Tag Archives: Alberto João Jardim

the man and the beast

The telegraph – Madeira.

Alberto João Jardim já veio fazer o choradinho que eu previa. O terrível incêndio que deflagrou na ilha é motivo para o presidente do governo regional vir a público afirmar que seria bom renegociar o plano de ajustamento das contas da ilha derivado da catástrofe.

Vindo daquela mente doente, já não me admiro nada que o incêndio tenha sido deflagrado com o intuito de poder granjear um programa mais leve para a ilha. No reino de Jardim, vale tudo: até cometer crimes contra os seus representados.

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zeus os proteja

Na Madeira não falta dinheiro para o turismo. Não falta o carnaval, não falta o fogo de artíficio.

Na Madeira não faltam estradas, pontes e túneis e outras infra-estruturas rodoviárias completamente desnecessárias para as necessidades da ilha.
Porém, as infra-estruturas existentes são insuficientes para que os bombeiros possam chegar facilmente às zonas que estão a arder.

Alberto João Jardim afirmou recentemente que a Madeira não carece de bombeiros. Mas carece de meios aéreos para combater os incêndios e de infra-estruturas para meios aéreos.

Não desvalorizo a necessidade da Madeira construir riqueza para a ilha através do Turismo porque o Turismo é a principal fonte de rendimento da ilha. Desvalorizo sim, a excessiva verba que é gasta pelo Governo Regional Madeirense nesse sector, em contrapartida à mingua do que é gasto no planeamento urbano e rural e no acesso a dispositivos e equipamentos capazes de dar respostas rápidas a situações de calamidade.

A enxurrada do ano passado parece ter sido esquecida. A água tudo levou. O fogo tudo parece arder. Nas zonas rurais, os amontados de casas construídas nas encostas, umas atrás das outras, não parecem ter sido alvo de qualquer licenciamento. Nessas mesmas zonas, é mais fácil o fogo derrubar aldeias inteiras do que encontrar uma estrada que permita um carro-tanque evitar a miséria. Tudo me faz crer que no inverno, um dilúvio de semelhante escala ao de 2011 poderá levar o resto que o lume não consumir desta vez.

O ditador já começou o seu espectáculo. Em vez de se optar pela criação de um plano para este tipo de situações, prefere atirar as culpas para os incendiários e está claro, para o continente. Suspeito que depois desta calamidade, Alberto João servir-se-à da miséria para tentar renegociar a dívida da ilha e para mandar mais algumas farpas ao continente. Como é seu apanágio…

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ó alberto, coça-me aqui a pubis.

Já não te bastou o curso de Direito que tiraste às três pancadas entre Coimbra e Lisboa?

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Lá nas terras do Alberto João

Miguel Relvas, a descansar à sombra de coqueiros com dossiers importantes na mão.

“É conhecido como um dos melhores réveillons do mundo, numa região muito agradável para se estar. Tem boa hospitalidade, é bonita, tem boa gastronomia e, portanto, para descansar, a Madeira é óptima”. – disse ao Jornal do Governo Regional, a.k.a Jornal da Madeira.

Jardim, tens aqui a tua oportunidade para o embebedar com poncha e levar avante aquelas ideias que tens de não meter os teus subordinados a fazer sacrificios extra.

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madeirices

Isto é constitucional?

Esta medida respeita os trâmites da normal decorrência de um Estado de Direito democrático no nosso país?

É com algum gozo que vejo as declarações do deputado regional Tranquado Gomes do PSD e atesto das suas palavras muito sábias: “O PSD quer evitar ser surpreendido” – é tudo portanto uma questão de surpresas. Para mandar, o PSD\Madeira não quer ser surpreendido nos actos que cometa daqui em diante, quando tem apenas maioria de 2 deputados no Parlamento regional.

O Governo Regional Madeirense, na figura de Alberto João Jardim e o seu braço político no Parlamento pela via dos deputados do PSD, mudam as regras do jogo de forma consistente conforme lhes dá jeito….

É absolutamente vergonhoso. Ainda mais no dia em que Jardim poderá ter ganho mais um braço de ferro contra o Ministro das Finanças, com a possibilidade de novos contratados do Governo Regional não passarem pela aprovação do Ministério das Finanças.

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submissões

submissão é a palavra que mais me ocorre aquilo que o Estado Português está a fazer diante da troika.

nem que para isso tenhamos que aumentar a dose das medidas de austeridade. o que interessa é fazer aquilo que os senhores lá de fora mandam, e depois pensar nas graves consequências sociais que essas medidas possam acarretar. Em Portugal sempre se pensou assim: as soluções que vem lá de fora é que são boas; aqui dentro somos todos uma cambada de bananas que não sabe dar a volta a nada.

A terceira tranche do empréstimo está garantida; medidas adicionais de austeridade apenas em caso de derrapagem orçamental em 2012. Não existem almofadas. Existe sim, daqui em diante uma prova dos 9 intensa e severa para o Governo do Partido Social Democrata. Não bastará apenas afirmar no Parlamento que se vai cortar, de hoje em diante, terá que se cortar mesmo. Teremos portanto que temer pelo futuro a curto prazo deste pobre povo.

Todavia, não se exclui a hipótese do pacote do resgate ser aumentado. Talvez em virtude daquilo que recentemente foi descoberto na região autónoma da Madeira, cujo líder, à sua bela imagem e à imagem da pouca vergonha que tem sido a governação económica da ilha, ainda tem o descaramento de vir a Lisboa dizer que a ilha não aceitará medidas extraordinárias mais pesadas para os seus cidadãos que aquelas que estão a ser exigidas aos continentais. Bonito. Quer dizer, em Portugal continental, parece que  se podem ser imputadas responsabilidades e consequências ao povo pelo seu sentido de voto para as legislativas. As recentes medidas de austeridade vem castigar quem colocou no poleiro a corja de socialistas e sociais-democratas que sedimentaram um estado de dívida só ultrapassável pela falida Grécia. O povo madeirense, sabe perfeitamente que é responsável pelas sucessivas re-eleições de Alberto João Jardim; como tal deveria ser automaticamente responsabilizado pelas dívidas criadas por quem elegeu, mas tal não parece ser lema no diálogo entre Lisboa e Funchal.

Outro dos pontos que me tocou no discurso de Vitor Gaspar foi a promessa, de, numa 2ª fase, gerar políticas de emprego. Gostava de saber como é que o Gasparzinho brincalhão vai gerar emprego nesta altura. Os bancos não tem um cêntimo para emprestar a novas iniciativas de empreendedorismo. Se tem, não emprestam a qualquer um. A indústria portuguesa está a sofrer de uma patologia de estagnação inigualável nos últimos 20 anos. As grandes empresas irão tendencialmente despedir trabalhadores. As pequenas e médias empresas, não dispõem de recursos que lhes permitam lançar-se em novos segmentos de mercados e mais oferta de produtos, e, como tal, não dispõem de meios para aumentar a produtividade e necessitarem de ir ao mercado recrutar mais trabalhadores. O estado português, está adstrito pelo memorando a despedir mais do que admitir nos próximos anos. As medidas de austeridade incidem sobretudo sobre o capital vindo do trabalho. O imposto extraordinário sobre 50% do subsídio de natal, os cortes nos subsídios de férias, os cortes nos salários da função pública, assim como os cortes que foram hoje propostos pela troika no sector privados,  os aumentos nos transportes, e no IVA do gás, água e electricidade irão obviamente reduzir o poder de compra dos cidadãos. Os cidadãos com um poder de compra reduzido tenderão obviamente a gastar menos na economia portuguesa. As consequências destas medidas são portanto, danosas e boas de observar: estabelecimentos comerciais a fechar portas de par em par, pedidos de insolvências e dívidas de estabelecimentos a fornecimentos que não serão pagos, atraso de outros no pagamento a fornecedores, fornecedores (indústrias) com dificuldades em pagar aos seus trabalhadores e com dificuldades em pagar a outros fornecedores (outras empresas); fornecedores a ter que despedir trabalhadores para reduzir as despesas das empresas, muitas vezes por falta de trabalho para x empregados; empresas que não irão pagar as suas obrigações contraídas perante os bancos; bancos com situações de massa falida; bancos sem capital para investir; bancos sem capital para emprestar; despedimentos em massa; não-criação de riqueza; crescimento negativo da economia.

É este o resultado desta submissão.

Outro dos pontos que me ressalta pelos olhos é a afirmação de Jürgen Kröger, chefe de missão da União Europeia: “Os exportadores portugueses têm de concorrer com países onde custo de mão-de-obra é mais baixo” – creio que uma afirmação destas é o claro incentivo a um regime de escravidão como aquele que acontece nos recém-europeízados países de leste (aqueles que são tão apelativos às multi-nacionais alemãs e francesas). Qual é o alcance desta afirmação Sr. Kroger? Tornar o nosso país ainda mais apelativo às multinacionais do seu país, para que estas possam chegar ao nosso país, beneficiar dos benefícios que o nosso estado dá, escravizar o seu povo a 8 horas e meia de trabalho a troco de 350 euros de salário mínimo, gerar lucros que nenhuma PME portuguesa tem e depois, daqui a 10 anos, depois de arruinada toda uma economia, zarpar como se nada acontecesse ou então, chular (é aquilo que a autoeuropa faz sempre que ameaça o estado português que pode encerrar a produção) chular o estado Português mais uma vez?

Até onde vai esta autêntica submissão?

 

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jardinices

“Segundo o estudo da IGF, a Madeira terá de pagar, pelo serviço da dívida directa, titularização e sub-rogação de créditos e pelos acordos de regularização de dívidas, um total de 3550 milhões até 2015. Entre 2016 e 2030, os juros e amortização do capital com tais compromissos ascenderão a 2266 milhões(…)

E o próprio primeiro-ministro, tendo em conta o peso da dívida (oficialmente quantificada em 6328 milhões, 123% do PIB regional), pela qual “a região está sufocada”, advertiu que tal “exigirá a execução de um programa de ajustamento rigoroso” e que não será “um bónus, mas um ónus” para os madeirenses.

Independentemente do plano de resgate, relacionado com o buraco nas contas públicas da Madeira que representava 20% do desvio total nas contas do país, como frisou o primeiro-ministro, Jardim vai tentar negociar algumas medidas impostas pela troika a todo o país, com maior impacto negativo na Madeira, e propostas de alteração ao OE a apresentar pelos deputados do PSD-M na discussão na especialidade.”

In Jornal Público

 

Mas Jardim e o povo madeirense “não se rendem” – como se tudo isto fosse um daqueles Westerns dos tempos do John Wayne.

Haja descaramento.

 

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madeiradas

Dizem as sondagens que Alberto João Jardim foi re-eleito no cargo de presidente do Governo Regional da Madeira com cerca de 60% dos votos presentes em 57% da totalidade dos votantes.

Maioria absoluta. Maioria absoluta conquistada, segundo os relatos que vem surgindo do arquipélago, de uma forma algo dúbia. Esses relatos dão conta que viaturas da empresa de electricidade madeirense, andaram, em vários concelhos, a transportar eleitores para as mesas de voto. Decerto que esses eleitores não foram votar no CDSPP ou no qualquer partido que não ostente a cor laranja. Pressinto portanto, que para fazer valer a sua hegemonia e a validade das afirmações que tem vindo a proferir, Alberto João optou (não creio que seja a primeira vez que tal aconteça na ilha) pela utilização de esquemas duvidosos e que mais uma vez lesam os interesses dos contribuíntes portugueses.

O povo madeirense, caso seja venha a consumar a vitória, deu mais uma madeirada na porta.

Recolocou no poleiro, um político populista, demagogo, chantagista, e cujas habilidades de gestão orçamental já passaram os limites do duvidoso e do razoável para os cofres públicos. No continente só poderemos ter pena de um povo triste, que acha um piadão tremendo ao discurso de separatismo do seu representante político e que se contenta com túneis, vias rápidas, fogos de artíficios e carnavais em detrimento de escolas, hospitais, centros de saúde e segurança nas zonas habitacionais perante catástrofes.

Sempre ouvi dizer que “onde há fumo, há fogo”.

Se o delegado da CNE Madeira vem, num tom de pânico, afirmar que recebeu cerca de 3 dezenas de ilegalidades que colocam em dúvida o resultado destas eleições, acreditamos que essas 3 dezenas são só a ponta do iceberg de um dia onde valeu tudo.

Jardim defendeu-se que é normal que o transporte de pessoas por viaturas públicas aconteça. “Anormal é proibir” – disse. Julgo que anormal seria o transporte dessas mesmas pessoas e uma vitória de outro partido que não o PSD.

Jardim, voltará dentro de momentos às camaras e à euforia dos seus co-religionários de partido. Voltará a ser duro. Voltará a dizer que o povo madeirense não se deixa dominar pelos “toinos” lá do continente, aqueles que há 500 anos tentam sugar o povo madeirense. Voltará a colocar em questão a soberania nacional e a própria unidade nacional. Voltará a optar pelo discurso que metade dos madeirenses quer ouvir, ou seja, o discurso separatista.

Na ressaca de amanhã, o ministro das finanças irá chegar pela manhã com os memorandos e entendimentos e quiçá acompanhado de um Dinamarquês conhecido por ser o pai da “flexibilização laboral” e irá pedir contas a Jardim. Irá também perguntar como é que o presidente do governo regional tenciona fazer frente à dívida que tem contraído na sua gestão. E este decerto que voltará a depositar no seu discurso um tom imoral de ameaça que apenas será sanado quando o continente “lhe abrir novamente as pernas” às suas pretensões. Nesse cenário, o governo de Pedro Passos Coelho e o excelentíssimo Dr. Aníbal Cavaco Silva serão completamente derrotados em discurso e em políticas porque o continente não lhes irá perdoar um tratamentozinho vip às ilhas.

Aí é que a porca vai torcer o rabo.


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porco no espeto na safra do vale tudo

A esta hora, no Funchal, Alberto João Jardim e o PSD terminam a campanha eleitoral com um concerto gratuito de Tony Carreira.

Estes políticos sabem-na toda.

E a nossa democracia sai tão fortalecida a partir destes gestos singelos!

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silêncios e outras conversas repetitivas

Cavaco Silva voltou a dizer mais do mesmo.

Sacríficios, união, avisos ao Governo de Sócrates quanto ao estado da económia portuguesa e à necessidade de ajuda externa. 

Da boca do presidente da república não se ouviu nem uma palavra de aviso a Alberto João Jardim. O respeitinho é muito bonito. Deve ser o presidente da república a incuti-lo. O Sr. Silva mostrou mais uma vez que teme Alberto João Jardim. Pelo meio, são insinuosas as declarações que faz e nem a questão da “independência” levou um cartão vermelho em público do presidente.

Faz-me lembrar aquele dia em que Alberto João deitou o charuto ao lixo e aos microfones da RTP disse que os da Comunicação Social lá de Lisboa “eram uns bastardos, para não lhes chamar filhos da puta.”

Brincar com a integridade do estado português é algo que não assiste a um puxão de orelhas. E assim continuamos…

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Madeirices

Lindo foi ver a peça do 1º dia de campanha na Madeira.

Ia Alberto João concentrado de inauguração (estratégica!) em inauguração (ainda mais estratégica; falamos de inaugurações de ruas que foram recentemente alcatroadas!) quando lhe aparece o sorridente José Manuel Coelho (aka Coelhinho) pela frente!

“Então, não dás um abraço ao Coelhinho que te vai tirar deputados. Vamos te tirar uns deputados!” – diz o Coelho enquanto o Alberto João, incomodado com a sua presença à frente das câmaras, o sacode como se fosse um mosquito.


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“Ipiranga” chantagista

Quer a independência? Não pensava duas vezes. Dêem-lhe a independência e eles que paguem a dívida com bananas e carnavais.

Será que o próprio Alberto João acredita piamente nas barbaridas que afirma? A resposta é concisa: não. Não passa de mais uma chantagem para que o continente liberte mais algum.

E tanto Passos Coelho como o excelentíssimo Dr. Aníbal Cavaco Silva dormem profundamente…


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Depois da omissão, a negação

Incrível.

“Para tal, manipula-se qualquer eventual frase ou ‘lapsus linguae’, normal na torrente discursiva e emocional de um comício, só por se ter chamado à atenção que, se por coincidência os acertos então em curso estivessem prontos para comunicação à República, poderiam implicar mais cortes de verbas por parte do Governo socialista”

Absolutamente incrível. Já não existe descaramento para o gozo deste senhor perante todos os contribuíntes portugueses.

Para que não hajam “lapsus linguae” da minha parte, Sr. Presidente da República, se realmente tinham conhecimento de todos estes factos, use o artigo 234º ponto nº1 da CRP para propor a dissolução da Assembleia Legislativa madeirense e faça imperar o bom senso de impedir este Sr. de se recandidatar ao cargo nas próximas eleições.

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“Em legítima defesa da Madeira”

1. Alberto João Jardim voltou a disparar contra tudo e contra todos. Mais um sinal óbvio de quem não assume os seus erros.

2. Refere que a omissão foi feita “em legítima defesa da Madeira” – cá com os meus botões cada mais acredito que se o povo madeirense se quisesse defender já tinha alterado de forma democrática o seu líder.

3. Como se não bastasse, o envio do documento “a Madeira que fizemos” para a Agência Lusa é uma barrigada de riso. Principalmente na parte em que “o governo da república não fez qualquer obra na Madeira desde que a Madeira foi reconhecida como autónoma” – mais uma vez, Jardim deturpa por completo o sentido lexical da palavra autonomia. Num quadro de redistribuição do produto vindo dos contribuíntes madeirenses, com um Governo Regional Autónomo que mediante a lei poderá executar as alterações que achar necessárias à boa execução de medidas que possam contribuir para uma boa governação, seria de esperar que o governo fizesse obras nas ilhas?

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Autismo incompreensível

Barack Obama prepara-se para propor o dito “imposto Buffett”, imposto com taxa ainda indeterminada que foi proposto publicamente pelo multimilionário (50 mil milhões de dólares) Warren Buffett, presidente do conglomerado empresarial Berkshire Hathaway, empresa que gere investimentos na gestão ferroviária de vários estados, comunicação social, lojas de artigos de decoração, editoras, gás, electricidade, produção textil, produção alimentar, produção de aspiradores arte joalheira.

O imposto que o presidente Norte-Americano irá propor deverá incidir sobre todos aqueles que tem rendimentos superiores a 1 milhão de dólares (724 mil euros) de modo ao estado Norte-Americano poder arrecadar 447 milhões de dólares para fazer face ao aumento do desemprego no país, cuja taxa no mês de agosto atingiu o histórico de 9,1%, taxa percentual que não era atingida no país desde 1987 aquando da crise de especulação em Wall Street.

Enquanto 3 grandes economias mundiais (EUA; Itália; França) dão o exemplo de como se pedem sacríficios e união a um povo, Pedro Passos Coelho continua autista a taxar os rendimentos do trabalho e a não taxar o capital. Não é porém o único dossier em que o nosso primeiro-ministro está autista: da omissão louca de Alberto João Jardim no caso do défice madeirense, o primeiro-ministro ainda não disse nem chus nem mus. E quem atitudes destas toma, é tão omisso como aquele que omitiu.

Para quem está sempre a pedir sacríficios em união ao povo em conjunto com o presidente da república, falamos de um autismo incompreensível.

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Cinismo

Digam por favor ao Alberto João que o tempo dele na política acabou…

Todo o show-off cínico, todas as ofensas aos contribuíntes do continente,  a realidade da sua má governação no Governo Regional e o imputar de culpas dessa mesma má governação que apenas lhe pertencem para os outros, são 4 argumentos mais que suficientes para que tenha vergonha e não se recandidate.

Jardim está apertado e não tem pejo de disparar para todos os lados. Assumir o erro é meio caminho andado para a verdade. O celeuma inícia-se quando se buscam todos os disparates possíveis e imaginários para não assumir os erros.

Caso contrário dêem-lhes a independência sem grandes discussões. Perdoem-me o (des)integralismo lusitano, mas com uma atitude desse calíbre só fazem bem a Portugal. Um povo que continua repetidamente a apostar num político cínico, aldrabão, incompetente, que não é capaz de conceder melhorias ao território que administra e ainda por cima contrai dívidas que serão os contribuíntes do continente a pagar (os ditos cubanos) é um povo que já não sentirá o peso de ficar à deriva de um momento para o outro porque de facto já anda à deriva há muitos anos.



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Incompetência

Fosso tapa fosso, dívida gera dívida.

É a genuína política orçamental Portuguesa. Fundos tapam derrapagens nas contas públicas, fundos tapam negociatas privilegiadas à banca.

Se no caso da Madeira, o continente manda 10, gastam-se 20. Em fogo de artifício e carnavais. Depois é ver o seu velhaco líder a desfilar vestido de pássaro exótico da Papua Nova-Guiné com o bombo na mão e justificar a sua bo(m)ba incompetência nos governos do continente.

Ainda há uns dias atrás ouvia as declarações na rádio de um alto responsável do Governo Regional dos Açores aquando da nova carga de impostos anunciada pelo primeiro-ministro, ministro das finanças Vitor Louçã Rabaça Gaspar (ou será Paul Rasmussen o primeiro-ministro e ministro das finanças deste país) afirmando que considera injusta esta nova carga tributária extraordinária sobre os açoreanos, visto que os Açores, como microeconomia empenhada na autosustentabilidade da ilha e na solidariedade com a economia do país está a cumprir os seus objectivos económicos assim como as verbas designadas no seu orçamento, não derrapando um cêntimo no seu erário. O mesmo responsável criticava o continente por não saber entender o termo lexical da palavra autonomia.

Se os Açoreanos tentam dar lições de léxico e semântica em língua portuguesa ao pobre (des)governo nacional, já para o Governo Regional Madeira, a autonomia assume-se de outra forma, forma essa que acaba sempre por ser declarada em folhas de coqueiros como “a gente aqui faz tudo à nossa maneira e não presta Cavaco às Silvas nem mede os Passos ao Coelho” – tais assumpções do próprio termo “autonomia” fazem com que o Coelho não preste Cavaco aos Passos maiores que as pernas nas contas do Governo Regional da Ilha “Autónoma”. 

O meu velhinho dicionário da Porto Editora ( 5ª edição de 1988; provavelmente esteja a precisar de um novo dicionário pois esta coisa do novo acordo ortográfico poderá ter modificado o significado de alguns termos e eu posso estar a cair no erro de estar desactualizado na língua portuguesa e consequentemente estar a escrever uma opinião errónea) diz-me que autonomia é a “faculdade que um país tem de se administrar por leis próprias; liberdade moral ou intelectual; independência; na moral de Kant é a liberdade da vontade racional que só obedece à lei por ela mesma legislada”.

Tirando as leis kantianas do caminho, posso concluir que a tarimba anunciada entre folhas de coqueiros e carnavais na marina do Funchal, vista pelo prisma da interpretação extensiva da primeira designação escrita neste dicionário cujos trabalhos foram dirigidos pelo Dr. Mário Júlio de Almeida Costa (honroso professor catedrático jubilado da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra) não está totalmente errada. A “faculdade de um país tem de se administrar por leis próprias” pode levar a que os srs. do Governo Regional da madeira a tomem a legitimidade de administrar o seu território sem prestar contas ao continente. Tal interpretação não podia estar mais errada, visto que é uma região autónoma que não é independente dos dinheiros públicos que vêm do continente nem se poderá reger por mais do que a legitimação da própria lei do país, ou seja, a Constituição da República Portuguesa.

Autonomia, significaria neste caso a faculdade do arquipélago criar a sua própria riqueza e geri-la sem qualquer autorização de terceiros. Tal não se verifica, se bem que existem excepções previstas na lei e legitimidas pela lei que dão autorização à tomada de decisões económicas por parte dos órgãos governativos da ilha. Mas os fundos, esses continuarão a ter cunho do continente e o próprio governo regional, enquanto parte integrante dos órgãos de soberania do nosso país, terá sempre que prestar contas a Lisboa. Caso contrário, a “independência” enquanto país é o caminho que deve trilhar.

Daí que me meta um misto de profunda pena pelos pobres contribuíntes do continente e um profundo asco pela extensão da interpretação do termo autonomia, o facto de ter que ser alguém a pagar a incompetência do Governo Regional da Madeira. A autonomia remete-se à responsabilidade. Se o Governo Regional dos Açores assume ser responsável, o da Madeira assume-se como irresponsável perante o esforço financeiro que está a ser feito por todos os portugueses.

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