Tag Archives: Acção Social Escolar

tristeza. meninos

Afinal de contas, a surpresa para o dia do estudante era este miserável documento de word (não lhe chamo texto sequer, muito menos comunicado, porque um comunicado deve ser agressivo e deve conter soluções que consigam penetrar a outrém uma mensagem que seja capaz de granjear abertura para a resolução de problemas) que não relata nada do que nós saibamos há bastante tempo, não ressalva nenhuma medida que possa servir de solução para os problemas da academia nem indica qualquer estratégia para o futuro.

A AAC, na sua nova área política, coordenada por uma pessoa (Leila Campos; sou frontal, directo, duro e pragmático) cuja inteligência, competência ou mérito não lhe reconheço para tais funções, e a paupérrima entrevista por si concedida para a última edição do Jornal A Cabra assim o manifesta, em que esta pseudo-dirigente de gabinete não só não apresenta uma única frase onde se possa sondar (nem nas entrelinhas) aquilo que pode ser feito por esta DG como afirma “querer criar posições consensuais dentro da Academia” (como aprovar moções sem as cumprir, o que é uma grave violação aos estatutos e aos princípios que sempre nortearam o funcionamento da instituição; quanto a esse ponto, melhor dizendo, quanto à minha moção, apresentada e aprovada a 12 de Março em AM, ainda não foi enviado o convite ao Ministro que estava inscrito no seu conteúdo e isso já motivou uma queixa minha a um membro da AM e nos próximos dias irá resultar em 3 queixas no fiscal contra DG, Ricardo Morgado e Leila Campos; porque se quiserem gozar vão gozar com os vossos avós) quando de facto está a recusar a participação da instituição em verdadeiras acções reivindicativas (essas sim, verdadeiras acções reivindicativas duras e sérias) para um dia tão importante e tão simbólico como o dia do estudante, para depois apresentar esta merda escrita em word que foi claramente escrita em cima do joelho de alguém. E eu sei de quem foi. Os responsáveis por este texto são Ricardo Morgado e Leila Campos. Ambos militantes da Juventude Social Democrata. São responsáveis pelo silêncio da AAC quanto a um texto que não tem origem cá mas numa cabeça pensante da Federação Académica do Porto com o silêncio destes seus dois amiguinhos de Coimbra. Porque duvido que a Mariana da Acção Social, pelo que conheço dela e pelo que já falamos sobre a AAC, deixasse uma coisa tão merdosa passar para o público.

Neste documento de word que não é digno da nossa realidade, há duas ressalvas às quais pretendo mexer:

a 1ª quando se lê: “uma comparticipação dos estudantes sob a forma de propina, consignada à melhoria da qualidade e à ação social, e a simultânea responsabilidade do Estado em garantir efetivamente que nenhum estudante é excluído do sistema de ensino superior pormotivos de carência económica!” – subentendo então que a actual DG\AAC, ao contrário do que prevê a CRP é a favor do pagamento de propinas e chama a 1000 euros “comparticipação” por um ensino de qualidade que a CRP obriga a ser tendencialmente gratuito. Se as propinas cobradas pela UC aos seus alunos tem um valor superior a 2 salários mínimos, não é uma comparticipação (é um encargo pesado para muitas famílias) e muito menos é o pagamento simbólico de um ensino “tendencialmente gratuito”.

a 2ª quando se lê: “É que, apesar de estarmos em “férias escolares”, as dificuldades não tiram férias!” – esta DG não está em férias escolares pelo que depreendo deste texto. está em férias desde que tomou posse!

Eu não gosto de criticar por criticar. Apresento soluções.Apresento acções de reivindicação a sério:

1. A minha moção no dia 17 de Abril como propus em Assembleia Magna.

2. Uma manifestação da Academia onde se convidem alunos, docentes, investigadores da UC a desfilar da Via Latina até à Ponta de Santa Clara (passando pela rua Oliveira Matos onde estão situados os SASUC) para protestar contra os cortes impostos no financiamento da Universidade de Coimbra, contra os cortes na Acção Social directa e indirecta e contra o regulamento de atribuição de bolsas de estudo no ensino superior, disponibilizando para o efeito uma informação detalhada sobre os graves entraves enunciados no dito regulamento que estão a fazer com que milhares de estudantes com um considerável grau de carência económica não possam continuar os seus estudos no ensino superior.

3. Reuniões urgentes em Coimbra ou em Lisboa com o Ministro da Educação\Secretário de estado do ensino superior\Primeiro-Ministro\Presidente da República para dizer “basta” e para dizer que os estudantes da Academia de Coimbra irão tomar medidas concretas para reivindicar os seus direitos.

4. O decreto de um luto académico pela actual situação da Academia de Coimbra.

5. Uma paralização grevista da Universidade de Coimbra por vários dias, convidando os docentes da Universidade de Coimbra a discutir o ensino superior e a situação do país com os alunos à porta das faculdades.

6. A criação de um fundo solidário para situações de emergência social para usufruto de estudantes carênciados excluídos do sistema de acção social escolar com a sua base constitutiva assente no valor que for cobrado à nova concessão dos bares da AAC e dos restantes estabelecimentos comerciais instalados no edifício da instituição.

Apresento estas 5 vias de reivindicação e a solução que vejo possível para ajudar a dirimir um dos problemas que nos aflige aqui. Não apresento na Direcção-Geral porque não confio na sua estrutura e tão pouco em alguns dos seus dirigentes. Não confio numa Direcção-Geral que não é capaz de fazer uma ruptura com as decisões tomadas em ENDA. Não confio numa Direcção-Geral da AAC que anda a reboque daquilo que a FAP acha que deve ser feito. Num confio numa DG\AAC que baixa constantemente as saias aos dirigentes da FAP em ENDA. Não confio em pessoas sem ideias, sem noção da realidade daqueles que representam e sem um mecanismo de acção para a resolução dos seus problemas.

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Hipócritas (parte II)

Lembram-se deste post (falsas carências)?

Houve um sujeito que falou à SIC do facto de ter perdido uma bolsa e tal e coisa. Irónico é ver que o dito está actualmente a concluir os seus estudos no estrangeiro num programa de intercâmbio.

Isso vem de encontro aquilo que cada vez mais penso sobre o assunto. Não descurando o facto da acção social ser um acto que não está a ser zelado por este governo, dentro do que se pode considerar acção social, existem tremendas injustiças. Cada vez mais acredito que a acção social ajuda aqueles que não precisam e exclui aqueles que realmente precisam.

É certo que as injustiças no sistema já foram por demais debatidas e todos nós conhecemos um, dois ou mais casos de alunos que conseguem bolsa de estudo de forma indevida.

No entanto, a minha reflexão vai de encontro ao simples facto da pobreza entre a comunidade estudantil, particularmente em Coimbra, ser uma realidade cada vez mais encoberta. Quem realmente necessita quer acabar o seu curso rapidamente. Quem realmente necessita, não pede ajuda e sobrevive com o pouco que tem. Quem realmente necessita, tem vergonha de o comunicar publicamente. Quem não necessita vai estudar para o estrangeiro. E tem o grande pejo de sorrir para as cameras de televisão e dizer que “não tem dinheiro para comer”. Haja muita paciência para aturar lata e pedantismo.

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perdiabolsa.com

Perdiabolsa.com é uma espectacular ideia do Bloco de Esquerda que visa a denúncia de casos na 1ª pessoa de alunos que estão a sentir dificuldades quanto à permanência no ensino superior ou que desistiram do mesmo devido ao facto de terem perdido a sua bolsa de estudo.

Para já foram publicadas no site 4 denúncias. Casos dramáticos de jovens que viram o seu futuro condicionado pelos apertados critérios da Lei 15\2011.

Para todos aqueles que quiserem denunciar a sua situação, o Bloco de Esquerda insere uma plataforma de comunicação directa com o partido no referido site. Aconselho todos aqueles que estejam actualmente a passar por sérias dificuldades  a revelar publicamente a sua história, para que a violenta injustiça social que este governo está a praticar no ensino superior seja desmascarada sem papas na língua.

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A difícil sobrevivência da UC

O Magnífico Reitor João Gabriel Silva é daquelas personalidades que primeiro se estranha e depois se entranha.

Aquando do processo eleitoral que opôs o professor da Faculdade de Ciências e Tecnologias à Dra. Cristina Robalo Cordeiro, a imagem que passou para os estudantes do Dr. João Gabriel Silva foi a de um profissional severo e de um homem implacável (entendido negativamente) nas suas acções. Já a Dra. Cristina Robalo Cordeiro era efectivamente vista como a candidata da continuação, não tivesse feito parte da equipa reitoral do Dr. Fernando Seabra Santos. Negativamente, a Dra. Cristina Robalo Cordeiro era tida em conta como mais do mesmo daquilo que tinha sido o tónico da “governação” Seabra Santos: uma enorme passividade perante os cortes efectuados pela tutela no ensino superior; uma enorme passividade em relação às linhas mestras ao nível de políticas educativas na UC; um desprendimento enorme na relação com os estudantes e com as suas instituições;

De facto, o Dr. João Gabriel Silva mostrou-se implacável. Implacável contra aquilo que a tutela e a Direcção-Geral do Ensino Superior estão a fazer ao estabelecimento de ensino superior onde é reitor. Daí que a sua postura, comportamento, humildade e acções se tenham feito entranhar em mim, provocando a minha simpatia e admiração.

A primeira declaração pública que fez no cargo na sua tomada de posse avisava a comunidade docente e estudantil para as dificuldades que a Universidade de Coimbra deverá passar nos próximos anos. Perante tais dificuldades, o Magnífico Reitor sempre afirmou que se dependesse da sua figura institucional, a UC nunca iria desistir ou deixar-se abater pelas dificuldades. Ainda há alguns dias atrás, o Dr. João Gabriel Silva reiterou que não irá cair face ao estrangulamento que Lisboa está a levar a cabo na UC.

“Quintal de Nabiças ou não”, o Dr. João Gabriel Silva fez questão de lembrar há uns meses atrás que a UC está numa situação insustentável. O estado, com base na sua tecnocracia exacerbada, fez questão de opinar publicamente que a UC é uma instituição de ensino que dá lucro ao estado português. Sim, lucro. Isto porque segundo os cálculos da tutela, a Universidade de Coimbra paga mais de impostos anualmente do que aquilo que recebe em virtude do seu financiamento. Nessas declarações, o Dr. João Gabriel Silva chocou a comunidade coimbrã ao afirmar que nestes moldes de financiamento e nas limitações que a tutela impõe à gestão da UC (chegando inclusivamente a impossibilitar a utilização de uma percentagem do orçamento da instituição) a secular universidade corria um enorme risco de fechar portas em 2013 ou 2014. Nada mais assertivo se assim continuar o desinvestimento no financiamento da universidade.

O estrangulamento financeiro da UC não levou o reitor a afirmar que a subida das propinas pudesse estar em discussão. O Dr. João Gabriel Silva foi peremptório ao afirmar que no próximo ano lectivo, as propinas não irão subir por iniciativa interna. O Magnífico Reitor não quis porém dizer que as propinas de facto subam porque vão subir. A questão é que irão subir devido ao indexante à inflacção de 3,5% do ano civil 2011, aumento legal que será de 30 euros em relação ao actual valor praticado pela UC.

Tomando de encontro uma enorme necessidade de financiamento de novos instrumentos financeiros da UC, como é o caso do fundo de apoio social e do fundo de emergência da UC, o Magnífico Reitor participou numa reunião ao nível do Conselho de Reitores que decretou a possibilidade de um aumento das propinas em 30 euros em todos os estabelecimentos de ensino a nível nacional que vão de encontro a necessidade de  servir de apoio para a dotação em todos esses estabelecimentos de algo que neste momento só a UC é dotada: o tal fundo de emergência social.

Para que é que serve o  dito fundo? Serve essencialmente para acautelar que nenhum estudante abandone o ensino superior por  carência económica, mesmo que essas carências (devidamente comprovadas) se dêem a meio do ano lectivo. Comprovadamente, o estudante poderá receber 1 ou 2 tranches no valor de 396 euros para fazer face a despesas inadiáveis que necessite num curto espaço de tempo. Não é uma ajuda a meu ver que seja viável para resolver a permanência do estudante durante todo o ano lectivo (792 euros são uma infima migalha daquilo que um estudante gasta em média num ano lectivo no ensino superior) mas no entanto, esse fundo é melhor que nada para aqueles que a meio de um ano lectivo estão com a “corda ao pescoço” por falta de meios financeiros para fazer face às suas despesas.

No entanto, essa possibilidade de aumento em 30 euros foi de facto muito mal comunicada pelo Conselho de Reitores. Não se trata de um aumento extraordinário  aos 30 euros da indexação à inflacção legal mas sim da utilização desses mesmos 30 euros para a criação desse fundo de emergência social, fundo que na UC passaria dos actuais 200 mil euros anuais para os 600 mil euros anuais pelas minhas contas.

Propostas em cima da mesa que no futuro terão um desfecho positivo ou negativo.

Pelo meio de todas estas declarações e de toda esta realidade, acredito perfeitamente que o Magnífico Reitor ouse sonhar com um estabelecimento de ensino arejado do ponto de vista financeiro, onde nenhuma faculdade que apresente saldos anuais de balanço positivos tenha a necessidade de prestar auxílio económico com empréstimos a outras que acabem anos com saldos negativos. Acredito perfeitamente que o Magnífico Reitor ouse sonhar com uma UC dotada de um valor superior de financiamento daquele que actualmente é dotada. Acredito perfeitamente que o Magnífico Reitor, ao contrário do que é dito por muita gente (existe aí um boato pela comunidade estudantil que o acusa do fecho das cantinas ao fim-de-semana) gostasse que os serviços oferecidos pela Universidade funcionassem sem restriçoes orçamentais e de forma eficiente. Acredito perfeitamente que o Magnífico Reitor ouse imaginar um ano lectivo sem um único abandono na UC. A realidade promovida pelas sucessivas tutelas não têm acalentado esse sonho e tais imaginações.

Ainda por mais, ouvi rumores que na Acção Social o Magnífico Reitor está completamente descontente com a actuação promovida pelos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra, serviços esses cuja remodelação já se está a processar e cujos resultados finais serão divulgados a tempo certo.

Segundo apurei junto de algumas pessoas, está em curso uma remodelação que irá determinar o despedimento do actual administrador Jorge Gouveia Monteiro e irá conduzir ao lugar uma nova profissional. Pessoalmente e com todo o respeito pelo Dr. Jorge Gouveia Monteiro, já não era sem tempo. Digo isto por uma simples razão: conhecendo os SASUC como tão bem conheço já é tempo de por fim a uma exacerbada burocratização, insensibilidade e até desumanidade daqueles serviços. Não digo que o Dr. Jorge Gouveia Monteiro seja o responsável exclusivo pelos 3 factores negativos que enuncio nas anteriores linhas porque não o é. Existem pessoas dentro dos referidos serviços que pautam por uma postura profissional e até pessoal que roça a insensibilidade social e a desumanidade.

Conhecendo os SASUC como bem conheço, alguns desses profissionais tornaram-se maus a partir do momento em que viram-se de rédea solta com o fim da era Luzio Vaz. Porque (desculpem-me as maiúsculas; emociono-me quando falo do Dr. Luzio Vaz) ANTÓNIO LUZIO VAZ PARA ALÉM UM GRANDE ADMINISTRADOR DOS SASUC E DE UM GRANDE AMIGO DOS ESTUDANTES ERA SEM MARGEM PARA DÚVIDAS UM GRANDE, GRANDE SER HUMANO.

SASUC à parte, o Dr. João Gabriel Silva causa-me profunda admiração. Primeiro porque está a lutar contra as imposições nefastas que Lisboa delibera contra a instituição que dirige. Segundo porque têm como elo de ligação à comunidade estudantil o facto de estar a lutar pela sobrevivência do ensino superior. Terceiro porque é capaz de publicamente expressar a sua indignação contra aquilo que estão a fazer à mesma instituição. O Dr. João Gabriel Silva está a jogar o jogo de acordo com as armas que lhe dão. E está a fazê-lo com determinação e com bravura.

Como tal, merece a minha óbvia admiração.

 

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Desculpe lá senhor ministro

Usualmente, quando não sei responder, invento.

Perguntei ao ministro da economia tomando como pressupostos base as suas afirmações de que o governo deve estimular o empreendedorismo jovem e recusando desde logo a ideia do estado no sentido liberal de estado-polícia, se fazia sentido continuar a desinvestir no ensino superior como tem desinvestido e assim aniquilar o futuro a uma boa parte da juventude que hoje frequenta o ensino superior?

A resposta que eu tive da boca de Álvaro Santos Pereira focou-se na necessidade da avaliação de professores pelo mérito, na necessidade de racionalizar os corpos docentes e algumas palavras assertivas acerca da necessidade de um ensino concorrencial.

Não recebi uma resposta que fosse de encontro às necessidades de dotar as universidades de um financiamento justo que permita a sua gestão e funcionamento sem um estigma asfixiante. Não recebi uma resposta que fosse de encontro a uma acção social escolar universal, justa e equalitária. Não recebi uma resposta que dissesse que em tempos de crise tem que se apostar na juventude e na consequente criação de políticas de emprego que absorva os cérebros que saem todos os anos do ensino superior. Nada. Álvaro dos Santos Pereira esquivou-se das minhas perguntas.

Recebi sim o convite para ler as suas opiniões nos seus manuais de economia portuguesa. Terei todo o gosto em ler a sua literatura Sr. Ministro.

O Entre o Nada e o Infinito na pele do seu rosto João Branco pede desculpas ao Álvaro Canadiano e promete que da próxima vez não vai ser tão duro nas perguntas.

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cantinadas (balanço)

Durante todo este fim-de-semana estive de plantão na cantina dos grelhados (num ambiente responsável, pacífico e animado) a zelar pelo cumprimento efectivo dos direitos que assistem à comunidade estudantil coimbrã.

O fecho das cantinas ao fim-de-semana no início deste ano lectivo (assim como o fecho da lavandaria dos SASUC) causou um transtorno gravíssimo a todos os nossos colegas, que, impossibilitados de ir a casa todos os fins-de-semana deixaram de poder usufruir de dois serviços sociais vitais para o seu quotidiano. Acresce porém que o fecho das cantinas aos fins-de-semana acarretou perdas irremediáveis para a comunidade estudantil: a mudança de um regime de alimentação saudável praticado à semana que se alterou ao fim-de-semana para aqueles que não sabem cozinhar ou que acabaram por preferir ir almoçar e jantar a estabelecimentos de fast food e sobretudo, a dificuldade de muitos fazerem face às despesas de alimentação geradas aos fins-de-semana pelo fecho das cantinas e pela adesão a outros estabelecimentos comerciais (supermercados; restaurantes) aqueles que neste momento vivem numa situação de carência económica.

Para tal efeito, deliberou-se em Assembleia Magna uma proposta da Direcção-Geral que visava ocupar simbolica e pacificamente a cantina dos grelhados durante todo o fim-de-semana como forma de protesto.

Que fique aqui vincado que sou da opinião que estas acções simbólicas por si só não irão conseguir avanços para o objectivo traçado que é a reabertura dos serviços e a execução de uma política de acção social escolar que vá de encontro ao que é pretendido pelos estudantes de Coimbra. No entanto, também sou de acordo, ao contrário de sectores mais à esquerda, que a forma mais convencional de protesto (a manifestação) por si também não será capaz de alterar nada no que toca a esta problemática. Prova disso foram as enúmeras manifestações que os estudantes de Coimbra fizeram a Lisboa nos últimos anos e as falsas vitórias que se cantaram no fim de todas essas manifestações. A última grande manifestação acabaria por exemplo por tirar a acção social escolar das garras do nefasto decreto-lei 70\2010 para a colocar nas garras da decrépita lei 15\2011, lei cuja iniciativa pertenceu à bancada do CDS\PP enquanto oposição.

Acredito sim que a luta (atenção aqueles que tem gozado com a palavra luta) dos estudantes de Coimbra deverá ser continuada, irreverente e criativa. As manifestações deverão existir, quando for o timing para tal e quando a Academia mobilizar o suficiente para se ir em larga escala para Lisboa, para o Porto ou até para as ruas de Coimbra. Com ou sem os trabalhadores mas nunca apoiando partidos políticos ou sindicatos. Assim como as ocupações, as greves de zelo, as passadeiras vermelhas no largo D.Dinis e outras mais iniciativas de protesto que já revelei a alguns elementos da Direcção-Geral deverão ocorrer de forma ordeira, assertiva, pensada, apoiada, mobilizada e sustentadas em timings oportunos.

Voltando ao evento.

Na sexta-feira, os estudantes de Coimbra ocuparam as cantinas dos grelhados e só saíram de lá às 21 horas de domingo. Pelo meio realizaram-se debates sobre o ensino superior (um com a presença do incontornável professor Elísio Estanque) distribuição de flyers, dezenas de reportagens e testemunhos para os meios de comunicação social e muita camaradagem coimbrã. Pena foi o facto da mobilização (como a deliberação de magna foi na madrugada de quinta-feira) não ter sido possível para que se pudesse ter mais do que 6 ou 7 dezenas de estudantes em permanência na cantina dos grelhados. No entanto, costumamos dizer que só faz falta quem cá está.

Pena também me causou a ausência de alunos que pautam por um discurso ideológico mais à esquerda. Aqueles que usualmente vem a Assembleias Magnas alimentar a vontade de partir com toda a pujança para a rua, optaram por ficar em casa a “lutar”, perdão “dormir” pelos direitos dos seus colegas mais carenciados. Eu, que sempre pautei por um discurso crítico contra as sucessivas direcções-gerais, eu, que sou céptico em relação aos resultados de formas de protesto mais ortodoxas, não tive qualquer problema em juntar-me aos colegas que representam a Académica em prol de uma causa que penso ser comum a todos nós.

No fim da noite de hoje, aquando da presença de alguns deputados do Partido Socialista e do Partido Social-Democrata entre os quais o antigo presidente da AAC Emídio Guerreiro também fiquei triste pela ausência de deputados tanto do Bloco de Esquerda (se bem que Ana Drago vem amanhã a Coimbra para ouvir os estudantes e para um debate promovido pela DG no Santa Cruz às 21h) como do PCP, como do CDS\PP, aquele partidozeco que fez a lei e que agora se esconde por detrás de um manto de hipocrisia no que toca a acção social escolar, com ideias mirabolantes que tratam esta lei 15\2011 como uma forma justa de distribuir ou negar migalhas entre aqueles que um dia constituirão o futuro do país. (ou não se entretanto abandonarem os seus estudos).

Para finalizar, resta-me agradecer individualmente a alguns que permaneceram estoicamente durante as 48 horas da ocupação (ou grande parte delas), casos do Sasuke Ribeiro, do Mário Gago, do Rui “Ben” Sobral, do João Amorim, da Sara São Miguel, do Pita, da Joana, do Zé Ribeiro, da Rita Andrade, do Eduardo Barroco de Melo, do João Seixas, Ricardo Morgado, Joel Gomes, Tiago Martins, Pedro Tiago, João Couceiro e Castro, Ana Rita Mouro, Paulo Ferreira, Mariana Mesquita, Angela Ferreira, Leticia Gomes e dos sempre bem dispostos e solidários Miguel Franco e João Almeida que apareciam todas as manhãs para espalhar o seu charme, perdão, terror.

Peço desculpa a todos os outros que permaneceram e cujos nomes não fixei.

Costumo dizer que é neste tipo de situações que se prova quem gosta da Académica. Independentemente de cargos, tachos ou responsabilidades na Academia.

P.S: Também foi lindo ver o Núcleo de Estudantes de Economia a ter reunião na cantina dos grelhados horas antes da presença de deputados do PSD nas instalações. Prova que o NEE adora surprender e adora deslocalizar as suas reuniões quando mais lhes convém, não sendo o seu presidente Dino Alves (já elogiado pelo seu trabalho neste blog) em simultâneo o líder da concelhia de Coimbra da JSD. Haja paciência Dino Alves. Já elogiei bastante o teu trabalho enquanto presidente do núcleo neste blog, mas creio que hoje soaste a pechisbeque. Isso de te mostrares muito solidário com a Academia para tomar partido na presença de líderes políticos do teu partido e ao mesmo tempo dares a impressão que és mesmo solidário com a Academia comigo não pega.

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Pelo direito a um futuro condigno no ensino superior

Como ficou deliberado na última Assembleia Magna, a Direcção-Geral decidiu ocupar (pacificamente e de forma responsável) a cantina dos grelhados durante o fim-de-semana.

O motivo principal desta ocupação é o subito fecho das cantinas ao fim-de-semana, facto que inegavelmente complica a vida dos estudantes que vivem longe de casa e necessitam destas para manter saudáveis os seus hábitos alimentares a um custo reduzido.

No seu sentido mais abrangente, é uma acção simbólica que visa protestar contra os crescentes cortes na acção social e no financiamento da Universidade de Coimbra.

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Dia 27

Convido todos os leitores deste blog a aparecer! Principalmente estudantes. Na próxima segunda-feira, na sede do CDS\PP a convite do Núcleo de Estudantes Populares da Universidade de Coimbra. Em discussão, o novo regulamento de atribuição de bolsas de estudo e outros assuntos relativos à acção social escolar.

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Falsas carências

A SIC Notícias veio a Coimbra fazer uma reportagem à AAC para aferir as carências pelas quais passam alguns estudantes de coimbra.

Atrevo-me a ter que escrever algumas notas depois daquilo que depreendi da peça em causa:

1. “Angariam-se fundos para arranjar as residências de estudantes” – A sério? Vamos lá desmistificar as coisas. Eu vivi numa residência universitária e durante anos tive conhecimento dos chamados “arraiais sociais” – a malta lá ia, consumia uns finos e umas bifanas com a ideia de que o dinheiro amealhado serviria para a DG equipar as residências com equipamentos em falta como máquinas de lavar roupa, torradeiras, fogões para cozinhar, micro-ondas, aquecedores, cadeiras, etc… Não percebo, porque carga de diabo, é que depois de amealhados certos valores, nunca vinha ter nada à residência onde vivi.

2. “Vendem-se livros… Ajuda-se a arranjar empregos” – Oi? Estamos a falar daquilo que tem feito as últimas direcções-gerais. Arranjam empregos? Essa está boa… Arranjem-me um emprego porque eu preciso.

O resto prefiro nem comentar.

A Direcção-Geral assume-se ao estilo salvação da pátria em frente às câmaras de televisão. Outros dizem-se necessitados. Carentes. Dinheiro pro tabaquito não falta. Pro Gin também não. Aliás, o Gin entra nas despesas da respectiva secção cultural onde estão inseridos. Carência de bebidas? 600 euros em Gin na Makro. Carência em tabaco? Só pode…

Muito gostava de ter assistido a esta peça para dizer ao jornalista em causa o que são as verdades carências entre os estudantes da AAC e o papel lastimável que as sucessivas Direcções-Gerais se tem prestado para fazer um mau serviço à comunidade estudantil. Usualmente diz-se que a maior pobreza está encapotada e existe nas pessoas mais trabalhadoras. Arriscar-me-ia até a dizer que o valor dispendido em manifestações dava para alimentar muito estudante carenciado. Gostava de perguntar quantos estudantes nestas situações é que a Direcção-Geral encaminhou para uma solução que pudesse ir de encontro às necessidades do estudante?

Ao indíviduo que falou do núcleo de estudantes, desminto categoricamente a sua intervenção. O NERIFE\AAC nunca ajudou ninguém nessas circunstâncias. Aliás, o NERIFE\AAC não me integrou sequer no curso. O NERIFE\AAC não disponibiliza apontamentos. Os apontamentos estão na secção de copias ou no Inforestudante. Portanto, as palavras desse senhor são MENTIRA… Uma tremenda mentira…

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Forum Bolseiro

Esta noite, pelas 21 e 30 na cantina dos grelhados sob organizado do Pelouro da Acção Social da AAC.

Seria importante a presença do máximo número de estudantes bolseiros para que se possa fazer um levantamento mais ou menos generalizado dos problemas que assolam os estudantes bolseiros e para que os nossos colegas da DG possam executar o seu trabalho de representação dos estudantes da Academia.

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atrasos, pagamentos, irresponsabilidades…

Tenho tido informações que a UC está farta de enviar emails a todos os alunos a avisar as datas-limite do pagamento das prestações das propinas.

Nunca tinha acontecido semelhante coisa na UC.

A UC adopta uma postura de medo na medida em que parece temer que os estudantes não cumpram as suas obrigações (mal ou bem) perante a instituição, mesmo perante as restrições (por consequência) que coloca a todos aqueles que não as cumprirem: impossibilidade de matrícula no ano seguinte; em casos de conclusão de curso, a UC não reconhece o término do mesmo e não emite diploma (até porque este tem filas de espera de 10 anos segunda consta) ou certificados enquanto não forem pagas as propinas do estudante em causa.

Como em todas as responsabilidades perante o Estado Português ou empresas públicas\institutos sob sua tutela, o não pagamento de propinas implica o pagamento de juros de mora às mesmas. Neste caso específico, não existe sequer a opção do estudante pagar juros depois de decorridos 90 dias sobre a data limite do pagamento: qualquer aluno que decida\lhe seja impossível pagar no prazo estabelecido, começa a acartar com juros sobre a prestação em causa no dia posterior ao término do prazo.

Gostaria apenas, perante o que exemplifiquei nos parágrafos anteriores de perguntar à UC, mais especificamente aos Serviços de Acção Social, quando é que os meus colegas bolseiros recebem as suas bolsas?

O ano lectivo já começou em setembro e para muitos o seu processo de bolsa ainda não se encontra resolvido. O Ministro Nuno Crato previa o pagamento das bolsas o mais tardar em Outubro e em Janeiro há gente que nem sabe o que lhes espera.

Ou seja, o ministro Nuno Crato é mentiroso.

Vamos imaginar a situação. Se a primeira prestação das bolsas de estudo é paga a partir do mês de Outubro, já decorreram precisamente 122 dias. Não será legitimo que os estudantes bolseiros que apenas recebam hoje imponham o pagamento de juros sobre o total das prestações que tiveram em falta?

A mim parece-me legítimo.

Assim como me parece legítimo que um dia um estudante bolseiro (em enormes dificuldades para sobreviver; melhor, para ter direito a uma refeição que é o mínimo condigno com o artigo 2º da CRP) por falta de dinheiro se recuse a pagar uma refeição nas cantinas.

É nestas pequenas coisas que se vê quem tem palavra e quem não tem palavra. A palavra de Nuno Crato é nula, a UC tem medo que não paguem “as vacas ao dono” e os SASUC\DGES abusam por completo dos moribundos.

E a AAC? Onde é que se encontra a AAC no meio de todo este processo?

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histórias

Confesso que nos últimos dias tenho andado tão atarefado que nem tempo tenho para postar neste blog, ver futebol, ver telejornais, ler livros, ver filmes, ver jogos da NBA, ler jornais e até jogar na minha xbox, algumas coisas que me dão imenso prazer. No entanto, não me desliguei por completo da realidade em que se foca o mundo e partilho aqui algumas notas de que me apercebi (ainda que a espaços) do mundo:

1. A Família Soares dos Santos mudou as contabilidades dos seus negócios para território Holandês. Alexandre Soares dos Santos foi aquele, que um dia travou uma dura batalha de palavras com o antigo PM José Sócrates acerca da riqueza e da boa educação. Vamos por partes:

1.1 A Jerónimo Martins é um grupo empresarial cuja empresa-coroa é a cadeira de supermercados Pingo Doce. Para quem não sabe, as cadeias de supermercados (na sua génese) funcionam por sistema de consignação de produtos. As marcas pagam espaços para colocar os seus produtos nas prateleiras dos ditos e as cadeias, para além do espaço que é remunerado para tal efeito ainda vão buscar uma percentagem sobre os produtos vendidos.

1.2 A Jerónimo Martins, como um grupo empresarial forte já recebeu todo o tipo de apoios do Estado Português. Subvenções, Isenções fiscais, incentivos à participação em mercados internacionais e incentivos à exportação de produtos. Acho de muito mau tom que hoje, se mude para onde quer que seja por que motivo seja quando andou anos e anos a comer com o dinheiro dos contribuíntes pelas mais variadas ajudas que o Estado Português fornece às empresas.

1.3 A Jerónimo Martins é um grupo empresarial em cujas condições de trabalho de contrato dos seus empregados, obriga-os (para lhes dar emprego) a que estes se submetam a um horário de trabalho que inclui sábados e domingos (folgas semanais à semana), feriados, dias de natal e ano novo, sob métodos (escandalosamente considerados como legais em Portugal) inseridos numa lógica “ou aceitas as nossas condições ou não és empregado\estás despedido” e com uma remuneração base grossa de salário mínimo.

1.4 Ao efectuar esta mudança, a Jerónimo Martins está a contribuir para a pobreza de um país (que ajudou a empresa a fundar o volume de negócios que hoje detém à conta das tais ajudas enunciadas por mim no ponto 1.1) e para que a credibilidade da nossa economia seja ainda mais mal vista pelos nossos “parceiros” externos e principalmente pelas ditosas e pouco saudáveis influências exercidas pelas agências de rating, que em tão pouco tempo arruinaram o pouco que restava deste rectângulo à beira mar plantada.

2. Por Ligação ao ponto 1.

O nosso primeiro-ministro diz compreender os motivos que levaram Alexandre Soares dos Santos a virar costas à sua pátria. Pedro Passos Coelho mostrou mais um ponto de fraqueza no seu discurso e contrariou tudo aquilo que foi pelo seu governo dito até agora. É bom folgar que temos um primeiro ministro derrotista e que incentiva a que em Portugal nada se produza ou nada se faça para alterar o rumo da situação económica e financeira em que nos encontramos.

É saudável também folgar que o seu governo nada se interessa em fazer tributar aqueles que mais têm e aqueles que mais erros cometeram na situação estratégica actual do país para a resolução dos nossos problemas.

É saudável portanto folgar que este indíviduo a quem chamam primeiro-ministro está literalmente a defender os interesses estrangeiros e os interesses do capital no nosso país, pago com o nosso dinheiro.

3. Reparei que ante-ontem foi aberta pelo Ministério da Educação e Ensino Superior uma nova fase de candidatura a bolsas de estudo no ensino superior.

Esta medida vem na sequência do aumento do capital disponível para o financiamento dos alunos do ensino superior através de linhas de crédito cedidas pelos bancos e num contexto em que as duas fases até agora realizadas ainda não tem totais de atribuições apurados e sobretudo, perante a realidade moribunda do ensino superior em portugal e do sufoco em que vivem as famílias portuguesas, uma profunda hipócrisia cujos resultados práticos ainda não são conhecidos e visionados pelos estudantes que realmente precisam das suas bolsas para sobreviver e ainda não receberam qualquer prestação.

No entanto, deixo aqui a minha palavra de louvor ao Eduardo Barroco de Melo e restante Direcção-Geral pela luta encetada aquando da actividades “Natal Negro no Ensino Superior”, que mal por mal já fez com que o governo concedesse algo ao mesmo tempo que tira 5. No entanto, e como estas pequenas acções não redundam em vitória, tal só poderá ser clamado quando os direitos que pertencem aos estudantes sejam factos consumados na prática, algo que como todos sabemos ainda não aconteceu.

4. Parece que está na moda o uso do avental e da pedra-pomes neste país. Falo desse poço de interesses a que chamam maçonaria.

Grupos, restrito de entrada, onde aparecem altas individualidades que mandam neste país, numa lógica de “põe, dispõe e corta” naquilo que é incómodo aos interesses da elite.

Passam-se informações das secretas, governantes actuam sobre instruções dadas em reuniões altamente secretas, roubam-se informações dos telemóveis de jornalistas e não se podem mencionar influências de deputados da nação ao serviço dos enormes maçons do oriente e da grão-cruz. Será que no tempo do Salazar também eram tão activos?

5. Bola. 3 anotamentos.

5.1 Tim Howard espetou um grande selo na Premier de baliza a baliza. Faz-me lembrar o golaço que o Palatsi marcou há uns em semelhantes jeitos lá para os lados de Moreira de Cónegos.

5.2 O Manchester United colheu 3 na capoeira do sensacional Newcastle. Phil Jones ficou novamente mal na fotografia naquele cabeceamento direitinho para a sua baliza.

5.3 As imagens do túnel de acesso aos balneários em Alvalade é uma coisa escabrosa. É certo, que derivado à tensão do momento, a comunicação social está a usar a situação para criar um alarido desnecessário. Mas também considero vergonha a atitude dos responsáveis do dirigismo sportinguista em autorizarem tamanhas aberrações em sede de um clube que sempre se pautou pela tentativa da rectidão ao nível de valores e acções.

Colocar imagens de meia dúzia de arruaceiros, alguns deles ligados a grupos de extrema-direita no nosso país, não é propriamente a imagens que se desejam para a livre transmissão de valores defendidos pela UEFA no futebol de paz e saudável convivência entre pessoas de raças diferentes. Mas… lá pelas bandas de Alvalade há quem não pense exactamente desta maneira e eu, sportinguista confesso, não papo tudo aquilo que o meu clube me dá.

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10 mil

Ler a notícia.

Pergunto eu: Desses 10 mil quantos irão desistir?

Era este o investimento no ensino superior que Nuno Crato pretendia quando começou a analisar a pasta do ensino superior?

Não era vital para o Ministro manter o valor exacto daquilo que foi gasto no ano passado inscrito no orçamento de estado deste ano?

Outra pergunta me ocorre: Se o valor de 130 milhões para bolsas de estudo está inscrito no Orçamento de Estado, se existe uma previsão para o corte de 10 mil bolsas e se o valor da bolsa máxima decresceu em cerca de 400 euros em virtude do novo regulamento de cálculo das bolsas de estudo, para onde irão largos milhões de euros?

Quando esse novo regulamento foi publicitado, Nuno Crato afirmou publicamente que desejava que o pagamento das bolsas de estudo se devessem efectuar no máximo até finais de Outubro. Já estão a ser pagas?

E já agora, quandos créditos estudante já foram realizados este ano?

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O novo regulamento de atribuição de bolsas de estudo

Ainda não tive oportunidade de estudar na íntegra o novo regulamento proposto pelo Ministro Nuno Crato, mas pelas linhas gerais, tal proposta é a melhor que me soa aos ouvidos nos últimos anos.

Em primeiro lugar, logo pelo facto do Ministro ter aberto um novo caminho de candidatura para todos aqueles que não a fizeram nos prazos estabelecidos pelos Serviços de Acção Social das Universidades. Como sabemos, no caso dos SASUC, o prazo decorria entre 15 de Maio e 15 de Junho, não sendo por norma aceites candidaturas fora do prazo. Em certas situações, compreendo que para certos agregados familiares, a burocracia existente nos serviços dos quais se precisam as certidões e os documentos necessários para entregar na candidatura pode fazer com que o prazo de 1 mês se torne escasso ou insuficiente. Portanto, acho a esta prerrogativa do Ministro uma boa decisão. Em todo o caso, deveria abrir-se um prazo extraordinário, em excepções em que se comprove com efectividade um agravamento significativo dos rendimentos do agregado familiar no período compreendido entre o início e o final do aluno lectivo, para que os alunos nesta situação possam ser socorridos pelos Serviços de Acção Social em tempo útil de não abandonarem o ensino superior a meio do ano lectivo por falta de recursos económicos. Defendo portanto, que o próprio Ministério disponha de um fundo de emergência social rápido, eficaz e exclusivo para este tipo de casos.

Não posso porém concordar com a meta de 100 mil euros em valores mobiliários para a inegibilidade de direito à candidatura a bolsa de estudo. Como valores mobiliários consideram-se as acções, obrigações, valores depositados em contas bancárias, Planos poupança reformaeducação, certificados de aforro, unidades de participação em fundos de investimentos, certificados do tesouro e outros instrumentos financeiros. Creio que 100 mil euros é um valor muito alto neste tipo de aplicações financeiras é um valor muito alto quando se tratam de mecanismos sociais de superação de carência. Aliás, não é todo o português que dispõe de investimentos na ordem dos 100 mil euros. Mas com 99,999 euros em participações, o aluno pode candidatar-se a bolsa nas mesmas condições de imparcialidade que outro, cujo agregado familiar comporta por exemplo 4 pessoas e cujos conjugues estão de momento desempregados. A única diferença consiste apenas na redução da bolsa nos diversos escalões idealizados pelo Ministro conforme a existência e o valor que está aplicado. Não creio portanto que seja  justo. Alias, actualmente, qualquer agregado que tenha 15 ou 20 mil euros nestes investimentos, é um agregado familiar capaz de fazer face às despesas e amealhar extras para o futuro.

As alterações na contabilidade do agregado familiar, é outra das diferenças em relação ao cálculo que era feito no ano passado, que ressalto como positiva. Como no ano passado nem todos os elementos do agregado valiam o mesmo, todos os candidatos teriam a perder. Claro que as famílias numerosas (muitas vezes com 2 ou 3 filhos a estudar em simultâneo) eram as famílias mais prejudicadas (muitas vezes são as que mais precisam deste tipo de apoios para fazerem face à despesa). Como tal, como todos os elementos valem um, as bolsas tenderão a aumentar pelo novo cálculo.

Quanto ao aumento do aproveitamento escolar para 60%, considero-o obviamente injusto. Deveria manter-se nos 50% de aprovação mediante o número total ECTS a que o aluno se inscreveu. Todos os bolseiros sabem que precisam de se aplicar para continuar a usufruir dos benefícios estatais. Por isso, 50% de aprovação acaba por ser uma percentagem justa. Se o aluno fizer esses 50% é sinal que o seu desempenho representa o mínimo que se lhe era exigido. Por outro lado, sabemos que ao aluno podem acontecer infortúnios. E esses infortúnios devem obrigatoriamente ser precavidos por esta lei. Desde que devidamente fundamentados, os alunos que tiveram dificuldades durante o ano escolar (estiveram ausentes por falta de recursos económicos; tiveram um acidente grave; doença grave: doença familiar; infortúnio pessoal) deveriam ser salvaguardados com a hipótese de não perderem a sua bolsa de estudo no ano lectivo seguinte.

No entanto, esta alteração só toma efeito para o próximo ano lectivo.

De fora deste documento, fica o mais importante. O novo regulamento não estabelece porém um prazo máximo de atribuição ou indeferimento das bolsas e um prazo para o seu pagamento. João Queiró, o secretário de estado, acredita que será uma desilusão se as bolsas não forem pagas até ao final do mês de Outubro. Eu creio que é tudo muito bonito em teoria. Vamos ver na prática.

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Vergonhoso

A fina-flor da Academia segue o habitual ritmo da época e já começa com os truquezinhos eleitorais.

Inunando a rede social facebook com esta imagem, seria de muita coincidência não pensar que vários utilizadores estão a tentar passar uma mensagem neste início de ano lectivo. Conhecendo o se tem passado nos últimos anos, apenas não esperávamos que o pedantismo fosse tão alto em tão tenra altura do ano. Não retiro de modo algum o termo: chama-se pedantismo. Com todas as letras.

Se nas candidaturas de André Oliveira, Jorge Serrote e Miguel Portugal, as primeiras movimentações começavam após a Queima das Fitas e as primeiras mensagens surgiam na latada, notamos que este ano, para além do facto da Direcção-Geral não ter feito mais nada de destaque do que a Universidade de Verão da UC, um boicote às aulas que acabou por ser um autêntico fiasco, a organização das provas de desporto universitário e um elenco recheado de demissões, má gestão de equipa por parte do presidente, boatos e dois vices presidentes que chegaram a uma altura do campeonato sem sequer se dar ao trabalho de falar com o presidente durante dias a fio, tento compreender (juro que tento) porque é que a AAC não encurta os mandatos a 3 meses. Quiçá a 4 dias. Sim, porque este mandato não passou do 4º dia de existência. O resto que se viu é luta desenfreada pelo tacho, incompetência, inquestionável vontade de não se trabalhar em prol daqueles que votaram e acima de tudo, irresponsabilidade daqueles que durante o ano estiveram mais interessados em preparar as próximas eleições do que em trabalhar na confiança que em si foi depositada por cerca de 4 mil estudantes.

Por outro lado, perante todas as variáveis enunciadas, os problemas que afectam a comunidade estudantil amontoam-se e a AAC continua com uma passividade ímpar. O ano lectivo começou e quanto a bolsas de estudo, tudo permanece no mais profundo mistério, apesar de existir uma lei aprovada em Assembleia da República que tarda em passar para o Diário da República. Centenas de alunos começam o seu ano lectivo sem a certeza da sua bolsa, sem sítio para pernoitar e receosos que não possam continuar os seus estudos por insuficiência de meios financeiros.

Residentes universitários viram negadas as condições de acesso às residências. Outros residentes foram mudados para outras residências em virtude de decisões duvidosas. Mas dentro das 4 paredes da Direcção-Geral, ninguém parece estar interessado em mais do que ir tomar o seu cafézinho aos jardins, bater um papo, actualizar o blog anónimo para dizer mal do outro candidato e alcatroar a estrada para Novembro…

Em várias faculdades, a morosidade dos serviços causa incómodo. A burocracia é morosa e dispendiosa. A pedagogia não existe. Alguns cursos alteraram novamente as regras do jogo e prejudicaram claramente os seus alunos. Outros, voltaram a prescrever. A defesa dos direitos dos estudantes por parte da AAC não é mais uma vez sentida.

Internamente,

Da Tesouraria da AAC alguém palmou deliberadamente 5200 euros. Tanto o Conselho Fiscal, como a Direcção-Geral (através dos seus dois representantes no Conselho-Geral) como a Queima das Fitas ainda não se interessaram em abrir uma investigação interna para saber quem lucrou com o acto.

Falamos em Conselho Fiscal.

O Conselho Fiscal, presidido por Carlos Barandas (Carlos, um dia disseste-me na FEUC que gostavas de gente sincera e vou-te ser sincero já que não me atendes o telemóvel quando te ligo) é um órgão constituído na sua maioria por incompetentes. Salvam-se duas excepções: o Hugo Ferreira e a Filipa Soares. A sala da queima foi assaltada. Abriram-se extintores à porta da secção de fotografia. Nada foi feito pelo Fiscal. Secções Culturais tem capacidade para realizar actividades, caso da Secção de Gastronomia, mas dependem exclusivamente que o Fiscal lhes resolva as questões. A Secção de Voleibol está (ou se já foi resolvido, estava até à pouco tempo) à espera que o Fiscal lhe resolvesse o assunto burocrático que pendia sobre a tomada de posse da nova direcção. A Secção de Andebol passa por gravíssimos problemas financeiros e esteve (creio que ainda está) em risco a sua participação nos campeonatos em diversos escalões, o que é uma vergonha para uma AAC que alimentou e muito outras modalidades (Basquetebol, Ténis) e poderá deixar morrer uma secção que para além do palmarés que possui, dá a hipótese de competição a muitos alunos da UC.

Carlos, muito sinceramente, será que te preocupas mais com moscambilha do que com o trabalho para o qual foste eleito?

No que tocam a estatutos, cada um decide por si. Como até já foi dito por mim aqui neste espaço.

Não desviando do assunto mainstream, é portanto uma vergonha aquilo que se passa na AAC. Meus caríssimos amigos, este logo que está a ser colocado em perfis do facebook pertence à campanha de um vice-presidente da AAC, um rapaz que tem um cargo importantíssimo nas mãos a defender, mas parece que se está nas tintas para tais feitos.

(Escusam de fazer chamadas anónimas às tantas da manhã em número desconhecido porque eu não vou ceder)

O mandato acaba em Janeiro, mas já se fazem apostas em Setembro. É necessário alguém que diga a estes rapazes que o seu cargo joga com responsabilidades que pendem sobre vidas humanas. Torna-se necessário acabar com esta palhaçada de blogs e de ameaças e de moscambilhas. Torna-se necessária uma Académica humilde, trabalhadora, com vontade de evoluir e de preferência com gente que queira servir a casa e não servir-se da casa.

Deixo-vos um conselho: porque é que não realizam eleições para a AAC de mês a mês e assim consegue fazem com que se arranje espaço para todos na presidência?

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Assembleia Magna: minuto-a-minuto

22:54 – Como é apanágio, o Entre o Nada e o Infinito encontra-se nos fundos da Cantina dos Grelhados a levar a cabo o habitual minuto-a-minuto sobre mais uma Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra.

Na Cantina dos Grelhados encontram-se seguramente mais de 300 pessoas. Esta Assembleia Magna cuja ordem de trabalhados pode ser vista aqui marca a primeira magna de Diana Taveira enquanto presidente da Magna e de Eduardo Melo enquanto presidente da Direcção-Geral.

As expectativas para esta Assembleia Magna são elevadas. O ponto alto da noite será uma nova discussão da situação política e das acções em desenvolver, principalmente no que toca à Acção Social Escolar.

23:00 – Diana Taveira apresenta os seus pares da mesa, a ordem de trabalhos e inícia a Assembleia Magna.

Diana Taveira afirma que já foi feita a revisão dos estatutos da AAC e que estes já foram apresentados.

E aí vem o Alface. Sempre cheio de pica.

Coloca uma questão (sobre os estatutos): o texto final dos estatutos irá a votação dos estudantes?

Diana Taveira afirma com base legal que a aprovação dos estatutos não serão levados a votação da Assembleia Magna mas sim dos membros da Assembleia Estatutária – Artigo 96º dos Estatutos.

Rui Carvalho questiona novamente Diana Taveira: ” Essa decisão, não-oscultação dos estudantes (decisão de Diana Taveira)” em relação aos estatutos, se é uma decisão irreversível… – Rui Carvalho e Diana Taveira estão em pleno diálogo. Rui Carvalho fala da questão da RUC – o alvará da RUC dependerá em exclusivo da aprovação dos estatutos.

Rui Carvalho volta a perguntar a Diana Taveira se não seria sensato apresentar o projecto final aos estudantes? – Diana Taveira volta a argumentar com base no artigo 96º dos estatutos.

23:09 – Fala Marco Veloso, o antigo presidente da mesa da Assembleia Magna. Um dos principais visados nas críticas sobre a demora dos estatutos na penúltima Assembleia Magna.

Marco Veloso lê o artigo 96º dos estatutos – O mesmo dá a oportunidade a qualquer sócio-efectivo que não pertença à Assembleia Estatutária de apresentar propostas para a discussão e redacção do texto final dos estatutos.

Marco Veloso considera inútil a discussão sobre os estatutos em prol da passagem para o ponto 2. Diana Taveira afirma praticamente o mesmo – passar esta discussão para o ponto 3.

23:12 – Bárbara Gois da FLUC sobe ao pulpito. Vem falar sobre Zeca Afonso. Hoje fazem 24 da sua morte. Fala da importância de Zeca Afonso para a luta estudantil e do seu contributo para a cultura coimbrã.   Boa intervenção da estudante.

(Salva de palmas da plateia)

23:14 – Eduardo Melo sobe ao púlpito. Apresentações e cumprimentos à mesa e aos seus pares da Direcção-Geral.

Vai fazer um breve resumo deste primeiro mês de trabalho:

– Organização das fases finais dos campeonatos universitários.

– Criação da agenda cultural, de modo a publicitar as acções culturais da casa.

– Concurso no dia dos namorados e arruda nesse dia.

– Campanha e divulgação dos programas de mobilidade existentes para os estudantes do ensino superior.

– Resolução de problemas burocráticos.

– Iniciativa de apoio aos sem-abrigo da cidade de coimbra e comemoração do dia mundial do doente.

– Reunião com os núcleos de estudantes para reforçar laços de cooperação entre a DG e os mesmos.

– Lançamento do (in)formação pedagógica, um novo folheto do pelouro da pedagogia e levantamento de problemas pedagógicos.

– Início do novo gabinete de apoio ao estudante e visita da DG a escolas secundárias de todo o país.

– Visita a Repúblicas e Residências Universitárias, de modo a apurar os seus problemas. Reuniões com habitantes e delegados dessas mesmas repúblicas e residências.

– Marcaram reuniões com alunos bolseiros, para identificar os seus principais problemas.

– Debates com os candidatos à reitoria da Universidade de Coimbra de modo a esclarecer todo o público interessado com as eleições para a Universidade.

– Reunião com o secretário de estado do MCTES.

Eduardo acaba a sua intervenção, sendo bafejado com uma salva de palmas.

23:21 – Hugo Ferreira da FDUC, actual membro do Conselho Fiscal vai falar sob a queixa que lhe foi apresentada por Miguel Portugal em relação ao contrato do Intocha no Conselho Fiscal.

Hugo Ferreira está a falar sobre o seu processo.

Fala sobre o “julgamento” sobre o seu processo. O “julgamento” será feito por 6 pessoas – diz. Diana Taveira interrompe-o. Pede para que Hugo Ferreira explique todo o problema no ponto 3.

23:28 – O João Alexandre chega à sala e o Joel senta-se ao meu lado.

23:29 – Eduardo Melo vem fazer uma defesa de honra, em nome da DG. Ataca Hugo Ferreira: “não admito. apresenta provas para comprovar o que tens a comprovar mas não venhas para aqui colocar o nome da DG para limpar o teu nome”

Defesa de honra de Carlos Barandas, presidente do CF. Admite que “não existem jogos estratégicos” para afastar Hugo Ferreira.

Defesa de honra de Hugo Ferreira. Responde à letra a Eduardo.- Diana Taveira interrompe novamente o aluno de direito.

O causador disto, Miguel Portugal, tem-se mantido calado.

Hugo Ferreira, fala que várias pessoas lhe pediram esclarecimento sobre o processo.

23:34 – Diogo Pereira, antigo membro da mesa da Assembleia Magna pede a criação de um novo ponto na ordem de trabalhos – discussão sobre a votação que se efectuou para a reitoria da Universidade de Coimbra.

23:36 – A mesa ordena que se passe para o ponto nº2 da ordem de trabalhos.

Diana Taveira pede ordem na sala.

23:38 – Mais uma vez, o Entre o Nada e o Infinito está a actualizar o seu minuto-a-minuto com mais rapidez que os pseudo-jornalistas do “Quinzenário os Cabrões”

23:40 – Passamos de facto ao ponto nº2.

Começa Eduardo.

” Este sim é o ponto que nos traz aqui hoje” – Fala da reunião que teve com o secretário de estado do MCTES.

Apresentou as necessidades que a AAC quer ver cumpridas no Ensino Superior, nomeadamente, na Acção Social Escolar e das preocupações que a AAC tem publicitado em relação às bolsas de estudo e em relação às normas técnicas que regulam a atribuição das mesmas.

A estas preocupações, foi respondido a Eduardo Melo que “não podiam ser mudadas quaisquer políticas, porque na opinião do secretário de estado toda a gente estava de acordo com estas políticas relativas ao ensino superior”

Quanto ao decreto-lei 702010 e à proposta de lei do CDS, a AAC perguntou quais serão os passos seguintes do MCTES. Ao que o secretário de estado deu uma resposta que Eduardo Melo afirma “ser brincar com os estudantes do ensino superior”

No ENDA, houveram duas tomadas de posição quanto a esta questão:

1 – A posição defendida pela AAC – Melhorias das normas técnicas para o próximo ano lectivo. Uma compensação que o governo não vê com bons olhos.

Em ENDA, foi assumido pela AAC a contrariedade absoluta contra o decreto-lei 702010 e a retirada do mesmo devido à proposta de lei do CDSPP. Regras de cálculo mais justas dados os agregados familiares dos estudantes que se candidatam a bolsa de estudo.

Eduardo Melo continua a falar sobre Acção Social Escolar e sobre os atrasos que se verificam no estudo e atribuição de bolsas. Eduardo pretende que as entidades (no próximo ano) acelerem este processo.

Eduardo Melo acaba a sua intervenção.

23:57 – Vem um estudante (Manuel Ribeiro) falar sobre as bolsas de estudo.

Moção.

Afirma que as bolsas de estudo são um direito de todos os estudantes. Fala do défice das capacidades de resposta dos SASUC aos estudantes que não ainda não viram o seu processo definido. – reiteira que estas entidades não podem fugir à responsabilidade de decidir todos os processos individuais que tem em mãos.

Soluciona que estas entidades devem ser sancionadas com a cobrança de uma taxa de juro pelo atraso no pagamento das bolsas, à semelhança daquilo que o Estado efectua a quem não paga propinas a tempo e horas e os seus impostos a tempo e horas.

Apresenta uma moção:

Ponto 1 – Uma data para pagamento das bolsas – até 20 de Dezembro.

Ponto 2- Esta data é irrevogável.

Ponto 3 – Cobrança de uma taxa de juro de 1% ao mês a cada aluno pelo atraso na decisão da avaliação dos seus processos a partir da data de 20 de Dezembro.

00:02 – Fabien Figueiredo da FEUC questiona Manuel Ribeiro: “Quem paga essa taxa de juro? É o Estado?”

Manuel Ribeiro atribuí esse pagamento às entidades responsáveis por atribuição de bolsa.

Hugo Ferreira questiona “quem é a entidade responsável” para imputar a culpa ao infractor para que seja cobrada essa taxa de juro e quem é que avalia essa decisão?

Manuel Ribeiro responde: “claramente o governo”

Fabien Figueiredo elogia o “Quinzenário os Cabrões” pela edição desta semana. Pelo menos no toca à questão da FAIRe em que a Cabra noticiou que esta se encontra há 2 anos sem direcção.

Fabien Figueiredo passou para a questão da FAIRe

( ver a edição desta semana do Quinzenário)

Questiona a quota de entrada da FAIRe, e questiona quantas secções culturais tem 1800 euros para trabalhar? – Fabien esteve muito bem…

Apresenta uma moção para que a AAC anule a adesão à FAIRe.

Aí vai o principal interessado da adesão da AAC àFAIRe. Discorda de Fabien em relação à opinião em relação ao trabalho do Quinzenário.

O Alface já vem todo picado.

Afirma “relações apertadíssimas entre a DG e o MCTES. nunca esteve em causa” – e diana taveira chama “alface ao alface”.

“a minha honra está afectada” – diz Rui Carvalho. Ataca Fabien Figueiredo, na luta que o estudante da FEUC trava nas Assembleias Magnas – Diana Taveira tenta acalmar o antigo vice-presidente da DG.

” é anti pedagógico vir tentar alterar uma decisão que foi tomada livremente na Assembleia Magna. o que o colega Fabien veio aqui fazer é desrespeitar a Assembleia Magna”.

12:16 – Pedido de esclarecimento do Samuel Vilela.

Lá vem mais uma lição do catedrático!

Pergunta a Fabien “Em que te baseias para fazeres essa moção, se a adesão foi votada aqui em Assembleia Magna com larga maioria?”

Pedido de esclarecimento de André Costa, da FDUC – “Se alguém conseguir explicar quais são os estatutos da FAIRe… gostava de os conhecer agora.” – Pede para que lhe sejam explicados os estatutos da FAIRe, visto que nos novos estatutos a AAC não pode ser sócia.

Relembra que houveram Assembleias Magnas que já revogaram deliberações de outras Assembleias Magnas. O estudante de Direito afirma ser possível revogar deliberações de outras Assembleias Magnas – Esteve bem o antigo presidente do núcleo da FDUC

Diana Taveira quer alterar esta questão para o ponto 3 – Outros assuntos.

Depois de um intervalo, novas actualizações:

1. O presidente do núcleo de Economia leu uma carta aberta do Dr. Júlio Mota (docente de economia) que foi endereçada ao MCTES e à mesa da Assembleia Magna.

2. Está neste momento a discursar Manuel Afonso:

– Fala dos ataques que estão a ser feitos aos estudantes devido ao actual sistema de acção social escolar.

– Fala sobre as eleições para a Reitoria e para a “eventual passagem da UC a fundação” e a palavra que a AAC deve assumir neste ambito, fomentando a discussão.

– Vem apresentar uma moção:

Ponto 1 – Os representantes dos estudantes no Conselho-Geral apresentarão a proposta de propina mínima no próximo ano.

Ponto 2 – Os representantes dos estudantes no Conselho-Geral, apresentarão uma proposta de discussão no órgão em relação à passagem da UC a fundação.

Não consegui perceber o ponto 3 e o ponto 4. Mais à frente, nas votações, este será lido novamente.

12:45 – Aí vai João Alexandre.

Concorda com a intervenção de Manuel Afonso. Faz um par de questões a Manuel Afonso, que de seguida, decide “não alimentar guerrinhas”.

Seguem-se os pedidos de esclarecimento de Filipe Januário e de Miguel Franco a Manuel Afonso.

O  Ponto 3 da moção de Manuel Afonso é a proposta de um referendo.

Samuel Vilela tenta “empurrar estas questões” para o ponto 3. Samuel Vilela enaltece o discurso de Manuel Afonso e afirma que a DG é “contra o 702010, é a favor da revogação do 702010” – quanto à proposta de lei do CDSPP – “queremos que os nossos colegas não estejam muito tempo à espera da atribuição das bolsas” – e aí, o estudante de RI frisa que os SASUC têm neste momento várias dezenas de processos por avaliar.

Samuel Vilela apresenta uma moção:

Ponto 1 – Proceder a escrita de uma carta aos grupos parlamentares para que façam uma norma transitória em relação aos estudantes que ainda estão à espera de atribuição de bolsa…

Uma aluna da faculdade de direito, vem falar sobre os problemas que afectam os estudantes da Universidade de Coimbra – a luta deve continuar – afirma. “Eles não nos vão fazer calar… Temos que continuar a gritar, a gritar aquilo que queremos…”

00:56 – Discursa Renata Costa.

Fala sobre a dificuldade que os jovens enfrentam ao nível financeiro para continuarem os seus cursos e as dificuldades que estão a ser tornadas evidentes em arranjar emprego depois de terminarem os seus estudos.

Fala do desinvestimento que estão a ser efectuados no Ensino Superior, da detrioração das infra-estruturas de habitação da UC e do aumento do prato social.

Reforça a ideia que os estudantes devem unir-se de modo a que sejam escutados (os seus problemas) pelos governantes. Reforça a ideia de uma luta estudantil forte.

Apresenta uma moção:

– Uma manifestação no dia 17 de Março, que deve começar no largo D. Dinis e deve terminar no Governo Civil de Coimbra.

( pequeno intervalo)

Depois do intervalo, continua a discussão do ponto 2 da ordem de trabalhos.

A DG apresentou uma moção:

– A DG delibera – a adesão da Associação Académica de Coimbra ao protesto “geração à rasca” a realizar no próximo dia 12 de Março, em Lisboa. Devendo esta encontrar-se institucionalmente representada e acompanhar o protesto ao longo do seu percurso

Continua-se a falar sobre as dificuldades que os actuais estudantes do ensino superior passam durante e depois de terminarem o seu curso.

01:19 – Eduardo Melo refere que está disponível para responder a todas as questões que estão a ser colocadas na Assembleia Magna.

Fabien defende que a AAC deve mobilizar o máximo número de pessoas para ir a essa manifestação – essas pessoas devem ir junto com a representação institucional da AAC.

Eduardo Melo responde que os proponentes não querem que a AAC tome de assalto o referido protesto. No entanto, Eduardo Melo vai perguntar aos proponentes se querem alterar esta tomada de decisão.

Fabien continua a insistir que a AAC deve levar mais gente à manifestação “Geração à Rasca” – Eduardo Melo diz que pode reservar autocarros até dia 8 de Março e que a AAC não terá quaisquer problemas em reservar os meios para que a sugestão de Fabien se concretize.

1:26 – Outro estudante pergunta se “os núcleos estão vínculados às decisões da política educativa da AAC”

Eduardo Melo responde: “não creio que os núcleos de estudantes estarão preocupados em participar nestas iniciativas. é questão de levar as iniciativas a inter-núcleos”

1:28 – Mais uma moção de uma estudante da FDUC neste ponto 2:

Ponto 1 – A realização de uma concentração que consiga juntar 1000 estudantes contra os cortes nas bolsas no dia 14 de Março (a data pode ser ajustada) no largo D. Dinis.

Ponto 2- A afixação no largo das matemáticas de uma lona que diga “queremos as nossas bolsas…”

(não consegui perceber o ponto 3)

Ponto 4 – Criação de um grupo de trabalhado constituído por dirigentes da DG e outros estudantes para trabalhar nesta questão num prazo de 48 horas.

1:30 – André Costa pede esclarecimento. 4 protestos em 12 dias? ” Eu não sou mínimamente contra os protestos, acho que nos devemos mobilizar e cada um tem aqui o seu espaço para defender a convicção que deve entender…” – a seguir, André Costa, pergunta se em vez de 4 protestos, a DG não poderá condensar tudo num grande protesto. “Assim não faz sentido…” – termina André Costa.

A estudante da FDUC dá certa razão a André Costa mas defende que se deve mobilizar o máximo de gente para as manifestações que foram apresentadas.

Retomamos o debate:

1:53 – Ainda a discussão do ponto 2.

Já foram apresentadas outras moções, que dentro de minutos serão votadas.

O Entre o Nada e o Infinito, na persona do seu mordomo-mor João Branco irá intervir no ponto 3.

Mais uma moção. De Hugo Ferreira.

Ponto 2 – A DGAAC deve garantir transporte a todos aqueles que pretendam ir a Lisboa ao Protesto da Geração à Rasca, mesmo que o ponto nº1 não seja aprovado – Peço desculpa mas não ouvi o ponto nº1.

Samuel Vilela defende a DG.

2:18 – Silvia Franklin pede aos actuais dirigentes da AAC e a todos os presentes nesta Assembleia Magna que lutem para que os nossos colegas mais carenciados tenham acesso aos seus direitos. Fala dos 600 estudantes da Universidade de Coimbra que cancelaram a sua matrícula por insuficiência de meios financeiros.

Apresenta uma moção-programa de acções:

Ponto 1 – Pede que a atribuição de bolsa de estudo seja baseada nos critérios anteriores ao decreto-lei 702010, que os estudantes que já estão prejudicados pelo decreto-lei vejam revistos os valores das suas bolsas de estudo.

Ponto 2 – Divulgação deste caderno reinvindicativo em todas as faculdades e cantinas para que a luta estudantil continue.

Sílvia Franklin terminou a sua intervenção com uma célebre frase futebolística que um dia foi dita pelo treinador Jaime Pacheco: “quem joga pro empate, arrisca-se a perder”

Responde-lhe o alface.


Manuel Afonso pergunta a Sílvia Franklim se acha que esta estratégia de perda de tempo não é similar à estratégia de José Socrates. Pergunta-lhe também se também não é coincidência que a atitude e as políticas tomadas pela DG não são as mesmas (da cor partidária) que está na primeira fila (DG)?

Alface perguntou onde andava Sílvia Franklim e Sílvia Franklim assume que é trabalhadora estudante e que estava a trabalhar.

2:25 – Alface: “Não serão as propostas exibidas por Sílvia Franklim ao longo dos anos coincidentes com as opções políticas do partido político que foi candidata (BE)?

Sílvia Franklim: “Gosto de pensar que a minha acção está consequente com a minha visão da realidade”

2:28 – Mais uma moção de uma estudante cujo nome não consegui perceber

Ponto nº1 – Convocação de uma manifestação para o dia 24 Março em Lisboa com destino à Assembleia da República – 24 de Março = dia do estudante.

Ponto nº2 – A manifestação terá como objectivo a revogação do decreto-lei 702010.

Ponto nº3 – Convocar para dia 28 de Março uma nova magna para discutir os efeitos da manifestação.

“Se nós queremos revogar a porcaria do decreto-lei 702010 temos que marcar uma manifestação já e não convocar novas magnas para estar a discutir estes assuntos” – bem dito.

( e o ponto 3 nunca mais chega)

2:37 – Mais uma moção apresentada pela DG. Lida por Rafael Duarte:

Quantas moções é que já foram apresentadas?

2:40 – Mais uma moção de Henrique Paranhos. Segundo o próprio, é uma moção que vai de acordo com a moção apresentada com Renata Costa.

(Henrique Paranhos está à 5 minutos a discursar)

Ponto 1 – Manifestação dia 24 de Março, dia do estudante. ( A proposta já foi apresentada) – Efectivação da proposta deliberada em magna, de modo a que seja entregue.

Henrique Paranhos propõe que a sua moção seja anexada à de Renata Costa.

(pausa)

03:39 – Desde a pausa, a única intervenção decente foi a de João Alexandre, quando convidou a Universidade de Coimbra a criar o estatuto de “estudante-manifestante”. Bravo!

Eduardo Melo: ” A associação académica de coimbra vai defender a revogação do decreto-lei 702010. A primeira que defendeu a revogação foi a AAC”

Eduardo Melo reforça que a proposta de lei do BE foi chumbada no Parlamento. “Para obter resultados fracos onde estão aqui os interesses dos estudantes” – disse para a aluna de direito que interveio antes.

( o ponto nº2 está a ser discutido há 4 horas – ainda faltam 3 pontos e várias votações para que se encerre esta assembleia magna)

“Sejamos muito sinceros. Dia 24 de Março já o assumi. É preciso que analisemos o cenário político depois disso” – Eduardo. – “A DG quer uma medida de força. Uma manifestação, uma greve de fome, o encerramento da Universidade de Coimbra, o quer que seja.” – sobre o dia 24 de Maio.

(a Magna está-se a tornar numa prova de resistência. mais fixe e mais árdua que qualquer edição das 24 horas de Le Mans)

Uma jovem da Faculdade de Direito pergunta a Eduardo se é preciso ter currículo para participar numa acção estudantil.

03:50 – Manuel Afonso sobe ao púlpito.

Diz que a magna está a tornar-se “cansativa”.

Crítica o argumento de Eduardo Melo. Crítica o facto do presidente da DG não apoiar a manifestação de 24 de março com o objectivo de revogar o decreto-lei, frisando que esta está deliberada em magna e tenta transparecer que a postura de Eduardo Melo denota uma certa passividade em relação à luta estudantil.

(Vá-la pessoal, vamos às votações e vamos passar ao ponto 3)

04:45 – São 4 e 45 da manhã e ainda estamos na votação das milhentas moções que foram propostas neste ponto.

Pelo cansaço, este post não será mais actualizado.

Amanhã, postarei todas as deliberações tomadas esta madrugada em Assembleia Magna.

Agradeço a compreensão.


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Pura falta de coerência no discurso

(A azul, os meus sublinhados e comentários)

Da entrevista de Miguel Portugal ao Jornal A Cabra no que toca aos resultados da luta estudantil preconizada pelos estudantes a 17 de Novembro de 2010 em Lisboa.

(Aqui, a 2ª parte desta entrevista)

A Assembleia da República modificou o decreto-lei 702010, mas não se vêem resultados visíveis dessa modificação. A grande vitória histórica de Miguel Portugal já semeou a desistência de 600 colegas nossos, mas segundo a óptica do antigo presidente da Direcção-Geral foi uma grande vitória. 600 c0legas nossos hipotecaram por mais 1 ano o seu sucesso escolar, mas Miguel Portugal considera que foi uma grande vitória.

Grande vitória seria a revogação do decreto-lei 702010, deliberação de Magna que a DG de Miguel Portugal e a actual Direcção-Geral de Eduardo Melo se propuseram a cumprir. A revogação, não a modificação.

Grande vitória seria se todos os estudantes carenciados da UC tivessem direito por lei a uma bolsa condigna para continuar os seus estudos, não as migalhas que até agora tem sido distribuídas pelos Serviços de Acção Social. Pior que esse facto é a imposição de devolução das bolsas provisórias que os referidos Serviços estão a fazer aos alunos que têm visto os seus processos de atribuição indiferidos.

Outra pergunta que me ressalta desta entrevista é esta: ” Porque é que as constantes direcções gerais têm a tendência por optar por acções simbólicas e pela via do diálogo? Há uma dificuldade em admitir que algo está mal e que têm que lutar contra o governo?”

– Claro que não faz sentido. Para os dirigentes da Direcção-Geral nunca faz sentido ir contra “aqueles que um dia serão nossos colegas no Parlamento ou nossos superiores numa empresa ou num Ministério” – O que não faz sentido é ter dirigentes associativos que estão a pensar naquilo que podem ser no futuro através das portas que a AAC lhes abre em vez de pensar que existem colegas que precisam que os seus direitos sejam defendidos a partir da luta estudantil externa. Na minha opinião, as acções simbólicas não são mais que o convite claro aos governantes para que nos tirem mais direitos.

” Que comentário fazes quando se diz que as academias não querem fazer manifestações porque têm estudantes ligados a juventudes o que pode comprometer o seu futuro dentro de partidos?” – outra pergunta pertinente à qual Miguel Portugal torneou a questão da maneira que mais lhe interessou…

“Achas que ainda e possivel alterar o RJIES? Será claramente complicado. Não nos podemos esquecer que o RJIES veio de uma directiva europeia. A política para o ensino já não é apenas discutida em Portugal. A nossa adesão ao Fórum Académico Internacional de Representação externa (FAIRe) tambem foi nesse sentido, de conseguirmos resolver os problemas a montante e não jusante. Quando chegou, o RJIES já tinha sido discutido na europa e nós fomos apanhados de surpresa. Acho que é importante que o movimento associativo não seja reaccionário mas pró-activo na procura das suas funções e penso que devemos continuar a defender um conjunto de soluções, só acho que não é possível fazer as modificações todas…. Nesta altura estao bastante implementados e será difícil mas há acertos que poderão ser feitos.” – Não vejo a tal FAIRE com esses olhos. A entrada da AAC na FAIRe vai ser o ingrediente que vai aniquilar de vez as deliberações da Assembleia Magna.

“Falavas de uma postura pró-activa, foi isso que aconteceu relativamente ao decreto-lei 70/2010? Ou se essa postura tivesse sido tomada não teria sido sequer promolgado?
O que aconteceu com o 70/2010 foi que a a AAC, logo em Junho, quando teve conhecimento deste projecto, começou a trabalhar politicamente pela sua revogação…” – trabalharam pela revogação do decreto-lei 702010 mas mesmo depois da deliberação aprovada em Assembleia Magna que vinculava a DG a Revogar, ficaram todos contentes com a modificação proposta pelo CDSPP na Assembleia da República e a partir daí o processo foi completamente encerrado, tanto no final da DG de Miguel Portugal como neste início da DG de Eduardo Melo.

“Dizes que nunca queres tomar qualquer posição sem que os estudantes estejam devidamente informados, no entanto a adesão ao fórum decorreu sem que os sócios se sentissem bem informados e prova disso foi a discussão que houve em AM. Achas que deveria ter sido feita de outra maneira?
Na altura falámos com um conjunto de pessoas. Eu falei com antigos presidentes da DG, alguns contra, outros a favor. Falámos também com pessoas que dirigiram a política educativa desta casa durante os últimos anos, falámos internamente em DG. Fizemos uma explicação bastante longa daquilo que era o FAIRe diante da AM. Sentimo-nos confortáveis para que aquilo acontecesse. E os nossos argumentos foram válidos o suficiente para fazer com que aquilo passasse em AM. Foi quase unânime a sua entrada no FAIRe, porque a certa altura a discussão era se a AAC iria entrar no FAIRe enquanto membro observador ou se era enquanto membro efectivo. Portanto, a adesão ao FAIRe foi algo levado como garantido logo por toda a AM. A discussão depois foi se realmente seríamos membro efectivo ou membro observador. Sentimos que fizemos bem o nosso trabalho, porque também o objectivo ali, sempre o disse e também fiz questão de o dizer nessa AM, seria a adesão de modo a conseguir condicionar as decisões lá fora.” – Se o objectivo era esse, o nosso amigo Alface não se soube explicar muito bem naquele longo discurso que travou na referida Assembleia Magna. Já agora, para quando a eleição do Alface na FAIRe?

“Houve sócios que pensaram que a AAC podia estar a subjugar-se à vontade do fórum. Concordas?
Não. De maneira nenhuma. A AAC como qualquer outra estrutura tem a sua opinião própria e se não concordar com certa e determinada medida desvincula-se dela em reunião em sede própria e não tem que acatar decisões que os seus colegas.” – não tardará nem um ano até que isso aconteça.

“Falando no Fórum AAC de 2009, achas que na altura deveria ter sido aberto um inquérito imediatamente?
Não caberá a mim enquanto presidente da Mesa da AM, que era na altura, fazer esse julgamento. Não posso responder sobre órgãos aos quais não pertenci. A a partir do momento em que este CF tomou posse, era um momento de transição, investigou e tomou as suas diligências para que o processo fosse resolvido o mais rápido possível e acho que o conseguiu.” – claro que não lhe interessa. Saberemos lá porquê?

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Mais de 1200 estudantes abandonaram o ensino superior!


Peço atenção para a vergonha que o Jornal Público relata aqui.

Nesta peça, gosto particularmente das justificações do ministro da Ciência, Técnologia e Ensino Superior. Este ano lectivo só em 3 Universidades desistiram 1200 alunos (o maior número de desistências dos últimos 10 anos) e o Ministério não consegue arranjar co-relação entre estas desistências e o novo sistema de atribuição de bolsas, que em todo o país poderá excluir 20 a 25 mil estudantes e atirar grande parte deles para fora do ensino superior por carência de meios económicos.

Falamos do mesmo senhor que a 27 de Outubro de 2010 afirmou publicamente que nenhum estudante seria obrigado a devolver as bolsas provisórias quando algumas centenas (possivelmente milhares) estão a ser informados para devolver as bolsas provisórias que já tinham recebido.

Falamos do senhor que pertence a um governo cujo Primeiro-Ministro ainda não há 1 ano atrás, prometeu aumentar o número de bolsas no ensino superior em quantidade e qualidade.

Gosto também (em particular) da 2ª desculpa esfarrapada que o ministro deixa na peça quando afirma que as Universidades em caso de desistência de alunos tê2m todos os mecanismos para evitar a desistência por falta de rendimento. De facto, têm. Existe um fundo social de emergência que oferece um valor completamente ridículo de 1200 euros ao estudante carenciado por ano, sendo que o mesmo terá que viver com esses 1200 euros durante o resto do ano caso não se consiga financiar por outras vias. Gostava de ver o Sr. Ministro a viver com esse dinheiro durante 6 ou 7 meses.

A primeira questão que se coloca foi quantas vezes esse fundo foi accionado na UC? Outra questão que se coloca é a de quantas vezes é que os SASUC foram efectivos a resolver a questão de extrema carência de um estudante? Outra questão pertinente que se coloca é: Será que os alunos que andam a desistir do ensino superior tem conhecimento que existem estes fundos de emergência à sua disposição?

Para finalizar, outra questão importante que eu coloco é: Será que os alunos que desistem do ensino superior demonstram confiança nos seus líderes associativistas ao ponto de confiarem os seus casos específicos em busca de um resultado que lhes permita continuar os estudos? A resposta a esta pergunta é não e gostava que viesse alguém da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra apresentar-me dados concretos sobre esta questão. Gostava de saber quantos procuraram a Direcção-Geral e quantos casos foram de facto resolvidos a partir da Direcção-Geral. Muito poucos de certeza.

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Embuste!

Só tenho a dizer que o nosso caríssimo Ministro da Ciência e Ensino Superior é um enorme Mentiroso. Friso e repito: Mentiroso. Mariano Gago mente com quantos dentes tem na boca.

Senão, cruzemos os dados nos links em baixo enunciados:

http://akademia.comunicamos.org/estudantes/estudantes-do-ensino-superior-nao-terao-de-devolver-bolsas-recebidas/

e

http://www.asbeiras.pt/2011/01/mais-de-3-ooo-alunos-obrigados-a-devolver-dinheiro-das-bolsas/

Se aqui apanhava a primeira mentira do Governo Socialista em relação ao dossier “Acção Social Escolar” no que diz respeito aos primeiros estragos provocados na mesma pelo decreto lei 702010, que foi modificado recentemente pela aprovação de uma proposta no CDSPP na Assembleia da República, digamos, que o discurso do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mudou radicalmente desde o dia 27 de Outubro para o corrente mês de Janeiro.

Uma mentira, um embuste! Não podemos portanto confiar em gente desta no governo. Governantes que mentem não podem assumir os destinos do povo desta maneira, sem qualquer credibilidade, sem qualquer tipo de escrúpulos e princípios éticos.

Se  no IPC, são 3100 o número de alunos que terão de devolver os adiantamentos bolseiros que lhes foram concedidos na fase de analise de candidatura, nem quero imaginar quantos serão na Universidade de Coimbra…

Se 100 ou 200 ou 400 euros fazem muita falta a um estudante, não parece haver piedade em retirá-los sem pensar nas consequências nefastas que esse acto pode ter na sua vida pessoal e no rendimento do seu agregado familiar. Quando se toca de pedir reembolso do estudante, tem que ser na hora. Quando se trata de responsabilidade todos aqueles que roubaram indiscriminadamente em milhões o estado, a coisa já é diferente…

Porquê?

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