Como ficar apeado na Beira Baixa

1. 7 estudantes da UC, 6 da Organização da Queima das Fitas e 1 blogger deslocam-se a Castelo Branco para afixar cartazes relativos à Queima das Fitas.

2. Levam a Mercedes Vito de 9 lugares da Associação Académica de Coimbra.

3. Saem de Coimbra pelas 21 e 45, saem de Castelo Branco às 2 da manhã.

4. Perdem-se no caminho de regresso e andam durante meia-hora às voltas. Regressam ao rumo correcto para voltar a Coimbra e quando estão numa estrada no meio de um descampado entre Vila Velha de Ródão, Sertã e Proença-à-Nova, eis que um dos pneus de trás rebenta.

5. A Mercedes Vito tem pneu sobressalente por baixo da mala. Os estudantes não tem chave para o tirar nem chave para desapertar e apertas as porcas das jantes.

6. Depois de tentativas e acenos a camionistas, um indivíduo com uma carrinha da superbock para e faz-nos o favor de nos ajudar a tirar o pneu furado com recurso a uma chave que dispunha na sua moradia em Proença-à-Nova.

7. Tentativas feitas, o pneu é mudado mas as porcas não encaixam, logo, a carrinha não anda.

8. Chama-se a assistência em viagem. Vem o reboque que afirma que os pneus da carrinha terão que ser todos mudados, dados os rasgos profundos que todos ostentavam.

9. Quase 5 horas depois da ocorrência, a Generali (seguradora da Associação por intermédio de uma apólice de seguro feito pelo pai de uma dirigente associativa de Medicina Dentária que todos conhecemos) envia-nos transporte para Coimbra.

10. Às 11 da manhã chegamos a Coimbra depois de 13 horas de pura aventura.

Moral da História: Os administradores da AAC dos últimos anos não conseguem sequer zelar pelo património da Instituição. Os pneus da Mercedes Vito estavam literalmente rasgados, suspeitando-se que foram comprados do mais rasco do que uma empresa de recauchutados deveria ter no seu stock. Pode-se afirmar até que não se compreende como é que a inspecção deixa passar esta carrinha para circulação.

Os 7 passageiros tiveram portanto muita sorte. A 70 ou 80 km\hora (velocidade a que íamos), caso rebentasse um dos pneus da frente, poderiamos não estar cá para contar a História.

Qualquer dia, a AAC é bafejada com algo muito grave. Quero ver quem irá assumir responsabilidades caso aconteça uma tragédia. Espero bem que nenhuma aconteça. Mas é caso para dizer que esta administração está a trabalhar de modo a que aconteça uma.

Anúncios
Com as etiquetas , ,

4 thoughts on “Como ficar apeado na Beira Baixa

  1. Gonçalo Sousa diz:

    Já o ano passado na divulgação da queima das fitas,era uma aventura sempre que conduzíamos essa carrinha,e então com o piso molhado,parecia que andávamos de patins.Mas isso ninguém vê.

  2. Oh Branco, não me digas que foste designado como blogger oficial da Queima das Fitas! lol

    • No período que antecede a queima, as responsabilidades são partilhadas entre a Administração e o secretariado dos transportes da Queima. Não, não fui. Apenas fui dar uma mãozinha na afixação.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: