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sad stories

Pedro Brito, 38 anos, natural de Coja (Arganil): um verdadeiro herói nacional.

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Leio no DN e não posso acreditar

que sejam os principais dirigentes da actividade socorrista em Portugal a defender o voluntariado nos bombeiros portugueses.

Ainda por cima, por motivos económicos.

O profissionalismo, porque não?

1. Todos sabemos que o voluntariado faz com que as estruturas existentes no socorrismo (principalmente ao nível de incêndios florestais) dependa do número de operacionais cuja actividade profissional permita um certo grau de liberdade para que o bombeiro voluntário possa sair do seu emprego para combater o fogo.

Logo, existem muitos bombeiros “presos” pelas entidades patronais e incapazes de ter essa liberdade sempre que ocorre uma catástrofe natural. Logo, a estrutura operacional não está no seu pleno porque centenas de voluntários são prejudicados nas suas carreiras profissionais pelo facto de serem bombeiros: uns não podem acorrer rapidamente às suas corporações em dias em que as entidades patronais não lhes garantem a liberdade de sair do emprego durante o horário laboral, outros preferem não o fazer para não correrem o risco de represálias por parte do empregador, e outros não o fazem porque se saírem do emprego, as horas em que não trabalham não entram no orçamento familiar e o mês torna-se mais complicado.

2. O profissionalismo permitiria uma estrutura organizacional mais rápida, constante e mais eficaz na abordagem a situações de emergência. O que é que são 400 milhões de euros em custos tendo em conta os custos humanos que os incêndios provocam nas populações por cada situação em que a resposta seja tardia aos incêndios? Bastará por exemplo olhar ao exemplo dos incêndios do Algarve e da Madeira. Para além disso, o profissionalismo permitiria que milhares de voluntários pudessem exercer a tempo inteiro uma profissão da qual gostam (cívica é certo mas remunerada) sem qualquer tipo de restrições provocadas pelas suas actividades profissionais. E isso permitiria uma resposta mais rápida às situações de emergência.

3. Não consigo compreender o argumento na medida em que não consigo compreender um país que se diz de 1º mundo e que no entanto poupa nas despesas de maior proeminência social.

4. Não consigo compreender porque é que o Estado Português não coloca por exemplo, os milhares de operacionais do exército a trabalhar lado a lado com os bombeiros nas situações de emergência. Exemplos vindos de países como a Bélgica ou a Suiça (onde não existem bombeiros e onde o trabalho de socorrismo em situações de incêndios pertence ao exército) mostram estruturas muito mais organizadas e eficazes que a actual estrutura portuguesa.

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zeus os proteja

Na Madeira não falta dinheiro para o turismo. Não falta o carnaval, não falta o fogo de artíficio.

Na Madeira não faltam estradas, pontes e túneis e outras infra-estruturas rodoviárias completamente desnecessárias para as necessidades da ilha.
Porém, as infra-estruturas existentes são insuficientes para que os bombeiros possam chegar facilmente às zonas que estão a arder.

Alberto João Jardim afirmou recentemente que a Madeira não carece de bombeiros. Mas carece de meios aéreos para combater os incêndios e de infra-estruturas para meios aéreos.

Não desvalorizo a necessidade da Madeira construir riqueza para a ilha através do Turismo porque o Turismo é a principal fonte de rendimento da ilha. Desvalorizo sim, a excessiva verba que é gasta pelo Governo Regional Madeirense nesse sector, em contrapartida à mingua do que é gasto no planeamento urbano e rural e no acesso a dispositivos e equipamentos capazes de dar respostas rápidas a situações de calamidade.

A enxurrada do ano passado parece ter sido esquecida. A água tudo levou. O fogo tudo parece arder. Nas zonas rurais, os amontados de casas construídas nas encostas, umas atrás das outras, não parecem ter sido alvo de qualquer licenciamento. Nessas mesmas zonas, é mais fácil o fogo derrubar aldeias inteiras do que encontrar uma estrada que permita um carro-tanque evitar a miséria. Tudo me faz crer que no inverno, um dilúvio de semelhante escala ao de 2011 poderá levar o resto que o lume não consumir desta vez.

O ditador já começou o seu espectáculo. Em vez de se optar pela criação de um plano para este tipo de situações, prefere atirar as culpas para os incendiários e está claro, para o continente. Suspeito que depois desta calamidade, Alberto João servir-se-à da miséria para tentar renegociar a dívida da ilha e para mandar mais algumas farpas ao continente. Como é seu apanágio…

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Governo Civil

3 Governadores Civis demitiram-se mal foram informados que Pedro Passos Coelho ter afirmado que não iria nomear governadores civis.

António Galamba (Lisboa) Fernando Moniz (Braga) e Manuel Monge demitiram-se na sequência das afirmações do Primeiro-Ministro no decurso do seu discurso de Tomada de Posse.  António Galamba justificou a sua decisão pelo facto de “nos ultimos meses os governadores civis em funções foram confrontados com uma campanha mediática populista, catalisada por partidos políticos como o PSD e o CDS-PP, centrada na defesa da extinção dos governos civis.” – O mesmo refere também que: “os governos civis foram ignorados e “apresentam uma sustentabilidade financeira invejável, com capacidade de gerar receitas próprias para o funcionamento dos serviços prestados aos cidadãos, para apoiar as forças de segurança e contribuir para o equipamento dos bombeiros voluntários de cada distrito”

Na minha modesta opinião, o novo primeiro-ministro deveria ir mais longe na sua reforma administrativa e acabar de vez com os governos civis. Afinal de contas, os governadores civis não servem mais para além de descerrar placas comemorativas e serem uma despesa inútil para o erário público nacional! Se na opinião do Governador Civil de Lisboa, os governos civis servem os propósitos acima enunciados na declaração, poupa-se despesa no seu encerramento e transferem-se directamente as suas competências e os recursos que dispõem para a protecção civil portuguesa, para o exército (quando chamado a combater incêndios florestais), para o ministério que tutela as forças de segurança,  para as lojas do cidadão espalhadas pelo território e fundamentalmente para as autarquias, ficando o caso resolvido. 


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