ainda a propósito do chipre

depois de ler exaustivamente o problema de Chipre de ter dado com as fuças num artigo em que constatei aquilo que tacitamente já sabia que era o facto da Grécia e dos investidores Gregos serem os maiores investidores estrangeiros na economia cipriota (24% de todo o investimento estrangeiro em Chipre) como é que a Comissão Europeia, o Eurogrupo e o Banco Central Europeu não conseguiram prever aquilo que era óbvio e em 3 anos não conseguiram desenhar um mecanismo que fosse accionado num momento como aquele que se tem passado nos últimos meses no Governo de Nicósia.

foi preciso que dois ou três agentes ligados ao governo russo (por questões geopolíticas de domínio da zona do mediterrâneo e por questões políticas ligadas a uma pretensão russa que visa criar um bloco antagónico à União Europeia a partir do leste da europa e do apoio expresso dos países periféricos descontentes com o modelo europeu e com as imposições alemães) e meia dúzia de investidores arabes começassem a revelar algumas das suas pretensões quanto à ilha visto que foram descobertas recentemente jazidas de petróleo na costa de Chipre e na costa de Israel, fez com que o alarme da BRIC soasse todos os gabinetes em bruxelas. como se Pequim já não se estivesse instalado de camarote na europa com a ajuda dos líderes alemães.

pior que isso foi Bruxelas negociar um pacote de ajuda à ilha de 10 mil milhões de euros com base no roubo que foi perpetrado hoje aos cidadãos cipriotas estando esses 10 mil milhões no patamar máximo de ajuda que a Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional podiam disponibilizar no momento para a situação precária do governo de Nicósia, que, por sua vez, afirmou que precisava de 15 mil milhões para evitar para já a bancarrota. a sobretaxa de 10% sobre todos os depósitos bancários existentes nos bancos cipriotas até ao dia de ontem acima de 100 mil euros e a sobretaxa de 6.5% de todos os depósitos bancários abaixo desse valor servem para que o governo cipriota consiga encontrar e encaixar nos próximos dias o que a Europa “não lhes pode emprestar” de forma a evitar que a ilha seja tomada de assalto por investidores e pelos interesses de potências “não-europeias” – a europa fraterna de Schumann, Monnet e Delors, a europa que começou por ser um sonho de meia dúzia de estados destruídos pela guerra, a europa que se quis federal e que se quis constituir como um bloco político, social, económico e financeiro coeso, é a partir de hoje um touro ferido de morte. e na minha modesta opinião, morrerá rapidamente na arena.

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