faltas de carácter

Especula-se que um dos motivos da demissão de Domingos Paciência foi os acelerados contactos mantidos com dirigentes do FC Porto nas últimas semanas.

A confirmarem-se tais suspeitas:

1. Domingos Paciência desilude pelo desrespeito que manteve durante essas semanas com a sua entidade patronal, com os seus jogadores e com os sócios da sua entidade patronal.

2. O Sporting não deverá pagar um cêntimo a Domingos Paciência pela rescisão de contrato.

3. O Sporting deverá efectivamente fazer queixa do FC Porto à FIFA e levar essa queixa até às últimas consequências, inclusive tribunais civis.

4. O FC Porto tem vindo a actuar desta forma em vários casos. As contratações de Falcão, Paulo Assunção, Kléber, João Moutinho e André Villas-Boas e quem sabe Eder são exemplo de um modus operandi praticado pelos dirigentes portistas: aliciar o jogador\treinador, não importando a existência pré-acordos ou mesmo contratos dos outros clubes com os “agentes”.

Falcão tinha tudo para assinar pelo Benfica e o Porto roubou-o ao clube da luz através de um aliciamento ao empresário do jogador.

Paulo Assunção tinha um pré-acordo com o Sporting mas Rui Alves decidiu quebrar o acordo com o clube leonino e vendê-lo ao Porto.

Kléber foi suspeito de ter sido aliciado pela SAD Portista para pedir à direcção maritimista para o transferir para o FCP, num decidendo em que o Atlético Mineiro (detentor de metade do passe) tinha um pré-acordo com o Porto e o Marítimo não o queria vender ao clube portista pelas razões acima expostas. Em Janeiro, o Sporting fez uma proposta mais vantajosa que a do Porto pelo passe do jogador aos dois clubes, o jogador foi autorizado a negociar o seu contrato com o Sporting tendo efectivamente chegado a acordo com o Sporting, mas o Atlético Mineiro vetou a transferência do jogador.

O caso João Moutinho tem pormenores ainda mais escandalosos. O empresário do jogador Pini Zahavi e o jogador encontraram-se com elementos da SAD portista no verão de 2010 no Porto à revelia do Sporting. Pinto da Costa elogiou várias vezes Moutinho como um jogador à Porto. Com a ajuda de Carlos Queiroz enquanto seleccionador, Moutinho não foi convocado para o Europeu, o que, definitivamente fez baixar o seu valor no mercado. Moutinho apareceu na pré-época do Sporting e logo no primeiro dia fez questão de entrar pelo treino dos seus colegas e dizer alto e bom som que não queria treinar, pedindo à SAD que “o vendesse para o Porto” – Bettencourt assim o fez.

André Villas-Boas tinha um pré-acordo com o Sporting, mas à última da hora decidiu assinar pelo Porto.

Eder? Moldes semelhantes ao esquema Moutinho.

5. A própria Liga de Clubes deveria começar a investigar estes abusos por parte da entidade Futebol Clube do Porto.

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2 thoughts on “faltas de carácter

  1. TóBi diz:

    A notícia dos contactos já foi desmentida tanto pelo Domingos como pelo presidente do Sporting, o que exclui qualquer especulação que possa haver. Se assim fosse, Godinho Lopes teria insurgido e teria um outro discurso.
    Quanto ao caso Kléber, houve um claro braço de ferro por parte do FCPorto e Marítimo, no que diz respeito ao Falcão, Assunção, Lisandro, são especulações jornalísticas, onde colocando 1 jogador em 2 clubes conseguem fazer mais que 2 machetes. Pensei que isso fosse básico para toda a gente.
    Quanto a Moutinho, segundo sei, o Sporting deu ordem ao empresário para vender o jogador a quem quisesse, desde que fosse por um valor acima de um montante acordado. O Sporting esqueceu-se da clausula do “não vender a clubes no próprio país” e quando queriam abortar o contracto, já era demasiado tarde.
    Quanto a AVB, acho mais que normal um treinador preferir um FCPorto do que um SportingCP dado os historiais recentes de ambos e claro, as preferências do treinador. Neste caso, mesmo pré-acordado, a culpa é do Sporting que não o blindou como deveria ser. E segundo a tua lógica, se o Sporting tinha um pré-acordo, porque é que o Porto não pode ter pré-acordos?

    Já diz o meu avô, quem muito fala, pouco acerta.

  2. Caro TóBi:

    Primeiro parágrafo, tudo bem.

    Quanto ao Kléber não tenho essa mesma óptica, dado que o Marítimo fez questão de na altura publicar no seu site as referidas propostas contratuais pela transferência do jogador, algo que até pode ser visto neste blog e o Sporting nesse caso ofereceu mais pela transferência do jogador que o FCP.

    Quanto ao Moutinho não foi bem assim que processou a sua transferência. Existiu um braço de ferro causado pelo jogador quando se apresentou na Academia e o Sporting, para não criar instabilidade no balneário decidiu vendê-lo.

    Quanto ao André Villas-Boas, havia um pré-acordo. AVB faltou à sua palavra perante o Sporting. Não se pode blindar um pré-acordo quando alguém tem contrato com outra entidade patronal.

    A minha lógica não vai de encontro à existência de pré-acordos. A própria FIFA deixa que estes existam em jogadores\treinadores com contratos a expirar em 6 meses. O Porto como qualquer clube pode ter pré-acordos. O problema é quando se tentam aliciar pessoas para ir em desrespeito contra a sua entidade patronal. É isso que o Porto faz. Somente isso.

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