Category Archives: Lusofonia

Pedro Rosa Mendes

“Paulo Portas diz que isso é uma falta de respeito à comunidade internacional (se a comunidade internacional deixar de agir). Ele que cuide dos problemas que Portugal tem. Nós respeitamos o povo português e eu tenho, não digo admiração, mas um respeito muito particular para o Paulo Portas, por ser um homem culto e inteligente, custa-me acreditar que se vá a reboque de Angola por causa dos petrodólares. Isso é uma vergonha”

Daba Na Walma, tenente-coronel do exército guineense.

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tiro no tecto

O socialista Luis Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, mencionou entre outras baboseiras que a Guiné-Bissau poderá efectivamente tornar-se um “estado falhado”.

Perdão? Já não é? – pergunto.

Muitos argumentos se podem atirar aos políticos portugueses do pós-25 de Abril devido à descolonização à pressão que foi feita nas nossas antigas colónias. Já sabemos o que se passou porque a história nos encarregou de contar.

Desde menino que assisto a um país devastado pela pobreza, pela corrupção e pelo assassinato político na Guiné-Bissau.

A História ensinou-nos que existiam duas facções principais na Guiné: as de Nino Vieira (entretanto brutalmente assassinado pelos Militares que na semana passada executaram a revolução) e a facção oposta a Nino Vieira, comandada durante anos por Kumba Yala, pertencente aos Balanta (grupo étnico da região do Cachéu), ex-presidente da República Guineense, também ele deposto em 2003 por um golpe militar.

Resumidamente, a história da Guiné-Bissau enquanto país resume-se a 5 pontos: pobreza, corrupção governamental, narcotráfico (a Guiné é uma excelente porta de entrada da droga vinda da América Latina para a África e para a Europa) falta de democraticidade tanto ao nível governamental como institucional, sucessivos golpes de estado provocados pelas facções e pelo exército e fuga dos seus cidadãos para campos de refugiados nos países vizinhos (principalmente para o Senegal).

Falamos portanto de um país pobre que pode ser considerado um dos raros case-studies de disfunção do que deve ser um estado democrático adequado à exigência dos mercados internacionais.

Mais uma vez, a análise sobre este tipo de estados falhados deve ter em consideração o facto da Guiné-Bissau ter sofrido a lavra de um caminho que não respeitou a evolução natural daquilo que deve ser a democracia no mundo global. A Guiné-Bissau, como tantos países descolonizados pelas grandes potências, não foi acompanhada no crescimento enquanto país. Portugal despojou-se da colónia e atirou os pobres guineenses (sem saber como fazer uma democracia) para um mundo onde as exigências económicas e os interesses dos grandes líderes tribais na sua luta pelo poder (que se deve considerar autocrata) suplantaram a construção democrática, ou seja, a construção de uma democracia sólida entre os seus sucessivos governos e a construção de um institucionalismo forte, democrático e sempre disponível para auxiliar a construção social para a paz.

A Construção Democrática não é algo que aconteça de um dia para o outro. Até as democracias mais sólidas (continuo a repetir que a experiência norte-americana não se deva considerar como uma democracia sólida) como as democracias dos estados europeus, não foram construídas de um momento para o outro. Existiram avanços e recuos, mudanças de sistema político, instauração de regimes constitucionais, cartistas, déspotas, avanços e recuos nos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, derramamentos de sangue e guerras civis.

Não podem exigir, num mundo onde a globalização obriga a que os países se adequem rapidamente às exigências dos mercados para poderem subsistir (e para poderem mover a economia nacional) que um dado país se consiga reconstruir (a todos os níveis) à mesma velocidade que são feitas as transacções nos mercados. Será um erro incutir aos países pobres que se metam na aventura da globalização sem antes trilhar um caminho de democracia que respeite pelo menos internamente aspectos básicos como o domínio da força por parte do estado (o chamado monopólio da violência) o domínio de todos os recursos territoriais, naturais e económicos por parte do estado (cabendo-lhe posteriormente optar por um sistema de gestão nacional ou privado dos mesmos) a consolidação e respeito pelos Direitos Humanos, pelos DLG´s dos cidadãos, a criação de um mecanismo governativo que possa ser legitimado pela lei e que não cometa abusos sobre os seus cidadãos. Será um erro incutir aos países como a Guiné-Bissau um modelo faseado de crescimento económico que promova a ganância por parte das suas elites, como foi o caso. Será um erro do país que outrora colonizou não apoiar (a todos os níveis) o desenvolvimento da paz e da democracia no país. Portugal limitou-se a desocupar a Guiné, a conceder a independência da Colónia e a abrir um parco apoio técnico na formação cultural e técnica do país, abrindo meia dúzia de vagas nas suas universidades para formação superior de cidadãos guineenses.

Tal despojo do governo português só poderia redundar num enorme fracasso do estado guineense. Luis Amado é pateta. Se não é pateta, deverá ler a História. Até nas entrelinhas está escrito o que acabei de escrever.

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mentira (nunca confies numa mulher; ou num homem)

“-Talvez, Ann, talvez você tenha razão. Já não falta muito para fazer um ano que aqui cheguei: foi um ano muito duro, uma vida diferente de tudo aquilo a que estava habituado. E sem ninguém, ninguém rigorosamente, em quem confiar, com quem falar, com quem estar assim, como nós estamos agora, descontraidamente à conversa. A visita do João veio interromper isso, mas eu sei que é apenas um breve devaneio: dentro de alguns dias ele vai-se embora e tudo regressa ao normal. E o normal, Ann, é às vezes difícil de suportar.

– Eu sei, Luís, eu calculo que sim. Mas você sabe, ao menos, que pode contar sempre comigo e com o David. Nós gostamos sinceramente de si e temos falado várias vezes sobre a sua situação. Nós, ao menos, temo-nos um ao outro, mas você não tem ninguém. Estas noites, este terraço, devem ser muitas vezes duros de aguentar.

Luís Bernardo olhou-a: estava linda, quase irreal. Teve medo de que, se estendesse a mão para lhe tocar, ela desaparecesse. Resolveu experimentar:

– Ann, eu não duvido, por um instante que seja, da vossa amizade. Mas, como sabe, o David e eu temos missões diferentes e, se calhar, opostas. Talvez tenha de chegar o dia em que as nossas missões respectivas afastem a amizade que construímos de formaespontânea. Talvez me desse mais jeito, ou a cada um de nós, que afinal não nos tivéssemos tornado amigos: em caso de crise, tornaria as coisas mais fáceis.

– Pois é, vocês homens têm esse lado de conflito interior, que veneram. Por dever de consciência, suportam inimigos e abandonam amigos. Eu já vivi isso na pele, noutros tempos… Mas oiça, Luís, eu sou mulher, sou sua amiga e não vivo conflitos desses: no que depender de mim, eu não o abandonarei.

Ele quedou-se mudo, sem saber o que dizer. Nem sequer percebia bem o que ela lhe tinha querido dizer. Sentiu-se à toa, talvez do vinho e do cognac, da lua cheia, da devastadora beleza da sua pele, do seu peito, do seu cabelo, do seu olhar. Sentiu-se tonto e levantou-se para se encostar à balaustrada do terraço e respirar um pouco da brisa que vinha do mar e que o calor da noite não sufocava na passagem.”

Miguel Sousa Tavares in Equador, páginas 201 e 202.

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Semana cultural da UC

Já arrancou.

Mesmo assim fica aqui o PDF –  suplementosemanacultural – com os eventos que irão decorrer nos próximos dias

 

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Exortação

Em nome do teu nome,
Que é viril,
E leal,
E limpo, na concisa brevidade
— Homem, lembra-te bem!
Sê viril,
E leal,
E limpo, na concisa condição.
Traz à compreensão
Todos os sentimentos recalcados
De que te sentes dono envergonhado;
Leva, dourado,
O sol da consciência
As íntimas funduras do teu ser,
Onde moram
Esses monstros que temes enfrentar.
Os leões da caverna só devoram
Quem os ouve rugir e se recusa a entrar,

Exortação

Miguel Torga, “Poemas Ibéricos”, 1965

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Perdão?

Foi com espanto que ouvi pela 2ª vez alguém do governo (neste caso o primeiro-ministro) voltar a apelar à emigração.

Antes de tecer o meu argumento crítico, cumpre-me apresentar algumas notas prévias sobre a emigração.

Do que estudei na escola acerca do léxico em si, do que aprendi da experiência do meu pai, e dos relatos que vou ouvindo de alguns amigos e conhecidos que decidem emigrar, a emigração não é um fenómeno que se possa ser “atirado” sem mais nem menos.

Do saber escolástico, sempre me ensinaram que a emigração é um fenómeno que ocorre sempre que o ser humano, numa dada área do globo, se sente desmotivado em relação à sua vida ou procura melhorar as condições da mesma. A emigração tem obviamente vários vértices motivacionais que vão desde a criação de riqueza pessoal num outro território por parte de quem emigra, melhoramento das condições de vida das pessoas, realização profissional do emigrante ou migração para um território por razões familiares e afectuais.

A emigração não é propriamente um fenómeno que se possa decidir de um dia para o outro. Quem emigra sabe perfeitamente as consequências duras que advêm do acto: a deslocalização territorial, a mudança de clima e fuso horário, as barreiras linguísticas e culturais, os entraves sociais, a possibilidade de atitudes hostis e racistas por parte dos nacionais dos países para onde se emigra, a distância em relação aos entes mais queridos e em algumas situações, o isolamento, a ilegalidade e a frustração resultante de um sonho que não correu da melhor maneira.

A emigração é portanto um acto que requer muito pensamento, muito planeamento e muito conhecimento do local para onde se vai emigrar, para que nada corra mal.

As palavras do nosso primeiro-ministro são portanto, palavras muito duras para o seu povo. Para aquele povo que está a pagar os erros de governantes e banqueiros. São declarações despropositadas.

Pedro Passos Coelho e o seu governo estão literalmente a expulsar o seu povo do país. Pedro Passos Coelho e o seu governo estão a atirar para fora do sistema aqueles que por culpa da saturação do mercado de trabalho deveriam ser auxiliados pelo estado, facto que deve ser ainda mais negativizado se tomarmos em conta que maior parte (espero) daqueles que Pedro Passos Coelho se referiu são cidadãos portugueses que tem as suas obrigações em dia perante o Estado Português e, no seu percurso académico, honraram os benefícios que lhes foram granjeados pelo mesmo.

Quando um governo coloca a hipótese de apelar para que os seus cidadãos vão procurar a fortuna fora do país, mostra um claro sinal que  é um governo que está a ficar sem soluções para resolver a crise que abala o país. Mostra que quando na oposição a solução dos problemas do país é uma tarefa fácil, mas que quando se está no governo tudo se complica.

Ainda para mais, acrescento que estamos perante um governo que desde Julho deste ano não tem pedido mais que os valores da exigência, da eficácia, do profissionalismo, da união e do sacríficio aos seus cidadãos. Onde é que esses valores cabem no discurso do Primeiro-Ministro? Será largando a vida em Portugal, as famílias, os hábitos, o conforto, o bem-estar e aventurando-se para o Brasil, para a Guiné, para Angola, para Timor para países com rotinas de vida completamente diferentes das que observamos na Europa, que serão cumpridos esses valores? Ou será que os mesmos serão cumpridos a partir de um corte de cima para baixo, obrigando a redistribuição justa dos sacríficios entre os que mais têm e os que menos têm?

Atesto estes últimos parágrafos com uma distinção clara sobre a qual tenho vindo a reflectir nos últimos dias: enquanto em outros Estados da Europa temos vindo a assistir a políticas que visam essa mesma redistribuição justa em prol da saúde das contas estatais e a discursos ministeriais duros para os mercados (culpabilizando-os pela crise mundial instalada) e para os grandes problemas que assolam o mundo e motivam a recessão, em Portugal assistimos a discursos ministeriais negativos que motivam a carga dos mercados sobre o nosso pobre país e discursos recheados de dureza para com um povo fustigado por impostos, taxas, crescendo da criminalidade, fome e insolvência. Até quando? Até quando continuará essa negatividade?

Para finalizar, deixo outra missiva ao primeiro-ministro: um licenciado em economia saberá perfeitamente que a teia que move os mercados é recheada de boatos, de sinais negativos e de comentários negativos propositados para que tudo se desregule por completo e alguém possa lucrar que a desregulação. Não consigo perceber como é que um licenciado em economia continua a insistir em discursos negativistas, sabendo de antemão que os mesmos serão escutados internacionalmente e tenderão a piorar a relação entre o nosso país e os mercados e o abuso destes perante a nossa frágil posição? Não consigo perceber por mais que tente.

Mas consigo entender que o nosso primeiro-ministro para além de hipócrita e mentiroso, é burro… E para bom entendedor, meia palavra basta.

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100(%) corrupção

Um relatório internacional elaborado pela Transparência Internacional avisava que Angola faz parte do topo da lista dos países cujos governos não prestam cavaco sobre uma grossa fatia dos seus negócios público-privados.

O mesmo relatório avisa que Angola é um país sem documentos legais que punam eventuais casos de corrupção.

Angola é uma autocracia, lembram-se?

Em que parte de um todo autocrata é que concebem as partes do prestar cavaco a alguém?

E já agora, como é que acham que o Zé Eduardo enriqueceu tanto ao ponto de entrar no top-30 dos mais ricos do mundo?

 

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Abre o cú que lá vou eu

Foi ver Passos Coelho, sorridente perante o ditador, a abrir o rabo como um mealheiro para as moedas entrarem.

“Ajuda-me Zé Eduardo, que o meu país necessita que sejas bondoso e que metas kwanzas lá” – e o outro ria-se, por dentro, ávido de o mandar completamente à merda porque sabe perfeitamente que investir em Portugal é a mesma coisa que investir no quadrado de lixo, roto e falido, comparativelmente aquilo que se pode investir em Angola, no Brasil e em Moçambique e aos proveitos que podem sair desses investimentos. 

Momento de humor da conferência de imprensa conjunta foi quando um jornalista perguntou ao ditador se estava disponível para avançar para nova candidatura à Presidência de Angola. Tal pergunta deve ter dado um ataque de riso ao ditador. Existem respostas possíveis para além do sim e o sim senhor?

 

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Fernando Tordo – Tourada

“Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras

Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.

Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.

Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.

Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.

Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.

Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.

Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo…

Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro as milhões.
E diz o inteligente
que acabaram asa canções.”

(Poema de José Carlos Ary dos Santos)

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O brilhante discurso de Jorge Sampaio

São discursos como este que me fazem admirar a personalidade e a postura política deste senhor.

No dia que em Nova Iorque na sede das Nações Unidas, os países ricos se comprometeram a ajudar os países pobres no tratamento universal de doentes com HIV (ver aqui o post que escrevi em relação ao acordo) o antigo Presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio investido nas vestes de Alto Representante Especial das Nações Unidas para a Luta Contra a Tuberculose deu um murro na mesa e clamou que indiferentemente do estigma que representa o HIV para a humanidade, é de importância capital relembrar que a cada minuto morrem 3 pessoas com o vírus HIV, “sendo inaceitável o enorme número de mortes em todo o mundo devido à doença.”

Para o efeito, o investimento numa estratégia mundial que coloque a acessibilidade ao teste da doença a todos os Homens poderá evitar 1 milhão de mortes entre as pessoas portadoras do vírus e várias centenas de milhares entre as que não são portadoras do vírus.

Segundo comunicado de imprensa da Organização das Nações Unidas, os países desenvolvidos deverão doar entre 15,3 a 16,7 mil milhões de euros para os países que necessitam dessa ajuda. Contudo, ainda não se sabe o leque de países que irão contribuir e ainda não se tomaram medidas para saber se irão contribuir. Esperemos que sim!

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Serás o próximo?


Oportuna, a fotografia!

O regime autocrata de José Eduardo dos Santos e do MPLA em Angola já conheceu dias melhores…

Finalmente, o povo Angolano começa a aperceber-se das injustiças do seu país. De um lado, o comum trabalhador angolano, mal pago… De outro lado, os estrangeiros a receberem fortunas, com o apoio do Estado… Perdão, do líder, que nos processos também vai buscar algo para a sua conta pessoal.

Tantos capitais, tanto crescimento e nada é aplicado nos bens sociais a que o povo tem direito e nas infra-estruturas básicas de que o país ainda carece…

Aqui, Aqui e Aqui.

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A luta é alegria!


No ano passado, Jel e Falâncio tentaram ir ao Festival da Canção. Na altura, o juri encarregue da análise dos regulamentos de participação determinaram a exclusão dos Homens da Luta do festival com base numa contrariedade aos regulamentos (não consideravam a actuação dos Homens da Luta uma musica).

Este ano, preenchidos todos os trâmites do regulamento, Jel e Falâncio foram pré-seleccionados para actuar no Festival da Canção. Ganharam!

Efectivada a vitória, começaram a levantar-se algumas vozes contra a mesma.

Uns dizem que é o descrédito total do festival da canção. Creio que descrédito é levar à Europa um artista como Rui Bandeira, que nem cantar sabe ou então uma gaja qualquer que apenas tenha para mostrar um bom rabo ou um interessante par de mamas.

É certo que o Jel (tem um álbum editado a solo cujo single podem ver aqui) tem pouco jeito para cantar. Mas é um entertainer de mão cheia. Os Homens da Luta ou o Ruce do Vai Tudo Abaixo são formatos que fizeram rir muita gente e que acima de tudo (dizer as verdades a brincar) já incomodaram muitos políticos por esse país fora. É esse lado de entertainer que gosto no Jel e que acho poder fazer a diferença na Eurovisão. Afinal de contas, bem sabemos que a Eurovisão usualmente é sempre ganha pelo artista mais piroso – e aí o Jel e o Falâncio podem fazer a diferença.

Vão a Dusseldorf defender as nossas cores. Das duas uma: ou vão lá ganhar a Eurovisão ou então acabam presos por insultos em praça pública à Fraulein Merkel. Qualquer uma das duas é uma opção apetecível nos tempos que correm.

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Carlos Castro direito ao esgoto

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ín SIC Online

Carlos Castro desejava em vida morrer em Nova Iorque, ser cremado em Nova Iorque e lançado “em cinzas” ao Rio Hudson. A ironia do destino da sua vida haveria de lhe dar o desejo de morrer na cidade que nunca dorme.

Ontem, as suas irmãs e o seu amigo Claudio Montez cumpriram-lhe o desejo. Depois de uma missa, uma limosine transportou as cinzas do cronista até Times Square onde (mesmo perante a probição relativa ao efeito no Estado de Nova Iorque) acabaria por ser depositado através de um respiradouro do metropolitano Nova-Iorquino, perto da Broadway.

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15 anos!


Parabéns D´Orfeu!

15 anos ao serviço da cultura!

15 anos de expansão ao nível de actividades, de muita dedicação e de muito muito espectáculo e fantasia!

15 anos a elevar bem alto o nome na cidade de Águeda no país e no mundo!

Parabéns, que venham mais 15 anos, ainda melhores que estes que passaram!

P.S: Para quem desconhece a Associação, pode saber mais informações sobre o seu seu funcionamento e actividades aqui e aqui

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Fim da guerra no Rio de Janeiro?

Helicoptero da polícia do Rio de Janeiro leva bandeira da cidade para ser hasteada no alto do Alemão, num acto simbólico.


Depois de 30 anos de guerra, tráfico e terror para os moradores, a polícia de intervenção do Rio de Janeiro tomou este fim-de-semana o complexo de favelas do Alemão, um dos maiores gates do narcotráfico na cidade.

Tomado de assalto o complexo, foram feitas buscas casa a casa para que os maiores traficantes de droga do complexo fossem presos. No entanto, conseguiram fugir, dando paz aos moradores que há anos eram aterrorizados com o estigma do tráfico e dos tiroteios entre os traficantes.

A Polícia do Rio de Janeiro já pensa num novo plano de operações. Mais arriscado! Agora, é a favela da Rocinha (considerada a mais perigosa do Rio de Janeiro e a que tem maior volume de operações de tráfico) o próximo alvo do BOP.


Deturpação linguística?

” Twittar, Googlar, ebook, biocombustivel, parentalidade, audiolivro” entre outros 6 mil termos do “brasileirismo” e das culturas lusófonas como “lanchonete, café-da-manhã, brabeza ou morabeza, canimambo e palmeira-de-andim” são hoje palavras que fazem parte do Grande Dicionário da Língua Portuguesa. Aquele dicionário que venderá em toda a lusofonia, excepto no seio do povo que originou a língua Portuguesa.

Como se não bastasse o facto de nos obrigarem a escrever como os Brasileiros, ainda temos que dar de caras nos dicionários com termos que nunca disseram respeito à língua Portuguesa, como os termos vindos por exemplo do Crioulo Cabo-Verdiano que ainda não tem a sua escrita totalmente padronizada.

Quanto aos neologismos inseridos no Grande Dicionário, estes não passam de termos inventados pelas novas gerações, graças à evolução da World Wide Web e das novas invenções ao nível científico. Muito embora estes termos já sejam utilizados com alguma frequência nas conversas entre as pessoas das novas gerações, creio que no fim de contas, a Língua Portuguesa (como a conhecemos) sai completamente “enrabada” da situação.

Um povo teve a inteligência de criar uma língua que perdura durante séculos. Actualmente, esse povo parece estar completamente submetido “à linguagem utilizada” por aqueles que outrora foram educados segundo o nosso padrão linguístico.

O Novo Acordo Ortográfico – Uma ainda se tolera. Considero-me livre de escrever em Português da maneira que melhor sei, da maneira pela qual fui ensinado. Agora duas (inserção de novos neologismos bacocos) é algo ridículo que cada vez mais me cria surpresa…

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