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O dia mais triste do ano

Coimbra tem o dom de ficar no coração de toda a gente por quem lá passa. Há quem goste mais, há quem goste menos. É certo e sabido que para a malta que tem o privilégio de estudar na cidade, o dia de regresso a casa para as férias grandes marca um misto de emoções: por um lado existe a vontade de voltar para um ambiente mais familiar e para junto das pessoas a quem (por falta de tempo, por falta de oportunidade) não vemos há algum tempo e por outro lado sentimos um misto de tristeza por termos que ir embora para casa passar as férias grandesvoltar definitivamente para casa para aqueles que terminaram a sua licenciatura ou o seu mestrado.

Para os estudantes, o dia em que se abandona mais um ano lectivo em Coimbra é o dia mais triste do ano. Para mim não foi excepção. Neste final de mês de Julho, na totalidade do mês de Agosto e na primeira semana do mês de Setembro, a cidade morre. Morre de tédio. É uma cidade fantasma, cópia perfeita da descrição de uma cidade fantasma nos piores filmes de terror alguma vez feitos.

No ano passado, passei uns dias em pleno mês de Agosto em Coimbra. Está quase tudo fechado, apenas se vêem meia dúzia de estrangeiros ou de emigrantes pela Praça. Precisamente na zona da Praça é um dos únicos sítios na cidade onde podemos tomar um café. Grande parte dos estabelecimentos comerciais estão encerrados, não há ninguém nas ruas. Em Agosto, a falta de pessoas, a falta dos estudantes e a diminuição de trânsito automóvel fazem de Coimbra uma cidade silenciosa, pacata. De uma pacatez quase rural.

E reflectindo bem, cada vez mais me convenço que somos nós, os estudantes de fora, que mandamos nesta porra toda.

Para todos aqueles que acabaram os seus estudos em Coimbra, fica aqui a minha homenagem na célebre “Balada da Despedida”

Fica porém, a esperança de um dia ali voltar.

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