facadas e afins

Faltam-me palavras para descrever a noite animada, agitada, digna de um filme de terror que se verificou ontem num dos bares da Associação Académica de Coimbra. O Denúncia Coimbra descreve o episódio aqui e aqui.

Assim, até o mais corajoso dos homens começa a ter medo em ir tomar um simples café ao bar da empresa que explora os dois bares da Associação Académica como eu fui ontem à noite antes de ocorrido o incidente. Um tipo está na conversa e de um momento para o outro pode olhar e ver um indivíduo rapidamente a golpear outro com um objecto cortante.

Quem sabe se qualquer dia, somos nós mesmos a sofrer em semelhante escala, a ira de um louco, quer seja por uma discussão sem nexo, por um acidente com uma bebida ou como puras vitimas de um acto que tinha outra pessoa como alvo.

Não sei onde é que esta escalada de violência vai parar.

Sei sim que o administrador da AAC já tomou as devidas providências com uma circular que está afixada à porta do edifício e que vai de encontro à mostragem de cartão de estudante\credencial (no caso de sócios seccionistas) à entrada do mesmo aos seguranças para se poder aceder ao edifício. Vamos ver se o retorno a um modus operandi que já foi utilizado no passado (sem grandes exitos) na gestão das entradas do mesmo, resolve definitivamente a espiral de violência, roubo e vandalismo de que o edifício tem sido alvo. Culpados? Os estudantes apenas. Porque albergam o terror dentro de suas portas.

Continuo a referir que a AAC tem uma regra geral afixada na sua entrada principal que proíbe a presença a pessoas que não sejas sócias efectivas da instituição. O que assistimos actualmente é a entrada de toda a gente dentro do edifício, com as consequências nefastas que temos assistido.

Não vou culpabilizar ninguém. Não posso culpabilizar a segurança interna de que a Associação dispõe no edifício, pois os elementos dessa mesma segurança tem feito um trabalho excelente, dentro das competências legais e profissionais que lhes são atribuídas. Culpabilizo apenas quem não está a tomar as devidas providências nos espaços que tem sob exploração\sua alçada.

No entanto, se isto continuar nestes ambientes, creio que a violência generalizada poderá tornar-se algo muito mas mesmo algo muito perigoso. Esperemos que o episódio de ontem tenha sido o último. Ontem, alguém foi esfaqueado e poderia ter morrido. Amanhã, alguém poderá morrer em semelhante acto. E nessa circunstância, que espero que nunca venha a acontecer, peço desculpa mas não vou ter papas na língua: será o presidente da Direcção-Geral e o seu administrador a responder em tribunal sobre crimes públicos gravíssimos.

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