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Isabel dos santos

Isabel dos Santos 2

“O investimento Angolano em Portugal não é bem vindo”

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angolanices

Há uns meses atrás, se bem me lembro, num programa Prós e Contras transmitido na RTP, o Ministro Relvas dirigiu-se ao séquito real do presidente José Eduardo dos Santos com tamanha gentileza, repito, tamanha gentileza, convidando os Angolanos a investir em Portugal. O jogo de charme foi de tal maneira galanteador e já agora, cínico, hipócrita e pedante, que as investidas do Ministro Português nas arcadas de sua alteza, o Rei de Angola, levaram a que a balança de investimentos entre os dois países fosse favorável aos investidores africanos. Relvas, o eixo-do-mal, foi mais fundo na questão: houve quem narrasse que tamanha bajulação ao reino do deus-dará, perdão, ao reino de José Eduardo dos Santos era um dos actos mais pedantes da história deste país. Pedro Rosa Mendes, Raquel Freire e seus pares, tinham, repito, tinham um programa na Antena 1 que foi cancelado a pedido do eixo-do-mal. Ainda hoje, nenhuma entidade reguladora para a comunicação social deste país se interessou minimamente pelo jogo de bastidores e pelo jogo de pressões que foi feito nos bastidores da administração da rádio difusora pública portuguesa.

O jogo de sedução do eixo-do-mal, leia-se acrónimo de Relvas, foi tão longe que hoje o Jornal de Angola, órgão de comunicação social do regime angolano e único diário que é permitido em território angolano sem censura estatal, publicou, a respeito das investigações que estão a ser movidas pelo DCIAP a uma alegada transferência bancária detectada pelo Banco de Portugal feita por uma empresa offshore para uma das contas do Procurador Geral da República de Angola no valor de 70 mil euros, uma missiva ao governo Português.

O director do referido jornal, no editorial, José Ribeiro, como podemos ler no link supra citado, revelou para além de uma falta de enquadramento histórico em relação à pequena e inenarrável história do seu país, um profundo caos de conhecimento em relação à ética e deontologia jornalistica. Para além do mais, este dito jornal consegue ser tão fraco que nem os objectivos para o qual foi criado (propaganda pura e dura do regime angolano) consegue cumprir dada a fraqueza de espírito de quem escreve. Para além de revisionismo histórico mal fundado, erróneo e partido de meras especulações que tem como pano de fundo a necessidade que o regime angolano tem de elevar as hastes das bandeiras nacionais do povo angolano a partir de um bode expiatório para os seus males (neste caso os portugueses, o imperialismo, o colonialismo e a sua mal fundada relação com a UNITA que desde já não compreendo) por parte do regime angolano, na pele de José Ribeiro, existe uma clara demonstração de falta de gratidão em relação ao que Portugal tem dado às elites angolanas.

Nós, o povo português, não temos culpa das nossas “elites políticas corruptas”, não temos culpa da UNITA e tão pouco temos culpa da forma como se celebram contratos em Angola. Não temos culpa que os Angolanos continuem a insistir na ideia que a celebração de um contrato público entre uma determinada empresa e o estado angolano contemple para a mesma obra ou encargo 5 orçamentos, sendo eles divididos nos louros pela empresa a cargo, pelo líder do país, pelo estado representado pelo líder do país, pelo líder do país e pela empresa chinesa que deixa passar o negócio. Não temos culpa pelo facto do General Spínola sempre se ter demonstrado contra a auto-determinação das nossas colónias e muito menos temos culpa do tosco processo de descolonização levado a cabo pelos sucessivos governos portuguesas da era do PREC e pós PREC. Mas isso, como afirmei anteriormente, nem vale a pena comentar porque as premissas que José Ribeiro apresenta não são factos historicamente provados mas sim frutos de uma memória colectiva angolana que revela um certo complexo de inferioridade. Recalcamentos.

Vamos ao que realmente que me interessa em toda esta questão: como bom conhecedor da lei que é, o Procurador Geral da República de Angola, João Maria Sousa, deverá saber que uma das funções do banco de portugal é efectivamente executar a supervisão económica de todas as transferências bancárias efectuadas em território português, em particular, de todas aquelas que possam levantar suspeitas de ilegalidade, fraude ou fuga aos impostos. Como de facto se trata, alegadamente, de uma transferência bancária realizada por uma entidade offshore, vulgo, por uma entidade que por norma anda de mãos dadas com a feitura de investimentos que derivam de capitais que por defeito deveriam ser entregues ao tesouro português, e como a tal transferência não aparece declarada nos rendimentos do PGR Angolano, não será de estranhar que o Banco de Portugal, depois de escândalos no seio de entidades bancárias cujos negócios deram para o torto por falta de supervisão, tenha aprendido algumas lições. É de estranhar portanto que tal procedimento não seja tido como comum nas entidades de supervisão económica e nas entidades judiciais angolanas. Se calhar a culpa é da globalização. Perante a necessidade que os países de terceiro mundo tiveram de construir as suas economias de forma a poderem entrar nos mercados, “esqueceram-se” de consolidar a democracia e o institucionalismo democrático. Em terras de cegos, quem tem olho é rei.

Estranho também, pelo facto da balança de investimentos feitos entre investidores dos dois países estar favorável ao capital angolano, que José Ribeiro considere que o investimento vindo desse país não é bem vindo em Portugal. A 29 de Agosto de 2012, publicava o Diário Económico (felizmente que não é um órgão de comunicação detido pelo tio Balsemão nem pelos Angolanos ao contrário do Jornal de Negócios) que até à data, durante o ano 2012, a filha do líder da macacada, tinha investido 137 milhões de euros no tecido económico português, capital esse que vá-se lá saber fazem de Isabel dos Santos uma das mulheres mais ricas do mundo e em particular, uma das maiores investidoras estrangeiras no nosso país. Factos. E contra factos não existem argumentos, nem os vindos de gente que quer propagandear de forma barata, inútil e mal feita. A mesma Isabel dos Santos, segundo outra revelação vinda do Económico, já tem 2,5 mil milhões de euros investidos em empresas cotadas na bolsa portuguesa, sendo grossa fatia está investida na Sonangol que por sua vez é a principal mandatária dos trabalhos da petrolífera portuguesa, a Galp, em Angola. Convém também explicar a um público menos atento, que em Portugal, ao contrário de Angola, o investimento estrangeiro, por lei, não necessita obrigatoriamente de ter o compadrio de alguém ligado ao regime para ser feito. E mais uma vez, parto de factos. E nós é que somos, aos olhos de José Ribeiro, imperialistas. Talvez, creio, que esta seja uma manobra tosca que tente explicar que o regime angolano fartou-se de tanta ingerência estrangeira dentro do seu território e sobre questões de soberania que agora está a querer experimentar um pouco desse veneno junto da soberania de outros estados.

O José Ribeiro age de acordo com o que lhe dizem. Se lhe dizem que os portugueses são maus, ele escreve que são maus. Se lhe dizem que o Benfica perdeu e o Benfica ganhou, ele escreve que perdeu. O José Ribeiro é pior que um papagaio. Ou melhor, o José Ribeiro é pior que o papagaio dos programas da Ana Maria Braga na Globo. O José Ribeiro não é propagandista porque nem sabe sequer o que é propaganda. Não quero com isto fazer alusões aos tempos da velha senhora, mas talvez lhe desse jeito ver ou conhecer alguns dos métodos de António Ferro. A SPN foi uma instituição que durante muitas décadas deverá ter ecoado em Angola.

Bem, o assunto já vai longo. O processo de investigação está em curso. O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo Português está interessadíssimo em manter as boas relações diplomáticas entre os dois países. Nem que para isso tenha que dar novamente o seu recto ao governo angolano. O eixo-do-mal Relvas, aquele que um dia já ousou tentar vender a RTP a um grupo angolano chamado Newshold que era angolano mas não era angolano porque tinha a sua sede no Panmá, deve estar em pulgas em São Bento. Don´t mess with the Boys.

Para finalizar, ainda bem que estou a escrever este post em Portugal. Em Angola, já estaria censurado.

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assustador

a cartilha de Friedman a ser levada ao extremo neste país: a ANACOM tem mãos a proposta de fusão entre a Optimus e a ZON, cuja propriedade de 48% das acções irá pertencer à família dos Santos. Controlará a Optimus, a ZON, fundará um generalista próprio (para propaganda do regime angolano?) e controlará o impiedoso e inútil Sol. A RTP deverá ser privatizada e um dos principais interessados é a Newshold. Para quem não sabe, a holding que detém o célebre Jornal de Angola, ou seja, José Eduardo dos Santos. Holding sediada, imagine-se, no Panamá. Mais uma vez. A TAP será privatizada a troco de peanuts (tive a fazer as contas e será vendida por algo como 4 milhões de euros na prática) a Germán Efromovich, mais uma daquelas histórias de riqueza comoventes de um polaco (nascido na Bolívia, naturalizado colombiano), radicado no Brasil que começou por vender enciclopédias e fez fortuna na área do petróleo e manutenção de submarinos.

tudo bem, não fosse o facto de:

1. O império que José Eduardo dos Santos quer construir em Portugal terá custos gravíssimos para o consumidor. Com a fusão da Optimus e da Zon, vai eliminar por completo a pouca concorrência de um sector completamente minado por oligopólios, quando o país precisava de facto de uma liberalização do mesmo para que novos operadores pudessem revolucionar os exorbitantes preços cobrados pelas operadores destes serviços.

2. Para além do mais controlará dois órgãos de comunicação social em Portugal, sendo que um deles é precisamente a televisão pública.

3. Sobre a venda da TAP. São claras como água as ligações de Efromovich com um dos mais importantes polvos da política Brasileira: José Dirceu, o deputado Trabalhista que servia de epicentro do escândalo do mensalão, recentemente condenado a uma pena de 10 anos de prisão por corrupção, peculato e tráfico de influências.

O que me escandaliza, sobretudo, é a conexão paralela destes negócios, autorizados pela corja (troika) que nos comanda: nem mais nem menos que o suspeito do costume, o Relvas.

Foi o Relvas que há uns meses atrás foi baixar o cú ao governo angolano. É o Relvas que toma conta com cuidado e carinho dos negócios da cassula de José Eduardo dos Santos em Portugal. E como podemos ver na notícia do Jornal Público acima postada, é o mesmo Relvas que serve de intermédio entre o governo e as recomendações de negócios de Dirceu e Efromovich em relação à TAP, possivelmente privatizada na prática por 4 milhões de euros à luz desta negociata. 4 milhões pela TAP, sabendo que é a companhia aérea europeia com melhor reputação no mercado sul-americano? Isso faz-se Relvas? A TAP, cujo gestor é precisamente de nacionalidade brasileira, cujo gestor é o 2º mais bem pago nas empresas públicas portuguesas vale para Efromovich 4 milhões de euros?

Para terminar, espanta-me, repito, espanta-me que ainda hoje, depois de licenciaturas forjadas, de controlos severos e inconstitucionais à liberdade de imprensa, à liberdade de expressão e opinião e de negociatas com estrangeiros e nacionais (recordar o exemplo do BESI e das informações que Ricciardi queria saber acerca de privatizações; das quais falarei mais à frente neste blog visto que tenho informações que mais ninguém tem sobre esse dossier e sobre um caso em particular da cidade de coimbra) tendo em conta a transferência gratuita de património do estado para as mãos de privados, não haja alguém (sei lá, um primeiro-ministro, um presidente da república, um líder do partido com qual o PSD faz coligação governativa, uma procurador-geral da república, um presidente do Constitucional) que ponha mão neste Relvas e que o afaste de forma compulsiva da governação do país.

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vamos cá esclarecer umas coisitas

dados revelam que se fez “história” na economia portuguesa: pelo primeiro ano em 16 (se não estou em erro), a nossa balança comercial (dizem) é favorável. 315 milhões de superavit no período considerado na peça da rádio renascença, segundo os dados apresentados pela AICEP.

1. falsa ilusão: não são as exportações que estão a crescer desmesuradamente, são as importações que estão a decrescer. porquê? a perda de poder de compra dos portugueses. crescem porque o mercado interno já não satisfaz a oferta das empresas.

2. crescimento de 6,9% nas exportações em relação ao período considerado no ano anterior. justificação? simples. as exportações estão a crescer em virtude dos acordos comerciais que foram feitos no mandato de José Sócrates. Quais são os mercados? simples. Venezuela, Líbia, África do Sul, Angola, Moçambique, Brasil, Argentina, ou seja, tudo países, onde Sócrates conseguiu mercados para produtos portugueses. Imputar a este governo este tipo de vitórias é do ponto de vista prático errado.

3. falsa ilusão, parte 2: uma balança comercial favorável, apesar de ser um indicador económico interessante e positivo, no nosso caso, não revela as contas do país. continuamos a ter uma balança de pagamentos desfavorável, em virtude dos elevados juos que o país está a pagar aos credores internacionais e, precisamente à troika. Os 315 milhões de euros obtidos não chegam sequer para pagar os juros anuais que estamos a pagar ao Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, que, como se sabe, são de 34,4 mil milhões de euros (quase metade do resgate financeiro a que fomos submetidos). Bastará portanto fazer as contas aos 5% que teremos que pagar ao Fundo Monetário Internacional, calculando as 5 tranches que já nos foram atribuídas e a verba pertencente ao Fundo dentro dessas tranches(por exemplo) mais o spread diferencial, Dá qualquer coisa como 750 milhões de euros de juros por ano a 45 anos.

outros dados revelam-se assustadores: a política de Gaspar a dar frutos. 4,9% de queda na receita fiscal. Apesar do corte na despesa de 14,5%, o aumento de 22,9% com ajudas sociais mostram que a política de empobrecimento do país não só está a reduzir o poder de compra como está a tirar dinheiro ao estado por via de impostos indirectos, como ainda está a levar o estado a aumentar os seus encargos com situações de desemprego, que, tenderão a aumentar visto que a perda de poder de compra só trará mais ruína ao tecido económico português. Medidas ruinosas que se tendem a aliar com os valores dos novos escalões tributários deste país.

a espiral negativa. a armadilha do consumo. em tempos de recessão, a súbida de preços dos produtos, aliada à perda de rendimentos para consumo por parte das famílias levará a uma racionalização do consumo. perde o consumidor (que fica claramente insatisfeito visto que não consegue prover todas as suas necessidades), perde o empresário (não escoa stocks e como tal terá que rever as planificações da sua empresa e cotá-las novamente em baixa; o que levará ao desemprego, favorecido pelo novo código laboral), perde o trabalhador (despedido e catapultado para um subsídio de desemprego mais baixo que o salário que auferia) e perde o estado, pela diminuição de receitas e pelo aumento de prestações sociais.

mas

Gaspar e Mota Soares ainda querem atacar mais.

se seguir em frente, esta é a proposta que irá colocar meio portugal nas ruas para derrubar o governo. menos 42 euros para quem já faz das tripas coração para sobreviver. seria uma medida excelente caso os 150 mil beneficiários desta medida tivessem emprego. mas não tem. e mais uma vez, a estratégia de empobrecimento do país trará consequências ruinosas.

para finalizar e indo de encontro ao meu pensamento, é bonito ver as últimas estatísticas da Comissão Europeia sobre o desemprego jovem e os custos que esse mesmo desemprego incidem sobre o Estado Português.

não me venham com isto dizer que este governo peca por estar, com estas políticas, a agradar às pretensões dos seus parceiros europeus e dos mercacados, menosprezando ou tendo dificuldades de comunicação com o povo português. o povo português é imberbe mas não é estúpido. sente na pele a falta de dinheiro nos bolsos, a falta de comida na mesa e a falta de dinheiro para satisfazer as necessidades básicas.

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adoro

quando o senso comum que caminha aí pelas ruas apelida o regime Norte-Coreano como comunista. não passa de um erro histórico passado de boca em boca para que a ocidentalização do pensamento continue a vigorar nos nossos dias e para que possamos catalogar os nossos regimes democráticos como bons e os outros como maus ou bárbaros. pensava que esse tipo de raciocínio tinha morrido na era do império romano. é claro que não defendo o regime norte-coreano. não é marxista, não é nada. é autocrata. é violento. é primitivo. é populista. como muitos outros exemplos de estados asiáticos e africanos, também a Coreia do Norte teve o prejuízo de entrar num regime autocrata (em que existe um líder ou uma família que controla todos os recursos naturais e económicos do país assim como o controlo da violência do Estado) pela via do marxismo. querem outros exemplos? A Birmânia, Laos, Vietname, Angola (sim, por mais estranho que pareça), o Zimbabwe de Mugabe, o Zaire de Mobutu, a Líbia de Kadhafi entre outros. Movimentos de revolução popular (alguns deles iniciados para descolonizar) que acabaram por resultar na entrega dos recursos do estado nas mãos dos seus líderes. consideram-nos marxistas? governaram ou governam de acordo com a doutrina marxista? não.

faz paralelismo com os que pensam que o regime chinês é um regime comunista e não leram nada sobre a acumulação prévia de capital, sobre a acumulação prévia do capital do estado chinês nas últimas décadas do século XX e a sua importância na constituição do sistema capitalista. a ideia da revolução cultural já lá vai meus amigos. o confucionismo é coisa importante de se constatar. e sempre esteve presente nas culturas asiáticas.

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com Seguro no governo, a RTP voltará para o estado

claro. A lei nº1 da oposição diz que tudo o que se deve dizer enquanto oposição é precisamente o oposto de tudo o que está a ser realizado pelo governo.

Mas atenção: entreguem lá a RTP de mão beijada aos angolanos. Metade dos pivots do jornal da tarde vão directamente para o centro de emprego e em vez da tourada vamos ser brindados com excelentes espectáculos de Mwangolé vindos de Luanda. A mensagem de natal já não será dita por Cavaco Silva mas sim pelo líder do nosso país (tendencialmente lider, vá) José Eduardo dos Santos a partir de um resort em Benguela. Cristiano Ronaldo dará lugar a Flávio e André Macanga. A liga dos campeões só passará jogos entre o ASEC Mimosas e o 1º de Agosto. E para mal dos nossos pecados, lá teremos que gramar mais com os programas merdosos de José Luis Rabicha e da Cristiana voz de piano desafinado na TVI. Até Agualusa terá um programa semanal para nos ensinar a escrever com criatividade em português do novo acordo ortográfico. Um mimo.

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De Londrs #24 – das belas fotografias olímpicas

Nikishori (Japan) – fotografia de Mark Blintch para a Reuters.

400 metros barreiras pela máquina de Max Rossi\Reuters

Shin A. Lam da Coreia do Sul chora a derrota na sua prova de esgrima – fotografia de Fabrizio Bensch para a Reuters.

Jules Bresset ganha o ouro olímpico para a França na prova feminina de cross-country. Fotografia de Cathal McNaughton para a Reuters.

Alexander Kristoff da Noruega vence o sprint pela medalha de bronze na prova masculina de ciclismo de estrada. Foto do site da União Ciclistica Internacional\Protour

Emanuel Silva e Fernando Pimenta mordem a medalha de prata como se ouro se tratasse. A Alegria dos heróicos portugueses. Foto de Kim Young para a Reuters.

O Britânico Ben Ainslee na Vela.

Jéssica Augusto – Fotografia de Eddie Keogh para a reuters.

Turquia vs Croácia em basquetebol feminino – Mike Segar – Reuters.

Fortunato Pacavira de Angola na prova de C1 1000 metros – Jim Young para a Reuters.

Dinamarca vs Coreia do Sul – Torneio masculino de andebol – Reuters

A espantosa Gabrielle Douglas dos EUA, novo mito da história da Ginástica – Brian Snyder para a Reuters.

O mais frágil dos irmãos Brownlee vence o Triatlo Olímpico depois de uma luta intensa com o seu irmão Jonathan e com o espanhol Jordi Gomez.

O mítico Chris Hoy no ciclismo de pista.

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De Londres #4

1. Futebol Masculino:

Marrocos 2-2 Honduras – O golaço de Labyad contra as Honduras num jogo muito atípido entre selecções que não são candidatas a nada.

O recente reforço do Sporting é craque!

Espanha vs Japão

O Japão causou a primeira surpresa deste torneio masculino de futebol ao bater a favorita Espanha por 1-0. Mesmo apesar de ter 3 campeões europeus nos seus 18 (Jordi Alba, Juan Mata e Javi Martinez) os Espanhóis foram uma sombra daquilo que poderiam render e caíram perante uma equipa Japonesa, que, apesar de ser muito inexperiente nestas andanças (Se bem que alguns jogadores já actuam na Europa) poderia ter saído com uma goleada.

Yuki Otsu marcou o único golo de uma partida que ficou marcada pela expulsão directa (quase a fechar a primeira parte) do central da Real Sociedad Iñaki Martinez aos 41″ e pelas inúmeras perdidas dos japoneses na cara de David De Gea na 2ª parte. Os Japoneses, com uma tremenda pressão alta logo na saída do portador da bola (a filosofia de jogo espanhola está formatada para que sejam os centrais a iniciar a construção de jogo) não só não deixou jogar a Espanha durante toda a partida como fez com que os Japoneses espalhassem o terror na defesa espanhola com incríveis roubos de bola em sitios perigosos.

3. Estou estupefacto com o poderio que algumas selecções trazem:

3.1 Nem é preciso falar do potencial que o Brasil trouxe – Hulk, Danilo, Pato, Ganso, Neymar, Oscar, Thiago Silva, Marcelo, entre outros – Mano Menezes veio a Londres conquistar o ouro e preparar a sua selecção para o Mundial de 2014 com competição ao mais alto nível.

A selecção brasileira derrotou o Egipto por 3-2 na primeira jornada. Apesar de ter esmagado na primeira meia-hora (3 golos) os egipcios quase provocavam uma surpresa na 2ª parte.

O Uruguai, apesar de ter suado muito para bater os Emirados Árabes Unidos, é candidato às medalhas. Suarez, Cavani e Lodeiro são um trio de ouro para a selecção campeã sul-americana.

A equipa comandada pelo seleccionador A Oscar Tabarez ainda sofreu para vencer a equipa asiática, que, apresentando um futebol vistoso, chegou ao intervalo a vencer por 1-0.

Ryan Giggs cumpre o sonho em Manchester!

Aos 39 anos, o Galês cumpre o sonho de participar numa prova ao mais alto nível. Prémio de carreira para quem nunca pode participar numa grande competição internacional derivado do facto da selecção galesa nunca ter tido potencial para se qualificar para um campeonato da europa ou campeonato do mundo. Giggs torna-se o mais velho jogador a actuar numa fase final olímpica do torneio masculino de futebol.

A Inglaterra de Stuart Pearce cumpriu o primeiro jogo da fase-de-grupos em Old-Trafford perante um público em delírio. Na estreia contra o Senegal, a turma africana (na minha opinião) jogou melhor e mereceu o empate. A Grã-Bretanha mostrou algumas fragilidades defensivas e mostrou que ao nível de soluções está muito longe de outras selecções concorrentes como o Brasil e Uruguai.

Futebol Feminino:

1. França 2-4 Estados Unidos – Os Estados Unidos de Hope Solo (guarda-redes na moda no futebol feminino) venceram com dificuldade a França, selecção que se apresenta candidata às medalhas. Apesar de terem entrado a perder por 0-2 na primeira parte, as americanas fizeram uma excelente 2ª parte e deram a volta ao marcador.

2. O “escândalo diplomático” a abrir os Jogos com a selecção Norte-Coreana. A troca de bandeiras (as jogadoras norte-coreanas eram apresentadas nos monitores do estádio com a bandeira sul-coreana) motivou o atraso de hora e meia no jogo e algumas queixas indignadas por parte da delegação norte-americana. Um incidente a não repetir…

3. Brasil massacra Camarões. Marta (eleita por 5 vezes a melhor jogadora do universo futebolistico feminino) bisou e deu espectáculo. Christiane, a ponta-de-lança da selecção brasileira, tornou-se a melhor marcadora de sempre das olimpiadas com os 2 golos que apontou na partida. O Brasil afirma-se como candidato às medalhas no futebol feminino.

Tiro com Arco:

Lee Chang Hwan é um dos homens de quem se tem falado muito nos últimos dias. Isto porque o atirador sul-coreano bateu o record olímpico de pontos no tiro com arco logo nas qualificatórias para o torneio e tem a particularidade de ser “amblíope”, ou seja, de ter uma considerável percentagem do seu sentido visual afectado. Hwan afirma que se guia pelas cores dos alvos e pelo “sentir” no acto do disparo da flecha. 

Volei de Praia:

As fantásticas instalações da modalidade em Londres, bem no centro da cidade.

Andebol Feminino:

Dois excelentes jogos que vi hoje.

A Rússia bateu com muitas dificuldades a selecção de angola, tendo as angolanas contado com um espírito de luta fantástico e com o apoio dos Britânicos nas bancadas.

Suécia vs Dinamarca – Duas candidatas às medalhas deram espectáculo.

Portugueses:

1. Na Natação, 3 participações terminaram com a eliminação e sem novos recordes nacionais. Diogo Carvalho foi 26º nos 400 estilos. Sara Oliveira nos 100 mariposa e Carlos Almeida, ficou a poucos décimos do recorde nacional, tendo sido 3º na sua série nos 100 bruços. No entanto, a competição tem sido pautada por excelentes prestações globais.

2. Lei Huang Mendes foi eliminada no torneio individual de ténis de mesa. A luso-chinesa foi eliminada por uma atleta Tailandesa, menos cotada no ranking. A Portuguesa acusou o nervosismo de ser a primeira lusa a participar na prova na história dos Jogos Olímpicos. Venceu os dois primeiros parciais por 11-4 e 11-3, pensando-se na altura que iria conquistar uma vitória tranquila. O nervosismo da atleta veio ao de cima no 3º parcial, acabando por vencer o 4º e perder na negra contra Komwong. Falta de experiência internacional.

3. João Costa foi 7º nas finais do tiro de pistola de ar comprimido a 10 metros. Uma razoável prestação de quem já foi campeão do mundo na modalidade.

Doping:

Como não poderia deixar de ser, o primeiro controlo positivo já apareceu nos Jogos. No Halterofilismo, o Albanês Hysen Rulaku acusou uma substância dopante e foi convidado a abandonar a aldeia olímpica.

 

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Ana Gomes! Bravo

1.”Tenho a certeza que Martin Schulz, ao apontar para o risco de enfeudamento português ao investimento angolano, está a ter em mente normas básicas da União Europeia em matéria de direitos humanos, promoção de democracia, combate à corrupção, para fazer o mercado interno e as regras da concorrência, responsabilidade social das empresas”

2. “É no entanto necessário dizer a Martin Schulz e a todos os amigos alemães, a senhora Merkel incluída, que esse risco é consequência das desastrosas políticas europeias que têm sido determinadas pelo Governo alemão, que empurra Portugal e outros Estados-membros para recursos exteriores à União Europeia (UE), onde interesses contrários aos da UE podem de facto fazer perigar as possibilidades de progresso desses países e do próprio projecto europeu”

3. “É isso que se passa também em relação à China. É importante chamar à atenção (…) que é no quadro de ajustamento orçamental que nos é imposto pela União Europeia, com particulares responsabilidades da Alemanha, que Portugal está a vender infra-estruturas críticas, essenciais para a própria segurança nacional e europeia, ao Partido Comunista Chinês”

4. É fundamental que falemos – como Martin Schulz fala – e que digamos à frau Merkel o que temos a dizer nesta matéria. E explicar em particular que é por falta de solidariedade europeia e alemã, em concreto, para resolver a crise, é por causa das receitas desastrosas que só agravam a crise que têm sido determinadas pela frau Merkel, que Portugal se vê obrigado a se sujeitar a investimentos estrangeiros, alheios à União Europeia, e a ceder o controlo de empresas estratégicas”, continuou. “Era bom que Passos Coelho dissesse isso à frau Merkel, em vez de se apresentar sempre obediente e amestrado.”

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abre a goela e mama

A privatização da EDP deverá ter sido fechada para um consórcio Chinês chamado “Três Gargantas”.

A factura por estimativa continuará a ser uma realidade, o preço da electricidade irá aumentar e a garganta dos Chineses irá aumentar para o dobro de diâmetro com o fluxo de capital que irão mamar.

Quem não deve ter gostado da decisão foi a nossa amiga Angela Merkel. Toda a gente pensava que as reformas estruturais no estado português e consequentes privatizações impostas pelo memorando de entendimento (leia-se FMI) iriam levar a uma onda de concessões a preço da uva mijona para grandes elites do poderio económico norte-americano e alemão. Na primeira batalha ganharam os chineses. E não me importo que os chineses e angolanos e brasileiros vençam todas as privatizações que o estado português vier a consumar. Não podemos é dar o que é nosso a quem nos estrangula e a quem julga ter o direito de ingerir-se constantemente na resolução dos nossos problemas internos.

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Perdão?

Foi com espanto que ouvi pela 2ª vez alguém do governo (neste caso o primeiro-ministro) voltar a apelar à emigração.

Antes de tecer o meu argumento crítico, cumpre-me apresentar algumas notas prévias sobre a emigração.

Do que estudei na escola acerca do léxico em si, do que aprendi da experiência do meu pai, e dos relatos que vou ouvindo de alguns amigos e conhecidos que decidem emigrar, a emigração não é um fenómeno que se possa ser “atirado” sem mais nem menos.

Do saber escolástico, sempre me ensinaram que a emigração é um fenómeno que ocorre sempre que o ser humano, numa dada área do globo, se sente desmotivado em relação à sua vida ou procura melhorar as condições da mesma. A emigração tem obviamente vários vértices motivacionais que vão desde a criação de riqueza pessoal num outro território por parte de quem emigra, melhoramento das condições de vida das pessoas, realização profissional do emigrante ou migração para um território por razões familiares e afectuais.

A emigração não é propriamente um fenómeno que se possa decidir de um dia para o outro. Quem emigra sabe perfeitamente as consequências duras que advêm do acto: a deslocalização territorial, a mudança de clima e fuso horário, as barreiras linguísticas e culturais, os entraves sociais, a possibilidade de atitudes hostis e racistas por parte dos nacionais dos países para onde se emigra, a distância em relação aos entes mais queridos e em algumas situações, o isolamento, a ilegalidade e a frustração resultante de um sonho que não correu da melhor maneira.

A emigração é portanto um acto que requer muito pensamento, muito planeamento e muito conhecimento do local para onde se vai emigrar, para que nada corra mal.

As palavras do nosso primeiro-ministro são portanto, palavras muito duras para o seu povo. Para aquele povo que está a pagar os erros de governantes e banqueiros. São declarações despropositadas.

Pedro Passos Coelho e o seu governo estão literalmente a expulsar o seu povo do país. Pedro Passos Coelho e o seu governo estão a atirar para fora do sistema aqueles que por culpa da saturação do mercado de trabalho deveriam ser auxiliados pelo estado, facto que deve ser ainda mais negativizado se tomarmos em conta que maior parte (espero) daqueles que Pedro Passos Coelho se referiu são cidadãos portugueses que tem as suas obrigações em dia perante o Estado Português e, no seu percurso académico, honraram os benefícios que lhes foram granjeados pelo mesmo.

Quando um governo coloca a hipótese de apelar para que os seus cidadãos vão procurar a fortuna fora do país, mostra um claro sinal que  é um governo que está a ficar sem soluções para resolver a crise que abala o país. Mostra que quando na oposição a solução dos problemas do país é uma tarefa fácil, mas que quando se está no governo tudo se complica.

Ainda para mais, acrescento que estamos perante um governo que desde Julho deste ano não tem pedido mais que os valores da exigência, da eficácia, do profissionalismo, da união e do sacríficio aos seus cidadãos. Onde é que esses valores cabem no discurso do Primeiro-Ministro? Será largando a vida em Portugal, as famílias, os hábitos, o conforto, o bem-estar e aventurando-se para o Brasil, para a Guiné, para Angola, para Timor para países com rotinas de vida completamente diferentes das que observamos na Europa, que serão cumpridos esses valores? Ou será que os mesmos serão cumpridos a partir de um corte de cima para baixo, obrigando a redistribuição justa dos sacríficios entre os que mais têm e os que menos têm?

Atesto estes últimos parágrafos com uma distinção clara sobre a qual tenho vindo a reflectir nos últimos dias: enquanto em outros Estados da Europa temos vindo a assistir a políticas que visam essa mesma redistribuição justa em prol da saúde das contas estatais e a discursos ministeriais duros para os mercados (culpabilizando-os pela crise mundial instalada) e para os grandes problemas que assolam o mundo e motivam a recessão, em Portugal assistimos a discursos ministeriais negativos que motivam a carga dos mercados sobre o nosso pobre país e discursos recheados de dureza para com um povo fustigado por impostos, taxas, crescendo da criminalidade, fome e insolvência. Até quando? Até quando continuará essa negatividade?

Para finalizar, deixo outra missiva ao primeiro-ministro: um licenciado em economia saberá perfeitamente que a teia que move os mercados é recheada de boatos, de sinais negativos e de comentários negativos propositados para que tudo se desregule por completo e alguém possa lucrar que a desregulação. Não consigo perceber como é que um licenciado em economia continua a insistir em discursos negativistas, sabendo de antemão que os mesmos serão escutados internacionalmente e tenderão a piorar a relação entre o nosso país e os mercados e o abuso destes perante a nossa frágil posição? Não consigo perceber por mais que tente.

Mas consigo entender que o nosso primeiro-ministro para além de hipócrita e mentiroso, é burro… E para bom entendedor, meia palavra basta.

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tralha fraca

No dia em que o Libération publica um artigo em que afirma que o Governo Francês fez de tudo para manter Dominic Strauss-Kahn preso em Nova Iorque devido ao escândalo sexual em que foi envolvido com a camareira Nafissatou Diallo, não deixo de observar uma declaração de Strauss-Kahn em este afirma que foi “carne fraca” por se ter envolvido com consentimento mútuo com Diallo e assim ter aniquilado qualquer hipótese de avançar contra Sarkozy nas próximas presidenciais Francesas.

Não podia discordar mais da afirmação do antigo director do FMI.

Não foi “carne fraca” porque Diallo, como se pode constatar até era bem cheinha e já que estamos numa de diminuitivos “bem feinha”. Foi sim uma tara sexual (taras e manias, como cantava o nosso glorioso Marco Paulo) por uma autêntica “tralha fraca” ou como quem diz suavemente por um “estafermo africano” (sim, porque existem mulheres africanas que são bonitas, o que não era o caso de Diallo).

Moral da história: nunca te envolvas com uma empregada de hotel Africana porque ela vai arruinar-te a vida.

P.S: Este blog desmarca-se de qualquer conotação racista nos conteúdos deste post. Quem me conhece até sabe bem que o meu artista favorito é o Bonga.

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O grupo da morte

Alemanha, Holanda e Dinamarca.

Já lhe chamam o grupo da morte.

Eu cá continuo na ilusão do nacionalismo e prefiro acreditar que vamos passar esta fase de grupos em primeiro lugar.

1. É certo que os adversários são dificeis:

1.1 A Alemanha aparece no Euro 2012 com uma das mais fortes selecções dos últimos anos.

A nova geração de talentos Alemã, constituída por jovens talentos como Jerôme Boateng, Marko Marin, Mezut Ozil, Mario Gomez, Mario Gotze, Sami Khédira, Thomas Muller, Sven Bender, Lars Bender, Toni Kroos e auxiliada de perto por jogadores experientes\veteranos como Miroslav Klose, Phillip Lahm, Bastian Schweinsteiger, Per Mertesacker, entre outros, aparece no Euro 2012 com a aspiração de fazer frente ao poderio da Selecção Espanhola.

Vai ser obviamente, pelas circunstâncias e pelo potencial demonstrado nos últimos 2 anos o osso mais duro de roer para a selecção nacional na fase de grupos.

1.2 A Holanda é a Holanda. Quem conhece o futebol sabe perfeitamente o que escrevo.

Robin Van Persie, Arjen Robben, Klaas-Jan Huntelaar, Wesley Sneijder, Maarten Stekelenberg, Van der Wiel, John Heitinga, Nigel De Jong, Kevin Strootman, Dirk Kuyt, Urby Emanuelson, Joris Mathijsen, Eljero Elia, Demy De Zeeuw, Ibrahim Affelay, Rafael Van der Vaart são jogadores de inegável talento. A Laranja Mecânica é obviamente outra das candidatas principais ao ceptro europeu.

1.3 A Dinamarca de Morten Olsen. A Dinamarca que venceu o nosso grupo e pratica aquele futebol musculado e pragmático. Mas também a Dinamarca que não costuma apresentar o seu melhor futebol nas fases finais de competições internacionais, ponto que pode jogar a nosso favor.

2. A nossa selecção.

Temos primeiro que reconhecer que a nossa selecção não é em nada inferior a qualquer uma destas selecções.

Em segundo lugar, acredito perfeitamente que este tipo de jogos sejam aqueles jogos que todos os jogadores sonham em jogar. Logo, acredito que estes jogos acrescentem uma dose de motivação extra aos jogadores das quinas e sejam jogos em que os mesmos apliquem em campo todas as características que os tem acompanhado ao longo das suas carreiras.

3. Em terceiro lugar: os resultados que a selecção nacional tem atingido nos últimos 15 anos.

Se repararem, nos últimos 15 anos, a selecção Portuguesa apurou-se (fazendo excepção ao mundial de 1998) para 5 europeus consecutivos e 3 mundiais.

Nas finais finais dos europeus e mundiais, quando menos se esperava Portugal deu-se bem com todos os grupos difíceis que teve de enfrentar.

3.1 No euro 1996, Portugal calhou num grupo que continha a Turquia, a Dinamarca e a Croácia. Empatamos com a Dinamarca de Schmeichel e Brian Laudrup a 1 bola. Vencemos a Turquia por 1-0 com golo de Fernando Couto e vencemos a Croácia de Prosinecki, Suker, Jarni, Boban e Prso (a mesma que dois anos depois se iria sagrar 3º classificada em França no Mundial) por 3-0 com golos de Figo, João Pinto e Domingos.

3.2 No Euro 2000, a “frágil” selecção de Portugal (na verdade foi o estado de maturação de uma geração brilhante) calhou num grupo da morte com Inglaterra, Roménia e Alemanha. O resultado foi aquele que todos sabemos. Vencemos da forma que vencemos Ingleses e Alemães e ainda conseguimos bater no último minuto a Roménia (com golo de Costinha) que tinha sido a selecção que tinha vencido o nosso grupo na fase de qualificação. Fomos às meias-finais e apenas baqueamos perante a selecção campeã do mundo e, nesse ano, europeia, a França.

3.3 No Mundial 2002 e para corroborar a apetência especial da nossa selecção para se apurar em grupos complicados, fomos eliminados na fase de grupos por Coreia do Sul, Estados Unidos e Polónia.

3.4 No Euro 2004, todavia a jogar em casa, eliminámos a Espanha e a Rússia na fase de grupos, e tirando a mácula dolorosa de termos perdido o título para a Grécia, também aviamos a eliminar a Inglaterra e a Holanda em dois jogos épicos.

3.5 No Mundial 2006, depois de passar a fase de grupos num grupo constituído por Angola, Irão e México, voltamos a aviar os Ingleses e os Holandeses, perdendo novamente para a França nas meias-finais, o que de facto não constituiu nenhuma vergonha.

3.6 No Euro 2008, vencemos um grupo constituído pela difícil República Checa, Turquia e Suiça, se bem que perdemos contra os Suiços. Fomos eliminados pela Alemanha por 3-2 num jogo em que ficou claramente um amargo na boca. Os Alemães jogariam a final contra a Espanha.

3.8 No Mundial 2010 na África do Sul, conseguimos o apuramento num grupo constituído por Coreia do Norte, Costa do Marfim e Brasil. Fomos eliminados de seguida pela Espanha, campeã do mundo.

Em todas estas campanhãs, exceptuando o mundial 2002, Portugal atingiu excelentes resultados e foi apenas eliminado pelas selecções que viriam a ser campeãs ou vice-campeãs. Esse indicador é outro dos indicadores que me faz acreditar que Portugal, não descurando a obvia dificuldade que o grupo apresenta, tem hipóteses de passar à próxima fase, e se o fizer estará em grandes condições de lutar pelo título europeu. São mais os resultados negativos alcançados ao longo da história da nossa selecção contra equipas teoricamente mais fracas nas fases de qualificação do que os resultados negativos contra selecções mais fortes nas fases de grupos.

Basta apenas apreciar que em 1966 eliminamos a União Soviética, Hungria e Brasil e só fomos travados, também de forma injusta e inqualificável pela selecção da casa, a Inglaterra, que viria a sagrar-se campeã mundial.

E em 1984, vindos quase do nada, oferecemos um grande baile em França, onde conseguimos eliminar a RDA e a Roménia (empatamos com os Alemães e vencemos os Romenos) e no mesmo grupo, conseguimos um empate contra a poderosa Espanha de Maceda, Carrasco e Santillana.

Perdemos injustamente apenas naquelas meias-finais de Marselha contra a França do todo poderoso Platini, em circunstâncias que a história não nega: aquele título estava talhado para os franceses e não podia ser de outra maneira.

No mundial de 1986, mesmo eliminados na fase de grupos, perdemos contra a Polónia e contra Marrocos, mas batemos a toda poderosa Inglaterra na primeira partida.

Desde então já batemos selecções em fases finais como Croácia, Turquia, Inglaterra, Alemanha, Roménia, Polónia, Espanha, Rússia, Irão, México, Angola, Holanda, República Checa e Coreia do Norte.

Podem-lhe chamar o grupo da morte, eu chamo-lhe um grupo difícil. E nós vamos passar, caso estas imagens se voltem a repetir:

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100(%) corrupção

Um relatório internacional elaborado pela Transparência Internacional avisava que Angola faz parte do topo da lista dos países cujos governos não prestam cavaco sobre uma grossa fatia dos seus negócios público-privados.

O mesmo relatório avisa que Angola é um país sem documentos legais que punam eventuais casos de corrupção.

Angola é uma autocracia, lembram-se?

Em que parte de um todo autocrata é que concebem as partes do prestar cavaco a alguém?

E já agora, como é que acham que o Zé Eduardo enriqueceu tanto ao ponto de entrar no top-30 dos mais ricos do mundo?

 

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futeboladas

1. A Selecção Nacional admite jogar sobre protesto amanhã em Zénica, na Bósnia.

A bom da verdade, aquilo não é um relvado: não é nada! Até o clube da minha freguesia, a Liga dos Amigos de Aguada de Cima (LAAC) tem melhores instalações para competir na 2ª distrital da AF de Aveiro.

Michel Platini é o culpado deste tipo de histórias tristes:

1.1 – A UEFA permite que o jogo se dispute num ervado como o de Zénica, mas não permitiu por exemplo que o Paços de Ferreira jogasse a UEFA na Mata Real. A Mata Real ao pé de Zénica é um luxo.

1.2 – Platini é o tal bom samaritano que deu lugares na Liga dos Campeões aos chamados “países pobres”. Dar não custa. Já agora, peça às respectivas federações para ao menos construir infra-estruturas que se coadunem com tal possibilidade. Acredito perfeitamente que as instituições Bósnias não tenham capacidades para muito mais que aquilo – então, em caso desta impossibilidade, a UEFA que actue pro-activamente no desenvolvimento do futebol já que nos spots publicitários tanto preconiza para si esse esforço.

Esperemos que a selecção vença e que ninguém se aleije.

2. Por falar em aleijar. O Sporting acabou de perder 4-0 em Angola contra a selecção local. Domingos levou um misto de aleijados e de juniores para disputar a Taça Independência. Ainda bem que ninguém se aleijou. A selecção de Angola costuma ser bastante perigosa.

3. Pronuncio-me publicamente sobre Javi Garcia, Alan, Djamal, Vieira e plantel do Sporting de Braga num comentário apenas: deixem o álcool e joguem à bola.

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É? Não sabia…

Durão Barroso está bem e recomenda-se. Está vivo, e melhor que nunca.

A Europa é de facto uma potência emergente. Nos calcanhares. Nos 27 países, três receberam a visita e a lei do Fundo Monetário Internacional: um, a contas com um conjunto de factores que vai desde a falta de rigidez na gestão orçamental até ao pûs que sai ao nível de corrupção vinda dos negócios estatais com privados, necessita de aprovar mais medidas de austeridade quase todas as semanas ainda continua KO ano e meio depois do resgate financeiro do FMI. De tão virulento que é, assusta o facto de poder contagiar todos os outros. O outro viveu durante anos acima das suas reais possibilidades, não deu um bom destino a fundos comunitários, não se modernizou, continua com leis de emprego injustas, beneficiou privados, e tem governantes que ocultam buracos nas contas públicas, acabou por receber ajuda e nem depois de uma autêntica terapia de choque neoliberal se sabe se vai endireitar. O outro mais a norte cresceu a uma velocidade louca dentro do espaço europeu durante mais de um década, construiu desmesuradamente e agora sofre o flagelo do desemprego e da miséria social.

Das grandes potências, a maior está em crescimento negativo. A 2ª maior está a zeros. A 3ª maior, teve que desvalorizar imenso a sua moeda (conhecida por ser forte ao nível cambial ao ponto de nunca se desvalorizar) cortar na administração pública e no sistema de saúde e há dois meses atrás enfrentou um tumulto social de 5 dias. As semi-potências do Sul tiveram que aumentar os impostos, encontrando-se neste momento a passar por crises de desemprego que ninguém acreditava há 10 anos atrás.

Sublime também acaba por ser esta frase – ““éramos países europeus, que não estavam unidos” – Será que estão agora? A europa vive das decisões do eixo franco-alemão. O Banco Central Europeu prestou-se rapidamente a comprar dívida espanhola e italiana para que esta não fosse negociada nos mercados secundários a 90% como foi a dívida grega. As regras do jogo e as linhas de actuação dentro da União mudam consoante o país que se apresenta em dificuldade. Dentro da Alemanha, da Holanda, da Finlândia, da Áustria, alguns partidos políticos com assento parlamentar afirmavam que os seus países não deveriam ajudar as economias em bancarrota esquecendo por completo as linhas de cooperação entre os estados que trilharam as comunidades desde o seu acto de criação. Outros especialistas desses mesmos países afirmavam que a melhor solução era mesmo deixar cair a Grécia. De que união falamos? De que potencia emergente falamos? Que competitividade tem a Europa perante países como a China, o Brasil, Angola, Venezuela, México, Rússia, Índia e Turquia?

Estará o presidente da Comissão Europeia a sonhar ou será mesmo que acredita realmente naquilo que diz?

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