Cavendish na Omega-Pharma

O “Expresso da Ilha de Man” anunciou hoje que não irá renovar com a Team Sky e que na próxima temporada irá correr pela Belga Omega-Pharma.

Numa época onde o projecto do ciclismo Britânico tinha apostado em Cavendish para uma época recheada de vitórias ao Sprint, contratando o atleta à extinta HTC-Highroad, as coisas não correram de feição em relação aquilo que tinha sido projectado. Cavendish falhou todos os objectivos principais para a época: ser o rei dos pontos na Volta à França, vencer a prova olímpica em Londres e tentar lutar pela vitória nos campeonatos do mundo de ciclismo que decorreram no passado mês em Valkenburg. No entanto, apesar dos objectivos principais terem saído gorados pelo sprinter britânico, Cavendish acaba o ano com algumas vitórias saborosas na clássica Milão – São Remo, na clássica Kuurne-Brussels-Kuurne, 2 etapas no Giro e 4 na Volta à França (perderia a camisola dos pontos para o portentoso Peter Sagan).

Entre as razões citadas do divórcio do Sprinter com a Sky, a principal terá sido o descontentamento do ciclista em relação ao seu papel na equipa e em relação ao planeamento desenvolvido pela equipa para conciliar os seus objectivos no Tour com os objectivos de Braddley Wiggins. Ou seja: Cavendish pretendia ser o chefe-de-fila máximo da equipa para 2013 mas a equipa, pela vitória de Wiggins no Tour 2012 decidiu de forma unanime em continuar a apostar no objectivo de levar o all-rounder Britânico à segunda vitória na prova francesa. A aliar a esse facto, a Sky também decidiu posicionar o Britânico como 3º na nomenclatura da equipa, pois também seria objectivo da equipa sacrificar os objectivos do sprinter no Giro ou na Vuelta em prol dos objectivos de Christopher Froome. Quanto ao Tour de 2012, Cavendish queixou-se da falta de apoio da equipa em relação aos seus objectivos.

Há que concordar, em pura opinião, que a Sky contratou Cavendish mas descurou a contratação dos seus principais lançadores de sprint: os Australianos Matthew Goss (rumou da HTC ao projecto do ciclismo Australiano da Orica-Greenedge) e Mark Renshaw (transferiu-se da HTC para a Holandesa Rabobank). Apesar da Sky ter bons lançadores de sprint como Geraint Thomas (um ciclista de velocidade com uma enorme experiência ao nível do ciclismo de pista) Ben Swift ou Michael Rogers, e de ter contratado outro escudeiro dos tempos de Cavendish na HTC (o fidelissimo Bernard Eisel), nada se comparava ao comboio que a HTC fazia para servir o Britânico com a tripla Eisel-Goss-Renshaw.

A aliar a tudo isto, a própria Sky acaba por ficar bem servida ao nível de sprints pois ainda tem o Norueguês Edvald Boasson Hagen. O próprio Ben Swift, apesar de ter corrido maioritariamente esta época com a 2ª formação da equipa em provas menores, está para mim, pela sua idade (24 anos), prontíssimo para lutar pela vitória em etapas de alto nível mundial.

Cavendish ruma à Omega-Pharma-Quickstep Pro Cycling Team, equipa que surgiu das cinzas da cisão entre a Omega-Pharma e a Lotto e a junção com a Quickstep (antiga Mapei) onde decerto será a estrela principal da equipa que conta com grandes nomes do ciclismo como Tom Boonen (poderá ser uma ajuda muito preciosa para Cavendish), Dario Cataldo, Sylvain Chavanel, Gerald Ciolek (outro nome forte dos sprints a nível mundial), Kevin De Weert, Tony Martin e os irmãos Peter e Martin Velits. 

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