Category Archives: Comunicação Social

NBA 2012\2013 #53

Madison on Mad House com direito a YMCA dedicado a Mr. LeBron James num dos últimos descontos de tempo da partida disputada no United Center, Madison Avenue, Chicago, Illinois! Grande jogo colectivo dos Bulls na vitória perante os Miami Heat por 101-97. Melhor: Grande jogo colectivo dos Bulls na vitória perante uma equipa de Miami que vinha a Chicago com 27 vitórias seguidas na algibeira, com 3 ausências de peso no grupo de Chicago (Hamilton, Rose, Noah) e com 2 jogadores vindos de lesão (Belinelli, que pouco jogou e Kirk Hinrich).

Acabou-se o hype que o comissário Stern queria impingir a esta geração dos Heat e o recorde de vitórias seguidas (32 dos Lakers na temporada 1971\1972) continua personificada em Miami mas na pele de Pat Riley, presidente do franchising da Flórida, jogador dos Lakers campeão da NBA nessa temporada.

Quanto aos Bulls, incrível, incrível, incrível! Torcer por esta equipa como eu torço é arriscar a sorte ou o azar. Tanto são capazes de levar a mais copiosa derrota da temporada da Liga em Sacramento como a seguir ganhar largo em Golden State. Nesta época, Chicago é das piores equipas da liga (das que vão aos playoffs) a jogar em casa (score 20-16) mas consegue varrer os campeões em título com LeBron prestes a ter um ataque de nervos dentro das 4 linhas. E quanto a LeBron notou-se que tem um mau génio quando joga em Chicago: excessivamente individualista (como sempre) foram as várias as vezes em que as câmaras de televisão o apanharam a discutir com wade, Bosh, Spoeltra e com a tripla de arbitragem. Verdade dita, na minha opinião não merecia acabar o jogo pela agressão que postou a Boozer. Esse mau feitio talvez derive do facto de não conseguir ganhar na casa onde Jordan foi rei e senhor.

Se os Bulls jogarem com esta intensidade nos playoffs, vamos ter espectáculo. Mesmo sem Rose, é uma equipa com um potencial enorme e não deve nada a nenhuma outra na conferência Este. Precisa mesmo é de jogar assim em todos os jogos.

Rose 3

Quanto a Rose, o mais certo é que não volte mesmo a alinhar este ano. Segundo as últimas notícias da ESPN, o problema de Rose não é propriamente físico mas sim mental. O base dos Bulls está receoso de voltar à competição e tem medo de se voltar a lesionar. É algo bastante frequente entre os atletas de alta-competição que tiveram problemas nos ligamentos e eu já experienciei isso quando tive a minha. Mentalmente, a confiança do jogador diminui imenso e a abordagem física ao jogo não é a mesma pois existe sempre um pressentimento no jogador de que poderá voltar a lesionar-se com gravidade.

O jogador afirmou hoje à ESPN: “I really don’t know, man. Like I said, it’s in God’s hands. Every day I’m just waking up to try and be the best player, try and produce every time I step on the court, just try and get better as a player, and who knows when? It’s not hard [to have patience] at all,” he said. “When you have surgery, you’ve got to grow patience. I’ve been patient for the last eight or nine months. I’ve been good.”

Não havendo Rose, existe a alma e a paixão pelo basket deste senhor de metro e meio:

Robinson

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Sócrates (XVIII)

Resumindo e concluíndo: entrevista encomendada. super tendenciosa. encomendada claramente por Relvas. Relvas tentou aniquilar Sócrates mas saiu a culatra a Relvas. Relvas aproveitou a Páscoa para tentar fazer a paixão de Sócrates à sua maneira. Verdade seja dita. Sócrates não é um amador neste tipo de coisas. Esquivou-se a Vitor Gonçalves como pode, com a garra no discurso que sempre o caracterizou. Não há pergunta que incomode a Sócrates, mesmo que a sua resposta seja interrompida a cada 3 segundos. O truque jornalistico do costume. O truque político do costume. E Sócrates saiu reforçado na opinião pública, estou em crer.

Sócrates tocou na ferida quando falou do Presidente da República. Verdade seja dita, o nosso PR incentivou o máximo que pode ao derrube do seu governo. As pressupostas escutas tornaram-se hoje caso de polícia. O incentivo aos jovens para se manifestarem, numa situação governativa e numa situação conjuntural do país na altura 10 vezes menor do que a que encontramos hoje com o governo do PSD e do CDS, e o adjacente silêncio de Cavaco nesta legislatura mostram a má fé do chefe do estado perante o seu antigo primeiro-ministro. Aquele discurso de tomada de posse diz tudo sobre esta questão.

É certo que a crise prejudicou em muito a 2ª legislatura de Sócrates. A crise da dívida aniquilou qualquer rumo económico que este pudesse vislumbrar para o país. No entanto, a falência das seguradores Norte-Americanas e a sua contaminação à banca e à economia europeia não explicam tudo. Os problemas estruturais da economia portuguesa e do estado português não explicam aquilo que a crise dos subprimes per si não explicaram. Não explicam a ganância da gestão de Oliveira e Costa no BPN. Não explicam a ganância, a invenção de lucros por parte da tutela da propriedade da Sociedade Lusa de Negócios, não explica muito menos os anos e anos de falhas de supervisão tanto por parte de Constâncio no BdP como do seu saudoso Ministro Teixeira dos Santos na CMVM. Não explicam aquilo que a Europa desde meados da década de 90 nos avisava: cuidado que depois deste esforço para por o défice das contas públicas nos conformes para a entrada no euro, nem tudo vos será permitido. Cuidado que a entrada no euro do vosso país terá que ser acompanhada de reformas de modernização da vossa indústria e do vosso sector público. Cuidado com os erros de regulação económica e financeira. Nós, Portugueses, sempre tivemos a crença que entrando no euro tudo nos seria permitido e sempre tivemos a crença que alguém na Europa nos iria salvar em situações problemáticas. Sempre tivemos a crença que bastava uma palavrinha na Comissão Europeia e no Banco Central Europeu para a resolução dos nossos problemas, sendo-nos permitido continuar com uma política despesista excessiva para as nossas reais capacidades. Os nossos loucos anos 90 passaram. Contudo, Sócrates provou e bem que nenhum dos anos em que esteve na governação criou tanta dívida como aquela que foi contraída para o país nos anos de Passos e Gaspar. Factos são factos, partidarismos à parte.

Voltando ao início da entrevista, creio que Sócrates voltou a reforçar a sua veia mentirosa quando afirmou que não voltou ao país para se candidatar a qualquer cargo político. Não é verdade e Seguro deve ser o dirigente político mais nervoso nesta noite. Aliás, tem-se notado de facto nos últimos dias que o Partido Socialista rapidamente se arregimentou com o regresso daquele que ficará para a história como um dos seus mais icónicos líderes. Figuras de proa dos últimos 20 anos no partido rapidamente voltaram à cena. Falo de Jorge Coelho, de António Vitorino, de Maria de Lurdes Rodrigues (agora muito publicada no Jornal Público que desde sempre foi o grande aliado na comunicação social do Partido Socialista) Correia de Campos – ou seja – todos os socratistas puros reapareceram em cena e deram uma clara amostra de força: o líder não veio visitar a família, o líder não veio passear, o líder não veio só comentar. o líder veio para voltar aquilo que tem direito, a liderança do PS.

O PEC IV. Sócrates tem toda a razão quando afirma que não lhe deram tempo nem espaço para aplicar o PEC IV. Se bem se lembram, o primeiro opositor ao PEC IV foi precisamente o chefe supremo do Banco Espírito Santo Ricardo Salgado. Foi Ricardo Salgado o primeiro a gritar alto e bom som à Europa que Portugal não conseguiria manter-se durante mais tempo nas situações em que estava sem auxílio externo. Foi o mesmo Ricardo Salgado que afirmou que a banca portuguesa teria que ir pedir batatinhas ao estrangeiro para se manter sustentável. O mesmo Ricardo Salgado, até hoje, manteve o seu discurso intacto com sucessivos financiamentos ao seu banco nos mercados para evitar a tomada de posição neste por parte do estado com recurso a fundos estrangeiros. Não me interessa debruçar muito sobre esta questão, estando o PEC IV como mote deste parágrafo. Interessa dizer que Sócrates começou mal esta questão e o PEC IV não foi aplicado devido a problemas com a legitimidade. Se bem me lembro, Sócrates foi de urgência a Bruxelas apresentar o PEC IV sem o comunicar ao Presidente da República e ao Parlamento. Nessa questão, Sócrates aniquilou qualquer legitimidade democrática que poderia existir sobre o plano. E acirrou claramente o Presidente da República que já estava de pé atrás em relação ao seu governo.

Para finalizar, o humor. Os termos de austeridade à bruta, o desconhecimento em relação a António Borges, a narrativa, o epá deixe-me falar, as questões de honestidade intelectual, “o parem de escavar”, as citações filosóficas em que Sócrates denota claramente que anda a estudar forte e feio em Paris e para finalizar a última, a melhor, o crédito sem garantias pessoais para viver em Paris que mais se assemelha a um crédito para estudantes da Caixa Geral de Depósitos.

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só um à parte

O choradinho de Gaspar na conferência de imprensa da 7ª avaliação da troika ao cumprimento do memorando de entendimento celebrado com o governo fez todo o sentido. o trauma, o choque, a fatalidade do desemprego jovem começou logo a ser corrigida pelos seus colegas de governo. Cristas nomeou colegas de faculdade para o seu ministério sem passar por concurso público. O secretário de estado moedas nomeou dois recém licenciados para executar trabalhos “técnicos” no acompanhamento do memorando. “Dois jovens altamente qualificados” e com um percurso académico de excelência. 15 e 16 de média final de curso na Licenciatura em Economia, com estágios não-remunerados em departamentos ministeriais. Ora bem, se premiar a excelência académica é contratar gente que acaba cursos com 15 e 16, não consigo descortinar o que é excelência deste país e penso que estas duas contratações podem-se considerar gravosas no sentido em que estas duas aves raras (uma delas vinda da blosgosfera onde blogava com Paulo Rangel e da JSD) vão trabalhar no assunto mais importante que o estado português tem neste momento em carteira sem qualquer tipo de experiência profissional para o cargo. Sabendo que um deles foi blogger, se a função de blogger dá emprego numa secretaria de estado, vou tratar de enviar o meu curriculo para todos os ministérios e secretarias de estado deste governo para ver se me dão um com um vencimento bruto de 995 euros. Vinha mesmo a calhar.

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tudo ao molho e fé em deus

roquette

a sondagem do Jornal Record dá a vitória a Bruno de Carvalho no acto eleitoral do sporting. o fim da era croquette. aleluia.

neste mês e meio que passou entre a demissão da actual direcção do clube e o acto eleitoral, preferi, à excepção de um ou outro apontamento, manter o silêncio para ver o desaguar dos acontecimentos. não posso dizer que fico feliz pela vitória de Bruno de Carvalho porque fico. dos 3 candidatos, acho sem dúvida que Bruno de Carvalho era, à partida, depois de ponderar bem o programa das 3 listas a sufrágio, o candidato mais sensato para ocupar a presidência (e a presidência da SAD como o próprio manifestou em entrevista à RTP Informação nos últimos dias). porém decidi embarcar no silêncio, porque de botabaixismo já se encontravam cravadas as páginas dedicadas pelos jornais às ditas listas.

a confirmar-se a eleição de Bruno de Carvalho, fica reposta a vergonha que se deu lugar no último acto eleitoral para a direcção do clube em que por via do actual sistema eleitoral do sporting, o voto qualitativo por antiguidade de associado deu na altura a vitória a um Godinho Lopes sufragado por menos sócios que Bruno de Carvalho.

dos 3 candidatos, Carvalho era aquele que para mim satisfazia com melhor discurso e com melhores ideias aquilo que se precisa para o sporting. mais sensato, mais ponderado nas suas afirmações e nas habituais revelações de nomes e investidores para o clube e para a SAD, Carvalho mostrou nestas últimas semanas ser o candidato que afiança a promessa de maior rigor para a gestão desportiva e financeira do clube e da SAD e mostrou que é o candidato com melhor conhecimento daquilo que é a realidade do sporting, daquilo que o sporting precisa de ser no futuro e das estratégias que o sporting precisa para voltar a ser aquilo que já não é desde 2009 para cá: uma grande instituição da vida portuguesa.

de josé couceiro não esperava muito mais do que ser a continuidade da dinastia croquette no clube. não esperava mais do que um programa pouco ambicioso, resultante de uma dinastia de presidentes que afundaram o sporting tanto a nível desportivo como a nível financeiro, que empurraram o futebol do sporting para fora dos 3 primeiros da liga, que alienaram todo o património que o clube e a SAD detinham, que empurraram o sporting para uma posição de subserviência a outros grandes do futebol português, que empurraram o sporting para um lugar de menor relevo no panorama das modalidades, que empurraram o sporting para uma posição de subserviência à banca credora do clube e que consequentemente, empurraram o sporting para uma profunda posição de gozo entre a sociedade portuguesa que passou a tratar o sporting como autêntico lixo em vez de tratar o sporting como aquilo que ele é: uma instituição secular, que tira muitas crianças dos maus caminhos para a prática de uma modalidade desportiva, que os torna homens e que tem uma história riquíssima e ímpar, tanto em Portugal como no mundo, de vitórias nacionais e internacionais.

na análise à candidatura de carlos severino apliquei o ditado “de espanha nem bom vento nem bom casamento” – severino apareceu como o um daqueles cromos repetidos que costumam aparecer nos actos eleitorais do clube leonino. sem noção de realidade da casa, sem noção de como se gere um clube, sem noção de mais do que alimentar um puro protagonismo durante um mês. prova disso foi a cartada final da candidatura de severino que previa um acordo de parceria com a fundação cruyjff, que por si, já tinha escrito nas entrelinhas uma jogada de bastidores que iria delapidar a jóia da coroa do futebol de alvalade que é a formação. se carlos severino tivesse sido eleito do clube, sabendo das relações entre o técnico holandês actual seleccionador da selecção da catalunha e o FC Barcelona, qualquer ignorante com dois palminhos de testa saberia do que se estava ali a alinhavar. como os sportinguistas não tem memória curta, nem é preciso recuar muitos meses no passado para perceber que a direcção de Godinho Lopes cometeu um atentado no passado verão ao deixar sair dois dos mais promissores jogadores da cantera do sporting (os internacionais sub-20 Agostinho Cá e Edgar Ié) para o Barcelona a troco de 2 milhões de euros. com severino e cruyjff metidos ao barulho, quantos mais poderiam sair no futuro para a catalunha caso o candidato tivesse sido eleito.

por falar em vendas, o sporting já confirmou a venda de Ricky Van wolfsinkel aos ingleses do Norwich por 10 milhões de euros. a história dos fundos e das vendas de percentagens dos passes dos jogadores do clube aos fundos fará com que o sporting não receba grande parte da verba. o que eu não consigo perceber é o seguinte aspecto: como é que uma direcção demissionária e consequentemente em mandato de gestão até novas eleições tem o poder de vender um importante activo da SAD a poucos dias das eleições que irão constituir um novo presidente e um novo alinhamento na SAD?

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ainda faltam 10 dias para o dia das mentiras

José, em Galego Xosé, em Hebraico Joshua, em Inglês Joseph, o Sócrates, o exilado, o responsável da dívida, o mentiroso, o comentador que dizia a alunos com licenciaturas legais na Science Po de Paris que as dívidas gerem-se e pagar a dívida toda de uma vez é uma ideia de criança, o bacharel licenciado às três trapalhadas, o antigo namorado da Fernanda Câncio, o messias aguardado pelos jovens turcos do PS para por os patins a António José Seguro e devolver o PS aos cabeçalhos dos jornais e inícios de telejornais, o ex-accionista do benfica, o ex-colega de casa do Diogo Infante, o gajo que recebeu luvas do negócio Freeport, o gajo que processou professores, escritores, estivadores, gestores, o man que deixou o seu próprio ministro dos Negócios Estrangeiros de mão estendida nas instituições europeias para cumprimentar um outro ministro europeu, o governante que queria um portugal mais pobre, o teias do ambiente, entre outras bichezas, baixezas, descaradezas, docinhos e malvadezas, imagine-se, imagine-se, imagine-se, vai voltar de Paris para ser comentador semanal num programa da RTP.

p.s: Será que o Relvas deixa?

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bom dia… agora a sério

cardeal

Uma imagem que jamais veremos. Num destes dias, escrevi aqui:O parlamento cipriota rejeitou hoje as sobretaxas de 10% e 6,5%, respectivamente, pelos depósitos bancários acima e abaixo de 100 mil euros. Um enorme gesto de dem0cracia representativa, com os deputados do partido de Anastasiades do Partido Democrático (democracia-cristã, conservadores) a absterem-se. Uma pergunta faz-se na minha cabeça: como é que seria em Portugal?” com a pergunta “como é que seria em Portugal referia-me à ideia de, em situação análoga à que se passou no Chipre nos últimos dias, um Eurogroup exigisse semelhante medida para os depósitos bancários dos cidadãos portugueses com aprovação prévia pelos deputados da República.

É aqui onde entra o líder da Igreja Ortodoxa de Chipre Chrysostomos II. Leio o elevador do Negócios escrito pelo sub-director Celso Filipe e transcrevo: “Chrysostomos II. É o líder da Igreja Ortodoxa de Chipre a qual pôs à disposição do Governo todos os seus bens. <<Toda a riqueza da Igreja está à disposição de Chipre para que possamos levantar-nos sozinhos e não com a ajuda de estrangeiros>> – afirmou o arcebispo. A Atitude de Chrysostomos II, que admite hipotecar as propriedades da sua igreja para ajudar o país não serve de exemplo para nenhuma outra instituição, mas dá o exemplo a muitas que fazem das palavras o seu único contributo para o bem comum” – fim de citação.

Acabei de tomar o pequeno-almoço e confesso que esta revelação, feita ontem pelo líder da Igreja Cipriota, deu-me uma bolada em cheio no estomago. Mais do que um gesto patriótico, corajoso, altruísta, digno, honrado, é uma balaustrada por completo nas instituições estatais cipriotas, no Eurogrupo, nas pretensões Alemães e até nos Oligarcas Russos que tanto querem salvar Chipre mas, à última da hora, não se chegam com os 7 mil milhões adicionais que o país precisa.

Interrogo-me se o nosso cardeal patriata (essa figura patusca que aparece na imagem a fazer sinais indignos aos olhos de Deus com os dedos) teve ou poderia ter semelhante atitude para com os seus cidadãos. Nicles. Com Papas Franciscos, Chicos ou papanicolaus para enfiar pelo útero, neste caso, tratando-se de um macho, pelo recto acima, ou sem eles, a Igreja Católica Portuguesa assim como o resto do cadáver de Pedro que nasceu nas margens da Loba que dava de mamar a Rómulo e Remo, de acordo com as suas hierarquias de aprendizes, seminaristas, diáconos remédios, padres, abusadores sexuais descarados e perventidos, bispos das forças armadas com rendimentos superiores a 8 salários mínimos nacionais, e cardeais que não queriam ser papas mas estavam mortinhos para açambarcar o Ouro do Vaticano no fim da sua existência, não só não teve qualquer atitude de realce para a superação dos problemas que afectam o país do que ladrar de longe contra o governo. O resto é a premissa proferida por Jesus Cristo no pai nosso, num remix discursivo “stick it” de fazer inveja a qualquer maoísta de início de carreira como Durão Barroso: “venha a nós o vosso reino” – porém, a Igreja, ao nível de atitudes e comportamentos perante os seus famintos fiéis não passa dessa frase na oração.

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curto e grosso

Margarida Botelho, membro da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português para o Jornal Público.

p.s: muitos acusam o discurso do PCP de ser um discurso “stick it” e sem soluções. gostava de saber o que essas pessoas pensam depois da leitura deste artigo. há ou não há soluções dentro do PCP?

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Chipre

Chipre

Como aqui afirmei, devido aos interesses geopolíticos da Rússia, Putin foi o primeiro a manifestar-se. Os bancos russos tem interesses económicos na ilha e podem perder até 40 mil milhões de euros se as sobretaxas sobre os depósitos bancários forem avante. Para além do mais a desconfiança sobre o governo de Nicósia e esta medida já fizeram alguns investidores russos mudarem a rota dos seus investimentos para a vizinha Letónia visto que o primeiro-ministro Cipriota Nicos Anastasiades já veio afirmar que os investidores russos também poderão sofrer uma pequena taxa sobre o valor dos seus investimentos para tornar sustentável a banca cipriota. Se bem que o primeiro-ministro grego só irá falar à nação cipriota esta terça-feira. Se por um lado se começa a ver que a europa desistiu por completo de Chipre, ao ponto de se equacionar a saída dos cipriotas da zona euro (eu continuo a achar que a saída dos cipriotas do euro é o fim da europa) por outro lado, a própria europa parece dar sinais de desistência, ao acreditar que o problema cipriota poderia ser facilmente resolvido por outras forças presentes na ilha, caso dos Russos. As consequências perigosíssimas destas medidas estão salientes nas underlines. Corrida aos bancos massiva em toda a europa? Não tenho as menores dúvidas que pode existir uma nas próximas semanas, principalmente nos países periféricos. Um Português não se sente descansado com a possibilidade de acordar um dia e ter os bancos fechados e a mão do estado em cima de parte do seu dinheiro. Está mais que visto que estamos a ser governados a partir de um bando de loucos em Bruxelas.

A crítica à decisão do eurogrupo fez-se sentir ontem e hoje de forma massiva nos principais órgãos de comunicação social que versam sobre a análise económica:

Tim worstall escreve na Forbes sobre a possibilidade de colapso dos bancos através desta medida e relaciona o caso cipriota com a Grande Depressão de 1929 e a visão de Friedman sobre a Grande Depressão, originária nos bancos e nos erros de regulação da Reserva Federal Norte-Americana da altura. E worstall atira como key-point da sua crítica quando afirma:The actual process was the series of bank runs that happened through the early 1930s. The problem is that in a fractional reserve banking system banks are inherently unstable. The fractional refers to the fact that when you deposit $100 with one they don’t then keep that $100 in the safe. They take a guess at how much they need in the safe (OK, it’s an informed guess, but it is a guess) for when people turn up demanding their cash and the rest of it they lend out to other people” –

Felix Salmon na Reuters escreve sobre o precedente aberto em Chipre e vai de encontro ao lance de desespero e loucura dos líderes europeus quando afirma: “Don’t for a minute believe that this decision is part of some deeply-considered long-term strategy which was worked out in constructive consultations between the EU, the IMF, and the new Cypriot government. Instead, it’s a last-resort desperation move, born of an unholy combination of procrastination, blackmail, and sleep-deprived gamesmanship. (…)” 

no Business Insider Raúl Ilargi Meijer escreve sobre pressões alemãs ao governo cipriota e sobre a possibilidade de retirada de depósitos por parte de cidadãos de outros países europeus da banca. Caso Chipre saia da zona euro, Meijer interroga:And that would be the end of the Eurozone; if Cyprus leaves, so will others. Are they really going to take that risk after 5 years, 500 emergency meetings and €5 trillion in bailouts? Hell no, you kidding?, but they still threaten to do it, and in such a transparent fashion? Why would Anastasiades, or anyone else for that matter, fall for that? Something doesn’t add up here.” 

Outra interessante opinião que li foi no site da BBC através do seu editor para assuntos europeus Gavin Hewitt de onde retiro estes pontos chave: “The Germans, however, were not prepared to support a larger bailout. They suspected that half of the deposits in the island’s banks were held by Russians with much of the money being laundered. Rescuing high-rolling Russians could not be sold to German taxpayers.

But there are an estimated 25,000 British residents in Cyprus. Many of them have bank accounts in Cypriot banks. There are 3,500 British troops stationed there with savings in Cypriot banks. It is estimated that British savers have 2bn euros on deposit. They too will see their funds taxed – although Chancellor George Osborne has said he will compensate UK government employees and service personnel.” – Hewitt já refere o seu artigo a medida decretada pelo governo britânico a todos os seus cidadãos que trabalham em Chipre ao serviço da Função pública.

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o pedido de leonardo

Leonardo aproveita a ligação com a Sky Sports Itália para pedir em casamento a namorada e mãe do seu filho Anna Boli.

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teorias…

artigo publicado hoje na Marca. Jordan jogou o 5º jogo das finais de 1997 contra os Jazz gripado ou ressacado? O mítico Jalen Rose, aquele que pertenceu à celebre equipa dos Bulls da época 2002\2003 na qual incidem acusações de que os jogadores fumavam marijuana antes dos jogos afirma que Jordan estava apenas “ressacado” da bebedeira apanhada na noite anterior. Ressacado ou não, Jordan venceu o jogo da final com 38 pontos e tornou-se campeão pela 5 vez em 5 finais disputadas no jogo seguinte, enquanto Jalen Rose (não confundir com outro Rose de nome Derrick) mocado ou não, nunca venceu nada, não chegou aos playoffs sequer nos anos em que alinhou pelos Bulls e não confirmou sequer o vedetismo que lhe era apontado nas temporadas em que jogou na equipa de Chicago. Acho que Rose está a tentar desculpar-se do facto de ter pertencido a uma das piores gerações do franchising com alegados erros da melhor geração e do melhor jogador de sempre da história do franchising e da modalidade. Não acredito nas palavras de Rose. A marca de água do jogo de Jordan vinha precisamente do facto de ser um dos maiores profissionais que passou pela modalidade. Duvido que um jogador desregrado consiga fazer o que Jordan fez e duvido até que a direcção da equipa permitisse que Jordan pudesse consumir álcool durante os dias das finais da competição. E mesmo que Jordan o tenha feito só o edifica ainda mais como o melhor de sempre!

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choca-me

claro que me choca. e muito.

Não tem dinheiro para ir às consultas e fazer a medicação? A solução é deixar morrer: lentamente e em silêncio.

A peça escalpeliza todo o problema em torno da questão excepto um. Como é sabido, o Ministério da Saúde quer fechar com alguns hospitais psiquiátricos no país para reduzir custos e em alternativa, apresentou uma proposta que visa a passagem de algumas unidades de acompanhamento permanente para as unidades de saúde familiar, proposta essa que implica o encerramento de unidades como o Lorvão (talvez o “meu amigo” Horácio Firmino já me saiba explicar em português decente a medida).

Essa medida implica que muitos dos doentes que já se encontram internados nessas unidades há muitos anos sejam novamente “entregues” aos cuidados das famílias, sem que se saiba sequer se as famílias os querem receber em sua casa, sem que se saiba sequer se as famílias tem condições de habilitabilidade para receber esses doentes, sem que se saiba sequer se as famílias tem possibilidade para receber esses doentes. Posso estar errado, mas estou em crer que muitos desses doentes foram forçados ao internamento nessas unidades pelo simples facto das famílias não terem possibilidades ou não quererem suportar os seus problemas. A criação de unidades comunitárias de saúde psiquiátria irão abrir novos celeumas na questão: quem é que irá receber o doente em sua casa? quem é que irá com o doente às consultas visto que são pessoas que não tem mobilidade? quem é que irá suportar os custos das consultas e da medicação intensiva ao qual esses doentes estão sujeitos? até que ponto é que certas famílias estão preparadas para lidar com alguém que necessita de um tratamento especializado? até que ponto é que as instáveis famílias portuguesas estão aptas a receber mais instabilidade dentro dos seus lares? a mim parece-me que esta medida visa abandonar ainda mais quem já não é útil para a sociedade em prol da tão ambicionada redução de custos no Serviço Nacional de Saúde.

É efectivamente essa redução de custos por parte do Estado, é efectivamente essa retirada de papel do Estado nas suas responsabilidades enquanto provedor de bens e serviços que está a desregular por completo o funcionamento farmácias (ainda hoje presenciei um exemplo numa farmácia de Coimbra de um casal de Leiria que se deslocou a Coimbra para comprar um medicamento que as farmácias de serviço de Leiria não tinham em stock; não preciso de explicar porque é que não tinham stock desse medicamento; logo a seguir presenciei outro de um idoso que não tinha 5 euros para comprar um medicamento do qual necessitava para a doença de Alzheimer) que está a destruir com o Serviço Nacional de Saúde e que consequentemente está a encaminhar o ramo da saúde para as mãos de entidades privadas. Pior que isso é o facto de sabermos que somos o povo com a 3ª carga tributária mais alta da europa e os nossos impostos não estarem a servir para nada. Uma das questões que pululava a mente de muitos opinion-makers deste país há uns meses atrás era precisamente a questão que interrogava quanto é que os portugueses estavam dispostos a pagar pela manutenção do Estado Social? Se o Estado Social é isto, então é melhor que nada tenhamos de pagar para o manter porque ele não existe. Temos escalões tributários ao nível dos nórdicos, recebemos menos que os trabalhadores dos países nórdicos, e quando vamos a um hospital pagamos uma taxa moderadora enquanto os nórdicos nada pagam. Vamos à Farmácia e vemos a comparticipação dos medicamentos subir diariamente a um ritmo impossível de pagar a um doente enquanto os nórdicos vão às farmácias e obtém o mesmo medicamento com uma comparticipação quase total do preço do medicamento por parte do Estado. Estas são apenas as dicotomias que podem ser encontradas no ramo da saúde. Mais poderão ser encontradas nos sectores da segurança social e da educação. Vale a pena pagar por algo onde o estado está a retirar as suas responsabilidades?

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Bufete Fase na P3

Carlos Maia, para os clientes Zé Sempre em Pé. O Bufete Fase, histórico restaurante do Porto no P3 desta semana. Há alguns meses atrás fui ao Bufete Fase comer uma francesinha pela mão de um grande amigo. E desde esse almoço que sonho com as francesinhas do Zé Sempre em Pé.

A melhor francesinha do Porto, num sítio acolhedor (o Bufete tem apenas 5 mesas e é raro o dia em que ao almoço a fila não é de várias dezenas de pessoas; ninguém reclama por estar uma hora na fila do Bufete Fase!) com um tratamento VIP dado pela família do Sr. Carlos, os seus ajudantes no Bufete. Muitos perguntam qual é o segredo desta francesinha. Amor e carinho, proporcional ao que se tem com uma mulher, disse a filha do Sr. Carlos na altura. Contudo, esta francesinha não tem só amor e carinho como segredo. Tem um molho de bradar aos céus e pedir por mais. Enche a pança o suficiente, não é cara e deixa desejo de um dia voltar. Por várias vezes perguntaram à família porque é que nunca quiseram mudar do reduzido espaço no cima da Rua de Santa Catarina. Por várias vezes, o Sr Carlos e a filha responderam que aumentar a produção iria tirar qualidade ao serviço visto que apenas o patriarca “mexe” na execução da francesinha. E mexe muito bem. Recomendo avivamente. 

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Borges: o cão-de-fila

Ninguém cala Borges. Borges não se cala. O iluminado Borges. Como o Ministro da Economia (aquele que não dorme por causa da taxa de desemprego) não pode falar, encomenda o discurso ao Borges. O Borges não está maluco, como dizem. O Borges sabe muito bem o que diz. O problema é que só diz asneiras. O Borges fala aquilo que lhe encomendam e com isso queima-se mais.

Este paradoxo resultante destas afirmações é delicioso. Não se quer um país de gente pobre (quando de facto já se tem) mas quer-se um país de gente a ganhar pouco. Com que então, em Portugal, a questão de competitividade não passa pela baixa do salários mínimos mas sim pela revisão em baixa dos salários médios. Sim senhora, muito bem. Já agora, o brilhante Borges (e os que lhe encomendam este discurso) sabem das consequências na economia que tal revisão pode suscitar? Sabem porventura que a asfixia financeira que maior parte das famílias portuguesas actualmente vivem pode resultar em mais mal parado nos bancos caso tal ideia vá para a frente? Sabem porventura que o mal parado nos bancos poderá dificuldade a capacidades destes no fomento do investimento e a necessidade de resgate por parte dos estados? Sabem que o declínio absoluto da procura interna irá resultar em mais falências e consequentemente em mais desemprego? Sabem que o desemprego irá levar a que o estado tenha que gastar mais em apoio sociais e receba menos receitas tanto de impostos directos como indirectos? Pelos vistos, não sabem…

Mas atenção… Se há uma coisa que conheço é que este discurso não é virgemzinho de todo. As alterações que se fizeram ao Código Laboral no último ano tem um propósito e esse propósito é conexo a uma das premissas desse discurso. No tempo certo todos os portugueses saberão porque é que o Código Laboral português sofreu aquela brutal flexibilização. Está relacionado também com aquela história dos vistos Gold a investidores estrangeiros, principalmente asiáticos. A seu tempo escreverei com maior assertividade sobre o assunto.

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