Álvaro dos Santos Pereira – ENEEC

15:46 – Dino Alves inicia a sessão e passa a palavra para Álvaro Santos Pereira. No final, vai haver uma ronda de perguntas ao Ministro.

15:47 – Álvaro dos Santos Pereira afirma “que vive em Coimbra” e que vai falar 5 minutos sobre alguns temas, tornando o processo mais dinâmico.

15:48 – Assunto Troika – A mais alta dívida externa desde 1982. Toca na palavra bancarrota. Afirma que encontrou a maior taxa de desemprego de sempre do país assim como os mais altos indicadores de endividamento das famílias e défices (pagamentos; balança comercial.

“Andamos a fazer as políticas erradas. Na minha geração, nos anos 90 ninguém pensava em emigrar”

15:51 – “Quando há níveis de endividamento elevados, consome-me menos e não se pode fazer investimento”

O Ministro afirma que para sair desta situação, terá que se inverter a situação de endividamento do país. Indica os níveis de crescimento da dívida pública. Diz que a criação de emprego dentro do nosso país depende do abaixamento da dívida. É por isso que a austeridade é importante, mas não chega.

“Desde o ano 2000, Portugal pouco cresce. 0,8% de média nos últimos doze anos”

“Portugal a crescer a 1% ao ano, só daqui a 70 anos é que poderá duplicar o seu crescimento. É exactamente por isso que Portugal não cresceu nos últimos anos. Não tivemos coragem de implementar as medidas que nos andaram a pedir do estrangeiro”

15:55 – “A nossa legislação laboral é demasiado rígida. Existe uma enorme segmentação entre pessoas dentro do mercado de trabalho”

O ministro afirma que a OCDE e o FMI acreditam que a nossa legislação laboral é muito rígida.

(Para já, Álvaro dos Santos Pereira continua num discurso de fundamentalismo de livre-mercado)

15:57 – O governo está a tentar reestruturar o sistema de transportes.

Fala do exemplo dos Transportes de Coimbra e do problema dos passes sociais na cidade de Coimbra. A questão é que o Ministro sabe perfeitamente que a Carris e Metro do Porto são subsidiadas directamente pelo Estado enquanto os SMTUC não são subsidiados pelo Estado, daí o facto do passe em Lisboa ser de 23 euros e dos SMTUC algo como 35 euros mensais.

16:00 – Álvaro dos Santos Pereira afirma o que já foi afirmado aqui neste blog – endividámo-nos em excesso, não tomamos as reformas que deveríamos ter tomado.

Diz que o Governo está a tentar parar os erros do passado, inverter o crescimento da dívida e reformar para que nós jovens tenhamos futuro em Portugal.

Avança para as 2ªs reformas do estado. Diz que o governo vai contra os interesses que foram “bastante protegidos durante demasiado tempo” – como as parcerias público-privadas.

O vosso blogger vai fazer uma pergunta ao ministro

Fase de perguntas:

Uma jovem pergunta qual será o modelo económico a seguir pelo país. Cita Ferreira do Amaral e a opinião do economista em saírmos da moeda única. A mesma jovem pergunta se o resgate financeiro da troika assim como as medidas adjacentes ao memorando do entendimento serão suficientes para Portugal sair do buraco em que se encontra.

Dino Alves pergunta: prevê-se que nos próximos tempos as reformas fiscais estejam dentro da agenda económica do país?

Em resposta:

1. O modelo económico foi errado. “Desenvolvemos um modelo económico assente no betão” – “desenvolvemos o investimento na construção de bens públicos”

Afirma que um dos flagelos do país é o abandono escolar.

Diz que ao invés “andamos a fumar” a fomentar (aplausos) o sector público. “Endividámo-nos para construir casas e para despesas de consumo. E consumi-mos acima do nosso rendimento”

Um modelo económico a seguir deve ser mais concorrencial, com uma economia mais aberta, mais produtiva e mais empreendedora.

Diz que o estado deve assumir um maior empreendorismo, pensando o estado como o motor de criação de uma sociedade de oportunidades.

16:40 – “Reindustrializar o país é fundamental. Reindustrializar a Europa é fundamental. Tornar a agricultura mais forte” – afirma que os jovens agricultores, categoria que tem os 45 anos como máximo de faixa etária, correspondem a 2% de empresários agrícolas.
Acredita que as tranches externas são suficientes e que o governo está a fazer esforços para esse efeito.

Outra jovem pergunta acerca da acção social escolar. Já passou por vários empregos precários. O Ministro responde-lhe “muito bem” num tom de aprovação.

O vosso blogger perguntou se é benéfico para o futuro dos jovens o contínuo desinvestimento no ensino superior.

Afirma que é comum noutros países na europa trabalhar a partir dos 13, 14 anos mcdonalds. Enaltece as pessoas que fazem o seu caminho e desvaloriza aqueles que vivem do clientelismo do estado. Fala que as propinas noutros países são elevadas mas para garantir que os estudantes não fiquem demasiado tempo no sistema. Afirma que as bolsas de estudo são baixas por causa da falta de recursos.

Álvaro dos Santos pereira afirma que quando esteve em doutoramento em Inglaterra pediu um crédito para estudar. “Em Portugal ainda não há mecanismos para os estudantes melhorarem as possibilidades de continuar no ensino. Peço-vos que façam tudo para acabar os vossos estudos”

“A regulação financeira é importante”

Em resposta à minha pergunta: Ensino concorrencial. Avalição de desempenhos. Fraca mobilidade da docência. Pede-me para que leia os seus livros de economia portuguesa!

16:43 – Entrega de prémios do ENEEC.

16:45 – Dino Alves diz que este foi o ponto alto do mandato do NEE\AAC.

3 thoughts on “Álvaro dos Santos Pereira – ENEEC

  1. aqeddadasdasdafafcax diz:

    que prémios foram??

  2. João A. Correia diz:

    Branco… és grande! Agora vai mazé à Amazon.com comprar as “sebentas” dele!

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