Doutoranda do cacique

 

Conteúdos retirados a pedido da docente da Faculdade de Direito Filipa de Sá.

Este blog responsabiliza-se pelos conteúdos divulgados e pede desculpa aos leitores pela retirada dos conteúdos.

 

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49 thoughts on “Doutoranda do cacique

  1. Dom Sebastião diz:

    Isso sim é grave e devia ser denunciado há comissão eleitoral…

  2. Burro diz:

    O que deve ser denunciado é um universitário que não sabe a diferença entre à e há.

    • Filipa de Sá diz:

      Caro Burro

      Quero pedir-lhe muitas desculpas pela pergunta que lhe dirigi, uma vez que não tinha percebido que se estava a referir ao texto do Dom Sebastião e não ao meu. Mas sabe porque é eu perguntei de imediato? Porque no FB, onde esta situação também estava a ser debatida, um dos comentários era precisamente esse! E aí a referência era ao meu texto!! Por isso quando li o seu comentário, pensei, no mesmo segundo em que acabei de o ler, que era outra pessoa a detectar um erro no meu texto que eu não conseguia detectar!!! O que me irritou! Fui totalmente injusta, porque precipitada!

      Pela minha atitude precipitada, devo-lhe um sincero pedido de desculpas!

      Atentamente,

      Filipa de Sá

  3. Filipa de Sá diz:

    O que é grave, gravíssimo, aliás, é estarem a transformar uma situação naquilo que ela não representa!Sinto-me profundamente ofendida e magoada com o que estão a fazer e não admito que ninguém coloque em questão o facto de eu manifestar apoio a um projecto que entendo ser o melhor para a Academia à qual pertenço enquanto aluna. No e-mail apenas apelei ao voto, nada mais. Sou livre de apoiar publicamente quem eu quiser e da forma que quiser! Os destinatários do e-mail conhecem-me o suficiente para saber que jamais, em tempo algum, tal apelo quis traduzir um condicionamento de qualquer tipo. Sou Professora e sou Aluna e sei bem distinguir os papéis. Muito bem, aliás! E não há NINGUÉM que esteja em condições de afirmar o inverso, pelo que os comentários tristes e ofensivos dirigidos à minha pessoa são absolutamente despropositados. Mais, não admito sequer que um e-mail trocado entre mim e os meus alunos seja publicitado desta forma, por pessoas que não o receberam e que dele estão a fazer uso ilegítimo. O aproveitamento que estão a fazer desta situação é absolutamente deplorável, para além de profundamente injusto!!

    Filipa de Sá

  4. Jacinto diz:

    Além de ter errado, continua, como se nada tivesse feito. NÃO PODE FAZER ESTE TIPO DE APELOS, COMPORTE SE COMO UMA DOCENTE UNIVERSITÁRIA.

  5. João Nuno Silva diz:

    Vejo com muito bons olhos o apelo ao voto. Com a quantidade de abstenção que temos na AAC faz todo o sentido e é de louvar qualquer tipo de apelo ao voto.
    Acredito que não existe nada de errado em uma aluna da UC e sócia da AAC expressar o seu apoio, seja de que maneira for.
    Subscrevo todas as palavras aqui deixadas pela minha colega de faculdade.

    Quanto a este blog, tenho apenas de dizer que este tipo de informação é um enorme contributo para realçar o que de pior há na academia. Este género de revistas cor-de-rosa online são uma descredibilização da nossa AAC. Eu certamente teria vergonha em ter um Blog deste género!

  6. Filipa de Sá diz:

    Caro Burro,

    posso saber onde é que o Senhor detecta um qualquer erro no meu texto? Já agora gostava de ser esclarecida.

  7. Filipa de Sá diz:

    Caro Jacinto

    Nada fiz de errado, absolutamente nada! Não me queira dar lições sobre como me devo comportar enquanto docente universitária, porque sei bem assumir esse papel com a dignidade e a responsabilidade que sempre lhe entendi associar, desde a primeira aula que leccionei na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Não me conhece para estar a tecer comentários absurdos sobre mim.

  8. João diz:

    Após ter lido atentamente o exposto considero-me escandalizado com a forma como se ataca uma pessoa que na minha opinião fez aquilo que qualquer cidadão num estado de direito que se considera pautado pelos valores da liberdade pode e deve fazer, dar conhecimento de um acontecimento de relevância comunitária e tomar posição sobre ele de forma livre e esclarecida. Falo com conhecimento de causa, sou ex-aluno da docente em questão o que me permite afirmar com convicção profunda a correcção do seu carácter e da sua forma de agir. Para além de vergonhosa a forma como este e-mail é publicado e deturpado no seu sentido, pergunto-me com inegável confusão quem e porquê utiliza este tipo de meio para atingir a lista em questão, sem qualquer problema de difamar e denegrir o nome de alguém a quem não aponto, nem moral, nem profissionalmente qualquer falha. Acrescento, a docente em questão terá feito o que qualquer membro desta academia deveria fazer, informar-se sobre os projectos candidatos aos órgãos sociais a concorrer nesta eleição e solicitar a participação informada de quem nela deve intervir, imprimindo no seu auditório essa mesma informação, e para transmitir uma mensagem que não é dela é de todos. Percam-se os demagogismos e os moralismos irrisórios, a falta de escrúpulos e a despreocupação nos meios que se julgam adequados para justificar um fim, um fim que eu aponto clara e abertamente: encontrar falhas de conduta, apelando ao sentimentalismo e ao discurso do “injustiçado” quando é impossível encontrá-las de outra forma. Também eu acabo de tomar uma posição, não faço parte de qualquer lista, o que me dá a inevitável clareza de espírito para descer do mundo do “vale tudo” e dizer Basta!! Á professora Filipa de Sá dirijo total concordância nesta questão..

    • Filipa de Sá diz:

      João,

      agradeço-lhe muitíssimo as suas palavras, do fundo do meu coração que lhe agradeço! Li e reli o seu texto por diversas vezes ao longo dos últimos dias, nos momentos em que me sentia mais profundamente triste, e as suas palavras acalmavam o meu coração. Gostaria de lhe poder expressar o meu agradecimento por outra via, mas não tenho como, porque não sei quem é.

      • João diz:

        Professora Filipa de Sá
        Não tem nada que agradecer, fiz aquilo que a minha consciência exigiu, nunca duvide que as suas acções não tiveram nada de errado e que infelizmente estava a ser usada para um tipo de política do mais baixo que se pode fazer. Fico feliz por as minhas palavras a terem reconfortado. Gostava de saber a conclusão desta história mirabolante, e espero que o meu texto tenha sido suficiente para sensibilizar algumas consciências.

  9. Dom Sebastião diz:

    Estou chocado como uma professora universitária/aluna diz que não fez nada de errado…
    Usou uma posição dominante que tem, enviando um email(mail da facul e não o pessoal) aos seus alunos dizendo onde vai votar, OBVIAMENTE que eles vão ser incitados a votar no que sugere….

    Consultando outros professores da Uc, vários me disseram que era totalmente errado…
    E cara professora, se esse email chegou cá fora, foi pq algum aluno seu o meteu a circular.
    Ainda mais não me parece correcto, no mesmo email falar de aulas e de votos, ridículo e vergonhoso

  10. DSF diz:

    @Dom Sebastião,

    Se bem sei, QUALQUER pessoa é livre de expressar a sua posição política, tendo, ou não, uma posição dominante.
    À partida, uma pessoa usa o bom senso quando partilha a sua ideologia política: a minha opinião é a minha opinião, a tua é a tua.

    Ela de maneira nenhuma procura incentivar os alunos a votarem em seja quem for, apenas explicitamente diz que vai votar na lista C porque, e cito, “Confio neles”.

    Se procuraste ler entrelinhas um e-mail que não tem qualquer tipo de entrelinhas, e que não deveria ter sido de forma alguma interpretado desta forma, então sugiro-te o seguinte: vai ler todos os e-mails anteriores que ela mandou (e certamente terás acesso aos e-mails) e vai procurar saber porque é que ela nos manda e-mails a partir do endereço profissional e não do pessoal.

    Mais, ridículo e vergonhoso é teres, apesar de uma escrita perfeita, a (falta de) inteligência de misturar alhos com bugalhos (e caso queiras perceber porque digo isto, remeto-te para o parágrafo anterior onde sugiro que faças uma mini-pesquisa).

  11. Como o tempo escasseia, vou tentar responder sucintamente a todos os comentários aqui expressados:

    Filipa de Sá,

    Em primeiro lugar, expresso-lhe as mais profundas desculpas pelas ofensas que lhe possam ter sido formuladas por alguns dos comentários. Espero (e tenho a certeza) que não a ofendi. Quanto ao uso ilegítimo do email, tenho-lhe a dizer que expressou bem o termo “ilegítimo”, mas não “ilegal” – a partir do momento em que o fez a partir de uma conta de email pertencente à Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, um instituto pertencente a uma instituição pública, como tal transparente, o seu conteúdo é público.

    Peço-lhe imensa desculpa, mas como deve compreender, não concordo com a sua posição e passo-lhe a justificar o porquê de não concordar.
    Enquanto aluno (na posse dos mesmos direitos que lhe assistem) não vejo qualquer incómodo que apele ao voto pela lista que acha mais crediível neste momento para assumir os destinos da Associação. Não me ralo minimamente que faça campanha boca-a-boca, a partir do facebook ou em outro “sitio” que lhe pertença pessoalmente. Está no seu direito. Importo-me sim, como estudante da UC e como contribuinte da Direcção Geral de Contribuições e Impostos que use uma mailing list que adquiriu a partir das suas funções de docente na Universidade de Coimbra para apelar ao voto entre a comunidade estudantil mais jovem do seu curso. Eu fui caloiro, a Filipa foi caloira. Como tal, compreende perfeitamente que os caloiros são altamente influenciáveis e moldáveis quando se tratam de eleições internas para a AAC. Alguém que chega pela primeira vez à AAC ainda não tem a mínima noção do que é a AAC e do que são as pessoas que são intimamente ligadas à realização da casa – daí que seja um dado certo (e o tenha escrito) que alguém com mais influência (neste caso um professor) tem uma via completamente aberta para influenciar a decisão destes alunos. Consequentemente, tal leva-me a pensar que a Universidade, de entre outros conhecimentos teóricos e técnicos que se podem adquirir, serve também para que as pessoas maturem no simples facto de, pela primeira vez, adquirirem uma forma de pensar própria. (para além do desenvolvimento de outras qualidades pessoais que vão emergindo) Daí que se afirme que a lição que se leva de Coimbra é algo que vai muito mais além daquilo que é apreendido nas salas de aula.

    Com isto, não ponho em causa as suas qualidades como docente e aproveito desde já para lhe desejar toda a sorte na casa onde fui aluno.

    Para finalizar, o Burro detecta um erro no primeiro comentário desta barra. Não é no seu texto.

    João Nuno Silva,

    Também vejo com bons olhos o apelo ao voto. Desde que não seja explicito em lista X,Y ou Z. Concordo com o seu argumento se tal requisito assim se verificar.
    Quanto ao blog, agradeço-lhe os mimos mas não posso concordar com a sua opinião. Um dos problemas da Academia é a falta de interesse que os alunos mostram em relação aos assuntos da AAC. Outros dos problemas é a falta de espirito crítico. De mim, João Branco, não irá esperar uma atitude passiva em relação à instituição da qual também sou sócio-efectivo. Esse estatuto dá-me a legitimidade para censurar aquilo que acho incorrecto dentro da instituição. Blog cor-de-rosa? Por acaso até é mais negro que cor-de-rosa. Mais uma vez não concordo com a sua designação. Se ler este blog de fio a pavio, desde Junho de 2010 até ao dia de ontem, verá que abordo muito mais temáticas que a AAC. Desde a Ciência, a Medicina, a Saúde, a Tecnologia às Ciências Sociais, à música, à Política e à Economia. Penso que está bom de ver.

    João,

    Não causando censura às suas palavras, apenas lhe apresento um trecho do seu comentário que me parece pertinente para lhe responder. Transcrevo:

    “Para além de vergonhosa a forma como este e-mail é publicado e deturpado no seu sentido, pergunto-me com inegável confusão quem e porquê utiliza este tipo de meio para atingir a lista em questão, sem qualquer problema de difamar e denegrir o nome de alguém a quem não aponto, nem moral, nem profissionalmente qualquer falha.”

    Ninguém está a apontar moral ou profissionalmente qualquer falha à docente em questão.
    Apenas publiquei este email assim como publiquei o email que o Samuel Vilela da Lista L enviou nas mesmas circunstâncias para os alunos de Relações Internacionais por via da mailist list LICRI. Exactamente nas mesmas circunstâncias…
    Denegrir? Difamação? Peço desculpa, mas são termos jurídicos que não assistem este post. Não estou a ver onde tenha difamado a Filipa de Sá. Nem foi minha intenção Se o fiz, a Filipa contacte-me por favor.

    DSF,

    Imagina esta situação. O Estado Português, através dos contactos que dispõe de todas as pessoas e da vontade dos governantes em governar para sempre (ou instaurar um regime repressivo) usa de uma posição dominante para ameaçar os cidadãos a estabelecer posições e comportamentos que venham de encontro às suas pretensões. Achas isso democrático? Eu cá não acho… Mas como diria o professor Marcelo: é possível? é!
    Mesmo sem mencionar qualquer lista, se calhar até ficava bem a Filipa de Sá dizer algo como “meus caríssimos alunos, a AAC vive um momento crítico. Os estudantes devem-se unir em torno da casa para que todos possamos inverter os males que nos afectam. Como tal irão realizar-se eleições, pelo que desde já, apelo ao voto, como consciência da vontade cívica da comunidade estudantil e móbil do espírito democrático que se pretende para este acto” – chegava perfeitamente para a questão em causa.

  12. DSF diz:

    @Joao Branco,

    A questão é precisamente essa: como é que se sabe foi utilizada uma mailing list para contactar os alunos?

    Mais, não compreendo porque foi necessário o comentário final no corpo do próprio post.
    Sinceramente, acho-o descabido.

    Entendo e respeito a tua opinião, mas continuo a achar que não havia necessidade para o tom utilizado na publicação, porque se por um lado criticas a influência vinda da “posição dominante” (como diz o Dom Sebastião) que a Filipa de Sá dispõe, por outro, por escreveres e abordares temas acerca da AAC, precisamente por teres colocado aquele comentário final, acabaste por ferir algumas susceptibilidades. É que veja-se: podia ter sido utilizado outro tipo de comentário em que se dizia, subentendidamente o que querias dizer, mas onde não a acusavas de nada em concreto. Punhas uma hipótese. Não afirmavas como afirmaste na dita publicação.

    Se a Filipa de Sá supostamente dispõe de uma mailing list, tu dispões de um vasto leque de leitores. Se tão vasto quanto a suposta mailing list da Filipa de Sá se não não importa, mas o certo é que ambos se encontram sensivelmente em pé de igualdade quanto ao nível de influência.

  13. Como é que sabe caro DSF? Ainda pergunta como se sabe? Ontem, na FDUC falei com vários alunos do 1º ano que me confirmaram que receberam o dito email e que deram ordens no início do ano lectivo para que o mesmo pertencesse à dita mailing list, como forma de se manterem actualizados nos assuntos relativos ao seu percurso académico bem como à relação aluno-professor. Só isso. Metam na cabeça que a dita mailing list só serve para isso. Nada mais.

    Quanto ao comentário, o mesmo é da minha autoria, e se perguntar a dezenas dos seus colegas eles concordam na íntegra com o mesmo. Claro que feri susceptibilidades. Disse a verdade. Ou nunca lhe disseram que a verdade doi? Ou vamos andar aqui a passar paninhos quentes por quem, pela experiência que tem, deverá ter mais atenção sobre as consequencias dos seus actos? Peço imensa desculpa, mas não compactuo. Não compactuo porque tenho a experiência pessoal enquanto antigo aluno da FDUC da falta de perdão que a instituição teve perante os meus erros e que por várias vezes ameaçou o meu percurso escolar. Por isso, não compro os seus argumentos e muito menos os argumentos da Filipa de Sá.

  14. DSF diz:

    @Joao Branco,

    Existiram e existem razões para se ter pedido os e-mails aos alunos que assistem às aulas da Filipa de Sá. Problemas na transição de uma plataforma para outra, que concerteza deverás estar a par de, é apenas uma. Procura a primeira raiz de uma questão antes de começares a criticar os outros.

    E é claro que a verdade dói, não tentes educar-me sobre coisas que já vi e conheço.
    Apenas acho que existem VÁRIAS formas de se abordar a verdade (e não, não me refiro à distorção da realidade/verdade). Factos são factos, mas a questão é o tom utilizado para relatar um facto ou uma verdade/realidade. A forma como tu abordaste, na minha mais sincera opinião, não foi, de forma alguma, a mais correcta. E, sem querer estar a repetir o que já disse, remeto-te para o meu comentário anterior.

  15. Tudo optimo. Tem a sua posição, eu mantenho a minha.

  16. Jacinto Leite diz:

    Uma docente a fazer apelos a voto em eleições estudantis… está certo…

  17. João Nuno Silva diz:

    João Branco,

    Tem razão quando diz que é abordado mais do que os “podres” da AAC, mas aquilo que me referi é a títulos como: “Doutoranda do cacique”, “Despertem para a Mentira” e “Sacanices” (só os títulos demonstram o sensacionalismo barato)! Parece-me bem claro que no que toca à AAC a maneira de abordar os temas é tal e qual os famosos blogs anónimos que por ai andam, algo que considero uma revista cor-de-rosa online. Claro que não ponho me causa a sua legitimidade de o fazer pois felizmente somos livres de nos expressar até desta maneira que critico.

    Quanto à questão deste post, peço que leiam o Diário de Coimbra de hoje. A minha opinião é precisamente a que ficou lá explicita. Não me deixo cair em aproveitamentos políticos.

    • Filipa de Sá diz:

      Mais uma vez, agradeço muitíssimo as suas palavras, João Nuno Silva. E digo-lhe que também a si gostava de lhe poder expressar o meu mais profundo agradecimento por outra via, mas não tenho como, porque não sei quem é. 😦

  18. Demonstram? Ou demonstram uma crítica? Confundiu-me: então não era o meu blog o que apelidava de cor-de-rosa? Ainda bem que se apercebeu que este blog não é assim tão mau….

    Não li a tal opinião. Farei se assim o puder.

    Um abraço.

    • João Nuno Silva diz:

      Demonstram a maneira sensacionalista que os temas são abordados e que temas são abordados.
      É sim o seu blog que apelido de cor-de-rosa quando se refere a questões da AAC. Não me parece que seja uma crítica minimamente viável fazer este tipo de lavar de roupa suja, com uma notória parcialidade, que ao fim ao cabo é igual aos dos blogs anónimos que anteriormente referi.

  19. Não concordo consigo. Talvez esteja a defender a minha dama. Se clicar em cima do tag AAC verá que faço muitas críticas construtivas à instituição e até ajudo a divulgar outros acontecimentos.
    E por favor, não me venha dizer que é igual aos blogs anónimos porque este blog tem um rosto, sempre o teve e toda a gente sabe quem ele é.

    • João Nuno Silva diz:

      Verdade, nem todos os posts se encaixam no perfil que tenho vindo a criticar, sei reconhece-lo. No que toca a estas eleições para a DG é que já não consigo reconhecer essa mesma qualidade e espírito critico saudável. Em oposição vejo o espírito dos blogs anónimos em que “diz que disses” e fofocas são a principal questão.
      Falei no conteúdo, nunca me referi à questão do rosto, pois é das coisas que elogio este blog.

  20. Ok. Serve então a crítica como motivo de reflexão para actos futuros. Um abraço.

  21. Filipa de Sá diz:

    Caro Dom Sebastião

    Se o Senhor está chocado, eu estou ainda mais com a sua atitude perfeitamente despropositada! O seu discurso é totalmente perverso. E a perversidade reside no facto de o Senhor Dom Sebastião continuar a insistir em afirmar algo que é completamente falso, depois do que eu já lhe havia dito. Se, num primeiro momento, não me conhecendo de lado algum e tendo tido acesso ao e-mail, eu toleraria que tecesse os comentários negativos e maldosos que entendeu tecer, neste momento já não lhe admito que o faça, porque a situação já foi devidamente esclarecida. O que é “totalmente errado, ridículo e vergonhoso”, para usar as suas palavras é o comportamento que insiste em manter, alimentando uma falsa, completamente falsa, imagem, só porque abstracta e descontextualizadamente ela serve os propósitos torpes de alguns.

    Quanto aos Alunos serem “OBVIAMENTE incitados a votar” na lista em que eu votei, vai-me desculpar, mas tomei isso como uma ofensa aos meus Alunos, que são crescidos e inteligentes o suficiente para pensarem pela sua própria cabeça. Aliás, um dos muitos apelos que faço de forma sistemática aos Alunos é que pensem pela sua própria cabeça. Procuro, portanto, no âmbito da relação que mantenho com os meus Alunos (que é de enorme respeito e profundo carinho), incutir-lhes espírito crítico.

    E termino dizendo que é muito baixa e nada nobre a atitude de trazer para a conversa a referência ao aluno ou aluna que gerou toda esta situação. O que esse aluno/aluna fez, ao divulgar o e-mail, é profundamente triste, sim. Para além de ter cometido um facto ilícito, que constitui, aliás, crime, pautou a sua conduta por uma tremenda falta de respeito para comigo. Mas a atitude criminosa deste aluno/aluna não desculpa todo o desenrolar dos acontecimentos e não legitima que o e-mail seja divulgado a partir daí para quem quer que seja. A divulgação do e-mail neste ou noutro blog ou em qualquer rede social é CRIME.

  22. Filipa de Sá diz:

    Caro João Branco

    Aceito o seu primeiro pedido de desculpas, porque ele é devido. E desculpe-me agora a mim por discordar de si. Devo dizer-lhe que me ofendeu, sim, e ofendeu-me profundamente, no meu mais íntimo interior. E passo a expor os motivos pelos quais me senti ofendida:
    1º: Ter divulgado o e-mail, acto que não só me magoou, como é ilícito, ilegal e constitui crime. Acima de tudo, magoou-me no meu íntimo. O mais importante para mim não é, portanto, o acto por acaso juridicamente constituir crime (o que faz gerar entre nós uma relação jurídica), mas antes o simples facto de o João ter achado correcto postar aqui no seu blog uma reprodução de um e-mail que não lhe foi dirigido a si e do qual se serviu para tecer os comentários que teceu. Se queria “postar” a história no blog, fazia-o escrevendo um texto da sua autoria, sem fazer uso indevido do e-mail.

    2º: O texto que colocou a seguir à reprodução do e-mail é completamente ofensivo, porque totalmente infundado! Antes de decidir disponibilizar no seu blog a reprodução do e-mail a que teve acesso e, em consequência, de forma totalmente precipitada, tecer comentários sobre a minha pessoa, devia ter tido o cuidado de se inteirar de todos as circunstâncias que envolveram o caso. O que afirmou ser tão claro como a água afinal não era. E se tivesse tido o cuidado de se informar correctamente sobre o ocorrido não teria formulado os juízos precipitados que formulou e que, repito, me magoaram profundamente.

    Relativamente à conta de e-mail pertencer a uma instituição pública e, por esse motivo, o seu conteúdo ser público, trata-se de uma ideia completamente errada! Se tinha essa ideia, desengane-se, porque o acesso não autorizado ao conteúdo de um e-mail institucional é crime. E a sua divulgação constitui igualmente crime. Se eu tivesse colocado o texto, por exemplo, no WOC ou naquela entidade abstracta de nome NONIO, o João já poderia divulgá-lo. Sendo um e-mail, não pode. Portanto, o facto de o ter divulgado e neste momento ainda o manter no seu blog constitui crime. Peço-lhe, por isso, sem prejuízo de continuar a debater até ao infinito esta questão, que retire a imagem que ilegalmente colocou no seu blog.

    Quanto ao pedido de desculpas que me dirigiu por discordar de mim, não tem nada que se desculpar e, portanto, não as aceito, porque não são devidas! É, pois, perfeitamente livre de discordar de mim e aceito muitíssimo bem que juntos num diálogo correcto, construtivo e isento de ofensas, teçamos cada um os seus argumentos, de forma a estarmos em condições de sustentar a posição que assumimos. É, aliás, com muito prazer que me envolvo em diálogos em que se debate de forma intensa e com recurso a argumentos sérios! Se os argumentos que o meu interlocutor de circunstância mobiliza me convencerem a mudar de posição, tanto melhor! Significa que a pessoa que me convenceu é muitíssimo inteligente e capaz! É que, sabe, eu também não me saio nada mal quando quero sustentar uma determinada posição. De modo que quando alguém me convence, eu passo a partir desse momento a nutrir uma enorme admiração por essa pessoa!

    Entremos, então, na discussão dos argumentos:

    1º “Enquanto aluno (na posse dos mesmos direitos que lhe assistem) não vejo qualquer incómodo que apele ao voto pela lista que acha mais crediível neste momento para assumir os destinos da Associação. Não me ralo minimamente que faça campanha boca-a-boca, a partir do facebook ou em outro “sitio” que lhe pertença pessoalmente. Está no seu direito.”

    Estamos de acordo.

    2º “Importo-me sim, como estudante da UC e como contribuinte da Direcção Geral de Contribuições e Impostos que use uma mailing list que adquiriu a partir das suas funções de docente na Universidade de Coimbra para apelar ao voto entre a comunidade estudantil mais jovem do seu curso.”

    O que diz é totalmente FALSO! Eu não usei mailing list alguma!! Eu tenho acesso a mailing lists, pois tenho. O que me coloca, aliás, numa posição muitíssimo confortável quanto a este caso. Porque senão reflicta comigo: tendo eu acesso aos e-mails dos Alunos da Faculdade de Direito, porque não fiz eu uso dessa mailing list? Mais: não é só aos mails dos alunos da Faculdade de Direito que eu tenho acesso, também tenho acesso aos mails dos alunos da Faculdade de Psicologia, onde também lecciono. Porque é que, então, se o meu objectivo era servir-me das mailing lists para apelar ao voto, eu não as utilizei? É que sabe, há uma coisa que eu aprendi já na vida. É a não julgar os outros antes de me inteirar de TODAS as circunstâncias que envolveram uma determinada situação. E o que se passou foi tão-somente o seguinte: No contexto de um aviso que tinha que dar aos meus alunos de Direito deste ano lectivo (e apenas a eles!!), aproveitei com a mais perfeita das naturalidades para apelar ao voto, tal e qual como apelo muitas vezes para irem ao cinema, para irem ao teatro, para irem a uma determinada exposição, para participarem nos colóquios, na vida académica, na queima, na latada, etc., etc., etc. E faço-o tanto nas aulas, como, mais recentemente, nos e-mails, nos MESMOS e-mails em que me refiro à matéria das aulas que lecciono. E sempre da mesma forma. Deixo-lhe alguns exemplos concretos para ver se compreende melhor:

    a) «Aproveito para dar conta a todos de mais dois colóquios que terão lugar na nossa Faculdade no mês de Novembro :
    1. “Novos Caminhos para o Direito dos Transportes”
    http://www.uc.pt/fduc/destaques/coloquio_idet_251111
    2. “O Direito Administrativo Português sob a Influência do Direito Internacional, do Direito Europeu e dos Direitos Fundamentais”
    http://www.uc.pt/fduc/destaques/coloquio_18112011»;

    b) «Também em Novembro:
    1. Aula aberta: “Ética e Direito”, pelo Professor Doutor Manuel Costa Andrade (vosso futuro Professor de Direito Penal!)
    http://www.uc.pt/fluc/docspdf_noticias/etica_direito_cartaz.pdf
    2. No âmbito das Conferências Internacionais de História (2011) – «A desigualdade económica é uma “maldição” latina? O caso português, 1500-1800
    http://www.uc.pt/fluc/noticias/desigualdade_economica
    3. Fernanda Fragateiro – VI Encontro com Artistas Contemporâneos
    http://www.uc.pt/fluc/noticias/fragateiro
    4. Palestra com o Ministro da Embaixada do Japão, Sr. Dr. Tatsuo Arai, sob o tema “Culinária Japonesa e Hábitos Alimentares no Japão”
    http://www.uc.pt/fluc/docspdf_noticias/ministro_embaixada_japao.pdf»

    c) «Ah! Já está nos cinemas o filme The Ides of March, de George Clooney!”»;

    d) «Aproveito para os exortar a ler O Processo, do mesmo autor, que foi inclusivamente adaptado para cinema, em 1962: The Trial, de Orson Welles (excertos: http://www.youtube.com/watch?v=RBp464uBH9A/http://www.youtube.com/watch?v=ApwPpqWzUlg/). Há uma outra adaptação, de 1993: The Trial, produção de David Hugh Jones, roteiro de Harold Pinter (http://www.youtube.com/watch?v=EC7jcaE_KjA&feature=results_main&playnext=1&list=PLA65BA27F084A8045)»;

    e) «Uma vez que falei em filmes, aproveito para sugerir – agora fora do mundo do Direito – o último do Woody Allen: Midnight in Paris. Embora não tenha ainda tido, infelizmente, oportunidade de ir ver (e me recuse a ler antecipadamente as críticas), arrisco a sugestão! Afinal, Woody Allen é Woody Allen! :)»

    f) «Já agora, quem gosta de cinema não vai querer perder a programação do mês de Novembro:
    – 31 de Outubro (HOJE!), 21h30, TAGV: Mel (Bal), de Semih Kaplanoğlu (ganhou o Urso de Ouro, na categoria de Melhor Filme, no Festival de Berlim de 2010)
    http://www.tagv.info/
    – 12ª Festa do Cinema Francês, de 2 a 8 de Novembro, TAGV
    http://www.festadocinemafrances.com/12a/?page_id=2823
    – XVIII edição do Festival Caminhos do Cinema Português, de 9 a 17 de Novembro
    http://www.caminhos.info/
    – 21 de Novembro, 21h30, TAGV: Vénus Negra (Vénus Noire), de Abdellatif Kechiche
    http://www.tagv.info/»

    g) «Outras sugestões:
    Teatro:
    9 de Novembro, 21h30, TAGV: À Procura de Ricardo III
    24 de Novembro, 21h30, TAGV: Horror
    7 de Dezembro, 21h30, TAGV: Monstros de Vidro
    http://www.tagv.info/
    Podem ainda consultar a programação de Outubro-Dezembro do Teatro da Cerca de São Bernardo aqui:
    http://tcsb.aescoladanoite.pt/TCSB_em_OutDez2011.html
    E para os apreciadores de Ballet:
    – 20 de Novembro, Cinemas Lusomundo Dolce Vita, A Bela Adormecida (em directo de Moscovo, Ballet Bolshoi)
    http://www.zonlusomundo.pt/Noticia.aspx?id=6573
    – 8 de Dezembro, 17h, TAGV, O Lago dos Cisnes, Companhia Russian Classical Ballet
    http://www.tagv.info/»

    – Etc., etc., etc., etc., etc.!

    Acho que isto chega para provar que são totalmente infundadas as acusações que me dirigem.

    3º “Eu fui caloiro, a Filipa foi caloira. Como tal, compreende perfeitamente que os caloiros são altamente influenciáveis e moldáveis quando se tratam de eleições internas para a AAC.”

    Discordo totalmente. E assumo até as suas palavras como uma ofensa aos meus alunos. Como diz, e bem, eu também já fui caloira e nessa altura reagia muito mal a comentários desse tipo. Os Alunos do primeiro ano da Faculdade são bem crescidos, responsáveis, inteligentes e perfeitamente capazes de decidir por eles próprios. Aliás, eu não me canso de apelar ao seu espírito crítico, como já tive oportunidade de referir na resposta ao comentário do Dom Sebastião.

    4º “Alguém que chega pela primeira vez à AAC ainda não tem a mínima noção do que é a AAC e do que são as pessoas que são intimamente ligadas à realização da casa – daí que seja um dado certo (e o tenha escrito) que alguém com mais influência (neste caso um professor) tem uma via completamente aberta para influenciar a decisão destes alunos.”

    Os alunos quando chegam ao ensino universitário não têm noção de muita coisa. E não são apenas os alunos, é qualquer pessoa que entre pela primeira vez num universo totalmente novo. Todos precisamos de tempo para nos adaptarmos. E há sempre influências, umas boas e outras más. E no mundo universitário as coisas não são diferentes. Tal como no específico mundo da AAC. Devo dizer-lhe que muito do que sou hoje devo à enorme influência que alguns professores exerceram sobre mim. E se quer que lhe diga, agradeço muitas vezes pela sorte que tive de poder contactar com pessoas tão genuínas, que tanto me ensinaram, sobre o direito e sobre a vida. Quanto ao específico mundo da AAC, na altura em que eu era caloira, poucas eram as boas influências, posso-lhe garantir. E foi, aliás, por essa razão que nunca me quis envolver em nenhuma candidatura à AAC. As influências são muito importantes, necessárias até, desde que sejam boas!

    5º – Consequentemente, tal leva-me a pensar que a Universidade, de entre outros conhecimentos teóricos e técnicos que se podem adquirir, serve também para que as pessoas maturem no simples facto de, pela primeira vez, adquirirem uma forma de pensar própria. (para além do desenvolvimento de outras qualidades pessoais que vão emergindo) Daí que se afirme que a lição que se leva de Coimbra é algo que vai muito mais além daquilo que é apreendido nas salas de aula.”

    Concordo em absoluto.

  23. Filipa de Sá diz:

    Caro João Branco

    Peço desculpa, mas julgando que o segundo texto que escrevi não tivesse sido enviado por erro meu, enviei-o uma segunda vez. E reparo agora que apareceu em duplicado. Peço desculpa por isso.

  24. Filipa de Sá diz:

    Ah! Já agora. Outra ideia errada. A de que eu sou aluna de Doutoramento. Eu sou aluna de Mestrado, não de Doutoramento!

  25. Filipa de Sá diz:

    Atentando agora melhor nos comentários que surgiram entretanto, há coisas que me estão a causar estupefacção e outras novamente mágoa profunda.

    1º “Como é que sabe caro DSF? Ainda pergunta como se sabe? Ontem, na FDUC falei com vários alunos do 1º ano que me confirmaram que receberam o dito email e que deram ordens no início do ano lectivo para que o mesmo pertencesse à dita mailing list, como forma de se manterem actualizados nos assuntos relativos ao seu percurso académico bem como à relação aluno-professor. Só isso. Metam na cabeça que a dita mailing list só serve para isso. Nada mais.”

    Estou estupefacta! Vai-me desculpar, caro João Branco, mas não compreendi o recado. Quem é que deu ordens a quem sobre o quê??? Há aqui alguma enorme confusão e um tremendo equívoco!

    2º – Quanto ao comentário, o mesmo é da minha autoria, e se perguntar a dezenas dos seus colegas eles concordam na íntegra com o mesmo. Claro que feri susceptibilidades. Disse a verdade. Ou nunca lhe disseram que a verdade doi? Ou vamos andar aqui a passar paninhos quentes por quem, pela experiência que tem, deverá ter mais atenção sobre as consequencias dos seus actos? Peço imensa desculpa, mas não compactuo. Não compactuo porque tenho a experiência pessoal enquanto antigo aluno da FDUC da falta de perdão que a instituição teve perante os meus erros e que por várias vezes ameaçou o meu percurso escolar. Por isso, não compro os seus argumentos e muito menos os argumentos da Filipa de Sá.

    Mais uma flecha no meu íntimo. Caro João, posso pf pedir-lhe que atente em todas, mas mesmo todas, as circunstâncias que rodearam o caso e que não insista em afirmar mentiras?? Peço-lhe desculpa, mas o que afirma não é verdade, é mentira!!! Eu não vi ninguém neste blog a pedir-lhe para passar paninhos quentes em absolutamente nada ou compactuar com o que quer que fosse! O João não percebe que está a basear as suas afirmações em factos FALSOS!! Não vê isso?? O que diz não é verdade, é mentira!! E por favor não invoque a sua experiência pessoal, pelos vistos muito negativa, enquanto antigo aluno da FDUC, para se referir a mim. Com certeza que eu não estive na origem de nenhuma das situações injustas por que eventualmente passou!

    • Baseio-me nas informações que os seus alunos me passaram na segunda-feira na Faculdade de Direito. Quem conta um conto acrescenta um ponto. Eu apenas reiteirei aquilo que me foi dito por alguns dos seus alunos.

      • Filipa de Sá diz:

        Mais estupefacta estou… É que não compreendo sequer o que quis dizer ou que diz que lhe disseram! Quem é que deu ordens a quem sobre o quê??

  26. Cara Filipa de Sá,

    Depois de ter lido e re-lido a sua resposta, e, de muito ter ponderado acerca do mesmo passo a exercer a minha resposta.

    Retiro a imagem deste blog assim como o seu comentário não porque esteja a recear uma tomada de posição do ponto de vista jurídico da sua parte mas porque como me considero um tipo humano decido pelo menos da minha parte poupar-lhe quaisquer constrangimentos que possa vir a ter na casa das leis. No entanto alerto-lhe que esta fuga de informação não é um fenómeno que tenha ocorrido apenas neste blog. Este blog é apenas um trecho muito limitado da extensão da difusão que esta problemática causou nos blogs e nas redes sociais. Já deve ter reparado que, só no facebook, existem mais de 200 partilhas do mesmo, 200 partilhas pelas quais não me responsabilizo pois à hora em que publiquei estes conteúdos já muitas pessoas tinham partilhado este email.

    Estes conteúdos não tiveram um objectivo explícito de a ofender ou de a magoar profundamente, como tantas vezes refere no seu comentário. Tiveram apenas o objectivo de denúnciar algo que achei eticamente errado, à semelhança do escrevi no post de baixo em relação ao meu colega Samuel Vilela e ao email que mandou aos alunos inscritos na mailing list de Relações Internacionais. Se compreendeu o texto como uma ofensa ou ataque pessoal, peço imensa desculpa mas não era o meu propósito.

    Quanto aos diálogos, argumentos, e restantes filosofias, deixe-me que lhe diga que em primeiro lugar escusa de tecer um corpo textual tão grande pois para mim, pela experiência que obtive da faculdade de direito da Universidade de Coimbra tal não passa mesmo disso, de paleio que se aprende na mesma, pouco objectivo e demasiado filosófico. Não é que não tenha gostado da maneira como utilizou as palavras, mas, como diz o povão e com toda a razão: “não gostamos muito de cantorias” – Juridicamente já me afirmaram que o que se passou aqui constitui crime, não pelo conteúdo ser público porque não é (desculpe-me mais uma vez o meu lapso conclusivo) mas porque, como ressalva e bem, a divulgação não-autorizada do email é que constitui de facto um crime, mas, em todo o caso saberá perfeitamente que, eu, não sendo seu aluno, não fui o responsável por tal fuga de informação. Sei bem que as pessoas podem mostrar o email mas não o podem divulgar ou reproduzir pois isso constitui crime de facto. Sou culpado não por o ter divulgado em primeira mão, mas por ter reproduzido. Agora, creio que também lhe será benéfico instaurar averiguações para saber quem é que dentro das suas turmas divulgou em primeira mão este email. Será um esforço que poderá resultar como infrutífero (ninguém se irá acusar como é obvio) mas também se poderá resultar num esforço em que a professora consiga perceber as razões que levaram aos alunos em divulgar tais conteúdos. Pelo menos, penso assim.

    Aproveitando o seu modelo esquemático, passamos aos argumentos concretos:

    O que diz é totalmente FALSO! Eu não usei mailing list alguma!! Eu tenho acesso a mailing lists, pois tenho. O que me coloca, aliás, numa posição muitíssimo confortável quanto a este caso. Porque senão reflicta comigo: tendo eu acesso aos e-mails dos Alunos da Faculdade de Direito, porque não fiz eu uso dessa mailing list? Mais: não é só aos mails dos alunos da Faculdade de Direito que eu tenho acesso, também tenho acesso aos mails dos alunos da Faculdade de Psicologia, onde também lecciono. Porque é que, então, se o meu objectivo era servir-me das mailing lists para apelar ao voto, eu não as utilizei? É que sabe, há uma coisa que eu aprendi já na vida. É a não julgar os outros antes de me inteirar de TODAS as circunstâncias que envolveram uma determinada situação. E o que se passou foi tão-somente o seguinte: No contexto de um aviso que tinha que dar aos meus alunos de Direito deste ano lectivo (e apenas a eles!!), aproveitei com a mais perfeita das naturalidades para apelar ao voto, tal e qual como apelo muitas vezes para irem ao cinema, para irem ao teatro, para irem a uma determinada exposição, para participarem nos colóquios, na vida académica, na queima, na latada, etc., etc., etc. E faço-o tanto nas aulas, como, mais recentemente, nos e-mails, nos MESMOS e-mails em que me refiro à matéria das aulas que lecciono. E sempre da mesma forma. Deixo-lhe alguns exemplos concretos para ver se compreende melhor:

    a) «Aproveito para dar conta a todos de mais dois colóquios que terão lugar na nossa Faculdade no mês de Novembro :
    1. “Novos Caminhos para o Direito dos Transportes”
    http://www.uc.pt/fduc/destaques/coloquio_idet_251111
    2. “O Direito Administrativo Português sob a Influência do Direito Internacional, do Direito Europeu e dos Direitos Fundamentais”
    http://www.uc.pt/fduc/destaques/coloquio_18112011»;

    b) «Também em Novembro:
    1. Aula aberta: “Ética e Direito”, pelo Professor Doutor Manuel Costa Andrade (vosso futuro Professor de Direito Penal!)
    http://www.uc.pt/fluc/docspdf_noticias/etica_direito_cartaz.pdf
    2. No âmbito das Conferências Internacionais de História (2011) – «A desigualdade económica é uma “maldição” latina? O caso português, 1500-1800
    http://www.uc.pt/fluc/noticias/desigualdade_economica
    3. Fernanda Fragateiro – VI Encontro com Artistas Contemporâneos
    http://www.uc.pt/fluc/noticias/fragateiro
    4. Palestra com o Ministro da Embaixada do Japão, Sr. Dr. Tatsuo Arai, sob o tema “Culinária Japonesa e Hábitos Alimentares no Japão”
    http://www.uc.pt/fluc/docspdf_noticias/ministro_embaixada_japao.pdf»

    c) «Ah! Já está nos cinemas o filme The Ides of March, de George Clooney!”»;

    d) «Aproveito para os exortar a ler O Processo, do mesmo autor, que foi inclusivamente adaptado para cinema, em 1962: The Trial, de Orson Welles (excertos: http://www.youtube.com/watch?v=RBp464uBH9A/http://www.youtube.com/watch?v=ApwPpqWzUlg/). Há uma outra adaptação, de 1993: The Trial, produção de David Hugh Jones, roteiro de Harold Pinter (http://www.youtube.com/watch?v=EC7jcaE_KjA&feature=results_main&playnext=1&list=PLA65BA27F084A8045)»;

    e) «Uma vez que falei em filmes, aproveito para sugerir – agora fora do mundo do Direito – o último do Woody Allen: Midnight in Paris. Embora não tenha ainda tido, infelizmente, oportunidade de ir ver (e me recuse a ler antecipadamente as críticas), arrisco a sugestão! Afinal, Woody Allen é Woody Allen! 🙂 »

    f) «Já agora, quem gosta de cinema não vai querer perder a programação do mês de Novembro:
    – 31 de Outubro (HOJE!), 21h30, TAGV: Mel (Bal), de Semih Kaplanoğlu (ganhou o Urso de Ouro, na categoria de Melhor Filme, no Festival de Berlim de 2010)
    http://www.tagv.info/
    – 12ª Festa do Cinema Francês, de 2 a 8 de Novembro, TAGV
    http://www.festadocinemafrances.com/12a/?page_id=2823
    – XVIII edição do Festival Caminhos do Cinema Português, de 9 a 17 de Novembro
    http://www.caminhos.info/
    – 21 de Novembro, 21h30, TAGV: Vénus Negra (Vénus Noire), de Abdellatif Kechiche
    http://www.tagv.info/»

    g) «Outras sugestões:
    Teatro:
    9 de Novembro, 21h30, TAGV: À Procura de Ricardo III
    24 de Novembro, 21h30, TAGV: Horror
    7 de Dezembro, 21h30, TAGV: Monstros de Vidro
    http://www.tagv.info/
    Podem ainda consultar a programação de Outubro-Dezembro do Teatro da Cerca de São Bernardo aqui:
    http://tcsb.aescoladanoite.pt/TCSB_em_OutDez2011.html
    E para os apreciadores de Ballet:
    – 20 de Novembro, Cinemas Lusomundo Dolce Vita, A Bela Adormecida (em directo de Moscovo, Ballet Bolshoi)
    http://www.zonlusomundo.pt/Noticia.aspx?id=6573
    – 8 de Dezembro, 17h, TAGV, O Lago dos Cisnes, Companhia Russian Classical Ballet
    http://www.tagv.info/»

    Tudo bem. Continuo a reiterar que não foi a melhor forma de apelar ao voto. Aceitava se o fizesse boca-a-boca, no facebook ou em outro instrumento pessoal.
    E até preferia, como mencionei noutro comentário que apenas apelasse ao voto, como tal, não mencionando listas e projectos e agrados pessoais no referido email. Mas, esta é apenas a minha perspectiva de ver as coisas. Como elucidou, a Filipa tem outra perspectiva, perspectiva que não concordo mas desde já respeito.

    “Os Alunos do primeiro ano da Faculdade são bem crescidos, responsáveis, inteligentes e perfeitamente capazes de decidir por eles próprios.”

    Queira desculpar-me, mas pela minha experiência pessoal vivida nesses tempos não concordo. Julgam-se crescidos. São inocentes, imaturos. Acho que o verdadeiro grau de maturidade nas universidades só se atinge à 3ª\4ª matrícula. Daí que seja uma voz que concorde que a entrada no ensino superior só se deveria efectuar a partir dos 21 anos, à semelhança daquilo que se faz por exemplo no Brasil e nos Estados Unidos.
    Como tal, creio alertar que no ponto seguinte se contradiz quando afirma:

    “Os alunos quando chegam ao ensino universitário não têm noção de muita coisa. E não são apenas os alunos, é qualquer pessoa que entre pela primeira vez num universo totalmente novo. Todos precisamos de tempo para nos adaptarmos. E há sempre influências, umas boas e outras más. E no mundo universitário as coisas não são diferentes.”

    Se são crescidos, responsáveis e inteligentes e perfeitamente capazes de se decidir por eles próprios, porque é que quando chegam nas universidades não tem noção de muita coisa quando todas as qualidades que lhes aponta deveriam dar-lhes traquejo suficiente para ter essa perfeita noção do que é a Universidade. Se são inteligentes e responsáveis, porque se deixam absorver por más influências? Não quero de todo o mundo fazer aqui um retrato psicológico do homem nesse estádio de idade, mas creio que deverá rever aquilo que escreveu e reflectir sobre isso, pois em larga medida, a contradição que traça poderá ajudá-laem muito na sua carreira enquanto docente.

    “Tal como no específico mundo da AAC. Devo dizer-lhe que muito do que sou hoje devo à enorme influência que alguns professores exerceram sobre mim. E se quer que lhe diga, agradeço muitas vezes pela sorte que tive de poder contactar com pessoas tão genuínas, que tanto me ensinaram, sobre o direito e sobre a vida. Quanto ao específico mundo da AAC, na altura em que eu era caloira, poucas eram as boas influências, posso-lhe garantir. E foi, aliás, por essa razão que nunca me quis envolver em nenhuma candidatura à AAC. As influências são muito importantes, necessárias até, desde que sejam boas!”

    Na questão dos professores da FDUC, discordo obviamente de si. Frequentei a FDUC em tempos em que a classe docente e a classe dos alunos não se relacionavam. Exceptuando o Dr. Vieira Cura e o Doutor Jónatas Machado, professores dos quais tinha algum contacto, admito que não aprendi nada na Faculdade de Direito, não solidifiquei qualquer amizade com o corpo docente e este não moldou uma única característica do meu ser no prisma ético e valorativo.

    Na questão da AAC, concordo perfeitamente consigo.

    E pronto, desculpe-me o facto de me ter alongado demais neste comentário. A imagem e o comentário serão retirados e irei em substituição deixar apenas uma frase em que a responsabilizo pelo pedido de retirada do conteúdo.

    Sem mais assunto, despeço-me.

  27. Dra. Filipa de Sá

    Deixei de ser aluno da FDUC em Fevereiro de 2010, data do término da minha licenciatura (curiosamente,numa oral de metodologia em que a Dra. esteve presente) mas gostava de dar a minha opinião, visto este “fórum” ser aberto a todos e pelo facto de ainda manter laços estreitos com a AAC e a Universidade.

    Acredito sinceramente que o envio do referido e-mail foi bem intencionado e que não quisesse enveredar por qualquer tipo de “caciquismo”, apelando simplesmente a uma ampla participação dos seus alunos no acto eleitoral. Evidentemente, que todos nós somos livres de manifestar a nossa tendência de voto e até de “militar” por qualquer uma das listas. Isso não está em causa! O que penso que esteja em causa é a especificidade da situação, isto é, o facto de a Dra. se ter dirigido aos seus alunos na qualidade de professora. Para isto, concorrem os seguintes factos: 1) ter-se servido do e-mail institucional 2) o conteúdo do e-mail (com informações relativas à cadeira) 3) a “mailing list” de que dispôs e que advém única exclusivamente da sua actividade profissional.

    Na verdade, nada haveria a dizer se a Dra. enviasse centenas de e-mails a revelar a tendência do seu voto ou mesmo a apelar ao voto, desde que a actuação se circunscrevesse única e exclusivamente no âmbito das suas relações pessoais. Contudo, o referido e-mail não cabe nesse âmbito. E, deste modo, penso que a sua actuação, neste caso em particular, não esteve em consonância com a deontologia profissional pela qual um professor se deva pautar. Não me interprete mal! Não estou a fazer um ataque à sua pessoa, acusando-a de falta de ética ou brio profissional. É tão só uma opinião relativa a este caso em particular e que estou certo, se tratou apenas de um lapso ou erro isolado. Ninguém é imune a falhas…

    Quanto à dimensão do caso, acompanho-a nas críticas. Alguns comentários são desproporcionados, injustos, desrespeitosos e cobardes (pela falta de identificação dos autores). Mas neste tipo de situações, em que as eleições são bastante disputadas, os ânimos tendem a exaltar-se e as posições tendem a extremar-se – e sim, até para se obter “ganhos” políticos.

    Respeitosamente,

    JAC

    • Filipa de Sá diz:

      Caro João A. Correia

      Agradeço desde já que tenha resolvido transmitir a sua opinião directamente à minha pessoa. É de louvar, já que a maior parte das pessoas ao invés de se dirigirem a mim, fazem comentários profundamente injustos nas minhas costas, não me dando sequer oportunidade de me defender.

      Quanto à sua concreta opinião, devo antes de tudo dizer que a respeito. E devo agradecer-lhe também a forma correcta como a expressou, não me ofendendo nem agredindo.

      Mas deixe-me agora tentar responder-lhe, já que estamos em desacordo.

      1º “Acredito sinceramente que o envio do referido e-mail foi bem intencionado e que não quisesse enveredar por qualquer tipo de “caciquismo”, apelando simplesmente a uma ampla participação dos seus alunos no acto eleitoral. Evidentemente, que todos nós somos livres de manifestar a nossa tendência de voto e até de “militar” por qualquer uma das listas. Isso não está em causa!”

      Se acredita sinceramente, fico-lhe muito grata pela confiança, já que, se dos meus alunos, dos meus amigos e de todos aqueles que me conhecem bem eu espero essa atitude, das pessoas que não têm qualquer contacto comigo ou que têm um contacto fugaz (como foi o caso do João, na oral de Metodologia), já não espero e até aceito que, antes de conhecerem todos os contornos do caso, duvidem da honestidade e genuinidade da minha atitude.

      2º: O que penso que esteja em causa é a especificidade da situação, isto é, o facto de a Dra. se ter dirigido aos seus alunos na qualidade de professora. Para isto, concorrem os seguintes factos: 1) ter-se servido do e-mail institucional 2) o conteúdo do e-mail (com informações relativas à cadeira) 3) a “mailing list” de que dispôs e que advém única exclusivamente da sua actividade profissional.

      Eu dirijo-me aos Alunos em muitas qualidades, já que para mim ser professora é muito mais do que assumir a simples obrigação de ensinar a matéria a que estou obrigada. Para mim, ser professora é também ser amiga. Quer acredite, quer não acredite, eu sofro muito pelos meus alunos, sofro quando eles se vêm completamente perdidos em relação à matéria da disciplina que lecciono, sofro pelas angústias que trazem consigo, sofro pela sua aflição nos momentos da avaliação, sofro quando os vejo a sofrer por motivos íntimos e pessoais. Não faz a mais pequena ideia do que significa para mim ensinar. E a relação que mantenho com eles é de enorme respeito e profundo carinho. E o mais importante para mim é isso. Quem me conhece bem sabe que odeio os meios impessoais de comunicação, como sejam as plataformas do WOC, do NONIO, os mails, etc. De modo que para mim é indiferente se eu comunico com eles pelo mail institucional da faculdade ou por qualquer outro meio. O importante para mim é o conteúdo, não a forma. Pelo menos, até aqui era. A partir de agora acho que vou começar a seguir os conselhos que os meus amigos tanto insistem em dar-me, quando me alertam para o facto de eu me entregar demasiado aos alunos.

      Tudo isto para dizer que:

      a) o argumento de que eu me servi do e-mail institucional é um falso argumento, porque eu não “me servi” de absolutamente nada, pela simples razão de que eu não tinha nenhum objectivo oculto. Como já disse noutra ocasião, grave para mim teria sido eu dar-me ao trabalho de escrever um mail só sobre esse assunto e enviá-lo através de um endereço pessoal. Isso, sim, seria, do meu ponto de vista, gravíssimo, já que denotava uma clara intenção torpe;

      b) a referência que faz ao conteúdo do e-mail (com informações relativas à cadeira) também cai por terra se considerar o facto de ser completamente usual eu fazer referências, tanto nas aulas, como nos e-mails, a conteúdos totalmente alheios à disciplina, o que acontece não raras vezes! Se atentar na resposta que deixei ao João Branco terá oportunidade de tomar conhecimento de vários exemplos de conteúdos não referentes à disciplina que eu coloco nos MESMOS e-mails em que falo de matéria.

      c) eu não fiz uso de qualquer mailing list,como já tive oportunidade de explicar ao João Branco, na mesma resposta em que dei os tais exemplos e para a qual o remeto. Atente bem no que lhe vou dizer, João: é MENTIRA que eu tenha usado uma mailing list!! Eu tenho acesso a muitas mailing lists, é verdade, o que me coloca, aliás, numa posição muitíssimo confortável quanto a este caso, já que eu NÃO FIZ USO DELAS! Apenas aproveitei, no contexto de um aviso que tinha de fazer aos alunos (apenas aos alunos de Direito e apenas aos alunos de Direito do presente ano lectivo e apenas aos alunos de Direito do presente ano lectivo que vão às minhas aulas), para apelar a que fossem votar (tal como apelo a que vão ao teatro ou a que leiam boa literatura – exactamente da mesma forma), manifestando com a mais perfeita naturalidade, transparência e genuinidade a minha opção! E muitos dos destinatários tiveram já a amabilidade de me tranquilizar, dizendo que não compreenderam o conteúdo do e-mail como qualquer forma de condicionamento, inclusivamente alunos pertencentes a outras listas!!

      3º: “Na verdade, nada haveria a dizer se a Dra. enviasse centenas de e-mails a revelar a tendência do seu voto ou mesmo a apelar ao voto, desde que a actuação se circunscrevesse única e exclusivamente no âmbito das suas relações pessoais.”

      Aceito que tenha essa opinião e compreendo-a. Pura e simplesmente agi com uma naturalidade tal que nem me passou pela cabeça tal coisa! E digo-lhe: ainda bem!! Porque se tivesse passado, do meu ponto de vista, já algo de errado havia na minha atitude. Ou, pelo menos, era legítimo que assim se pensasse! Para mim, era mais grave, porque ficaria sempre a dúvida de saber se, por baixo dessa capa formal aparentemente tão correcta do ponto de vista ético, não existira na verdade uma intenção claramente imoral de aproveitamento!!

      4º “E, deste modo, penso que a sua actuação, neste caso em particular, não esteve em consonância com a deontologia profissional pela qual um professor se deva pautar. Não me interprete mal! Não estou a fazer um ataque à sua pessoa, acusando-a de falta de ética ou brio profissional. É tão só uma opinião relativa a este caso em particular e que estou certo, se tratou apenas de um lapso ou erro isolado. Ninguém é imune a falhas…”

      De tudo o que já lhe disse, fica claro que não podia discordar mais de si, quanto a este último ponto. Não lhe levo obviamente a mal, porque todos somos livres de ter opinião! Mas discordo profundamente de si, já que não entendo de modo algum ter violado qualquer dever deontológico. Não estou livre de cometer erros, como diz e muito bem “ninguém é imune a falhas”, mas, quanto a este concreto caso, não entendo ter actuado em momento algum de forma errada, tanto do ponto de vista ético ou moral, como no plano deontológico.

      Atenciosamente,

      Filipa de Sá

    • Filipa de Sá diz:

      Um último apontamento, para agradecer a solidariedade que manifestou através do último comentário que fez: “Quanto à dimensão do caso, acompanho-a nas críticas. Alguns comentários são desproporcionados, injustos, desrespeitosos e cobardes (pela falta de identificação dos autores). Mas neste tipo de situações, em que as eleições são bastante disputadas, os ânimos tendem a exaltar-se e as posições tendem a extremar-se – e sim, até para se obter “ganhos” políticos.”

      Muito obrigada!

  28. Filipa de Sá diz:

    Caro João Branco

    Também li e reli o que escreveu com todo o cuidado.

    1º. Muito agradeço o facto de ter retirado a imagem do e-mail. Como frisei bem, mais importante para mim do que ter um direito jurídico é poder dialogar com as pessoas que me magoaram muitíssimo para nos tentarmos compreender mutuamente. Acredite no que lhe estou a dizer. Não faz ideia do quão importante foi para mim, enquanto pessoa hoje mais do que nunca profundamente preocupada com o mundo mesquinho e baixo em que vivemos (não imagina o quão profundas têm sido as minhas reflexões sobre isto), ter podido ler que se considera “um tipo humano”. Só não gostei muito de ler o resto, talvez porque o motivo que o levou a retirar não tenha sido tão genuíno como eu tinha esperança que fosse nos longos segundos em me detive na sua expressão, antes de avançar na leitura. Criou-me expectativas elevadas, sabe? Tendo em conta tudo sobre o que ando a reflectir… Mas enfim, não faz sentido estar a desenvolver uma ideia cuja explicação implicaria longas horas de conversa sobre o que é ser realmente humano. E o João não está certamente para aturar, como diz, as minhas filosofias. De modo que não o maço mais quanto a isto.

    2º. Agradeço-lhe igualmente o facto de me ter alertado para a difusão ilegal do e-mail no FB e noutros blogs. Já que o fez, pedia-lhe se podia ser mais explícito sobre os locais onde está divulgado o e-mail. Até ao momento tinha conhecimento de uma publicação no FB já retirada, de uma partilha dessa publicação e do seu blog. Nada mais. Entretanto, soube ontem que uma outra pessoa também postou na sua página pessoal do FB e já lhe enviei uma mensagem. De que outros blogs é que tem conhecimento?

    3º. “Estes conteúdos não tiveram um objectivo explícito de a ofender ou de a magoar profundamente, como tantas vezes refere no seu comentário.”

    Se está a ser verdadeiro e não tiveram de facto esse intuito, também foi importante para mim saber isso. O intuito para mim conta muito! Mas ainda assim magoaram-me e ofenderam-me, porque se tratou de uma denúncia feita sem conhecimento cabal de todas as circunstâncias e que gerou comentários falsos. Por isso, se está realmente a ser sincero quando me pede desculpas, eu aceito-as. Quanto ao caso que refere para fazer comparação com o meu, não me devo pronunciar porque não tenho um conhecimento completo da situação e, como tal, correria o risco de ser injusta.

    4º. “Quanto aos diálogos, argumentos, e restantes filosofias, deixe-me que lhe diga que em primeiro lugar escusa de tecer um corpo textual tão grande pois para mim, pela experiência que obtive da faculdade de direito da Universidade de Coimbra tal não passa mesmo disso, de paleio que se aprende na mesma, pouco objectivo e demasiado filosófico. Não é que não tenha gostado da maneira como utilizou as palavras, mas, como diz o povão e com toda a razão: “não gostamos muito de cantorias”

    Desculpe-me agora a mim, porque não quis de todo encher o seu blog de paleio. Apenas me quis defender e para mostrar o meu ponto de vista tive que usar alguns argumentos que tornaram o texto demasiado longo. Mas cada palavra e cada frase foi escrita com um sentido. Nada do que digo pretende ser paleio. Mais uma vez, pode desconfiar e dizer: “Está bem, está bem. Não continue com as cantorias”. Mas se me conhecesse realmente saberia que estou a ser genuína quando afirmo que nada do que digo pretende ser paleio.

    5º. Não sei efectivamente quem foi responsável pela 1ª divulgação, mas cada um é responsável pelas subsequentes. De modo que, se neste momento existem mais de duzentas partilhas no FB, essas pessoas são responsáveis.

    6º. “Agora, creio que também lhe será benéfico instaurar averiguações para saber quem é que dentro das suas turmas divulgou em primeira mão este email. Será um esforço que poderá resultar como infrutífero (ninguém se irá acusar como é obvio) mas também se poderá resultar num esforço em que a professora consiga perceber as razões que levaram aos alunos em divulgar tais conteúdos. Pelo menos, penso assim.”

    Tem toda a razão! Dava tudo para saber quem divulgou em primeira mão o e-mail, não para reagir judicialmente – que, repito, é o que menos importa para mim, se as pessoas estiverem dispostas a conversar abertamente comigo –, mas para tentar compreender o que levou a pessoa a cometer tal acto tão profundamente maquiavélico!!! Não há adjectivo mais apropriado para descrever um acto destes, vindo de uma pessoa, que sendo destinatária do e-mail, estava em perfeitas condições de SABER COM TODA A CERTEZA que não houve da minha parte qualquer intenção de condicionar os Alunos!! É com uma tristeza verdadeiramente profunda que tenho vivido o dia-a-dia dos últimos três dias… Para além da revolta!

    7º “Tudo bem. Continuo a reiterar que não foi a melhor forma de apelar ao voto. Aceitava se o fizesse boca-a-boca, no facebook ou em outro instrumento pessoal.
    E até preferia, como mencionei noutro comentário que apenas apelasse ao voto, como tal, não mencionando listas e projectos e agrados pessoais no referido email. Mas, esta é apenas a minha perspectiva de ver as coisas. Como elucidou, a Filipa tem outra perspectiva, perspectiva que não concordo mas desde já respeito.”

    Obrigada por respeitar a minha perspectiva. Respeito também a sua e até a compreendo.

    8º Quanto à contradição que diz ter descoberto na minha argumentação, a culpa é minha com certeza, porque não me consegui fazer entender e por isso é legítimo que o João tenha julgado que eu estava a contradizer-me. Mas não estava. Vou tentar explicar-me melhor.

    Concordo com o que diz sobre a inocência e a imaturidade dos jovens que entram na faculdade, mas só relativamente a certos aspectos! (E a este propósito deixe-me deixar este desabafo, na sequência do que disse logo no início da minha resposta: como eu gostava que os estudantes mantivessem alguma da sua inocência para o resto da vida!! E que não fossem corrompidos pelo mundo podre e mesquinho que os rodeia. Quem me dera poder protegê-los dessa transformação negativa de personalidade por que tantos passam, fruto das más influências…) Quanto à questão de saber quando se atinge verdadeiramente o grau de maturidade nas universidades, eu entendo que é muito subjectivo!! Eu sempre me reconheci a mim própria, desde o primeiro dia de aulas, como uma estudante madura o suficiente para não me deixar levar por caminhos que considerava errados e sempre reagi mal quando, aproveitando-se do facto de eu ser muito novinha, algumas pessoas me tentavam pressionar e condicionar os meus comportamentos. Passei por essa experiência!! E cá está uma das razões pelas quais me magoa poderem pensar que eu seria capaz de uma atitude tão repugnante como a que é alguém usar da posição superior que tem para condicionar outrem!! Acha mesmo que só se devia entrar no ensino superior com 21 anos? Eu acho que não!! Se pudesse ter entrado na Faculdade com 17, teria sido óptimo! Pelo menos para mim! 🙂 A vida passa tão depressa… 21 anos para mim já é tardíssimo!!

    Atentemos então na aparente contradição:
    “Se são crescidos, responsáveis e inteligentes e perfeitamente capazes de se decidir por eles próprios, porque é que quando chegam nas universidades não tem noção de muita coisa quando todas as qualidades que lhes aponta deveriam dar-lhes traquejo suficiente para ter essa perfeita noção do que é a Universidade.”

    Os alunos quando entram na Faculdade já são bem crescidos, responsáveis e inteligentes o suficiente para decidirem por eles próprios! Foi o que eu disse, sim! E quando afirmo que os alunos quando chegam ao ensino universitário não têm noção de muita coisa, não entrei em contradição! É, de facto, assim! Repare: “o não ter noção de muita coisa” aplica-se a qualquer pessoa que se veja inserida num mundo completamente novo! E as qualidades que lhes aponto, aponto a qualquer outra pessoa que se veja envolvida num universo que até então lhe era completamente estranho. Todos estão em condições de reconhecer quais são os bons e os maus caminhos e tomar uma opção!! Foi o que eu quis dizer! É assim para um jovem Estudante que acaba de chegar à Faculdade ou, por exemplo, para uma jovem Assistente que acaba de entrar no outro lado do mundo universitário, ou para uma pessoa que se vê obrigada a mudar de emprego ou de país, ou para uma pessoa que vai casar pela primeira vez, ou para uma pessoa que vai ter o primeiro filho… São tudo universos novos, em que a expressão “não ter noção de muita coisa” se aplica! E, portanto, a influência que as pessoas com experiência consolidada em todos esses mundos sobre nós exercem quando neles entramos pela primeira vez, sem noção de muita coisa, são muitíssimo importantes! O que digo é que acredito que os estudantes são inteligentes o suficiente para saberem se querem seguir bons ou maus caminhos. Não me diga que uma pessoa de 18 anos não sabe distinguir o bem do mal… Isso tem muita importância para mim! Cabe a cada um construir a sua personalidade, recorrendo aos bons ou aos maus exemplos. Infelizmente apercebo-me cada vez mais que há demasiadas pessoas no mundo inteiro a seguir os maus exemplos. O homem contemporâneo é demasiado individualista e perverso!

    A questão que colocou é muitíssimo pertinente e é, aliás, para mim, a questão central, que tanto me tem feito reflectir:

    “Se são inteligentes e responsáveis, porque se deixam absorver por más influências?”

    Não sei responder. Ando nos últimos tempos a tentar desesperadamente compreender o ser humano no seu mais íntimo interior… Não imagina o que me tortura constatar que vivemos num mundo (o humano) em que rara é a pessoa que não associa o comportamento de alguém a um objectivo mau. Ando mesmo a sofrer com isto. Procuro respostas…

    “Não quero de todo o mundo fazer aqui um retrato psicológico do homem nesse estádio de idade, mas creio que deverá rever aquilo que escreveu e reflectir sobre isso, pois em larga medida, a contradição que traça poderá ajudá-la em muito na sua carreira enquanto docente.”

    Não percebi, genuinamente não percebi o que quis dizer. A contradição já a esclareci! Mas este comentário não percebi e gostava de perceber!

    Por fim, João, queira desculpar-me pelo facto de o texto ser novamente tão longo. Juro que prometi a mim mesma que não me ia alongar, mas não consegui cumprir! E queira-me desculpar pelos meus excessos e pelos desabafos que extravasaram a questão que nos colocou em diálogo: o e-mail por mim enviado aos meus alunos.

  29. Filipa de Sá diz:

    Desculpe, João Branco, mas ao copiar o texto ficaram de fora dois pontos:

    9º. “Na questão dos professores da FDUC, discordo obviamente de si. Frequentei a FDUC em tempos em que a classe docente e a classe dos alunos não se relacionavam. Exceptuando o Dr. Vieira Cura e o Doutor Jónatas Machado, professores dos quais tinha algum contacto, admito que não aprendi nada na Faculdade de Direito, não solidifiquei qualquer amizade com o corpo docente e este não moldou uma única característica do meu ser no prisma ético e valorativo.”

    A sério? Olhe que me sinto realmente triste ao ouvir isso! É tudo o que eu não quero que os meus alunos sintam! Daí que me esforce por estreitar a relação com eles, incentivando-os a participarem nas aulas, a dialogarem e a discutirem comigo!

    10º “A imagem e o comentário serão retirados e irei em substituição deixar apenas uma frase em que a responsabilizo pelo pedido de retirada do conteúdo.”

    Responsabiliza-me? Está bem. Não compreendi bem o comentário, mas está bem.

  30. Filipa de Sá diz:

    Caro João Branco,

    deixe-me agradecer por aqui, pelo seu blog, ao JOÃO NUNO E SILVA, ao JOÃO e ao DSF pelo seu apoio incondicional. É muitíssimo reconfortante saber que há quem me entende totalmente de forma genuína. Enche-me de alegria o facto de existirem pessoas realmente boas, que agem com o coração e não com intuitos interesseiros. E, mais do que isso, que conseguem olhar para as situações, procurando imparcialmente o que de mais verdadeiro nelas existe. De novo, JOÃO NUNO E SILVA, JOÃO e DSF, dirijo-lhes o meu mais profundo e sincero agradecimento.

    Desculpe-me, João Branco, estar a agradecer através do seu blog, mas não tenho outra forma, porque não saberia como entrar em contacto com eles!

    Atrevo-me a fazer um último apelo a todos os que lerem este blog, se o João Branco me permitir:
    ajudem-me por favor a descobrir quem está a divulgar ilegitimamente o e-mail, porque é um ponto de honra para mim exigir que cessem o acto ilícito que estão a praticar. Toda e qualquer pessoa é livre de tecer rios de comentários sobre mim e sobre toda esta situação, mas não são livres de se imiscuírem na privacidade das minhas comunicações. Isso já é um claro abuso! É um direito fundamental que tenho e tenciono ir até ao fim para o fazer valer.

  31. Cara professora,

    Ora essa. Use e abuse do meu blog à vontade. Queria fazer uma piadola de salão com o trocadilho de “blog institucional” mas infelizmente não sou nem nunca serei uma instituição!

    Vamos lá acertar mais algumas agulhas, para ver se nos entendemos de vez.

    Não agradeça o facto de ter retirado o email. Peço-lhe antes para acreditar na minha sinceridade. O João de Araújo Correia foi meu colega na FDUC e, pelo que partilhamos em muitos anos de Universidade de Coimbra sabe perfeitamente o que é que o João Branco pensa. Ou neste caso, nas múltiplas coisas que o João Branco pensa. E pode atestar-lhe de forma genuína que o João Branco não é mau tipo ou pelo menos não tem más intenções. Diz muita coisa da boca para fora, debita muita coisa, debita até muita asneira, mas não é um tipo cuja sinceridade não lhe assista em cada acto, em cada palavra e até em cada erro que comete.
    Não é falsa modéstia, mas considero-me um tipo humano. Não estou para lixar a vida a ninguém, como se costuma dizer na gíria. Neste caso, não estou para lixar a vida a uma jovem, se assim, com todo o respeito a posso tratar (deram-me informações que é uma jovem que frequentou a Faculdade de Direito numa época mais ou menos indexada à minha), como estava a dizer, a uma jovem que inicia agora o seu percurso profissional, percurso que reiteiro pessoalmente que seja marcado por muitas alegrias, por realização e por muito sucesso.

    Na história do paleio, por mais que digamos, não nos conhecemos pessoalmente e por mais que possamos esgrimir argumentos, “iremos bater sempre no molhado”.

    Noutro prisma, percebo perfeitamente a dor que lhe atravessa e até a revolta. Sabe porquê? A mesma faca lancinante que a faz reflectir nestes dias, já me fez reflectir, rir e chorar muitas vezes. Até por intermédio daquilo que escrevo neste blog. Eu percebo perfeitamente que perante tanta mesquinhez, dá vontade de abrir o peito às balas, sair à noite, dizer algumas palavras de revolta contra os primeiros que nos aparecem à frente. No entanto, o bom senso por vezes leva-nos a engolir tais sentimentos. E ainda bem que esse bom senso existe. É algo que ganhamos com a idade e já que estamos numa de discutir os homens, mesmo perante o facto de achar que a vossa argumentação e retórica na FDUC é algo que me maça em demasia, é esta falta de bom senso que os jovens caloiros que todos os anos chegam à UC precisam (na maioria dos casos) para triunfar sem mácula. Mas, deixemos estas discussões para quem de direito (com d pequeno) como são os tipos lá do Ministério e do Conselho Nacional de Educação.

    Claro que posso ser explícito nos locais onde está divulgado, até porque já me dei ao trabalho de os procurar. Peço-lhe que me envie um email pessoal que seja seu para joaorbranco@live.com.pt e eu próprio lhe apontarei onde encontrei expostos os prints do email.

    “Quanto ao caso que refere para fazer comparação com o meu, não me devo pronunciar porque não tenho um conhecimento completo da situação e, como tal, correria o risco de ser injusta.”

    Em traços gerais eu explico-te, visto que falamos do meu curso, Relações Internacionais. O candidato a vice-presidente da Lista L, Samuel Vilela, antigo presidente do Núcleo de Relações Internacionais, pelo 2º ano consecutivo enviou um email para a mailing list da Licenciatura\Mestrados\Doutoramentos em Relações Internacionais a apelar ao voto na sua lista. Usou de uma alargada mailing list (penso que uns bons 6 mil contactos, em que cerca de 600\700 ainda são estudantes activos da UC) para fazer campanha no mesmo dia em que mandou o seu email. Como já no ano passado tinha alertado o aluno e o docente que gere a rede acerca do conteúdo ostensivo das mensagens do Samuel e nada fizeram, voltei a fazê-lo este ano para ver se alguém põe fim a esse abuso de direito.

    Creio que deve investigar de onde veio a fuga de informação. Deve chegar ao aluno que o fez, mas, peço-lhe por favor que adopte uma postura correctiva e de diálogo perante esse aluno. Tente saber o porquê e ensine-lhe que o que ele fez é feio.

    Quanto à contradição: Os jovens serão sempre corrompidos. Percebo as suas palavras, dou-lhe razão. Mas sabe, para que os homens fossem inocentes, teria que cair o carmo e a trindade. A perfeição é impossível. O que é apenas possível é mudar o paradigma social em que vivemos. Mesmo que essa ideia lhe soe uma utopia no presente. Tenho com certo que a mutabilidade dos valores será uma certeza na humanidade assim como também tenho como certo que as sociedades são mutáveis, se bem que dentro do macrocosmos que é o mundo existem várias culturas e sub-culturas: nenhuma delas, estou seguro, deverá perecer para sempre. Estas palavras até me remetem à definição de cultura que o seu regente de cadeira, o inigualável Dr. Pinto Bronze, mencionou no seu livro e por consequente nas suas aulas. Era qualquer coisa como “a cultura é o trabalho colectivo da existência humana. A cultura pertence aos homens” – penso que era qualquer coisa assim, mas se quer que lhe diga nunca encaixei muito com Introdução e sempre preferi jogar computador e ver futebol. E o livro, nem sei dele. Acho até que já o deitei para o lume!

    Voltando ao concreto:

    “Eu sempre me reconheci a mim própria, desde o primeiro dia de aulas, como uma estudante madura o suficiente para não me deixar levar por caminhos que considerava errados e sempre reagi mal quando, aproveitando-se do facto de eu ser muito novinha, algumas pessoas me tentavam pressionar e condicionar os meus comportamentos. Passei por essa experiência!!”

    – cá está o problema da dita contradição. Sempre se reconheceu como. A Filipa fala muito na 1ª pessoa. Eu reconheço, pela sua maneira de escrever, pelo cuidado que tem na utilização dos termos, que a Filipa deve ser alguém com um quociente de inteligência extremamente elevado. Para dar aulas na FDUC, mérito terá que o ter. E muito. Agora, deixe-me que lhe diga Filipa. Os inteligentes são racionais, os espertos são emotivos. E os racionais, coloquem-nos num aviário de luzes desligadas, e eles irão sempre arranjar forma de contornar a situação. Percebe a tentativa de analogia que eu lhe quero transmitir na questão das influências, das boas e más influências e do mundo mesquinho?

    Apesar da sua opinião, continuo a considerar que os 21 são a melhor idade para se entrar numa universidade e até acrescento que os 26 são a melhor idade para se começar a trabalhar. Mas, isto foi algo que disse em conversa com um professor da FEUC, o professor Daniel Francisco, no meio de uma aula de Teoria Política II.

    “E as qualidades que lhes aponto, aponto a qualquer outra pessoa que se veja envolvida num universo que até então lhe era completamente estranho. Todos estão em condições de reconhecer quais são os bons e os maus caminhos e tomar uma opção!! Foi o que eu quis dizer! ”

    Percebo perfeitamente o que quis dizer, mas queira-me desculpar, não concordo. Deviam estar preparados para saber quais os bons e os maus caminhos, mas não estão. São extremamente influênciáveis pela cultura consumista, pelos meus velhos, maior parte deles pela forma de pensar dos pais, avós, irmãos, primos. Deviam pensar por sua cabeça? Claro que sim. Fazem-no? Poucos, no meu entender. Sabem distinguir o bem do mal? Claro que sim. Mas optam pelo bem quando estão influenciados por terceiros para o lado do mal? É uma pergunta que temos que fazer por exemplo quando vemos as ambulâncias a passar em alturas de queimas e latadas. Mas infelizmente, nelas, não vão apenas caloiros. Vão muitos outros cuja cabecinha não maturou com a passagem dos anos.

    “Não sei responder. Ando nos últimos tempos a tentar desesperadamente compreender o ser humano no seu mais íntimo interior… Não imagina o que me tortura constatar que vivemos num mundo (o humano) em que rara é a pessoa que não associa o comportamento de alguém a um objectivo mau. Ando mesmo a sofrer com isto. Procuro respostas…”

    Boa pergunta cara professora. Somos 2.

    “Não quero de todo o mundo fazer aqui um retrato psicológico do homem nesse estádio de idade, mas creio que deverá rever aquilo que escreveu e reflectir sobre isso, pois em larga medida, a contradição que traça poderá ajudá-la em muito na sua carreira enquanto docente.”

    É simples desbloquear esta frase. Talvez não me tenha feito entender nas melhores condições. Se reflectir sobre os comportamentos da geração à qual lecciona é caminho andado para saber lidar com as suas atitudes e ter um desempenho magnífico na sua carreira enquanto docente. Era apenas isto que queria dizer.

    Classe docente da FDUC (ponto 9): Infelizmente foi a realidade que concluí da faculdade. Mas espero que ponha em prática o método que afirmou. Discuta, resolva problemas, insira até na cabeça dos meninos se for preciso. Tente perceber tudo, tenha bons resultados nas turmas. A FDUC precisa, desde há largos anos, de um corpo docente que se abra à comunidade e que tenha uma relação mais terra-a-terra. Sei que com as avaliações continuas, esse paradigma está claramente a mudar. Espero que mude mais. E espero que sejam os professores mais novos a dar o exemplo, pois sei que sabem a realidade da qual falo.

    A frase (ponto10) – Neste caso, as frases que já são visíveis no corpo do texto do post. Responsabilizo a si pelo pedido que me formulou e obviamente responsabilizo-me a mim pela publicação e retirada do conteúdo que lhe causou incómodo, pedindo obviamente desculpa aos leitores. Não sou cobarde. Assumo integralmente tudo aquilo é escrito e dito aqui neste blog, pelo menos, no que é dito pela minha pessoa.

    E pronto, também tive que puxar dos galões para tecer este longo comentário. Não se preocupe com a extensividade dos seus comentários. O que eu quero neste blog é mesmo isso: que as pessoas visitem, leiam, comentem e explanem ao máximo aquilo que sentem. É gratificante ter comentários de elevado teor ideológico.

  32. Filipa de Sá diz:

    “Ora essa. Use e abuse do meu blog à vontade. Queria fazer uma piadola de salão com o trocadilho de “blog institucional” mas infelizmente não sou nem nunca serei uma instituição!”

    LOL! Acho que é a primeira vez, desde segunda-feira, que me rio! Já nem sabia o que isso era quase!

    “Não agradeça o facto de ter retirado o email. Peço-lhe antes para acreditar na minha sinceridade. O João de Araújo Correia foi meu colega na FDUC e, pelo que partilhamos em muitos anos de Universidade de Coimbra sabe perfeitamente o que é que o João Branco pensa. Ou neste caso, nas múltiplas coisas que o João Branco pensa. E pode atestar-lhe de forma genuína que o João Branco não é mau tipo ou pelo menos não tem más intenções. Diz muita coisa da boca para fora, debita muita coisa, debita até muita asneira, mas não é um tipo cuja sinceridade não lhe assista em cada acto, em cada palavra e até em cada erro que comete.
    Não é falsa modéstia, mas considero-me um tipo humano.”

    Acredito genuinamente nas suas palavras!

    “Não estou para lixar a vida a ninguém, como se costuma dizer na gíria. Neste caso, não estou para lixar a vida a uma jovem, se assim, com todo o respeito a posso tratar (deram-me informações que é uma jovem que frequentou a Faculdade de Direito numa época mais ou menos indexada à minha), como estava a dizer, a uma jovem que inicia agora o seu percurso profissional, percurso que reiteiro pessoalmente que seja marcado por muitas alegrias, por realização e por muito sucesso.”

    Se me pode tratar por jovem? Agradeço que o faça, que é o que considero que ainda sou! E se pudesse parar no tempo nunca envelhecia! Tenho aversão ao tempo! Aliás, discuto muito com ele! Agradeço muito as suas palavras relativas ao meu futuro! Desejo-lhe precisamente o mesmo, qualquer que seja a sua profissão!!

    «Na história do paleio, por mais que digamos, não nos conhecemos pessoalmente e por mais que possamos esgrimir argumentos, “iremos bater sempre no molhado”.»

    Está bem, aceito o que diz.

    “Noutro prisma, percebo perfeitamente a dor que lhe atravessa e até a revolta. Sabe porquê? A mesma faca lancinante que a faz reflectir nestes dias, já me fez reflectir, rir e chorar muitas vezes. Até por intermédio daquilo que escrevo neste blog. Eu percebo perfeitamente que perante tanta mesquinhez, dá vontade de abrir o peito às balas, sair à noite, dizer algumas palavras de revolta contra os primeiros que nos aparecem à frente.”

    Que bom que me compreende!

    “No entanto, o bom senso por vezes leva-nos a engolir tais sentimentos. E ainda bem que esse bom senso existe.”

    Concordo!

    Se no outro caso a que fez referência a pessoa em questão agiu efectivamente com o intuito de condicionar as pessoas, agiu, na minha perspectiva, mal!

    “Creio que deve investigar de onde veio a fuga de informação. Deve chegar ao aluno que o fez, mas, peço-lhe por favor que adopte uma postura correctiva e de diálogo perante esse aluno. Tente saber o porquê e ensine-lhe que o que ele fez é feio.”

    Gostei de ver a ponderação com que falou. Deixe-me tranquilizá-lo, dizendo-lhe que não vou sequer empenhar-me em procurar saber que aluno ou aluna adoptou tal comportamento tão torpe. Ficarei muito feliz se a pessoa em questão tomar a iniciativa de se dirigir a mim e me esclarecer sobre as suas razões, porque eu não consigo até agora compreender porque me fez isto!! Mas não vou fazer esforço para descobrir quem iniciou tudo isto. O que eu quero é que qualquer que seja o sítio onde esteja neste momento publicado o e-mail, ele seja retirado, porque pura e simplesmente não aceito que divulguem o conteúdo da correspondência que troco com quer que seja! É tudo o que pretendo, nada mais!

    Eu cada vez me desiludo mais com o ser humano, mas ainda tenho esperança que as pessoas possam ser verdadeiras, genuínas, transparentes e que, por essa via, encontrem um sentido para a vida! Espero bem que o João tenha razão quando afirma tão convictamente ter como certo “que a mutabilidade dos valores será uma certeza na humanidade”. Que feliz que ia ficar! Quanto à mutabilidade das sociedades, concordo consigo. Mas e se elas mudam para pior?? Onde vamos parar??

    Disse muito bem, João: a cultura pertence aos homens! Sim, a cultura é a segunda natureza de que fala Hegel, através da qual o homem procura completar a sua incompletude no plano biológico-instintivo. Não me diga que se desfez do livro do Senhor Doutor Bronze! Pode ser difícil de ler, mas acredite que se tivesse enfrentado o desafio de o compreender, página após página, com a máxima atenção, teria tirado enorme proveito, tanto no que se refere ao concreto mundo do direito, como no que toca à vida!! O Doutor Bronze é uma das pessoas que mais admiro! Tenho por ele um respeito tão grande que nem imagina! Respeito pelo Professor e respeito pela Pessoa que ele é! E ao mesmo tempo um profundo carinho, carinho mesmo! É para mim uma honra poder ser sua Assistente. Agradeço todos os dias o facto de me ter sido dada essa oportunidade! É algo que me enche de felicidade! Tenho aprendido muito, muito mesmo com as suas lições, tanto a nível profissional, como no plano pessoal! Quem me dera um dia chegar ao patamar de integridade do Doutor Bronze! De perfeição humana, mesmo! Quem me dera!

    “- cá está o problema da dita contradição. Sempre se reconheceu como. A Filipa fala muito na 1ª pessoa. Eu reconheço, pela sua maneira de escrever, pelo cuidado que tem na utilização dos termos, que a Filipa deve ser alguém com um quociente de inteligência extremamente elevado. Para dar aulas na FDUC, mérito terá que o ter. E muito. Agora, deixe-me que lhe diga Filipa. Os inteligentes são racionais, os espertos são emotivos. E os racionais, coloquem-nos num aviário de luzes desligadas, e eles irão sempre arranjar forma de contornar a situação. Percebe a tentativa de analogia que eu lhe quero transmitir na questão das influências, das boas e más influências e do mundo mesquinho?”

    Agradeço muito as suas generosas palavras sobre a minha pessoa. Quanto à analogia, acho que percebi. Mas acha mesmo isso? É tão triste termos que pensar assim… :((

    Quanto à idade para entrar na Faculdade, continuo a defender os 18 ou até os 17, mas em relação ao acrescento que fez sobre a melhor idade para começar a trabalhar, acho que concordo consigo! Até podia ser mais tarde! :p Gostava de ter sido estudante do primeiro ciclo mais tempo, antes de começar a trabalhar!

    Também concordo consigo quando diz que as pessoas são hoje extremamente influenciadas pela cultura consumista…

    “Deviam pensar por sua cabeça? Claro que sim. Fazem-no? Poucos, no meu entender. Sabem distinguir o bem do mal? Claro que sim. Mas optam pelo bem quando estão influenciados por terceiros para o lado do mal? É uma pergunta que temos que fazer por exemplo quando vemos as ambulâncias a passar em alturas de queimas e latadas. Mas infelizmente, nelas, não vão apenas caloiros. Vão muitos outros cuja cabecinha não maturou com a passagem dos anos.”

    Tem toda a razão, temos mesmo que nos interrogar e procurar reflectir…

    “Se reflectir sobre os comportamentos da geração à qual lecciona é caminho andado para saber lidar com as suas atitudes e ter um desempenho magnífico na sua carreira enquanto docente. Era apenas isto que queria dizer.”

    Eu tento reflectir sobre os seus comportamentos!! Tento mesmo! Mas às vezes fico muito confusa e perturbada e não encontro explicação para certas acções… Acções que me deixam acima de tudo profundamente triste. Por outro lado, e no extremo oposto, tenho que reconhecer que há outros comportamentos que me surpreendem imenso pela positiva e que me enchem de alegria, deixando-me até, por vezes, comovida.

    “Mas espero que ponha em prática o método que afirmou. Discuta, resolva problemas, insira até na cabeça dos meninos se for preciso. Tente perceber tudo, tenha bons resultados nas turmas. A FDUC precisa, desde há largos anos, de um corpo docente que se abra à comunidade e que tenha uma relação mais terra-a-terra. Sei que com as avaliações continuas, esse paradigma está claramente a mudar. Espero que mude mais. E espero que sejam os professores mais novos a dar o exemplo, pois sei que sabem a realidade da qual falo.”

    Acredite que me esforço cada vez mais por isso!

    “A frase (ponto10) – Neste caso, as frases que já são visíveis no corpo do texto do post. Responsabilizo a si pelo pedido que me formulou e obviamente responsabilizo-me a mim pela publicação e retirada do conteúdo que lhe causou incómodo, pedindo obviamente desculpa aos leitores. Não sou cobarde. Assumo integralmente tudo aquilo é escrito e dito aqui neste blog, pelo menos, no que é dito pela minha pessoa.”

    Já compreendi!

    “Não se preocupe com a extensividade dos seus comentários. O que eu quero neste blog é mesmo isso: que as pessoas visitem, leiam, comentem e explanem ao máximo aquilo que sentem. É gratificante ter comentários de elevado teor ideológico.”

    Obrigada pelas suas palavras. Eu não costumava frequentar blogs. Talvez agora o comece a fazer mais vezes. Sei que uma vez quando andava no secundário fiz um, mas nem sei onde ele anda e já nem me lembro do que é que escrevi lá! Às vezes penso que gostava de lá regressar, mas já não faço sequer ideia do nome que tinha!

  33. Sim, Branco. Efectivamente uma das qualidades que melhor te caracteriza é genuinidade. 😉

  34. Dra.Filipa

    Compreendo os seus argumentos, apesar de não concordar. Não vou insistir na minha argumentação pois não vejo grande sentido andar a “chover no molhado”.

    Queria só lhe transmitir duas ideias…

    1) Compreendo que dê mais valor ao conteúdo que à forma, influenciada certamente pelo seu sentimento de justiça. No entanto, neste tipo de situações delicadas, o “auditório” ou “fórum” com que a Dra. esgrime os seus argumentos não se importa com a verdade dos factos, mas tão só com que está à vista, isto é, com o que “lhe” parece… Estamos no domínio do social e não do jurídico. Certamente já verificou que por mais que argumente e contra-argumente, restará sempre a dúvida no ar… Especialmente, quando entramos no domínio político! Costuma-se até dizer: “em política o que parece, é!”.
    Como lhe disse, acredito que as suas acções tenham sido bem intencionadas – até porque não descortino o que poderia ganhar com isso – mas é provável que quem não a conheça pessoalmente se apresse a fazer juízos precipitados. No domínio social já sabemos, os julgamentos tendem a ser sumários…

    2) Quanto à recomendação dos seus colegas, tenho a dizer que discordo. Não é na entrega ou dedicação aos seus alunos que reside a fonte de situações aborrecidas como esta. Compreenda que esta situação se insere num contexto de eleições em que as pessoas nada mais conseguem ver do que… votos. É isso que explica a dimensão da situação. Se as eleições não fossem tão disputadas, não estaríamos aqui a falar. Pode ter a certeza.

    Por isso espero que isto lhe possa servir de incentivo para que continue a fazer o seu trabalho da maneira que sempre o fez. Na verdade, uma das situações que sempre critiquei a FDUC é a tendência para se fechar sobre si própria… uma faculdade enfeudada… que cultiva o distanciamento entre professores e alunos dando azo a um certo temor reverencial. Posso dizer-lhe que estou a tirar o meu Mestrado (já na fase da tese) na Católica do Porto e a diferença de tratamento é abissal. A relação entre professores e alunos é bastante mais próxima o que propicia uma ampla participação e um frutuoso debate de ideias. Entendo que deve ser esse o espírito do ensino superior, fornecer os conhecimentos teóricos necessários e incentivar, ao mesmo tempo, o espírito crítico do aluno de forma a progressivamente se ir inovando. E é exactamente esse o espírito das Universidades da Ivy League!
    Estou certo, que a proximidade que desenvolveu ao longo dos anos com os seus alunos teve até resultados práticos: maior afluência ás aulas, maior motivação e consequentemente melhores resultados nas avaliações. De facto, por vezes é difícil manter o equilíbrio entre a amizade e a posição de professor, contudo, creio que havendo alguma ponderação, em situações como esta, penso que será perfeitamente exequível.

    Respeitosamente,

    JAC

  35. Dom Sebastião diz:

    Cara, Filipa de Sá,

    Como deve calcular, o caso está a ser analisado pela Fduc e pela comissão eleitoral, como tal, não me vou prenunciar até que seja tomada uma decisão.

    Cumprimentos,

    Dom Sebastião

  36. Filipa de Sá,

    Penso que chegamos a um ponto minimamente consensual de concordância,

    Um bem-haja.

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