Tag Archives: Andrew Ellis

É da Nova Zelândia

Antes de passar ao jogo de facto, gostaria de começar com o hino do campeonato do mundo de rugby “world in union” para podermos escutar a grandeza do que vou escrever neste post:

A seguir à África do Sul em Paris, a Nova Zelândia em Auckland, 24 anos depois, no mesmo estádio (Eden Park) e contra a mesma selecção (França).

Na noite de Auckland, tudo começou assim:

Portentoso Haka dirigido por Piri Weepu. Destemida e bela reacção de respeito dos Franceses.

Uma final de muitos números e curiosidades.

De um lado, Marc Lièvremont, o mais contestado seleccionador da história do rugby Francês. Despedido pela Federação antes da equipa rumar à Nova Zelândia. Humilhado quando os Bleus perderam contra Tonga na última jornada da fase de grupos. Ninguém iria acreditar que a França pudesse eliminar a Inglaterra e Gales e chegar à final.
Do outro lado, Graham Henry, consagrado aos 65 anos no seu último jogo no comando dos All-Blacks, com um score total de 87 vitórias em 103 jogos no comando técnico dos All-Blacks.
Para alguns jogadores de ambas as selecções, este jogo também pode marcar a despedida das respectivas selecção dado que o rugby é contrário ao avançar da idade: com o término de uma fase, dá-se início a renovações profundas nas selecções.

Por outro lado, a história que cirandou em particular este clássico do mundial mostrava algo extremamente interessante: a Nova Zelândia, apesar da superioridade de triunfos frente aos Gauleses, venceu o campeonato do mundo de 1987 numa final contra a França neste mesmo estádio mas foi três vezes eliminada pela França (mundiais de 1991, 1999 e 2007). Temia-se o síndrome no Eden Park.

Passando ao jogo em si:

Nos 15 iniciais, poucas surpresas. Do lado Francês haveria de se registar a aposta em Morgan Parra na abertura, em deterimento de François Trinh-Duc. Como veremos mais à frente, Parra acabou por sair para dar lugar ao abertura do Montpellier.

A França entrou no jogo com todo o gás, optando por fazer a circular a bola entre os flancos. Os Franceses queriam evitar um início fulgurante dos Neozelandeses e para isso tentaram preservar a bola na sua posse o máximo de tempo possível. Esta estratégia já tinha sido adoptada nos minutos iniciais do jogo dos quartos-de-final frente à Inglaterra e então, tinha dado enormes resultados aos Franceses. A táctica gaulesa era também a de enervar os Neozelandeses e obrigá-los a cometer faltas que pudessem ser úteis ao enorme potencial e alcance do seu abertura improvisado Morgan Parra.

A Nova Zelândia, equipa muito sábia e muito habituada a lidar sobre pressão, rapidamente tomou posse do jogo e logo aos 5 minutos um offside de um jogador francês (creio que foi Do 8 Harinodoquy) deu a possibilidade ao formação All-Black Piri Weepu de atirar pela primeira vez aos postos. Seria portanto, um dos momentos do jogo, com o formação dos Crusaders a falhar. A penalidade não era fácil pois era a cerca de 30 metros encostada à esquerda. Ficou porém nos momentos do jogo visto que Weepu nunca mais encontrou o ritmo da partida. Os pontapeadores sabem perfeitamente daquilo que falo. Se juntarmos o facto que era o primeiro pontapé de uma final de um mundial, é caso para dizer que a pressão fez-se sentir.

A Nova Zelândia tomava conta do jogo depois do ímpeto inicial Francês. Nos primeiros minutos dava para ver que este, à semelhança de outras finais que me lembro ter visto (de 99 a 2007) ia ser um jogo táctico, decidido em pequenos pormenores e sobretudo, na capacidade resistente das equipas em aguentar os picos de ansiedade ao longo da partida e em conseguirem obter mais uma dose de energia depois do longo desgaste que levam no corpo.

Os Franceses estavam afoitos a jogar ao pé para as costas dos Neozelandeses. Tentavam sacudir os All-Blacks dos seus 22 e quem sabe ganhar território que lhes permitisse montar boas plataformas de ataque. Aos 11 minutos, dá-se a primeira substituição do jogo: depois de um choque numa placagens a Ma´a Nonu, Morgan Parra é substituído por lesão de sangue por François Trinh-Duc. Para os menos familiarizados com a modalidade, a substituição de sangue é temporária, ou seja, um jogador entra enquanto outro estiver a receber assistência fora-das-linhas (a assistência médica como já devem ter reparado pode entrar dentro do campo com o jogo a decorrer).

Aos 14 minutos, um dos outros momentos da partida: o ensaio de Tony Woodcock a abrir o marcador para os All-Blacks. Numa falta, Piri Weepu chutou a bola para fora dentro dos 22 metros franceses. Na touche, a bola é jogada para Woodcock, que depois de levantar o saltador correu para um espaço vazio da defensiva gaulesa e entrou triunfante para o primeiro ensaio da partida. 5-o para os All-Blacks na noite de Auckland. Os Franceses estavam literalmente a dormir no lance. Piri Weepu voltaria a falhar a conversão.

A França, no compto geral, estava a defender bem. O domínio da bola assim como o domínio territorial era (e acabou por ser como mostram as estatísticas do site do campeonato do mundo) Neo-Zelandês, mas os franceses podiam gabar-se que nos primeiros 20 minutos estavam a defender muito bem as investidas Neozelandesas. Na Nova Zelândia, o destaque inicial ia para Ma´a Nonu – as investidas do centro estavam a ser certeiras, abrindo muitas brechas no cordão defensivo francês. O centro estava sempre inclinado para explorar os espaços vazios e quase sempre conseguia penetrar muito bem. Trinh-Duc haveria de entrar em definitivo aos 22″ para o lugar de um desolado Parra.

O jogo entrou numa fase em que os avançados tentaram brilhar. De lado a lado, sucediam-se os pick and go e a luta nos breakdowns. Aos 25″, uma falta no ruck dos franceses valeria a Piri Weepu mais um pontapé de penalidade. O formação haveria de falhar novamente para desespero de Graham Henry no seu gabinete no topo do estádio. O formação já custava 8 pontos aos All-Blacks. Alimentava a esperança Francesa. Dado caricato desta altura do jogo era o facto da França só ter ído até então por uma vez ao “ninho defensivo de 22” dos All-Blacks.

Aos 33″, nova substituição na partida: Aaron Cruden, 3ª escolha para o lugar de abertura dos Neozelandeses haveria de se lesionar. Muito azar para uma selecção que já tinha perdido por lesão Dan Carter na parte final da fase de grupos e Colin Slade nos jogos das meias-finais, facto que tinha motivado Graham Henry a convocar durante a semana Stephen Donald, antigo 2 de Dan Carter para a partida da final. Donald iria entrar e como se isso não bastasse, iria ser decisivo como iremos ver mais à frente nesta crónica.

Aos 35″, os Franceses voltaram aos 22 da Nova Zelândia e depois de um pequeno trabalho de incursão dos seus avançados, foram precipitados em colocar a bola em Trinh-Duc para o drop. O jogador do Montpellier haveria de falhar. Passados 2 minutos, o abertura haveria de protagonizar uma excelente incursão pelo meio dos homens do hemisfério-sul, galgando perto de 30 metros com bola no meio-campo francês, valendo Piri Weepu numa rasteira de braço (permitido) a parar o Francês. Se Weepu não para o Francês, este poderia ter causado mossa na defensiva All-Black. A França estava portanto num final de primeira parte em que queria equilibrar o marcador.

Ao intervalo, a Nova Zelândia vencia por 5-0. Se por um lado era uma vantagem escassa (Piri Weepu tinha desperdiçado 8 pontos) por aquilo que os All-Blacks fizeram na primeira parte, por outro, era um resultado merecido pelo que os Franceses tinham feito do ponto de vista defensivo, anulando todas as veias criativas dos Neozelandeses. Aceitava-se portanto a vantagem pelo ponto de equilíbrio dos vectores que enunciei. No entanto, os Neozelandeses marcaram, tiveram mais oportunidades para marcar, foram mais fortes no duelo dos avançados, nos rucks e no jogo no chão, e com mais posse de bola e domínio territorial que os Gauleses. No entanto, a França estava fortíssima a placar, principalmente por intermédio da sua 3ª linha de luxo: Dusatoir, Bonnaire e Harinodoquy. De Dusatoir, falaremos mais à frente.

Na 2ª parte, tudo se transfigurou…

Os Franceses entraram mais poderosos e com vontade de transformar os acontecimentos verificados até então… Aos 41″, uma falta neozelandesa leva Dimitri Yachvilli aos postes para tentar uma penalidade. Á falta de Parra, o grande especialista dos franceses nesse departamento, o formação não era má solução para o 3-5. Porém, à semelhança do seu colega de sector na outra equipa, o médio de formação dos Franceses acabaria por desperdiçar.

Passados 3 minutos, uma falta francesa a 30 metros, virada aos postes em posição frontal daria a Stephen Donald a possibilidade de estabelecer o 8-0 para a Nova Zelândia: bom chutador, o experiente abertura não se fez rogado e aumentou o marcador.

A França teria que arriscar para voltar à partida. Digo voltar, visto que com 8-0 no marcador, um ensaio convertido Francês era escasso para empatar a partida. Um erro neozelandes por volta dos 46″ num ruck daria lugar a um turnover para o lado Francês. Trinh-Duc ficaria senhor do esférico numa disputa com Ma´a Nonu. A bola entrou nos 22 com posse Francesa. Depois de uma série de passes para a direita e para a esquerda, e de tentativas de pick and go por parte dos avançados gauleses, seria o flanqueador e capitão de equipa Thierry Dusatoir a entrar sem oposição para marcar um ensaio junto a um dos postes. Yachvilli punha os Neozelandeses a tremer com a conversão colocando o resultado em 7-8.

Aos 49″ saía Piri Weepu para a entrada de Andrew Ellis. Uma fraca partida do formação que foi um dos patrões desta selecção Neozelandesa neste mundial. Os Franceses estavam em alta e queriam mais. Nos minutos seguintes, os Neozelandeses tentaram avançar no jogo de perímetro curto, preservando assim a posse da bola, e, acalmando os ímpetos franceses numa altura crucial da partida. Os Franceses estavam a defender muito bem desde o minuto inicial e estavam claramente em alta. Apenas lhes traía o nervosismo quando tentavam montar o seu jogo ofensivo.

Seguiu-se um período de muitas faltas de parte a parte. Destaque ia claramente para a exibição dos 3 homens da 3ª linha francesa. A Nova Zelândia à conta de um excelente jogo colectivo ia conseguindo estabilizar o jogo, como lhe competia! Aos 63″ mais um momento do jogo quando o experiente capitão, o idolatrado capitão Neozelandês Richie McCaw é apanhado em offside pelo sul-africano Craig Joubert (mais uma grande arbitragem) e é assinalada uma penalidade a favor dos Franceses: Yachvilli vai aos postes do meio-campo (com os postes em posição frontal) e volta a falhar. Desilusão de Lièvremont no gabinete.

A França faz quatro substituições nos avançados para os minutos finais: Entram o talonador Szarzewski, o pilar Barcella, o 2ª linha Julien Pierre e o médio de formação Marc Doussin. Doussin estreia-se na selecção francesa na final do mundial. Drama até ao final. Os Neozelandeses tentam retardar um ataque final com pontapés para as costas dos avançados franceses. Alguns deles chegam inclusive a dar alinhamentos no interior dos 22 franceses. Nesse departamento, a França esteve muito bem perante a Nova Zelândia. Entra Sonny Bill Williams na Nova Zelândia para refrescar a 3ª linha. Até ao final, a Nova Zelândia controlou a bola e sagrou-se pela 2ª vez na sua história campeã do mundo de rugby.

Man of the Match, Thierry Dusatoir, capitão francês, frustrado pela derrota mas com um jogo de encher o olho a qualquer amante de rugby: 21 placagens e cerca de 60 metros ganhos com bola, algo extraordinário!

Pela negativa: viu-se pouco dos pontas de ambas as equipas (principalmente Alexis Palisson na França e Richard Kahui na Nova Zelândia) e do defesa neozelandês Israel Dagg, uma das vedetas do torneio.

No flash-interview, o seleccionador Neozelandês era um homem contente: “It´s Wonderful. I´m so proud of being a neo zealander tonight. We dreamt with this triumph many many years. Now on, we can rest in peace” – começou por dizer Henry no flash-interview realizado pela organização logo após o jogo acabar. Henry realçou o apoio do público da casa na organização do evento e no apoio incansável aos seus rapazes.

O mesmo sentimento era partilhado pelo homem que iria erguer a taça minutos mais tarde, Richie McCaw. A alegria estampada no rosto dos neozelandeses nesta imagem:

E com esta imagem, me despeço, depois de vividas as emoções do 7º campeonato do mundo da IRB. Daqui a 4 anos, estaremos com os olhos virados no Japão.

Anúncios
Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

RWC (9)

Depois da vitória da Austrália frente à Rússia por 68-22 e da copiosa derrota da França (já apurada) frente a Tonga, nesta madrugadamanhã realizaram-se os últimos jogos da fase de grupos, tendo Gales, Irlanda e Argentina carimbado o acesso aos quartos-de-final da prova.

Num breve sumário:

A Argentina apurou-se no 2º lugar da Pool B como lhe competia. Depois de uma emocionante vitória sobre a Escócia, os Escoceses falharam o assalto do apuramento frente aos Ingleses e os Argentinos bateram a Geórgia com algum grau dificuldade, porém, sem colocar o apuramento em risco.

No jogo contra os Georgianos, e como se previa em qualquer antevisão feita sobre o jogo, prevaleceu a luta dos avançados. Ora no jogo no chão, ora nas melées, ora nos alinhamentos. Os Georgianos efectuaram o típico jogo de pick and go, mas quase sempre esbarraram contra uma aguerrida defesa argentina que teve no 2ª linha Patrício Albacete o seu grande esteio. O 2ª linha do Stade Toulousain ganhou 5 dos 11 alinhamentos ganhos pela sua selecção enquanto o flanqueador Juan Leguizámon executou 11 placagens durante a partida.

Numa primeira parte de muita luta, e onde a Argentina demorou a encarrilar nos trilhos da vitória (os Georgianos estavam a defender bastante bem as investidas dos 34 argentinos) só aos 32″ é que Juan Manuel Imhoff, confirmando o excelente momento de forma que atravessa, conseguiu abrir um furo na defesa dos europeus e voar para o primeiro ensaio da partida. Sol de pouca dura: aos 39″, o médio de abertura Lasha Khmaladze haveria de colocar a Geórgia a vencer ao intervalo por 7-5.

A Argentina teve que assumir outra estratégia na 2ª parte e nas primeiras faltas cometidas pelos Georgianos avançou para os postes, para se distanciar no marcador e sobretudo para não fazer empolgar a turma Georgiana. Em dois pontapés, Filippo Contepomi colocou 2 penalidades e consequentemente o jogo a 11-5. O experiente médio de abertura Argentino haveria aos 68″ de aproveitar um rápido contra-ataque argentino onde um pontapé para a frente de Imhoff haveria de aparecer nas suas mãos para o ensaio tranquilizador da passagem argentina à fase final da prova. Agustin Gosio iria selar a vitória no último minuto.

A Geórgia despede-se deste mundial com objectivo cumprido: venceu a Roménia e discutiu a partida com Argentinos e Escoceses.

Quanto aos Argentinos, Felipe Contempomi foi claro no flash interview ao afirmar que no próximo domingo a sua selecção terá que se esforçar para poder bater a Nova Zelândia.

No dia em que a Nova Zelândia ficou a saber que o seu melhor jogador, o abertura Dan Carter, irá falhar a fase final da prova devido a uma lesão muscular na zona da virilha contraída num treino, o seleccionador Graham Henry, já com o apuramento mais que decidido, não quis arriscar e colocou em campo uma selecção maioritariamente composta por suplentes contra o Canadá.

Jogadores como Owen Franks, Richie McCaw, Richard Kahui, Keven Mealamu, Kieren Read, Ma´a Nonu, Andrew Ellis e Adam Thomson, Isaia Toeava ou Cory Jane não se equiparam.

O Canadá também não ofereceu grandes dificuldades à Nova Zelândia. Foi o habitual jogo de um sentido que haveria de redundar num folgado 79-15. 12 ensaios marcados pelos jogadores Neo Zelandeses. O ponta Zac Gilford (4) o flanqueador Victor Vito (2) Jimmy Cowan, Israel Dagg, Jerome Kaino (2) Sonny Williams e Mils Muliaina marcaram os ensaios dos All-Blacks na partida. Ainda houve lugar para uma grande penalidade de Colin Slade. Do lado Canadiano, até foi Ander Munro que abriu a partida com uma penalidade. Os ensaios Canadianos foram marcados aos 39″ e 42″ pelo ponta Conor Trainor.

No meio deste autêntico massacre, quem esteve muito bem foi o abertura Colin Slade, agradando Graham Henry. Perante a lesão de Dan Carter, o médio de abertura dos Highlanders é claramente a escolha mais provável para o jogo de domingo frente à Argentina.

Mais um jogo de decepção para os Fijianos neste mundo. A selecção Fijiana foi cilindrada por Gales por 66-0 e sai de prova com uma única vitória, alcançada perante a modesta selecção da Namíbia.

Sem grandes poupanças, Warren Gatland não quis colocar o apuramento em causa perante Fiji e os seus jogadores não foram de modas: 9 ensaios – Jamie Roberts (2) Llyod Williams, Scott Williams, Leigh Halfpenny, Sam Warburton, George North, Lloyd Banks, Jonathan Davies e uma penalidade de Rhys Priestland traçaram um jogo muito tranquilo para Gales. A selecção Galesa enfrenta a Irlanda nos quartos-de-final.

No jogo mais esperado do dia, a Irlanda não vacilou perante a Itália e ganhou por 36-6, carimbando o apuramento. Como não consegui ver o jogo nem o resumo do mesmo, fica aqui a transcrição da breve análise que nos é dada pelo site do torneio.

” DUNEDIN, 2 Oct. – Brian O’Driscoll felt right at home during Ireland’s 36-6 victory over Italy on Sunday that clinched their progression into the quarter-finals.

More than 28,000 fans, nearly all of them in green, white and orange, witnessed a first-half performance that held a hungry Italian pack at bay before the Irish kicked away after the break with some expansive rugby.

“That was the best, seeing rows of green everywhere you look,” O’Driscoll said of the support.

“It was like Lansdowne Road – in fact, I have played in Dublin before when it hasn’t been that good.”

Ireland fly half Ronan O’Gara kept the scoreboard busy at a stadium where kickers had previously suffered.
O’Gara, retaining his place ahead of Jonathan Sexton, stroked three penalties in the first 40 minutes as the Irish kept their noses in front despite a tough physical battle against the Italy forwards at Otago Stadium.
An injury to prop Martin Castrogiovanni three minutes before half-time in the final Pool C clash weakened the Azzurri in their key battleground with the score at 9-6.

Tough times

And Ireland won virtually every skirmish after the break, running in three tries against an increasingly ragged defence, while the Italians failed to take the few opportunities they had.
O’Gara finished with 16 points, and the scoreline allowed the luxury of a late appearance by Sexton, who was unerring with one penalty and a conversion.
Those scores were built on the foundation of a prize-fighting display from flanker Sean O’Brien, who took the man-of-the-match award.

“We’ve done our job but tough times are to come,” said O’Brien, looking ahead to the quarter-final against Wales in Wellington on 8 October. “We’re halfway there.

“There’s fire in the belly, and that’s what we had tonight.”

O’Brien drew whistles from the crowd when he needed to change his shirt just before half-time, enjoying a moment similar to Sonny Bill Williams’ ‘wardrobe malfunction’ for New Zealand against Tonga as he struggled to force the jersey over his considerable torso.

Bruising run

“I don’t think I really compare to Sonny Bill Williams, I don’t really have the same body,” he said.

“But I was trying to get the shirt on as soon as possible.”

O’Driscoll sprinted through for his first try of the competition on 47 minutes. Another bruising run from him soon after led to the ball being recycled to Keith Earls, who scored in the corner, and Earls added another in the final minute to cap a great night for the Irish. Italy coach Nick Mallett said the Irish support had been a significant factor in the outcome of the match.

“I think every New Zealander had a green shirt on tonight, because I don’t believe there are that many Irish with enough euros to have been here,” he said.

Italy looked a beaten side by the time O’Gara converted Earls’ first try to make it 26-6 after 53 minutes.

Take responsibility

And with the Azzurri making 97 tackles – 38 more than the Irish – fatigue set in as the Irish backs took control.

Italy’s lack of bite was summed up by an overthrown lineout from hooker Salvatore Perugini as they set up for a drive in Ireland’s 22 late in the match, gifting possession back to the men in green.

“We have to be men about it and take responsibility,” said Italy captain Sergio Parisse after their bid for a first quarter-final appearance fell short.

“No-one took a backward step on the pitch. We have to be realistic and say Ireland are a better team than us, and they played at a higher level than us.”

Assim sendo,

1. O grupo A terminou com a Nova Zelândia com 20 pontos (a totalidade de pontos possíveis) a França com 11, Tonga com 9 (se Tonga não tivesse perdido com o Canadá teria chutado a França fora do mundial na fase de grupos) Canadá com 6 e Japão com 2.

O Grupo B terminou com a Inglaterra em primeiro com 18 pontos, a Argentina em 2º com 14, Escócia com 11, Geórgia com 4 e Roménia com 0.

O grupo C foi ganho pela Irlanda com 17 pontos, contra os 15 da Austrália, os 10 da Itália, os 4 dos Estados Unidos e 1 da Rússia.

Já o grupo D foi ganho pela África do Sul com 18 pontos. Gales acabou com 15, Samoa com 10, Fiji com 5 e a Namíbia com 0.

2. Ao nível colectivo:

2.1 A Nova Zelândia foi a selecção com mais pontos marcados na fase de grupos com 240. A selecção com menos pontos marcados foram a Roménia e a Namíbia com apenas 44.

2.2 A África do Sul foi a selecção com menos pontos sofridos. Apenas 24. A selecção com mais pontos sofridos foi a Namíbia com 266.

2.3 A selecção com mais ensaios na fase de grupos foi a Nova Zelândia com 36. As que obtiveram menos ensaios foram a Roménia e a Geórgia com apenas 3. Com mais ensaios sofridos, a Namíbia, com um total de 36.

3. Ao nível individual:

3.1 O jogador com mais pontos somados na fase de grupos foi o médio de abertura Springbok Morné Steyn com um total de 53 (2 ensaios, 14 conversões e 5 penalidades) tendo ficado na 2ª posição o médio de abertura de Tonga Kurt Morath com 45 (6 conversões e 11 penalidades) e em 3º o médio de abertura Irlandês Ronan O´Gara com 39 (9 conversões e 7 penalidades). O 2º já não poderá lutar por esta distinção dado que a sua selecção já foi afastada do mundial.

3.2 Ao nível de ensaios, o jogador com mais ensaios marcados foi Chris Ashton da Inglaterra com 6, sendo que Israel Dagg (Nova Zelândia) Adam Ashley-Cooper (Austrália) Vincent Clerc (França) tem 5. A competição fica em aberto para a fase final da prova.

3.3 Ao nível de conversões, Morné Steyn e Colin Slade (Nova Zelândia) lideram com 14 contra as 12 de James O´Connor da Austrália e as 10 de Stephen Jones de Gales. Esta competição também fica em aberto para os próximos jogos.

3.4 Ao nível de penalidades, Kurt Morath acabou a fase de grupos com 11. O abertura Merab Kvirikashvili da Geórgia alcançou 8 e Dimitri Yachvilli da França, Ronan O´Gara da Irlanda e Chris Patterson da Escócia alcançaram 7. Apenas o francês e o irlandês continuam em prova.

3.5 Ao nível de drop goals, a liderança pertence a Theuns Kotze da Namíbia e Dan Parks da Escócia com 3 drops certeiros. Ambos saíram fora de prova. Johnny Wilkinson,”o rei dos drops”, tem 1 neste momento mas poderá vir a fazer alguns nos próximos jogos.

4. Para finalizar, aqui ficam as datas e respectivos horários do alinhamento dos jogos dos quartos-de-final:

4.1 Sábado teremos às 6 da manhã (hora portuguesa) o Irlanda vs Gales – o jogo disputa-se em Wellington e às 8 e meia da manhã o tão esperado França vs Inglaterra – jogo que se disputa em Auckland

4.2 Domingo teremos às 6 da manhã o Irlanda vs Gales – o jogo disputa-se em Wellington e às 8 e meia da manhã o Nova Zelândia vs Argentina.

Os jogos tem transmissão em directo na Sporttv.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,