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o talentoso purito rodriguez

Tenho visto as etapas da Vuelta. Excepto uma ou outra, tenho gostado do que estou a ver. Algumas notas muito breves:

1 – John Degenkolb – 4 viórias para este jovem Alemão de 23 anos. Degenkolb não tem oposição nas estradas espanholas. Ainda hoje vi Boonen e Greipel a correr nas estradas holandesas na Clássica dos Grandes Portos. Não é tirar mérito a Degenkolb. Com ou sem oposição, fazer 4 na Vuelta não está ao alcance de qualquer um, muito menos de um jovem que corre numa equipa da divisão Continental. (a Argos-Shimano). Com Boonen e Greipel a coisa poderia ser diferente. No entanto Degenkolb está aí para discutir os campeonatos do mundo muito em breve. É pena que o Alemão vá perder a camisola verde em Madrid para Purito Rodriguez ou Alberto Contador. Apesar das 4 etapas, os dois da frente irão marcar muitos pontos nas chegadas de montanha.

2. Philip Gilbert – Andou escondido durante a época 2012 e não parecia ser o super foguete de 2010 e 2011. Em Barcelona, no Parque Montjuic tudo se alterou. Para bem, o ciclismo precisa de homens como Gilbert, homens que dão espectáculo em qualquer terreno. A BMC agradece (Gilbert é um corredor que ganha 1,2 milhões de euros por ano) e para a selecção Belga, tendo em conta os próximos mundiais de estrada e os momentos de forma muito a desejar dos seus sprinters Van Avermaet e Tom Boonen. Ainda por cima, quando o traçado dos próximos mundiais é tão ao jeito do Belga.

3. Purito Rodriguez – Fantástico. É o meu favorito para esta Vuelta e, sem falsa modéstia, é o melhor trepador da actualidade. A forma como tem atacado as etapas e atacado nas etapas revela uma enorme vontade de vencer Alberto Contador. Essa vontade revelou-se ainda mais no contra-relógio da semana passada onde Purito perdeu pouco mais de 1 minuto para o homem da Saxo Bank quando toda a gente previa que perdesse pelo menos 3. Precisa claramente de experimentar o tour.

4. Alejandro Valverde – Na sua melhor forma. Na montanha tem estado soberbo, mesmo perante a ausência dos seus companheiros de equipa, incluíndo a decepção Cobo (relembro que é o vencedor em título da prova). Perdeu para Contador e Froome no contra-relógio mas na montanha tem minimizado as perdas para Contador e tem ganho tempo ao Inglês. Amanhã em Lagos de Covadonga irá por 1 de 2 caminhos: ou tem o seu habitual dia mau ou pode aproximar-se do duo da frente. Tenho em crença que o pódio não lhe escapa.

5. Christopher Froome – A sky tem feito o trabalho do costume. Uran e Henao tem puxado o seu líder na montanha. O Britânico está a pagar caro a forma evidenciada no Tour. Se estivesse na forma de Julho, Contador e Purito teriam que dobrar os actuais esforços para anular o homem da Team Sky.

6. Alberto Contador – Tem feito o que lhe compete. Ataca na montanha e dá espectáculo. Ganha no contra-relógio. Tem uma equipa a fazer um trabalho soberbo na montanha com os portugueses Bruno Pires e Paulinho a partir tudo dentro do grupo dos candidatos. Tudo bem feito, não fosse o facto dos homens da Katusha (Rodriguez e Moreno) não terem um único dia de deslize.

7- Rabobank – Ainda não é o ano de Gesink. O Holandês ainda é muito tenro em vários departamentos, principalmente no contra-relógio. No entanto a equipa holandesa está de parabéns com a inserção de 3 ciclistas nos 15 primeiros (Gesink, Ten Dam e Mollema). Já agora, Mollema promete para os próximos anos. Faz muito que o digo.

8. Maxime Monfort – Não há ninguém que trabalhe o psicológico deste ciclista belga? Talento não lhe falta. Experiência também não. O que é que está a falhar?

9. Andrew Talansky – 23 anos para este homem da Garmin. Mais um que vai dar que falar nos próximos anos. Peixe na água na alta montanha e na luta contra o cronómetro. Tem tudo para ser o norte-americano do futuro nas grandes provas.

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Fusão da Leopard-Trek com a Radioshack

Depois da fusão entre a Omega-Pharma Lotto e a Quickstep para as próximas duas épocas, a equipa luxemburguesa Leopard-Trek e a americana Radioshack decidiram fundir-se numa equipa só para as próximas duas épocas.

Johann Bruyneel (Radioshack) será o director desportivo de uma equipa que contará com imensos portugueses: Bruno Pires é presença declarada pela Leopard. Manuel Cardoso, Tiago Machado, Sérgio Paulinho e Nelson Oliveira vem da Radioshack.

Para já estão asseguradas as presenças Manuel Cardoso, Tiago Machado, Sérgio Paulinho, Nelson Oliveira, Haimar Zubeldia, Janez Brajkovic, Chris Horner, Matthew Busche, Ben King, Robert Wagner, Andreas Kloden, Daniele Benatti, Jakob Fulsang, Frank Schleck, Andy Schleck, Fabian Cancellara, Bruno Pires e Jesse Sargent. A equipa contará com mais 10 ciclistas.

Na Radioshack ainda é incógnita o futuro de ciclistas como Philip Deignan, Markel Irizar, Robbie Hunter, Levi Leipheimer, Dimitryi Murayev, Robbie McEwan, Yaroslav Popovich, Sebastien Rosseler e Gregory Rast.
Na Leopard-Trek mantem-se como incógnita o futuro de Maxime Monfort, Will Clarke, Brice Feillu, Linus Gerdemann, Stuart O´Grady, Martin Pedersen, Joos Posthuma, Davide Viganò, Jens Voigt, Fabien Wegmann e Oliver Zaugg.

Lance Armstrong acredita que a fusão destas duas equipas pode protagonizar a equipa mais forte dos próximos anos. Na minha opinião, será ainda muito mais forte em todos os terrrenos se aproveitar homens como Leipheimer, Murayev, McEwan, Popovich, Rast, Monfort, Feillu, Gerdemann, O´Grady, Voigt e Wegmann.
Juntando aos outros, temos uma equipa candidata a ganhar tudo onde entre.

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