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Cromos da bola #8

Festa entre os Hinchas de La Plata.

La “Bruja” Juan Sebastián Verón retirou-se aos 37 anos do futebol profissional, depois de 18 épocas a alto nível nos Estudiantes, Boca Juniors, Sampdoria, Parma, Lazio, Inter, Manchester United, Chelsea e depois… como não poderia deixar de ser Estudiantes, onde venceu a Libertadores em 2009.

Verón foi outro dos grandes jogadores que tive o prazer de ver jogar. Toque de bola sublime. Não falhava um passe. Não descansava num jogo enquanto não fizesse uma assistência para golo. Tacticamente perfeito. Duro na abordagem defensiva.

No entanto, as lesões não possibilitaram que se pudesse tornar o melhor jogador do mundo na viragem do século. Tanto no Parma como na Lázio, o joelho direito começou a ceder. Em Inglaterra, tanto no Chelsea como no Manchester United pouco ou nada fez. Acabou em La Plata, uma carreira recheada de títulos: 2 campeonatos apertura argentinos e 1 Libertadores ao serviço do seu clube de formação, 2 campeonatos italianos ao serviço da Lázio e Inter, 4 taças de itália ao serviço dos Laziale, do Parma e do Inter (2), 2 supertaças de itália também elas na Lázio e no Inter, e uma Taça Uefa ao serviço dos Parmegianos.

Também atravessada na garganta lhe deve ter ficado a eliminação Argentina no mundial de 1998 em França aos pés dos também eles brilhantes Holandeses num jogaço de quartos-de-final que acabaria por ficar 4-2.

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tanti auguri

Há cerca de um ano atrás, o River Plate descia à 2ª Divisão Argentina num dos dias mais tristes do futebol argentino.

No Monumental De Nuñez, jogadores da equipa como Juan Pablo Carrizo ou Erik Lamella (actualmente na AS Roma) choravam no relvado, enquanto os hinchas nas bancadas mostravam a sua fúria, ameaçando constantemente elementos da direcção do clube assim como treinador e jogadores com sucessivas tentativas de invasão ao relvado e ao camarote presidencial.

No momento difícil do rival, Juan Román Riquelme, eterno capitão do Boca Juniors (rival do River) e recentemente eleito melhor jogador da história do clube numa votação feita no site do mesmo, dava uma enorme lição de fair-play ao afirmar que a liga argentina ficava mais pobre sem a presença dos Milionários.

1 ano passou e o River está de volta à 1ª divisão argentina. Matías Jesus Almeida subiu a treinador. A equipa reforçou-se com jogadores como Cristian Ledesma, Alejandro Dominguez, Fernando Cavenaghi ou David Trezeguet, que, apesar de sempre ter dito que queria acabar a carreira no Boca Juniors (clube do qual o pai é fã confesso; Trezeguet é filho de um argentino e passou 5 anos da sua juventude em Buenos Aires) acabou por rumar ao River vindo do Hércules de Espanha.

Aos 35 anos, o Francês colocou o Monumental De Nuñes em extâse, marcando os dois golos da vitória que garantiu a súbida de divisão dos Milionários frente ao Almirante Brown, modesta equipa da cidade de Isidro Casanova (nas imediações de Buenos Aires). Isto depois de ter apontado mais 11 golos em 18 partidas realizadas pelo clube.

Para finalizar, a festa do 1º golo do Francês (se bem que no momento do passe Funes Mori estava claramente adiantado):

Os Hinchas do River são do melhor que existe no futebol. Nas vitórias e na derrota, na 1ª ou na 2ª, estádio cheio.

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River Plate desce de divisãonoite difícil em Buenos Aires

Mariano Pavone (ex-Bétis de Sevilla) ainda marcou o golo inaugural da partida aos 6 minutos que dava alguma esperança aos adeptos dos Millionários, mas haveria de falhar na 2ª parte uma grande penalidade que acabaria por ser fatal às aspirações do clube de Buenos Aires.

Imagine o Sporting, Benfica ou Porto a cair de divisão? Se imaginou, multiplique o fervor clubístico dos adeptos Portugueses por três.

Um caos monumental (segundo descrição do Jornal Desportivo Argentino Olé) foi aquilo que se passou no Monumental Nunez depois da interrupção definitiva da partida por parte do árbitro Sergio Pezzotta.

O River Plate caiu na zona de playoff de manutenção contra o Belgrano (4º classificado da Nacional B Argentina). Nem o mais negativo dos adeptos dos Milionários jamais colocaria o cenário de descida da 2ª equipa à 2ª divisão Argentina. Falamos de um dos maiores históricos do futebol mundial: 34 títulos argentinos, 2 Libertadores, 1 intercontinental. Um clube onde jogaram nomes como Daniel Passarella (actual presidente do clube) Pablo Aimar, Diego Simeone, Matias Jesus Almeyda, Mário Kempes, Enzo Francescoli, Radamel Falcao, Alfredo Di Stefano, Leonardo Astrada, Marcello Gallardo, Ariel Ortega, Marcelo Salas, Hernan Crespo, Javier Saviola, Juan Pablo Sorin, Andrés D´Alessandro, Lucho Gonzalez ou Gonzalo Higuaín.

Falamos de um clube que à partida para esta época apresentava nomes como Juan Pablo Carrizo, Paulo Ferrari, o tão cobiçado Funes Mori, Jonathan Maidana, Matias Almeyda, Erik Lamella, Diego Buonanotte, Leandro Caruso e Mariano Pavone.

A tarefa do River era hérculea. Após a derrota por 2-o em Córdoba, “a remontada” precisava de ser executada no Monumental em Buenos Aires. No fim do jogo em Córdoba, os adeptos do clube da capital Argentina já tinham deixado o aviso. Durante a semana chegaram a existir ameaças de morte aos jogadores. Face à instabilidade, a equipa esteve toda a semana a treinar nas instalações de um clube de rugby nos arredores de Buenos Aires.

A meio da semana, o jogador do século do rival Boca Juniors Juan Roman Riquelme veio a público afirmar que seria impensável o River descer de divisão e que uma eventual descida iria tirar brilho ao campeonato argentino e ao grande derby de Buenos Aires.

Os jornais Argentinos batalharam durante toda a semana na prevenção de eventuais tumultos na capital caso o River descesse de divisão.

Foram destacados 2500 polícias para a partida e nas imagens finais da transmissão da Sporttv, não se via um único polícia na zona de acesso aos camarotes do  Monumental. A polícia actuou com canhões de água perante os revoltosos adeptos do River para que o jogo pudesse prosseguir.

Quanto ao jogo. Aos 4 minutos golo anulado ao Belgrano. Passados 2 minutos, o 1º golo do River por Mariano Pavone ainda dava alento aos adeptos da casa. Na 2ª parte, os baldes de água fria: o empate do Belgrano e uma grande penalidade falhada por Pavone. Aos 89 minutos, o árbitro da partida teria que terminar a mesma por falta de condições para prosseguir, dada a revolta que ia nas bancadas do Monumental.

No relvado, os jogadores do River reuniam-se em circulo, devidamente escoltados por um enorme corpo de segurança privado e pela polícia. Alguns choravam copiosamente, casos de Carrizo, Almeyda, Caruso… Os jogadores do Belgrano eram alvo de arremesso de objectos por parte dos adeptos do river mais próximos do túnel de acesso aos balneários. Choro de tristeza, revolta do lado dos adeptos do River que continuavam a travar uma luta contra os canhões de água da polícia. Do outro lado, adeptos do Belgrano choravam de alegria pela promoção à divisão principal e pela história que o seu clube acabava de fazer no Futebol Argentino ao relegar o mítico River para a 2ª posição.

No acesso ao camarote presidencial, adeptos tentavam invadir os mesmos, na tentativa de chegar ao Presidente Passarella. Durante minutos, barraram a saída a espectadores que se encontravam no mesmo e chegaram a agredir um casal que estava em completo pânico. Valeu a rápida intervenção de alguns adeptos do clube para evitar males maiores.

O que se seguiu foi isto: o mais profundo caos dentro do Estádio e na cidade. Poderão existir mortos durante esta noite. Aliás, a Comunicação Social Argentina já fala em 2 mortos nas ruas.

Links para seguir em directo as notícias que chegam de Buenos Aires:

Jornal Clarín

Jornal Perfil

Diário Olé

Este último tem videos interessantes sobre as cenas que se passaram dentro e fora do estádio e imagens exclusivas da entrada dos jogadores do River no túnel de acesso ao balneário.

C5N – Em directo das ruas de Buenos Aires.

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