Tag Archives: Ana Drago

bem me parecia

A ideia bicéfala de liderança no BE não agrada nem a Drago nem a Daniel Oliveira. Cucu: Querem-se candidatar os dois?

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diz-se que é o interesse do partido

Esta decisão de Louçã abandonar o comando do Bloco de Esquerda em prol de uma liderança bipartida e feminista não deixa de ser caricata.

Como se sabe, um dos motivos que levou a Ruptura\FER de Gil Garcia (e do meu amigo, amigom, estás a ler a amigo?) Manuel Afonso, a, primeiro insurgir-se contra a hegemonia do PSR nas Convenções do Bloco, foi precisamente a utilização do argumento que o Bloco estava viciado para que Louçã se mantivesse ancorado ao poder, fruto da união entre as 3 maiores facções do mesmo: PSR, Política XXI e UDP.

A FER abandonou a Mesa Nacional do Bloco e transformou-se em partido: o MAS. Os Bloquistas do triunvirato Louça, Fazenda, Drago e do vice-rei conimbricense José Manuel Pureza, em certa medida, agradeceu o abandono. Gil Garcia, o homem da arrentela e os seus manifestantezinhos profissionais estavam a tornar-se incómodos, visto que todas as tomadas de posição do partido estavam a esbarrar com as suas posições radicais (sim, ainda mais radicais!). E meses depois do acontecimento, Louçã decide sair e decide propor a liderança do partido a dois militantes do Porto, utilizando uma ideia lançada uma vez na Convenção pelo falecido Miguel Portas.

Louça, na nota que disponibilizou via facebook aos militantes do partido afirma que “O argumento de que esta hipótese é de meios líderes é uma tentativa fracassada de os vulnerabilizar. Esta solução ganhou consenso e ganha força. Tenho muita confiança nesta solução. A decisão não compete ao núcleo de direcção, podem surgir outras opções…” – ou será que Louça, sabendo que o partido está a perder força devido ao seu bipolarismo (um excelente economista, um péssimo político) saberá que a melhor decisão para manter a coesão do partido não passa só por abandonar a sua liderança como entregá-la a quem poderá satisfazer todos os interesses nele presentes e assim apaziguar as tensões de conflito que podem surgir entre as facções na próxima Convenção?

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é tudo uma questão de números

Quando interrogado pelo parlamento sobre os valores do investimento que a empresa Australiana Rio Tinto poderia fazer em Portugal no sector mineiro, o ministro da Economia Álvaro dos Santos Pereira (mais conhecido neste blog como Álvaro Canadiano) respondeu que não poderia fornecer os dados.

Na 11ª comissão parlamentar, Nuno Crato avançou que tinha dados que indicavam que o número de bolsas atribuídas no ensino superior tinha aumentado em relação ao número atribuído no ano lectivo transacto. A deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago pediu no entanto que o ministro disponibilizasse os seus dados, pedido que como diz a giria popular “bateu no tecto”.

Na quarta-feira, o ministro da Saúde Paulo Macedo afirmou que apesar do aumento das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde para uma franja considerável de cidadãos, o número de consultas aumentou. No entanto não disponibilizou dados.

No próximo sábado, o governo não irá disponibilizar dados sobre a manifestação nacional da CGTP. Não vale a pena tanto esforço. Afinal de contas os números indicados pela intersindical e os números do governo nunca batem certo…

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cantinadas (balanço)

Durante todo este fim-de-semana estive de plantão na cantina dos grelhados (num ambiente responsável, pacífico e animado) a zelar pelo cumprimento efectivo dos direitos que assistem à comunidade estudantil coimbrã.

O fecho das cantinas ao fim-de-semana no início deste ano lectivo (assim como o fecho da lavandaria dos SASUC) causou um transtorno gravíssimo a todos os nossos colegas, que, impossibilitados de ir a casa todos os fins-de-semana deixaram de poder usufruir de dois serviços sociais vitais para o seu quotidiano. Acresce porém que o fecho das cantinas aos fins-de-semana acarretou perdas irremediáveis para a comunidade estudantil: a mudança de um regime de alimentação saudável praticado à semana que se alterou ao fim-de-semana para aqueles que não sabem cozinhar ou que acabaram por preferir ir almoçar e jantar a estabelecimentos de fast food e sobretudo, a dificuldade de muitos fazerem face às despesas de alimentação geradas aos fins-de-semana pelo fecho das cantinas e pela adesão a outros estabelecimentos comerciais (supermercados; restaurantes) aqueles que neste momento vivem numa situação de carência económica.

Para tal efeito, deliberou-se em Assembleia Magna uma proposta da Direcção-Geral que visava ocupar simbolica e pacificamente a cantina dos grelhados durante todo o fim-de-semana como forma de protesto.

Que fique aqui vincado que sou da opinião que estas acções simbólicas por si só não irão conseguir avanços para o objectivo traçado que é a reabertura dos serviços e a execução de uma política de acção social escolar que vá de encontro ao que é pretendido pelos estudantes de Coimbra. No entanto, também sou de acordo, ao contrário de sectores mais à esquerda, que a forma mais convencional de protesto (a manifestação) por si também não será capaz de alterar nada no que toca a esta problemática. Prova disso foram as enúmeras manifestações que os estudantes de Coimbra fizeram a Lisboa nos últimos anos e as falsas vitórias que se cantaram no fim de todas essas manifestações. A última grande manifestação acabaria por exemplo por tirar a acção social escolar das garras do nefasto decreto-lei 70\2010 para a colocar nas garras da decrépita lei 15\2011, lei cuja iniciativa pertenceu à bancada do CDS\PP enquanto oposição.

Acredito sim que a luta (atenção aqueles que tem gozado com a palavra luta) dos estudantes de Coimbra deverá ser continuada, irreverente e criativa. As manifestações deverão existir, quando for o timing para tal e quando a Academia mobilizar o suficiente para se ir em larga escala para Lisboa, para o Porto ou até para as ruas de Coimbra. Com ou sem os trabalhadores mas nunca apoiando partidos políticos ou sindicatos. Assim como as ocupações, as greves de zelo, as passadeiras vermelhas no largo D.Dinis e outras mais iniciativas de protesto que já revelei a alguns elementos da Direcção-Geral deverão ocorrer de forma ordeira, assertiva, pensada, apoiada, mobilizada e sustentadas em timings oportunos.

Voltando ao evento.

Na sexta-feira, os estudantes de Coimbra ocuparam as cantinas dos grelhados e só saíram de lá às 21 horas de domingo. Pelo meio realizaram-se debates sobre o ensino superior (um com a presença do incontornável professor Elísio Estanque) distribuição de flyers, dezenas de reportagens e testemunhos para os meios de comunicação social e muita camaradagem coimbrã. Pena foi o facto da mobilização (como a deliberação de magna foi na madrugada de quinta-feira) não ter sido possível para que se pudesse ter mais do que 6 ou 7 dezenas de estudantes em permanência na cantina dos grelhados. No entanto, costumamos dizer que só faz falta quem cá está.

Pena também me causou a ausência de alunos que pautam por um discurso ideológico mais à esquerda. Aqueles que usualmente vem a Assembleias Magnas alimentar a vontade de partir com toda a pujança para a rua, optaram por ficar em casa a “lutar”, perdão “dormir” pelos direitos dos seus colegas mais carenciados. Eu, que sempre pautei por um discurso crítico contra as sucessivas direcções-gerais, eu, que sou céptico em relação aos resultados de formas de protesto mais ortodoxas, não tive qualquer problema em juntar-me aos colegas que representam a Académica em prol de uma causa que penso ser comum a todos nós.

No fim da noite de hoje, aquando da presença de alguns deputados do Partido Socialista e do Partido Social-Democrata entre os quais o antigo presidente da AAC Emídio Guerreiro também fiquei triste pela ausência de deputados tanto do Bloco de Esquerda (se bem que Ana Drago vem amanhã a Coimbra para ouvir os estudantes e para um debate promovido pela DG no Santa Cruz às 21h) como do PCP, como do CDS\PP, aquele partidozeco que fez a lei e que agora se esconde por detrás de um manto de hipocrisia no que toca a acção social escolar, com ideias mirabolantes que tratam esta lei 15\2011 como uma forma justa de distribuir ou negar migalhas entre aqueles que um dia constituirão o futuro do país. (ou não se entretanto abandonarem os seus estudos).

Para finalizar, resta-me agradecer individualmente a alguns que permaneceram estoicamente durante as 48 horas da ocupação (ou grande parte delas), casos do Sasuke Ribeiro, do Mário Gago, do Rui “Ben” Sobral, do João Amorim, da Sara São Miguel, do Pita, da Joana, do Zé Ribeiro, da Rita Andrade, do Eduardo Barroco de Melo, do João Seixas, Ricardo Morgado, Joel Gomes, Tiago Martins, Pedro Tiago, João Couceiro e Castro, Ana Rita Mouro, Paulo Ferreira, Mariana Mesquita, Angela Ferreira, Leticia Gomes e dos sempre bem dispostos e solidários Miguel Franco e João Almeida que apareciam todas as manhãs para espalhar o seu charme, perdão, terror.

Peço desculpa a todos os outros que permaneceram e cujos nomes não fixei.

Costumo dizer que é neste tipo de situações que se prova quem gosta da Académica. Independentemente de cargos, tachos ou responsabilidades na Academia.

P.S: Também foi lindo ver o Núcleo de Estudantes de Economia a ter reunião na cantina dos grelhados horas antes da presença de deputados do PSD nas instalações. Prova que o NEE adora surprender e adora deslocalizar as suas reuniões quando mais lhes convém, não sendo o seu presidente Dino Alves (já elogiado pelo seu trabalho neste blog) em simultâneo o líder da concelhia de Coimbra da JSD. Haja paciência Dino Alves. Já elogiei bastante o teu trabalho enquanto presidente do núcleo neste blog, mas creio que hoje soaste a pechisbeque. Isso de te mostrares muito solidário com a Academia para tomar partido na presença de líderes políticos do teu partido e ao mesmo tempo dares a impressão que és mesmo solidário com a Academia comigo não pega.

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