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O sr. é parvo ou faz-se?

“Não há, até hoje, nenhuma evidência [de] que estejamos a viver numa espiral recessiva” – Pedro Passos Coelho hoje no debate quinzenal.

Ora vejamos:

1. Quebra na receita fiscal de Janeiro a Novembro de 2012 de 5,2%.

2. A economia portuguesa caiu 3,5% no 3º trimestre de 2012.

3. Quebra no consumo no 2º trimestre de 2012 que será agravada no ano de 2013.

4. Aumento da taxa de desemprego em 2012 em 3% relativamente ao ano de 2011.

5. Aumento da carga fiscal retira 60% do poder de compra detido pelas famílias de classe média.

6. Quebra do investimento global nos sectores produtivos e consequentemente aumento do desemprego.

7. O fetiche dos bancos, o investimento imobiliário, caiu em 20% no ano 2012.

8. A taxa de pobreza em Portugal é a mais alta da UE.

9. O número de pedidos de insolvência em Portugal aumentaram 78% em 2012 tendo em conta os números de 2011.

(entre outros)

A leitura dos dados veículados pelas agências competentes para os fazer é fácil.

Temos 929000 desempregados, 400 mil deles que beneficiam de ajuda ao estado, 529 mil ao deus-dará. Esses 529 mil não consomem nem produzem riqueza para o país. Os 400 mil beneficiários de apoios sociais também não estão em condições de aplicar o seu rendimento no consumo ou em poupança. Temos 929 mil cidadãos que não só não consomem, como não criam riqueza para o país como ainda beneficiam do apoio monetário do estado e dão despesa ao estado. O aumento da carga fiscal, a 3ª mais alta da UE, faz com que o rendimento das famílias daqueles que ainda trabalham diminua. Se diminui, a economia é simples: passam a consumir menos e a comprar menos unidades dos produtos que antigamente compravam. Logo, a receita fiscal obtida por via do consumo é menor. A carga fiscal para quem não trabalha é menor do que nos anos anteriores pela simples razão que os que agora vivem de apoios sociais descontavam mais no passado pelo facto de terem emprego e de terem um rendimento maior do que o que recebem actualmente dos apoios sociais. A queda verificada no investimento e o aumento do número de insolvência daqueles que tinham capital investido fará aumentar o desemprego, a precariedade social, a necessidade de apoio do estado a novos desempregados, menos consumo e consequentemente aumento da despesa para o estado por via da diminuição da receita fiscal e aumento da despesa do estado com apoios sociais. A queda verificada no investimento imobiliário fará estagnar ainda mais o sector da construção civil, um daqueles que mais contribui para o PIB deste país e fará aumentar o desemprego. Escuso portanto de explicar novamente os mecanismos. Para além do mais irá afectar a banca pelo simples facto de insolvência de construtores e detentores de empréstimos à habitação deixar milhares de casas que não serão vendidas facilmente nas suas mãos, créditos que não terão reembolso e investimentos feitos pela banca de acordo com as espectativas geradas por alguns negócios no sector imobiliário completamente pendurados. Numa previsão negativa, mais bancos terão que ser recapitalizados com recurso a fundos do estado. Com o estado sem liquidez para fomentar a economia, com a banca às contas com prejuízos, quem é que vai conceder crédito para novos investimentos? Tudo isto gera não só uma espiral recessiva como os desiquilíbrios provocados pelos mercados e pela tosca intervenção deste governo nestes irão ter repercussões sociais gravíssimas: a população portuguesa é arrastada para situações de pobreza, fome generalizada, miséria, pobreza infantil.

O pior desta afirmação, a meu ver, é que o senhor primeiro-ministro é licenciado em Economia. É certo que é um licenciado às três pancadas. É o nosso destino enquanto povo termos que ser governados por um indivíduo que demorou 2 décadas a tirar uma simples licenciatura de 3 anos, numa instituição de ensino privado ainda por cima. É naturalíssimo portanto que não consiga compreender os mecanismos económicos de uma espiral que está a criar. Não os estudou, decerto. Passou às cadeiras com cábulas na calculadora. Fia-se nos relatórios que encomenda a uma certa instituição com sede em Washington. Fia-se num Ministro das Finanças que de génio não tem nada. Mantem um Ministro da Economia (Olá Alvaro, li os teus papers sobre Economia Portuguesa e são uma valente merda. Foste aluno da FEUC mas não aprendeste nada com os professores Joaquim Feio ou Júlio Mota. Qualquer dia faço-te chegar a minha resposta ao Ministério em carta registada para que pelo menos, caso não os queiras ler, uma das tuas secretárias seja obrigada a assinar um despacho dos correios!) que ainda não fez nada, nada, nadinha. Tomo portanto esta simples frase proferida hoje na Assembleia da República como uma frase de desespero de alguém que já não sabe o que fazer para inverter a situação do país. A saída é simples Sr. Primeiro-Ministro: demita-se e demita o seu governo. Já que em Belém temos um Presidente da República doente, senil, e incapaz de o fazer sem a ajuda da primeira-dama. Demita-se. É o favor que faz ao seu povo.

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desculpe?

ulrich

Já nem faço a habitual pergunta de retórica se este senhor sabe o que é estar desempregado ou viver com 500 ou menos euros por mês. Legitimou a luta pela sobrevivência em vez da necessidade da vivência. Interrogo-me apenas se este senhor percebe alguma coisa de economia e finanças públicas. Comparar o caso Grego com o nosso é como misturar água e vinho. Sr. Ulrich, pode ser que este pobre documentário feito pelos gregos lhe ensine algumas coisas.

P.S: não esqueçamos que foi este senhor e o senhor que está no BES (o tal que deve 8,5 milhões ao estado português) que em Março de 2011 soaram o botão de alarme na europa e consequentemente nos puseram a pedir.

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tenho a certeza, disse e digo

que o BCP vai pelo caminho do BPN e vai ser o cabo do trabalhos.

e que a caixa agora tem 4,1 mil milhões de euros para abrir linhas de credito empresarial direccionadas para empresas vindos do Fundo de Recapitalização da Banca (os tais 12 mil milhões que estavam destinados primariamente à constituição dos ratios de capital aos quais os bancos são obrigados pelo Banco de Portugal; será?) mas cobra 14% às empresas de juros e dúvido que hajam muitos negócios que consigam pagar esses mesmos créditos.

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Boas leituras

Por Robbert Kuttner, Co-founder and co-editor, ‘The American Prospect’

“A couplet keeps running through my head, a sinister variation on the chants from the Madison sit-ins and Zuccotti Park:

Tell me what Bipartisanship looks like
This is what Bipartisanship looks like

This past week, it looked like the JOBS Act. That’s the legislation that sailed through Congress making it easier for investment bankers and start-ups to sell shares of stock to a gullible public without making the usual SEC disclosures, much less following the anti-fraud requirements of the 2002 Sarbanes-Oxley Act.

Its Wall Street and Silicon Valley sponsors baptized it the JOBS Act, a contrived acronym for Jumpstart Our Business Startups — claiming that it would increase jobs. An ill-timed scandal involving accounting misrepresentations by Groupon in its stock pitch nearly rained on the JOBS Act’s parade. But President Obama signed the Act anyway, in a display of… bipartisanship.b

Obama, in a Rose Garden ceremony, called it a “game changer” that would promote hiring by small businesses. More likely, it will promote stock frauds.

Leading GOP legislators were on hand to cheer for Obama’s support for Republican legislation. Standing behind Obama was House Majority Leader Eric Cantor, a sponsor of the Act, who has blocked just about everything else Obama has proposed.

So this is what bipartisanship looks like. All Democrats have to do is embrace Republican ideology and — voila! — bipartisanship.

In this case, Silicon Valley Democrats helped, too. According to the Wall Street Journal, in a now-it-can-be-told piece, a venture capitalist named Kate Mitchell, a Democratic campaign donor, worked behind the scenes with Treasury Secretary Tim Geithner and Republican House Financial Services Committee Chairman Spencer Bacchus to shelter small (under a billion dollars!) companies from the disclosure and reporting requirements that protect investors.

Seeing a way both to ingratiate the White House with the business elite and to cheer Wall Street and Silicon Valley donors, Obama jumped on board. Once the White House signaled that Obama would sign it, most Democrats got out of the way.

This is what bipartisanship looks like.

No serious person thinks waivers from disclosure and accounting rules will generate many jobs. Mainly, they will further deregulate Wall Street and help inflate the next financial market bubble.

Meanwhile, in the tally of jobs, as opposed to JOBS, the economy is not generating nearly enough new employment opportunities. The March jobs numbers, released Friday by the Labor Department, were a disappointment across the board. The economy generated just 120,000 jobs last month, about a third of the rate of job creation we need to get back to full employment.

The recovery is stuck in second gear because of flat or declining consumer purchasing power, the continuing drag of the housing and mortgage mess, and the fact that banks would rather speculate in securities than lend to Main Street businesses. None of this has anything to do with the burden of honest bookkeeping on start-ups.

What else does bipartisanship look like? It looks like premature deficit reduction that will only retard the recovery further.

According to two authoritative reconstructions of the aborted budget negotiations between House Speaker John Boehner and President Obama, which repeatedly fell apart at the eleventh hour, Obama was ready to concede cuts in Social Security and steep retrenchment in domestic spending in order to claim bragging rights on deeper deficit reduction. Only Boehner’s refusal to commit to even modest tax increases on the rich saved Obama from himself.

There have been several near misses on this front, including the bipartisan and deeply conservative Bowles-Simpson Commission, and a budget grand bargain trading Social Security and Medicare cuts for tax increases that was supposed to resolve last summer’s contrived crisis on extending the debt ceiling.

One of these days, there will be a “bipartisan” (i.e. mostly Republican) budget deal that needlessly sacrifices Social Security and hobbles the recovery.

So this is what bipartisanship looks like: Give the Republicans nearly all of what they want, and they will grace your Rose Garden signing ceremony. All you need do is cut the heart out of what Democrats believe in and what the country needs.

Happily, there is an election this fall. And on alternate days of the week, President Obama seems to be realizing that appeasing the far right is a fool’s errand and rediscovering his inner partisan. Here’s what the president said of Rep. Paul Ryan’s draconian budget plan:

It is “so far to the right,” Obama said, that it makes the 1994 Republican-sponsored Contract with America “look like the New Deal.”

“What drags down our entire economy is when there’s an ever-widening chasm between the ultra-rich and everybody else,” Obama added, at his luncheon speech to the American Society of Newspaper Editors. “In this country, broad-based prosperity has never trickled-down from the success of a wealthy few. It has always come from the success of a strong and growing middle class.”

(Tell me what leadership looks like.) This is what leadership looks like.

Given the Republican strategy of take-no-prisoners, the only bipartisanship is capitulation. It’s hard to tack back and forth between leadership and appeasement without looking like a captain who’s not sure where he’s taking the ship. More leadership, please.”

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FMI aumenta linha de crédito à Polónia

A prudência orçamental e a estabilidade e solidez das suas políticas financeiras, permitam à Polónia ver aumentada a sua linha de crédito no FMI para 30 mil milhões de dólares, mais 9 mil milhões em relação ao valor que o país recebeu em Maio de 2009.

O crescimento industrial do país desde que entrou para a União Europeia e a prática de políticas de crescimento sustentável fizeram aumentar a confiança do Fundo Monetário Internacional no governo Polaco.

Isto no dia em que o banco de investimentos Goldman Sachs defendeu um pacote de apoio a Portugal e a abertura de uma linha de crédito a Espanha e a gestora Francesa Axa afirmou que acredita que Portugal receberá ajuda dentro de 2 meses e Espanha dentro de 6.

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Éric Cantona propõe colapso dos bancos

O espírito revolucionário de Éric Cantona continua fora dos relvados. O antigo craque do Manchester United propõe a todas as pessoas que retirem o seu dinheiro dos bancos, colapsando de vez o sistema financeiro mundial.

Associado ao movimento Francês StopBanque, juntos pretendem convidar a população mundial a retirar o seu dinheiro dos bancos a 7 de Dezembro. Se isto acontecer em larga escala mundial, será o fim da macacada para o capitalismo.

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