no que a mim me toca

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as virgens ofendidas desse palheiro (leia-se o insurgente) ainda não conseguiram perceber que o que está em cima da mesa na questão Jonet não é o facto de ser católica, de pertencer a uma família numerosa ou de praticar a caridadezinha entre os seus pobrezinhos de estimação. o que está de facto em cima da mesa é o discurso altamente propagandístico dessa senhora, tirado a papel químico da doutrina fatídica que o governo está a aplicar no país, doutrina essa que nos levará à ruína, e o atirar de responsabilidades da crise em que estamos para os hábitos de consumo do povo e não para os sectores que realmente partilham essa culpa: a classe política e a banca.

como a Maria João Marques de facto deve compreender, penso eu, nos loucos anos 90, com as sucessivas fases de expansão económica, ao povo foi concedida a benesse de consumir de forma desenfrada. porque, o estado, como bem se deve lembrar, autorizou a que o povo gastasse o que tinha e o que não tinha, porque, deu condições para o crédito, e, do seu alto, foi também ele, através da classe política, o principal gastador daquilo que tinha e não tinha. em prol de amigos no sector privado, diga-se.

logo, a lógica Jonet, como principal responsável de uma instituição que num estado dito social nunca se poderá sobrepor ao Estado na resolução dos desiquílibrios sociais provocados pelas injustiças e desregulações dos mercados, não pode ser a do “quando não se pode comer bife, come-se salsichas porque é mais barato”. deve ser a lógica assente numa premissa “e se o Estado promovesse políticas de emprego que pudessem fazer com que as pessoas deixassem de depender tanto da caridade da minha instituição e voltassem a ter capacidade para comprar bifes no supermercado?” – é esta a sua lógica também Maria João? bem me parece… –  isto para não falar que tomando em conta o actual estado do Serviço Nacional de Saúde comparar o gasto de rendimento de uma pessoa entre uma “radiografia depois de uma queda de uma aula de ginástica e a ida a um concerto rock” é algo sublime. arrisco-me até a dizer que confere a essa senhora uma QI de 95. Será que a Maria João e a Isabel Jonet já se aperceberam que a única aula de ginástica a que 15% da população activa do nosso país é a deslocação ao centro de emprego para preencher a papelada ou a ida às instalações de IPSS para pedinchar um cabaz alimentar?

não. depois a esquerda é que é uma gaiteira que produz textos odiosos.

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