Category Archives: Ambiente

Rio + 20, Kyoto, fracasso.

O caso do degelo gronelandês. Estamos no bom caminho para a auto-destruição da civilização.

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Reciclar para Medicar

A Saúde em Português, Organização Não-Governamental sediada em Coimbra cujos objectivos podereis ver clicando em cima do link, está a levar a cabo uma campanha chamada “Reciclar para Medicar”. Trata-se portanto de uma campanha de cariz humanitário que consiste na recolha de tampinhas de plástico (água, iogurtes, leite, detergentes) para arranjar fundos para criar uma estrutura de armazenamento / acondicionamento destinada a Banco do Medicamento.

Assim, todos os interessados deverão guardar as tampas que conseguirem e entregá-las na sede da Saúde em Português, na Avenida Elísio de Moura nº417, 1º E, em Coimbra, ou nos postos de recolha delineados sendo os seguintes:

– Café com Arte (Avenida Elísio de Moura)
– Pastelaria Zizânia (Avenida Dias da Silva)
– Café Montes Claros (Rua António José de Almeida, junto à Residência Universitária)
– Café Metropolis
– Restaurante Azucar
– Bar ChillOut (GÓIS)

Toca a ajudar quem necessita!

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Projecto Por um Objectivo

Os Objectivos do Milénio (ODM) tem sido um dos objectivos mais descurados pelos Estados Mundiais nas últimas décadas.

Em 2000, altos dirigentes de 189 Estados reconhecidos pela ONU reuniram-se na Cimeira do Milénio para reafirmar as suas obrigações com ” todas as pessoas do mundo, especialmente as mais vulneráveis e, em particular, as crianças
do mundo a quem pertence o futuro.”

Comprometeram-se então a atingir um conjunto de objectivos específicos, os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, que irão guiar os seus esforços colectivos nos próximos anos no que diz respeito ao combate à pobreza e ao desenvolvimento sustentável.

Comprometeram-se então a:

1. Erradicar a pobreza extrema e a fome
1.1 Reduzir para metade a percentagem de pessoas cujo rendimento é inferior a 1 dólar por dia.
1.2 Reduzir para metade a percentagem da população que sofre de fome.

2. Alcançar o ensino primário universal
2.1 Garantir que todos os rapazes e raparigas terminem o ciclo completo do ensino primário.

3. Promover a igualdade de género e a autonomização da mulher
3.1 Eliminar as disparidades de género no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis, até 2015.

4. Reduzir a mortalidade infantil
4.1 Reduzir em dois terços a taxa de mortalidade de menores de cinco anos.

5. Melhorar a saúde materna
5.1 Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna.

6. Combater o vírus VIH, a malária e outras doenças mortais
6.1 Deter e começar a reduzir a propagação do VIH/SIDA.
6.2 Deter e começar a reduzir a incidência de malária e outras doenças graves.

7. Garantir a sustentabilidade ambiental
7.1 Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais; inverter a actual tendência para a perda de recursos ambientais.
7.2 Reduzir para metade a percentagem da população sem acesso permanente a água potável.
7.3 Melhorar consideravelmente a vida de pelo menos 100 000 habitantes de bairros degradados, até 2020.

8. Criar uma parceria global para o desenvolvimento
8.1 Continuar a desenvolver um sistema comercial e financeiro multilateral aberto, baseado em regras, previsível e não discriminatório. Inclui um compromisso em relação a uma boa governação, ao desenvolvimento e à redução da pobreza, tanto a nível nacional como internacional.
8.2 Satisfazer as necessidades especiais dos países menos avançados. Inclui o acesso a um regime isento de direitos e não sujeito a quotas para as exportações dos países menos avançados, um programa melhorado de redução da dívida dos países muito endividados, o cancelamento da dívida bilateral oficial e a concessão de
uma ajuda pública ao desenvolvimento mais generosa aos países empenhados em reduzir a pobreza.
8.3 Satisfazer as necessidades especiais dos países em desenvolvimento sem litoral e dos pequenos estados insulares.
8.4 Tratar de uma maneira global os problemas da dívida dos países em desenvolvimento através de medidas
nacionais e internacionais, a fim de tornar a sua dívida sustentável a alongo prazo.
8.5 Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e aplicar estratégias que proporcionem aos jovens um trabalho digno e produtivo.
8.6 Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar acesso a medicamentos essenciais, a preços acessíveis, nos países em desenvolvimento.
8.7 Em cooperação com o sector privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em particular os das tecnologias da informação e comunicação.

Para tais efeitos, os Estados obrigaram-se até 2015 a ceder uma verba correspondente a 0,7% para projectos que pudessem cumprir os objectivos enunciados.

O grande celeuma dos ODM reside no facto de até hoje maior parte dos Estados signatários não terem alcançado essa meta. De todos os Estados signatários, apenas a Noruega, Suécia, Dinamarca, Holanda e Bélgica e Luxemburgo estão no bom caminho e tem cedido 0,7% do seu PIB. Portugal tem oscilado na ajuda na casa dos 0,3%, tendo contribuído com 0,29% do seu PIB no ano civil de 2010.

– O que resulta que 1200 milhões de pessoas vivam em todo o mundo com menos de 1 dólar por dia e aproximadamente 3000 milhões vivam com menos de 3.
– 50% da população mundial continua sem acesso a água potável e saneamento básico. 35% continua sem acesso à educação básica e cerca de 30% não tem acesso a uma vida que se coadune com os princípios básicos da dignidade humana.
– Doenças como a SIDA, malária e tuberculose não param de crescer. As duas primeiras continuam a ser um autêntico flagelo nos países sub-desenvolvidos dos continentes Africano, Americano e Asiático.

Segundo estimativa feita pelas Nações Unidas através da UNICEF, Banco Mundial e Organização Mundial de Saúde, para se alcançarem os objectivos ODM serão necessários 50 mil milhões de dólares anuais, ou seja, os 189 Estados signatários deverão ter que desenbolsar o dobro daquilo que ajudaram nos anos 2009 e 2010.

Mais dados índices e explicações relacionadas com os ODM podem ser vistas aqui.

Para obrigar o Estado Português a arcar com as suas obrigações, algumas ONG´s lusas juntaram-se numa plataforma comum com a designação de Por Um Objectivo.

Os objectivos e iniciativas da plataforma assim como as candidaturas a voluntariado podem ser vistas e preenchidas aqui.

É preciso dar a voz por esse objectivo. 8 bandasartistas portugueses deram a voz por esse objectivo e lançaram um CD que não só visa pressionar ainda mais o Estado Português a cumprir as suas obrigações perante o Objectivo do Milénio como servirá para alertar a juventude à vontade de mudança do actual panorama.

A plataforma está sempre aberta a voluntários para as mais diferentes tarefas.

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Sobre o programa de governo

Em linhas gerais:

– Concordo com a suspensão do TGV LisboaMadrid. Afinal de contas não é necessária. Se por um lado poderia ser uma obra que gerasse algum emprego, é uma despesa inútil para o Estado Português. Talvez seja mais necessário para a competitividade internacional do nosso país uma melhor ligação à europa através do eixo de Irún.

Já quanto a um novo aeroporto, creio que existiria maior viabilidade em aproveitar aeroportos secundários existentes no nosso país como o caso de Monte Real e Beja.

– A privatização da TAP deixa a desejar, assim como a dos CTT. Nos moldes pensados pela coligação governamental não vão causar grandes diferenças à actualidade. Já a privatização da RTP é quadro bastante interessante assim como a liberalização do sector das comunicações, onde a competitividade será excelente para acabar com os oligopolios dominantes e assim promover serviços de maior qualidade ao menor custo possível ao utilizador.

– Nas energias renováveis assume-se a necessidade de fomentar as potencialidades do nosso país, mas de ora não existem medidas concretas que incentivem os cidadãos e as empresas a adquirir equipamentos de energias não-renováveis. Os benefícios fiscais garantidos pela aquisição não são actualmente satisfatórios.

– Ao nível da laboração das empresas de trabalho temporário não existem mudanças significativas. Promete-se a criação de mais emprego para jovens licenciados mas não se designa em que regime. Promete-se a inclusão social dos desempregados com mais de 55 anos através de um programa de reciclagem de qualificações e aprendizagem mas não se designa em que regime deverá acontecer a contratação. No entanto saúdam-se esforços para as políticas sociais de activação de desempregados dessas camadas etárias.

– Quanto ao subsídio de desemprego, mantem-se praticamente as notas do Memorando de Entendimento.

– Quanto ao arrendamento, a reavaliação das rendas (com benefício das camadas sociais mais desfavorecidas) não vai de encontro às mesmas, sabendo que uma das recomendações feitas pela Troika foi exactamente fomentar o arrendamento em vez da compra de casa de modo a evitar o endividamento excessivo das famílias.

– Ao nível da agricultura, o Estado quer fomentar a inclusão de jovens no processo agrícola mas não lhes destina mais do que um apoio ao nível de garante de terras que estão abandonadas ao cultivo.

– Ao nível da Administração Pública saúdam-se a extinção e fusão de organismos ineficientes ou cuja actividade é inexistente e a austeridade no uso de recursos públicos como viaturas e acabar-se-ão privilégios injustificados. 

– Ao nível económico financeiro, mais ajuda às Pequenas e Médias Empresas, a Venda do BPN até final do próximo mês (facto que considero quase impossível) possível aumento imediato do IVA em contraposição à redução da Taxa Social única, redução dos benefícios fiscais e consequentemente, mais diminuição do poder de compra dos cidadãos.

Está bem presente no programa governamental uma política destinada a promover aquilo que é resultado da nossa produção e que em caso de sucesso pode promover o sustento das actividades económicas existentes e a promoção de mais emprego.

Também existe responsabilização aos Ministérios que ultrapassarem os limites financeiros impostos pelo Orçamento de Estado e pela sua execução e prometem-se penalizações na execução seguinte.

– Nos Transportes públicos promete-se reavaliar as tarifas e modos de administração das empresas públicas como a TAP, a Metro Lisboa e a Carris, mas no entanto não existem medidas activas destinadas a responsabilizar gestores públicos por má-gestão e pelos prejuízos e desvios de fundos causados nessas empresas, casos da Metro e dos SMTUC em Coimbra.

– Na Educação, os Exames nacionais deixarão de ser feitos nos Ministérios.

– Na Solidariedade e Segurança Social, as pensões mínimas serão aumentadas anualmente ao nível da inflacção, medida que considero escassa. Creio que ao nível das reformas e pensões ninguém deveria receber menos que um ordenado mínimo nacional.


O programa governativo pode ser lido na íntegra aqui

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World Naked Bike Ride (Lisboa)

Cerca de 200 portugueses pedalaram hoje em Lisboa na primeira edição da World Naked Bike Ride na capital Portuguesa.  (Notícia JN)

Basicamente, a World Naked Bike Ride é um movimento cívico à escala mundial cujo objectivo passa em fazer eventos públicos de cicloturismo (em que os participantes vão nusno caso Português em trajes menores) para alertar a sociedade para o uso da bicicleta como meio de transporte alternativo nas grandes cidades.

E fazem muito bem. O que a malta gosta é de andar de bicicleta, montar as éguas, motocrosse, sexo livre e futebol de ataque.

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O Acordo PSD-CDSPP

Fica em registo:

ACORDO POLÍTICO DE COLABORAÇÃO ENTRE O PSD E O CDS/PP PARA O ESTABELECIMENTO DE UM PROJECTO POLÍTICO DE LEGISLATURA

Portugal está hoje confrontado com uma situação extremamente delicada, caracterizada por uma profunda debilidade económico-financeira que nos obrigou a recorrer, pela primeira vez em mais de três décadas, à ajuda externa. Uma debilidade económico-financeira que se projecta, de forma dramática, na degradação das condições de vida da generalidade dos Portugueses e que está inclusive a pôr em causa o desempenho, pelo Estado, das suas responsabilidades indelegáveis de protecção dos mais desfavorecidos e daqueles que se encontram numa situação de maior debilidade, bem como a promoção da igualdade de oportunidades e da mobilidade social.

As eleições legislativas do passado dia 5 de Junho representaram, porém, o surgimento de um novo horizonte de esperança. Porque deram nota, clara e inequívoca, da vontade dos nossos compatriotas de não se resignarem. Porque os seus resultados traduzem um claro desejo de mudança. E, sobretudo, porque tornaram patente que existem soluções, credíveis e claras, para retirar o País do actual estado de coisas e para o recolocar na senda do progresso e do desenvolvimento.

Enquanto representantes e intérpretes privilegiados da vontade popular, constitui dever de responsabilidade dos responsáveis políticos – de todos eles – retirar as indispensáveis ilações da vontade popular então expressa.

E fazê-lo com sentido de responsabilidade e tendo em mente o objectivo primeiro para cuja realização lhes compete trabalhar: a defesa do interesse de Portugal e dos Portugueses.

Os desafios com que estamos confrontados são complexos e pesados. E os tempos que vivemos são, por isso mesmo, de exigência e de responsabilidade. Porque, mais do que mudar de políticas, o que está em causa é mudar o próprio modelo de desenvolvimento económico e social do País.

É possível, e é necessário, governar de forma diferente e, sobretudo, governar melhor. Para o conseguir, porém, é indispensável delinear uma solução política que não se traduza num mero arranjo de conveniência, preocupado apenas com a ocupação de lugares no poder, mas que seja tradução de um projecto coerente para mudar Portugal, para melhorar, de modo sustentado, as condições de vida dos nossos compatriotas e para voltar a colocar Portugal numa rota de convergência com os nossos parceiros europeus, de cooperação estreita com os Países de Língua Oficial Portuguesa e de renovado prestígio na comunidade internacional.

Assim, o PSD e o CDS/PP:

– Atenta a absoluta necessidade de dotar o País de um Executivo que assegure, com coerência e estabilidade, a condução dos assuntos da governação pelo período da XII Legislatura da Assembleia da República;

– Fiéis aos valores que os orientam, nomeadamente a preocupação central com a pessoa humana e a sua dignidade, aos princípios que definem a identidade de cada partido e ao percurso histórico que os caracteriza;

– Interpretando os resultados das eleições legislativas de 5 de Junho de 2011, das quais resultou uma maioria parlamentar dos dois partidos, correspondendo a uma maioria social de votantes superior a 50%;

– Tendo em conta o apelo, feito pelo Senhor Presidente da República, para que seja encontrada, no novo quadro parlamentar, uma solução governativa que disponha de apoio maioritário e consistente, subscrevem o presente Acordo Político de Colaboração para o Estabelecimento de um Projecto Político de Legislatura, que se consubstancia nas seguintes regras:

I

FORMAÇÃO E ORIENTAÇÃO PROGRAMÁTICA DO GOVERNO

1. O PSD e o CDS/PP reconhecem a absoluta necessidade de dotar Portugal de um Governo maioritário de coligação, condição primeira para fazer sair o País da crise actual e para criar as condições indispensáveis ao cumprimento dos compromissos estabelecidos com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.
2. Para tal efeito, será constituído um Governo de coligação entre os dois partidos, sob a liderança do Presidente da Comissão Política Nacional do PSD e Primeiro-Ministro indigitado, Dr. Pedro Passos Coelho, ao qual cabe, nos termos constitucionais, a responsabilidade pela constituição do Governo.

3. Embora sustentado no apoio parlamentar dos dois partidos subscritores, o Governo terá a preocupação de alargar a sua base de apoio, para isso estabelecendo o indispensável diálogo com personalidades, organizações e instituições da sociedade civil, que se revejam no propósito de mudança que aquele visa protagonizar.

4. A criação das condições de confiança, tanto junto dos portugueses como dos nossos parceiros internacionais, requer absolutamente que o nosso País tenha um Governo de Legislatura. Nessa medida, o PSD e o CDS/PP comprometem-se, através das respectivas direcções políticas e dos seus órgãos próprios, a empreender todos os esforços com vista a garantir a estabilidade e a continuidade desse Governo.

5. O Governo de coligação terá como preocupação fundamental da sua actuação ao longo da legislatura a realização dos seguintes objectivos:

a. Gerir e resolver a grave situação financeira, assumindo os custos e as condicionantes inerentes. Para o efeito, o Governo compromete-se com a execução de um Plano de Estabilização Financeira e de um Plano de Emergência Social que proteja os mais vulneráveis, bem como com o cumprimento dos termos do Memorando de Políticas Económicas e Financeiras acordado entre o Governo Português, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Queremos reconstruir a confiança da comunidade internacional em Portugal e acautelar o prestígio do nosso país no processo de construção europeia e no quadro da Lusofonia;

b. Criar condições para acelerar a retoma do crescimento económico e a geração de emprego, com vista à melhoria das condições de vida dos cidadãos, apostando na valorização do trabalho e repondo a mobilidade social, especialmente para os mais jovens. O Governo promoverá o aumento da produtividade e da competitividade como via para o crescimento económico sustentado e para a criação de emprego, tornando-se um factor de segurança para os Portugueses.

c. Garantir o Estado Social através da criação de condições para a sua sustentabilidade económica, financeira e inter-geracional, evitando a exclusão social, assegurando uma mais justa repartição dos sacrifícios, mediante uma ética social na austeridade que proteja em particular os grupos mais frágeis da sociedade, nomeadamente os pensionistas com pensões mais degradadas.

d. Iniciar as transformações estruturais necessárias para um crescimento sustentável a todos os níveis: travar e reduzir o endividamento do Estado e diminuir a sua despesa, nomeadamente através da redução de estruturas e dirigentes em todos os níveis do Estado e do seu sector empresarial; assegurar o reforço da independência e da autoridade do Estado, garantindo a não partidarização das estruturas e empresas da Administração e assegurando uma cultura de mérito, excelência e rigor em todas, com enfoque na qualidade dos serviços prestados ao cidadão.

e. Abrir um novo horizonte de futuro à juventude, preparando-a para a empregabilidade e a competitividade na nova sociedade do conhecimento, actuando sobre a qualidade e a exigência do sistema de ensino com promoção do mérito, do esforço e da avaliação; e desenvolvendo a ciência, a tecnologia, a inovação, o ensino técnico-profissional e a formação contínua no mundo empresarial.

. Aumentar a poupança, reduzir o endividamento externo, exportar mais e melhor e depender menos das importações, através de políticas adequadas de ajustamento macroeconómico e reforçando a inovação, o empreendedorismo, a acção externa coerente e uma nova política energética. Acreditamos no papel insubstituível da iniciativa privada, pelo que daremos atenção especial às PME e adoptaremos políticas que contribuam para o aumento da sua produtividade e competitividade. O Governo valorizará os novos sectores estratégicos, designadamente os que têm maior impacto nos bens transaccionáveis, dando a devida prioridade à agricultura e florestas, à economia do mar e das pescas, ao turismo e à cultura, promovendo uma política de proteção ambiental e um desenvolvimento sustentado do território, sem descurar todos os restantes sectores que contribuam para o aumento da capacidade exportadora, que será crítica no curto e médio prazo para a criação de postos de trabalho e para o aumento do rendimento.
g. Remover bloqueios e constrangimentos à recuperação económica, com especial destaque para as seguintes reformas: da concorrência e dos respectivos reguladores; do mercado de trabalho, viabilizando a empregabilidade e a contratação; do mercado de arrendamento, promovendo a mobilidade, a reabilitação urbana e a diminuição do endividamento das famílias; do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança; da Segurança Social, garantindo a sua sustentabilidade, a solidariedade inter-geracional e a progressiva liberdade de escolha, nomeadamente dos mais jovens.

h. Reformar a justiça, tendo em vista a obtenção de decisões mais rápidas e com qualidade, tornando-a num estímulo ao desenvolvimento económico e ao investimento. Será prioridade do próximo Governo a recuperação da credibilidade, eficácia e responsabilização do sistema judicial e o combate à corrupção.

i. Promover o desenvolvimento humano e social, qualificando os portugueses para a era da globalização onde o conhecimento terá uma importância acrescida. O Governo defenderá a humanização da prestação de cuidados de saúde e a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. O Governo reconhece a importância da economia social e pugnará pela máxima utilização da capacidade instalada, nomeadamente nos sectores da educação, saúde e solidariedade.

j. Garantir a condição primeira do exercício da liberdade, que é a segurança dos cidadãos, nomeadamente através do reforço da motivação das forças de segurança e da sua eficácia operacional.

6. A realização desses objectivos centrais será feita em obediência às orientações traçadas no “Acordo relativo às Bases Programáticas do Governo de Coligação”.

7. Os partidos signatários assumem, desde já, que o acordo referido no ponto anterior constituirá o fundamento do programa do Governo a apresentar à Assembleia da República.

II

COLABORAÇÃO NO PLANO PARLAMENTAR

1. Por forma a garantir, permanentemente, a coerência e a estabilidade do projecto político que o Governo de coligação corporiza, o PSD e o CDS/PP, no respeito pela identidade própria de cada um, assumem o princípio de colaboração activa no apoio, em sede parlamentar, à sua actuação, seja no que toca às orientações estratégicas por ele delineadas, seja no que respeita às medidas concretas por ele propostas.

2. Para isso, os partidos signatários comprometem-se a acordar previamente e votar solidariamente, em sede parlamentar, designadamente, as seguintes questões:

a. Programa do Governo;

b. Moções de confiança e de censura;

c. Orçamentos, grandes opções do plano e iniciativas de suporte ao Programa de Estabilidade e Crescimento;

d. Medidas de concretização dos compromissos constantes dos entendimentos celebrados com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional;

e. Propostas de lei oriundas do Governo;

f. Actos parlamentares que requeiram maioria absoluta ou qualificada, incluindo projectos de revisão constitucional;
g. Propostas de referendo nacional;

h. Eleições dos órgãos internos da Assembleia da República, com excepção da do Presidente da Assembleia, em que os Partidos têm compromissos prévios, ou dos órgãos a ela externos em que deva fazer representar-se, assegurando uma adequada representação de ambos.

3. A listagem prevista no ponto anterior é exemplificativa, devendo a concertação entre ambos os partidos estender-se a outras matérias ou questões, sempre que tal for considerado conveniente, após consultas prévias entre as direcções dos respectivos Grupos Parlamentares.

4. No âmbito da actuação parlamentar, o PSD e o CDS/PP comprometem-se ainda a:

a. Garantir a informação e consulta prévias em todas as iniciativas legislativas da responsabilidade de qualquer dos partidos;

b. Apresentar, em termos e prazos a definir, um projecto conjunto de revisão constitucional, sem prejuízo da existência de ante-projectos próprios. No âmbito desse projecto conjunto, deverão merecer especial atenção, entre outros, os temas relacionados com a reforma do sistema político, do sistema judicial e dos órgãos de regulação, bem como, ainda, a problemática da limitação do endividamento público;

c. Abster-se de apresentar qualquer iniciativa parlamentar que colida com a actividade do Governo;

d. Desenvolver os melhores esforços no sentido de procurar viabilizar as iniciativas parlamentares de cada um dos partidos.

5. A concertação na actividade em sede parlamentar será assegurada por via de uma estrita e permanente articulação entre as Direcções dos respectivos Grupos Parlamentares e da realização, sempre que tal for considerado adequado, de reuniões conjuntas desses Grupos.

III

COLABORAÇÃO POLÍTICA EXTRA-PARLAMENTAR

1. Reconhecendo a necessidade de a coerência e estabilidade do seu projecto político conjunto ser assegurada a todos os níveis, o PSD e o CDS/PP assumem que a colaboração mútua deve abranger, ainda:

a. No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna;

b. A troca de informações e a consulta mútua no que respeita a actos eleitorais que venham a ocorrer no decurso da vigência do presente Acordo.

2. Sem prejuízo do disposto no ponto anterior, a decisão sobre matérias relativas às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira respeitará a autonomia estatutária dos órgãos regionais de ambos os partidos.

IV

DISPOSIÇÕES FINAIS

1. O presente Acordo entra em vigor na data da sua assinatura e vigorará por todo o período da XII Legislatura da Assembleia da República.

2. O presente Acordo é celebrado num espírito de colaboração empenhada, permanente, leal e franca e em obediência a um propósito único: a promoção do interesse nacional.

Lisboa, 16 de Junho de 2011

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Sigam o exemplo: não ao nuclear

Governo Alemão anuncia a sua política de desmantelação das centrais nucleares até 2022.

Governo Suiço reitera a intenção de encerrar as suas no período temporal previsto entre 2019 e 2034.

Com os governos mundiais balançados sobre a hipótese concreta de acabar com a era nuclear, Pedro Passos Coelho quer dar um passo em frente para a construção da primeira central nuclear em Portugal. São os países civilizados ultra-modernos ao rejeitar o nuclear como fonte produtiva de energiadesenvolvimento científicofabricação e posse de armamento nuclear ou somos nós o país retardado que pensa instaurar a era nuclear numa época em que estão mais que vistos os efeitos nocivos do nuclear para a civilização humana?

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Hora do Planeta

Contra o aquecimento da terra. Pela preservação do Planeta Terra. Contra o abuso que o Homem comete na utilização energética.

81 municípios Portugueses vão aderir à iniciativa da Hora do Planeta, desligando a electricidade a serviços mínimos entre as 20:30 e as 21:30.

Convido todos os leitores deste blog a esta iniciativa.

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Crise humanitária

É com espanto que observo a situação actual do Japão.

– Um sismo devastador: o 4º maior da história, segundo os registos existentes, que tirou a vida a cerca de 10 mil pessoas.

– Dezenas de milhares de desaparecidos, centenas de milhares de pessoas evacuadas.

– 4 explosões nucleares na Central Nuclear de Fukushima, que perfazem um dos piores acidentes nucleares da história da humanidade. 17 soldados norte-americanos contaminados com níveis de radioactividade superior ao normal, riscos para a saúde pública dos cidadãos e trabalhadores da área envolvente à Central Nuclear.

– Centenas de milhares de desalojados, cidades que desapareceram do mapa, estragos financeiros na casa de milhões de milhões de euros. O sismo, para além das estruturas que destruiu, para além das vidas que tirou e dos riscos para a saúde pública que gerou está a abalar significativamente a economia Japonesa. Exemplo disso foi a Bolsa de Valores Japonesa (Nikkei) que hoje encerrou com perdas colossais de 10%.

Perante todos estes dados, pode-se falar que é a maior crise no país desde a 2ª Guerra Mundial e desde o lançamento da bomba atómica sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki.

Perante todos estes dados, pode-se falar que esta deverá ser a pior catástrofe natural da história da humanidade. Num país que se encontrava altamente preparado para actuar a todos os níveis perante este tipo de catástrofes: respeitava os métodos de construção anti-sísmica, tinha toda a logística preparada ao nível de protecção civil para actuar imediatamente em situações de resgate, remoção de escombros e, preparadíssimo e instruído ao nível de formação cívica dos seus cidadãos.

Como aqui referi num dos anteriores posts sobre esta catástrofe, nem é bom de pensar caso um fenómeno sísmico desta potência eclodisse em Portugal. A protecção civil Portuguesa não está preparada para actuar num fenómeno destas, mesmo apesar do facto da região de Lisboa coabitar com o risco de uma falha sísmica. Ao nível de formação cívica, os cidadãos Portugueses não estão minimamente preparados tendo em conta a formação que é dada ao povo Japonês.

Estamos portanto perante uma crise humanitária sem precedentes. A Comunidade Internacional através da sua organização internacional primordial que é as Nações Unidas devem unir todos os esforços possíveis para amenizar os efeitos desta catástrofe.

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Nova Explosão nuclear na Central de Fukushima

Desta vez foi o reactor nº3 da central. Na mesma medida e devido aos mesmos problemas que dias antes tinham feito explodir o nº1 da central.

No dia em que se sentiu um novo abalo sísmico de 6,2 na escala de richter em território Japonês, o Governo Japonês e a empresa que faz manutenção à central nuclear negaram que estas explosões na central nuclear tenham a dimensão do acidente nuclear que aconteceu em 1986 em Chernobyl, Ucrânia.

A vizinha China já disponibilizou uma preciosa ajuda ao Governo Japonês no valor de 3,2 milhões de euros que incluem mantas, tendas de campanha e luzes de emergência. Excelente gesto por parte do governo Chinês, dadas as rivalidades históricas e as tensões diplomáticas e territoriais entre os dois países.

O número de mortos continua fixado nos 10 mil.

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Japão teme novas explosões de centrais nucleares

Estado de emergência no Japão nos dias que se seguem ao sismo de sexta-feira. Depois no #1 da Central Nuclear de Fukushima ter explodido, a protecção civil teme que outro reactor do mesmo complexo possa explodir a qualquer momento e que outra central nuclear em Onagawa (a norte de Fukushima) esteja a sofrer do mesmo problema.

As autoridades Japonesas estão a tentar remediar a solução, para que a crise que o país tem vivido nos últimos dias não faça mais vítimas mortais.

O Governo Japonês elevou a fasquia do número de mortos para os 10 mil, estando outros milhares ainda desaparecidos. Uma Portuguesa que residia na cidade de Sendai continua desaparecida. A representação diplomática lusa em terras nipónicas já recebeu o pedido que visa localizar a cidadã Portuguesa desaparecida.

Para que se tenha a noção da destruição que a natureza provocou, posto aqui uma fotografia turística da cidade de Sendai.

A norte de Tóquio, em 2008, Sendai registava pouco mais de 1 milhão de habitantes. Era considerada a cidade “mais verde” do Japão.

Os habitantes de Sendai jamais verão a cidade como a conheciam. A força das águas entrou em fúria pela cidade, deixando poucos edifícios em pé. A cidade está toda arrasada e pode-se dizer que em poucas horas desapareceu do mapa.

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Video do dia

A explosão do nº1 da Central Nuclear de Fukushima no Japão, horas após o abalo sísmico de 8.9 na escala de richter que teve o seu epicentro no Nordeste Japonês a 250 km da central.

Segundo a Comunicação Social Japonesa – “O sismo causou uma avaria no sistema de refrigeração na central e um corte de electricidade impediu a recuperação deste sistema, permitindo que os bastões de combustível continuassem a aquecer, aumentando a pressão interna no reactor. A empresa japonesa Tokyo Electrical Power Co, que gere as instalações, tentou reduzir alguma desta pressão libertando vapor radioactivo. Mas não foi o suficiente para impedir a explosão que destruiu o tecto do edifício do reactor principal. A televisão japonesa NHK anunciava ontem que o nível da radioactividade fora da central era oito vezes superior ao normal.” (Site do Jornal Público)

O Governo Japonês já subiu a fasquia do número de mortos causado pelo sismo para 1800, estando mais de 15 mil pessoas desaparecidas. Na região da Central Nuclear de Fukushima foram evacuadas perto de 45 mil pessoas. Alguns países da Comunidade Internacional (através das Nações Unidas)  já anunciaram que vão prestar auxílio ao Japão, no que concerne por exemplo ao envio de equipas de salvamento, limpeza e remoção de escombros e reconstrução das zonas afectadas.

Equipas Australianas, Suiças, Norte-Americanas, Neo-Zelandesas, Sul-Coreanas e de Singapura já estarão a caminho do Japão.

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Tragédia no Japão

A natureza pode ser a maior amiga ou a maior inimiga do Homem.

É capaz de nos dar vida e de causar a morte.

O sismo de ontem no Japão é a prova disso. Às 00:00 de Lisboa (9:00 em Tóquio) a protecção civil japonesa oficializou 400 mortos, 548 desaparecidos e cerca de mil feridos. O número de mortos, como tal, é passível de chegar ao milhar de pessoas naquele que foi o 4º maior sismo (desde que existem registos) da Humanidade.

O Governo Japonês também olha com extrema precaução para a Central Nuclear de Fukushima, a 250 quilómetros do local onde eclodiu o sismo. De acordo com a Comunicação Social Nipónica, o sistema de arrefecimento da Central nº1 da central nuclear falhou e os níveis de radição poderão estar mil vezes superiores à normalidade. Para tal, o Governo decretou o estado de emergência na região, o que motivou a evacuação de toda a população que habite ou trabalhe até 10 km da central nuclear.

Às 4 da manhã em Niigata (19 horas em Lisboa) outro sismo de menor intensidade (6,6 na escala de richter) eclodiu perto desta província, não havendo notícias de mortos, feridos ou grandes danos.

Estamos a falar de uma catástrofe que atingiu um país, que tem uma alta rede de “know-how” e meios disponíveis para lidar com este tipo de fenómenos na natureza. Nem a bem queiramos pensar o que  é que um fenómeno desses pode trazer, caso aconteça um dia em Portugal – relembremos que Portugal (a área de Lisboa) corre exactamente o mesmo risco daquilo que aconteceu ontem no Noroeste do território Japonês.

É necessário que as entidades governamentais, específicamente o Ministério que tutela a Protecção Civil, tenha meios suficientes para poder lidar com uma situação destas. E pelo que parece, Portugal, nem sequer dispõe de um alerta para tsunamis.


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O que é que se passa com os animais?


Aves aparecem mortas às dezenas na Suécia, nos Estados Unidos, em Itália, na Holanda, na Argentina e perto de nós na Lagoa de Faro.

Peixes aparecem mortos às centenas no Brasil, nos Estados Unidos, na Russia, na China e na Nova Zelândia.

Os académicos da área acreditam que pode ter sido o frio, o festejos com foguetes no fim de ano ou as baixas temperaturas a causa da morte maciça de milhares de aves em todo o mundo. Os “velhos do restelo” por seu lado advogam a morte das aves como sinais dos fins dos tempos da presença humana na terra, que uma nova seita Norte-Americana tem em crença que será a 21 de Maio deste ano.

Afinal, o que é que se passa com os animais?

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Certificado ambiental

Foto: Joel Oliveira

A AAC tornou-se hoje a primeira Associação Académica do país certificada pelo sistema de gestão ambiental (iso 140012004). Este certificado reconhece que a AAC cumpre as normas ambientais em todas as suas acções quotidianas, obrigando-a a continuar a cumprir as mesmas no futuro.

Muito bem!

Já que estamos numa de evitar desperdícios e começar a reciclar a sério, quando é que temos uma reciclagem total e efectiva nas políticas gerais da AAC?

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