Category Archives: Exército

em memória de jaime neves

jaime neves

“Foi um homem polémico pela atitude frontal que sempre adotou, mas teve um papel de exceção ao serviço de Portugal e da democracia pluralista. Deve ser recordado como um herói nacional” – General Loureiro dos Santos.

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pela grandeza da fotografia

exército indiano

o exército indiano nas comemorações do aniversário de independência.

1,2 milhões de activos, sendo que a base de recrutamento é um jovem por família.

2,3 milhões de reservistas com idade máxima até aos 35 anos.

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fiquem com pistolas novas e submarinos

O CDS\PP sempre optou por responsabilizar o governo socialista de António Guterres pela compra de “4 submarinos” que Paulo Portas, logo que tomou posse no governo de coligação reduziu para “2 submarinos”. O CDS\PP cumpriu portanto com estas declarações as suas intenções populistas, defendendo o querido líder dos ataques da oposição. O que é certo é que os 4 submarinos que se tornaram 2 com Portas ainda estão envoltos em polémica. Da redução de 4 para 2, nada há em concreto visto que a documentação relativa ao contrato subitamente desapareceu do Ministério da Defesa. Blame Sokratis? Talvez volte a ser essa a estratégia dos democratas pouco cristãos. É caso para dizer que é estratégia possível no reino da hipocrisia do CDS\PP: por cada erro que façamos, culpamos os socialistas de 2 mesmo que as acusações sejam sustidas em bases especulativas. Por apurar ainda está o envolvimento do ministro com a ferrostaal e com alegados subornos que poderá terá recebido para dar luz verde ao contrato. Falando de verde, o contrato de compra dos submarinos deu verdinho a ganhar a alguém: o Banco Espírito Santos. Recebeu 750 milhões por ter mediado a operação financeira do negócio, concedendo garantias bancárias ao governo para avançar para a compra dos ditos submarinos.

Creio portanto que ao bom jeito do jornalismo (não esquecer as raízes do querido líder do CDS\PP no jornalismo) que a estratégia do partido assenta na boa moda jornalística do spin-doctoring: manipular a opinião. Manipular a opinião a partir de dados factuais nem sempre comprovados. Manipular a opinião com argumentos falaciosos que indicam que o passado da herança socialista deverá ser entendido pela populi como pior que os erros da governação do presente. O bicho já pegou aos colegas de coligação não fosse o facto de Luis Montengro, líder da bancada parlamentar do PSD iniciar todos os debates quinzenais desta legislatura com as habituais perguntas de retórica ao primeiro-ministro, perguntas essas que habitualmente tentam comparar o passado socialista e o presente e realçar (diria recalcar) os erros desse mesmo passado.

Neste caso específico dos submarinos, não trato de perguntar se há fumo ou fogo porque ambos me parecem evidentes. Tão evidentes como a corrupção activa de agentes governamentais no negócio. Pergunto apenas a simples questão: de que é que está à espera o Ministério Público para investigar este processo a fundo? Pergunto também onde é que tem estado o Ministério Público neste tipo de casos?

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De Londres #15

O “sargento” do badminton mundial.

Por falar em sargentos, ocorre-me dizer algumas considerações no que toca à relação entre o desporto e o exército em países como a Rússia, China, Cuba ou Sérvia.

Maior parte dos atletas olímpicos destes países pertencem aos seus exércitos. Não são soldados comuns. São soldados patenteados cuja missão é treinar em rígidas (ao nível de mentalidade) e bem equipadas academias militares. Esta é a estratégia que estes países encontram ao nível do investimento no desporto e das sinergias de alto rendimento desportivo. Pelos vistos dá resultado. A disciplina combinada com o devido apoio logístico e financeiro dos órgãos que tutelam o desporto nesses países e com infra-estruturas de qualidade estão a dar os seus resultados.

Até o que foi feito pela Espanha na década de 90 (investimento em quadros técnicos qualificados e infra-estruturas para a prática desportiva de alto nível) tem feito colher os seus frutos por parte do país de nuestros hermanos, que a meio dos Jogos, já leva 2 medalhas de prata e 1 de bronze, estando mais na calha na canoagem, no basquetebol e no andebol.

Enquanto o atleta Português (por exemplo) entra em acção pressionado pelo facto de ter feito um bom trabalho de preparação nos últimos 4 anos mas receoso de falhar na prova derivado do facto do projecto olímpico português ser talhado em vários escalões consoante o rendimento dos atletas nas grandes provas internacionais (por exemplo, um atleta que falhe nos olímpicos poderá sair fora do projecto olímpico para os próximos jogos e assim não ter boas condições de treino e possibilidade de competir ao mais alto nível nos anos vindouros; outros que não atinjam x posição nos jogos correm o risco de ver a sua bolsa diminuída, numa conjectura onde muitos dos nossos atletas dependem da bolsa que recebem do COP para pagar as contas lá de casa e terem dinheiro para competir no estrangeiro), o atleta dos países que citei na 2ª frase deste post, cientes que serão apoiado pelo seu país em caso de fracasso, entram muito mais relaxados na prova e conseguem excelentes resultados.

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Diz que personificou Passos Coelho travestido de Salazar

mas ganha uma pensão de 3687 euros e um suplemento de condição militar de 737, totalizando 4424 euros por mês.

Ainda tem direito a regalias como gabinete de apoio, carro e motorista (paga o Ministério da Defesa) e telemóvel com plafond pago pela mesma entidade.

Diz “trabalhar de graça” se assim o for preciso e não utilizar as regalias “por uma questão de justiça”.

D. Januário Torgal, bispo das forças armadas é ele (segundo palavras próprias) um exemplo de justiça. 4424 euros por mês de salário. Quem tem boca vai a Roma. Não se pode dizer bem isso no seu caso, pois quem tem um salário ao nível do seu caso também pode ir a Roma… pagando a viagem em executiva!

Ou seja, estamos perante mais um caso de injustiça social neste país.  Clara e severa.

No entanto, três perguntas saltitam na minha cabeça: Porque é que não fui para Padre? Porque é que não fui para o exército? Porque é que não fui para o exército já ordenado Padre?

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entrada a pés juntos

«Parecia-me que estava a ouvir o discurso de certa pessoa há 50 anos.»

«Portugal não tem Governo neste momento, e vão certos senhores dar uma passeata um certo dia a fazer propaganda tipo União Nacional, de não saudosa memória, pelo país, a dizer que somos os melhores do mundo»

«Ao fim, ainda aparece um senhor que, pelos vistos, ocupa as funções de primeiro-ministro, dizendo obrigado à profunda resignação de um povo tão dócil e amestrado que merecia estar num jardim zoológico.»

D. Januário Torgal, bispo das Forças Armadas.

 

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Inutilidades

Desde o momento em que fui, considero o Dia da Defesa Nacional Ridículo. Ridículo porque é um dia perdido cuja falta pode custar a quem não quer nada com o exército entre 249 e aos 1257 euros.

No meu tempo, o Dia da Defesa Nacional consistia em dar uma volta pelo regimento em questão e assistir a duas secantes palestras sobre a atitude que é manifestada pelo exército na Sociedade Portuguesa e sobre as vantagens que o cidadãos poderia obter ao seguir uma carreira militar.

Actualmente, o Dia da Defesa Nacional, que pela óptica de actuação do exército deveria ser um dia em que imperasse um pouco de disciplina, tornou-se um dia em que fazem desportos radicais. Talvez os desportos radicais sejam um pólo de atracção a mais recrutamento.

Perante um dia absolutamente ridículo que obriga jovens universitários a perder dias de aulas para se deslocar às suas localidades de origemtrabalhadores a terem que faltar ao seu emprego com o espectro de uma multa a quem falte, existir uma morte de uma jovem num regimento em Vila Nova de Gaia é algo extremamente grave para um presumível “acto de cidadania” que já não têm qualquer sentido de existir, tendo em conta o cariz voluntário do alistamento militar.

A perda de uma vida humana num acto de cidadania presumívelmente voluntário (alistamento voluntário) e cuja falta garante uma multa, deve abrir uma nova reflexão sobre o Dia da Defesa Nacional e sobre a utilidade que este têm para as opções de carreira da nossa juventude.

Já que falamos em inutilidades, cabe-me também afirmar que considero o actual peso do exército na folha salarial da Administração Pública inútil. Temos assalariados a mais no exército, temos assalariados a mais num exército que para nada serve do que servir os grandes interesses imperialistas através das missões da NATO.

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