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NBA 2012\2013 #51

1. Obrigado à Bulls TV por um momento muito cómico:

A vida difícil e a estranha anatomia da nova “vedeta” da Team Chicago: Benny the Bull.

2.

bynum 3

Philadelphia. Ainda não é esta época que Andrew Bynum se irá estrear. O poste teve que se submeter a duas artroscopias aos problemáticos joelhos. A direcção dos Sixers tem agora um grande problema em mãos: confiar que o jogador irá recuperar das intervenções a que foi submetido, confiar na sua capacidade de recuperação e oferecer-lhe um contrato de longa duração, continuando assim a estratégia assente no crescimento da equipa em torno de Bynum e Jrue Holliday ou oferecê-lo à troca com outra equipa no fim da temporada. No entanto, já há quem questione no seio da Liga quem é que poderá apostar em Bynum depois de épocas e épocas de desilusão motivadas pelas graves lesões do jogador. Pessoalmente afirmo que se fosse General Manager da Liga não iria apostar num jogador sucessivamente fustigado por lesões. Bynum é um excelente jogador, tem um poder atlético enorme e em forma é indiscutivelmente para mim um dos melhores postes da liga, capaz de melhorar significativamente o jogo interior de qualquer equipa. No entanto, falamos de um jogador que passou épocas em branco e que custa actualmente um salário de 16, 4 milhões de dólares aos Sixers (19º mais bem pago da NBA, muito perto do salário máximo que os Sixers lhe podem oferecer como all-star que foi no passado). Bynum veio parar a Philadelphia no Verão depois da troca entre 4 equipas que colocou Dwight Howard e Chris Duhon em LA, Luke walton em Cleveland (vindo de LA), Jason Richardson em Philadelphia (vindo de Orlando) e André Iguodala em Denver (vindo de Philadelphia) por troca pelos direitos do rookie montengrino Nikola Vucicevic para a equipa da Flórida.

3.

Lance perfeito de Deron williams (Brooklyn Nets) em Detroit frente aos Pistons.

4.

Afundanço espectacular na 23ª vitória consecutiva dos Heat, desta feita no terreno dos Boston Celtics. A equipa de Miami está a 10 vitórias de bater o record de vitórias consecutivas na liga. O record pertence à equipa dos Lakers de 1971\1972 com 32 vitórias seguidas.

5.

Um dos casos da semana. No jogo contra os Atlanta Hawks, Kobe Bryant fez uma ligeira lesão no tornozelo que o irá obrigar a parar durante algumas semanas. Numa altura crítica da época, a equipa de LA fica sem Kobe que estava a ser um dos ice breakers da equipa. Os Lakers procuram manter a 8ª posição da conferência este. No primeiro jogo sem Kobe, a equipa de LA perdeu em Phoenix. Ontem, venceu os Sacramento Kings.

5.

Pura maldade de Kevin Durant no jogo entre Oklahoma City Thunder e Dallas Mavericks contra um dos meus jogadores favoritos de sempre da liga (Vince Carter)!

6.

O jogador fetiche da malta JaVale McGee (Denver Nuggets) foi protagonista esta semana por causa deste voo genial sobre aquele que é o melhor defensor da actualidade da liga (Joakim Noah) na vitória dos Nuggets sobre os Bulls na madrugada de segunda por 119-118 após prolongamento. McGee costuma aparecer nas highlights da liga pelos seus momentos de estupidez. Uma coisa não lhe podemos negar: tanto é capaz de causar sensação por situações embaraçosas como o seu porte atlético também lhe possibilita aparecer por estes monster jam. É por isto que George Karl confia nas suas capacidades e está a tentar promover o seu desenvolvimento enquanto jogador.

7. As melhores jogadas da madrugada de ontem:

Destaco sem dúvida a inteligência de Brandon Jennings (Milwaukee Bucks) no jogo contra Portland.

8. Jogos de ontem:

Os Denver Nuggets seguem e somam. Ontem venceram em casa os Thunder na 13ª vitória consecutiva na Liga. Estas 13 vitórias consecutivas valem a esta equipa de Denver um recorde interno de vitórias consecutivas. Esta equipa de Denver está a tornar-se um caso sério e pessoalmente pondero colocá-los na lista de favoritos à vitória na conferência este nos playoffs. A própria conferência Oeste está confusa visto que quase todas as equipas tem talento para vencer a conferência. Apesar dos Spurs serem primeiros, Thunder, Grizzlies, Golden State, Clippers, Rockets e Nuggets tem muita qualidade, estão a jogar um basquetebol fantástico e podem vencer nos playoffs. Os 8ºs da conferência são os Lakers. Caso não aconteça nada de extraordinário a Kobe Bryant, também não podemos descartar os Lakers desta luta.

Por parte dos Nuggets, grandes exibições por parte dos Bases Ty Lawson (25 pontos) e André Miller (20 pontos, 7 ressaltos e 9 assistências) e do poste Kenneth Faried (13 pontos, 15 ressaltos e 3 abafos). O base veterano (Miller) constitui-se como uma peça chave nesta equipa de Denver e continua com a classe que há muitos anos lhe reconhecemos. Farried abafou por 3 vezes Kevin Durant e dominou por completo a luta das tabelas. Não me canso de elogiar esta equipa de Denver. Pela sua velocidade estonteante, pelo seu jogo colectivo e pelas soluções que apresenta em todas as posições. Parece-me um dos mais espectaculares plantéis da actualidade para além de ser um plantel muito equilibrado e com uma filosofia de ataque muito atraente.

Do lado dos Thunder de Scott Brooks, duas grandes exibições parte das suas vedetas: Rusell westbrook com 25 pontos e Kevin Durant com 34 pontos. Podiam ter sido mais no caso do extremo não fosse a oposição brilhante de Farried. Os dois lançaram 44 dos 85 lançamentos dos Thunder na partida, o que explica em certa maneira o rumo desta equipa dos Thunder: estão cada vez mais dependentes do que as duas estrelas da equipa podem fazer. Dos 44 lançamentos, lograram marcar 20 sendo que 10 foram de triplo e não conseguiram acertar no cesto qualquer tentativa.

Continua o declínio na liga dos Clippers. Perante uma equipa de Sacramento que mesmo apesar da incerteza que está a rodear o futuro da equipa está a conseguir acabar a época em grande estilo, os Clippers somaram a sua 22ª derrota no campeonato. Blake Griffin com 26 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências, Chris Paul com 11 pontos, 7 ressaltos e 15 assistências e Jamal Crawford (vindo do banco) com 25 pontos (5 triplos em 8 lançamentos) não conseguiram parar a equipa de Marcus Thornton (25 pontos; também ele vindo do banco) e DeMarcus Cousins (17 pontos e 11 ressaltos).

10. Algumas notícias\artigos de opinião que marcam a actualidade da liga:

10.1 –  Morning Shootaround de Sekou Smith no Hangtime Blog. Aborda a boa forma dos Nuggets nesta fase da temporada com especial incidência sobre a boa temporada que André Miller está a realizar, os Pacers e George Hill, Dwight Howard e os Lakers e a fase menos boa dos Clippers.

10.2 – Steve Aschburner escreve sobre a polémica que envolveu o fim da partida entre Bulls e Nuggets na segunda-feira: a inexistente interferência no aro de Noah que valeu a vitória “injusta” aos Nuggets.

Interessantes declarações de George Karl acerca de outro lance duvidoso que envolveu o seu jogador Kostas Koufos ao admitir que o jogador fez Goaltending minutos antes da decisão da arbitragem ao lance do Noah. Assim como Tom Thibodeau (Thibodeau explodiu de tal maneira que esteve a um passo de partir para a agressão ao árbitro principal) considero que houve dualidade de critérios na análise de lances por parte da arbitragem. Kostas Koufos foi buscar a bola quando esta ainda estava a rodar dentro do cilindro enquanto Noah não tocou no aro para empurrar o lançamento de Belinelli e muito menos apanhou a bola em curva descendente. Logo, o lance parece-me totalmente válido.

10.3 – Carmelo Anthony volta hoje frente aos Orlando Magic após 3 semanas intermitentes de utilização.

10.4 – O proprietário dos Dallas Mavericks acredita que o internacional Alemão Dirk Nowitzky poderá ser um jogador de topo durante mais 3 anos. 

Este será o primeiro ano que os Mavs não irão ao playoffs, fruto do rendimento incaracterístico do alemão nesta temporada. Depois de ter passado quase metade da época a recuperar de uma grave lesão, o alemão baixou 5 pontos em relação à temporada passada nos 36 jogos que já efectuou esta temporada (passou de 21.6 na época 2011\2011 para 16.4) e pode-se dizer que a equipa detida por Mark Cuban não só ressentiu-se da ausência da sua peça-chave nos primeiros 30 jogos da época como, após o seu regresso, não está a conseguir dar a volta ao esquema para lutar pelos playoffs. Pessoalmente, conhecendo tão bem Nowitzky como conheço, acredito que na próxima temporada voltará a jogar ao seu nível e a sua média pontual voltará a subir. No entanto, os problemas de Dallas não se resumem a meu ver à ausência do alemão. Resumem-se a um plantel que necessita de renovação e necessita sobretudo de colmatar uma lacuna importantíssima no seu jogo interior que ficou por resolver com a saída de Tyson Chandler para os Knicks em 2010.

10.5 – Poderá terminar a época para um dos rookies revelação. Dion Waiters (Cleveland Cavaliers) irá parar uma semana pelo menos e arrisca uma operação ao joelho que o poderá deixar de fora até ao final da temporada.

 

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NBA 2012\2013 #46

1. Dos jogos que tenho visto ou posto os olhos nas últimas madrugadas:

Na madrugada de segunda para terça, primeiro e segundo da Conferência Oeste alinharam em San Antonio, Texas, para um jogo que se previa excitante. As duas equipas chegaram a esta partida empatadas na classificação, cabendo a quem ganhasse o jogo a liderança. Apesar de ainda faltarem 17 partidas para ambas as equipas até ao fim da temporada regular, o primeiro lugar do Oeste na fase regular não só dá direito a jogo 7 em casa em todas as rondas do playoff para o vencedor da conferência como ainda garante (em caso de melhor score dentro das 16 apuradas para o playoff o jogo 7 em casa nas finais; neste momento o melhor score da Liga é de Miami com 49 vitórias e 14 derrotas).

San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder alinharam AT&T Center quase na máxima força. Destaque do lado da equipa comandada por Greg Popovich para a ausência de vulto de Tony Parker e na equipa do estado do Oklahoma para as ausência de Perry Jones III, o rookie da equipa. Para remediar a ausência de Parker, Popovich chamou à titularidade Corey Joseph, base canadiano de 2º ano na liga apenas utilizado por 16 vezes esta temporada na equipa Texana. Popovich já promoveu à titularidade nesta época quase todos os jogadores que possui.

O jogo começou com um primeiro período exímio por parte dos Thunder. A equipa de Oklahoma chegou, viu e parecia vencer. Tudo muito fácil para a rotação de bola da equipa comandada por Scott Brooks. A 2 minutos do fim do 1º período os Thunder venciam por 27-18 com Russell westbrook a querer dar um ar da sua graça. No entanto, o base dos Thunder acabaria por fazer um jogo bastante inconstante, aparecendo e desaparecendo por completo em vários momentos da partida. Com muita apatia defensiva por parte dos spurs, Kevin Martin ia fazendo as delícias dos adeptos visitantes com triplos na lateral. Contudo, o base que veio para Oklahoma na troca feita com Houston (James Harden) acabaria por limitar o seu acto de lançamento ao primeiro período, onde somou 3 triplos (9 pontos).

No 2º período continua o desacerto defensivo dos spurs. A 8:46 do intervalo, Oklahoma chega aquela que é a sua vantagem máxima na partida: 41-29. Kevin Durant começa a dar um ar da sua graça com uns lançamentos a 14 pés do cesto. Durant irá acabar a partida com 26 pontos (7-13; apenas 1 triplo em 1 lançamento efectuado). Se pudesse atribuir o prémio de MVP da fase regular não hesitaria em atribui-lo ao extremo dos Thunder. Paragem no encontro promovida por Popovich e tudo muda de cenário. Danny Green entra na partida com 2 triplos seguidos para os Spurs. Green é o maior cliente desta equipa neste fundamental de jogo. Apesar de ter uma média pontual de apenas 10.6 pontos por jogo (não esquecer que a utilização média de Green é de 27.3 minutos por jogo e que o shooting guard é suplente de Ginobili) Green é um dos jogadores da liga com maior eficácia ao nível de 3 pontos: 44% (146-332 nos 64 jogos efectuados durante esta temporada). Se Green abriu o livro com os 2 triplos, os Spurs reaproximaram-se no marcador rapidamente com mais um triplo de Leonard. Em 1 minuto de jogo, os Thunder falharam 3 ataques e nesses 3 ataques, os Spurs marcaram 3 triplos, colocando o marcador em 41-38. Esta fase acabou por ser a fase de jogo em que westbrook se eclipsou da partida.

Depois da euforia provocada por Green e Leonard, veio a euforia de colectivo de Greg Popovich. E que colectivo. Não há um jogador deste rooster da equipa Texana que eu não diga que não queria numa equipa minha. Apareceu logo Splitter com duas incursões ao cesto onde mostrou o jogo de pés que tanto talento lhe granjeavam na europa. Splitter está finalmente no bom caminho para se tornar uma alternativa muito viável a Tim Duncan no jogo interior da equipa quando o veterano se retirar. O brasileiro melhorou os seus números e está a tornar-se um caso sério dentro da liga, visto que consegue 10 pontos\6 ressaltos em apenas 24 minutos de utilização em média.
Depois do show Splitter entras Gary Neal em cena. Com dois cestos seguidos, põe os Spurs em vantagem por 5 (49-44). Em coisa de 3\4 minutos, os Spurs viram por completo o rumo dos acontecimentos perante a apatia dos homens de Scott Brooks. Oklahoma reequilibra as coisas com 2 lances de Kendrick Perkins. O jogo está animado na fase final do 2º período, tendo os Spurs entre o minuto 9 e o minuto 1 (em contagem decrescente para o fim do período) obtido um parcial absolutamente ridículo de 25-6. Os Spurs chegam ao intervalo com 57-50. Do lado de Oklahoma pedia-se mais Ibaka, mais Durant e mais westbrook. Ambos viriam a dar uma boa resposta na 2ª parte. O Congolês esteve muito expressivo na luta dos ressaltos com 16 ressaltos e 13 pontos e ganhou claramente o duelo individual a Tim Duncan que no final contou com 13 pontos e 8 ressaltos. Com Splitter, 18 ressaltos. Porém, não há que tirar o mérito à grande época que o veterano campeão pelos Spurs está a fazer. Apesar de estar a ser poupado em várias partidas, este veterano que fará 37 anos no próximo 25 de Abril e que cumpre a sua 16ª temporada na liga continua a alto nível com médias de fazer inveja a muitos rookies e sophomores.

Os Thunder conseguiram algum acerto ofensivo no 3º período. No entanto, os Spurs foram controlando a vantagem que tinham ao intervalo. westbrook conseguiu recuperar o nível que tinha exibido no 1º período e nos 7 primeiros minutos do 3º tempo marcou tudo o que lançou, fazendo 13 pontos seguidos. Do lado dos Spurs, era Splitter quem brilhava. Foi à custa do grande jogo ofensivo do internacional brasileiro que os Spurs voltaram a ampliar a vantagem para a casa das dezenas. O antigo jogador do Saski Baskonia acabou a partida com 21 pontos e 10 ressaltos. No 4º e último período ainda se esperava uma resposta dos Thunder. Mesmo com a arbitragem a empurrar o jogo para baixo da casa da dezena com alguns erros que beneficiaram Oklahoma, a noite estava destinada ao grande jogo colectivo de San Antonio, ou melhor, ao expoente máximo daquilo que em basquetebol se chama jogo colectivo. E mais uma vez, o consagrado Popovich está de parabéns e tem a sua equipa bem encaminhada para a possibilidade de mais uma final da competição.

Nota final no 4º período para as duas tentativas de triplo protagonizadas por Serge Ibaka. Dei-me ao trabalho de procurar os números de Ibaka neste departamento. O meu espanto é que o Congolês naturalizado e internacional pela Espanha tem melhorado e muito neste departamento e pode tornar-se um triplista interessante. Na 1ªepoca na liga (09-10) em 73 jogos, o Congolês marcou apenas 1 triplo em 2 tentativas. Na época seguinte, apenas tentou a linha de 3 pontos por uma vez sem conseguir marcar esse triplo. Na época passada, tentou 3 triplos e conseguiu marcar um. Nesta época, imagine-se, já foi lá atrás tentar 45 triplos, tendo eficácia em 16. O pulo não é explicável pelo facto da equipa não ter lançadores e ter de automatizar Ibaka para um novo departamento de jogo até porque os Thunder tem o melhor lançador da actualidade (Kevin Durant) mas pode ser explicável pelo facto de alguém ligado ao departamento técnico ter visto que o jogador pode efectivamente melhorar o seu tiro de meia e longa distância. E de facto, nota-se a olhos vistos que o internacional espanhol deixou de ser um jogador que usava e abusava do físico no plano ofensivo para ser um jogador que atira mais e com mais eficácia. Em 62 jogos esta época, já marcou 350 dos 617 (56%) lançamentos efectuados quando em 66 da época passada apenas tentou 490 e concretizou 262 (53.5%).

Para finalizar esta partida, encontrei pelo youtube uns vídeos interessantes de Ibaka quando este em 2006\2007 ainda jogava pela equipa sub-20 do L´Hospitalet, da modesta cidade de Lobregat (Catalunha) que compete actualmente na LEB\Ouro (2ª liga espanhola):

Logo a seguir ao jogo entre Thunder e Spurs, resolvi ver um jogo que estava bastante curioso para ver. Os Knicks visitavam Oakland (Golden State warriors) poucos dias depois daquele magnífico jogo disputado no Madison Square Garden em que Stephen Curry marcou 54 pontos na vitória da equipa Californiana por 109-105:

No regresso de Carmelo Anthony após uma pequena paragem por problemas físicos, Curry não fez um jogo tão vistoso como o que tinha feito a 27 de Fevereiro em Nova Iorque mas, pode-se dizer que em conjunto com David Lee e com os seus colegas de equipa não foi nada meigo para os Knicks que saíram vergados do Oracle Arena com uma pesada derrota por 93-62.

Curry abre o jogo com 5 triplos. Parece que agora está na moda marcar triplos às pazadas e Deron williams que o diga depois daquela monumental sova de triplos que aplicou num destes dias. Quanto a D-will já lá vamos. Curry abriu com o fogo todo e voltou a coroar-se como o melhor triplista desta season. O base dos warriors marcou 6 em 10 tentativas e só nesta temporada já leva 198 em 439 tentativas. Bem me dizia o Eduardo Barroco de Melo que Curry é efectivamente o candidato em melhores condições para um dia bater o record de triplos marcados de Ray Allen. No entanto, ainda lhe faltam muitos (tem neste momento 570 na 4ª temporada na liga) para obter os 3135 triplos obtidos pelo veterano jogador dos Miami Heat. O que Curry começou (26 pontos) terminou David Lee. Uma carraça para os homens de interior da sua antiga equipa. Lee acabou o jogo com 21 pontos e 10 ressaltos. E logo desde aí, os dois disseram bem alto aos Knicks que não tencionavam discutir o jogo até ao fim. E assim, foi. Rapidamente os warriors aumentaram a sua vantagem para a casa dos 20 pontos e os Knicks não conseguiram entrar na partida. Melo acabou com 14 pontos e melhor que ele na equipa de Mike woodson só o pouco utilizado Chris Copeland com 15 pontos já nos minutos finais da partida. Os Knicks estão a passar por uma fase complicada da época. Apesar de estarem a vencer uns jogos, não estão a jogar grande coisa e já estão a fazer as contas para os playoffs. É que o rol de lesionados no seu seio já é grande: Stoudamire irá parar cerca de 6 semanas e não estará disponível para os jogos que falta jogar na fase regular e provavelmente para a primeira ronda dos playoffs. Rasheed wallace ainda não tem data prevista para regressar. Como se isso não bastasse, Carmelo anda a contas com uma lesão num joelho e segundo a imprensa norte-americana tem jogado com muitas dores e Jason Kidd rebentou de vez e é pouco utilizado na equipa. Para fazer face a estes contratempos, a direcção da equipa foi buscar um jogador que estava livre (Kenyon Martin, ex-clippers) mas o antigo poste que se destacou ao serviço de Nets e Nuggets entre 2000 e 2009 ainda não conseguiu sincronizar-se com o resto da equipa. Mais uma vez realço aquilo que escrevi sobre esta equipa dos Knicks na antevisão para esta temporada (arquivos no mês de Novembro de 2012) ao afirmar que a excessiva veterania dos Knicks poderia efectivamente ter um custo com o desenrolar da temporada.

Quem continua onfire são os Denver Nuggets. A equipa de George Karl está onfire e o veteraníssimo treinador que está à frente da equipa do Colorado desde 2005 começa a ter um equipão de futuro nas mãos, capaz até de vencer o título da NBA.

Contra os Suns, os Nuggets apresentaram o seu jogo habitual: a mil à hora com ataque total. E para isso nem necessitaram que Galinari puxasse dos galões pois contra os Suns (agora reforçados com Marcus Morris e o iraniano Hamed Hadadi; Marcus junta-se ao irmão gémeo Markieff Morris na equipa e tornam-se os primeiros gémeos a jogar juntos na mesma equipa da história da competição) pois nesta partida o italiano esteve bem discreto (apenas 5 pontos). Quem acabou por brilhar na partida foi o poste Kosta Koufos com 22 pontos e 10 ressaltos, o que acaba por realçar a qualidade deste plantel que muitas e boas soluções como Galinari, Kenneth Faried, Koufos, Ty Lawson (é para mim actualmente um dos bases que mais gosto ver jogar na NBA em conjunto com Mike Conley e Dwayne wade), André Iguodala, Corey Brewer, wilson chandler, André Miller, Evan Fournier (tem boas hipóteses singrar no futuro este rookie francês) e o internacional russo Timofey Mozgov.

Portland e Memphis também realizaram um dos melhores jogos desta semana. Os Blazers estão a tentar alcançar um lugar que lhes permita jogar os playoffs. Contra os Grizzlies (praticamente apurados para os playoffs e a atravessar a melhor fase da época com 12 vitórias em 13 partidas) a equipa do Oregon esteve perto da vitória. As duas principais vedetas desta temporada da equipa treinada por Terry Stots (LaMarcus Aldridge e Damien Lillard) fizeram dois senhores jogos: Aldridge fez 28 pontos e 10 ressaltos e Lillard fez 27 pontos. Contudo, o esforço dos dois de Portland foi insuficiente para travar a grande exibição colectiva dos Grizzlies. Marc Gasol com 20 pontos e Zach Randolph com 19 lideraram a equipa do Tennessee que conseguiu ter 5 jogadores acima dos dois digitos ao nível de pontos. O base ex-Toronto Raptors Jerryd Bayless fechou no último segundo a 5ª vitória consecutiva dos Grizzlies frente aos Blazers com dois lances livres.

Festa no reino do rei Jordan. Frente aos Celtics sem Rondo e Paul Pierce, os Bobcats deram um show que há muito não se via por aquelas bandas. Liderados por Gerald Henderson (35 pontos; 11 em 19 em lançamentos de campo) a equipa do estado da Carolina do Norte alcançou a 14ª vitória desta época. Apesar do último lugar da conferência este, a equipa que é detida pela antiga vedeta dos Bulls conseguiu por agora dobrar o número de vitórias que obteve na época passada. Para além do mais quebrou com estilo uma senda vitória da equipa de Doc Rivers. Desde que Rajon Rondo se lesionou no passado mês de Janeiro (entretanto a equipa adquiriu o base Jordan Crawford aos washington wizards) Doc Rivers conseguiu trabalhar muito bem a sua equipa para superar a ausência do seu líder e ao contrário do que todos os analistas previam até conseguiu tirar proveito da situação com uma série de 14 vitórias e 5 derrotas. Paul Pierce está temporariamente lesionado, sendo que irá voltar à competição em breve.

Quando toda a gente que segue a liga (eu inclusive) afirmava que os Celtics, então na 8ª e última posição de acesso aos playoffs do Este, poderiam começar a descambar graças à lesão de Rondo (aliado aos problemas de jogo interior da equipa e da falta de soluções para além de Kevin Garnett para o mesmo) e poderiam ceder essa posição para uns “crescentes” 76ers com a chegada de Andrew Bynum (a juntar à excelente temporada que malta como Jrue Holliday está a fazer) tudo saiu ao contrário: os Celtics começaram a ganhar mais partidas e os 76ers afastaram-se da luta dos playoffs de forma irremediável. O próprio Bynum, ainda a contas com a crónica lesão no joelho que o acompanha desde a sua passagem pelos LA Lakers “ameaçou voltar à liga com um novo penteado” mas dificilmente voltará aos grandes palcos da liga esta temporada segundo as notícias que correm.

Confiança em alta nas hostes de LA no regresso de Dwight Howard à casa que o viu nascer para a NBA. Em Orlando, Howard provou mais uma vez a crescente forma da equipa orientada por Mike D´Antoni e calou mais uma vez todos aqueles que especulavam sobre a sua condição física e sobre o seu rendimento durante a temporada nos Lakers. O poste marcou 39 pontos na vitória dos Lakers e conseguiu 16 ressaltos, secando por completo o seu opositor directo, o Montenegrino Nikola Vucicevic (apenas 6 pontos e 11 ressaltos). A lamentar o facto do poste dos Lakers ter sido um autêntico cristo carregado de faltas da equipa adversária. Lembro que Vucicevic está a ser uma das agradáveis revelações na liga. O poste rookie agarrou em definitivo a titular nos Magic numa época em Glen Davis finalmente prometia fazer algo de interessante na liga. Vou seguir com atenção o percurso deste jogador nos próximos meses. Quem esteve out foi Kobe Bryant. Depois de 4 jogos acima dos 30 pontos, com especial incidência para a reviravolta orquestrada pelo craque em Toronto, Bryant apenas somou 11 pontos fruto de um jogo muito desinpirado ao nível do lançamento (apenas 4 em 14). Quem também está em altas na equipa de LA é a dupla Antawn Jamison e Jodie Meeks. Perante a ausência de Pau Gasol (ainda não sabe se voltará a jogar esta época devido a um problema no pé direito) a dupla que costuma sair do banco de LA tem apontado mais de 10 pontos em quase todas as partidas.

Mike D´Antoni continua a ter o plantel incompleto. A juntar à lesão de Gasol existem ainda as lesões de Chris Duhon, Devin Ebanks e Jordan Hill, todos eles jogadores que dão algum jeito à equipa neste assalto final aos playoffs. Os Lakers conseguiram o mínimo que se lhes exigia que era um lugar nos playoffs. Não se pense que a missão deve terminar por aqui. Com um score de 34-32, os Lakers tanto podem subir como descer na classificação. Cabe à equipa vencer jogos para evitar surpresas que podem vir de baixo (Utah está com 33-32 e Dallas ainda tem uma réstia de esperança com 30-33) ou para conseguir subir mais um pouco na classificação e assim evitar na 1ª ronda dos playoffs equipas como Spurs, Clippers, Grizzlies e Thunder. Vai ser difícil suplantar scores como aquele que tem os Golden State warriors por exemplo (6ºs na conferência com 37-29) mas o 7º lugar de Houston (35-30) ainda está acessível aos Lakers.

Para finalizar, as palavras de Howard no final da partida que motivou o seu regresso à sua antiga casa de Orlando: “I think it was something I needed, to come back, and I think it was something that the city needed, too. It’s closure. We can all move on. We had eight great years. People are going to feel the way they feel. I totally understand that.”

Apesar da melhoria dos números e das exibições do poste no último mês da competição, ainda existem questões que estão a ser levantadas pela comunicação social Norte-Americana: a questão do lançamento de Howard. Howard é um jogador que usa e abusa da sua capacidade física para valer o seu jogo junto do cesto como qualquer poste. No entanto, tem uma das piores percentagens da liga ao nível do lançamento livre: 48,7% esta época sendo que a época onde realizou a melhor percentagem foi no ano de estreia em 2003\2004 com 67% o que já de si não é nada de extraordinário na liga. Pode-se dizer que é uma das piores 10 percentagens da história da modalidade. Para um jogador muito físico e achatado a ser constantemente travado em falta, este déficit é explorado pelas outras equipas. Howard está constantemente na linha de lance livre a falhar lançamentos e a entregar vantagens às equipas adversárias. Aos 27 anos isto representa um grande lapso por parte de todos os treinadores que passaram pela sua carreira e para mim é algo que muito dificilmente será corrigido no jogador nesta idade.

No jogo contra Orlando, o treinador dos Lakers Mike D´Antoni, quando contrastado com estes dados e com o facto do seu jogador na partida em questão ter lançado por 39 vezes da linha de lance livre com aproveitamento de 25 lances respondeu da seguinte maneira: “I hate it for the fans. They can come to practice for free and watch him shoot 40, 50 foul shots. They don’t even have to pay for the tickets. I’ll invite them all…”

A afirmação completa de Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves) na Liga. Um mês depois destas duas equipas se terem defrontado em San António, com a 11ª vitória consecutiva para os Spurs na altura, os wolves exploraram bem o cansaço que a equipa texana trazia da noite anterior frente aos Thunder para carregar e bem no acelerador. Ainda sem a sua principal estrela (Kevin Love), a equipa orientada por Rick Adelman deu uma autêntica lição de basquetebol aos líderes da sua conferência. A jogar sem pressão, Ricky Rubio (2ª temporada) atingiu o seu primeiro triplo-duplo na NBA com 21 pontos, 13 ressaltos e 12 assistências. Rubio começa a ser um alvo apetecível para várias equipas grandes da liga, com destaque evidente para os Dallas Mavericks e para os New York Knicks.

Com Tim Duncan a descansar da noite anterior e Tony Parker lesionado, Gregg Popovich alterou novamente o seu 5 titular, promovendo à titularidade Stephen Jackson. Para além de Rubio, do banco da equipa de Minnesota saltaram inspiradíssimos Juan José Barea (17 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências) e o russo Alexey Shved com 16 pontos e 7 assistências. O treinador Rick Adelman não podia estar mais contente no final da partida com o desempenho do seu pupilo espanhol: ” “Obviously RIcky was terrific. He just set the tone…..just the way he plays the game. Not many point guards get 12 defensive rebounds. He is playing with such resolve trying to get us over the hump.”

Ainda acerca deste jogo: apesar de serem a 3ª equipa com pior eficácia de lançamento (até porque estão a jogar sem o seu melhor lançador que é Kevin Love desde Janeiro) com 43.1% de época, os wolves terminaram a partida com 53.7% contra os míseros 35% dos spurs.

Dia de alegria para Chris Paul no plano individual, dia de tristeza para os Clippers no plano colectivo. O base all-star ultrapassou os 10000 pontos na liga mas a vitória dos Memphis fez a troca de lugares na classificação: os Grizzlies passam para 3ºs da conferência e os Clippers descem ao 4º lugar. Os Clippers vão perdendo algum gás nesta recta final de fase regular, numa época onde os objectivos estavam expressamente apontados à vitória na temporada regular da conferência oeste. Os Clippers ainda a lideraram no primeiro terço da fase regular mas tem vindo a cair lugares nesta recta final.

Mesmo apesar da saída de Rudy Gay para Toronto numa mega troca feita entre Grizzlies, Raptors e Detroit Pistons (José Gay foi para Toronto, Calderón saltou dos canadianos para Detroit e da equipa do estado do Michigan chegou a Memphis o campeão em 2004 pelos Pistons Tayshaun Prince) os Grizzlies não desarmam e assumem uma candidatura séria aos playoffs desta temporada. No passado mês de Fevereiro, a saída do all-star de Memphis para o Canadá deu-se devido a uma nova reestruturação financeira da equipa do estado do Tennessee. Com a eventualidade de extensão de contrato marcada para o início da próxima época, Gay poderia renovar a troco de um pacote de 100 milhões de dólares por 5 temporadas, ficando perto do max-salary que a liga permite. Com Zach Randolph com um salário de 16,5 milhões (o mesmo que Gay está a receber em Toronto) e com Marc Gasol e Mike Conley a receberem 20,9 milhões (ambos estão perto do prazo de extensão contratual) os Grizzlies teriam que gastar pelo menos 54,2 milhões (metade do tecto salarial da equipa sem pagamento de taxas suplementares à liga) em 4 jogadores, o que iria obstruir a construção de um plantel equilibrado para as próximas temporadas e acessível aos cofres da equipa de Memphis que como se sabe é das equipas que menos receitas próprias gera na liga. A contratação de Tayshaun Prince amenizou a saída de Gay. Os Grizzlies perderam aquele que era em todo o caso o seu jogador para os momentos de decisão, manteve o seu jogo interior intacto a partir da dupla Gasol-Randolph e acrescentou Prince, o último da geração campeã de Detroit a sair da equipa do estado Michigan, jogador cheio de experiência na competição e bom lançador.

Quanto a este jogo: a dupla Paul-Griffin fez um excelente jogo para o lado de Los Angeles. O poste somou 22 pontos enquanto o base somou 24 e 9 assistências. A má fase dos Clippers nesta altura da temporada também se poderá explicar pelas lesões. Vinny Del Negro não tem contado com jogadores com contributos muito interessantes na equipa como Caron Butler e Eric Bledsoe. No entanto, como o basket é um jogo colectivo, isso não chegou para parar o 5 inicial de Memphis, onde Conley esteve exímio com 17 pontos e 11 assistências, Gasol marcou 21 pontos (10 em 14 ao nível de lançamentos de campo) e Prince 18.

Mais um jogaço de Stephen Curry. 31 pontos obtidos, 15 deles através de 5 lançamentos de 3 pontos. David Lee continuou a demonstrar o belo momento de forma que atravessa com 20 pontos e 15 ressaltos. De realçar que Andrew Bogut tem sido titular na equipa de Oakland. O australiano voltou a jogar com regularidade depois de na época passada ter sido dado como inapto para a modalidade. De realçar que o internacional pelos aussies chegou à Califórnia no pacote da transferência de Monta Ellis para os Bucks. Bogut está a ser titular às custas da lesão do poste titular da equipa Andris Biedrins. Do lado de Detroit, José Calderón foi o melhor pontuador com 22 pontos.

Mais um regresso. Carmelo Anthony regressou a Denver e os Nuggets voltaram a cilindrar em casa.

Carmelo Anthony: “I think it was just time for me to give it time to get to the bottom of it. I’m going to get it drained. At this point that’s all it is, getting it drained. I was being naïve to myself and trying to psyche myself out saying, ‘I can do it, I can do it.’ It just comes to a point you have to figure it out.”

George Karl sobre Anthony e sobre a equipa construída após a saída da estrela para Nova Iorque: ” “I think it’s time to let everything go. It was probably too long in getting it [the game] here. There’s a portion that’s going to dislike Melo and there’s a portion that’s going to love Melo, but the majority people hopefully are excited about the team we have at hand.”

A surpresa da madrugada de ontem. Para muitos analistas da NBA, o dia foi passado a escrever sobre o péssimo momento da equipa de Chicago. Eu confesso que desisti de ver o jogo ao intervalo. É inadmissível para a qualidade dos Bulls chegar a meio do 2º período a perder por 30 com apenas 24 pontos marcados. É ainda mais inadmissível sofrer 121 pontos de uma equipa que está nos últimos lugares do Oeste e que como se sabe tem futuro incerto depois de ter sido vendida a dois investidores que a querem colocar em Seattle. Os playoffs estão à porta e como tal, urge uma mudança de atitude na equipa e essa mudança de atitude não passa pelo regresso de Derrick Rose. A equipa desde há 2 meses para cá está a jogar com um nível de intensidade muito baixo e muito atípico tendo em conta aquilo que foi feito na era Thibodeau. O próprio treinador de Chicago assim o afirmou no final da partida: “Our level of intensity was very poor.. Our readiness to play: very poor. I’m probably most disappointed in myself. My job is to have them ready. We can’t come out like that. That’s on me. That’s on me.” O discurso também foi identico por parte do poste Joakim Noah: “”I think we all got to look at each other in the mirror and just understand that we’re not competing the way we’re supposed to be competing.. We got a lot of guys out, and our margin for error is very small. And if we’re not going into games with the right mindset, then we have no chance.”

É certo que nos dias que correm está a ser muito espinhosa a missão de Tom Thibodeau. Desde há um mês para cá que não tem ao seu dispor todos os elementos do plantel. As lesões de Kirk Hinrich, Taj Gibson e Richard Hamilton tem complicado a vida ao treinador de Chicago. Por motivos financeiros (a equipa está a tentar preservar o seu cap salarial para 2014 e a direcção tem nas mãos alguns problemas como a extensão de contrato de Boozer o que pode motivar a troca do poste visto que irá auferir o salário máximo permitido pela liga caso renove) a equipa de Chicago optou por não contratar ninguém nos últimos dias de mercado. Limitou-se a acrescentar Daecquan Cook ao plantel mas o antigo shooting guard de Oklahoma City Thunder não tem jogado com regularidade e quando o faz não acrescenta muito à equipa. Lou Amundson esteve durante 10 dias à experiência em Chicago mas apenas alinhou numa partida durante esse período. Assinou recentemente até ao final da época pelos Hornets. Rose tarda em voltar à competição e muito se tem falado e escrito na imprensa sobre a eventualidade do jogador não voltar durante esta temporada, declarações que já foram desmentidas pelo jogador na sua página de facebook. Rose diz-se “em forma” e diz que todas as especulações que tem sido feitas em torno da sua ausência são falsas e provém de gente que não está a acompanhar o seu plano de recuperação. O que é certo é que com Rose ou sem Rose, os Bulls estão em vias de perder o seu objectivo mínimo que passava apenas por vencer a divisão central da conferência este (para os Pacers) e assim conquistar um dos 3 primeiros lugares da conferência. A ver vamos se os Bulls ainda se conseguem manter em 2º dada a pressão que neste momento está a ser feita pelos Bucks de Scott Skiles.

Sem DeMarcus Cousins (lesionado) os Spurs fizeram algo que há muito não se via contra os Bulls: marcar mais de 100 pontos. Marcaram 121 e deram a maior clivagem pontual da liga nesta temporada. Não deixa de ser um facto estranho para os Bulls. Se é certo que os Bulls sem Rose são uma equipa que tem dificuldades em atacar, é certo que a postura defensiva intensa inserida por Thibodeau como filosofia da equipa não está a resultar nesta temporada.

Os melhores marcadores da partida foram os bases de Sacramento Isaiah Thomas e Tyreke Evans com 22 e 26 pontos respectivamente. Carlos Boozer foi o melhor marcador dos Bulls com 19 pontos num jogo em que Noah pura e simplesmente não existiu.

Kobe ultrapassou novamente a barreira dos 30 mas o esforço do black mamba não chegou para o excelente jogo colectivo da equipa de Atlanta.

Com toda a pompa e circunstância, LeBron conduziu os campeões para a 20ª vitória seguida na liga. Imparáveis!

2. A celebrar o triunfo sobre os Knicks…

Nuggets

Boa disposição no banco de Denver!

Farried

Ainda em Denver: Kenneth Farried continua em altas! Depois ter recebido o prémio de MVP no jogo entre rookies e sophomores no último all-star game e de se ter tornado nos últimos dois anos peça chave no puzzle de Denver, recebeu ontem das mãos de dois administradores da Kia para o território Norte-Americano o “”Kia Community Assist Award” prémio que visa valorizar o jogador com as melhores práticas ao nível de acções comunitárias (NBA Cares) e filantrópicas. Eis o motivo do prémio: “Kia and the NBA are honoring Faried in part for his efforts to champion equality and bring awareness to the importance of respect and inclusion. Faried recently became a member of Athlete Ally, an organization that works to encourage acceptance of others and end homophobia in sports. In a show of support for equal rights, he attended the launch party for One Colorado to celebrate the passing of Senate Bill 11, The Colorado Civil Union Act. Faried supported the message of inclusion by participating as an honorary coach at the 2013 NBA Cares Special Olympics Unified Sports Basketball Game during NBA All-Star in Houston. He is also scheduled to participate in an upcoming Denver Nuggets Special Olympics clinic which will bring 125 athletes from Special Olympics Colorado to the Pepsi Center for a basketball clinic.”

3. As 10 jogadas da noite de 13 de Março:

Destaque para o nº8 com Ricky Rubio no seu melhor! Que passe monumental!

4. Os “timoneiros” das 20 vitórias seguidas de Miami:

james 4

O recorde de vitórias consecutivas de uma equipa na competição pertence à histórica equipa dos Lakers de 1971-1972 (campeã da liga nessa época). Essa equipa tinha como principal estrela Wilt Chamberlain e era treinada pelo lendário Bill Sharman. Acabou com um recorde de 69-13 só ultrapassado pelos Bulls na era Jordan com 70-12.

5. A foto da semana:

dh

6. Tabela classificativa das duas conferências:

este

Nesta recta final de temporada regular pouco há a decidir na Conferência Este:

1. Os Heat vão sagrar-se campeões de conferência. Como indica a cruzinha, já estão apurados para os playoffs.

2. Grande grande temporada de Indiana sem Danny Granger. A equipa de Frank Vogel está de parabéns. Vogel conseguiu contornar a ausência do extremo e a época menos conseguida de Roy Hibbert com uma filosofia de jogo ofensiva que atrai todos os amantes de basquetebol. Paul George é a peça chave no sucesso. Vencerão a divisão central sem espinhas!

3. Terceiro lugar dos Knicks. Tudo começou bem e tudo tenderá a acabar mal. As lesões de Stoudamire e Carmelo Anthony enfraqueceram a equipa. Tem os Brooklyn Nets “à pega” na luta pela vitória na divisão.

4. Chicago. A jogar como tem jogado, tem o 5º lugar ameaçado pelos Celtics e pelos Hawks quando nada o fazia prever. Ainda podem ser surpreendidos pelos Bucks na divisão central. Tem uma série de jogos no United Center a partir de amanhã contra Denver, Portland e Indiana. Vão apanhar os Nuggets na melhor fase da temporada, Portland necessitados de ganhar para ainda acalentarem o sonho dos playoffs e o terceiro jogo contra Indiana será o sim ou sopas quanto à vitória na divisão central.

5. Bucks tem o 8º lugar garantido. A não ser que Jennings e Ellis adormeçam e percam 10 jogos de rajada. Toronto melhorou e muito com a chegada de Rudy Gay mas já vai tarde nesta contenda. Contudo, fica o sinal de alarme para o ano. E qualidade (Gay, Bargnani, Rozan, Terence Ross) é coisa que abunda na única equipa Canadiana da Liga.

oeste

No oeste:

1. Continua em aberto a vitória na conferência. Apesar dos Spurs terem levado a melhor no último jogo realizado contra os Thunder, tudo pode acontecer.

Até ao final da temporada regular, os Thunder ainda irão receber San António a 4 de Abril em casa e terão de jogar jogos difíceis contra Dallas (fora) Denver (casa) Memphis (fora) Portland (casa e fora) Indiana (fora) Utah (fora) e Golden State (fora). Já a equipa do Texas, no seu calendário, tem agendadas partidas complicadas contra Dallas (casa; está a ser disputada a partida enquanto escrevo este post) Golden State (casa e fora) Utah (casa) Houston (fora) Denver (casa e fora) LA Clippers (fora) Miami (casa) Memphis (fora) Atlanta (casa) e LA Lakers (fora). Parece-me portanto que a equipa de Gregg Popovich tem de longe o calendário mais complicado do que resta jogar.

2. Quem ainda espreita a liderança é Memphis. Contudo, os Grizzlies tem que estar atentos aos jogos dos Clippers e dos warriors, principalmente dos warriors dada a sua forma actual.

3. Lakers, Utah, Dallas e Trail Blazers irão disputar a última vaga relativa aos playoffs. Estas equipas ainda tem que disputar alguns jogos entre si. A tarefa mais ingrata é claramente a de Portland dada a desvantagem que tem actualmente para a turma de LA.

7. Espectáculo de LeBron em Philadelphia:

8. Notícias\artigos de opinião:

8.1 Os 9 triplos de Deron williams na 1ª parte do jogo dos Nets contra os washington wizards.

8.2 O histórico base dos bad boys de Detroit Isiah Thomas escreve para o Hangtime sobre Derrick Rose.

8.3 Bobcats contratam o base Jannero Pargo para um contrato de 10 dias. Pargo é um base experiente tendo passado por Chicago por duas vezes e por LA (Lakers).

8.4 Nova Iorque e as lesões. Steve Aschburner para o Hangtime. Em Denver, a vítima foi Tyson Chandler. Chandler abandonou o pavilhão de muletas e vai parar por tempo indeterminado. Mais uma contrariedade para a equipa Nova Iorquina.

8.5 Sekou Smith

Sekou Smith via twitter lança a questão para o treinador dos Bulls Tom Thibodeau.

8.6. Daniel O´Brien para o Bleacher Report: as estrelas do futuro ficaram presas em equipas horríveis. O exemplo de André Drummond (Detroit Pistons) Marcus Morris (Phoenix Suns) ou Dion waiters (Cleveland Cavaliers) – não concordo no que diz respeito ao jogador e equipa do Ohio. Se há equipa que se está a reconstruir e que terá um futuro risonho (caso mantenha Irving, waiters e Ty Zeller) é os Cavs. Quanto a Morris e aos Suns, foi uma desilusão. Com a entrada de Dragic, Gortat e Beasley, os Suns prometiam lutar pelos playoffs. Com o desenrolar da época, estão a ser para mim a maior desilusão desta temporada em conjunto com os Minnesota Timberwolves.

8.7 Kobe, Jordan, James – continuam as indirectas – Desta vez foi LeBron James a afirmar que “não é Michael Jordan”

9. Para terminar, um momento de tensão protagonizado pelo poste dos Bucks Larry Sanders depois de ter sido expulso no jogo contra os wizards:

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NBA (últimas 2 semanas)

Muito sumariamente, estes 3 vídeos resumem os highlights da carreira dos Bulls nos últmos 6 jogos.

Em primeiro lugar, a derrota em Oklahoma City frente aos Thunder. Ainda sem Rose, os Bulls estiveram muito mal tanto defensivamente como ofensivamente. Num duelo que se previa intenso (muitos já dizem que será o duelo das finais deste ano) Kevin Durant e Russell Westbrook comeram de cebolada os frágeis Bulls.
No dia seguinte, Goran Dragic e Luis Scola haveriam de inflingir em Houston a 13º derrota aos Bulls, ajudando a imprensa a criticar um “estado terrível de forma” dos Bulls no fim da época regular.

2. Veio Boston pelo meio. Vitória muito sofrida. Knicks @ Madison Square Garden.

Rose volta. Carmelo começa em cheio a partida, atingindo 21 pontos ao intervalo. Depois de uma fase inicial em que os Knicks estiveram (a meio do 1º período) a vencer por 21 de diferença (27-6) os Bulls reequilibraram o marcador até ao intervalo e chegaram a estar a vencer por 10 no 4º período. Até que a 10 segundos do fim do tempo regular, Carmelo Anthony (43 pts) sacou de um triplo e empatou a partida. Do outro lado, o regressado Derrick Rose (28 pts num jogo que não foi propriamente espantoso) falhou o último lançamento.
No prolongamento, deu-se o mesmo. Chicago liderava e Carmelo arrumava com a questão no último segundo com outro triplo.

3. Knicks @ United Center. Sem Rose, os Bulls fizeram um jogo mais alegre e não permitiram veleidades aos Knicks.

Falando um pouco dos Knicks. A equipa já ultrapassou os tempos conturbados do mês de Março. Nos primeiros jogos de Abril, algumas vitórias recolocaram a equipa rumo aos playoffs, mesmo na ausência de Jeremy Lin e Amare Stoudamire. JR Smith tem pegado de estaca na equipa e tem-se denotado que Tyson Chandler está agora a encaixar na perfeição no jogo da equipa.

Os Knicks são 7ºs e passam a batata quente de Milwaukee para os 76ers. A equipa de Scott Skiles tem vindo a jogar muito bem. A sinergia entre Brandon Jennings e Monta Ellis foi imediata. Pena é que estes Bucks possam já não ir a tempo de apanhar o comboio dos playoffs.

4. Heat @ United Center

Muito se poderia perguntar e afirmar antes do início deste jogo. Muito mais se pode afirmar depois do fim deste. E eu escrevo esta parte desta crónica 2 minutos após o termino do mesmo, orgulhoso da luta que os meus Bulls empregaram durante a parte decisiva.

A perguntas como “Será que Rose alinha?” o início da partida respondeu-me favoravelmente. Alinhou depois de ter ficado de fora na vitória contra Nova Iorque. “Será que poderemos ver o melhor Rose da temporada?” – a resposta foi um não, um redondo não: Rose esteve horrível e não só em nada contribuiu para a vitória de Chicago como ainda estorvou os Bulls de talvez obterem uma vitória nos 48 minutos regulares. As grandes estrelas passam por maus momentos e Rose está a passar um desses maus momentos. Numa época em que já fez coisas brilhantes, já ficou 23 jogos de fora em 58 e teme-se que não apareça em forma nos playoffs. Rose já nos habituou a um grau de profissionalismo tremendo. Rose já nos habituou a sacar de momentos mágicos quando não pensamos que alguém em Chicago tenha capacidade para tal. Eu sinceramente acredito que Rose jogará em perfeitas condições nos playoffs.

Dwayne Wade e LeBron James novamente em Chicago. Numa casa onde Jordan foi rei, Jordan ainda reina. Wade bem queria Chicago, cidade onde nasceu. Preferiu a companhia de James do que se libertar como free-agent em 2010. Preferiu mal (do ponto de vista pessoal) mas bem do ponto de vista de um adepto Bulleano: não desprestigiando os dois grandes jogadores que são Wade e James, creio que Chicago não conseguiria duas épocas tão bons com 1 dos 2 jogadores no seu rooster.

Mau arranque dos Bulls. Algum nervosismo. Alguns turnovers. Miami a capitalizar a 10-2 nos primeiros 5 minutos da partida. Defesa agressiva dos Miami, principalmente a Rose, Deng e Boozer. Se o último fez uma partida incrível, o do meio fez uma partida intermitente e o primeiro não mais se voltou a encontrar na partida. Com Miami a capitalizar, a 2:06 do final do 1º período aparecer a maior vantagem dos Heat durante a 1ª parte: 22-13. Não é que Miami estivesse a ter um domínio expresso. Estava simplesmente a mostrar alguma eficácia contra um adversário que só a partir dos 2 minutos finais do 1º período é que acordou. Sentido o pulso ao jogo, Spoelstra ia dando minutos a jogadores pouco habituais no 1º período: Miller e Turiaf. Boozer ia a sendo a alma do negócio, colocando expressamente o resultado no final do primeiro período em agradáveis 19-22.

O 2º período começa com um backcourt escandaloso de Ronny Turiaf que não só não é assinalado como no decorrente da jogada ainda dá uma falta a Miami. Chicago entra a defender com mais garra. Com isto entra Karl Korver e CJ Watson e começa o “the korver watson show” com um triplo que dá empate a 24 e Watson dá vantagem logo a seguir: os shooters foram uma constante. Korver entrou pouco (deveria ter jogado mais face à falta de eficácia de Rose) e sempre que entrou fez um triplo (4 em toda a partida; 14 pontos). Já Watson obrigou nos minutos finais o seu treinador a encostrar Rose no lavar dos cestos das vindimas deste jogo e a assistir à vitória de Watson e dos seus companheiros de banco contra Miami. Os minutos que se seguiram foram de domínio dos homens da casa. A 4 minutos do fim Spoelstra é obrigado a travar a partida quando os Bulls fazem um 12-2 seguido, aumentando a vantagem para 36-27. Spoelstra fazia a melhor decisão de toda a primeira parte. A partir daí, os Bulls foram novamente irreconhecíveis até ao final do período, acumulando turnovers e erros de lançamento. Exceptuando Boozer (acaba com 15 pontos a primeira parte) era o King James quem mandava na bola (em Miami; ao estilo habitual) na partida. Daí até ao intervalo foi ver Miami trilhar uma vantagem de 5 pontos (41-36). A melhor notícia para Chicago ao intervalo seria dizer que Rose ainda não tinha marcado um único ponto em 8 lançamentos de campo. Numa circunstância destas, qualquer adepto de Chicago pensa que se Rose até ali não tinha feito um único ponto (primeira vez na carreira do base em que este chegava ao intervalo com tal proeza) na segunda parte tudo seria diferente e Rose era (à semelhança do que já fez em dezenas de partidas) de marcar uma dúzia de rajada.

Perante um 12-0 a findar a 1ª parte, Chicago volta com mais ambição para os períodos da decisão. Começa com um triplo de Deng. Os triplos foram uma constante no jogo de Chicago, principalmente em momentos de aperto. A equipa conseguiu 10 triplos em 16 tentativas, algo fantástico para a média da NBA. Já Miami também lançou muito (11) mas só concretizou 4, sendo que 3 foram do meio da rua por intermédio de LeBron James.

Com um maior ascendente de Chicago no início do 3º tempo, aos 5 minutos vem o primeiro e único lançamento concretizado por Rose. À 9ª tentativa. Pensava-se que o craque dos Bulls começaria a bombar. Errado. Nos 3 lançamentos seguintes (seguidos) Rose acabaria por tentar um triplo e dois layups mas sem sucesso. Estava na hora de questionar a fraca tomada de decisões do sr. Thibodeau. Com Rose e Hamilton a mais porque não colocar em campo novamente Korver e Watson? Thibodeau ouviu-me no 4º período e aí residiu um dos segredos da vitória.

Do outro lado, era James quem continuava a mandar. Deng estava a ser incapaz de seguir defensivamente a principal vedeta dos Heat, apostada essencialmente em brilhar a partir do catch and shoot. Thibodeau alterou a marcação a James a 5 minutos do fim do 3º período e colocou Hamilton em cima do mesmo. Hamilton surtiu efeitos pois James nunca mais voltaria a aparecer decisivamente na partida. Bosh estava a emergir com o desenrolar do jogo. Pode-se dizer que secou Joakim Noah na luta das tabelas (20 pontos e 8 ressaltos de Bosh contra os míseros 5\4 de Noah). Já Wade estava desaparecido desde os minutos iniciais e voltaria apenas a aparecer nos minutos finais (marcou 10 pontos no 1º período, 10 no último e 1 dos 2 de Miami no prolongamento).

Thibodeau seca James com 2 e a eficácia de Miami baixa consideravelmente até ao fim do período, onde vence por 62-60.

Início do 4º período: Cesto aqui, cesto acolá. Falhanço aqui, falhanço acolá. Foram assim os primeiros 5 minutos. Até que Korver reaparecer e faz dois triplos. Os Bulls já lideram por 76-74 a 4.42 do fim da partida. Os Bulls começam a adiantar-se com eficácia. 81-76 a 2.32 do fim obrigam Bosh a perder a cabeça e a ir aos 7.25 tentar um triplo sem eficácia. No entanto, punha-se o síndrome Carmelo no ar para os 2 minutos finais: com James e Wade em campo poderiam os Bulls descuidar-se como se tinham descuidado por duas vezes em Nova Iorque no passado domingo? A resposta viria nos minutos seguintes. Primeiro foi Wade a pegar na bola por duas vezes e a assumir com eficácia dois lançamentos de risco, um deles na cara do gigante Omer Asik. 81-80 para Chicago com Wade a assumir os últimos 5 lançamentos até então. Depois foi James a sair da marcação de Hamilton, a receber um ressalto de Bosh a lançamento de Wade e a conseguir a vantagem de 83-81 para Chicago com um triplo ao estilo downtown. Estava o caldo entornado.

Com Rose a tremer já dentro dos 2 minutos finais, Thibodeau pede dois timeouts de 30 segundos e tira o base do jogo, substituíndo-o por Watson. Foi o que se viu. James vai para a linha de lance livre e acerta apenas um. 84-81. Thibodeau coloca 4 triplistas (Watson, Korver, Hamilton e Deng; só faltava Lucas e Rose) e Boozer para o quer e viesse ou para uma estratégia de lançamento curto caso os cortes desejados para descobrir um triplista solto não resultasse. Os cortes foram bem efectuados e a 2.2 do fim Hamilton dá o empate a Chicago num triplo longe e descaído para a direita com Wade pendurado nos seus braços. O United Center vai ao rubro e Wade não consegue vencer a partida na reposição de bola.

Prolongamento.84-84.

Sem grande história. Bulls 12-2 Heat. Os Bulls iniciam com um lançamento à esquerda de Rose e com um mega abafo de Asik (preciosíssimo a defender) na cara de Wade. Gibson em contra-ataque afunda, sofre falta, converte o lance livre e põe o jogo a 5. James está a dormir e Wade tenta o tudo por tudo. O em 5 em lançamentos. Chicago controla e vence calmamente o jogo.

Ilações: muitas!

1. Novamente deverá ser repetido ao proprietário dos Heat que 3 não fazem uma equipa. Talvez seja melhor adicionar Dwight Howard, Kobe e mais uns quantos para se vencer um título. Se James, Bosh e Wade fizeram entre si 71 dos 86 pontos e 19 dos 41 ressaltos, os outros 6 utilizados fazem 15 pontos e 22 ressaltos, algo que é muito pouquinho para uma equipa que quer vencer um título.

Do outro lado, mais um banho colectivo. Se no 1º jogo contra Miami em Chicago já tinha sido um enorme banho colectivo com a agravante de ter sido um jogo onde John Lucas deu uma lição de humildade aqueles que acreditavam piamente que os Bulls estavam doidos em apostar nele para substituir Rose e Watson, neste jogo, o banco de Chicago faz 44 dos 96 pontos da equipa assim como 21 dos 45 ressaltos do colectivo.

2. Desilusão chamada Rose. Normal. Esperemos que recupere a forma a tempo das grandes decisões. Está mais lento a atacar o cesto. Nota-se nitidamente. 2 pontos, 1 em 13 ao nível de lançamentos de campo foram a prova de um jogo para esquecer.

3. Watson\Korver – Ainda bem que Thibodeau remendou o erro. Grandes exibições. Aquele triplo de Watson no fim é uma das obras primas da época Bulleana.

4. Boozer\Deng. Boozer está novamente um senhor jogador em Chicago. É um jogador que não me agrada muito mas tem mostrado níveis de eficácia tremendos, muitas vezes em lançamentos de média\longa distância. Já Deng está a crescer e é bom que cresça mais caso aconteça um mau cenário a Rose em tempos de playoff.

5. O primeiro lugar de Chicago está assegurado. Vamos ver quem calha na rifa aos Bulls. Se Orlando, se Nova Iorque, se Milwaukee. Os dois primeiros são mais que candidatos a tal.

Mesmo que existam dúvidas faço aqui a minha previsão:

Chicago tem um record de 45 vitórias e 14 derrotas. Faltam portanto 7 jogos para o fim da temporada regular. Chicago terá que jogar em Detroit, Charlotte, Miami e Indiana e terá que receber Dallas, Washington e Cleveland. Mesmo que Chicago perca 3 jogos num cenário ultra negativo (Miami, Indiana e Dallas) o record final será de 49-17.

Miami tem um record actual de 41 vitórias e 17 derrotas. Faltam 8 jogos para o fim da temporada regular para a equipa de Erik Spoelstra. Recebem em casa Chicago, Toronto, Washington e Houston. Jogam fora nos pavilhões de Nova Iorque, New Jersey, Boston e Washington. Se vencerem todas as partidas e Chicago perder (na pior das hipóteses os 3 jogos que acima enunciei) Miami consegue o primeiro lugar de conferência visto que tem um melhor record em casa do que a equipa do estado do Illinois.

Outros jogos da Liga nestas últimas duas semanas:

1 de Abril

Para aqueles que se mostrem mais interessados, aqui fica o video do jogo completo do dia 1 entre Heat e Boston Celtics.

Primeiro jogo de 2 no espaço de uma semana para as duas equipas.

Depois de um péssimo arranque de temporada, os Celtics estão a acabar em grande a fase regular. A meio da temporada, os homens de Doc Rivers estão suspeitosamente num frágil 8º lugar de conferências. Muitos cenários se começaram a traçar no mundo da NBA quanto ao futuro desta equipa. Eu inclusive, dei o meu bitaite em relação à estratégia que achava adequada para a equipa de Boston. O que é certo é que no mercado de transferências, a saída de Rajon Rondo foi equacionada (pelo seu valor actual de troca; talvez o único jogador de Boston que neste momento poderá ser trocado por 2 ou 3 bons jogadores) para servir de moeda de troca perante uma eventual remodelação da equipa. Ainda bem que a equipa do Massachussets assim não o fez. Rondo está a fazer uma época formidável e o boost final dos Celtics muito se deve a ele e a Paul Pierce, jogador que começou a época lesionado e que tem vindo gradualmente a voltar à sua antiga forma (e que forma!!).

Melhor que esse facto também é o facto do banco de Boston estar a jogar bastante melhor do que tinha vindo a fazer até então. Já se nota mais preponderância em jogadores como Greg Stiensma e Delonte West. O primeiro tem feito exímias partidas do ponto de vista defensivo.

Na Northbank arena, os Heat foram completamente silenciados por um banho de basquetebol dos Celtics. Os Heat marcaram apenas 72 pontos, tendo feito um parcial (o 3º) com apenas 12 pontos. Justificação? A aguerrida defesa dos Celtics que decidiu marcar individualmente LeBron James.
No ataque Rondo e Pierce estiveram sublimes. Quanto ao base, o seu treinador Doc Rivers mostrou-se contente com o trabalho que Rondo fez na partida. Segundo palavras do treinador dos Celtics: “”We told Rondo that we needed him to be a scorer. Not necessarily a playmaker; a scorer. And I thought he set the tone at the beginning of the game by doing that, and I thought that loosened it up for everybody else to get into the game. He was terrific.”
O base fez um fantástico triplo-duplo com 16 pontos, 11 ressaltos e 14 assistências. Já Paul Pierce fez 23 pontos e 7 ressaltos. Ainda em destaque esteve o power forward Brandon Bass. Bass tem andado muito eficiente do ponto de vista ofensivo. Prova disso foram os 16 pontos contra Miami e os 10 ressaltos.

Do lado de Miami, esta partida representou um pouco mais do mesmo: James e Wade contra tudo e contra todos. Bosh teve uma exibição para esquecer (apenas 4 pontos) tendo baqueado entre Bass e Garnett.

Boston ainda ameaça o 3º lugar de Indiana. Em 7 jogos, Boston terá que os vencer todos e esperar que Indiana faça apenas 2 vitórias nos mesmos.

Eis o jogo que fez estalar o verniz em Orlando.
Os Nuggets estão a fazer pela vida na Conferência Oeste. Em Orlando, a turma do Nevada venceu por 104-101 e agudizou a má relação existente e pública entre Dwight Howard e o seu treinador Jeff Van Gundy ao ponto de Van Gundy afirmar publicamente que para o ano não quer Howard na Flórida. Abre-se definitivamente uma janela de troca para o poste.

Denver vive no “fio da navalha” – a equipa tem talento e por muitas vezes já o referi. Não é fácil armar um colectivo com tanto talento e com tanto virtuosismo. No entanto, os resultados ficam escassos em relação ao potencial da equipa. Para a recta final, um record de 34-26 até poderia efectivamente ser um record confortável no Este (garantia o 7º e ainda dava para atacar o 6º e o 5º). No Oeste, a competição é mais equilibrada e joga-se tudo à minúcia, ao jogo. Atrás de Denver, estão Utah (31-28) e Phoenix (30-28) – Utah irá querer suar a camisola para conseguir um objectivo que seria impensável no início da época tomando em conta as capacidades da equipa. Já Phoenix, embalados por Steve Nash, também irão querer dar uma prenda de despedida ao seu veterano base.

Em Orlando, Ty Lawson (25 pontos; 22 na 2ª parte) catapultou os Denver para uma exibição suada. Arron Afflalo, André Miller e Al Harrington ajudaram. O suplente de luxo de Denver saltou do banco para marcar 18 pontos (2 triplos). Este banco de Denver é de facto uma ameaça: dois bons triplistas (Harrington e Miller) Corey Brewer e Wilson Chandler.

O grande medo que as equipas do Oeste deverão ter dos Nuggets reside no facto da equipa de George Karl ser muito imprevisível. Tanto é capaz do 8 como do 80.

Com Howard de fora por lesão, Orlando parece querer inventar no fim de época. Contra Denver apareceu Jameer Nelson. Fazia muito tempo que o base de Orlando não passava dos 20 pontos. Fez 27. Mas de nada lhes valeu.

2 de Abril

Não é fácil fazer o que Memphis foi fazer a Oklahoma. Ainda mais quando os Thunder vinham moralizados de uma vitória sobre Chicago.

Jogo muito equilibrado. Confesso que não sou grande admirador dos MarGrizzlies. Reconheço o valor de Gasol e de Gay. Esta partida provou-me que uma equipa não se faz com apenas 2 jogadores. OJ Mayo brilhou assim como todo o colectivo de Memphis. 7 jogadores ultrapassaram a casa dos 10 pontos e Mareese Speights esteve lá perto com 9 pontos e 13 ressaltos. Durant (21 pts) e Westbrook (19) foram insuficientes para travar a vitória dos Grizzlies, que, entram para a fase final da temporada regular num confortável 5º lugar de conferência que ainda pode ser 4º caso os Clippers desatinem nos próximos jogos.

Excluir adversários. Duas equipas que estão fora dos lugares de playoffs. No entanto, Utah ainda está na luta e Portland saiu fora depois desta partida. Paul Millsap com 33 pontos. É definitivamente a única estrela de Utah. Não é um jogador que aprecie por ser algo gordo e muito deficitário ao nível de argumentos técnicos. No entanto é um poço de força. É o que se precisa para o um poste-baixo.

3 de Abril

De finais de Fevereiro para cá, Cleveland não tem feito mais do que apanhar 30as e mais. Será manobra para descer posições e ir buscar outro bom jogador no draft?

Facto Curioso: Greg Popovich colocou os 13 atletas que compõem o rooster dos Spurs a jogar e todos marcaram pontos. O melhor marcador da equipa até acabou por ser o desconhecido Patty Mills, jogador australiano que os Spurs foram recrutar aos chineses do Xinjian Flying Tigers. Mills (que já actuou em Portland na época passada com médias pontuais de 2.8 em 64 jogos efectuados) fez 20 pontos (8 em 11 em lançamentos de campo) nos 18 minutos que teve no terreno. Novo Jeremy Lin mas desta feita Australiano?

Existem jogos onde a coisa até resulta. James com 41 pontos e Bosh com 17 na ausência de Wade. Ao mesmo tempo, em Orlando, nem os 31 pontos de Glen Davis (high-score career) livravam os Magic de uma derrota sem sentido contra o lar da 3ª idade da NBA, os Detroit Pistons.

4 de Abril

Taco a taco como nos velhos tempos!

Resumo exemplar do site da NBA:

THE FACTS: Paul Pierce missed a long jumper over Tim Duncan as time expired, as the San Antonio Spurs held on for their ninth straight win, 87-86, over the Boston Celtics. The visitors gutted out the victory despite only managing 28 second half points, as the Celtics’ defense clamped down after allowing 59 points before intermission. With San Antonio’s offense slowed, Boston fought back in the second half from a 17-point deficit to take the lead in the closing minutes. The Spurs regained control late however, with strong defense and a couple clutch baskets from Matt Bonner and Gary Neal. Duncan added 10 points and 16 points as the Spurs closed to just a game behind the Thunder for the top seed in the Western Conference. Avery Bradley had a game-high 19 points off the bench for the Celts, who had their five-game winning streak snapped.

QUOTABLE: “I thought I got a great shot, created some space right there at the free throw line. it’s just sometimes they fall and sometimes they don’t.”
— Pierce on his last-second miss.

THE STAT: The Spurs grabbed six of their 12 offensive rebounds in the fourth quarter, leading to seven pivotal second chance points in the frame.

TURNING POINT: With the Celtics leading by two with three minutes remaining in the contest, the Spurs countered with a 6-0 run, keyed by two crucial offensive rebounds from Manu Ginoboli and Duncan, which led to the second chance opportunities.

QUOTABLE II: “It was a great game, great game. We knew coming in here they’re a playoff caliber team and there always a tough challenge and it was a good game for us, a good challenge for us.”
— Duncan.

HOT: Bradley — Despite returning to the bench for the first time in seven games, the second-year guard continues to excel within the offense, scoring in double-digits for the fifth time in his past six games.

NOT: Spurs third quarter offense — San Antonio managed just nine points in the frame, and missed all eight of their 3-point attempts. Overall, they shot just 20 percent from the field.

48 minutos de cheirinho a playoffs na batalha de gigantones!

James e companhia não tremeram no final da partida no Oklahoma. 34 pontos (3 triplos; 10 em 20 em lançamentos de campo, 7 ressaltos e 10 assistências para o extremo. Números absolutamente formidáveis. 19 para Wade, 12 para Bosh.
Do lado de Oklahoma, 30 para Durant, 28 para Westbrook sendo que o base lançou muito mas concretizou pouco. Tirando a postura agressiva de Ibaka, Oklahoma está a incorrer gradualmente no guilty move dos Heat: Westbrook, sem no entanto desvalorizar a grande época que está a fazer, quase que rouba a bola a Durant para assumir tudo. Se Wade assume James nos momentos finais dos Heat, é Durant quem cobre a borrada de Westbrook durante as partidas. Individualmente, creio que Miami e Oklahoma tem de facto melhores jogadores que Chicago, exceptuando Deng e Rose. Colectivamente, Chicago é um assombro perante estas duas equipas.

Steve Nash mostra do que é feito. Fazer pela vida parte II!

Mais um jogo de cheirinho a playoffs. Se tudo correr bem, jogarão na 2ª ronda dos playoffs e irão colocar Los Angeles em pé de guerra.
Por mais jogo que tenha feito Bynum, Kobe, Paul, a única memória que irei levar deste jogo foi Gasol a levar com o remate impiedoso de Blake Griffin, lance que veremos de forma individual e personalizada mais à frente neste post.

Oklahoma gastou o gás que tinha contra Chicago. Mais uma vez Durant tentou limpar as borradas de Westbrook. 44 pontos do base contra os 21 do colega de equipa (7 em 26 lançamentos de campo). Não chegou perante os briosos Pacers que merecem na íntegra o espectacular 3º lugar do Este. A dupla Granger\Hibbert jogou q.b para bater fora a equipa que lidera o Oeste. Está a formar um bom colectivo e à semelhança do osso duro de roer que foi para Chicago na 1ª ronda dos playoffs do ano passado, poderá efectivamente surpreender este ano.

Afinal não é apenas Chicago quem dá banho de jogo colectivo a Miami. Memphis foi surpreender ao American Airlines Arena e venceu por 15, interrompendo uma série de invencibilidade dos Heat no seu reduto que já durava há 17 jogos.

Reparem no lance de contra-ataque no início do video: até LeBron deverá ter ficado corado com tanta astúcia por parte de Rudy Gay e Mike Conley.

Mais um jogo sensacional da dupla Dragic\Scola. 26 pontos e 11 assistências para o internacional sérvio e 25 pontos para o internacional Argentino. Houston está praticamente apurado para os playoffs e com muito mérito. Na casa dos Lakers, conseguiram 10 triplos em 17 tentativas.
Do lado dos Lakers, Bryant tentou levar a carroça as costas mas continua com aquela estranha mania de não passar a bola a ninguém.
Facto da noite: Metta World Peace (Ron Artest) renasceu do mundo dos mortos. Peace (Artest) tem destas coisas: anualmente há uma fase em que se extravasa e vira canguru. Marcou 23 pontos e teve a um palmito de decidir a contenda para o lado da equipa de Mike Brown.

Do banco de LA nem bom vento nem bom casamento. Com Gasol e Bynum a níveis regulares, 13 pontos e 20 ressaltos vindos do banco é pouquíssimo para quem quer lutar pelo título.

7 de Abril

1,2,3 – 3º jogo de sucesso para Memphis em duelos contra as equipas da frente. Se deixam Gay e Gasol embalar, Memphis poderá ser novamente surpresa nos playoffs.

Jared Dudley, extremo de Phoenix escreveu assim no seu twitter no domingo de páscoa: “I don´t care if is Kobe or Gasol or Bynum on the otherside, Suns rocked the game. Go Suns”

Por acaso até foi Gasol (30 pontos e 12 ressaltos) a tentar amenizar os estragos do “tomahawk colectivo” de Phoenix.
O recém contratado Devin Ebanks foi titular em Los Angeles, fazendo a sua estreia a titular na NBA à 2ª temporada. Ebanks teve a dura missão de substituir Kobe. Os adeptos dos Lakers deverão começar-se a mentalizar que os jogos dos Lakers, mal ou bem, passando ou não a bola, começarão a ser assim se Kobe saltar da carruagem e se não houver mestria para a contratação de um substituto.

9 de Abril

No 1º jogo entre Denver e Golden State, os Warriors levaram a melhor. Dois dias passaram e Denver não só esmagou a pobre equipa de Oakland como ainda deu um espectáculo para mais tarde recordar. O poste Kenneth Faried foi a estrela da companhia e realçou ainda mais aquilo que penso do seu potencial: é jogador!
Farried foi o 1º jogador da história da NBA a marcar 27 pts e 17 ressaltos em menos de 25 minutos de jogo – quarta-feira. Entra assim para os livros dos recordes com um que muito dificilmente será batido num futuro próximo.

Quando Kevin Seraphin (rookie dispensado por Chicago para Washington na temporada passada) dá baile aos pobres Van Gundy Boys!

Boston rung it twice! Está dado o aviso para os playoffs.

Segundo a parte inicial da crónica da NBA, foi assim:

“THE FACTS: The Boston Celtics proved what happened just nine days ago was no fluke.

The Celtics, after a slow start, recovered to defeat the Miami Heat 115-107 Tuesday at AmericanAirlines Arena. It was their second straight victory against the Heat.

Paul Pierce led the Celtics with 27 points while Kevin Garnett added 24 points, nine rebounds and two blocks. All five Boston starters scored in double-figures, including guard Rajon Rondo’s 18 points and 15 assists.

The Celtics won on the strength of a strong first quarter. They led by as many as 18 in the second quarter before holding off several Heat runs. Boston had an answer each time the Heat made a small push.

For Miami, it was the second loss at home in three games after falling to the Memphis Grizzlies April 7. Forward LeBron James led the Heat with 36 points, seven rebounds and seven assists, but his supporting cast wasn’t very much help. Chris Bosh and Dwyane Wade combined to shoot 14 of 34 from the field and finished with 33 points.

QUOTABLE: “They jumped on us early. I thought Avery’s (Bradley) two shots early in the game were huge for us because it kind of stemmed their run. Then we made a run, got a lead. They just kept throwing punches at us. We talk about it in a fighting term. We told them today before the game that if you’re in a boxing match, you have to expect to get hit.”
–Celtics coach Doc Rivers

THE STAT: The Celtics shot 60 percent from the field. Not only were they connecting on open shots, they also made several contested ones.

TURNING POINT: The Heat jumped to a fast 9-3 lead before the Celtics went on a 30-13 run to close the first quarter and take the lead for the good.

QUOTABLE II: “We’re not at a period of concern. The team played well. They (Celtics) shot the ball very well. When they shoot like that, it’s going to be tough to beat them.”
— Wade

HOT: Garnett showed glimpses of his younger days, playing dominant on both ends. He shot 11 of 14 from the field and grabbed nine rebounds. He also had two blocks and was disruptive in the paint on the defensive end.

NOT: Bosh continues to struggle against top-tier teams. He was a non-factor through three quarters before finally getting going in the fourth. By then, it was too late. He made just 5 of 13 shots and was outplayed by Boston forward Brandon Bass and center Greg Stiemsma.”

E Boston continuou a sua senda vitória num teste que tem que ser analisado com atenção visto que as duas equipas estão actualmente em rota de colisão para os playoffs. Atlanta teve a astúcia de ir fazer um bom jogo defensivo a Boston. Rajon Rondo estragou os planos de Joe Johnson e companhia com o seu 6º triplo-duplo da época (arrisca-se a ser o jogador da história com mais triplos-duplos obtidos daqui a uns anitos) ou seja com 10 pontos, 10 ressaltos e 20 incríveis assistências!

Para o sucesso de Rondo contribuíram de forma decisiva Garnett (atenção que Garnett está a melhorar de forma) com 22\12 e Bass com 21\10. O jogo interior dos Celtics está um mimo! E Pierce aparece como um joker. Falta apenas reabilitar Ray Allen. Esse de vez em quando aparece por si próprio!

CP3 ou como quem diz Chris Paul tem o dom de aparecer nestes moemntos. Mais um jogo que deve ser escapulizado ao pormenor!

Sem Kobe, em San Antonio, com 26 pontos de Metta World Peace e 30 ressaltos de Bynum, LA venceu por 14 em San Antonio. Será possível?!

Depois dos melhores jogos (na minha opinião) dos últimos 15 dias, passamos às melhores jogadas\momentos mais divertidos do mesmo espaço temporal:

OJ Mayo não é apenas notícia pelas boas prestações que está a ter ao serviço de Memphis. O 3º do draft de 2010 protagonizou esta cena hilariante no jogo contra Dallas, convencido que o “cesto era para ali” ou seja para o seu próprio cesto.

“Está a sacudir, está a rematá, para o meu amor Griffin passá”. Sobre o congolês naturalizado Espanhol Serge Ibaka de Oklahoma. Griffin remata de todos os cantos contra todos os adversários. Já começa a cheirar mal e qualquer dia alguém vai perder a cabeça e indicar a Griffin uma cama no hospital.

Clássico. Pelas nossas conta já é o 7º em cima do pobre catalão nesta temporada. No entanto neste em particular, Gasol não tem razão porque não é falta atacante. Gasol está dentro da área restritiva e não tem posição consolidada, mesmo perante o tapa na cara de Griffin. No entanto, como Griffin é menino bonito da Liga, não saiu uma técnica por ter ido fazer cara feia ao internacional espanhol.

Os fantásticos 43 pontos de Carmelo Anthony contra os Bulls!

Mais um especialista em dunks. Gerald Green foi um achado dos Nets na D-League. A contratos de 10 dias, Green mostrou capacidades para ficar na Liga e tem-se revelado uma das surpresas desta época.

Fotos magníficas destes últimos 15 dias:

O passado, o presente e o futuro dos grandes bases da Liga, Goran Dragic e Steve Nash.

CP3 clutch drive to win!

Notícias que marcaram a última semana:

1. Dwight Howard com uma hérnia discal irá falhar os últimos jogos da época regular e poderá não regressar na 1ª ronda dos playoffs.

2. Corrida ao prémio de MVP. Eis os nomeados.

3. Os New Orleans Hornets, equipa que até esta semana tinha uma participação na gestão da NBA deverá ter novo dono, sendo ele o proprietário dos Saints, equipa de futebol americano da cidade.

4. A liga livra-se do problema de New Orleans mas não se livra do problema de Sacramento. Os Kings poderão vir a desistir da competição caso se mantenha o dilema em relação ao seu futuro.

5. Jordan não desiste dos seus Bobcats e reafirma que não está disponível para vender a equipa.

Para finalizar, os grandes memes da NBA:

Nunca duvidei pelo crescimento da tua barriga. No entanto, continuas com o mau hábito que trouxeste de Denver de quilhar os meus Bulls de vez em quando.

OMG! They are ridding Chris Bosh!

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Pré-All Star Game

Escrevendo acerca dos últimos desempenhos dos meus Bulls.

29ª vitória em 37 jogos.

Para falar desta última semana dos Bulls, opto por “começar a casa pelo telhado” ou seja, por escrever acerca do jogo de ontem que marcou a 7ª vitória caseira consecutiva da equipa de Chicago.

Apesar do desfasamento pontual (19 pontos) Milwaukee provou (principalmente na primeira parte) ser um osso duro de roer. Prova inegável é o facto da equipa, apesar do 10º lugar na conferência ainda estar inserida na luta pelos playoffs.

Milwaukee, sempre comandados pelo base Brandon Jennings (pela época que está a fazer poderia ter lugar no All-Star Game; 20 pontos, 5 assistências e 4 pontos ontem; 18.4 de média pontual e 5,2 de assistências) causaram imensas dificuldades ao ataque de Chicago nos primeiros dois períodos de jogo (pelo que se pode ver nos highlights acima postados) e conseguiram ter um ímpeto inicial interessante na primeira parte do jogo de ontem (23 pontos no 1º período; 30 no 2º).

Do lado dos Bulls, o 5 base despachou a equipa de Milwaukee: Rose, Boozer, Noah, Deng e Brewer somaram 82 pontos. Destaque para Joakim Noah, em crescendo de forma, pelos números bizarros (nada usuais mas fantásticos) que assim o revelam: 13 pontos, 13 ressaltos e 10 assistências para o poste. Nota-se que Noah tem estado num pleno de forma. Está mais confiante, mais efectivo, mais rápido a encarar o cesto, imparável nos ressaltos (9.90 de média) e a distribuir algum jogo para os colegas (principalmente Boozer e Deng).

Carlos Boozer voltou a fazer 20 pontos. Está muito forte no seu lançamento característico em arco e faz bastantes incursões com sucesso no ataque ao cesto por afundanço. Derrick Rose somou 16 pontos, esteve bem, mas ainda está a recuperar da lesão que o afastou durante duas semanas da competição.

Este jogo vem na sequência de uma semana que começou com a vitória contra Boston, com uma derrota copiosa frente aos Nets em New Jersey, numa grande exibição de Deron Williams. No jogo contra os Celtics, destaque para a grande exibição de Luol Deng com 5 triplos. Na terça-feira, esta onda por uma vitória caseira contra Atlanta (jogo de parada e resposta até final; 90-79 com o regresso de Rose ao activo com 23 pontos e com os 16 pontos e 16 ressaltos de Noah). No entanto, os Bulls caíram para 2ºs da conferência, em troca directa com Miami.

Passando à análise em véspera de All-Star Game:

Chicago Bulls: Primeira metade da época como se esperava. Domínio relativo dos acontecimentos. Rose começou um pouco retraído mas cedo se mostrou capaz de elevar as fasquias da época transacta. Lesionou-se pelo meio mas creio que o melhor ainda está para vir. Melhorou e muito no lançamento (principalmente de 3 pontos) está mais incisivo e mais concentrado em alturas de grande pressão.

Luol Deng está a fazer a sua melhor época desde que chegou à Liga. Assumiu determinante e confiantemente o rumo da equipa na falta de Rose. Está com uma média impressionante: 15.9 pontos\6.90 ressaltos e 3.3 assistências. Tem jogos onde ganha mais de 10 ressaltos e marca 20 pontos. Merece a chamada ao All-Star Game.

Joakim Noah começou mal mas cedo se tem endireitado e tem mostrado o seu melhor jogo. Está a passar por uma fase confiante. Carlos Boozer está melhor que na época passada: mais confiante no seu tiro de média distância, mais incisivo nas penetrações para o cesto, dominador na luta das tabelas e na defesa aos postes adversários. Continua algo taralhouco quando as coisas não correm bem à equipa. Richard Hamilton: É o reforço que Thibodeau precisa para os playoffs. Pouco ou nada mostrou pois tem estado sempre lesionado. Omer Asik: Está a render mais, mas creio que será impossível espremer mais do que 5 ou 6 pontitos jogo e meia dúzia de ressaltos. É grande mas não tem grande habilidade. Karl Korver: ao seu estilo. Entra, apanha e lança. John Lucas e Mike James: belíssimas surpresas situação precária na equipa (contratados por 10 dias maior parte das vezes para fazer face a lesões; entram e fazem as suas assistências e triplos da ordem). CJ Watson: irremediavelmente o 6º jogador que a equipa necessita. Chatas lesões impedem-no de dar um contributo mais regular.

Nota final para o estilo defensivo consolidado na equipa por Tom Thibodeau. É essencial ter uma defesa impressionante quando por vezes o ataque bloqueia.

Miami Heat: LeBron, Wade e Bosh ao seu nível. Mais maturidade (principalmente na gestão dos resultados) e mais eficácia. A equipa continua a funcionar muito de acordo daquilo que foi no ano passado: bola para o trio, bola para a frente. Poucas soluções de banco e uma equipa (inclusive treinador; Spoelstra é muito fraco) rendida ao macho-alfa oportunista e egoísta de James. Miami vs Chicago deverá ser a final da conferência este. Tenho quase como garantido. Mike Bibby saiu e Shane Batier não acrescentou praticamente nada. Norris Cole iniciou a época como rookie promissor mas lentamente foi decaíndo de forma. Mike Miller aparece de vez em quando. Jones não joga. Chalmers não é um base de topo nem nunca o será.

Orlando Magic: Howard ficou e não se arrependeu. A equipa não tem estaleca para ombrear com Bulls e Heat. Mas num golpe de teatro até pode lucrar.

O cenário de Howard (cada vez mais animal, cada vez mais completo) com Jameer Nelson, Hedo Turkoglu e Jason Richardson parece estar cada vez mais gasto. Nelson é o exemplo disso: já não é aquele base que tem média pontual superior a 15 com 7 de média em assistências. Está a ficar velho, lento e gasto nas combinações. Turkoglu tem apagado. Richardson igual. Dá para os gastos do Este. Os Magic bem podem agradecer aos excelentes contributos de outros jogadores: Redick é um suplente de luxo e assume metade das despesas do antigo Jameer Nelson. Chris Duhon é experiente. Von Wafer e Ryan Anderson tem dias em que entram em campo e acertam uns triplos.

Philadelphia 76ers: Mais um ano de agradável surpresa. 4º lugar para já com um score de 20-14. Elton Brand tem decaído de forma. Não passa dos 12 pontos\6\7 ressaltos. André Iguodala continua a ser o líder da equipa. É bem rodeado por Jodie Meeks (agradável surpresa) e por Thaddeus Young. Tirando Iguodala, esta equipa do Conneticut vale essencialmente pelo seu colectivo aguerrido e pela dificuldade que todas as equipas têm em jogar em sua casa. Prometem ser osso duro de roer nos playoffs.

Indiana Pacers: Outra surpresa. De eventuais candidatos a playoff, tem a sua posição na tabela bem consolidada com um record de 21-12. David West entrosou bem na equipa (principalmente com Roy Hibbert) tendo os dois resolvido muito dos problemas que a equipa tinha no jogo interior e que McRoberts (agora nos Lakers) não conseguia resolver com o poste alto agora all-star. Danny Granger continua a ser aquele agitador que qualquer treinador gostaria de ter. É incursões ao cesto, é um contra todos a resultar na perfeição, lançamentos longos e triplos.

Suplentes de luxo são Paul George e George Hill. Entram para ajudar a equipa a encontrar novas soluções e as suas médias reflectem a sua importância na equipa.

Atlanta: Pouco mais, pouco menos em relação à época anterior. Vive tudo um pouco na sombra de Josh Smith e Joe Johnson. São os dois que movem juntos a equipa.

O resto é uma combinação de algumas carcaças velhas da Liga (Dampier, Hinrich, Stackhouse, Tracy McGrady, Jannero Pargo, Zaza Pachulia e Vladimir Radmanovic) com alguns jogadores interessantes como Jeff Teague (falam-me muito de Jeff Teague mas não considero que seja um jogador de topo ou que se venha eventualmente a tornar um) ou Marvin Williams. Também tem a sua dose de agressividade quando jogam em casa.

A equipa tem-se ressentido e muito com a ausência prolongada por lesão do poste Al-Hortford.

Nova Iorque:

Linsanity no mundo de Melo e Melodrama.

L(Insanity) é uma alcunha bastante caricata.

Danados deverão estar os proprietários de Houston e Golden State. Achavam que este descendente de cidadãos de Taiwan estava bem era para as contas e para as teorias económicas (Lin é formado em Economia por Harvard) e descartaram-no sucessivas vezes para a Development League.

Danados estavam os adeptos dos Knicks, desesperados pela falta de rendimento de Melo Guloso (como carinhosamente Hugo Coelho Gomes lhe chama) e da sua trupe, onde se incluí agora Tyson Chandler. Mike D´Antoni começou inclusive a ver o lugar em perigo aquando da permanência da equipa fora de lugares de playoff.

O mesmo D´Antoni começou também por relegar Lin para o banco de suplentes. Mesmo em alturas em que o extremo Schumpert fazia de base e do melhor que havia de bases na equipa perante as lesões de Baron Davis e Mike Bibby. E Lin nunca mais parou desde então…

Tem sido assim a carreira de Nova Iorque na Liga. Ups and downs, melhorados com as mais recentes vitórias da dinastia Lin. O jogo está muito unificado para Carmelo Anthony. Carmelo Anthony nem sempre responde favoravelmente aos estímulos de pressão, atirando muito e falhando muito. Stoudamire teve um péssimo arranque e chegou-se mesmo a pensar numa eventual troca com Dwight Howard. Chandler resolveu alguns problemas defensivos da equipa mas não passa de um bom defensor. Bibby e Davis não entram para já nas contas se bem que ambos já regressaram à competição. O resto da equipa (exceptuando Schumpert) é uma equipa amorfa e sem grandes soluções de banco, com muita instabilidade, muita pressão, muito mediantismo e pouco sumo dentro de campo. A irregularidade tem sido o tónico base desta equipa e espero que os Knicks não entrem numa espiral de derrotas daqui em diante pois a presença nos playoffs será (pela sua qualidade) mister…

Boston Celtics: Que dificuldades que sofrimento. Rondo está a fazer a melhor época desde que chegou à NBA mas tem sido muito mal acompanhado. Paul Pierce regressou de lesão e voltou aos seus 25\30 pontos. Como já referi noutros posts, Garnett e Allen acabaram para as altas lides do basket. Experiência? Muita. Vontade de vencer? Alguma. Físico? Péssimo.

Os números de Garnett e Allen são exemplo disso: o poste baixo tem 14.4 pontos e 7.7 ressaltos. O shooter 14.5. Não são números maus mas estão abaixo da casa das duas dezenas. E a equipa ressente-se: é 8ª e começa a tremer com a eventualidade de ver os playoffs por um canudo.

Continua a ser uma das incognitas da Liga para o futuro: que futuro para os Celtics?

Cleveland Cavaliers: Kyrie Irving está a compensar o estatuto de primeiro do draft deste ano. É jogador. Precisa de amadurecer e precisa que a sua managment de equipa lhe traga mais surpresas no sapatinho nos próximos anos. Pela via de trocas será praticamente impossível visto que Cleveland tem poucas moedas de troca (e diga-se, de pouca qualidade também!)

Anderson Varejao é outro cujo rendimento subiu ligeiramente este ano. Mas duvido que chegue para ir aos playoffs. Uma ída aos playoffs seria benéfica para Irving sentir a pressão logo no seu ano de estreia e amadurecer mais tendo em conta as épocas seguintes.

Milwaukee Bucks: A equipa prometeu muito. Brandon Jennings é um patrão. Mas está acompanhado por um colectivo que, pessoalmente, não queria nem um nos Bulls. Ilyasova é o único que se safa de um colectivo que tem do pior que existe de veteranos na Liga, casos de Carlos Delfino, Andrew Bogut (mais uma vez lesionado gravemente) Mike Dunleavy, Drew Gooden (houve uma fase há 2 semanas atrás em que Gooden até andava a fazer 20 e picos pontos por jogo) Bino Udrih e Stephen Jackson (sombra do que foi em Golden State).

Detroit Pistons: O palácio (pavilhão: Palace of Auburn Hills) fantasma. Safa-se Greg Munroe. Ben Gordon não evoluiu nada desde Chicago: continua o mesmo trapalhão que estraga jogos com as suas loucuras e que aparece de vez em quando. Rod Stuckey está constantemente lesionado. Falsa promessa? Tayshawn Prince é uma pena. Está a fazer uma boa época. Renderia bem numa equipa que conheço mais ao lado. O resto das cenas é hilante. Milwaukee versão Lago Michigan: Ben Wallace, James Maxiell, Damien Wilkins, Charlie Villanueva. Um horror!

Toronto: A época até prometia para os Raptors. Com Calderón a executar bons jogos no início de época, aliado a veteranos experimentadíssimos nas altas lídes (Leandrinho Barbosa, Jamal Magloire, Linas Kleiza) e a jogadores como Bargnani e DeMar Rozan a coisa até se podia dar. Bargnani até tem sido o melhor de todos com os seus quase 24 pontos de média. Meia época passou e Toronto está a fazer uma triste figura. 10-23 de score. Não creio que o franchising dure muito mais tempo, a não ser que um ultra-rookie apareça caído do céu.

Um verdadeiro desperdicio num mar de falta de qualidade.

Assim se pode caracterizar Deron Williams nos New Jersey Nets.

É certo que os Nets sofrem ligeiramente com a ausência de Brook Lopez.

No entanto nem tudo é mau. Dois jogadores interessantes para o futuro: Kris Humphries e DeMarshon Brooks. Outro que se pode tornar muito interessante caso ultrapasse a irregularidade das suas actuações: Anthony Morrow. O resto é miséria absoluta.

Aliando a visão de jogo de Williams, à intensidade de Brook Lopez, à garra de Kris Humphries na luta das tabelas, à explosividade dos cortes para o cesto de Brooks e a uma regularidade no tiro de Morrow, falta apenas um bom shooter para que esta equipa possa sonhar com algo que não jogar para não perder por 20, se bem, que já venceu este ano os Bulls.

Washington Wizards: Podiam-se chamar os amigos de John Wall. Tenho pena que este base ainda lá ande quando fazia tanta falta nos meus Bulls. 7 vitórias em 33 jogos num registo miserável.

Jordan Crawford parece-me jogador de futuro. É regular dentro da apatia que a equipa vive. Assim também me parece JaVale McGee Rashard Lewis e os seus 7.8 pontos de média é algo que doi de ver em relação aquilo que já foi noutros anos em Orlando e em Seattle. Mas tudo isto me parece tão curto.

Charlotte Bobcats: Apenas 4 vitórias. Jordan, pensas em extinguir a equipa ou precisas de ajuda? Acho que o meu grupo da ESPN fantasy league pode fazer algo por ti!

Ainda sou do tempo em que DJ Augustin e Gerald Henderson ganhavam para a equipa da Carolina do Norte. Os dois subitamente acamaram-se e as vitórias na equipa acabaram-se. Ainda sou do tempo em que outro Gerald (Wallace) fazia estragos a quem visitasse Charlotte. Os tempos mudaram. Restam vergonhas como Boris Diaw, DeSagana Diop, Corey Magette, Tyrus Thomas e Kemba Walker, jogadores que já não tem lugar no Galitos, quanto mais na NBA.

Conferência Oeste:

O presente e futuro do jogo?

Penso que sim caso ninguém decida cometer uma loucura.

Uma mix excitante de tudo o que existe de melhor na liga num só colectivo que dá orgulho ver jogar nos tempos que correm.

Um base perfurador, aguerrido na luta ao cesto como Russel Westbrook. Furão, brigão, eficaz, que lê bem o jogo e serve na perfeição os colegas.

Um lançador nato. Um vencedor nato que nunca vira a cara à luta como o é Kevin Durant.

Um lutador como Ibaka, tanto na defesa como no ataque.

Um 6º jogador de luxo como James Harden. Entra, faz os seus números na casa das dezenas e contribui para o equilíbrio da equipa e para as soluções de banco.

Um brigão como Kendrick Perkins, sempre ávido na luta das tabelas e sempre pronto para usar aquele corpanzil e aquele jeito mausão que sempre lhe conhecemos.

Estes 5 compensam e bem a falta de um banco. Se bem que a falta de banco poderá reflectir-se nos playoffs. Estaremos cá para ver. Para já, 26-7 de score, recorde da liga em conjunto com Miami.

San Antonio Spurs: Mais um ano de ouro de Tony Parker em época de poupanças. É Parker quem tem levado os Spurs ao topo perante a lesão de Ginobili e os sucessivos programas de gestão de esforço de Tim Duncan. A receita continua a mesma para os lados de San Antonio: apostar na veterania.

Tiago Splitter tem-se revelado este ano um jogador influente na equipa de Greg Popovich. Richard Jefferson decaiu de vez.

LA Clippers: Chris Paul + Blake Griffin e a coisa dá-se. Ainda não tem estaleca para o título a meu ver, mas cedo a terão. Caron Butler e Mo Williams ainda não vieram beneficiar o jogo dos Clippers.

No entanto, tenho concordamos com alguns ditames que me tem comunicado acerca do excessivo hype mediático de Blake Griffin. É um grande jogador, é atlético, é grande que se farta, é rápido, afunda com estilo e tudo mais… mas por favor…

Dallas Mavericks: Início desastroso para os campeões em título que tem sido suavemente amenizado com algumas vitórias. 4º lugar de conferência. Dirk em decadência? Os números de Nowitzsky não deixam de ser óptimos: 19.7 de pontos, 6.8 de ressaltos. Algo longe dos habituais 25\26 de média e algo longe das exibições seguidas a roçar os 40 pontos por jogo.

A equipa perdeu muito com as saídas de Tyson Chandler e Juan José Barea. E não é que os sacanas não estão a fazer nada de excepcional em Nova Iorque e Minnesota?!

As entradas de Vince Carter e Lamar Odom ainda não fizeram muito efeito. O primeiro está a fazer uma época muita boa como há muito não via, mas ainda pautada por uma certa irregularidade nas suas actuações. Está mais triplista no entanto. O segundo ainda não foi avistado no Texas. Anda constantemente lesionado e anda constantemente dessintonizado com a restante equipa. Delonte West foi outra aquisição furada.

O próprio Jason Kidd também entrou em decadência e já nem assistências faz. Para contrabalançar tantas “ausências” vale a Dallas a regularidade de Jason Terry e de Shaun Marion.

LA Lakers:

Basta que Kobe marque acima dos 25 pontos para os Lakers voltarem a ser contenders ao título. Essa é a verdade de Los Angeles nos últimos anos, com ou sem Gasol, com ou sem Bynum, orientados por Phil Jackson ou por Mike Brown.

O início da época dos Lakers poderia ser argumento para um filme de terror. Muita especulação, muito desejo (em Howard; em Chris Paul) muitas injustiças (a Liga apoderou-se da gestão dos New Orleans Hornets e decidiu vetar uma troca que punha Paul nos Lakers e Gasol nos Hornets para colocar o base no rival da cidade de Los Angeles) muita apatia de Gasol (que em Boston se transformou fogo de raiva) e muita falta de um Kobe de outros anos que voltou a aparecer sem se dar por ele.

Bastou Kobe dar o clique e Bynum apareceu e Gasol apareceu. O resto que por ali anda é muito pouco: McRoberts é tosco. Ponto final. Derek Fischer mais tosco é. Steve Blake é miserável para uma equipa com aspirações ao título. Luke Walton nunca mais apareceu. Metta World Peace desde que mudou de nome deixou de ser o Ron Artest do fight que tanto apreciavamos. E Lamar Odom anda na sua travessia em Dallas depois de anos a fio a ser o fio de prumo desta equipa.

Os Lakers terão que rapidamente pensar num target. Creio que Howard como free-agent no próximo ano ainda é um objectivo e Howard está mortinho para que isso aconteça. Mas despachar Bynum para ter Howard será alternativa. Ou despachar o animal que é Gasol num dia de excelência. Creio que o espanhol não durará para sempre. Talvez seja boa ideia trocá-lo. Interessados não faltarão.

Houston Rockets: A agradável surpresa do Oeste. Meia dúzia de renegados conseguem bater o pé na frente.

Sem exceptuar Luis Scola, Kyle Lowry e Kevin Martin, o primeiro olhar que qualquer amante da NBA dá nos Rockets é uma previsão cínica para um 12º lugar na conferência com um score nunca superior a um 20-44.

Lowry é a vedeta da equipa. Scola é a alma. O resto foi construído com bons resultados, casos de Martin, Dragic, Chase Buddinger. Pelos dois jogos que vi desta equipa, apresentam-se como lutadores até ao fim. Assim poderão surprender e para já estão a fazê-lo.

Memphis Grizzlies: Escasso? Sim.

Plantel muito escasso. Rudy Gay e Marc Gasol levam a equipa às costas. De vez em quando aparece Mareese Speights, OJ Mayo ou o veterano Tony Allen. Essencialmente esta equipa do Tennessee depende dos dois primeiros. Se um falhar, o resto falha. 7º lugar de conferência, mas não terão capacidades para o melhor, antes pelo contrário, só o deverão piorar.

Portland TrailBlazers: Não consigo percebe como tanto artista junto não dá um bom espectáculo.

Portland trouxe ao Oregon bastantes expectativas nos primeiros 10 jogos da época. A imprensa local até falava de uma equipa capaz de ombrear com as mais fortes do Oeste pela conquista do ceptro. 20 jornadas depois tudo mudou.

LaMarcus Aldrigde continua a ser o maestro de uma equipa que tem um potencial completo que não está a ser devidamente aproveitado. Aldridge chega à NBA e entra logo numa história interessante: escolhido por Chicago no draft, não chegou a jogar pelos Bulls pois foi imediatamente trocado pelo flop Tyrus Thomas. Ideias à John Paxson com a colaboração de um dito treinador de nome Scott Skiles que na altura achava Tyrus Thomas um portento atlético (não o nego) quando pela porta do cavalo passou um jogador que encaixava na perfeição no rooster dos Bulls.

Aldridge vai novamente ao All-Star Game. Para o corooar, uma época de sonho. Mais uma. Atlético, forte no um para um, forte a finalizar à beira do cesto, bom lançador, ressaltador, assistente. Basta vermos os seus números e a sua eficiência: 22.3 pontos (9º melhor da Liga) 8.3 ressaltos (27º na lista) e 2.7 assistências.

O que é que se passa então com o resto da equipa dos Blazers?

A junção que até poderia dar bons resultados: Marcus Camby (ninguém lhe tira os seus 12 ressaltos por jogo e 3 abafos; já chegou a fazer 22 esta época) se bem que a atacar é zero ou perto disso; Jamal Crawford (14 pontos de média não é mau) Raymond Felton (ainda pior que em Denver) Wesley Matthews (prometeu muito no início da época mas rapidamente se tem esfumado) Greg Odon (novamente lesionado) Kurt Thomas (longe da influência que teve em Chicago na época passada) Gerald Wallace (o 2º melhor da equipa; longe da inflência que teve em Charlotte).

Nestes jogadores temos de tudo. Um poste mau a atacar e exímio a defender e a ganhar ressaltos, uma antiga vedeta da Liga que não chegou a ser vedeta mas tem dias em que entra tudo aquilo que lança, um mandrião que poderia ser vedeta e não é por culpa própria, uma falsa promessa, um antigo 1 do draft que esteve mais dias lesionado do que aquilo que jogou, um veterano que sempre que saltava do banco influenciava o desenrolar de jogos e outro veterano que apesar de ainda ser influente pode render muito mais pois é dos melhores extremos da competição.

Denver Nuggets: Muito se falava de Denver no início da época. Até entre o pessoal da Fantasy League. Vi alguns jogos e comecei a perceber que não é má equipa mas não tem capacidades para ir aos playoffs.

Alguns jogadores muito interessantes como Ty Lawson, Arron Afflalo (tem dias) Al Harrington (muito muito interessante) Rudy Fernandez (em clara baixa de forma, até porque começou a época lesionado) e os veteranos André Miller e Nênê Hilário. Falta-lhe banco.

Minnesota Timberwolves: Ainda não me convenceram. Rubio e Love sim. No compto geral não.

Rubio é de facto um base de sonho. Aparece na NBA com um grande defeito: não encarar o cesto, até porque não é forte no lançamento. Se bem, que os treinadores lá dos Timberwolves estão claramente a melhorar o jogo do espanhol para se tornar também um bom lançador, bem à semelhança de Jason Kidd e Steve Nash. Rubio tem um pouco dos dois. Tem o timbre e o drible de Kidd e o passe de Nash. Anda ali no ataque com a bola aos saltinhos, acima e abaixo, passa todo o garrafão e espeta um passe picado que é sublime para um dos seus colegas. Qualquer coisa do outro mundo para quem aprecia bons bases.

Kevin Love é uma besta. No bom sentido. E tem a particularidade de vir munido com a capacidade de marcar triplos. Caso Minnesota não acerte, Love rumará a outras paragens que lhe dêem os playoffs.

Do que tenho visto dos Wolves:

– Michael Beasley regressou da lesão com vontade de triunfar mas rapidamente caiu em desgraça. Beasley chegou inclusive a fazer um jogo de 30 pontos e outro de 17 ressaltos.

– Juan José Barea, muito fustigado por pequenas lesões ainda não tem entrosado na equipa.

– Nikola Pekovic é uma agradável surpresa. O sérvio beneficiou em muito do jogo de Rubio e tem feito números estonteantes.

Com um bocadinho de sorte, talvez ainda consigam uma vaga no playoff. 5 base tem para isso e para muito mais.

Utah Jazz: Escrevia eu, aquando das primeiras jornadas que os Jazz, apesar de não terem uma individualidade que se destacasse dos restantes (o que é raro na NBA da actualidade) tinham um colectivo muito forte que poderia ser a arma que a equipa necessitasse para conseguir um feito que digamos, a acontecer, seria no mínimo “histórico”.

A temporada veio a meio e os Jazz vieram por água abaixo. Não tenderá a melhorar.

Golden State Warriors: Resume-se a alguma agressividade em casa e Monta Ellis. O resto do plantel abunda em fraquezas e veterania excessiva.

Ainda tem que ser o pobre do triste a levar a equipa às costas.

Não há nada em Phoenix senão Nash. Nash, Nash e Nash. Se Phoenix tivesse mais 2 à sua semelhança, conseguiria ir aos playoffs. Não há Carter. Ainda existiu alguma fé na recuperação para o basket de Michael Redd, mas nada…

O resto é tudo de qualidade muito duvidosa.

Sacramento Kings: A equipa das abadas. Ainda só vi um jogo deles esta época, precisamente contra Chicago. Sei que ultrapassam sempre os 100 pontos e por vezes levam 120. É normal. Tem malta de futuro. DeMarcus Cousins, Isaiah Thomas (o filho do mítico Isaiah Thomas) Tyreke Evans, Tyreke Evans, JJ Hickson – vejam-nos nos playoffs na próxima temporada. Seguramente.

New Orleans Hornets: A pobreza disfarçada.

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