naquele momento em que eu quase em lágrimas só conseguia dizer “foi o ricky”

foto: césar santos\scp

Este Marcelo Boeck é demais. Um show dentro do próprio show.

Duro. Durinho. Duríssimo. Com uns toques de arbitragem manhosos. Lá conseguimos inverter o ciclo. Fez-me lembrar o jogo de Paços de Ferreira no ano passado. Chamei filho-da-puta ao Capel e tudo mudou nesse jogo. Voltei a chamar filho-da-puta ao Capel e ele deu o empate. Depois, já no gozo, a malta do café pediu-me para chamar filho-da-puta a outro. Escolhi o do costume: o Ricky. E minutos depois o Ricky lá meteu a cabeça a jeito na bola e deu a vitória.

Não é um campeonato mas soube como isso. Do abismo tiramos dois coelhos da cartola para salvar este mau início de temporada. As dificuldades da equipa continuam lá. O futebol é demasiado flanqueado e nem sempre é objectivo. No miolo não criamos desequilíbrios. Carrillo a 10 será uma boa solução visto que imprime uma maior velocidade ao jogo do sporting e a sua fantasia pode ser benéfica para ser aquele fura-defesas que tanto necessitamos. Apesar do Peruano ser um jogador que também pode partir laterais nas alas com a sua magia, o seu futebol nas alas remete-se para a simples função de ganhar a linha e tentar Ricky ou de ganhar a parte de fora e tentar a sua sorte. Sá Pinto continua com algumas escolhas que para mim são erradas. Colocar jogadores sem ritmo (Viola e Rinaudo) é um erro. Não porque não sejam bons jogadores. De Fito todos conhecemos o seu poder de tampão defensivo e o equilíbrio que dá à equipa. É incansável na sua função de todo-o-terreno. Do puto Viola vimos um ou dois lances em que desiquilibrou pelas alas. Mas não tinha pernas para mais. Sá Pinto precisa de ter um onze rapidamente para dar estabilidade à equipa ao nível de resultados.

Sá Pinto continua com dificuldades para desarmar a táctica que é montada pelos treinadores adversários em Alvalade. Há anos que assistimos a um fenómeno que pode ser descrito como o “autocarro de Alvalade”: as equipas chegam a Alvalade, montam um autocarro à frente da sua baliza e aproveitam os erros defensivos da equipa da casa para capitalizar pontos. Os jogadores do Sporting sabem que um golo cedo acaba com esse tipo de tácticas. Logo é crucial que o Sporting entre num ritmo alto para poder abrir a muralha adversária o quanto antes. E já agora, os jogadores do Sporting sabem que não podem ter tantos erros de finalização. O primeiro golo de Capel surge ao 25º remate do Sporting à baliza do Gil. Uma equipa que quer ser campeã não pode estar a seco com tantos remates.

Quanto à expulsão de Labyad no final da partida, prefiro não me pronunciar. As imagens falam por si. Parece que existe uma tentativa organizada para afastar o Sporting da luta pelo título logo nas primeiras jornadas.

De resto, voltamos ao activo. As vitórias servem essencialmente para moralizar os jogadores em tempos difíceis. O Sporting teve semanas difíceis. Vamos em frente!

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2 thoughts on “naquele momento em que eu quase em lágrimas só conseguia dizer “foi o ricky”

  1. Ozzy diz:

    Eu a rir-me disse: foi o volkswagen ! 😀

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