Tag Archives: Associativismo estudantil

já que estamos numa de espanhol é caso para dizer “no te entiendo”

Muitos dirigentes da AAC continuam a insistir na ideia de que a “AAC representa o ex libris da política académica” a nível nacional.

Juro que faço todos os esforços mentais possíveis para compreender a ideia mas não consigo.

Tal ideia só poderá vir de atrasados mentais que, das duas uma: ou não conseguiram até agora compreender a essência da AAC ou que ainda não se conseguiram distanciar das juventudes partidárias e assumir uma postura digna de dirigente associativo, neutro, imparcial e intransigente na defesa dos direitos dos estudantes.

O Associativismo estudantil não é político. É estudantil. É uma ponte que deve representar a vontade dos estudantes junto das esferas institucionais locais, regionais e nacional, numa dinâmica assente na relação “estudantes — representantes — instituições”. O Associativismo estudantil jamais poderá ser político. Jamais deverá ser usado para fins que tenham por detrás interesses da vida política. A AAC é apartidária por estatutos, apesar de algumas alminhas não terem renunciado a cargos em juventudes partidárias antes das tomadas de posse nos cargos da AAC. Figurar uma instituição secular que representa os estudantes da UC como “política” é o mesmo que desvirtuar toda a história da mesma. A luta da AAC, desde o dia 3 de Novembro de 1887 sempre teve como objectivo a melhoria das condições e a defesa dos direitos, ambições e objectivos dos estudantes de Coimbra. Chega a dar a sensação que a AAC é usada como trampolim para as altas esferas políticas, facto, que a bom da verdade não destoa daquilo que tem sido a realidade da instituição e dos exemplos claros de quem subiu na vida política através da DG\AAC.

Mais afirmo: é triste chegarmos a um ponto em que a AAC e todo o tecido do associativismo estudantil é facilmente maleável aos interesses dos aparelhos político-partidários. No caso da UC, a luta entre juventudes partidárias chega ao ponto de se constituírem fictícios núcleos de estudantes de determinados partidos políticos, núcleos esses que servem exclusivamente para estender a hegemonia desses mesmos partidos. Os fins dessas lutas pela hegemonia não são a AAC mas sim os interesses eleitorais desses partidos e está claro, o crescimento “político” daqueles que estão por detrás da criação desses mesmos núcleos dentro do partido a que pertencem.

No entanto, como 70% dos estudantes da UC são acéfalos e desprovidos de qualquer sentido de raciocínio próprio ou conhecimento de causa da AAC, tudo vale para reinar. Já diz o ditado e bem que em “terra de cegos, quem tem olho é rei”.

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Adeus. Não voltes mais.

Amanhã termina o mandato de Eduardo Barroco de Melo à frente dos destinos da AAC.

Pelas razões que ele bem conhece, é por mim considerado o pior presidente da história da AAC.

Mesmo assim vale a pena relembrar os “grandes episódios” do seu triste reinado:

aqui – Despede João Alexandre de Secretário-Geral da Queima das Fitas, 4 dias após a sua tomada de posse.

aqui – Volta atrás na sua decisão e readmite João Alexandre.

aqui – Despede o Administrador João Alves por “falta de confiança política” medida que consideramos injusta.

aqui – Azeda a relação com os núcleos, agudizada depois com os obstáculos criados a uma actividade dos pelouros das saídas profissionais do NEE\AAC e do NEG\AAC.

aqui – A meio do mandato moscambilhava para se recandidatar.

aqui – a constante má gestão da sua equipa de trabalho na DG.

aqui – a demissão do Tesoureiro Miguel Andrade na última noite de latada e a chuva de comunicados que se seguiu nos dias posteriores.

Pelo meio ainda tivemos lugar para atitudes nada democráticas em respostas a sócios em Assembleia Magna, o bloqueio de uma deliberação de uma decisão de Assembleia Magna justificada pela falta de “quorum” e porque o presidente da DG não quis dar o braço a torcer aos proponentes da dita moção, a ameaça aqui ao blogger, a compactuação com os mundanos comportamentos da secção de jornalismo, uma manifestação a Lisboa que redundou num enorme fracasso, uma fraca actuação nos campos da política educativa, uma luta incipiente perante os SASUC no cumprimento das suas funções institucionais e nos cortes promovidos na Acção Social, atitudes rebaixistas do bom nome e prestigio da Associação Académica de Coimbra em ENDA, as guerras fracticidas com presidentes de núcleo, com super coordenadores e vice-.presidentes, e ACIMA DE TUDO ZERO DE TRABALHO REALIZADO e ZERO DE RESULTADOS PRÁTICOS.

O seu mandato não deixará saudades no nº1 da Padre António Vieira.

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desabafos de virtude

Eu acho que o Dino Alves (e a sua equipa), pelas acções que têm desenvolvido ao longo deste ano lectivo\mandato no Núcleo de Estudantes de Economia da Associação Académica de Coimbra, são para mim os dirigentes associativos do ano 2011 na AAC.

Nunca vi, repito, nunca vi um núcleo ou uma Direcção-Geral em 6 anos de AAC trabalhar tanto, tão bem e de forma tão competente.

Tenho dito.

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O que é o verdadeiro associativismo Cultural Estudantil?

Por Associativitismo Estudantil Cultural (pela experiência que tenho da AAC) considero todas as secções culturais producentes de trabalhoseventos culturais à custa de estudantes que abdicam de tempo pessoal e meios financeiros em prol de um resultado final que vá de acordo com as suas aspirações à evolução e prazer num determinado hobby ou numa determinada técnicaprática em que se sentem motivados a participar.

Nas Secções Culturais da AAC, existem de facto dezenas de exemplos de pessoas dispostas a abdicar desse tempo pessoal (que poderia ser empregue nas suas licenciaturas e mestrados) e alguns meios financeiros que dispõem, em prol de actividades que contribuem para que a bandeira da casa se eleve na cidade e no país.

O processo de Bolonha, per si, indica que todos aqueles que de forma generosa participam directamente na realização cultural da AAC possam ser gratificados com a possibilidade de uma época especial, de modo a que não sintam prejuízos nos seus estudos por participarem em actividades extra-curriculares.

Há uns meses atrás, o Senado aprovou a época especial para todos os seccionistas culturais à semelhança daquilo que já existia para os seccionistas desportivos.

A todos aqueles que elevam a Cultura da AAC e que todos os dias trabalham para que esta se realize e para que esta possa chegar ao público, tiro o meu chapéu.

No entanto, dentro da Cultura da AAC, parecem existir pessoas cujos estatutos não chegam, chegando mesmo a retirar honorários pela realização de certas actividades culturais, sabendo à partida que nas outras secções ninguém recebe qualquer honorário pelas actividades que executa.

A este facto (porque é um facto, não é especulação) pergunto a todos os leitores atentos o que é o verdadeiro associativismo cultural? Aquele que produz para a casa sem pedir nada em troca ou aquele que é deliberadamente instalado entre portas como uma profissão?

Já agora,  gostaria de saber o que é que o candidato à Comissão Executiva do Conselho Cultural pensa sobre o assunto… Porque escrever manifestos “de corpo e alma em prol da amada” minados de areia para atirar aos olhos das pessoas também eu escrevo…



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