aqui está o caminho do governo português!

OCDE

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fonte: OCDE (2013)

Como se pode ver, sempre nos tops! Ah, calma, nós somos o país da europa com a carga fiscal mais elevada para defender um estado social que não é bem social.

A mesma OCDE era aquela organização internacional que há alguns meses atrás nos avisava que não deveríamos cortar muito nas despesas com apoios sociais para suavizar o efeito da recessão dos rendimentos das famílias.

Hoje, entraram em vigor as reduções de 6% no valor do subsídio de desemprego, como medida de proa do Ministério da Solidariedade (não seria melhor chamar-lhe caridade?) e da Segurança Social para o corte da despesa pública no Orçamento de Estado de 2013.

Tomo portanto como conclusão que estes relatórios não interessem muito ao governo Português. Interessam sim, aqueles que são encomendados à pressa a uma certa organização com sede em Nova Iorque, cheios de análises ocas e erros crassos sobre a situação de vários sectores do país, e que dada a falta de legitimidade democrática que o povo confere neste momento ao governo e a falta de legitimidade democrática que essas mesmas organizações tem na sua génese, faz com que dê mais jeito ao governo que seja essa mesma organização a fazê-los para que no fim a culpa da morte do país morra solteira. Nesse dia, Lagarde virá aos microfones e dirá: “o governo português agiu de forma irresponsável e não escutou as nossas opiniões” e Gaspar dirá que a culpa foi das políticas instituídas pelo FMI. Típico!

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2 thoughts on “aqui está o caminho do governo português!

  1. Segundo parágrafo: tens “suavisão” em vez de “suavização” – se bem que o termo que procuravas talvez estivesse mais perto do verbo “atenuar”.

    Como é que suavizam cortes mais ou menos cegos para evitar tirar dinheiro aos boys?

    • era “suavizar” que queria escrever 😉

      boa pergunta. O orçamento de estado é composto pela despesa do estado para vários sectores. No entanto, penso que o modelo português tem sectores onde é “difícil” para o governante cortar. Imposto sobre Rendimentos de Pessoas Colectivas, Imposto de Selo, Caixa Geral de Aposentações, Parcerias público-privadas e órgãos gerais de soberania são sectores onde mesmo que o governante queira (ironia) não consegue reduzir despesa. Custa-lhe. O dinheiro tem cola às mãos. É uma maçada. Falamos de sectores onde a despesa para 2013 representa 17,5 mil milhões de euros, ou seja, praticamente 1\4 do orçamento de estado. Já noutros, os cortes são feitos automaticamente, sem pensar e de forma cega.

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