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Cala-te Nobre

Que só te enterras.

Se realmente não quisesses um tachinho:

1.  Não tinhas “saído” prontamente da AMI para te dedicares à política.

2. Não te terias candidato à Presidencia da República.

3. Não te terias candidato à Assembleia da República e terias cumprido a tua vontade patriótica de ajudar o país nas funções de deputado.

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Sem palavra e sem vergonha

Que volte para a AMI, essa organização não-governamental tão democrática (melhor, tão familiar ao nível de domínio) de onde nem quer deveria ter saído.

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Era o candidato dos cidadãos apartidários

Era o candidato dos cidadãos apartidários.

Era a Sociedade Civil a acordar da letargia dos erros e dos vícios da política.

Era o candidato transparente, de provas dadas na ajuda humanitária que iria transportar o seu imenso “know-how” nessas lides para a Presidência da República.

Era o candidato que promovia a solidariedade entre os Portugueses.

Era.

Agora é candidato a Presidente da Assembleia da República pelo PSD, caso este vença as eleições.

Fernando Nobre perdeu-se de amores pela política e perdeu-se definitivamente ao nível de coerência no discurso. Deixará um lugar vazio na ajuda humanitária para satisfazer ao capricho do líder do PSD, desejoso de puxar para si todos aqueles que votaram Nobre nas presidenciais.

Na Literatura Portuguesa existe um livro que bem retrata esta passagem de Nobre. Chama-se “A queda de um anjo” e foi escrito por Camilo Castelo Branco. Dá uma extrema lição de como a política é capaz de corromper tudo e todos.

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Esta não esperávamos

Sempre tive em conta Fernando Nobre por ser um exemplar cidadão e um humanitário de primeira classe que não existe nos nossos dias… O seu trabalho na AMI ao longo dos anos em que assumiu a estrutura é prodigioso, digno de reconhecimento da humanidade através de um Nobel da Paz.

No entanto, sempre achei despropositada a sua candidatura a Belém. Creio que os homens deverão exercer aquilo em que são bons profissionais. Nobre é um excelente médico e é um excelente agenteactor humanitário, não político.

Mesmo assim, ainda dei o benefício da dúvida a Fernando Nobre. Sempre pensei, que no meio desta “garraiada” pelo poder, Fernando Nobre fosse de longe o candidato mais sóbrio. Acabei por me enganar. Nobre entrou definitivamente no jogo e também ele começou a alimentar folclóres e quimeras, desiludindo aqueles que por falta de alternativa e por mérito das suas campanhas humanitárias eram à priori dispostos a votar em si para uma eventual mudança na Presidência da República.

Nos últimos dias, temos assistido a um Fernando Nobre que sempre que vem a público afirma coisas que só fazem alimentar a máquina de folclore que a Comunicação Social tem alimentado entre os candidatos presidenciais. Afirmar que vai vencer Cavaco Silva, que Manuel Alegre deve desistir da sua candidatura na 2ª volta porque acha que é o único candidato capaz de bater Cavaco Silva e afirmar que está a ser alvo de ameaças de morte pode ser sinal que a candidatura do médico está a entrar num desespero tal que a estratégia agora passa por disparar para todos os lados…

E isso, isso não é bom para a democracia. A alternativa a um Presidente da República que se recandidata não passa pela apresentação de afirmações estúpidas e descabidas entre candidatos mas sim pela apresentação de ideias que agradem ao povo e que sejam cumpridas caso surja a eleição.

Se tomarmos em conta que existem candidatos que prometem mundos e fundos ao povo Português, estamos perante um caso em que os próprios candidatos presidenciais não sabem os poderes, competências e atribuições do Presidente da República Portuguesa. Prometer Metro Mondego, redução da pobreza, redução das desigualdades sociais num país onde o Presidente da República não o pode fazer por via daquilo que lhe é adstrito pela lei máxima do país e que é competência do governo e da Assembleia da República, é passar um “cheque em branco” de honestidade intelectual aos Portugueses.

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