Para toda a minha geração, ou quase toda vá, este trojan na nossa cabeça dificilmente irá sair pela ruptura que causou com o que era feito ao nível de rock até então. Dizem outros, mais entendidos, que este foi o álbum que salvou o rock. Os nossos ouvidos cresceram e descobriram outras coisas, umas mais apelativas, outras menos. Há quem tenha ficado marcado para sempre na batida dos Strokes e da vaga nova iorquina e britânica que os strokes criaram. Há quem procure coisas novas e descarte as antigas, com muito mais qualidade na construção e evolução da própria história musical, há quem agora afirme o alternativo como mainstream e o mainstream banal como alternativo. Eu continuo a pensar que os Strokes não salvaram coisa nenhuma. Antes dos Strokes já existiam os New York Dolls, os Television, os Velvet Underground, tudo saído da bela fonte musical que é Nova Iorque. Bastará para tal ouvir os Is This It em comparação ao Marquee Moon e constatar que Casablancas é apenas um Verlain refinado e Hammond Jr. (cujo pai é um guitarrista de respeito, diga-se) uma versão artificial construída por pedaleiras de Jimmy Rip.

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