Tag Archives: Ana Gomes

o predador sexual e as pré-reformadas pseudo-feministas

“Este indivíduo está à procura de palco para se reabilitar. O PE não deve servir de maneira nenhuma para limpar as taras e os crimes que ele eventualmente praticou. Não sei se praticou ou não, mas ele está indiciado por crimes nos Estados Unidos e em França, e é um óbvio predador, quem o conhece sabe disso, independentemente das suas competências, que são muitas”

Ana Gomes, no Parlamento Europeu, a propósito da tentativa que está a levar a cabo com mais 4 deputadas para anular a visita de Dominic Strauss-Kahn ao mesmo no âmbito de uma conferência.

Se o indíviduo está “à procura de palco para se reabilitar não sei” – sei sim que o indíviduo para já não está culpado da prática de qualquer crime sexual. A justiça é aquela coisa cega que nos ensina que até existir a culpa provada, todos são inocentes. Sei sim que seria interessante ver o antigo director do FMI a explicar algumas das trapalhadas provocadas pela des(regulação) financeira que hoje estamos a pagar.

Quanto à Dra. Ana Gomes, confesso que com o passar dos anos vou perdendo a admiração de infância que nutria derivada da sua postura férrea no caso timorense. Anos após anos, Ana Gomes vai nos brindando com uma nova. Cada vez mais extremista, cada vez mais falsa, cada vez mais inventada. Até parece que a Dra. também precisa de palco para se relançar. Eu cá acho que já está na altura de se reformar dos palcos porque as cenas que faz são cada vez mais parecidas com as cenas de uma fervorosa mulher do minho. Com todos os respeitos pelas mulheres do minho.

Com as etiquetas , , ,

Ana Gomes! Bravo

1.”Tenho a certeza que Martin Schulz, ao apontar para o risco de enfeudamento português ao investimento angolano, está a ter em mente normas básicas da União Europeia em matéria de direitos humanos, promoção de democracia, combate à corrupção, para fazer o mercado interno e as regras da concorrência, responsabilidade social das empresas”

2. “É no entanto necessário dizer a Martin Schulz e a todos os amigos alemães, a senhora Merkel incluída, que esse risco é consequência das desastrosas políticas europeias que têm sido determinadas pelo Governo alemão, que empurra Portugal e outros Estados-membros para recursos exteriores à União Europeia (UE), onde interesses contrários aos da UE podem de facto fazer perigar as possibilidades de progresso desses países e do próprio projecto europeu”

3. “É isso que se passa também em relação à China. É importante chamar à atenção (…) que é no quadro de ajustamento orçamental que nos é imposto pela União Europeia, com particulares responsabilidades da Alemanha, que Portugal está a vender infra-estruturas críticas, essenciais para a própria segurança nacional e europeia, ao Partido Comunista Chinês”

4. É fundamental que falemos – como Martin Schulz fala – e que digamos à frau Merkel o que temos a dizer nesta matéria. E explicar em particular que é por falta de solidariedade europeia e alemã, em concreto, para resolver a crise, é por causa das receitas desastrosas que só agravam a crise que têm sido determinadas pela frau Merkel, que Portugal se vê obrigado a se sujeitar a investimentos estrangeiros, alheios à União Europeia, e a ceder o controlo de empresas estratégicas”, continuou. “Era bom que Passos Coelho dissesse isso à frau Merkel, em vez de se apresentar sempre obediente e amestrado.”

Com as etiquetas , , , , , , , ,

Não consegui perceber

Ler aqui.

Consigo perceber os argumentos da Dra. Ana Gomes no que toca à falta de responsabilidade governativa demonstrada por Paulo Portas “no célebre caso da compra dos submarinos” e a falta de idoneidade para governar.

Não consigo é perceber a sua analogia com o caso de Dominic Strauss-Kahn.

Uma coisa é a responsabilização política e jurídica por actos que causem prejuízo ao estado. É reprovável e merece ser alvo de investigação por parte das autoridades judiciais. Outra coisa é a responsabilização jurídica de um indíviduo com altas funções numa instituição mundial devido a um pressuposto cometimento de um crime na esfera da vida privada de qual Dominic Strauss-Kahn até prova e sentença em contrário ainda se encontra inocente.

A Dra. Ana Gomes, intelectual pela qual eu tenho a maior estima (o que não impede de lançar uma ou outra crítica como já efectuei neste blog) quando opina publicamente “dá uma no cravo e outra na ferradura”.

Não defendendo as políticas de Paulo Portas e do seu partido (a verdade sobre a operação de compra dos submarinos deveria ser investigada a fundo para que se desmascarem algumas verdades sobre a legalidade dos contratos assinados pelo Estado Português e os lucros que reverteram a um determinado banco privado resultante do empréstimo de capitais ao Estado Português) tenho a dizer à Dra. Ana Gomes que o líder do seu partido (um tal de José Sócrates) também não dispunha de idoneidade para governar. Basta relembrar que o “falso engenheiro” obteve uma licenciatura com uma assinatura dominical (dia de trabalho raro nas universidades portuguesas)e esteve ligado directamente e indirectamente a 3 casos de corrupção envolvendo entidades públicas: Face Oculta, Tagus Park e Freeport.

Politicamente, a Dra. deve-se lembrar que há poucos meses atrás, José Sócrates não comunicou a nenhum dos outros órgãos de soberania uma ida a Bruxelas para apresentar o PEC, num claro desrespeito pelos princípios democráticos instaurados neste país pela revolução de Abril.

Politicamente, a Dra. deverá lembrar-se que o governo da sua cor partidária baixou o IVA dos produtos relacionadosutilização dos campos de Golfe e por outro lado aumentou as taxas moderadoras de utilização do Serviço Nacional de Saúde e limitou a comparticipação estatal numa alta variedade de medicamentos.

Poderia estar aqui uma tarde inteira a digitar mais exemplos de falhas graves na governação socialista que deveriam ser alvo de responsabilidade política e quiçá de investigação pelas autoridades judiciais competentes. Com isto, não estou a defender o Dr. Paulo Portas – muito pelo contrário – tenho medo do que possa vir naquela cabeça para o futuro do país.

Compreendo perfeitamente as palavras da Sra. Dr. em relação ao “estranho caso dos submarinos” – agora, associar essa questão ao problema de Strauss-Kahn é uma piada de muito mau gosto.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , ,

Vamos ver o que sai daqui

O embaixador Português na ONU José Moraes Cabral assume na próxima terça-feira a presidência do Comité de Sanções contra a Líbia.

Pela amizade que o Governo (Socialista) Português nutre por Mohammar Kadafy, é caso para dizer que esta nomeação é uma das (deliciosas) ironias da vida!

A esta hora, Luis Amado deve estar em polvorosa! Virar o feitiço contra o feiticeiro torna-se (de facto) algo obrigatório, se bem, que continua a ser permitido (ao Governo Português) efectuar jogadas de bastidores em prol do ditador Líbio. Se eles existem (porque realmente existem!) existem para estas situações!

Há uns dias atrás, critiquei (positivamente) a Dra. Ana Gomes neste blog pelo post do Causa Nossa em que a Dra. apontava um conjunto de soluções que deveriam ser tomadas pela delegação Portuguesa no Conselho de Segurança das Nações Unidas contra o regime de Kadafy.

Agora Dra. é que vamos ver de que massa é feita a diplomacia Portuguesa…

Será que esta assume  a isenção que lhe é pedida pelas Nações Unidas num caso concreto em que o país em causa é um parceiro comercial do país do qual é cidadão o presidente do Comité de Sanções e cujas relações é sabido que são intensas e recheadas de viagens, férias, jantaradas e dialécticas tu-cá-tu-lá-monta-aí-a-tenda-no-forte-de-São-Julião-da-Barra-Porreiro-pá! ou se o Dr. José Moraes Cabral cede a pressões vindas da jogada de bastidores, que bem sabemos, vão existir. Porque, de facto, existem para ironias da vida como estas!

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , ,

A História repete-se…

Na Líbia Kadafy está cada vez mais isolado no governo do país e encurralado pela revolução na capital Trípoli.

Enquanto Kadafy continua a  ordenar “banhos de sangue” ao seu próprio povo, em Nova Iorque, o Secretariado-Geral das Nações Unidas ainda está a tentar discutir possíveis sanções a aplicar imediatamente ao ditador. Perante a situação, ninguém (na organização) ainda foi capaz de cortar as contas bancárias do ditador, lançar embargos ao regime, enviar tropas para território Líbio de forma a acalmar os ânimosdepor de vez o ditador ou montar uma campanha humanitária (na Tunísia) para ajudar os milhares de refugiados que já passaram a fronteira.

Qualquer uma das opções a tomar seria legítima para por fim a uma guerra civil sangrenta que parece não ter fim…

Quer-me parece que a História se repete. Mais uma vez (à semelhança péssimo exemplo que foi dado nesta matéria no caso Sudanês) a maior Organização Internacional que conhecemos desde a 2ª Guerra Mundial parece ser incapaz de actuar rapidamente aquando de uma emergência.

Perante estes casos, cada vez mais defendo uma imensa reforma no actual quadro de competências e atribuições institucionais da ONU. Para que esta finalmente possa evitar males maiores. Atempadamente.

E a delegação Portuguesa no Conselho de Segurança parece completamente inerte no caso Líbio. Parecem demonstrar o típico pensamento Português: “Não é nada connosco, não nos metemos”

Quando aqui há dias critiquei Ana Gomes e um dos seus últimos posts no Causa Nossa, argumentava que a Sra. Dra. tinha razão nas medidas que pedia  que a delegação Portuguesa no CS levasse a cabo imediatamente. No entanto, efectivamente, a “crítica positiva” que fiz ao seu post e o desenlace da problemática em questão acabou por me dar razão neste caso.


Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Para a Dra. Ana Gomes

Leio aqui no Causa Nossa.

Respeitando a inteligência e a excelência diplomática que sempre reconheci à Dra. Ana Gomes, refiro que aquilo que enuncia no post está certo. As soluções enunciadas pela Dra., deveriam ser de facto as decisões que a delegação Portuguesa deveria tomar no Conselho de Segurança como membro permanente.

O que me causa alguma estranheza neste post é o facto de me querer parecer que a Dra. ou “vive no mundo do sonho da utopia” ou então está claramente desconexada em relação às matrizes do seu líder partidário e do seu co-partidário Luis Amado e da extrema cooperação que o governo socialista travou com o regime de Kadafy.

Apelar junto do Conselho de Segurança os 3 pontos que a Sra. Dra. enunciou no post seria sem dúvida a atitude a tomar por parte dos Portugueses. Por parte dos Portugueses e por parte dos outros países que são membros permanentes do CS.

Mas, ia agora o Portugal Socialista virar-se contra o amigo Kadafy depois de todas as “festarolas” em que Luis Amado participou em Trípoli na celebração do aniversário do regime e da retribuição que foi dada em Portugal em 2007?

Não creio que tal atitude venha a ser coerente com os laços que o governo do seu partido criou com o ditador…

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , ,