Tag Archives: Bolsas de Estudo

a explorar

ando a descobrir umas discrepâncias de valores (entre o cálculo de simulação e a real atribuição) do mecanismo de cálculo de bolsas de estudo.

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aviso especial para caloiros que leiam este blog

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perdiabolsa.com

Perdiabolsa.com é uma espectacular ideia do Bloco de Esquerda que visa a denúncia de casos na 1ª pessoa de alunos que estão a sentir dificuldades quanto à permanência no ensino superior ou que desistiram do mesmo devido ao facto de terem perdido a sua bolsa de estudo.

Para já foram publicadas no site 4 denúncias. Casos dramáticos de jovens que viram o seu futuro condicionado pelos apertados critérios da Lei 15\2011.

Para todos aqueles que quiserem denunciar a sua situação, o Bloco de Esquerda insere uma plataforma de comunicação directa com o partido no referido site. Aconselho todos aqueles que estejam actualmente a passar por sérias dificuldades  a revelar publicamente a sua história, para que a violenta injustiça social que este governo está a praticar no ensino superior seja desmascarada sem papas na língua.

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Dia 27

Convido todos os leitores deste blog a aparecer! Principalmente estudantes. Na próxima segunda-feira, na sede do CDS\PP a convite do Núcleo de Estudantes Populares da Universidade de Coimbra. Em discussão, o novo regulamento de atribuição de bolsas de estudo e outros assuntos relativos à acção social escolar.

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Forum Bolseiro

Esta noite, pelas 21 e 30 na cantina dos grelhados sob organizado do Pelouro da Acção Social da AAC.

Seria importante a presença do máximo número de estudantes bolseiros para que se possa fazer um levantamento mais ou menos generalizado dos problemas que assolam os estudantes bolseiros e para que os nossos colegas da DG possam executar o seu trabalho de representação dos estudantes da Academia.

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atrasos, pagamentos, irresponsabilidades…

Tenho tido informações que a UC está farta de enviar emails a todos os alunos a avisar as datas-limite do pagamento das prestações das propinas.

Nunca tinha acontecido semelhante coisa na UC.

A UC adopta uma postura de medo na medida em que parece temer que os estudantes não cumpram as suas obrigações (mal ou bem) perante a instituição, mesmo perante as restrições (por consequência) que coloca a todos aqueles que não as cumprirem: impossibilidade de matrícula no ano seguinte; em casos de conclusão de curso, a UC não reconhece o término do mesmo e não emite diploma (até porque este tem filas de espera de 10 anos segunda consta) ou certificados enquanto não forem pagas as propinas do estudante em causa.

Como em todas as responsabilidades perante o Estado Português ou empresas públicas\institutos sob sua tutela, o não pagamento de propinas implica o pagamento de juros de mora às mesmas. Neste caso específico, não existe sequer a opção do estudante pagar juros depois de decorridos 90 dias sobre a data limite do pagamento: qualquer aluno que decida\lhe seja impossível pagar no prazo estabelecido, começa a acartar com juros sobre a prestação em causa no dia posterior ao término do prazo.

Gostaria apenas, perante o que exemplifiquei nos parágrafos anteriores de perguntar à UC, mais especificamente aos Serviços de Acção Social, quando é que os meus colegas bolseiros recebem as suas bolsas?

O ano lectivo já começou em setembro e para muitos o seu processo de bolsa ainda não se encontra resolvido. O Ministro Nuno Crato previa o pagamento das bolsas o mais tardar em Outubro e em Janeiro há gente que nem sabe o que lhes espera.

Ou seja, o ministro Nuno Crato é mentiroso.

Vamos imaginar a situação. Se a primeira prestação das bolsas de estudo é paga a partir do mês de Outubro, já decorreram precisamente 122 dias. Não será legitimo que os estudantes bolseiros que apenas recebam hoje imponham o pagamento de juros sobre o total das prestações que tiveram em falta?

A mim parece-me legítimo.

Assim como me parece legítimo que um dia um estudante bolseiro (em enormes dificuldades para sobreviver; melhor, para ter direito a uma refeição que é o mínimo condigno com o artigo 2º da CRP) por falta de dinheiro se recuse a pagar uma refeição nas cantinas.

É nestas pequenas coisas que se vê quem tem palavra e quem não tem palavra. A palavra de Nuno Crato é nula, a UC tem medo que não paguem “as vacas ao dono” e os SASUC\DGES abusam por completo dos moribundos.

E a AAC? Onde é que se encontra a AAC no meio de todo este processo?

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histórias

Confesso que nos últimos dias tenho andado tão atarefado que nem tempo tenho para postar neste blog, ver futebol, ver telejornais, ler livros, ver filmes, ver jogos da NBA, ler jornais e até jogar na minha xbox, algumas coisas que me dão imenso prazer. No entanto, não me desliguei por completo da realidade em que se foca o mundo e partilho aqui algumas notas de que me apercebi (ainda que a espaços) do mundo:

1. A Família Soares dos Santos mudou as contabilidades dos seus negócios para território Holandês. Alexandre Soares dos Santos foi aquele, que um dia travou uma dura batalha de palavras com o antigo PM José Sócrates acerca da riqueza e da boa educação. Vamos por partes:

1.1 A Jerónimo Martins é um grupo empresarial cuja empresa-coroa é a cadeira de supermercados Pingo Doce. Para quem não sabe, as cadeias de supermercados (na sua génese) funcionam por sistema de consignação de produtos. As marcas pagam espaços para colocar os seus produtos nas prateleiras dos ditos e as cadeias, para além do espaço que é remunerado para tal efeito ainda vão buscar uma percentagem sobre os produtos vendidos.

1.2 A Jerónimo Martins, como um grupo empresarial forte já recebeu todo o tipo de apoios do Estado Português. Subvenções, Isenções fiscais, incentivos à participação em mercados internacionais e incentivos à exportação de produtos. Acho de muito mau tom que hoje, se mude para onde quer que seja por que motivo seja quando andou anos e anos a comer com o dinheiro dos contribuíntes pelas mais variadas ajudas que o Estado Português fornece às empresas.

1.3 A Jerónimo Martins é um grupo empresarial em cujas condições de trabalho de contrato dos seus empregados, obriga-os (para lhes dar emprego) a que estes se submetam a um horário de trabalho que inclui sábados e domingos (folgas semanais à semana), feriados, dias de natal e ano novo, sob métodos (escandalosamente considerados como legais em Portugal) inseridos numa lógica “ou aceitas as nossas condições ou não és empregado\estás despedido” e com uma remuneração base grossa de salário mínimo.

1.4 Ao efectuar esta mudança, a Jerónimo Martins está a contribuir para a pobreza de um país (que ajudou a empresa a fundar o volume de negócios que hoje detém à conta das tais ajudas enunciadas por mim no ponto 1.1) e para que a credibilidade da nossa economia seja ainda mais mal vista pelos nossos “parceiros” externos e principalmente pelas ditosas e pouco saudáveis influências exercidas pelas agências de rating, que em tão pouco tempo arruinaram o pouco que restava deste rectângulo à beira mar plantada.

2. Por Ligação ao ponto 1.

O nosso primeiro-ministro diz compreender os motivos que levaram Alexandre Soares dos Santos a virar costas à sua pátria. Pedro Passos Coelho mostrou mais um ponto de fraqueza no seu discurso e contrariou tudo aquilo que foi pelo seu governo dito até agora. É bom folgar que temos um primeiro ministro derrotista e que incentiva a que em Portugal nada se produza ou nada se faça para alterar o rumo da situação económica e financeira em que nos encontramos.

É saudável também folgar que o seu governo nada se interessa em fazer tributar aqueles que mais têm e aqueles que mais erros cometeram na situação estratégica actual do país para a resolução dos nossos problemas.

É saudável portanto folgar que este indíviduo a quem chamam primeiro-ministro está literalmente a defender os interesses estrangeiros e os interesses do capital no nosso país, pago com o nosso dinheiro.

3. Reparei que ante-ontem foi aberta pelo Ministério da Educação e Ensino Superior uma nova fase de candidatura a bolsas de estudo no ensino superior.

Esta medida vem na sequência do aumento do capital disponível para o financiamento dos alunos do ensino superior através de linhas de crédito cedidas pelos bancos e num contexto em que as duas fases até agora realizadas ainda não tem totais de atribuições apurados e sobretudo, perante a realidade moribunda do ensino superior em portugal e do sufoco em que vivem as famílias portuguesas, uma profunda hipócrisia cujos resultados práticos ainda não são conhecidos e visionados pelos estudantes que realmente precisam das suas bolsas para sobreviver e ainda não receberam qualquer prestação.

No entanto, deixo aqui a minha palavra de louvor ao Eduardo Barroco de Melo e restante Direcção-Geral pela luta encetada aquando da actividades “Natal Negro no Ensino Superior”, que mal por mal já fez com que o governo concedesse algo ao mesmo tempo que tira 5. No entanto, e como estas pequenas acções não redundam em vitória, tal só poderá ser clamado quando os direitos que pertencem aos estudantes sejam factos consumados na prática, algo que como todos sabemos ainda não aconteceu.

4. Parece que está na moda o uso do avental e da pedra-pomes neste país. Falo desse poço de interesses a que chamam maçonaria.

Grupos, restrito de entrada, onde aparecem altas individualidades que mandam neste país, numa lógica de “põe, dispõe e corta” naquilo que é incómodo aos interesses da elite.

Passam-se informações das secretas, governantes actuam sobre instruções dadas em reuniões altamente secretas, roubam-se informações dos telemóveis de jornalistas e não se podem mencionar influências de deputados da nação ao serviço dos enormes maçons do oriente e da grão-cruz. Será que no tempo do Salazar também eram tão activos?

5. Bola. 3 anotamentos.

5.1 Tim Howard espetou um grande selo na Premier de baliza a baliza. Faz-me lembrar o golaço que o Palatsi marcou há uns em semelhantes jeitos lá para os lados de Moreira de Cónegos.

5.2 O Manchester United colheu 3 na capoeira do sensacional Newcastle. Phil Jones ficou novamente mal na fotografia naquele cabeceamento direitinho para a sua baliza.

5.3 As imagens do túnel de acesso aos balneários em Alvalade é uma coisa escabrosa. É certo, que derivado à tensão do momento, a comunicação social está a usar a situação para criar um alarido desnecessário. Mas também considero vergonha a atitude dos responsáveis do dirigismo sportinguista em autorizarem tamanhas aberrações em sede de um clube que sempre se pautou pela tentativa da rectidão ao nível de valores e acções.

Colocar imagens de meia dúzia de arruaceiros, alguns deles ligados a grupos de extrema-direita no nosso país, não é propriamente a imagens que se desejam para a livre transmissão de valores defendidos pela UEFA no futebol de paz e saudável convivência entre pessoas de raças diferentes. Mas… lá pelas bandas de Alvalade há quem não pense exactamente desta maneira e eu, sportinguista confesso, não papo tudo aquilo que o meu clube me dá.

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descrença

Eduardo Barroco de Melo tem hoje em mãos mais uma “vitoria dos estudantes de Coimbra” – uma vitória moral é certo.

Com todo o fantasma que paira sobre o ensino superior, sobre a UC e sobre os estudantes de Coimbra em particular, com os cortes no financiamento da Universidade, com os cortes nas bolsas de estudo motivadas pelo novo regulamento de atribuição das mesmas e a previsão de 1400 alunos que já deixaram ou podem deixar a UC até ao final do ano, a Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra em colaboração directa com os núcleos de estudantes da casa não conseguiram levar mais do que 9\10 autocarros a Lisboa para a Greve Geral. (cerca de 500\550 estudantes, isto é, se os tais autocarros forem cheios).

A confirmar-se um número de 500\550 estudantes, falamos que apenas 1\48 avos da comunidade estudantil actual da UC se mostraram interessados em lutar pelos direitos que lhes estão a ser cortados pelo governo.

Relembro que no 17 de Novembro de 2010, a Direcção-Geral comandada por Miguel Portugal conseguiu levar 2 mil estudantes de Coimbra a Lisboa.

Para quem (Eduardo Barroco de Melo) dizia nas redes sociais que um determinado projecto (Lista C) não tinha argumentos para criticar esta Direcção-Geral (estás a dormir Eduardo?) só posso concluir que não só a Lista C não tem argumentos para efectuar a tal mudança como o próprio presidente da Direcção-Geral parece completamente autista em relação ao seu trabalho particular e tem hoje a resposta que os estudantes de Coimbra não aderem em massa a mais uma iniciativa da Direcção-Geral.

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os morgadinhos copiam

Recebi esta manhã vários convites para assistir a uma reunião geral do projecto de candidatura de Ricardo Morgado à Associação Académica de Coimbra, reunião essa que vai acontecer nas cantinas azuis.

Alguns desses convites tinham como epíteto a seguinte frase: “aparece! ajuda-nos a construir as ideias deste projecto”.

Ao que parece, o referido projecto precisa mesmo de ideias.

Vamos por partes:

Vejam este link.

O símbolo, assim como o slogan de Ricardo Morgado e seus pares tresanda a falta de originalidade e a copianço.

Quem não consegue ser artisticamente abonado para criar um slogan e símbolo próprio, não deve decerto abonar das ideias para a governação da AAC.

Já para não falar no cartaz com a peçinha do puzzle, copiando o modelo da DG\AAC. Copiando e mal.

Outra coisa que me tem intrigado nos últimos dias, foi uma conversa que tive com o Ricardo ainda ele era super coordenador da pedagogia da DG 2010.

Dizia-me ele na altura no fim de uma Magna, que a JSD de Gouveia tinha proposto ao partido um novo sistema de atribuição de bolsas, como oposição ao decreto-lei 70\2010. Nem tenhas a coragem de desmentir que tiveste essa conversa comigo Ricardo Morgado. Pois bem, pergunto-te: não será esta candidatura à AAC uma rampa de lançamento para ti e para os seus na tua jotinha partidária?

Estão portanto “on-fire”.

Para finalizar, o vosso blogger despede-se com um novo blog. Chama-se Falando a Sério e tem tentado trazer novidades interessantes da Academia de forma independente e séria. Vale uma vista de olhos.

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10 mil

Ler a notícia.

Pergunto eu: Desses 10 mil quantos irão desistir?

Era este o investimento no ensino superior que Nuno Crato pretendia quando começou a analisar a pasta do ensino superior?

Não era vital para o Ministro manter o valor exacto daquilo que foi gasto no ano passado inscrito no orçamento de estado deste ano?

Outra pergunta me ocorre: Se o valor de 130 milhões para bolsas de estudo está inscrito no Orçamento de Estado, se existe uma previsão para o corte de 10 mil bolsas e se o valor da bolsa máxima decresceu em cerca de 400 euros em virtude do novo regulamento de cálculo das bolsas de estudo, para onde irão largos milhões de euros?

Quando esse novo regulamento foi publicitado, Nuno Crato afirmou publicamente que desejava que o pagamento das bolsas de estudo se devessem efectuar no máximo até finais de Outubro. Já estão a ser pagas?

E já agora, quandos créditos estudante já foram realizados este ano?

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Crueldade institucionalizada nos SASUC

Por Hugo Ferreira, estudante bolseiro da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra,

“Os estudantes das Residências Universitárias dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (RU-SASUC) foram hoje surpreendidos com um email enviado pelos SASUC a solicitar o pagamento da renda referente ao mês de Setembro de 2011 no prazo de 23 a 30 deste mês, pagamento esse a ser efectuado mesmo por bolseiros ou candidatos a essa condição.

Há 5 anos que sou estudante e bolseiro da Universidade de Coimbra e nunca se tinha chegado tão longe na insensibilidade e crueldade social. Por culpa do atraso do governo na publicação do novo regulamento de bolsas e das respectivas normas técnicas, os estudantes bolseiros não só serão obrigados a sobreviver durante este mês sem a sua bolsa de estudo, como serão impelidos a pagar uma renda no valor de 72 Euros. Apetece perguntar: Com que dinheiro? Acresce que,ao tudo indica esta situação não se resolverá nos próximos meses, pelo que os estudantes das RU-SASUC pelo menos até meados do próximo ano, mesmo não recebendo a bolsa de estudo, nalguns casos fundamental para a sua vida académica, terão de pagar mês após mês 72 Euros da renda da sua Residência.

O aumento do preço do prato social (sem o correspectivo acréscimo da sua qualidade), da renda das Residências (sem que em alguns casos se procedam a melhoramentos essenciais nas infra-estruturas), da permanência do modelo persecutório de Caução e do seu aumento sistemático, configuram decisões graves na gestão dos SASUC, mas em nenhum momento pude imaginar que chegaríamos a esta situação.

Os estudantes, em particular os mais afectados, devem tomar uma posição rápida e de força que consiga forçar os SASUC a reconsiderar a sua posição. Os representantes estudantis devem provar se estão ou não à altura dos cargos que ocupam, ainda que muita da responsabilidade desta situação seja sua pelas constantes cedências em direitos fundamentais dos estudantes e em alguns casos pelo completo desconhecimento e impreparação que revelam nestas questões.

Os estudantes, por seu lado, deverão reflectir se neste momento lhes resta muito mais a perder e decidir se este é ou não o momento de tomar o seu destino nas suas mãos, defendendo intransigentemente os direitos que historicamente conquistaram…

A palavra é deles e o futuro também pode ser.”

Anotamento meu:

Esta decisão surge alguns dias depois dos referidos serviços terem cortado o valor atribuído para alimentação a cada residente e comensal nas Repúblicas a seu cargo. Se quiser ir mais longe, esta decisão também surge após a publicação do novo regulamento de atribuição de bolsas de estudo por parte do Ministério. Se quisermos ir ainda mais longe, esta decisão surge alguns dias depois dos SASUC terem inaugurado uma nova cantina para a distribuição de alimentação completamente supérflua à comunidade estudantil e, segundo correm os boatos, preparar-se para ganhar a concessão dos bares da Associação Académica de Coimbra.

E a Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, o que pensa fazer em relação a esta insensatez do Sr. Administrador dos SASUC?



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O novo regulamento de atribuição de bolsas de estudo

Ainda não tive oportunidade de estudar na íntegra o novo regulamento proposto pelo Ministro Nuno Crato, mas pelas linhas gerais, tal proposta é a melhor que me soa aos ouvidos nos últimos anos.

Em primeiro lugar, logo pelo facto do Ministro ter aberto um novo caminho de candidatura para todos aqueles que não a fizeram nos prazos estabelecidos pelos Serviços de Acção Social das Universidades. Como sabemos, no caso dos SASUC, o prazo decorria entre 15 de Maio e 15 de Junho, não sendo por norma aceites candidaturas fora do prazo. Em certas situações, compreendo que para certos agregados familiares, a burocracia existente nos serviços dos quais se precisam as certidões e os documentos necessários para entregar na candidatura pode fazer com que o prazo de 1 mês se torne escasso ou insuficiente. Portanto, acho a esta prerrogativa do Ministro uma boa decisão. Em todo o caso, deveria abrir-se um prazo extraordinário, em excepções em que se comprove com efectividade um agravamento significativo dos rendimentos do agregado familiar no período compreendido entre o início e o final do aluno lectivo, para que os alunos nesta situação possam ser socorridos pelos Serviços de Acção Social em tempo útil de não abandonarem o ensino superior a meio do ano lectivo por falta de recursos económicos. Defendo portanto, que o próprio Ministério disponha de um fundo de emergência social rápido, eficaz e exclusivo para este tipo de casos.

Não posso porém concordar com a meta de 100 mil euros em valores mobiliários para a inegibilidade de direito à candidatura a bolsa de estudo. Como valores mobiliários consideram-se as acções, obrigações, valores depositados em contas bancárias, Planos poupança reformaeducação, certificados de aforro, unidades de participação em fundos de investimentos, certificados do tesouro e outros instrumentos financeiros. Creio que 100 mil euros é um valor muito alto neste tipo de aplicações financeiras é um valor muito alto quando se tratam de mecanismos sociais de superação de carência. Aliás, não é todo o português que dispõe de investimentos na ordem dos 100 mil euros. Mas com 99,999 euros em participações, o aluno pode candidatar-se a bolsa nas mesmas condições de imparcialidade que outro, cujo agregado familiar comporta por exemplo 4 pessoas e cujos conjugues estão de momento desempregados. A única diferença consiste apenas na redução da bolsa nos diversos escalões idealizados pelo Ministro conforme a existência e o valor que está aplicado. Não creio portanto que seja  justo. Alias, actualmente, qualquer agregado que tenha 15 ou 20 mil euros nestes investimentos, é um agregado familiar capaz de fazer face às despesas e amealhar extras para o futuro.

As alterações na contabilidade do agregado familiar, é outra das diferenças em relação ao cálculo que era feito no ano passado, que ressalto como positiva. Como no ano passado nem todos os elementos do agregado valiam o mesmo, todos os candidatos teriam a perder. Claro que as famílias numerosas (muitas vezes com 2 ou 3 filhos a estudar em simultâneo) eram as famílias mais prejudicadas (muitas vezes são as que mais precisam deste tipo de apoios para fazerem face à despesa). Como tal, como todos os elementos valem um, as bolsas tenderão a aumentar pelo novo cálculo.

Quanto ao aumento do aproveitamento escolar para 60%, considero-o obviamente injusto. Deveria manter-se nos 50% de aprovação mediante o número total ECTS a que o aluno se inscreveu. Todos os bolseiros sabem que precisam de se aplicar para continuar a usufruir dos benefícios estatais. Por isso, 50% de aprovação acaba por ser uma percentagem justa. Se o aluno fizer esses 50% é sinal que o seu desempenho representa o mínimo que se lhe era exigido. Por outro lado, sabemos que ao aluno podem acontecer infortúnios. E esses infortúnios devem obrigatoriamente ser precavidos por esta lei. Desde que devidamente fundamentados, os alunos que tiveram dificuldades durante o ano escolar (estiveram ausentes por falta de recursos económicos; tiveram um acidente grave; doença grave: doença familiar; infortúnio pessoal) deveriam ser salvaguardados com a hipótese de não perderem a sua bolsa de estudo no ano lectivo seguinte.

No entanto, esta alteração só toma efeito para o próximo ano lectivo.

De fora deste documento, fica o mais importante. O novo regulamento não estabelece porém um prazo máximo de atribuição ou indeferimento das bolsas e um prazo para o seu pagamento. João Queiró, o secretário de estado, acredita que será uma desilusão se as bolsas não forem pagas até ao final do mês de Outubro. Eu creio que é tudo muito bonito em teoria. Vamos ver na prática.

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Vergonhoso

A fina-flor da Academia segue o habitual ritmo da época e já começa com os truquezinhos eleitorais.

Inunando a rede social facebook com esta imagem, seria de muita coincidência não pensar que vários utilizadores estão a tentar passar uma mensagem neste início de ano lectivo. Conhecendo o se tem passado nos últimos anos, apenas não esperávamos que o pedantismo fosse tão alto em tão tenra altura do ano. Não retiro de modo algum o termo: chama-se pedantismo. Com todas as letras.

Se nas candidaturas de André Oliveira, Jorge Serrote e Miguel Portugal, as primeiras movimentações começavam após a Queima das Fitas e as primeiras mensagens surgiam na latada, notamos que este ano, para além do facto da Direcção-Geral não ter feito mais nada de destaque do que a Universidade de Verão da UC, um boicote às aulas que acabou por ser um autêntico fiasco, a organização das provas de desporto universitário e um elenco recheado de demissões, má gestão de equipa por parte do presidente, boatos e dois vices presidentes que chegaram a uma altura do campeonato sem sequer se dar ao trabalho de falar com o presidente durante dias a fio, tento compreender (juro que tento) porque é que a AAC não encurta os mandatos a 3 meses. Quiçá a 4 dias. Sim, porque este mandato não passou do 4º dia de existência. O resto que se viu é luta desenfreada pelo tacho, incompetência, inquestionável vontade de não se trabalhar em prol daqueles que votaram e acima de tudo, irresponsabilidade daqueles que durante o ano estiveram mais interessados em preparar as próximas eleições do que em trabalhar na confiança que em si foi depositada por cerca de 4 mil estudantes.

Por outro lado, perante todas as variáveis enunciadas, os problemas que afectam a comunidade estudantil amontoam-se e a AAC continua com uma passividade ímpar. O ano lectivo começou e quanto a bolsas de estudo, tudo permanece no mais profundo mistério, apesar de existir uma lei aprovada em Assembleia da República que tarda em passar para o Diário da República. Centenas de alunos começam o seu ano lectivo sem a certeza da sua bolsa, sem sítio para pernoitar e receosos que não possam continuar os seus estudos por insuficiência de meios financeiros.

Residentes universitários viram negadas as condições de acesso às residências. Outros residentes foram mudados para outras residências em virtude de decisões duvidosas. Mas dentro das 4 paredes da Direcção-Geral, ninguém parece estar interessado em mais do que ir tomar o seu cafézinho aos jardins, bater um papo, actualizar o blog anónimo para dizer mal do outro candidato e alcatroar a estrada para Novembro…

Em várias faculdades, a morosidade dos serviços causa incómodo. A burocracia é morosa e dispendiosa. A pedagogia não existe. Alguns cursos alteraram novamente as regras do jogo e prejudicaram claramente os seus alunos. Outros, voltaram a prescrever. A defesa dos direitos dos estudantes por parte da AAC não é mais uma vez sentida.

Internamente,

Da Tesouraria da AAC alguém palmou deliberadamente 5200 euros. Tanto o Conselho Fiscal, como a Direcção-Geral (através dos seus dois representantes no Conselho-Geral) como a Queima das Fitas ainda não se interessaram em abrir uma investigação interna para saber quem lucrou com o acto.

Falamos em Conselho Fiscal.

O Conselho Fiscal, presidido por Carlos Barandas (Carlos, um dia disseste-me na FEUC que gostavas de gente sincera e vou-te ser sincero já que não me atendes o telemóvel quando te ligo) é um órgão constituído na sua maioria por incompetentes. Salvam-se duas excepções: o Hugo Ferreira e a Filipa Soares. A sala da queima foi assaltada. Abriram-se extintores à porta da secção de fotografia. Nada foi feito pelo Fiscal. Secções Culturais tem capacidade para realizar actividades, caso da Secção de Gastronomia, mas dependem exclusivamente que o Fiscal lhes resolva as questões. A Secção de Voleibol está (ou se já foi resolvido, estava até à pouco tempo) à espera que o Fiscal lhe resolvesse o assunto burocrático que pendia sobre a tomada de posse da nova direcção. A Secção de Andebol passa por gravíssimos problemas financeiros e esteve (creio que ainda está) em risco a sua participação nos campeonatos em diversos escalões, o que é uma vergonha para uma AAC que alimentou e muito outras modalidades (Basquetebol, Ténis) e poderá deixar morrer uma secção que para além do palmarés que possui, dá a hipótese de competição a muitos alunos da UC.

Carlos, muito sinceramente, será que te preocupas mais com moscambilha do que com o trabalho para o qual foste eleito?

No que tocam a estatutos, cada um decide por si. Como até já foi dito por mim aqui neste espaço.

Não desviando do assunto mainstream, é portanto uma vergonha aquilo que se passa na AAC. Meus caríssimos amigos, este logo que está a ser colocado em perfis do facebook pertence à campanha de um vice-presidente da AAC, um rapaz que tem um cargo importantíssimo nas mãos a defender, mas parece que se está nas tintas para tais feitos.

(Escusam de fazer chamadas anónimas às tantas da manhã em número desconhecido porque eu não vou ceder)

O mandato acaba em Janeiro, mas já se fazem apostas em Setembro. É necessário alguém que diga a estes rapazes que o seu cargo joga com responsabilidades que pendem sobre vidas humanas. Torna-se necessário acabar com esta palhaçada de blogs e de ameaças e de moscambilhas. Torna-se necessária uma Académica humilde, trabalhadora, com vontade de evoluir e de preferência com gente que queira servir a casa e não servir-se da casa.

Deixo-vos um conselho: porque é que não realizam eleições para a AAC de mês a mês e assim consegue fazem com que se arranje espaço para todos na presidência?

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Um negócio das Arábias

Conta-nos o nosso atento mordomo do Sexo e a Cidade.

Os Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra tem dinheiro para fazer investimentos na área da restauração. Pizzas e Massas como diz o mordomo e bem, para retirar os estudantes dos “vizinhos capitalistas” e colocá-los saudáveis ($) nos cofres dos SASUC, do Estado, perdão, a comer pizzas e massas nos antigos snacks.

O mordomo também faz constar o interesse do administrador dos SASUC em adquirir a exploração dos bares da Académica quando terminar o contrato com a empresa InTocha.

Não me espanta nada o avante desta política. Investe-se à grande e à francesa. O serviço social já era. A qualidade das cantinas sociais passou a ser racionamento. O preço aumenta. As bolsas diminuem e na maior parte dos casos não são pagas a horas. Nem a horas, nem em meses. A fome já anda encapotada entre os estudantes. No final do ano lectivo transacto, os SASUC executaram uma limpeza sem dó nem piedade nas residências universitárias entre aqueles que acumulavam dívidas no pagamento das mensalidades, porque os alunos em causa não tinham mesmo condições financeiras para executarem os pagamentos, barrando por um lado o direito a uma vida condigna a certos estudantes, e por outro, negando possibilidades destes permanecerem no ensino superior. Coisa bonita para uma instituição que se intitula de Serviços Sociais e para uma instituição que teve durante longos anos um autêntico senhor no sentido literal da palavra, o Dr. António Luzio Vaz, administrador que sempre privilegiou o conforto e bem-estar da comunidade estudantil em deterimento dos interesses do ministério. 

E com estas negociatas, o estado vai colocar mais algum para ajudar a custear a gula dos meninos quando o deveria estar a fazer na modernização das instalações e dos equipamentos das faculdades, em obras nas residências universitárias, na compra de equipamentos básicos para as mesmas como fogões, micro-ondas, mesas, cadeiras e no pagamento de bolsas de forma atempada a quem precisa…

E os meus caros colegas da Direcção-Geral? O que tem a dizer sobre tudo isto para além de encher a boca para falar mal do que eu escrevo nas vossas reuniões? Que posição tem o órgão que é legitimado para defender os interesses de todos os estudantes e não apenas do estudantes que dão votos ou dos estudantes que tem mais $?

São negócios das arábias. Enquanto uns passam fome e contam os trocos para fazerem fila nas Amarelas, fiquem lá com pizzas, massas e cerveja. Afinal de contas, sardinhas e couves não puxam carroça.

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Perguntasafirmações pertinentes

Sobre o que foi escrito na barra de comentários do último post dos 42 da AAC.

Pessoalmente, não sou muito a favor dos comentários em anónimo. É demasiado fácil comentar num blog no anonimato. Podemos dizer o que bem nos apetece, sem que do outro lado haja alguém que saiba a nossa identificação. No entanto, como esta barra prova, existem utilizadores na blogosfera que tecem perguntas e afirmações bastante pertinentes:

As primeiras perguntas pertinentes são estas:

“quando este blog investiga o facto de na universidade de verão os monitores terem sido pagos e serem praticamente só membros da DG e amigos os monitores? quando na prioridades estavam alunos com bolsa?

e pk razão os carros da AAC nunca estão à porta ld estamos de férias e o edificio está de luzes apagadas? quem foi de férias de seat?”

Porque é que os monitores da Universidade de Verão (quase todos com ligações à AAC ou a actuais dirigentes da AAC) foram remunerados no exercício da actividade? Porque é que não se deu proridade a alunos bolseiroscarenciados para a mesma função? Porque é que os monitores da Universidade de Verão tem direito a uma remuneração por alguns dias de actividade e por outro lado existem pessoas nas Secções Desportivas que pagam do seu próprio bolso para competir? 

E os carros da Associação onde param? Porque é que existe um clientelismo estranho e oportuno por parte de dirigentes da DGAAC na constante utilização dos carros para fins pessoais? Quem cobre a excessiva despesa que os carros dão quando não estão ao serviço da Associação?

Ainda sobre a Universidade de Verão, as seguintes afirmações, mais uma vez, pertinentes:

“não terem conseguido ser monitores? mas abriu alguma espécie de concurso? como é remunerado é mil cães a um osso, pena que no resto das actividades não esteja la ninguem…”

e

“não concorri não….de tachos da tAAChistas está cbr cheia…mas sei que os critérios eram primeiro para bolsistas, mas claro foi só para DG´s…e porque estão sempre a pedir a núcleos para divulgar e ajudar em tudo e quando é este tipo de actividades não pedem para eles divulgarem? como se diz é mil cães a um osso e só s fala com amigos…”

E não vale a pena comunicar aos núcleos, até porque grande parte daqueles que frequentam a Universidade de Verão são jovens com aspiração a entrar no ensino superior na UC e a curiosidade até os move agora a quererem saber como funcionam os cursos em que aspiram entrar nos próximos anos lectivos.

até que tudo descamba neste incrível comentário, escrito decerto por alguém com responsabilidades na DG:

“Vamos por partes

1º Relativamente à Universidade de Verão como se fosse eu também preferia ter pessoas da minha confiança/amigos como monitores pelo menos assim sabia com o que contava.

Vamos por partes então…

Então quer dizer que a Universidade de Verão serve para colocar pessoas da confiança da malta, certo? É mais uma actividade para arranjar joguinhos políticos ou para criar hegemonias dentro da casa? Um simples bolseiro sem quaisquer ligações aos órgãos da Academia que queira trabalhar nas actividades para arranjar dinheiro para passar uns diazitos fora de casa em Agosto, como não é confiança dos senhores, não pode participar na Universidade de Verão não é? É tudo uma questão de confiança e (pouca ou nenhuma) transparência…

“3º Edifício apagado, então pergunto-me todos tem direito a ferias menos a DG?se tiram férias então que tirem agora e não durante o ano…”

Sim, todos tem direito a férias menos as pessoas da DG. Ao candidatarem-se ao cargo sabem perfeitamente que são eleitos para 1 ano de mandato, um ano que tem que cumprir escrupulosamente e com o máximo de empenho possível. Ou será melhor estar em Buarcos do que estar a preparar as políticas a levar a cabo na primeira metade do próximo ano lectivo? Será mais cómodo atirar os problemas para trás no Algarve e ir para os copos ou defender aqueles que já agora em Agosto começam a inquietar-se com a possibilidade de abandonar o ensino superior com falta de recursos?

“4º Relativamente aos carros concordo deveriam ser única e exclusivamente para uso de trabalho se estão a trabalhar muito bem mas agora para andar a passear as custas da AAC então era por já o fiscal em cima”

Em cima de quem? O Conselho Fiscal da Associação Académica de Coimbra não existe. Ou pelo menos, fez questão de não ter aparecido desde Janeiro até hoje. Perdão, limitou-se a resolver uma queixa maricas de um presidente da Direcção-Geral a um elemento do fiscal e a ouvir um sócio da Secção de Fotografia no decurso de um processo montado pelos novos amigos da bola da Direcção-Geral, ou como quem diz, os meninos do Jornal A Cabra.

É caso então para perguntar: onde esteve o fiscal quando se abriu o extintor no 4º piso do edifício? Onde está o fiscal no caso dos furtos de dinheiro que aconteceram neste ano lectivo na AAC? Onde esteve o fiscal na questão da demissão do Chaves?

porque, o que interessa neste momento na Associação Académica de Coimbra é fazer:

“um apanhado sobre quem irá integrar os cargos da próxima DG, quem é que se vai manter, quem esta de cada lado e quem vai para onde…”

Ou seja, interessa saber quem está lançado para os tachos, quem mandou a facada no colega do lado, quem conseguiu mais apoios, quem ocupa a cadeira do poder. Ao caro utilizador não lhe interessa por exemplo saber qual é a posição do presidente da Direcção-Geral em relação às propinas e ao péssimo plano estratégico para o ensino superior que o mesmo foi apresentar ao novo Ministro Nuno Crato. Talvez é melhor nem sequer se saber disso visto que a proposta não defende o real interesse dos estudantes e até é contra tudo aquilo que se tem discutido em Magna, mas… também não interessa fazer os cálculos a quantos colegas nossos vão perder bolsa no próximo ano lectivo, quantos vão prescrever, quantos vão ter dias que apenas vão ter dinheiro para ter 1 ou 2 refeições por dia, quantos vão estar privados de comprar os materiais escolares para prosseguir os seus estudos e por aí adiante. 

“A carrinha que sobra e’ para transportar os jornais da cabra. Alias ja o foram distribuir com o seat. E o motorista a ser pago horas extras. E’ uma vergonha esta dg. Ninguem se aproveita mesmo.”

Errado. Qualquer secção cultural goza do direito a usufruir das carrinhas para promoção das suas actividades ou para a realização das mesmas. Assim como qualquer sócio efectivo da DG poderá requisitar (fundamentando o porquê da  utilização) as mesmas…

O que ninguém fala é que a Cabra deixou de atacar a Direcção-Geral depois da cena dos futebóis. Falamos de um pseudo-jornal que um dia publicou uma entrevista e um artigo de opinião em que uma das suas sócias pura e simplesmente catalogou a Coordenadora da Cultura da DG de burra e incompetente. Falamos de um pseudo jornal que não noticia demissões na Direcção-Geral, de um jornal que de um momento para o outro deixou de tecer as críticas que lançava à Direcção-Geral,  e que está completamente fechada a noticiar actividades de outras secções.

Aliando ao facto de utilizar o campo de Santa Cruz em joguinhos com uma Direcção-Geral que já foi por várias vezes alertadas pelo Conselho Desportivo para o pagamento da marcação do campo.

Eis que felizmente alguém tem o mesmo raciocínio que eu acabei de escrever:

“até podes meter pessoas da tua confiança, mas kd s trata de um concurso (mesmo que poucos saibam) e dão prioridade ao bolseiros n s pode fazer isto…eles agora andam mto amigos da DG! antes era sempre em baixo o eduardo melo na cabra, agora nem da Dg falam porque senão também só poderiam falar mal…”

Onde é que está o edital do concurso? Vasculhei o site da Académica, o site da UC e até o meu email e nada. Não existe concurso e se existiu não foi visível ao público.

Mas um inteligente, sabe mais que todos nós juntos:

“Vamos la perceber uma coisa, não havia PRIORIDADE para os Bolseiros, Havia sim uma PERCENTAGEM (não sei de quantos) para bolseiros! Não falem do que não sabem.. E não entendo como acham importante divulgar isto aos nucleos, porque o publico alvo é o PRÉ-Universitário, e já está tudo de férias. Alguns nucleos são contactados sim, mas pelas faculdades. Pontualmente…”

Não era prioridade mas sim uma percentagem. Fala do que sabe e do que não sabe, ou do que não se quer lembrar ou não quer dizer, está claro! Já agora, qual foi a percentagem ocupada por alunos bolseiros na monotorização? E qual foi a percentagem ocupada por amigos do Samuel Vilela, por exemplo? Quem diz do Samuel Vilela, diz das amigas da própria coordenadora das Relações Externas. Vá alguém que diga quantos amigos-monitores estes dois conseguiram juntar na actividade!

Já agora, porque é não é importante divulgar aos núcleos. Se a ideia expressa da actividade é levar alunos do secundário a passar uma semana em coimbra para conhecerem um pouco da UC, casa que muitos irão frequentar como estudantes do ensino superior no futuro, porque é que os núcleos não devem ser envolvidos se são eles que tem um papel primordial em garantir que aos participantes seja dada uma visão benéfica dos cursos que frequentam como modo de atracção a quem poderá efectivamente traçar a sua escolha de ensino superior depois de uma semana na Universidade de Verão?


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Assembleia Magna

Pelas 22 horas nas Cantinas dos Grelhados.

Obrigatoriedade em levar cartão de estudantecertificado de matrícula para todos os estudantes que queiram assistirparticipar.

Ordem de trabalhos estabelecida pela mesa:

1. Informações

2. Análise da situação política e acções a desenvolver

3. Outros Asssuntos

Em nota publicada no Académica.pt pela mesa é necessária a participação de todos os estudantes.

Para os que decidam ficar em casa, o Entre o Nada e o Infinito estará lá com o habitual minuto-a-minuto e desde já afirma que poderá intervir na Assembleia Magna.

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Pura falta de coerência no discurso

(A azul, os meus sublinhados e comentários)

Da entrevista de Miguel Portugal ao Jornal A Cabra no que toca aos resultados da luta estudantil preconizada pelos estudantes a 17 de Novembro de 2010 em Lisboa.

(Aqui, a 2ª parte desta entrevista)

A Assembleia da República modificou o decreto-lei 702010, mas não se vêem resultados visíveis dessa modificação. A grande vitória histórica de Miguel Portugal já semeou a desistência de 600 colegas nossos, mas segundo a óptica do antigo presidente da Direcção-Geral foi uma grande vitória. 600 c0legas nossos hipotecaram por mais 1 ano o seu sucesso escolar, mas Miguel Portugal considera que foi uma grande vitória.

Grande vitória seria a revogação do decreto-lei 702010, deliberação de Magna que a DG de Miguel Portugal e a actual Direcção-Geral de Eduardo Melo se propuseram a cumprir. A revogação, não a modificação.

Grande vitória seria se todos os estudantes carenciados da UC tivessem direito por lei a uma bolsa condigna para continuar os seus estudos, não as migalhas que até agora tem sido distribuídas pelos Serviços de Acção Social. Pior que esse facto é a imposição de devolução das bolsas provisórias que os referidos Serviços estão a fazer aos alunos que têm visto os seus processos de atribuição indiferidos.

Outra pergunta que me ressalta desta entrevista é esta: ” Porque é que as constantes direcções gerais têm a tendência por optar por acções simbólicas e pela via do diálogo? Há uma dificuldade em admitir que algo está mal e que têm que lutar contra o governo?”

– Claro que não faz sentido. Para os dirigentes da Direcção-Geral nunca faz sentido ir contra “aqueles que um dia serão nossos colegas no Parlamento ou nossos superiores numa empresa ou num Ministério” – O que não faz sentido é ter dirigentes associativos que estão a pensar naquilo que podem ser no futuro através das portas que a AAC lhes abre em vez de pensar que existem colegas que precisam que os seus direitos sejam defendidos a partir da luta estudantil externa. Na minha opinião, as acções simbólicas não são mais que o convite claro aos governantes para que nos tirem mais direitos.

” Que comentário fazes quando se diz que as academias não querem fazer manifestações porque têm estudantes ligados a juventudes o que pode comprometer o seu futuro dentro de partidos?” – outra pergunta pertinente à qual Miguel Portugal torneou a questão da maneira que mais lhe interessou…

“Achas que ainda e possivel alterar o RJIES? Será claramente complicado. Não nos podemos esquecer que o RJIES veio de uma directiva europeia. A política para o ensino já não é apenas discutida em Portugal. A nossa adesão ao Fórum Académico Internacional de Representação externa (FAIRe) tambem foi nesse sentido, de conseguirmos resolver os problemas a montante e não jusante. Quando chegou, o RJIES já tinha sido discutido na europa e nós fomos apanhados de surpresa. Acho que é importante que o movimento associativo não seja reaccionário mas pró-activo na procura das suas funções e penso que devemos continuar a defender um conjunto de soluções, só acho que não é possível fazer as modificações todas…. Nesta altura estao bastante implementados e será difícil mas há acertos que poderão ser feitos.” – Não vejo a tal FAIRE com esses olhos. A entrada da AAC na FAIRe vai ser o ingrediente que vai aniquilar de vez as deliberações da Assembleia Magna.

“Falavas de uma postura pró-activa, foi isso que aconteceu relativamente ao decreto-lei 70/2010? Ou se essa postura tivesse sido tomada não teria sido sequer promolgado?
O que aconteceu com o 70/2010 foi que a a AAC, logo em Junho, quando teve conhecimento deste projecto, começou a trabalhar politicamente pela sua revogação…” – trabalharam pela revogação do decreto-lei 702010 mas mesmo depois da deliberação aprovada em Assembleia Magna que vinculava a DG a Revogar, ficaram todos contentes com a modificação proposta pelo CDSPP na Assembleia da República e a partir daí o processo foi completamente encerrado, tanto no final da DG de Miguel Portugal como neste início da DG de Eduardo Melo.

“Dizes que nunca queres tomar qualquer posição sem que os estudantes estejam devidamente informados, no entanto a adesão ao fórum decorreu sem que os sócios se sentissem bem informados e prova disso foi a discussão que houve em AM. Achas que deveria ter sido feita de outra maneira?
Na altura falámos com um conjunto de pessoas. Eu falei com antigos presidentes da DG, alguns contra, outros a favor. Falámos também com pessoas que dirigiram a política educativa desta casa durante os últimos anos, falámos internamente em DG. Fizemos uma explicação bastante longa daquilo que era o FAIRe diante da AM. Sentimo-nos confortáveis para que aquilo acontecesse. E os nossos argumentos foram válidos o suficiente para fazer com que aquilo passasse em AM. Foi quase unânime a sua entrada no FAIRe, porque a certa altura a discussão era se a AAC iria entrar no FAIRe enquanto membro observador ou se era enquanto membro efectivo. Portanto, a adesão ao FAIRe foi algo levado como garantido logo por toda a AM. A discussão depois foi se realmente seríamos membro efectivo ou membro observador. Sentimos que fizemos bem o nosso trabalho, porque também o objectivo ali, sempre o disse e também fiz questão de o dizer nessa AM, seria a adesão de modo a conseguir condicionar as decisões lá fora.” – Se o objectivo era esse, o nosso amigo Alface não se soube explicar muito bem naquele longo discurso que travou na referida Assembleia Magna. Já agora, para quando a eleição do Alface na FAIRe?

“Houve sócios que pensaram que a AAC podia estar a subjugar-se à vontade do fórum. Concordas?
Não. De maneira nenhuma. A AAC como qualquer outra estrutura tem a sua opinião própria e se não concordar com certa e determinada medida desvincula-se dela em reunião em sede própria e não tem que acatar decisões que os seus colegas.” – não tardará nem um ano até que isso aconteça.

“Falando no Fórum AAC de 2009, achas que na altura deveria ter sido aberto um inquérito imediatamente?
Não caberá a mim enquanto presidente da Mesa da AM, que era na altura, fazer esse julgamento. Não posso responder sobre órgãos aos quais não pertenci. A a partir do momento em que este CF tomou posse, era um momento de transição, investigou e tomou as suas diligências para que o processo fosse resolvido o mais rápido possível e acho que o conseguiu.” – claro que não lhe interessa. Saberemos lá porquê?

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Mais de 1200 estudantes abandonaram o ensino superior!


Peço atenção para a vergonha que o Jornal Público relata aqui.

Nesta peça, gosto particularmente das justificações do ministro da Ciência, Técnologia e Ensino Superior. Este ano lectivo só em 3 Universidades desistiram 1200 alunos (o maior número de desistências dos últimos 10 anos) e o Ministério não consegue arranjar co-relação entre estas desistências e o novo sistema de atribuição de bolsas, que em todo o país poderá excluir 20 a 25 mil estudantes e atirar grande parte deles para fora do ensino superior por carência de meios económicos.

Falamos do mesmo senhor que a 27 de Outubro de 2010 afirmou publicamente que nenhum estudante seria obrigado a devolver as bolsas provisórias quando algumas centenas (possivelmente milhares) estão a ser informados para devolver as bolsas provisórias que já tinham recebido.

Falamos do senhor que pertence a um governo cujo Primeiro-Ministro ainda não há 1 ano atrás, prometeu aumentar o número de bolsas no ensino superior em quantidade e qualidade.

Gosto também (em particular) da 2ª desculpa esfarrapada que o ministro deixa na peça quando afirma que as Universidades em caso de desistência de alunos tê2m todos os mecanismos para evitar a desistência por falta de rendimento. De facto, têm. Existe um fundo social de emergência que oferece um valor completamente ridículo de 1200 euros ao estudante carenciado por ano, sendo que o mesmo terá que viver com esses 1200 euros durante o resto do ano caso não se consiga financiar por outras vias. Gostava de ver o Sr. Ministro a viver com esse dinheiro durante 6 ou 7 meses.

A primeira questão que se coloca foi quantas vezes esse fundo foi accionado na UC? Outra questão que se coloca é a de quantas vezes é que os SASUC foram efectivos a resolver a questão de extrema carência de um estudante? Outra questão pertinente que se coloca é: Será que os alunos que andam a desistir do ensino superior tem conhecimento que existem estes fundos de emergência à sua disposição?

Para finalizar, outra questão importante que eu coloco é: Será que os alunos que desistem do ensino superior demonstram confiança nos seus líderes associativistas ao ponto de confiarem os seus casos específicos em busca de um resultado que lhes permita continuar os estudos? A resposta a esta pergunta é não e gostava que viesse alguém da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra apresentar-me dados concretos sobre esta questão. Gostava de saber quantos procuraram a Direcção-Geral e quantos casos foram de facto resolvidos a partir da Direcção-Geral. Muito poucos de certeza.

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E mais uma vez Sócrates esquivou-se

Francisco Louçã questionou o Primeiro-Ministro quanto aos cortes de financiamento no ensino básico e secundário privado e quanto à devolução de bolsas provisórias que milhares de alunos estão a efectuar no ensino superior devido ao facto de terem visto indiferidos os seus processos de candidatura a bolsa de estudo.

Louçã, defendeu a continuação do investimento estatal nos estabelecimentos de ensino privados que sejam exemplos únicos em certas regiões, ou seja, que não tenham por perto uma rede escolar pública. Quanto às bolsas de estudo do ensino superior, pegou no argumento de Mariano Gago a 27 de Outubro de 2010 onde o Ministro da Ciência e do Ensino Superior afirmava que este ano ninguém seria obrigado a devolver o valor total das suas bolsas provisórias caso não tivesse direito a bolsa.

Sócrates, bem ao seu jeito respondeu (bem) que o Estado não poderia continuar a sustentar o ensino privado para além das verbas que dá ao ensino público, alimentando assim os lucros das entidades que geram o ensino privado. Decretou o investimento de 80 mil euros por turma a cerca de 2200 turmas do ensino privado.

Sócrates mostrou gráficos, estabeleceu comparações,  continuou vezes sem conta à volta do mesmo argumento, das mesmas frases e antes de acabar a sua intervenção não respondeu absolutamente nada a Louçã quanto ao ensino superior e à questão da devolução das bolsas. Porquê?

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