Tag Archives: Banco Português de Negócios

Sócrates (XV)

a crise do Lehman Brothers, crise sistémica, contágio, nacionalização do BPN em derivado destes 3 factos. oh por amor de zeus, que churrilho de asneiras atrás de asneiras.

Com as etiquetas , , , , , , , , ,

A Fraude

Vi, re-vi, digeri e prefiro comentar capítulo a capítulo.

Sobre este Capítulo 1 tomei a liberdade de tirar algumas notas:

1. Como dizia hoje o Dr. António Borges, esse antigo incompetente funcionário de uma dada instituição com sede em Bretton Woods, Washington, actualmente tresmalhado por laivos de loucura: “este é um país de muitos interesses” – o BPN e a SLN foram efectivamente um caso de muitos interesses, de queda e declínio, de ilegalidades, de participação em esquemas manhosos, de fraude e conivência de certos actores políticos e judiciais.

2. A figura sombria e vergonhosa de Vitor Constâncio, o 2º responsável pela fraude. Constâncio está em Bruxelas. Constâncio sabia de tudo. Constâncio podia ter posto travão a tudo isto. Constâncio deixou a bomba rebentar e custou 7 mil milhões aos contribuíntes portugueses com a nacionalização mais aquilo que o estado português se comprometeu a suportar com a privatização aos angolanos do Banco BIC. Na Assembleia da República, quando questionado, Constâncio salvou a sua pele e  jogou políticamente ao estilo “pilatos”, empurrando as suas culpas nas falhas de supervisão do banco para a má gestão de Oliveira e Costa. E com isso, ganhou um bilhete de avião para Bruxelas, com direito a um chorudo ordenado, chorudo ordenado que já tinha no Banco de Portugal (250 mil euros\anuais) e que fazia de Constâncio o 3º governador de bancos centrais mais bem pago do mundo. Constâncio era pago para participar de uma fraude por omissão.

3. Esta primeira parte está recheada de ironias. Ironias da vida. Oliveira e Costa como director de supervisão do banco de portugal a secretário de estado do governo de Cavaco Silva e administrador do banco do Ministro de Cavaco Dias Loureiro. Oliveira e Costa, natural de Mataduços (Aveiro), aquele que um dia perdoou enquanto secretário de estado uma dívida fiscal de 500 mil contos (2,5 milhões de euros) à Cerâmica Campos, cerâmica localizada no lugar de Taboeira, Conselho de Aveiro. Oliveira e Costa, o homem que achava que os bancos iriam à falência se pagassem impostos, Oliveira e Costa, o homem que achava que pagar impostos era alimentar uma máquina de ociosos. Oliveira e Costa, aquele que a cada ano que passava, trocava alguns dos seus impostos à luz da lei do mecenato por ambulâncias para os bombeiros de Aveiro. Teixeira dos Santos, o académico brilhante que enquanto director da CMVM não se pronunciou acerca dos ruinosos negócios da SLN. Teixeira dos Santos, o ministro conivente que deu o sinal de “nacionalização ao banco”.

4. Deloitte\BDO – até me admira como é que não contrataram a Ernst and Young, empresa na qual trabalhava o “mago da supervisão” Franquelim Alves, hoje secretário de estado. Já sei porque é que não contrataram. Ainda não se chamava Ernst and Young, era outro nome qualquer, ou melhor, perdão, nem sequer existia! Isto só prova que o Franquelim Alves nunca trabalhou na Ernst and Young. Como bom corporativista que era, decerto que iria puxar a SLN para a carteira de clientes da empresa. Penso que está mais que descoberta a farsa deste secretário de estado.

5. As palavras de Oliveira e Costa na assembleia da república a 27 de maio de 2009 são deliciosas assim como também é delicioso o aparato da sua chegada: “os bancos procuram fazer lucros, inventar lucros se for possível. a banca tem uma avidez para apresentar lucros tremenda. não quer pagar impostos” – e risos no final. Oliveira e Costa, nestas afirmações, goza por completo com o estado português, com a lei e com os contribuíntes deste país. Sabia perfeitamente que judicialmente era intocável pela sua idade e por ser mais um membro do Clã Silva, perdão do tentáculo que é mexido pelo presidente da república. se Oliveira e Costa é julgado e é condenado efectivamente a uma pena de prisão, tenho a certeza que denuncia Dias Loureiro. E com Dias Loureiro metido ao barulho, a justiça facilmente chega ao líder do tentáculo, o presidente da república, um daqueles que ganhou com a subida vertiginosa do banco.

6. As jogadas brilhantes de Oliveira e Costa. A saúde. Na chegada à Assembleia da República apresenta um ar cansado e caminha com apoio dos agentes da polícia que o transportaram. A saúde. Hoje, caminha descansadamente pelas ruas de Lisboa com o apoio de uma bengala. Brilhante também é a jogada que faz aos transferir os activos que possui para a sua mulher, ficando na sua posse apenas os passivos do banco que não só não reembolsou os empréstimos como tem um valor residual dentro do grosso de sua propriedade. A jogada típica do gestor cujos negócios estão a dar para o torto.

vamos ao capítulo II que isto anima-me.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Muito nos ordena a troika

Indeminizações menores para os trabalhadores que foram actualmente despedidos.

Reduzir em 10 dias, as indeminizações pagas pelo patronato ao comum trabalhador despedido é uma medida absolutamente lastimável.

O BPN terá que ser vendido em três meses. Peca por tardia esta medida. O Estado jamais deveria ter usado a CGD para nacionalizar o BPN e jamais deveria ter usado o dinheiro de todos os contribuíntes para sanear um fosso financeiro criado por quem, de forma consciente, sabia que os negócios que estava a efectuar no banco o iam levar à ruína mais tarde ou mais cedo.

A segurança social não será privatizada. A garantia é de José Sócrates. Menos mal.

Com as etiquetas , , , , , , , , ,

Engraçado…

No dia em que a Standard and Poor´s reduziu o rating de 5 bancos Portugueses (CGD, BES, BPI, Santander-Totta, e BCP) voltei a fazer um review da entrevista que Pedro Passos Coelho deu à SIC na última quinta-feira.

A agência de rating considerou a cotação em baixa do rating dos respectivos bancos com base no chumbo do PEC 4 na Assembleia da República, facto causador de instabilidade política e económica no país e maior dificuldade de refinanciamento.

Passos Coelho apresentou como uma das medidas para superar a crise uma nova privatização da CGD. Com a CGD em clara queda ao nível de confiança nos mercados internacionais, esta medida de Pedro Passos Coelho deverá perder algum efeito. Afinal de contas, se internamente se tem considerado que não existem investidores portugueses capazes de investir, não será com cotações em baixa e perdas de confiança dos mercados no banco do estado um sinal de que haverão investidores estrangeiros prontos a investir na CGD “caso o PSD no governo” decida privatizar parte das acções do banco.

No entanto desconfio que a Standard and Poor´s não quis revelar outro dos importantes factos que constituem o descrédito do maior banco do estado nos mercados internacionais, que não é mais do que a ajuda que foi prestada pelo banco do estado a mando do governo socialista no buraco negro em que se tornou o BPN depois de nacionalizado. Facto que demonstra que não só não se culpabilizaram judicialmente aqueles que provocaram a manobra fraudulenta nos negócios do BPN que motivaram a sua bancarrota, como uma atitude que é por demais passiva do Estado Português perante a banca.

Em tempos em que o governo aplica sucessivas medidas de austeridade que vão directamente aos bolsos daqueles que menos rendimentos têm, a banca continua a ter lucros abissais e a não prestar os impostos que legalmente lhes devem ser tributados, sob o falso pretexto que estes não detêm neste momento a capacidade negocial necessária para investirconceder crédito para fomentar de novo a economia Portuguesa.

Esta notícia surge no dia em que grupos de jovens fizeram acções simbólicas nas sedes do BPN em todo o país.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,