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Está bom. Está óptico. Recomenda-se

Matthew Lynn da Bloomberg enterra-nos ainda mais para baixo.

E logicamente tem razão.

Logicamente também reflicto sobre a questão: quando o mentiroso compulsivo do nosso primeiro-ministro vem a público negar um 2º resgate financeiro é sinal que este já foi ponderado ou poderá estar a ser equacionado\negociado. Costuma-se dizer que onde há fumo há fogo.

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Não negoceiam com o FMI

A pergunta de partida que coloco neste post é a seguinte: Perante a grave falta de concertação política nacional e a instabilidade do país nos mercados internacionais, fizeram bem Bloco e PCP em não se reunirem com os agentes do Fundo Monetário Internacional?

Fizeram. Não tenho as menores dúvidas que foi a melhor decisão tomada pelos dois partidos nos últimos meses.

Falo do PCP.

Com as políticas que o PCP defende, jamais será viável negociar o quer que seja com quem vem a Portugal com o intuito de praticar um conjunto de medidas estruturais que vão contra o que o PCP tem defendido para o nosso país nos últimos anos.

Está mais que visível que o Fundo Monetário Internacional não vêm apenas resgatar Portugal com um empréstimo de 80, 90 ou 100 mil milhões de euros. Está mais que visível que o Fundo Monetário Internacional vai apresentar um conjunto de medidas ao Estado Português que não vão reduzir as assimetrias existentes entre o povo português no que toca à distribuição de riqueza e que pelo contrário, vão aumentar o poderio daqueles que tem sido ajudados pelos sucessivos governos: a banca e o grande patronato.

Os agentes do Fundo Monetário Internacional não vêm com o objectivo de renegociar a nossa dívida, de aliviar a carga de impostos que aflige actualmente o quotidiano de todos os portugueses, promover o consumo interno, fomentar a produção nacional, aliviar as despesas que os cidadãos tem com saúde com a redução das taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde ou obrigar o estado português a fomentar um ensino de qualidade que possa acarretar um aumento significativo de mão-de-obra qualificada.

Os agentes do Fundo Monetário Internacional vêm por sua vez apresentar um empréstimo cujos beneficiários em quota parte são aqueles que mais lucraram nos últimos anos – a banca. Os agentes do Fundo Monetário Internacional preparam-se para reduzir os salários reais dos trabalhadores, aumentarem as taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde para reduzirem a despesa pública num bem essencial gratuito que pertence aos cidadãos portugueses por Direito Constitucional, vem reduzir as reformas e as pensões e limitar o acesso às mesmas com o aumento da idade da reforma para um ridículo patamar de 68 anos, reduzir o acesso ao subsídio de desemprego a quem cai no infortúnio, reduzir as prestações sociais a quem precisa delas para sobreviver, facilitar o despedimento aos patrões e assim criar mais desemprego.

Os agentes do Fundo Monetário Internacional não vêm por cobro à especulação que as agências de rating estão a fazer nos mercados à conta da nossa dívida pública, não vêm dar apoio às pequenas e médias empresas para gerar mais emprego, não vem com o intuito de fazer a banca pagar os impostos sobre os lucros que obtêm que lhes são devidos mas cujos sucessivos governos de direita lhes têm perdoado, não vêm instaurar medidas que façam os ricos tributar mais em favor dos bens sociais que os mais desfavorecidos necessitam, não vêm instaurar medidas que taxem em dura medida aqueles que continuam a importar bens de luxo, não vêm limitar o despesismo que o estado português tem feito no sector do exército, dos chorudos salários dos gestores públicos e respectivos bónus, impedir a enorme derrapagem nas contas das empresas públicas e semi-públicas como a CP, a refer ou a Metro de Lisboa, não vêm cortar as reformas extras a quem recebe 2 e 3 reformas na casa dos milhares.

Em suma, os agentes do Fundo Monetário não vêm praticar medidas que os governos de direita do PSPSD e CDSPP tem praticado desde o 25 de Abril de 1974. Agravante, vêm acentuar as dificuldades para o futuro do povo português e vêm acentuar mais crises sociais no nosso país. Não tenho a menor dúvida em afirmar que o nosso país sofrerá num futuro próximo um aumento das situações de miséria, de fome, de falta de cuidados de saúde por falta de posses financeiras.

Tendo em conta essas políticas, o PCP jamais poderá negociar o quer que seja com o Fundo Monetário Internacional.

Deparemo-nos com o exemplo da intervenção do Fundo na Grécia. Nem com a imposição de medidas de austeridade rígidas, a Grécia melhorou. A renegociação da dívida externa Grega é o exemplo de mais um falhanço da intervenção do Fundo. Pela primeira vez, considero a Zona Euro em risco. Grécia e Portugal podem colapsar a zona Euro caso saiam por espontaneidade ou sejam literalmente despejadas da mesma. A solidariedade europeia, base fundadora das comunidades, do mercado único e da moeda única está pela primeira vez em risco quando existem países como a Finlândia, a Áustria e a Alemanha torcem o nariz quando pedidos a ajudar outros estados-membros.

Sou de acordo que Portugal e Grécia deverão usar o factor Zona Euro como pressão para que se acabe com a especulação que é feita nos mercados e para renegociar as respectivas dívidas externas. Poderemos esticar a corda e a corda até poderá partir. Creio num cenário ultra negativo para o país caso este saia da Zona Euro. Todavia, caso a Zona Euro fique sem Portugal e sem a Grécia, os restantes países da mesma também sentirão o colapso em larga escala.

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80 mil milhões

80 mil milhões é o valor do resgate.

Nota de Jean Claude Juncker e Oli Rehn, dão conta do parcelamento do resgate para apoio aos bancos portugueses, um dos maiores vencedores da crise no país.

Falam de contenção na execução de mais dívida pública, falam de auditorias rigorosas às contas públicas nacionais, de algumas medidas económicas e laborais, mas nem sequer se preocupam em auscultar a vida actual dos portugueses e de pensar em aliviar as carteiras do povo para que o consumo privado possa ser novamente fomentado em Portugal.

Não pensam sequer na premissa importantíssima que é o consumo de produtos nacionais. Há uns dias tive este pensamento. Se cada português consumir anualmente 200 euros em produtos nacionais, a economia portuguesa ficará bem melhor e a taxa de desemprego irá diminuir.

É uma das ideias a ter em conta.

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Absolutamente ridículo

Num país em que existem bens de primeira necessidade taxados à tributação máxima IVA de 23%, onde existem bens de primeira necessidade taxados à tributação intermédia de IVA de 12%, onde as taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde subiram, onde o salário mínimo nacional não ultrapassa os 500 euros, onde as sucessivas medidas de austeridade colocam literalmente os Portugueses sem dinheiro para consumir, onde existem reformados e pensionistas cujas reformas não atingem o salário mínimo nacional, onde a banca paga uma infíma parte de impostos em relação aos seus ganhos anuais, onde gestores públicos são mais bem pagos que Barack Obama, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel, onde não existe financiamento nas universidades, onde existem cerca de 600 mil desempregados e 2 milhões de pessoas vivem no limiar da pobreza, eis que o Governo de Sócrates decide espontaneamente baixar a taxa de tributação de utilização de campos de golfe para a taxa mínima de IVA de 6%.

Este Governo Socialista está a passar os limites do razoável. Este Governo Socialista está rapidamente a passar a barreira da lucidez para a demência. Este Governo Socialista está a baralhar todo o meu conceito de ciência política e sistemas políticos. Já não consigo perceber o enquadramento ideológico destas políticas: se no centro esquerda, se no centro-direita, se na direita. É um Governo liderado por um Primeiro-Ministro que se “intitula o paladino do Estado Social” – no entanto, todas as políticas que faz executar são completamente antagónicas ao Estado Social. É um governo Socialista que se intitula de centro-esquerda mas que há muito que anda mascarado de neoliberal.

E não me venham dizer que esta medida contribui para que o estado consiga fomentar a prática de golfe para recolher mais lucros desta, porque se raciocinar-mos um pouco chegaremos à conclusão que nos tempos que correm “a economia” dos campos de golfe representa uma fatia híper residual do nosso Produto Interno Bruto.

Num país em que o poder de compra da classe média está completamente estagnado e onde as classes mais baixas passam fome e têm extremas dificuldades em cumprir as suas obrigações, em vez de optar por políticas que pudessem fomentar o consumo interno por parte dos Portugueses, o Governo Socialista está mais interessado em tornar mais barata a prática de golfe.

Este Governo está a passar das marcas. Sócrates não tem coragem para fazer os ricos pagar a crise em que este país entrou… Sócrates não consegue fazer executar uma política que não destrua ainda mais o pobre rendimento da maioria dos seus contribuíntes. Sócrates está a votar este Portugal a um marasmo nunca antes visto. Ainda falam dos países que vivem no sistema económico socialista – tomara nós neste momento termos um sistema económico socialista neste país. Temos um Partido Socialista no Governo, que de Socialista não têm nada.

Que se lixe a instabilidade política. Que se lixem os mercados e aquilo que pensam de nós. Que se lixe o FMI, a União Europeia e a pressão para que tenhamos de recorrer à ajuda externa. Que se lixem os Alemães, os Franceses. É preciso começar a limpar a casa por dentro. E isso implica que a limpeza comece por Sócrates e por todo este governo que está completamente sem soluções para este país.

Dr. Cavaco Silva do que está à espera para dissolver a Assembleia da República?

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PEC (321)

Neste trailer, Teixeira dos Santos mascara-se de Rambo na luta contra os Vietcongues (leia-se Alemães, Franceses, Austríacos, Banco Central Europeu Agências de rating financeiro). De shotgun em punho e chuteira em riste, qual Jens Jeremies dos Bayern de Muniques deste mundo e do outro, ataca as pobres carteiras dos reformados e dos pobres contribuíntes Portugueses, que pouco ou nada de mais tem a dar para esta colecta em nome da bandeira do alto exército europeu.

A luta é sempre infrutífera. Os Vietcongues, na sua arte bem estudada de guerrilha, aparecem-se sempre de surpresa e afundam a “rambo machine” numa areia movediça profunda e cada vez mais perigosa.

PEC 321 (penso que é o número exacto da saga) não será o último da sequência – o realizador já prometeu mais para os próximos meses. Isto é, se os pobres Vietcongues aliados aos reformados e contribuíntes, não provocarem um clima de guerrilha que faça rolar cabeças e impeça a concretização da obra. Nesse objectivo, os Vietcongues (apoiados pelos seus incansáveis espiões) já descobriram um buraco do tamanho do ozono no fundo de maneio da empresa cinematográfica de Sócrates e preparam uma nova investida contra o Ramboni e o seu exército de secretários de estado.

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Era tudo uma questão de confiança


O Dr. Aníbal Cavaco Silva, aquando da campanha eleitoral para as últimas presidenciais apelou ao voto na sua re-candidatura, para que os mercados voltassem a restabelecer confiança no nosso país.

Depois do dia 23 de Janeiro, o país não consegue perceber porque é que os mercados ainda não restabelecer a tal confiança que pedia Cavaco Silva no claro apelo ao voto. Os Portugueses ponto e vírgula. Todos aqueles que estão esclarecidos sobre o assunto em questão, substraíndo os militantes do Partido Social Democrata.

Mês e meio passou e o país continua a dar sinais de estar em xeque. Quase xeque-mate. Em poucos meses, a nossa situação económica e financeira passou de falência técnica para bancarrota. Ainda não sabemos bem o que o futuro nos espera. Ainda não sabemos bem se o Governo vai atirar a toalha ao chão e pedir ajuda externa. Eu creio que sim. O que é certo é que os juros dos títulos da dívida pública tanto a 5 como a 10 anos não param de subir – em suma, são os mercados a encurralar o nosso país. Se os 7% eram um número completamente impensável há alguns anos atrás (perante a quantidade de títulos de dívida pública que já emitimos nos últimos meses), a fasquia está mais perto de chegar aos 8% do que de facto baixar novamente os 7. Isto, sem contar que a China anunciou hoje a compra de títulos de dívida pública de 3 países da zona euro: Espanha, Grécia e Portugal, como tudo indica. A quanto? Nem queiram imaginar. Medidas de salvação que tragam capitais frescos ao nosso país, garantem aos Chineses uma pura agiotagem perante estados pequenos como Portugal e Grécia. O caso Espanhol já é outra conversa.

E a brincar a brincar, onde é que estava a confiança que os mercados depositavam na sua re-eleição Dr. Aníbal Cavaco Silva?

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