Category Archives: Televisão

pergunta da noite

sic ntícia

Porque é que agora se paga para ver o Eixo-do-Mal? Se o programa fosse exibido e repetido a horas decentes (em directo é da meia-noite para a uma de domingo; repetições às quatro e sete da manhã domingo e quinze da tarde de domingo) ainda se justificava…

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não. por favor!!!

O Benfica TV ganhou a exclusividade em território nacional dos direitos televisivos da Premier League. Acho que é a maior catástrofe nacional desde o programa da lagartixa apresentado pelo Jorge Gabriel. Vamos ter que aturar aqueles belíssimos e inteligentíssimos comentadores em 380 jogos. Há sempre a hipótese de tirar o som é certo. Espero que a MEO, para bem da humanidade, nos surpreenda mais uma vez com o seu serviço e crie a opção que permita ao utilizador ouvir apenas o som de estádio e cortar as falas dos comentadores.

Já agora fica o apontamento: uma vez vi o Jorge Jesus dizer num flash interview posterior a um jogo do Benfica algo como “no futebol inglês é só cenário, os estádios estão cheios mas ao nível de jogo tem um futebol que em relação ao nosso fica curto” – porquê a Premier League Vieira?

Para finalizar fica outro apontamento: se dúvidas existiam, penso que agora está clarificado o papel de José Eduardo Moniz enquanto vice do Benfica.

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NBA 2012\2013 #32 – dos commercials

NBA TV – Big Things are Coming – Compilação dos spots. Participantes por ordem de anúncio: Dirk Nowitzky (Dallas Mavericks) Rajon Rondo(Boston Celtics) Kevin Durant (Oklahoma City Thunder) Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves) Ty Lawson (Denver Nuggets) Chicago Bulls, Chris Paul (Los Angeles Clippers) LeBron James (Miami Heat) Kobe Bryant (Los Angeles Lakers)

Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder) para o canal ESPN.

Dwight Howard (Los Angeles Lakers) Carmelo Anthony (New York Knicks) Joe Johnson (Brooklyn Nets) Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder) e Dwayne Wade (Miami Heat) para a NBA.

Blake Griffin (Los Angeles Clippers) Rajon Rondo (Boston Celtics) e Amar´e Stoudamire (New York Knicks) para a NBA.

Chris Paul (Los Angeles Clippers) para a State Farm!

Blake Griffin para a Kia!

Derrick Rose (Chicago Bulls) para a Adidas.

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A Fraude (2)

As minhas notas sobre este 2º capítulo:

1. O BPN como o banco que privilegiava “a busca de ganhar milhões sem risco” – estas afirmaçõs batem certo com as palavras de Oliveira e Costa na Comissão Parlamentar de Inquérito onde este dizia que os bancos tem que inventar lucro. Inventar lucro com investimentos em negócios com um grau interessante de risco como foi o caso do depósito do empresário da construção civil de Fafe, que colocou 900 mil euros em depósitos a prazo de curta duração\maturação.

2. “quando eu tiver livre vamos tomar aí um café” – mais uma vez Oliveira e Costa respondia no parlamento seguro que nada lhe aconteceria.

3. quando Honório Novo explica o esquema de reencaminhamento dos depósitos dos clientes do banco para a malta que mandava no banco, esse esquema fez-me lembrar algumas semelhanças em relação ao método utilizado na mesma altura por Bernard Madoff (esquema Ponzi).

4. As intervenções ríspidas de Nuno Melo (em conjunto com Honório Novo e João Semedo) os únicos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito que realmente se preocuparam em saber a verdade, faz com que coloque algumas perguntas: na 1ª comissão de esclarcimento a Oliveira e Costa houve pressões junto de deputados do PSD e do PS para não se mexer na ferida do banco? Será que existem deputados ou antigos deputados que também participaram directa ou indirectamente nos ganhos desmedidos do banco? Cavaco Silva, já presidente da República, imiscuiu-se directa ou indirectamente no caso?

5. Outra pergunta que se coloca de forma pertinente foi o futuro de Nuno Melo no CDS. Durante o primeiro governo de José Sócrates, este deputado era um dos mais promissores futuros do CDS\PP. Perdeu preponderância depois desta comissão parlamentar e de possível Ministro em caso de coligação com o PSD ou vitória eleitoral do CDS\PP, não conseguiu sequer chegar a secretário de estado. Será que Melo foi prejudicado pelo seu papel nesta comissão parlamentar?

6. Quem era o principal estratega e quem eram os principais operacionais? Luis Caprichoso, o mestre das offshores? Mais uma vez se pergunta: se era prática corrente a transferência de dinheiro por parte do departamento de Caprichoso para offshores ilegais como é que os inspectores da operação furacão e o Banco de Portugal não interviram na supervisão destas práticas (haviam grandes somas de dinheiro a sair do banco para Cabo Verde e é dito na reportagem que foram criadas mais de 100 off-shores) e não acusaram o banco de evasão fiscal?

7. “escassez de meios técnicos das autoridades judiciais” “a principio só estava uma pessoa envolvida na investigação (…) foram pedidos mais meios e mais pessoas mas a resposta foi negativa” – é por isso que eu não acredito na justiça portuguesa.

8. A resposta para a pergunta deixada na nota 6 e para a evidencia do testemunho citado na nota 7 vem mais à frente.

Ironicamente, a “operação furacão”, operação de investigação do DCIAP a 4 bancos que fugiam ao fisco tinha como “clientes” 3 bancos que actualmente estão a ter consequências nefastas para o sistema financeiro português, para o estado e para os contribuíntes portugueses: o BPN (nacionalizado e recapitalizado com o dinheiro dos contribuíntes), o Finibanco (em graves apuros desde há alguns anos para cá) e o Millenium BCP que ainda esta semana deu 1200 milhões de euros de prejuízo, segundo responsáveis do banco, devido a negócios que correram mal junto da banca Grega devido a uma operação que correu mal com o Piraeus.

Estranhas também são as semelhanças entre o BPN e o Finibanco na medida em que ambos tentaram projectar a sua imagem a partir do futebol. O BPN com Luis Figo e com a Federação Portuguesa de Futebol. O Finibanco com os patrocínios à AAC\OAF e ao Vitória de Guimarães. Outro exemplo é o recém-nacionalizado BANIF, muitos anos patrocinador do Marítimo e do Nacional da Madeira. Ambos os três sempre ofereceram taxas de juro elevadíssimas nos depósitos a prazo, mesmo nos depósitos de curto prazo de maturação. 2 (BPN e BANIF) já sofreram intervenção estatal. O Finibanco tem-se aguentado. Resta saber por quanto tempo.

O que é estranho em tudo isto é que devido à Operação Furacão estavam 4 investigadores do DCIAP a vasculhar de alto a baixo as contas dos referidos bancos, que devidamente avisados por uma voz do DCIAP, faziam desaparecer os documentos antes da chegada dos investigadores e mesmo assim, não batendo as contas dos bancos certo os investigadores não foram capazes de concluir nas suas investigações que não estavam a aparecer os documentos todos relativos ao banco. Falamos de uma investigação judicial que durou 2 anos. Algo me quer parecer que o DCIAP pura e simplesmente não quis levar o processo para a frente e descobrir tudo aquilo que se passava nesses referidos bancos. Mais uma vez, o Banco de Portugal e a CMVM falharam por omissão. Eu ponho as minhas mãos no fogo como Vitor Constâncio estava ao corrente do esquema de pirâmide que se estava a levar a cabo no BPN, no BPN valor, no BPN Créditus e no Banco Insular de Cabo Verde.

9.  A parte deliciosa deste 2º capítulo “eles precisavam de 5, ele até dava dez. como é possível financiar mortos?” – diz um dos funcionários entrevistados. “a mesma viatura era financiada 3, 4 e 5 vezes” – conclui. Mais uma vez pergunto: como é que é possível deixar passar a ilegalidade desses negócios?

10. Para finalizar, poucas dúvidas me restam: o BPN era uma rede muito complexa. Envolvia banqueiros, empresários, investidores a título individual, governantes, deputados, investigadores, juízes, procuradores, dirigentes de outras instituições de utilidade pública (como é o caso de Gilberto Madaíl e da FPF), altos quadros de entidades de supervisão (Banco de Portugal\CMVM) e até jogadores de futebol como é o caso de um famoso accionista do banco: Luis Figo. Todos participavam ou ganhavam do esquema.

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A Fraude

Vi, re-vi, digeri e prefiro comentar capítulo a capítulo.

Sobre este Capítulo 1 tomei a liberdade de tirar algumas notas:

1. Como dizia hoje o Dr. António Borges, esse antigo incompetente funcionário de uma dada instituição com sede em Bretton Woods, Washington, actualmente tresmalhado por laivos de loucura: “este é um país de muitos interesses” – o BPN e a SLN foram efectivamente um caso de muitos interesses, de queda e declínio, de ilegalidades, de participação em esquemas manhosos, de fraude e conivência de certos actores políticos e judiciais.

2. A figura sombria e vergonhosa de Vitor Constâncio, o 2º responsável pela fraude. Constâncio está em Bruxelas. Constâncio sabia de tudo. Constâncio podia ter posto travão a tudo isto. Constâncio deixou a bomba rebentar e custou 7 mil milhões aos contribuíntes portugueses com a nacionalização mais aquilo que o estado português se comprometeu a suportar com a privatização aos angolanos do Banco BIC. Na Assembleia da República, quando questionado, Constâncio salvou a sua pele e  jogou políticamente ao estilo “pilatos”, empurrando as suas culpas nas falhas de supervisão do banco para a má gestão de Oliveira e Costa. E com isso, ganhou um bilhete de avião para Bruxelas, com direito a um chorudo ordenado, chorudo ordenado que já tinha no Banco de Portugal (250 mil euros\anuais) e que fazia de Constâncio o 3º governador de bancos centrais mais bem pago do mundo. Constâncio era pago para participar de uma fraude por omissão.

3. Esta primeira parte está recheada de ironias. Ironias da vida. Oliveira e Costa como director de supervisão do banco de portugal a secretário de estado do governo de Cavaco Silva e administrador do banco do Ministro de Cavaco Dias Loureiro. Oliveira e Costa, natural de Mataduços (Aveiro), aquele que um dia perdoou enquanto secretário de estado uma dívida fiscal de 500 mil contos (2,5 milhões de euros) à Cerâmica Campos, cerâmica localizada no lugar de Taboeira, Conselho de Aveiro. Oliveira e Costa, o homem que achava que os bancos iriam à falência se pagassem impostos, Oliveira e Costa, o homem que achava que pagar impostos era alimentar uma máquina de ociosos. Oliveira e Costa, aquele que a cada ano que passava, trocava alguns dos seus impostos à luz da lei do mecenato por ambulâncias para os bombeiros de Aveiro. Teixeira dos Santos, o académico brilhante que enquanto director da CMVM não se pronunciou acerca dos ruinosos negócios da SLN. Teixeira dos Santos, o ministro conivente que deu o sinal de “nacionalização ao banco”.

4. Deloitte\BDO – até me admira como é que não contrataram a Ernst and Young, empresa na qual trabalhava o “mago da supervisão” Franquelim Alves, hoje secretário de estado. Já sei porque é que não contrataram. Ainda não se chamava Ernst and Young, era outro nome qualquer, ou melhor, perdão, nem sequer existia! Isto só prova que o Franquelim Alves nunca trabalhou na Ernst and Young. Como bom corporativista que era, decerto que iria puxar a SLN para a carteira de clientes da empresa. Penso que está mais que descoberta a farsa deste secretário de estado.

5. As palavras de Oliveira e Costa na assembleia da república a 27 de maio de 2009 são deliciosas assim como também é delicioso o aparato da sua chegada: “os bancos procuram fazer lucros, inventar lucros se for possível. a banca tem uma avidez para apresentar lucros tremenda. não quer pagar impostos” – e risos no final. Oliveira e Costa, nestas afirmações, goza por completo com o estado português, com a lei e com os contribuíntes deste país. Sabia perfeitamente que judicialmente era intocável pela sua idade e por ser mais um membro do Clã Silva, perdão do tentáculo que é mexido pelo presidente da república. se Oliveira e Costa é julgado e é condenado efectivamente a uma pena de prisão, tenho a certeza que denuncia Dias Loureiro. E com Dias Loureiro metido ao barulho, a justiça facilmente chega ao líder do tentáculo, o presidente da república, um daqueles que ganhou com a subida vertiginosa do banco.

6. As jogadas brilhantes de Oliveira e Costa. A saúde. Na chegada à Assembleia da República apresenta um ar cansado e caminha com apoio dos agentes da polícia que o transportaram. A saúde. Hoje, caminha descansadamente pelas ruas de Lisboa com o apoio de uma bengala. Brilhante também é a jogada que faz aos transferir os activos que possui para a sua mulher, ficando na sua posse apenas os passivos do banco que não só não reembolsou os empréstimos como tem um valor residual dentro do grosso de sua propriedade. A jogada típica do gestor cujos negócios estão a dar para o torto.

vamos ao capítulo II que isto anima-me.

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triste realidade deste país

Acabei de ver na Sporttv. Triste realidade de Miranda do Douro e de todo o Nordeste Português. O futebol está a acabar nesta região, espelhando um pouco a triste realidade do interior Português. Como case-study o Mirandês, humilde clube que joga no Distrital de Bragança, cujos dirigentes e atletas ainda conseguem manter o clube de pé graças a muito esforço e amor à camisola. 20 mil euros é aquilo que o clube precisa para competir. Numa região desertificada, sem atracções e infraestruturas que permitam manter jovens e convidar os estrangeiros (principalmente os espanhóis) a disfrutarem de momentos de lazer e turismo, o futebol ainda é dos únicos “acontecimentos” que permite alguma interacção entre a população e a união desta em torno da defesa de um dos elementos constituíntes da sua sui-géneris identidade.

A ver. Para que se mudem alguns paradigmas neste país.

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afinal não sou o único

“(…) ao antónio costa convicto, determinado e uma força da natureza nas palavras próximos, contrapõe-se um Seguro mais brando menos convicto mais inseguro… nada mais errado, garantem os apoiantes do secretário-geral  que definem [António José Seguro) como um líder cerebral, imune a grupos de pressão, capaz de tomar decisões e de as levar até ao fim. para alguns, talvez esse seja o maior defeito de António José Seguro: a incapacidade de mostrar ao país as suas capacidades de líder” – reportagem da SIC, Jornal da Noite, 20:07

Até que Márcio Cabral, a meio da sopa, pensou alto: “mas quais qualidades de líder?”

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das cenas épicas

Cebola Mol.

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isto é o sporting

estes 4 minutinhos levaram-me às lágrimas. faltam-me palavras. o amor desta criança a um clube faz-me lembrar que eu era precisamente assim com a idade dele. nem mais nem menos.foi precisamente com a idade dele que vi pela primeira vez o sporting campeão, numa sensação que não puderei descrever e que jamais acontecerá em toda a minha vida. a emoção, a crença, o festejar de um golo, de um ponto, seja em que modalidade for deste clube. esta criança deveria ser levada ao plantel de futebol para ver se eles acordavam. são milhares as crianças deste país que vibram na esperança deste sporting. e isso deveria ser mostrado a cru no balneário da equipa de futebol para que ao menos honrassem a camisola que vestem.

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assustador

a cartilha de Friedman a ser levada ao extremo neste país: a ANACOM tem mãos a proposta de fusão entre a Optimus e a ZON, cuja propriedade de 48% das acções irá pertencer à família dos Santos. Controlará a Optimus, a ZON, fundará um generalista próprio (para propaganda do regime angolano?) e controlará o impiedoso e inútil Sol. A RTP deverá ser privatizada e um dos principais interessados é a Newshold. Para quem não sabe, a holding que detém o célebre Jornal de Angola, ou seja, José Eduardo dos Santos. Holding sediada, imagine-se, no Panamá. Mais uma vez. A TAP será privatizada a troco de peanuts (tive a fazer as contas e será vendida por algo como 4 milhões de euros na prática) a Germán Efromovich, mais uma daquelas histórias de riqueza comoventes de um polaco (nascido na Bolívia, naturalizado colombiano), radicado no Brasil que começou por vender enciclopédias e fez fortuna na área do petróleo e manutenção de submarinos.

tudo bem, não fosse o facto de:

1. O império que José Eduardo dos Santos quer construir em Portugal terá custos gravíssimos para o consumidor. Com a fusão da Optimus e da Zon, vai eliminar por completo a pouca concorrência de um sector completamente minado por oligopólios, quando o país precisava de facto de uma liberalização do mesmo para que novos operadores pudessem revolucionar os exorbitantes preços cobrados pelas operadores destes serviços.

2. Para além do mais controlará dois órgãos de comunicação social em Portugal, sendo que um deles é precisamente a televisão pública.

3. Sobre a venda da TAP. São claras como água as ligações de Efromovich com um dos mais importantes polvos da política Brasileira: José Dirceu, o deputado Trabalhista que servia de epicentro do escândalo do mensalão, recentemente condenado a uma pena de 10 anos de prisão por corrupção, peculato e tráfico de influências.

O que me escandaliza, sobretudo, é a conexão paralela destes negócios, autorizados pela corja (troika) que nos comanda: nem mais nem menos que o suspeito do costume, o Relvas.

Foi o Relvas que há uns meses atrás foi baixar o cú ao governo angolano. É o Relvas que toma conta com cuidado e carinho dos negócios da cassula de José Eduardo dos Santos em Portugal. E como podemos ver na notícia do Jornal Público acima postada, é o mesmo Relvas que serve de intermédio entre o governo e as recomendações de negócios de Dirceu e Efromovich em relação à TAP, possivelmente privatizada na prática por 4 milhões de euros à luz desta negociata. 4 milhões pela TAP, sabendo que é a companhia aérea europeia com melhor reputação no mercado sul-americano? Isso faz-se Relvas? A TAP, cujo gestor é precisamente de nacionalidade brasileira, cujo gestor é o 2º mais bem pago nas empresas públicas portuguesas vale para Efromovich 4 milhões de euros?

Para terminar, espanta-me, repito, espanta-me que ainda hoje, depois de licenciaturas forjadas, de controlos severos e inconstitucionais à liberdade de imprensa, à liberdade de expressão e opinião e de negociatas com estrangeiros e nacionais (recordar o exemplo do BESI e das informações que Ricciardi queria saber acerca de privatizações; das quais falarei mais à frente neste blog visto que tenho informações que mais ninguém tem sobre esse dossier e sobre um caso em particular da cidade de coimbra) tendo em conta a transferência gratuita de património do estado para as mãos de privados, não haja alguém (sei lá, um primeiro-ministro, um presidente da república, um líder do partido com qual o PSD faz coligação governativa, uma procurador-geral da república, um presidente do Constitucional) que ponha mão neste Relvas e que o afaste de forma compulsiva da governação do país.

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reminder

é só para lembrar que Alberto da Ponte é o melhor remunerado gestor de empresas públicas em Portugal, auferindo 250 mil euros anuais.

é só para lembrar que Alberto da Ponte é top-10 ao nível de remuneração de gestores de empresas públicas sediadas em estados-membros da União Europeia.

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que bolada no meu estomago

Vi, foi uma bolada em cheio e relembrei que já tinha escrito sobre isto neste preciso espaço aqui, aqui.

Os contratos públicos de associação voltam a dar que falar. A minha opinião sobre o assunto, como já manifestei, é totalmente contra o ensino privado e contra este tipo de contratos. Não faz sentido os contribuíntes alimentarem uma máquina de riqueza, a um peso de ouro muito maior do que o financiamento que vai do estado para o ensino público (ao qual este governo lembrou-se de ousar pensar que deverá começar a ser pago para além do tendencialmente gratuito que é o que obriga a constituição) que é utilizada para fins que não os garantidos constitucionalmente. Não me venham com tretas de liberdade de escolha. Toda a gente sabe que o ensino privado é usado para fins educativos que extrapolam a justiça. Toda a gente sabe que existem centenas de encarregados de educação que colocam os seus filhos no privado para que estes, pagando mensalidade, consigam a bela da média para entrar em cursos onde jamais iriam entrar frequentando a escola pública. Convido-vos a irem às faculdades de medicina deste país para ver o ratio de alunos que entraram pela via do ensino privado comparativamente aos que entraram pelo ensino público e ficarão maravilhados com a aldrabice.

Pode haver de facto a artimanha (que foi usada pelos encarregados de educação de alunos do ensino privado) de que metem os filhos no privado porque a oferta no público é escassa na região. Pura mentira. E a ser verdade, caberá ao estado, como provedor de serviços, fazer com que a oferta no ensino esteja próxima de todos. Se não está, culpa do ministro. Mas como a reportagem mostra e como todos sabemos, em todos os lados, por cada escola pública nascem mais colégios. E porquê? Porque os interesses privados em Portugal são mais influentes e poderosos que os interesses públicos. E porque os interesses privados imiscuem-se nos interesses públicos através da política.

A meio da reportagem, aparece a figura de José Manuel Canavarro. Não me espanta o porquê desse nome ter aparecido. Só é pena que este senhor, nos artigos de jornal que assinava, apresentar uma enorme máscara de hipocrisia em relação à defesa do Estado Social, quando, de facto, é o primeiro a delapidar esse mesmo Estado Social. Estavam à espera que ele dissesse que sim, que tinha assinado os contratos? Se estavam à espera que dissesse que sim, aqui fica uma das regras de ouro em política: se fizeres merda no ministério, manda a responsabilidade para o governo seguinte. Mas assinou. Obviamente que assinou e autorizou mais uma delapidação do Estado Português.

No meio da reportagem existe outro doce do qual eu já sabia há muito tempo: os contratos ilegais que os professores assinam. Se acham que os colégios privados tem um corpo docente qualificado, ou mais qualificado que o normal como muitos afirmam na publicidade que fazem da instituição para recrutamento de alunos, isso é uma profunda mentira. Mentira também é o ensino qualificado desses colégios, vistos os termos da sobrecarga de horários e alunos por cada professor. Daí que se efectuem os referidos contratos porque 90% dos professores que leccionam nos privados não tem colocação no ensino público e sujeitam-se a esse tipo de contratos para não cairem em situação de desemprego ou trabalho temporário longe de casa. E no mundo da docência, com o desemprego que é notório, se um não assina, existem 5 disponíveis para assinar.

Sobre o facto dos professores fazerem trabalhos extra-curriculares como limpezas, serviço de café e serviço de cantina, prefiro não comentar porque acho algo surral, mas credível porque até o próprio director o admitiu como “embelezamento da sala”. Cabe ao professor ensinar ou embelezar a sala Sr. Director?

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adorei! somos grandes

cá pelo tasco, também temos simpatia pelo teu Celtic!

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reminder

Mais logo pelas 22:45 na RTP, o Prós e Contras de Fátima Campos Ferreira debruça-se sobre o Ensino Superior. A Prioridade das Universidades

A Prioridade das Universidades

Como estão a viver as universidades portuguesas?

O que perde Portugal com os cortes no ensino superior?

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inenarrável

em vez de ser a primeira a dizer algo como calma aí “arranjem forma de contornar a difícil situação em que vivemos para que as pessoas não tenham que dependem exclusivamente da caridade que a minha instituição promove” é a primeira a dizer que vamos empobrecer e que vamos empobrecer porque o povo não agiu de forma sensata quanto à satisfação das suas necessidades. Afastar a responsabilidade do nosso actual momento de todos aqueles que governaram mal, que especularam, que nos tramaram com os negócios ruinosos, que nos endividaram perante credores externos para alimentar toda a uma máquina de pensões chorudas, de parcerias público-privadas, de regalias para os altos quadros do estado, de despesismo excessivo em infra-estruturas que em nada modernizaram Portugal, é reconhecer um autismo cego perante a realidade histórica do país onde vive. E a Isabel agiu de forma a viver ao nível das suas possibilidades? Será que a Isabel algum dia perdeu o emprego ao ponto de ter que depender de uma instituição de solidariedade social para comer? Será que a Isabel algum dia esteve endividada ao ponto de não saber o que colocar na mesa no dia seguinte para os seus filhos comerem? Será que a Isabel alguma vez dormiu ao relento numa noite de Novembro? Será que a Isabel terá direito a uma reforma condigna no futuro? Será que a Isabel tem direito a um serviço nacional de saúde eficiente?

depois, as analogias. A aula de ginástica e a rádiografia comparadas a um concerto rock. A água da torneira a correr. O viver acima das possibilidades. O que viu na Grécia e aquilo que se vê a olhos vistos no nosso país. A miséria. A miséria está na cabeça da Isabel Jonet, mais uma beneméritazinha da linha de Sintra de trazer por casa que só por acaso conseguiu uma enorme projecção dentro das associações europeias de bancos alimentares porque é efectivamente o seu país um dos casos mais drásticos ao nível de recurso dos mais desfavorecidos (considere-se neste momento 40% da população como desfavorecida ou até se quiser utilizar o termo de Jonet como miserável) a este tipo de instituições de solidariedade social . A miséria não é a dos pobres, a dos desempregados, a dos desvalidos. A miséria está na cabeça de quem os governa. Sempre ouvi dizer que para haverem ricos será necessário que hajam pobres. O exemplo Português é levado a uma assimetria extrema: existem os muito ricos e os muito pobres. Em doses cavalares de assimetria de rendimento.

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Boas notícias

O azeite português está em franco sucesso.

O excelente indicador no meio disto tudo: “O Brasil compra 40% do azeite que consome a Portugal.” – o mercado é enorme e pode gerar uma mina de ouro para o sector. Parabéns a algumas marcas (como a Galo, por exemplo) que tem apostado imenso em campanhas de publicidade no país em causa, causando um aumento de hábitos de consumo de azeite no Brasil. Ainda recentemente via um trecho de uma telenovela brasileira em que o azeite que se expunha na cozinha do protagonista era dessa mesma marca. Parabéns ao departamento de marketing da empresa por tão feliz ideia, sabendo da importância que as telenovelas da Rede Globo têm nos hábitos consumistas do povo brasileiro.

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