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Djokovic triunfa em Wimbledon

Não são de todo consideráveis alguns argumentos que tenho lido em toda a Comunicação Social  e nas redes sociais acerca da vitória de Novak Djokovic no Torneio de Wimbledon, no que toca especificamente à “possível” passagem de testemunho de hegemonia no cenário do ténis mundial de Nadal para o tenista Sérvio.

Apesar da excelente vitória na final de Wimbledon (uma final é sempre uma final, mas apesar de tudo não passa de uma partida) e da passagem a nº1 do mundo, três simples ilações se devem tirar do quadro masculino desta edição de Wimbledon:

1. Inevitavelmente, o afastamento precoce nos quartos-de-final do candidato crónico à vitória Roger Federer.  Estará o Suiço no início do declínio final? Parece-me que sim. Federer não é o mesmo e a derrota com Jo-Wilfried Tsonga a meio desta semana provou.o: Federer teve o jogo na mão quando fez o 2-0 em sets e permitiu que o Francês se moralizasse lentamente para a vitória na partida.

2. O afastamento super preococe de Robin Soderling. Definitivamente, o sueco está num ano horrível ao nível de resultados.

3. Com o declínio de Federer, o circuito masculino viverá um pouco daquilo que está a ser o circuito feminino nos últimos 2 anos: muito equilíbrio, apenas diferenciando no facto do equilíbrio entre tenistas do quadro masculino revelar muita qualidade para os próximos anos (Nadal, Djokovic, Murray, Soderling, David Ferrer, Tsonga, Soderling, Monfils, Del Potro e outros interessantes outsiders como Fernando Verdasco, Feliciano Lopez, Richard Gasquet, Gilles Simon ou Milos Raonic) num sistema em que todos poderão ser capazes de ombrear de igual para igual nos Masters e nos Grand Slams e as tenistas do quadro feminino a revelarem muito equilíbrio mas pouca qualidade, à excepção obviamente de Kim Clijsters e Maria Sharapova, as únicas sobreviventes de uma geração que teve nomes como as irmãs Williams, Jennifer Capriati ou Justine Henin.

Para finalizar, estou a gostar de ver a atitude do meu tenista favorito, que é desde há muito o Argentino Juan Martin Del Potro. Como sabem, Del Potro esteve 1 ano parado o que em ténis significa muito mas mesmo muito tempo. (há quem afirme que uma lesão de 1 ano no ténis é o suficiente para acabar com a carreira de um tenista). O que é certo é que Del Potro voltou da estaca zero e em poucos meses está de volta ao top-20 mundial e a um ténis bastante aceitável muito graças à própria personalidade do atleta que é um rigoroso seguidor de um estilo de vida de um atleta profissional e segundo os especialistas da modalidade é um atleta trabalhador e humilde.

Os indicadores deixados em Wimbledon são excelentes para o US Open, onde o Argentino já venceu.




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Memorável

A campanha de Frederico Gil no Masters 1000 de Montecarlo.

Gil tornou-se o primeiro tenista português a chegar aos quartos-de-final de uma prova masters, depois de ter derrotado o Francês Gael Monfils (10º do Ranking ATP).

Nos quartos-de-final mede forças contra o 4º da hierarquia mundial, o Escocês Andy Murray. Caso vença, Gil consegue uma vitória inédita para o ténis Português. Com esta vitória, Gil somou 205 pontos para o ranking e segunda-feira subirá ao seu melhor posto de sempre (66º) podendo subir mais caso consiga chegar às meias finais ou à final.

A prestação de Frederico Gil em Montecarlo é um bom augúrio para o Estoril Open, que se realizará em Maio. Relembro que na edição do ano passado, Frederico Gil foi finalista vencido, tendo perdido o título do certame português para o Espanhol Albertt Montanès.


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Djokovic vence na Austrália

Pela 2ª vez na sua carreira. Na final, Djokovic derrou Andy Murray por 6-4, 6-2 e 6-3.

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