hugo Ferreira, fala que várias pessoas lhe pediram esclarecimento sobre o processo.

23:34 – Diogo Pereira, antigo membro da mesa da Assembleia Magna pede a criação de um novo ponto na ordem de trabalhos – discussão sobre a votação que se efectuou para a reitoria da Universidade de Coimbra.

23:36 – A mesa ordena que se passe para o ponto nº2 da ordem de trabalhos.

Diana Taveira pede ordem na sala.

23:38 – Mais uma vez, o Entre o Nada e o Infinito está a actualizar o seu minuto-a-minuto com mais rapidez que os pseudo-jornalistas do “Quinzenário os Cabrões”

23:40 – Passamos de facto ao ponto nº2.

Começa Eduardo.

” Este sim é o ponto que nos traz aqui hoje” – Fala da reunião que teve com o secretário de estado do MCTES.

Apresentou as necessidades que a AAC quer ver cumpridas no Ensino Superior, nomeadamente, na Acção Social Escolar e das preocupações que a AAC tem publicitado em relação às bolsas de estudo e em relação às normas técnicas que regulam a atribuição das mesmas.

A estas preocupações, foi respondido a Eduardo Melo que “não podiam ser mudadas quaisquer políticas, porque na opinião do secretário de estado toda a gente estava de acordo com estas políticas relativas ao ensino superior”

Quanto ao decreto-lei 702010 e à proposta de lei do CDS, a AAC perguntou quais serão os passos seguintes do MCTES. Ao que o secretário de estado deu uma resposta que Eduardo Melo afirma “ser brincar com os estudantes do ensino superior”

No ENDA, houveram duas tomadas de posição quanto a esta questão:

1 – A posição defendida pela AAC – Melhorias das normas técnicas para o próximo ano lectivo. Uma compensação que o governo não vê com bons olhos.

Em ENDA, foi assumido pela AAC a contrariedade absoluta contra o decreto-lei 702010 e a retirada do mesmo devido à proposta de lei do CDSPP. Regras de cálculo mais justas dados os agregados familiares dos estudantes que se candidatam a bolsa de estudo.

Eduardo Melo continua a falar sobre Acção Social Escolar e sobre os atrasos que se verificam no estudo e atribuição de bolsas. Eduardo pretende que as entidades (no próximo ano) acelerem este processo.

Eduardo Melo acaba a sua intervenção.

23:57 – Vem um estudante (Manuel Ribeiro) falar sobre as bolsas de estudo.

Moção.

Afirma que as bolsas de estudo são um direito de todos os estudantes. Fala do défice das capacidades de resposta dos SASUC aos estudantes que não ainda não viram o seu processo definido. – reiteira que estas entidades não podem fugir à responsabilidade de decidir todos os processos individuais que tem em mãos.

Soluciona que estas entidades devem ser sancionadas com a cobrança de uma taxa de juro pelo atraso no pagamento das bolsas, à semelhança daquilo que o Estado efectua a quem não paga propinas a tempo e horas e os seus impostos a tempo e horas.

Apresenta uma moção:

Ponto 1 – Uma data para pagamento das bolsas – até 20 de Dezembro.

Ponto 2- Esta data é irrevogável.

Ponto 3 – Cobrança de uma taxa de juro de 1% ao mês a cada aluno pelo atraso na decisão da avaliação dos seus processos a partir da data de 20 de Dezembro.

00:02 – Fabien Figueiredo da FEUC questiona Manuel Ribeiro: “Quem paga essa taxa de juro? É o Estado?”

Manuel Ribeiro atribuí esse pagamento às entidades responsáveis por atribuição de bolsa.

Hugo Ferreira questiona “quem é a entidade responsável” para imputar a culpa ao infractor para que seja cobrada essa taxa de juro e quem é que avalia essa decisão?

Manuel Ribeiro responde: “claramente o governo”

Fabien Figueiredo elogia o “Quinzenário os Cabrões” pela edição desta semana. Pelo menos no toca à questão da FAIRe em que a Cabra noticiou que esta se encontra há 2 anos sem direcção.

Fabien Figueiredo passou para a questão da FAIRe

( ver a edição desta semana do Quinzenário)

Questiona a quota de entrada da FAIRe, e questiona quantas secções culturais tem 1800 euros para trabalhar? – Fabien esteve muito bem…

Apresenta uma moção para que a AAC anule a adesão à FAIRe.

Aí vai o principal interessado da adesão da AAC àFAIRe. Discorda de Fabien em relação à opinião em relação ao trabalho do Quinzenário.

O Alface já vem todo picado.

Afirma “relações apertadíssimas entre a DG e o MCTES. nunca esteve em causa” – e diana taveira chama “alface ao alface”.

“a minha honra está afectada” – diz Rui Carvalho. Ataca Fabien Figueiredo, na luta que o estudante da FEUC trava nas Assembleias Magnas – Diana Taveira tenta acalmar o antigo vice-presidente da DG.

” é anti pedagógico vir tentar alterar uma decisão que foi tomada livremente na Assembleia Magna. o que o colega Fabien veio aqui fazer é desrespeitar a Assembleia Magna”.

12:16 – Pedido de esclarecimento do Samuel Vilela.

Lá vem mais uma lição do catedrático!

Pergunta a Fabien “Em que te baseias para fazeres essa moção, se a adesão foi votada aqui em Assembleia Magna com larga maioria?”

Pedido de esclarecimento de André Costa, da FDUC – “Se alguém conseguir explicar quais são os estatutos da FAIRe… gostava de os conhecer agora.” – Pede para que lhe sejam explicados os estatutos da FAIRe, visto que nos novos estatutos a AAC não pode ser sócia.

Relembra que houveram Assembleias Magnas que já revogaram deliberações de outras Assembleias Magnas. O estudante de Direito afirma ser possível revogar deliberações de outras Assembleias Magnas – Esteve bem o antigo presidente do núcleo da FDUC

Diana Taveira quer alterar esta questão para o ponto 3 – Outros assuntos.

Depois de um intervalo, novas actualizações:

1. O presidente do núcleo de Economia leu uma carta aberta do Dr. Júlio Mota (docente de economia) que foi endereçada ao MCTES e à mesa da Assembleia Magna.

2. Está neste momento a discursar Manuel Afonso:

– Fala dos ataques que estão a ser feitos aos estudantes devido ao actual sistema de acção social escolar.

– Fala sobre as eleições para a Reitoria e para a “eventual passagem da UC a fundação” e a palavra que a AAC deve assumir neste ambito, fomentando a discussão.

– Vem apresentar uma moção:

Ponto 1 – Os representantes dos estudantes no Conselho-Geral apresentarão a proposta de propina mínima no próximo ano.

Ponto 2 – Os representantes dos estudantes no Conselho-Geral, apresentarão uma proposta de discussão no órgão em relação à passagem da UC a fundação.

Não consegui perceber o ponto 3 e o ponto 4. Mais à frente, nas votações, este será lido novamente.

12:45 – Aí vai João Alexandre.

Concorda com a intervenção de Manuel Afonso. Faz um par de questões a Manuel Afonso, que de seguida, decide “não alimentar guerrinhas”.

Seguem-se os pedidos de esclarecimento de Filipe Januário e de Miguel Franco a Manuel Afonso.

O  Ponto 3 da moção de Manuel Afonso é a proposta de um referendo.

Samuel Vilela tenta “empurrar estas questões” para o ponto 3. Samuel Vilela enaltece o discurso de Manuel Afonso e afirma que a DG é “contra o 702010, é a favor da revogação do 702010” – quanto à proposta de lei do CDSPP – “queremos que os nossos colegas não estejam muito tempo à espera da atribuição das bolsas” – e aí, o estudante de RI frisa que os SASUC têm neste momento várias dezenas de processos por avaliar.

Samuel Vilela apresenta uma moção:

Ponto 1 – Proceder a escrita de uma carta aos grupos parlamentares para que façam uma norma transitória em relação aos estudantes que ainda estão à espera de atribuição de bolsa…

Uma aluna da faculdade de direito, vem falar sobre os problemas que afectam os estudantes da Universidade de Coimbra – a luta deve continuar – afirma. “Eles não nos vão fazer calar… Temos que continuar a gritar, a gritar aquilo que queremos…”

00:56 – Discursa Renata Costa.

Fala sobre a dificuldade que os jovens enfrentam ao nível financeiro para continuarem os seus cursos e as dificuldades que estão a ser tornadas evidentes em arranjar emprego depois de terminarem os seus estudos.

Fala do desinvestimento que estão a ser efectuados no Ensino Superior, da detrioração das infra-estruturas de habitação da UC e do aumento do prato social.

Reforça a ideia que os estudantes devem unir-se de modo a que sejam escutados (os seus problemas) pelos governantes. Reforça a ideia de uma luta estudantil forte.

Apresenta uma moção:

– Uma manifestação no dia 17 de Março, que deve começar no largo D. Dinis e deve terminar no Governo Civil de Coimbra.

( pequeno intervalo)

Depois do intervalo, continua a discussão do ponto 2 da ordem de trabalhos.

A DG apresentou uma moção:

– A DG delibera – a adesão da Associação Académica de Coimbra ao protesto “geração à rasca” a realizar no próximo dia 12 de Março, em Lisboa. Devendo esta encontrar-se institucionalmente representada e acompanhar o protesto ao longo do seu percurso

Continua-se a falar sobre as dificuldades que os actuais estudantes do ensino superior passam durante e depois de terminarem o seu curso.

01:19 – Eduardo Melo refere que está disponível para responder a todas as questões que estão a ser colocadas na Assembleia Magna.

Fabien defende que a AAC deve mobilizar o máximo número de pessoas para ir a essa manifestação – essas pessoas devem ir junto com a representação institucional da AAC.

Eduardo Melo responde que os proponentes não querem que a AAC tome de assalto o referido protesto. No entanto, Eduardo Melo vai perguntar aos proponentes se querem alterar esta tomada de decisão.

Fabien continua a insistir que a AAC deve levar mais gente à manifestação “Geração à Rasca” – Eduardo Melo diz que pode reservar autocarros até dia 8 de Março e que a AAC não terá quaisquer problemas em reservar os meios para que a sugestão de Fabien se concretize.

1:26 – Outro estudante pergunta se “os núcleos estão vínculados às decisões da política educativa da AAC”

Eduardo Melo responde: “não creio que os núcleos de estudantes estarão preocupados em participar nestas iniciativas. é questão de levar as iniciativas a inter-núcleos”

1:28 – Mais uma moção de uma estudante da FDUC neste ponto 2:

Ponto 1 – A realização de uma concentração que consiga juntar 1000 estudantes contra os cortes nas bolsas no dia 14 de Março (a data pode ser ajustada) no largo D. Dinis.

Ponto 2- A afixação no largo das matemáticas de uma lona que diga “queremos as nossas bolsas…”

(não consegui perceber o ponto 3)

Ponto 4 – Criação de um grupo de trabalhado constituído por dirigentes da DG e outros estudantes para trabalhar nesta questão num prazo de 48 horas.

1:30 – André Costa pede esclarecimento. 4 protestos em 12 dias? ” Eu não sou mínimamente contra os protestos, acho que nos devemos mobilizar e cada um tem aqui o seu espaço para defender a convicção que deve entender…” – a seguir, André Costa, pergunta se em vez de 4 protestos, a DG não poderá condensar tudo num grande protesto. “Assim não faz sentido…” – termina André Costa.

A estudante da FDUC dá certa razão a André Costa mas defende que se deve mobilizar o máximo de gente para as manifestações que foram apresentadas.

Retomamos o debate:

1:53 – Ainda a discussão do ponto 2.

Já foram apresentadas outras moções, que dentro de minutos serão votadas.

O Entre o Nada e o Infinito, na persona do seu mordomo-mor João Branco irá intervir no ponto 3.

Mais uma moção. De Hugo Ferreira.

Ponto 2 – A DGAAC deve garantir transporte a todos aqueles que pretendam ir a Lisboa ao Protesto da Geração à Rasca, mesmo que o ponto nº1 não seja aprovado – Peço desculpa mas não ouvi o ponto nº1.

Samuel Vilela defende a DG.

2:18 – Silvia Franklin pede aos actuais dirigentes da AAC e a todos os presentes nesta Assembleia Magna que lutem para que os nossos colegas mais carenciados tenham acesso aos seus direitos. Fala dos 600 estudantes da Universidade de Coimbra que cancelaram a sua matrícula por insuficiência de meios financeiros.

Apresenta uma moção-programa de acções:

Ponto 1 – Pede que a atribuição de bolsa de estudo seja baseada nos critérios anteriores ao decreto-lei 702010, que os estudantes que já estão prejudicados pelo decreto-lei vejam revistos os valores das suas bolsas de estudo.

Ponto 2 – Divulgação deste caderno reinvindicativo em todas as faculdades e cantinas para que a luta estudantil continue.

Sílvia Franklin terminou a sua intervenção com uma célebre frase futebolística que um dia foi dita pelo treinador Jaime Pacheco: “quem joga pro empate, arrisca-se a perder”

Responde-lhe o alface.


Manuel Afonso pergunta a Sílvia Franklim se acha que esta estratégia de perda de tempo não é similar à estratégia de José Socrates. Pergunta-lhe também se também não é coincidência que a atitude e as políticas tomadas pela DG não são as mesmas (da cor partidária) que está na primeira fila (DG)?

Alface perguntou onde andava Sílvia Franklim e Sílvia Franklim assume que é trabalhadora estudante e que estava a trabalhar.

2:25 – Alface: “Não serão as propostas exibidas por Sílvia Franklim ao longo dos anos coincidentes com as opções políticas do partido político que foi candidata (BE)?

Sílvia Franklim: “Gosto de pensar que a minha acção está consequente com a minha visão da realidade”

2:28 – Mais uma moção de uma estudante cujo nome não consegui perceber

Ponto nº1 – Convocação de uma manifestação para o dia 24 Março em Lisboa com destino à Assembleia da República – 24 de Março = dia do estudante.

Ponto nº2 – A manifestação terá como objectivo a revogação do decreto-lei 702010.

Ponto nº3 – Convocar para dia 28 de Março uma nova magna para discutir os efeitos da manifestação.

“Se nós queremos revogar a porcaria do decreto-lei 702010 temos que marcar uma manifestação já e não convocar novas magnas para estar a discutir estes assuntos” – bem dito.

( e o ponto 3 nunca mais chega)

2:37 – Mais uma moção apresentada pela DG. Lida por Rafael Duarte:

Quantas moções é que já foram apresentadas?

2:40 – Mais uma moção de Henrique Paranhos. Segundo o próprio, é uma moção que vai de acordo com a moção apresentada com Renata Costa.

(Henrique Paranhos está à 5 minutos a discursar)

Ponto 1 – Manifestação dia 24 de Março, dia do estudante. ( A proposta já foi apresentada) – Efectivação da proposta deliberada em magna, de modo a que seja entregue.

Henrique Paranhos propõe que a sua moção seja anexada à de Renata Costa.

(pausa)

03:39 – Desde a pausa, a única intervenção decente foi a de João Alexandre, quando convidou a Universidade de Coimbra a criar o estatuto de “estudante-manifestante”. Bravo!

Eduardo Melo: ” A associação académica de coimbra vai defender a revogação do decreto-lei 702010. A primeira que defendeu a revogação foi a AAC”

Eduardo Melo reforça que a proposta de lei do BE foi chumbada no Parlamento. “Para obter resultados fracos onde estão aqui os interesses dos estudantes” – disse para a aluna de direito que interveio antes.

( o ponto nº2 está a ser discutido há 4 horas – ainda faltam 3 pontos e várias votações para que se encerre esta assembleia magna)

“Sejamos muito sinceros. Dia 24 de Março já o assumi. É preciso que analisemos o cenário político depois disso” – Eduardo. – “A DG quer uma medida de força. Uma manifestação, uma greve de fome, o encerramento da Universidade de Coimbra, o quer que seja.” – sobre o dia 24 de Maio.

(a Magna está-se a tornar numa prova de resistência. mais fixe e mais árdua que qualquer edição das 24 horas de Le Mans)

Uma jovem da Faculdade de Direito pergunta a Eduardo se é preciso ter currículo para participar numa acção estudantil.

03:50 – Manuel Afonso sobe ao púlpito.

Diz que a magna está a tornar-se “cansativa”.

Crítica o argumento de Eduardo Melo. Crítica o facto do presidente da DG não apoiar a manifestação de 24 de março com o objectivo de revogar o decreto-lei, frisando que esta está deliberada em magna e tenta transparecer que a postura de Eduardo Melo denota uma certa passividade em relação à luta estudantil.

(Vá-la pessoal, vamos às votações e vamos passar ao ponto 3)

04:45 – São 4 e 45 da manhã e ainda estamos na votação das milhentas moções que foram propostas neste ponto.

Pelo cansaço, este post não será mais actualizado.

Amanhã, postarei todas as deliberações tomadas esta madrugada em Assembleia Magna.

Agradeço a compreensão.


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Assembleia Magna

Pelas 22 horas nas Cantinas dos Grelhados.

Obrigatoriedade em levar cartão de estudantecertificado de matrícula para todos os estudantes que queiram assistirparticipar.

Ordem de trabalhos estabelecida pela mesa:

1. Informações

2. Análise da situação política e acções a desenvolver

3. Outros Asssuntos

Em nota publicada no Académica.pt pela mesa é necessária a participação de todos os estudantes.

Para os que decidam ficar em casa, o Entre o Nada e o Infinito estará lá com o habitual minuto-a-minuto e desde já afirma que poderá intervir na Assembleia Magna.

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Hoje há Assembleia Magna

Hoje há Assembleia Magna, na cantina dos Grelhados pelas 22 horas.

Mais uma vez, o site da Académica nada informa? Porquê? Será porque hoje é a apresentação e aprovação do relatório de contas onde vamos ficar a saber o custo de 50 mil euros da manifestação a Lisboa no passado 17 de Novembro de 2010?

O Entre o Nada e o Infinito pode andar ausente mas não dorme…Também avisa que poderá não estar presente à hora estipulada em virtude do jogo FC Porto vs Beira-Mar para fazer o habitual minuto-a-minuto. Mas vai aparecer decerto…

P.S: Levem cartões de estudantecertificados de matrícula senão ficam cá fora.

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Assembleia Magna ao minuto!

11.09 – A Assembleia Magna ainda não começou. À entrada, Marco Veloso (presidente da mesa da Assembleia Magna) deu ordens para que um segurança controlasse as entradas de estudantes a partir da mostra de cartão de estudante. Uma boa fatia de estudantes que afluíram à cantina dos grelhados está cá fora – inclusive eu, o vosso repórter. Vou imprimir num instante o certificado de matrícula para vos mostrar tudo o que se diz na Assembleia de hoje. Por isso, peço-vos compreensão caso isto comece sem eu estar presente.

Esta decisão veio a partir de um comentário do estudante Marciano Blute na última Assembleia Magna.

11.48 – O vosso repórter lá conseguiu entrar na Magna, através do monitor do seu computador. As coisas estão bem quentes aqui pela Magna. Hugo Ferreira, candidato derrotado ao Conselho Fiscal pela Lista R já começou com o assunto “Contrato InTochaAAC” – Miguel Portugal seguiu-se e respondeu que quanto ao assunto, a DG vai questionar o Conselho Fiscal.

11.49 – João Alexandre para Hugo Ferreira: “tu puseste uma coisa no flyer que não aparece escrita em lado. não fui bonito tu teres acesso a um contrato e depois convocares uma conferência de imprensa no tagv com a imprensa regional só porque te dá jeito numa campanha eleitoral. espero que se apurem as responsabilidades”

11.51 – Segue-se o vice presidente da DG Rui Carvalho. Começa por mandar uma charada quanto ao cumprimento das deliberações das Magnas.

Vem apresentar uma moção:

Começa por explicar o contexto histórico das últimas décadas dos pontos de decisão do ensino superior. Na Europa. Rui Carvalho está há precisamente 5 minutos a falar sobre o poder de decisão da União Europeia no Ensino Superior.

E continua a bombear um fluxo de informação que não interessa a ninguém sobre confederações de estudantes europeus – confederações das quais a AAC não é filiada. É uma novela pior que a do Anjo Selvagem – são as ilações que tiro deste discurso de Rui Carvalho.

E dura, e dura… A moção é que nunca mais sai.

Entretanto, o Entre Nada e o Infinito manda um beijinho para Daniel Nunes e Carlos Machado.

E aí vem a moção do vice-presidente da DG:

Rui Carvalho está a ler um texto de forma tão rápida que ninguém tá a perceber um caralho. Disse a moção, mas só percebi que era a adesão da AAC a um fórum qualquer de estudantes europeus.

00:06 – Filipe Januário pede esclarecimento quanto às federações e tomadas de posição destas contra a AAC ao nível de consequências.

00:08 – João Alexandre pergunta se alguém sabe o que se está a discutir. Afinal de contas, é a moção de entrada da AAC para o Fer – João Alexandre posiciona-se contra, como antigo membro da DG.

Questiona se os actuais membros da DG querem tirar o maior instrumento democrático de decisão da AAC com a adesão ao FER – o FER decidir por nós? João Alexandre diz  que o FER vai contra deliberações, artigos estaturários e decisões tomadas pela AAC.

“para mim é difícil aceitar que a AAC seja representada a não ser por ela própria” – João Alexandre

00:12 – Resposta de Rui Carvalho aos pedidos de esclarecimento.

Esta discussão sobre o FER está FERA!

– Marco Veloso pede silêncio absoluto na sala. Reparo pessoal: Ainda bem que o presidente da Magna vai embora. Tão permissivo para uns, tão proibitivo para outros.

Rui Carvalho continua a falar do mesmo assunto – parcerias com federações europeias, etc, etc…

Rui Carvalho está um “novelista” em potência. Ai se a TVI descobre esse talento raro!!

A meio do discurso, eis que Marco Veloso chama “Alface” a Rui Carvalho. Depois vira-se “há problema?” – visto que foi alvo de gozo por parte de alguns colegas, redime-se com um belo berro “silêncio”!

00:23 – Filipe Januário não se sente esclarecido com a resposta de “Alface”.

“Entrar para depois sair? (das Federações) – prefiro observar!” – quanto à possibilidade da AAC poder observar essas federações.

Segue-se João Alexandre.

“Rui, não me convenceste porque é que devemos entrar como membros efectivos em vez de membros observadores”

“Nós vamos ao FER. Entrámos mas depois saímos. Não tens a certeza.” – é a opinião que João Alexandre deixa.

Rui Carvalho: “Terei prazer em ver as deliberações políticas saídas da Magna, como o centro do associativismo universitário”

“Não poderemos afirmar que seremos membros eternos de qualquer federação”

Filipe Januário quer intervir mas “Alface” continua no púlpito e não queixa. Diz que tem mais duas questões: “CAAALMA!” – diz à mesa.

00:33 – João Alexandre esclarece Filipe Januário quanto ao desporto e à FADU.

Januário responde.

E a discussão sobre o sexo dos anjos intensifica-se.

00:34 – Marco Veloso pergunta se os proponentes das moções querem levar a votações sobre as mesmas agora ou no final de todos os pontos – ouvem-se vozes a dizer “agora, agora”

O Entre o Nada e o Infinito sabe de fonte segura que Manuel Afonso vai levar a votação uma proposta quanto à “entrada de estudantes na Magna mediante apresentação de cartão de estudantes” – vamos ver o que sai daqui, de uma medida que desde já contesto por completo.

00:35 – Vai falar André Costa da Faculdade de Direito. O antigo presidente do NED reaparece em cena.

Vem falar sobre a Assembleia Estatutária e sobre a revisão estatutária que está a decorrer.

Vem lamentar-se sobre o que considera tempo desperdiçado nos 12 meses de mandato dos representantes na Assembleia Estatutária. Vem promover a discussão sobre a problemática. “Ainda não fizemos quase nada” – excepto a revisão da questão da RUC.

“Estamos a mês e meio de acabar o mandato e não fizemos nada. Arranjem um meio de arranjar uma solução”

00:39 – Um colega cujo nome não percebi vem perguntar sobre a questão da RUC

“Está ou não em risco de perder o seu alvará” –  respondo-lhe: está!

“O colega André Costa fez alguma coisa para mudar este marasmo”

“Como é que o Presidente da DG, o futuro presidente da DG e o presidente do CF reagem ao facto de mais de 90% do trabalho ainda estar por fazer?”

00:41 – André Costa responde:

“estivemos quase 4 meses e meio sem reunir. Quisermos reunir, mas não conseguimos”

Quanto à RUC:

“se até ao final do mandato não resolvermos, ela ficará na mesma”

00:43 – Marco Veloso faz defesa de honra quanto às questões levantadas pelos 2 colegas.

Fala em falta de disponibilidade de certos colegas para reunir.

“Sou o primeiro a assumir que a Assembleia Estatutária não decorreu nos moldes que eu queria” – disse Veloso. No entanto reiterou o desejo que nenhuma secção será prejudicada por estes atrasos.

00:45 – Aí vem o Dino.

“Nada foi feito para resolver o problema da RUC”

Alerta que sempre avisou que estavam a entrar em excesso de burocracia e excesso de discussão meramente acessória.

Dino dá uma palavra de descanso à RUC com base na ERC. Não dês Dino, a RUC está neste momento  a emitir de forma ILEGAL!

00:50 – Aí vem o aveirense João Maia Piscinas.

Fala que o regulamento interno na questão da Assembleia Estatutária não foi cumprido – se fosse cumprido a história era outra.

(Realmente é triste o facto da Estatutária ter que se reunir no Bar da AAC)

00:53 – Marco Veloso não quer mais discussão

Pergunta: “Se o regulamento fosse cumprido, quantos elementos eleitos já teriam sido demitidos por faltas?”

00:54 – Cabe a palavra a João Arruda da FPCE-UC.

Continua com a questão da RUC. Explica a situação e a alteração que deve ser promovida nos estatutos, devido a uma nova lei de radiodifusão.

Frisa que está em causa uma secção que neste momento “está a transmitir a Assembleia Magna”

Aumenta o tom de voz para reiterar a afirmação anterior de Marco Veloso.

João Arruda afirma: “Sempre coloquei a AAC acima da minha vida. Disponibilizarei o tempo que seja necessário para esses estatutos”

00:58 – Olha aí a vem a Rafaela Carvalho, a minha amiga  da Secção de Jornalismo. Agora é que vai ser de rir.

“Venho para aqui como directora do Jornal A Cabra, não como estudante da Faculdade de Letras. Não venho justificar as escolhas editoriais da Cabra. A Cabra fez toda a cobertura do processo eleitoral.”

Arranca aplausos da plateia.

Henrique Melo responde que a Cabra deveria ter dado mais destaque à eleição de Rafaela Carvalho. Henrique Melo diz que foi um desabafo e arranca ainda mais aplausos.

1:02 – Vasco Batista vem esclarecer coisas sobre os estatutos da Secção Jornalismo – os mesmos estatutos em que o Conselho Fiscal “baixou as calças” para que ele fosse aprovado.

(Os Estatutos da Secção de Jornalismo vão contra os ideais do seccionismo da AAC – ponto)

Vasco afirma que ficou decepcionado com as atitudes de João Alexandre.

(Basicamente Vasco Batista veio presentear a plateia com um amontoado de argumentos incipientes)

1:05 – João Alexandre parte tudo quanto à entrada de novos associados na Secção de Jornalismo – o tal artigo que vai contra os ideais do seccionismo da AAC.

1:07 – O que é certo é que tudo está neste momento a ser discutido excepto os pontos da ordem de trabalho da Assembleia Magna.

1:08 – Miguel Portugal intervém.

Fala das sucessivas recomendações do Conselho Fiscal e das rejeições às propostas de regulamento interno da SJ.

Diz que o problema não é da Direcção-Geral. “A direcção-Geral não ia aprovar algo que ia contra os estatutos da AAC”

Miguel Portugal vem apresentar uma moção:

“Se a AAC quer ter voz, terá que ir à Europa falar”

Afirma que a AAC neste momento não tem qualquer representação externa, pelo que acha que deve ganhar alguma.

(Nota pessoal: este post já teve 200 visitas – excelente número de visitas que me incentiva a continuar a cumprir esta tarefa)

1:20 – Intervenções de João Alexandre, Miguel Portugal e Manuel Afonso.

Continua a discutir-se o sexo dos anjos, ou seja, tudo menos o que está nos pontos da ordem de trabalho. Assim, esta Magna vai durar durante 3 dias!

1:23 – Votação das moções.

(A qualquer momento podem saltar os resultados dos envelopes das eleições para o Conselho Fiscal – Hugo Ferreira ainda pode vir a ser eleito para o mesmo)

Votações em alternativa das moções de Filipe Januário e Rui Carvalho.

Adesão da Associação Académica ao FER –  MOÇÃO APROVADA!

Em alternativa, o modo desta adesão:

1ª  adesão da AAC ao Forum Académico como sócio efectivo- Moção A

2ª Adesão à AAC ao Forum Académico como sócio aderente – Moção B

Marco Veloso declara empate técnico.

(Não há empate técnico nenhum – os Bulls tão a ganhar 25-14 aos Pacers em Chicago!!)

Depois de nova votação, MOÇÃO A APROVADA!

1:31 – Miguel Portugal fala de um passo importante que a AAC deu com a adesão. Afirma que a AAC pode vir a lucrar em muito com esta decisão

João Alexandre declara o contrário de Miguel Portugal. Pede a esta Direcção-Geral e à próxima que repensem esta adesão.

Declara que esta noite foi histórica pela negativa. Pede para que não hajam estudantes daqui a 2 anos a vir às Magnas dizer que esta adesão foi um erro.

O novo presidente da DG Eduardo Melo vem ao púlpito explicar porque votou a favor. Afirma que a AAC deu um passo histórico, pela positiva.

1:56: Depois do intervalo, Hugo Ferreira vem ao púlpito falar sobre coisas concretas que estão nos pontos da ordem de trabalho: Acção Social Escolar e consequente análise da situação política

Apresenta uma moção:

1. Exigir que o número de créditos para aprovação de bolsas baixe.

2 Exigir uma norma transitória até 13 de Janeiro – que fixe o aproveitamento escolar em 40%. Caso não aconteça, delibera para que a DG accione o estado.

2:04: Vem aí Manuel Afonso.

(Entretanto Marco Veloso fecha as inscrições para a discussão deste ponto)

“O Governo usa de ilegalidades para expulsar estudantes do ensino superior” – Critica também o facto dos estudantes apenas discutirem este assunto às 2 da manhã.

Refere-se às questões da apresentação dos cartões de estudantes e certificados de matricular – deve-se avisar os alunos na convocatória da Assembleia Magna – “isto faz-me triste. durante anos, a última assembleia Magna de cada Direcção-Geral enchia esta casa.”

“às vezes os dirigentes não estão interessados nos estudantes, estão interessados noutras coisas”

” há estudantes nesta universidade que não almoçam. A DG não se pronuncia publicamente. Os estudantes estão a ser roubados” (no prato social) – “o preço do prato social ainda está pra ser reduzido”

Dá-lhe Manel!

“já privatizam salas. na faculdade de Direito já existe a sala universia. Não se admirem que privatizem as nossas cantinas”

Manuel Afonso está a ter uma intervenção excelente.

Apresenta uma moção:

1. A AAC interroga Gouveia Monteiro sobre as condições de atribuição de bolsa.

2. A AAC interroga o MCTES quanto à redução do prato social.

3. A AAC dará a primeira semana de janeiro como o prazo limite para a resposta por parte das instituições do ponto 1 e 2. Deve também distribuir um panfleto com a resposta.

4. Marcar uma Assembleia Magna para a 2ª semana do 2º semestre.

02:19 – João Alexandre apela a que todas as secções desportivas levem t-shirts apelativas à luta estudantil, à semelhança do que já se fez no passado.

2:21: Uma jovem inocente vem afirmar que se o Benfica apelasse à nossa luta, tal seria mais visto do caso fosse a Académica.

Já agora o Beira-Mar não?!

Eduardo Melo afirma que é impossível concretizar o objectivo de Inês em relação à AcadémicaOAF.

2:23 – Uma outra jovem vem afirmar que deveríamos estar a estudar! Grande verdade! A jovem estudante alerta que os espaços existentes para estudo são insuficientes, principalmente ao fim-de-semana para os que ficam.

(Peço desculpa pelo intervalo que decidi tomar desde as 2.23)

Recontinuemos:

Continuamos a discutir o ponto 2, no sentido de atribuição de bolsas de estudo.

Moção:

1. Os estudantes recusam-se a aprovar qualquer medida de atribuição de bolsas que derivem do decreto-lei 702010

Votações das moções.

Moção de Hugo Ferreira. Por pontos:

Marco Veloso diz que não vai propor o ponto nº4 a votação enquanto o jurista da AAC, o Dr. Simão, não analisar o referido ponto em relação aquilo que foi proposto no dia 10 de Novembro, comprometendo-se a marcar uma Magna exclusivamente para a votação do ponto 4 caso seja legítimo do ponto de vista jurídico.

Gera-se alguma controvérsia entre Marco Veloso e Sílvia Frankin. Marco Veloso propõe ao proponente a alteração do ponto 4 da Moção.

03:11 – Moção de João Carlos Arruda aprovada!

“A Associação Académica é de todos e todos tem que trabalhar para ela” – excelente pá, excelente!

03:16 – Moção de Hugo Ferreira:

Ponto 1 – Aprovado.

Ponto 2 – Aprovado.

Ponto 3 – Aprovado.

Declaração de voto de Miguel Portugal: Absteve-se. Não por ser contra ela, mas por ser do mandato da próxima Direcção-Geral.

Ponto 4 – Reprovada.

Moções de Sílvia Franklin: MOÇÃO REPROVADA!

Declaração de voto de Manuel Afonso. “Temos uma direcção geral que nada propõe para continuar essa luta, vota contra e não dirige”

Declaração de voto de Sílvia Franklin. “Os estudantes do ensino superior em Portugal não somos só nós. se pensam que conseguimos fazer tudo sozinhos, desenganem-se. não pensem que o decreto-lei ataca apenas os estudantes da UC(…)”

Moção da DG: manifestar a solidariedade com os estudantes Britânicos do ensino superior – proponente DG – MOÇÃO APROVADA.

Declaração de voto de Renata Cambra – concorda. “fico infeliz por a Direcção-Geral ter feito esta aprendizagem” – após uma moção que já apresentou no passado que foi rejeitada em relação aos estudantes de Porto-Rico.

Declaração de voto de Ricardo Morgado – (fala mais baixo pá!)

Declaração de voto de João Alexandre: “Votei contra porque esta moção vai pro mesmo sitio das outras – pro saco”

Marco Veloso encerra oficialmente a Assembleia Magna de hoje.


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Amanhã há Assembleia Magna!



Conforme a deliberação tomada pelos estudantes na última Assembleia Magna (realizada no Auditório da Reitoria no dia 22 de Novembro) foi convocada pela Presidência uma Assembleia para amanhã às 22 horas na Cantina dos Grelhados, pressupostamente para avaliar os resultados das reuniões que o presidente e o vice-presidente (Miguel Portugal e Rui Carvalho) tiveram com os representantes das bancadas parlamentares dos partidos políticos com assento na Assembleia da República a 17 de Novembro, dia da manifestação de estudantes do ensino superior em Lisboa.

Muito embora o assunto já esteja inserido na agenda parlamentar, com a inserção de 3 propostas de lei quanto à alteração do actual modelo de atribuição de bolsas por parte do Bloco de Esquerda, do PCP e do CDSPP, a votação das mesmas foi adiada.

É com curiosidade que quero ver quais serão os resultados que a Direcção-Geral cessante vai apresentar à Assembleia.

A este propósito, curioso é o facto de não haver qualquer menção a esta Assembleia Magna tanto no site da Académica. (Em resposta a certos dirigentes da DG) tanto pedem nas Magnas para “o pessoal” estar informado de acordo com o site da Académica, que as pessoas até vos fazem a caridade de ir lá, mas quando vão lá dão de caras com um site desactualizado.

Como é que querem puxar mais estudantes para a Magna?

Para finalizar, o vosso repórter da Academia tudo fará para estar presente para vos dar o habitual minuto-a-minuto. Devido a problemas de ordem familiar, o mais provável que aconteça é não estar presente.

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