Category Archives: Beira-Mar

vamos encher o Municipal de Aveiro

bEIRA 3

Jogo decisivo de tudo ou nada contra o Olhanense pela manutenção. Sábado às 16 horas. Caso o Beira-Mar vença, pode sair subir acima da linha-de-água. É importantíssimo o apoio de todos os aveirenses nesta partida. Vamos encher o Estádio Municipal de Aveiro. No domingo passado contra o Nacional estiveram 4 mil pessoas dentro do estádio. Por isso, vamos ser mais desta vez e vamos ajudar os nossos rapazes a obter 3 pontos fulcrais nesta nossa batalha pela 1ª liga.

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Beira-Mar 2-2 Nacional da Madeira

Mês e meio depois de ter visto o Beira pela última vez no estádio, voltei ao EMA. Voltei por descargo de consciência. Nos bons e nos maus momentos temos de ser adeptos do nosso clube.

Uma primeira nota para o público. Não sei se foi minha impressão mas teve mais público no estádio que o habitual. Bom sinal para o clube em tempos de crise económica e desportiva. Também não sei se foi impressão mas vi um publico Aveirense mais entusiasta que o habitual. Famílias inteiras a ir à bola, todos de amarelos, todos com cachecóis do clube, alguns deles que sobressaíam claramente o cheiro a mofo e naftalina. De uma vez por todas, a direcção e a SAD (também consigo dizer bem de alguns aspectos trabalhos por esta SAD) estão a conseguir cativar mais gente ao estádio, fruto dos bilhetes a 5 euros para 2 acompanhantes por sócio. Se colocassem o bilhete para não sócio a 5 euros talvez teriam mais 500 ou 1000 pessoas. Disso estou certo.

Se o público afluiu em peso para ver se puxava pelos da casa, mal entrei no estádio tive ali um pique em que me julguei novamente no Mário Duarte. O bairrismo beiramarista, os cânticos da claque, os bruás do público a cada lance na área do nacional e as habituais picardias na linha lateral ao fiscal de linha fizeram-me lembrar outros tempos. Costinha pediu que os adeptos escondessem os cachecóis dos grandes e os aveirenses bem que lhe fizeram a vontade. Penso que só não fica bem ao treinador do Beira-Mar salutar a permanência do clube na liga para que os borlas (é como a malta dos UAN lhes chama) venham apenas visitar o clube quando este joga em casa com o respectivo grande. Penso que é errado proferir tais afirmações quando um dos problemas com que o clube se debate desde 2003 é precisamente a fraca mobilização e a fraca capacidade de realizar novos sócios. Tenho como certo quem é de Aveiro, indiferentemente das preferências por um grande, como eu as tenho, tem que ser em primeiro lugar do grande da cidade: o Sport Clube Beira-Mar. Os primeiros da partida minutos fizeram-me lembrar aquele inferno do Mário Duarte. Fizeram-me lembrar aquele pequeno rectângulo de jogo plantado entre o campus da Universidade de Aveiro, o Bairro Santiago e o Hospital Infante D. Pedro V onde, pequeno, furava os torniquetes só para ver actuar o Dinis. Se bem que ver actuar o Dinis implicava para as equipas adversárias um montão de contusões e pernas partidas. Mas, de facto, eram outros tempos. Ali, no Mário Duarte, respirava-se Beira-Mar da cabeça aos pés. As peixeiras insultavam bem alto os árbitros, os super dragões só se podiam portar bem ou então levavam na fuça e ainda existiam os comandos duros, a antiga claque do Beira-Mar. Eram mesmo duros. Histórias são mais que muitas no meu imaginário infantil. Lembro-me de uma vez estar a ver o Sporting. Não escondo que também sou sportinguista. Lembro-me do Emmanuel Amunike ter feito uma jogada de mestre para golo e de ter ido acirrar os comandos duros. O resultado foi uma calhoada em cheio que deixou o nigeraniano estatelado no chão durante largos minutos. Saudades.

Segunda nota: a arbitragem. Não serve para desculpar a ingenuidade da defesa do beira-mar nos lances dos dois golos do Nacional. Depois de Majid e seus pares terem lançado um comunicado a meio da semana a exigir à liga que a verdade desportiva prevaleça depois do roubo de catedral da última semana em Paços de Ferreira e de no dia seguinte se terem dirigido à Liga para pedir explicações ao seu director-executivo Mário Figueiredo e de terem solicitado uma reunião com o chefe do conselho de arbitragem Vitor Pereira, a própria liga escarrou (desculpem os mais sensíveis) na cabeça da SAD ao nomear para este jogo um árbitro que ascendeu a meio da época à 1ª categoria (Luis Ferreira; era o seu 2º jogo na 1ª categoria) e que ainda por cima era natural de Barcelos. Ou seja, se para mim já me causa confusão, quando está a permanência de um clube em risco, quando esse clube é sistematicamente prejudicado durante toda uma época e quando está o futuro de muitas famílias em jogo como é o caso das famílias dos mais de 100 empregados do Sport Clube Beira-Mar nomear um inexperiente árbitro para um jogo que se pode considerar decisivo para a equipa aveirense, mais me confusão me estranha que depois de uma semana em que os elementos da SAD do Beira-Mar fizeram barulho junto da liga como se lhes exigia (ao contrário dos elementos da direcção do clube que se mantêm calados que nem ratos no fundo dos seus cadeirões na sede social do clube à espera que o clube seja despromovido) a própria liga ainda tenha o descaramento de nomear um árbitro de Barcelos (AF Braga) sabendo que dois dos rivais directos do Beira-Mar na luta pela manutenção são precisamente duas equipas do distrito de Braga: Moreirense e Gil Vicente, a última, a precisamente de Barcelos.

Luis Ferreira acaba por ter o dedo no resultado. Se a expulsão já na 2ª parte do jogador nacional foi justíssima e mais que merecida (Moreno fartou-se de dar pau na primeira parte, não se calava junto do árbitro e no lance em questão fez uma entrada muita feita sobre Serginho) Luis Ferreira e os seus assistentes deixaram passar muitos lances onde havia fora-de-jogo nítido por parte dos jogadores do Nacional, deixaram passar uma obstrução clara à minha frente sobre Camará quando o resultado estava em 1-1 (o fiscal de linha do lado da superior não se sabia posicionar na linha do último defensor, logo via os lances de um ângulo inconclusivo) e o 1º golo do Nacional procede de uma falta clara a meio campo sobre Nildo, que, depois de meter o meio campo do Nacional no pacote com um tremendo slalom é completamente ceifado por um dos laterais do Nacional.

Terceira Nota – O Rendimento dos jogadores do Beira-Mar – Tudo bem feito excepto dois ou três pormenores.

O primeiro, os erros defensivos. Há 1 ano que o Beira-Mar não acaba uma partida sem sofrer golos. É coisa que não consigo perceber, muito menos lances como o 2º golo do Nacional. Com 2 duplas de centrais do melhor que existe na Liga (Jaime, Bura, Tonel, Hugo) todos eles fortes no jogo de cabeça (como é o caso do Bura e do Jaime, os que alinharam na partida de hoje) não faz sentido sofrer golos em lances de bolas paradas como hoje se veio a verificar. Se no primeiro golo do Nacional, existe o tal lance em que o Nildo sofre uma valente sarrafada por parte de um jogador do Nacional à qual Luis Ferreira passou vista grossa, nos dois golos do Nacional existem duas clamorosas falhas de marcação dos centrais.

Segundo, a falta de uma referência de área. Yazalde e Camará tem o mérito de serem jogadores dotados de alguns pormenores técnicos de classe mas são jogadores que não se constituem como referências de área visto que o seu jogo predomina nas linhas. Não são verdadeiros pontas-de-lança. Quanto mais são avançados ao estilo nº9 ou extremos. Recebendo jogo dos laterais ou da malta do meio campo nas alas acabam quase sempre a centrar para a cabeça dos centrais da equipa contrária sem que ninguém do Beira lá esteja para finalizar.

Terceiro, a apatia com que alguns jogadores do Beira-Mar jogam e a apatia do seu treinador. Rui Sampaio é o expoente máximo dessa apatia. Parado, paradinho e sem qualquer criatividade a sair daqueles pés maravilhosos. Desrotinado e a a anos-luz da época da subida de divisão. Os ares de Cagliari fizeram-lhe mal. No banco, Costinha tarda em mexer na equipa. O que por um lado até é compreensível pois as alternativas viáveis no plantel escasseiam. No entanto, com 13 minutos pela frente não soube colocar logo Balboa em campo e Balboa era o único capaz de fazer a diferença naquele banco. Balboa entra aos 88″ quando pouco havia a fazer.

De resto, exibição agradável do Beira-Mar. A começar em Nildo. É o patrão desta equipa em todos os sentidos. Só é pena que não consiga ser um jogador consistente a este nível durante toda época. Nildo manda no jogo aveirense. É uma formiguinha a correr atrás dos adversários no miolo quando a equipa defende. Quando a equipa tem em bola, em conjunto com Serginho (hoje entrou na 2ª parte; tem que ser titular visto que é um jogador que incute maior velocidade e arte ao jogo aveirense) são os únicos que conseguem dar um toque fantasioso ao futebol do Beira-Mar. Grande exibição para o capitão Pedro Moreira. Fez praticamente o flanco todo com a raça que se lhe conhece. Do outro lado, Hélder Lopes também não destoou.

Quarta Nota: os episódios lamentáveis do jogo de Paços de Ferreira. Alguns elementos da claque que foram a Paços de Ferreira descreveram o cenário vergonhoso que a equipa da capital do movel oferece às equipas visitantes. Desde intimidação directa a jogadores, insultos e escarradelas na entrada e saída dos balneários. Um estádio sem segurança para uma equipa que se vale desse facto para obter resultados desportivos. Agora com as novas regras do policiamento em recintos desportivos, em Paços de Ferreira e em outros campos deste país, sem polícia no terreno de jogo, vale tudo.

Quinta Nota: Com a vitória do Moreirense começo a ver as alminhas a rezarem pela intervenção divina do São Gonçalinho. Entre o 12º (Vitória de Setúbal) e o último (Beira-Mar) estão 4 pontos de diferença, sendo que 2 são os pontos que separam o Beira-Mar do Gil Vicente. O calendário do Beira-Mar não se avizinha fácil até ao final da temporada. Olhanense em casa na próxima semana num jogo de mata-mata entre aflitos onde a vitória é fulcral, Vitória de Guimarães fora naquele ambiente difícil com os vimaranenses a lutar pela europa, Gil Vicente em casa noutro jogo de aflitos que o Beira tem obrigatoriamente que vencer, Rio Ave fora com os vilacondenses também a lutar pela europa, Marítimo em casa com os madeirenses a lutar pela europa, Estoril fora com os estorilistas a jogar possivelmente o tudo ou nada pelo último lugar europeu e Sporting em casa na última partida do campeonato com a turma leonina também capaz de ter que vencer em Aveiro para ir à Europa. Ou seja, resumindo e concluíndo com dois jogos contra adversários directos onde os 6 pontos são o objectivo principal e mais 5 jogos para conseguir mais 5 pontos no mínimo visto que os 26 pontos que usualmente garantem matematicamente a manutenção não vão chegar este ano. Contudo, estou confiante que a rapaziada vai dar a volta por cima.

sexta e última nota: é a primeira vez em meses que escrevo um post sem bater no Majid. o seu a seu tempo.

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definitivamente

querem mandar o beira para a 2ª liga. vi o lance do alegado penalti do Paços vezes sem conta e não consigo perceber onde é que é penalti. o que eu vi e vejo é o jogador do Paços a agarrar ostensivamente o Jaime e a deixar-se cair, coisa típica das equipas portugueses quando estão em desvantagem nos últimos minutos. uma arbitragem muito caseira que ajudou o Paços ao longo da partida. vezes e vezes sem contas, os jogadores do Paços usaram de entradas duríssimas, provocações e simulações para desconcentrar os jogadores do beira-mar e assim chegar ao empate. em maior parte delas, o sr. Manuel Oliveira fechou os olhos e deixou passar.

o que me choca é o facto do beira-mar estar a ser roubado jornada após jornada (já na semana passada contra o Benfica foi vítima de roubo de catedral com o penalti que não foi assinalado pelo mão do Luisão) e nenhum elemento da direcção se insurgir publicamente contra esses roubos. estão a mandar-nos directamente para a 2ª liga e os dirigentes do beira-mar estão a agradecer o serviço.

p.s: de Paços de Ferreira, assim como do jogo contra o Benfica da semana passada fica uma imagem mais positiva da equipa. Costinha está de parabéns. é uma equipa com uma mentalidade muito diferente daquela que apresentava Ulisses Morais. mais ofensiva, mais lutador e com maior acerto defensivo. acredito que assim nos iremos manter de divisão. a ver vamos se já na próxima semana conseguimos sair da linha de água com uma vitória no EMA frente ao Nacional.

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muito obrigado

O Sérgio Loureiro, um beiramarista de gema, escreveu ontem na Bola e no Diário de Aveiro, que o presidente do Sport Club Beira-Mar António Regala terá reunido com o proprietário da SAD Majid Pishyar. Sobre o assunto escreveu o Sérgio de que a reunião poderá ter servido de contacto inicial para o clube comprar os 85% que o iraniano possui. Comunicado oficial da SAD vem negar esses rumores escritos pelo Sérgio. O que é certo em tudo isto é que o presidente colocou algumas questões ao iraniano, questões que serão respondidas num prazo de 15 dias. E eu sei quais foram essas questões, de fonte segura. Contudo, prefiro aguardar mais alguns dias para as revelar.

Eu me confesso. Nunca gostei de Majid Pishyar. Sempre me manifestei contra a constituição da SAD do Beira-Mar, tanto nos moldes pela qual foi criada, muito mais nos moldes em que a sua compra foi feita e por quem foi feita. Escrevi aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Desde que Majid Pishyar chegou a Aveiro que tenho sido confrontado com muitas críticas, algumas delas injustas, vindas de quem se maravilhou com este aparecimento messiânico vindo de quem chegou com outras intenções do que realmente investir no Beira-Mar. Aquando da célebre Assembleia-Geral do clube que aprovou a SAD (na presença do dito investidor) vários sócios me telefonaram, enviaram mensagens e aproveitaram alguns momentos pessoais para me criticar. Muitos chamaram-me velho do resto e outros impropérios que não vem ao caso. O tempo provou que eu tinha razão. Não só o investimento não apareceu como o clube não só não sofreu as melhorias necessárias para se manter sustentável quando mais apresentar uma projecção europeia, como prometia o Sr. Majid e os seus afilhados. Muito pelo contrário, a situação do clube deteriorou-se e muito desde Junho de 2011 e Majid Pishyar já lucrou e bem com o Beira-Mar. Esses mesmos sócios do clube, vieram um por um dizer-me: “João fomos enganados. Realmente tinhas razão.” – pois tinha caros amigos. E agora como é que encontramos solução para estes problemas? Meus caros amigos, a solução também se encontra nos meus escritos. Duvido é que haja alguém credível disposto a fazê-lo.

Isto não é um sinal de alarme, mas eu ainda sei de mais. Prefiro guardar os meus trunfos para a vitória final. A situação do clube é complexa e urge agir com rapidez. Faço uma crítica declarada e incentivo os sócios do clube a marcar uma AG com urgência. António Regala e seus pares e os sócios que autorizaram este negócio danoso para o clube (porque tem memória curta e já não se lembra de coisas como o negócio com a Inverfutbol) são os principais responsáveis pela situação à qual o clube chegou. Aos sócios, peço que tenham a coragem necessária para inverter o erro que cometeram. E a inversão desse mesmo erro começa exactamente pela demissão da actual direcção do Beira-Mar. É inadmissível que António Regala e seus pares, depois de terem caído na canção do bandido, venham agora, ao estilo de junta nacional de salvação, pedir batatinhas ao Majid. É uma atitude desonesta perante o clube, perante os seus sócios e perante os seus simpatizantes. Urge salvar o clube desta gente e esse passo tem que ser feito imediatamente.

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que injustiça

o benfica não jogou nada, nada, nadinha. teve um penalti ao qual não vou tecer considerações para não incorrer em falso juízo, aproveitou-o e teve mais duas situações na 2ª parte onde podia ter feito golo. de resto, limitou-se a ver o beira fazer o melhor jogo da época, jogo esse que peca pelo facto da equipa ter desperdiçado 5 (5!!) ocasiões flagrantes de golo. depois de ver o Nildo e o Rui Sampaio a correrem quilómetros, de ter visto o Hélder Lopes a agigantar-se ao Salvio em toda a partida e do Yazalde a dar o litro (infelizmente não é um matador) fico com a sensação que este beira-mar estava melhor classificado se tivesse um ponta-de-lança que metesse uns 7 ou 8 golos no campeonato. e esse ponta-de-lança não é Yazalde e tão pouco Abel Camará. Yazalde procura as linhas para ter bola e não é um finalizador. Camará é um avançado bom para jogar com um ponta-de-lança a sério ao lado: é forte fisicamente, ganha muitas bolas nos centrais, não é mau tecnicamente, chuta bem mas falta-lhe algum trabalho de posicionamento e desmarcação, que, a meu ver não é com a idade que possui que vai ser melhorado a tal.

o que me chateia não é a injustiça do resultado. o que me chateia é que os nossos rivais directos, como é o caso do Olhanense, do Moreirense e do Gil já foram buscar pontos nos jogos contra os grandes. nós não aproveitamos nadinha. em Alvalade podiamos ter ganho o jogo em 2 minutos e não o fizemos porque desperdiçamos uma grande penalidade e outro lance na cara de Rui Patrício. na luz, entrámos a ganhar e não suportámos a carga do Benfica, apesar de, nesse jogo, termos sido completamente roubados com aquele penalti duvidoso do Maxi Pereira que indiscutivelmente condicionou aquela partida. hoje, tivemos a bola a um metro da baliza e ninguém, por três ocasioões, conseguiu dar o toque final. não sei se é azar, se é destino. sei sim que em noites de granizo no Porto um dos nossos rivais directos foi buscar um ponto contra todas as espectativas e outros, em Moreira de Cónegos e Barcelos fizeram escorregar Sporting e Porto respectivamente.

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mais logo

o beira-mar não tem outra solução que não ganhar pontos ao Benfica. a coisa começa a estar apertada prós lados de Aveiro. com 15 pontos no último lugar, os mesmos do Moreirense (vai ao Marítimo não sendo expectável que saque pontos), a 2 do Olhanense (recebe amanhã o Braga em casa e caso tenha uma atitude semelhante aquela que teve com o Porto no Dragão talvez consiga sacar pontos) 4 do Gil (joga com o Nacional em casa e como tal é favorito à vitória) e a 5 da Académica (vai a Guimarães amanhã) começa a ser urgente modificar a posição classificativa e sair dos lugares incómodos. acima de tudo, o jogo contra o Benfica servirá para testar o actual momento anímico de uma equipa que não vence desde 15 de dezembro de 2012 (vitória em casa contra o Rio Ave por 3-1) e não pontua desde 3 de Fevereiro (empate com o Braga no EMA a 3 bolas). nas últimas 9 jornadas, o Beira somou apenas 5 pontos. pelo meio Ulisses deu lugar a Costinha e o cenário não poderia ser pior. desconfio muito de Costinha e das suas habilidades enquanto treinador.

ando a dizer isto a amigos e a escrever o mesmo no blog: tenho medo que o Beira caia na 2ª divisão. o histórico de Majid Pishyar enquanto proprietário do Admira Wacker e do Servette é o pilar desses medos. entrou de rompante, prometeu mundos e fundos e quando as coisas começaram a correr pró torto do ponto de vista desportivo abandonou o barco e deixou os ditos clubes ao deus-dará. eu e mais uns quantos beiramaristas sérios avisamos os sócios da situação e todos, movidos pela euforia do açucar do iraniano aquando da sua chegada consideraram-nos loucos. foram os sócios do Beira-Mar que permitiram esta situação. se o Admira Wacker é uma equipa de ambições limitadíssimas dentro do panorama do futebol austríaco e o Servette aquando da saída do Iraniano (com um passivo a rondar os 15 milhões de euros) foi amparado por um investidor local e pela câmara de Servette, a situação financeira do Beira-Mar, ao tanto que sei, é diferente das equipas que acima citei. o passivo do clube ronda os 6 milhões de euros, há definitivamente salários em atraso e o Beira-Mar não dispõe de qualquer património próprio. Majid Pishyar detém 85% do capital da SAD aveirense, totalizada no valor de 850 mil euros. qualquer investidor que queira neste momento comprar a parte detida pelo iraniano, para tornar o clube sustentável terá que desenbolsar um valor perto dos 10 milhões de euros: 850 mil euros para comprar os 85% da SAD, 3\4 milhões para sanear passivo urgente, 3\4 milhões para poder investir num plantel que permita ao clube a almejada sustentabilidade. não existe a meu ver, ninguém na região capaz de aplicar tal soma no Beira-Mar nem tão pouco mais ou menos. e o busílis da questão reside nesse ponto: se o clube histórico de uma região cair na 2ª liga, com as debilidades financeiras que apresenta, com a diminuição de receitas entre as ligas na ordem dos 80%, com as dificuldades que o clube apresenta em mobilizar pessoas para o estádio, temo o pior e pior cenário será algo parecido com o que aconteceu com a União de Leiria mas para pior. temo que o Beira-Mar entre em insolvência e ao contrário do clube Leiriense não consiga sequer posicionar-se na 2ª divisão B. temo portanto que caia aos distritais e isso será uma vergonha.

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o submarino amarelo

submarino amarelo

O submarino amarelo lá foi a Alvalade fazer o jogo que lhe competia. Taco-a-taco, sem medo do adversário, a jogar o jogo pelo jogo e com um futebol flanqueado q.b. Uma primeira parte onde o Beira-Mar foi dominador e ganhou muitas faltas nas duas alas. A exibição pecou apenas por 2 erros defensivos que ditaram um golo e um penalty e por um outro lance em que a defesa ficou a dormir e viu Carrillo desperdiçar na cara de Rui Rego. Nildo fez uma partida incrível: a servir de tampão no miolo e a distribuir bem o jogo. Sofreu muitas faltas. Jaime faz penalty indiscutível, mas o penalty e a expulsão não tiram o sabor de uma exibição onde o central dominou por completo Ricky Van Wolfswinkel. Fica também na retina o penalty falhado e a ocasião de golo desperdiçada 2 minutos depois. O Beira-Mar poderia ter saído de Alvalade com mais do que a derrota.

ironia: Primeira vez em que os irmãos Lopes se defrontaram em jogos oficiais a contar para a Liga. Miguel pelo Sporting, Nuno pelo Beira-Mar. E digo-vos que este Nuno Lopes parece-me merecer voos mais altos.

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E na defesa não passa nada

Resolve tudo à cabeçada

É o Tonel, É o Tonel, É o Tonel

Tonel

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daqui a 2 meses está a despedi-lo

“Após o devastador empate com o V. Guimarães, tivemos uma longa conversa e trocámos algumas palavras de sabedoria. O mister Morais é um bom líder e uma pessoa que nos tirou de uma situação difícil na última época, por isso tenho a certeza de que ele pode lidar com a pressão que sentiu nas últimas semanas. Confio na sua liderança e ele deve estar apenas focado em desenvolver a nossa jovem equipa. Nunca deixarei que nada interfira no seu trabalho” – Majid Pishyar, accionista maioritário da SAD do Beira-Mar (?) aos microfones da Rádio Terranova.

Gosto do termo sabedoria. Está bem enquadrado na frase. Com as facilidades de infraestrutura e organização directiva que o sábio Ulisses possui, é impossível fazer melhor. Digo eu.

“Nunca deixarei que nada interfira no seu trabalho” – fala como se estivesse presente em todos os treinos, em todos os jogos. Quase faltou dizer “até que a morte nos separe”, ou “até que 5 derrotas seguidas me façam perder a paciência e me levem a despedi-lo” ou até “até que haja uma descida de divisão”. Um pouco de presunção e água benta…

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Seja solidário

beira solidario

E no campo, a vitória em Barcelos contra o Gil Vicente é um balão de oxigénio. Sobe o Beira-Mar do último lugar para o 13º e atira provisoriamente a Académica para debaixo da linha-de-água.

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assim é para descer

o beira-mar dá um banho de bola no guimarães, domina o jogo por completo, cria meia dúzia de oportunidades de golo, sendo que algumas delas foram de 4×3 e 3×2, consegue falhar perdidas inacreditáveis como foram as de Rafael Batatinha (isolado) na 1ª parte e Serginho na 2ª (tudo bem feito e depois faz-me um passe daquelas para o guarda-redes) e sofre-me 2 golos que são absolutamente inenarráveis: o primeiro, um frango nada habitual no Rui Rego e o segundo, no último minuto, com a defesa a ver passar a banda convencida que já tinha os 3 pontos na mão.

o que eu vejo e o que o meu amigo Pedro Nuno também vê é um clube que não consegue ganhar com regularidade fora (em 5 jogos apenas foi buscar 3 pontos à Choupana) e que em casa desperdiça ocasiões perfeitas para sair do lugar em que está. e vemos a concorrência a sacar pontos em casa dos grandes. assim não vamos ficar.

nota final: foi a primeira vez que vi o Batatinha jogar. para quem veio da 3ª divisão, digamos que o homem habilidoso é. rápido nem por isso.

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vercauterens desta vida e afiliados

há uns dias atrás escrevia aqui que já via o sporting a custo, cheio de ciática, movido por uma fé inabalável.

todo o jogo mudou. ontem tentei ver o sporting mas acabei os 90 minutos sem ter visto nada do jogo porque estive mais preocupado em explicar a um político local em que consistia de facto a nossa dívida. de vez em quando lá espiava a televisão, mas as imagens que vinham de setúbal feriam-me os olhos.

nem os vercauterens desta vida mudam o fado de um triste clube. ao menos vercauteren já assumiu um discurso humilde de que demorará 2 meses a colocar a equipa a jogar à bola. talvez ainda não lhe tenham contado que 8 meses depois será posto na rua. continuo a interrogar-me de que é que está à espera o presidente para se por a andar.

já estavamos habituados (nós os sportinguistas) a chegar à 9ª jornada completamente arredados do título. nem nas minhas melhores previsões poderia imaginar que chegamos a essa mesma jornada a 1 ponto da linha de água, eliminados da Taça e praticamente eliminados das competições europeias. mau demais para uma equipa que nos últimos 2 anos gastou quase 40 milhões de euros em contratações e cujo orçamento previsto para a época são precisamente 40 milhões de euros.

no final do jogo, as declarações do Belga foram elucidativas de que a estrutura do plantel terá que sofrer um abanão forte: “Estou satisfeito com a reação e qualidade de alguns jogadores, mas desapontado com a qualidade de outros. Não preciso dizer nomes, eles sabem se jogaram bem ou não. Cabe-lhes a eles tentarem reagir e aos que não jogam tentarem ganhar o lugar. Se não digo os nomes? Nunca! Eles nem sabem. Quando ganhamos ganhamos todos, quando perdemos passa-se o mesmo. Mas temos de aprender com os erros. É com estes que nos tornamos melhor” – eu digo os nomes. chamam-se Cedric, Rojo, Insúa, Elias, Ricky Van Wolfswinkel, Izmailov. dos que não jogaram em Setúbal, junta-se a esta lista um Capel (a anos luz do ano passado), um Carrillo (pelos vistos anda mais interessado em embebedar-se no Bairro Alto do que em ser jogador de futebol) um Bouhlarouz (não sei para que é foram buscar este empecilho; nunca vi uma equipa onde Bouhlarouz tenha actuado com consistência a ser sucedida) um Pereirinha (outra inutilidade) um Gelson (aquele indivíduo que quer fazer tudo no meio campo e acaba por nem saber onde se posicionar) e um Pranjic (veio passear-se e ganhar dinheiro para Lisboa?).

menos tristezas, mais alegrias.

o meu beira-mar está a um ponto de sporting. se em 7 jogos só tinha 3 pontos resultantes de 3 empates, na Madeira, num terreno onde teoricamente seria impossível sacar um ponto ao Nacional, Ulisses Morais conseguiu mais um balão de oxigénio com uma estrondosa vitória. com 1-o (golo de Balboa) pensava eu cá para os meus botões enquanto ouvia o relato da Terranova que assinava aquele resultado por baixo. o são gonçalinho (não confundir com o autocarro do clube que esteve perto de ser penhorado por um antigo técnico da formação do clube) saiu do bairro da Beira-Mar directamente para a Choupana e abençoou-nos com uma estrondosa vitória por 4-2.

no entanto, os 6 pontos do Beira-Mar em 8 jogos revelam algo que começa a ser óbvio: a farsa de Majid Pishyar (SIM, A FARSA DA QUAL JÁ ESCREVI AQUI, AQUI, AQUI e AQUI), farsa que levou muitos sócios do clube a criticar-me  (porque acreditavam mesmo que o iraniano vinha com boas intenções) está a chegar ao fim. Não sei se se lembram do que aconteceu ao Servette de Genebra quando este mesmo senhor prometeu mundos e fundos e ao Admira Wacker da Áustria, clube do qual foi proprietário este charlatão dos tempos modernos antes do Servette. Faliram os dois e Pishyar deixou um reino de dívidas aos que se seguiram. Parece que o guião está a ser re-escrito novamente em Aveiro. Só não abre os olhos quem quer.

menos tristezas, mais alegrias.

Em Firenze, O GIGANTE ACORDOU!

Vincenzo Montella põe o meu grande amor a jogar a um nível excitante! O 3x5x2 de Montella é absolutamente fantástico: começa num seguríssimo Emiliano Viviano, continua na defesa com alas de classe mundial (Juan Guillermo Quadrado e Manuel Pasquale; diga-se que os dois deixam a pele em campo se assim for preciso) e com 3 centrais que parecem autênticas rochas (Gonzalo, Tomovic, Facundo Roncaglia; este último tem uma capacidade de sair a jogar e incorporar-se no ataque descomunal), continua no meio com os relógios de precisão Borja Valero (não falha um passe) e David Pizarro e termina no ataque com o futebol açucarado de Matias Fernandes (desde que saiu do Sporting está a jogar 3 vezes melhor do que aquilo que cá jogava) e Adem Ljajic (outro que anda a jogar uma barbaridade depois daquele célebre momento em que levou um soco do Delio Rossi)

mais

Acontece porém que o mágico agora tem ao seu lado o “regressado do mundo dos mortos”

50º golo na Série A pela camisola da Fiorentina. Aos 35 anos, Luca Toni tem sido a peça chave que faltava num ataque cujos dissabores foram notórios Parma e no Artémio Franchi contra a Juventus. Se a Viola é agora 4ª com 21 pontos, caso não se tivesse deixado empatar nos últimos minutos em Parma e caso tivesse concretizado em golos o banho de bola que deu na Vecchia Signora em Firenze, seria agora 3ª a apenas 3 pontos do 1º lugar.

Recordo para os mais desatentos que o plantel de Montella é um plantel que está quase todo ele a jogar junto pela primeira vez. Foram 17 as caras novas que chegaram esta temporada ao Artémio Franchi . Isto para não falar que alguns jogadores preponderantes do plantel estão lesionados ou regressaram recentemente à competição. Falo de Stefan Savic, Juan Vargas, El Hamdaoui ou Alberto Aquilani. Para a semana, estou curioso para ver o quanto esta equipa pode subir na Serie A. A Fiorentina joga em San Siro contra um Milan que está em crescendo e que conta com um puto maravilha chamado Stephen El-Shaarawy, menino cujas dúvidas que tinha dissiparam-se rapidamente: é jogador e será o maior da próxima década do futebol italiano.

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já existiram dias

em que um futebol de chutão para a frente valia vitórias no estádio do dragão.

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porque o beira-mar e o porto

fazem com que haja uma história pessoal engraçada.

há um surdo mudo em Águeda que costuma frequentar o café onde me encontro com a malta. num certo dia, o porto jogava em aveiro e o dito, sabendo que sou sportinguista e beiramarista, entrou no café e viu-me com um cachecol do beira aos ombros, prontinho para ir ver a partida. o homem tem aquela mania portista de exibir o casaco oficial do clube e num dos braços tem tatuado um enorme dragão. naquele dia deu para embirrar comigo e começou a fazer-me sinal com o polegar para baixo. eu respondi-lhe com um 5 de mão indicando-lhe o número de golos que o porto ia apanhar no jogo. ele ficou a fitar-me durante minutos. chegado ao estádio horas mais tarde, não é que tenho o azar do homem chegar ao mesmo tempo que eu. já exibia o seu cachecol do porto à entrada dos torniquetes. fiz-lhe um sinal de que o porto iria ser “enrabado” em aveiro ao qual ele respondeu com um pirete. e lá entramos, cada um para o seu sector. o porto ganha com um penalty muito duvidoso num lance entre o Hulk e o Hugo. e o homem lá entra no café no dia seguinte com um ar triunfante de braços no ar apontados a mim. faço-lhe o sinal de roubo. e ele, no maior do fairplay (coisa que acho bonita no futebol) aplaude e por mimica assinala que tenho razão. ficamos amigos. não consigo compreender metade do que ele tenta dizer pelos seus lábios mas o aperto de mão sempre que entro no café vale pelo respeito.

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bom dia

O Beira-Mar joga hoje no Estádio do Dragão contra o Porto. Prevêem-se aguaceiros.

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pesadelo

Tudo apontava para uma noite de gala. O nosso pior inimigo era completamente esmagado em Aveiro. Duelo de claques na mesma bancada, na noite em que a SAD Beiramarista (com o proprietário na bancada) decidiu fechar os topos do estádio, retirando o lugar habitual da sua claque. Tudo indicava o melhor. Aos 7″ João Real castigava um Nildo esforçado com uma entrada por trás e o Beira inaugurava de penalty por Balboa. O 2º estava mais próximo que o primeiro dos coimbrinhas. Marinho era a única sombra que pontuava do lado de lá ao bonito futebol dos aveirenses. Abel Camara haveria de chutar de longe e ser feliz. Golo de carreira so far, golo para mostrar seguramente numa retrospectiva da época quando esta terminar. Intervalo. Balboa abre a 2ª parte com uma bola na barra que merecia ser muito mais do que uma bola na barra. O Beira-Mar jogava um futebol rectilineo, bastante flanqueado, os laterais subiam com confiança no terreno. Na defesa, Sasso e Hugo permitiam poucas veleidades a homens como Cissé ou Afonso. 3-0. Era o fim, pensava. Não poderia pedir melhor aos 56″. Eram os tais 5 que pedia para o arranque da época.

E tudo mudou em 12 minutos. Inacreditável. Infantilidade. Como é Ulisses?

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