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Quem és tu azeiteiro?

Um país cuja comunicação social dá interlúdio ao Boss AC só pode ser um país sem notícias.

Um país cuja populaça dá 3 milhões de visitas a um single do Boss AC só pode ser um país de iletrados, dementes ou analfabetos.

Um artista (artista?), neste caso o Ângelo, que pensa que o seu single é “o novo hino de uma geração” só pode pertencer a uma geração muito rasca. (não me estou a apropriar da propriedade intelectual do Vasco Pulido Valente porque o Vasco Pulido Valente não percebe nada de nada sobre a nossa geração).

Boss pá, toda a gente sabe que és um G e que és um grande artista (artista?) mas pá, por favor, retira-te, não havia necessidade.

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10 anos

Da Weasel — “Entra e representa” — Álbum: Podes Fugir Mas não te podes esconder (2001)

O tempo é uma merda que não perdoa. Hoje lembrei-me que passa uma década desde a primeira edição deste álbum. Parece que foi ontem que ouvi isto pela primeira vez, num walkman da Sony ainda em versão cassette.

Eramos putos, viviamos numa era dourada em que os nossos pais não tinham os problemas financeiros que tem hoje, o Sporting tinha o João Pinto e o Mário Jardel, os Limp Bizkit eram reis e os putos apresentavam-se na escola munidos do seu cap dos Yankees. Maior parte deles falsificados, sempre tive os originais e em várias cores. Sempre tive sorte e agradeço todos os dias aos meus pais a educação e as oportunidades que me deram.

As letras eram agressivas, as guitarras também. O Carlão e o Pac Man apresentavam-se em palco com a corda toda e ainda cheguei a vê-los duas vezes nesse ano. Já havia o Sam, o Boss, os Mind, e outros tantos, mas o que é certo é que nenhum deles tinha batido tanto na juventude do país até então. O Carlão, o Pac, o Quaresma, o Jay e o Glue eram fortíssimos e creio que depois deste álbum perderam-se irremediavelmente. É certo que tiveram mais sucesso nos dois álbuns que se seguiram, mas nunca voltaram a ser os mesmos.

Depois era a verve da cena. Quem imaginaria na altura que os nossos tugas conseguiriam gravar um som com os cubanos Orishas, cena bem apreciada na altura.

Já passaram 10 anos. Sinto saudades desses tempos.

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