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NBA videos #1

50 anos depois. 100 pontos num único jogo. Will Chamberlain por Philadelphia. Ainda se mantem actualmente como o record de mais pontos somados por um jogador num único jogo. Se bem que há poucos anos atrás, num jogo contra Toronto, Kobe Bryant somou 87.

Will Chamberlain é um jogador mítico da Liga. Foi durante anos o melhor jogador da Liga, tendo um salário base que rondava os 30 mil dólares mensais nos anos 60, uma autêntica fortuna, considerando que na altura a Liga era maioritariamente constituída por jogadores brancos e Will era negro.

Will e Bill Russell, outro mito de então disputaram ano após anos duelos intensos.

Mais recentemente, numa auto-biografia, Will Chamberlain confessou (não sabemos se com um toque de verdade ou um toque de mito) que teve mais de 3 mil relações sexuais durante a sua vida.

Quem conhece a NBA profundamente, conhece Craig Sager.

Sager é um jornalista da TNT cuja profissão lhe dá o privilégio de viajar durante todo o ano com as equipas para cobrir (via TNT) o inside da competição.
Sager também é conhecido e ironizado na Liga pelo seu fraco gosto quanto à indumentária que veste. É ritual ver Sager com uma combinação constituída por um fato cor-de-rosa com uma gravata castanha, ou com um fato com lagartos e uma gravata do Mickey Mouse. Ou com um fato todo vermelho e uns sapatos pele de crocodilo verdes.
Neste vídeo, Kevin Garnett ironiza o pobre coitado e diz-lhe para queimar os fato!

Blake Griffin é a nova coqueluche da Liga.
Este número 2 do draft de 2010 conquistou os Estados Unidos da América com os seus poderosos afundanços. Dizem-se remates. Na verdade, aceitamos porque são autênticos remates.

No entanto, não são só os remates que fazem de Griffin um jogador com um potencial soberbo. O seu atleticismo é a sua maior arma. Tanto ofensivamente como defensivamente. É um jogador de um grau de explosão junto ao cesto demolidor, chegando por exemplo ao que foi nos anos 90 Dennis Rodman. Defensivamente é grande, abafa muito e ganha muitos ressaltos por jogo. Ao nível de lançamento não é tão forte como nas restantes características mas no entanto nesta época e meia de Liga ronda os 50% em lançamentos de campo. Já fez mais de 2500 pontos em época e meia, o que dada a durabilidade dos jogadores da NBA é meio passo para que entre nos 10 melhores de sempre neste campo.

Neste video, este ano, contra Oklahoma, Griffin brinda-nos com mais do mesmo. Fazer isto contra um jogador normal parece fácil para Griffin. O problema é quando do outro lado está um bom defensor, neste caso, Kendrick Perkins, um jogador que se pauta pela dureza associada ao alto dos seus 2,09m. Absolutamente delicioso.

Para rematar, um compendio de imagens dos melhores abafos da carreira de Alonzo Mourning.

Alonzo Mourning é um hall-of-famer que se destacou nos anos 90 principalmente ao serviço de Miami. Em Miami passou os seus melhores anos de carreira, que infelizmente coincidiram com os anos da era Jordan nos Bulls. Alonzo Mourning era um temível defensor e tem uma história enquanto desportista que é fenomenal: em 2004, Mourning estava em Miami já no fim de carreira quando recebeu a notícia que padecia de uma grave doença nos rins que o obrigava a interromper a carreira. Depois de um transplante de rim, Mourning ganhou coragem e em 2005 voltou a jogar pelos Heat tendo ganho o título desse ano ao lado de Dwayne Wade e Shaquille O´Neal.

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espantosos resultados

Os Bulls somam e seguem.

Na Sexta-Feira em Cleveland, frente a uma equipa que (dentro das possibilidades e opções do seu plantel) está a fazer um bom início de Liga, os Bulls recuperaram de uma derrota abismal no Tennessee na segunda frente a Memphis no primeiro jogo sem Derrick Rose com um estrondoso 114-75.

Duas ilações se podem tirar do jogo: os Bulls recuperaram do 3º desaire da temporada e ultrapassaram a ausência do seu líder e Cleveland mostrou que os bons resultados dependem em muito da boa prestação do seu rookie, o nº1 desta temporada Kyrie Irving, jogador cuja equipa tem como um valor de futuro e deverá constituir uma boa rede de jogadores válidos a seu lado nas próximas temporadas.

Com a ausência de Rose, Carlos Boozer e Luol Deng foram novamente a âncora da equipa para o sucesso. São dois jogadores que tem actuado de forma muito completa e tem mascarado algumas dificuldades da equipa. Deng fez um jogão com 19 pontos (9 em 15 em lançamentos de campo) 14 ressaltos e 5 abafos, enquanto o power forward fez 21 pontos em 8 ressaltos e tem-se mostrado temível no lançamento curto (aquele à rectaguarda em arco) onde consegue percentagens de 70% de média de eficácia.

Os bases CJ Watson e Ric Hamilton voltaram à equipa, ambos com números excelentes: Watson revela-se o nº6 que os Bulls sempre necessitaram e contra Cleveland fez 15 pontos e 7 assistências. Já o veterano Shooting Guard voltou com fantásticos 13 pontos. Já Joakim  Noah teve perto do duplo-duplo com 10 ressaltos e 8 pontos, mostrando que o Francês está lentamente a recuperar a forma. Noah haveria de se lesionar novamente e por precaução não foi utilizado ontem contra Charlotte.

Do banco de suplentes um inspiradíssimo Karl Korver apontou 14 pontos, tantos como Anderson Varejao que foi o melhor marcador de Cleveland. Irving com 13 pontos mostrou que ainda é muito verde para brilhar neste tipo de partidas. As fraquezas da equipa de Cleveland foi eficazmente escapulizadas pelos Bulls, não deixando a equipa do Ohio pontuar acima de 20 pontos no 2º, 3º e 4º parcial.

Em mais um regresso saudado de forma entusiática pelas pessoas de Chicago a Michael Jordan ao United Center (a gratidão de Chicago a Michael Jordan é algo eterno; Jordan é o actual proprietário dos Bobcats), a equipa de Charlotte provou mais dificuldades na arena dos Bulls que Cleveland tinha feito no Ohio no dia anterior.

Muitas lesões nos Bulls (Noah, Rose, Gibson e John Lucas) num jogo com um grau de dificuldade mais difícil que o anterior e desde logo uma nota que me parece importante mencionar: apesar das críticas que tenho feito neste espaço a Tom Thibodeau acerca das suas escolhas e do método de rotação\timing das substituições que tem vindo a fazer na equipa, depois do que vi ontem fiquei bastante agradado. Isto porquê? Com um plantel meio dizimado por lesões, Thibodeau apostou em Scalabrine no 2º e 4º período e em Mike James no 3º e 4º.

Fazendo um aparte: Mike James é aquele jogador que teve um percurso estranho na Liga. James, actualmente com 37 anos, chegou à Liga em 2001\2002 para os Miami Heat de Alonzo Mourning. Antes de chegar a Chicago, actuou nos Heat, Boston, Detroit (sagrou-se campeão ao lado de Hamilton, Prince, Rasheed Wallace, Ben Wallace, Antonio McDyer e Chauncey Billups), Milwaukee, Houston, Toronto, Minnesota, New Orleans e Minnesota. James é um autêntico globetrotter. Os seus anos áureos na Liga aconteceram entre 2003 e 2007 aquando das passagens por Detroit, Houston, Toronto e Minnesota. Em Detroit venceu o título, em Houston era titular numa equipa que tinha em grande forma jogadores como McGrady e Yao Ming, em Toronto com Chris Bosh era titular e obteve uma média final na season 056 com 20 pontos de média e 5,8 assistências em 79 jogos, transferindo-se para Minnesota para actuar também como titular ao lado de Kevin Garnett na época seguinte.

Contratado este ano por Chicago por apenas 10 dias face às lesões de Watson e Hamilton, já renovou o seu vínculo com a turma do Illinois e uma das coisas que explica isso não é apenas o facto de ser bastante experiente e ser contratado temporariamente (como muitos outros que actuam em ligas inferiores) para fazer banco face a problemas de lesões. Ontem, James foi chamado por Thibodeau numa altura complexa da partida contra Charlotte (os Bulls venciam por 4) e transformou o jogo de Chicago com 9 pontos e 10 assistências.

Já Scalabrine provou que também não anda ali só para treinar, cumprindo 5 minutos no jogo de ontem. Tom Thibodeau consegue ter o dom de conseguir transformar jogadores sem grande importancia na presença das suas stars em jogadores úteis na sua ausência.

Um jogo bastante interessante, com algumas mudanças de liderança (11) e que foi totalmente equilibrado até ao intervalo.

Do lado dos Bulls, nota de destaque para Boozer e Deng, principalmente na sua parte. O primeiro com 23 pontos e 9 ressaltos, o segundo com 22 pontos e 8 ressaltos: foram novamente a âncora da equipa na ausência de Derrick Rose.

Omer Asik fez de Joakim Noah e conseguiu 6 pontos e 15 incríveis ressaltos. O turco tem subido de rendimento na luta das tabelas. Ofensivamente continua a revelar muitas fragilidades.

Ric Hamilton fez 20 pontos e CJ Watson também se veio a revelar útil com 11 pontos e 10 assistências.

Do lado de Charlotte, algum talento mas não é o suficiente para levar a equipa aos playoffs esta época. Os Bobcats em Chicago foram liderados por Gerald Henderson com 22 pontos e 9 ressaltos. No entanto, Henderson só foi acompanhado pelo poste alto Byron Mullens, que ontem em Chicago fez 17 pontos e 5 ressaltos. DJ Augustin foi uma sombra daquilo que tem sido e em mais um regresso ao United Center (onde começou a sua carreira na NBA) o saltitão Tyrus Thomas foi completamente abafado pela dupla Deng\Boozer.

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