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Memórias do Tour (Erik Zabel)

De todas as camisolas que compuseram os Tour´s da minha infância, a verde era a que assentava melhor em Erik Zabel.

Erik Zabel foi sem dúvida (a par de Mário Cippolini) o melhor finalizador de etapas que conheci. Na hora de decisão, o italiano era mais forte, mas Zabel o mais regular. Enquanto que o Italiano ia ao Tour para ganhar um punhado de etapas na 1ª semana da prova (quando começava a subir desistia da prova) Zabel fazia das suas e aguentava-se muito bem nas montanhas, acabando por vencer sempre o prémio por pontos.

Nos 12 anos da Deutsche TelekomT-Mobile estabeleceu um record de vitórias por pontos no Tour (6), sendo de lembrar a contenda de 2001 com o australiano Stuart O´Grady, em que o australiano ainda pousou para a foto de vencedores durante a etapa de consagração mas acabou por perdê-la na recta da meta para o Alemão.

A forte concorrência fazia-se sentir. Nos primeiros anos travou batalhas com Cippolini. Nos anos vindouros, com Freire, Mc Ewan, O´Grady e Baden Cook. Mc Ewan e o último foram os únicos a conseguirem batê-lo nos anos da T-Mobile. Extinta a equipa alemã mudou para Milram, onde durante 3 anos já não era o finalizador de outros tempos mas andava sempre por lá tendo em vista a obtenção da camisola verde, facto que não viria a conseguir desde 2001 até 2008, ano em que se retirou. No entanto nestes últimos anos já por lá andavam nomes como Petacchi, Cavendish, entre outros.

O currículo de Zabel fala por si: para além das 6 vezes camisola verde no Tour, venceu 12 etapas na prova, conseguiu outras 3 vitórias por pontos na Vuelta e 8 etapas,  foi campeão do mundo da UCI em 2000, campeão alemão de estrada por duas vezes e amealhou algumas vitórias em clássicas da primavera como a Milão-São Remo (4) a Amstel GoldRace, 3 vitórias na Paris-Tours e só lhe faltou mesmo a vitória na maior das clássicas: L´Enfer do Nord, a Paris-Roubaix.

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