Monthly Archives: Setembro 2011

rwc (6)

Depois da esmagadora vitória Australiana frente à modesta selecção Norte-Americana num jogo em que o ponta Adam Ashley-Cooper esteve em destaque, reporto aqui os últimos 4 jogos deste mundial que tenho vindo a seguir com alguma atenção.

À partida para este mundial, previa-se que o jogo de ontem que opôs a Nova Zelândia à França tivesse sido o centro das atenções na Pool A.

Muito resumidamente, o seleccionador Francês Marc Lièvremont comprou o bilhete antecipado para o 2º lugar da França do grupo e por questões de índole física dos seus principais jogadores e moral dos mesmos (não convinha à França largar os seus trunfos frente à selecção da casa perante um estado eufórico e arriscar-se a perder um jogo por muitos) Lièvremont sabotou este clássico do rugby mundial dois dias antes na conferência de imprensa, desiludindo todos os Neozelandeses que pretendiam ver a sua selecção num competitivo jogo contra a 1ª linha do rugby francês, afirmando que ia poupar jogadores.

Perante um estádio cheio de eufóricos adeptos All-Blacks, a selecção da casa não sentiu dificuldades em derrotar a França por expressivos 37-17, confirmando o primeiro lugar do grupo.

Henry Graham não poupou nenhum dos seus jogadores para o embate contra os Franceses, torneando assim a questão que tinha sido levantada em 2007 quando os Neozelandeses (no dia seguinte à eliminação contra a França em Cardiff) queixavam-se que aquela derrota também se tinha verificado em virtude de não terem disputado qualquer jogo de topo até aos quartos-de-final (Os All-Blacks tinham defrontado na fase de grupos a Escócia, a Itália, Portugal e Roménia).

Lièvremont acabou por cumprir metade da promessa que tinha deixado na sala de conferência de imprensa, e no 15 titular da França haveria por não colocar o talonador Servat, o 3ª linha Imanol Harinordoquy (em sua vez jogou o não menos reputado e talentoso Louis Picamoles) o abertura François Trinh-Duc e o defesa Cédric Heymans. Porém, todos estes atletas entraram na 2ª parte. Fora dos convocados haveriam de ficar Nicolas Mas, David Skrela, Alexis Palisson, Romain Millo-Chluski, Fulgence Ouedraogo e David Marty.

A França ressentiu-se desta estratégia do seu treinador e os 34 All-Blacks haveriam de fazer a vida negra aos Franceses. Sempre comandados pelo brilhante Dan Carter, os Neozelandeses chegaram facilmente aos 3 ensaios logo na primeira parte por intermédio do nº8 Adam Thomson, do defesa (neste jogo actuou a ponta) Cory Jane e do ponta Israel Dagg, que na 2ª parte haveria de marcar o 2º ensaio da conta pessoal. Na primeira parte, o melhor que os Franceses conseguiram foi uma penalidade convertida por Dimitri Yachvilli.

A defesa dos Gauleses haveria de acertar na 2ª parte, não sendo tão permissiva às investidas dos homens lá de trás da formação do hemisfério sul mas haveria de cometer mais faltas sobre os mesmos. Como referi, Israel Dagg haveria de marcar mais um ensaio logo a abrir a 2ª parte, Dan Carter continuou a brilhar com um pontapé de penalidade e um drop e o jogo iria terminar com uma França mais afoita, marcando dois ensaios por intermédio do centro Mermoz e do abertura Trinh-Duc sem que a Nova Zelândia concluísse o jogo com o último ensaio da autoria de Sonny Williams.

Com as contas de grupo A e grupo B praticamente fechadas, os All-Blacks irão defrontar a Argentina nos quartos-de-final enquantos Franceses terão pela frente um grande clássico do velho continente contra a Rosa de Inglaterra.

– No duelo das mais fortes selecções do pacífico, Samoa levou a melhor sobre Fiji por 27-7.

Não foi um jogo muito bonito. De um lado, as Fiji quiseram jogar por intermédio da força, técnica e velocidade dos seus 34. Do outro lado, Samoa apostou em muito no poderio dos seus avançados e começou a construir o resultado com imensas faltas ganhas por este dentro do território Fijiano.

O seleccionador Fijiano Samu Domoni fez uma alteração estranha no 15 titular das Fiji. O abertura Serenaia Bai, uma das unidades com melhor rendimento dos Fijianos nos primeiros 2 jogos passou para centro enquanto Nicky Little assumiu (sem grande prestação; é sem dúvida um dos jogadores mais fortes desta selecção mas está abaixo de forma) o lugar de abertura. E o jogo de ataque dos 34 Fijianos com as suas habituais e rápidas trocas de bola e acelerações não funcionaram contra a agressiva selecção Samoana.

O jogo projectado pelo seleccionador de Samoa Titimaia Tafua resultou na perfeição e a sua selecção foi ganhando pontos ao pé: na primeira parte, o abertura Tusu Pisi () converteu 3 penalidades e atirou para valer um excelente drop. Ao intervalo, Tonga cumpria o quadro estratégico delineado na perfeição e vencia por 12-0.

A 2ª parte começou com nova penalidade de Pisi e um ensaio de Kahn Fotoal´i aos 62 minutos, elevando o marcador para 22-0.Canadá

Cereja no topo do bolo foi o ensaio que seguiu, surgido de uma brilhante arrancada do 3ª linha na imagem (George Stowers) culminando uma exibição de ouro (15 placagens efectivas) para o lado Samoano. As Fiji ainda reduziram por intermédio do ensaio de Netani Talei.

– A Irlanda bateu a Rússia por 62-12 em que jogo que veio a confirmar o que se previa: sentido único para a área de ensaio Russa.

Como era previsto, os movimentos muito simples dos Irlandeses cilindraram a pobre Russia, que apesar das derrotas veio a este mundial para aprender com as equipas de nível de classe mundial e fortalecer as suas raízes tendo em conta os jogos dos próximos anos contra as selecções do “seu campeonato” tal como Portugal o fez em 2007. Tanto o fez, que os Lobos, nos últimos 4 anos conseguiram ganhar em território Romeno, empatar na Geórgia e lutar pelo resultado contra equipas com mais estaleca no circuito mundial como o Canadá, Tonga ou Japão.

Os Irlandeses já sabem que irão jogar contra Gales nos quartos-de-final, num jogo que promete muita emoção dado que são duas selecções do mesmo calíbre e cujos jogadores actuam praticamente todos no mesmo campeonato, a Liga Céltica.

A selecção Irlandesa entrou em campo com uma selecção alternativa por opção do seu seleccionador Declan Kidney, preocupado já com o jogo dos quartos-de-final. Mesmo assim os Irlandeses entraram a todo o gás perante mais um jogo em que os russos foram muito imaturos do ponto de vista defensivo, facto que lhes valeu um amarelo (ao médio de abertura Rachkov) e consequentemente os dois primeiros ensaios Irlandeses. Na primeira parte, a Irlanda marcou 5 ensaios (Fergus McFadden, Sean O´Brian, Andrew Trimble, Isaac Boss e Keath Earls) sendo que os últimos 3 foram obtidos nos últimos 5 minutos da primeira parte, numa fase em que os russos acumularam desconcentração com cansaço.

Na 2ª parte, os Russos obtiveram mais 2 ensaios para a sua contabilidade no ano de estreia num mundial mas acabaram por sofrer outros 4. Despedem-se do mundial na próxima jornada contra a selecção Australiana.


No jogo do dia, a Argentina teve a pontinha de sorte que lhe faltou contra a Inglaterra perante a Escócia e assegurou praticamente a passagem aos quartos-de-fina. Só uma vitória larga dos Escoceses frente aos Ingleses poderá ditar azar para os Argentinos.

Num jogo muito fechado e muito lutado a meio campo (as estatísticas mostram 5446 em posse de bola para os Escoceses; 5050 em território; 3,07m dos Argentinos na área de 22 escocesa contra 10,50 dos Escoceses na área argentina) foi o ensaio de Lucas Gonzalez Amorosino (mais uma vez em destaque neste mundial) aos 72″ que deu esta grande vitória à turma Argentina num jogo que foi disputado quase sempre ao pé e nas intensas lutas de avançados onde os argentinos quase sempre levaram a melhor sobre os Escoceses.

No regresso de Filippo Contepomi aos Pumas, coube ao eterno aberturacentro abrir as hostilidades com uma penalidade aos 19 minutos. Num duelo de históricos, a primeira parte teria duas penalidades de Chris Patterson, o eterno defesa escocês.

Na 2ª parte, com 6-3 no marcador a incerteza pairou até ao final mesmo depois da Escócia ter chutado dois drops certeiros (Jackson e Dan Parks) e da Argentina ter respondido com mais um pontapé de Contepomi. Os Pumas não se deram por vencidos e numa grande jogada colectiva haveriam de fechar com um brilhante ensaio de Amorosino e a preciosa conversão de Contempomi. Os Escoceses ainda tentaram ripostar e avançaram no terreno em busca da vitória mas os 10 minutos finais iriam pertencer à maravilhosa garra da defensiva argentina, que conseguiu suportar as investidas finais dos escoceses, principalmente pelo fabuloso Patrício Albacete, homem de 17 placagens durante os 80 minutos.

Para finalizar, algumas notas específicas sobre o andamento dos grupos, estatísticas colectivas e feitos individuais:

1. No Grupo A, a Nova Zelândia lidera com 15 pontos, contra os 10 da França, os 5 de Tonga e os 4 do Canadá. O Japão não marcou qualquer ponto. O Canadá só tem 2 jogos efectuados e ainda tem hipóteses matemáticas de conseguir o apuramento, mas será algo bastante difícil.

1.1 Os NeoZelandeses são a equipa com mais pontos marcados – 161 no total. Nesta estatística, a África do Sul aparece em segundo com menos 8 pontos e a Inglaterra em 3º com 121.

1.2 Os All-Blacks também são a selecção com mais ensaios na prova: 24. Os Sul-Africanos tem 20 enquanto os Ingleses tem 1.

Os Japoneses são a equipa com mais ensaios sofridos. No total foram 22.

2. No Grupo B, a Inglaterra lidera com 14 pontos contra os 10 dos Argentinos e Escoceses (o score dos Argentinos é 65-33 enquanto o dos Escoceses é de 61-43). Geórgia e Roménia ainda não fizeram qualquer ponto mas os Georgianos apenas realizaram 2 jogos. Os Georgianos jogam contra Argentinos e Romenos enquanto a Escócia joga contra os Ingleses.

2.1 Para passar, a Escócia necessita:

2.1.1 Vencer a Inglaterra com ponto de bónus sem que os Ingleses marquem qualquer ponto, indiferentemente de vitória ou derrota da Argentina.
2.1.2 Vencer a Inglaterra sem ponto de bónus desde que a Argentina perca ou empate o seu jogo.
2.1.3 Empatar com a Inglaterra desde que a Argentina perca com a Geórgia ou apenas marque ponto de bónus defensivo
2.1.4 Perder com a Inglaterra desde que consiga ponto de bónus defensivo e a Argentina não marque qualquer ponto.

2.2 Os Ingleses são a equipa com menos pontos sofridos da prova (22) e em conjunto com a Austrália e África do Sul apenas sofreram 1 ensaio.

3. No Grupo C, a Irlanda lidera com 13 pontos, contra os 10 Australianos, os 5 Italianos, os 4 Norte-Americanos e o ponto que a Rússia conseguiu.

3.1 Cenários para este grupo:
3.1.1 A Irlanda e Austrália passam caso vençam os seus jogos.
3.1.2 A Autrália vence o grupo caso a Irlanda perca contra a Itália e a Austrália vença o seu jogo.
3.1.3 A Itália passa caso vença a Irlanda e o outro jogo, sendo que terá que marcar bónus num dos jogos e não permitir que a Irlanda faça ponto defensivo. Caso a Irlanda faça ponto defensivo contra a Itália, os Italianos são obrigados a vencer com bónus os dois jogos.

4. No Grupo D, a África do Sul lidera com 14 pontos, contra os 10 de Samoa, os 5 de Gales (menos um jogo) os 5 de Fiji e os 0 de Tonga

4.1 Cenários:
4.1.1 A África do Sul passa em primeiro caso ganhe ou empate a partida que lhe resta.
4.1.2 Samoa passa caso vença com pontos de bónus e Gales vença as duas partidas mas não consiga vencer uma delas com ponto de bónus ou caso empate o seu jogo e Gales vença apenas 1 partida ou caso perca e Gales não vença as duas partidas.
4.1.3 Para Gales passar basta vencer duas partidas, uma com ponto de bónus (caso Samoa não atinja ponto de bónus) ou com 2 pontos de bónus caso Samoa o consiga.

5. Ao nível de estatísticas individuais:

5.1.1 O melhor marcador da prova é o médio de abertura Springbok Morne Steyn com 48 pontos (2 ensaios, 13 conversões e 4 penalidades) sendo perseguido por Kurt Morath de Tonga com 31 (5 conversões e 7 penalidades) e Morgan Parra da França com 28 (1 ensaio; 4 conversões; 5 penalidades).
Steyn também lidera a classificação de mais conversões: 13 contra 10 de Colin Slade da Nova Zelândia.

5.1.2 O melhor marcador de ensaios é Chris Ashton da Inglaterra contra 4 de Adam Ashley-Cooper da Austrália, Vincent Clerc da França, Richard Kahui e Israel Dagg da Nova Zelândia e Vereneki Goneva da Ilhas Fiji.

5.1.3 Kurt Morath lidera o ranking de penalidades com 7 contra 6 de Tusi Pisi de Samoa com 6 e 5 de Morgan Parra da França, Chris Patterson da Escócia e James Hook de Gales.

5.1.4 Theuns Kotze da Namíbia lidera a lista de drop goals com 3, todos eles apontados contra as Fiji.

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Cavendish vence em Copenhaga

Mark Cavendish atingiu o ponto alto da sua época (e talvez o objectivo máximo da sua época a níveis pessoais) ao vencer esta tarde a prova de estrada de elites do campeonato do mundo de ciclismo em Copenhaga, Dinamarca.

Foi uma corrida bastante interessante em que Cavendish, de certa forma, se começou a habituar ao trabalho daqueles que irão correr a seu lado na próxima época na Team Sky, ou seja, a selecção Britânica que correu esta prova à excepção de David Millar.

À partida, muitas expectativas. Começando pelo traçado: Copenhaga apresentava um traçado de 262 km em circuito fechado, com os primeiros 28 quilómetros a serem corridos por fora do circuito. Um traçado, que como bem referiu o antigo ciclista Américo Silva aos microfones dos comentários do canal Eurosport, deixava a desejar até pelo ponto de vista dos regulamentos. Se no outro dia, o ciclista Rui Costa me tinha dito que o circuito era demasiado plano, facto que lhe diminuía as hipóteses de ser bem sucedido, Américo Silva afirmou que até do ponto de vista dos regulamentos da própria UCI este traçado deixava em dúvida o cumprimento das regras em relação à percentagem de piso plano e de subidas.

Itália, Bélgica, Espanha, Alemanha, Grã-Bretanha, Austrália e Holanda eram as principais selecções na contenda. Com o máximo de ciclistas presentes em relação às quotas apresentadas anualmente pela UCI para a prova, todas elas escalaram os seus alinhamentos tendo em conta o objectivo da vitória.

A Itália comandada por Paolo Bettini (antigo campeão do mundo e como se sabe o melhor corredor de clássicas da história do ciclismo) trazia Bennati para a vitória ao Sprint. A Espanha tinha em Óscar Freire o seu melhor homem para um sprint final (Freire foi a Copenhaga procurar estabelecer o record de vitórias na prova caso vencesse pela 4ª vez o título mundial) e outros homens como Rojas (alternativa a Freire no Sprint) Barredo e Flecha para as fugas e ataques nos quilómetros finais.

A Alemanha jogava para Ciolek, André Greipel e Danilo Hondo. A Grã-Bretanha montava cerco em redor de Cavendish, colocando Christopher Froome, Bradley Wiggins e David Millar a trabalhar para o sprinter. A Bélgica apostava em Phillipe Gilbert para o sprint final ou para um ataque mortífero do Belga durante a prova. Greg Van Avermaet era outra das alternativas dos belgas mas o corredor ficou desde logo muito cedo afastado da corrida devido a uma queda que afastaria também da discussão o campeão do mundo Thor Hushovd. A Holanda tinha em Bauke Mollema uma das suas hipóteses para a prova. Os Australianos tinham esperança nas prestações de Matthew Goss, Simon Gerrans e Stuart O´Grady.

Avulso, corriam por fora ciclistas de nações menos poderosas como Edvald Boasson Hagen da Noruega, Peter Sagan da Eslováquia, Rui Costa e Manuel Cardoso de Portugal, Fabian Cancellara da Suiça, Frank Schleck do Luxemburgo, Roman Feillu e Thomas Voeckler da França, entre outros…

A turma portuguesa, presente com 6 ciclistas (André Cardoso, Filipe Cardoso, Rui Costa, Ricardo Mestre, Manuel Cardoso e Nélson Oliveira) andou sempre no grupo principal, mas não conseguiu um resultado de destaque.

O começo da corrida trouxe a fuga do dia. 7 corredores de várias selecções tentaram a sua sorte desde muito cedo na prova: entre eles encontravam-se Andre Roux da França, Roman Kiserlovski da Croácia e Maxim Iglinsky do Casaquistão. Eram portanto homens menores da Astana que tentavam a surpresa.

A meio da tirada estes homens chegaram a ter 7 minutos de vantagem perante um pelotão comandado sempre pelos Britânicos e por Alemães. Para ser mais específico, mais por Britânicos do que por Alemães. Só nos últimos quilómetros finais, por atitude de tentativa de desgaste dos homens da Grã-Bretanha e por tentativa de colocar os seus sprinters bem posicionados para a entrada da recta da meta é que Italianos, Espanhois e Australianos tentaram assumir o topo do pelotão, mas sem efeito…

Pelo meio da prova, vários ciclistas tentaram a sua sorte (inclusive Rui Costa tentou sair) mas o resultado acabaria por ser sempre o mesmo: com maior ou menor esforço, a armada Britânica apanhava todas as investidas que saiam do pelotão de modo a levar Cavendish à meta.

Também pelo meio, uma queda a meio do pelotão fragmentou o mesmo em dois. Van Avermaet e Thor Hushovd iam mal colocados e acabaram por perder o contacto com os grupo dos favoritos muito cedo.

Nos quilómetros finais, as selecções mais poderosas (como referi) tentaram chegar-se à frente para lançar os seus favoritos. Com um excelente posicionamento, Geraint Thomas lançou em boa posição Mark Cavendish e o relampago não perdoou no sprint final perante a oposição de todos os outros candidatos principais, sucendo a Thor Hushovd na posse da camisola do arco iris.

O seu colega de equipa na HTC Matthew Goss deu a prata à HTC. O Alemão André Greipel (Omega Pharma-Lotto) deu o bronze à Alemanha depois de bater Cancellara por milímetros.

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Dinheiro Fresco

Fica aqui o testemunho escrito de Ricardo Costa (professor universitário da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra; Jurista; antigo presidente da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional) na edição de hoje do Jornal Record acerca das novas Sociedades Anónimas Desportivas do futebol português, entre as quais a do Beira-Mar e do Estoril Praia.

»Dinheiro Fresco 

A recente constituição da SAD do Beira-Mar pode ser um momento de viragem.

Em Agosto deste ano foi constituída a “Sport Clube Beira-Mar Futebol SAD”, a sociedade anónima desportiva (SAD) através da qual se passou a gerir o futebol profissional do Beira-Mar. O clube ficou titular de 15% das acções representativas do capital social. Como sócio esmagadoramente maioritário da SAD aveirense ficou uma sociedade estrangeira domiciliada no Dubai, que foi utilizada pelo iraniano Majid Pishyar para investir no futebol português: quase 85% do capital (e cerca de 850 000 euros!). A restante percentagem do “quase” ficou nas mãos de três dirigentes do Beira-Mar. Juntamente com a SAD do Estoril Praia (com investimento Brasileiro), estas duas sociedades desportivas distinguem-se por serem dominadas por sujeitos externos ou fora do controlo do “clube fundador, e, por isso, assumem-se como arquetipo completamente diferente do “modelo dominante” no futebol societário cá do burgo.

Esse “modelo dominante” caracteriza-se pela constituição e preservação de sociedades desportivas em que o clube tem o domínio, seja directamente, seja indirectamente através de uma ou outra sociedade em que o clube participa a 100% ou maioritariamente. É verdade que esta participação indirecta é admitida pela lei de 1997. Como também é verdade que é essa mesma lei que prevê um limite mínimo imprescindível e um limite máximo para a participação dos clubes no capital da SAD gerido por “personalização de equipa”: deve ter entre 15% e 40% das acções; logo, um sócio minoritário. É ainda verdade que, como contrapartida dessa posição não maioritária, a lei entrega ao clube “golden shares” que permitem vetar deliberações sobre acções vitais da SAD em assembleia geral e designar pelos menos um dos administradores ( com direito de veto sobre assuntos mais sensíveis). O certo é que, no meio destas verdades, os clubes fundadores foram e continuam a ser os sócios materialmente maioritários: entre o limite formal de 40% e a maioria ficou “plantada” aquela outra sociedade dominada pelo clube fundador. E todos sabemos que foi por essa via que se convenceram os associados do clube a autorizarem a constituição da “sua” SAD.

Há muito que sustento que os clubes não poderiam ter mais do que 40% do capital das SAD, contando para isso tanto as participações directas como indirectas. Entre outras razões, saliente-se que ter a maioria (ainda que de forma indirecta) e ter direitos especiais nas acções do clube é um contrassenso e faz perder o equilíbrio de forças que a lei teve em mente. E assim se desperdiçou ao longo destes anos a entrada de dinheiro fresco no futebol português, o mesmo dinheiro que tem ido ultimamente para Espanha e para França. Ninguém quer investir para não mandar.

Por esta razão, urge clarificar a disciplina legal e virá-la para o desporto global. Os associados do Beira-Mar perceberam a lei e acreditaram numa outra forma de enquadramento do futebol do seu clube, sem o qual nunca haverá SAD e na qual sempre o clube terá uma intervenção fulcral. Se correr bem, porventura terão feito muito mais pelo futebol português do que aquilo que pensaram no momento do voto…»

Anotamento meu:

Sei por amizades em comum que o Dr. Ricardo Costa tornou-se um verdadeiro saudosista do modelo da SAD do Beira-Mar. Por várias palestras e formações  não se coibiu de afirmar que a SAD do clube aveirense transformou-se a coqueluche das “gestões de sociedades anónimas em portugal”.

Pois bem. A constituição de uma SAD no Beira-Mar é um assunto que remonta em muito a quezílias no passado. Por várias vezes, os associados do clube rejeitaram a constituição de uma SAD. Algumas dessas rejeições surgiram em contextos pré-definidos de crise, em que os sócios que eram credores do clube, incentivaram à não-formação da SAD com medo que uma nova gestão no clube fincasse pé ao pagamento da dívida que na altura exigiam.

Majid Pishyar apareceu e todos os sócios do clube ficaram, num primeiro instante, maravilhados com a possibilidade do empresário iraniano poder (numa primeira fase) avançar com o pagamento do passivo que o clube acumular e libertar as penhoras judiciais que pendiam sobre o mesmo (o pavilhão, era sem dúvida um assunto a resolver a curto prazo pela 32 Group) avançar com capital para a construção da tal “cidade desportiva” que a Camara já projectou para a zona do estádio e (numa terceira fase a médio-prazo) trazer bons resultados desportivos para Aveiro numa esquema de gestão desportiva que passa pela qualificação para a europa e imagine-se, pela luta pela Liga dos Campeões e quem sabe pelo título nacional.

Se Pishyar entrou em glória em Aveiro, a sua figura já está a começar a desgastar-se entre os sócios cujo amor ao clube é mais arreigado. As confusões em relação à constituição da SAD e à libertação da penhora do pavilhão já causaram discussões e já obrigaram o próprio presidente do clube a vir pedir paz para a governação Pishyar. Os passes dos jogadores já voaram para as mãos do iraniano e o clube não irá ver um cêntimo com as suas vendas. Rui Sampaio foi o primeiro exemplo disso. Se Pishyar pretender vender, está praticamente à vontade. Mesmo com o direito de veto dos representantes do clube, irá sempre vencer a chantagem psicológica “se não me deixas mandar, vou-me embora”. Pishyar já executou esse choradinho em Génebra perante os dirigentes municipais locais.

Dirigentes que pertenciam aos quadros do clube foram passados para a SAD por indicação da direcção do mesmo, sem qualquer jeito. Arriscaria-me mesmo a dizer que um dos actuais directores da SAD cujo nome prefiro não mencionar publicamente para já, mas cuja índole negativa de sua personalidade e do seu trabalho enquanto director-executivo do clube é conhecido de muitos sócios Beiramaristas como um facto de alguém que não tem o mínimo respeito para com o clube e os seus associados. O referido senhor era director executivo do clube e agora é administrador-executivo da SAD, através de uma nomeação feita através do Sr. Pishyar e cuja ética se revela por estas bandas como escassa ou até ineficaz. A tal confiança dos asssociados foi beliscada com as nomeações do clube para a SAD. Mas isso são contas de outros rosários…

Um outro alerta do qual os sócios do Beira-Mar já se começaram a aperceber foi a típica pergunta “se o iraniano se for embora como fica o clube?” – Existe a célebre questão daquilo que aconteceu ao Alverca, ao Campomaiorense, ao Estrela da Amadora, ao Farense, ao Salgueiros, à Ovarense e mais recentemente à Boavista SAD com a fragmentação do clube em duas equipas. Perguntas como “se Majid Pishyar se for embora, poderemos correr o risco de entrar em falência?”, “quem detém os direitos desportivos do futebol profissional: clube ou SAD?”, “quem assume o investimento caso Pishyar queira abandonar o clube?” são as perguntas mais frequentes entre os sócios do clube. No entanto, não eram perguntas feitas na Assembleia-Geral que votou favoravelmente à constituição da SAD – tanto os dirigentes do clube como os associados apenas pensavam em dois factores: “dinheiro fresco a entrar no clube para sustentar as contas do presente e sucesso desportivo num plano futuro.

Espero portanto que tomando todas estas variáveis, o modelo perfeito não se esvaia com o passar do tempo.

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Maria Bethânia – Jeito estúpido de te amar

Maria Bethânia – “Jeito estúpido de te amar” — Álbum: Pássaro da manhã (1977)

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Não esteve mal. Mas…

borrou a pintura toda na problemática do Estado Palestiniano. Não percebo como é que apenas podem conceder reconhecimento de um estado (neste caso o palestiniano) quando nunca dependeu exclusivamente da vontade dos líderes palestinianos o acordo de paz com Israel.

Passos Coelho foi a Nova Iorque transmitir a visão do PSD e do CDSPP acerca do problema e não a opinião global do povo Português.

Esteve muito bem na operação de charme da luta do estado português pelo reequilíbrio económico e orçamental do país, esteve muito bem ao reiterar a ideia de alargamento dos membros permanentes do Conselho de Segurança em 3 vagas mais que justificáveis para países cujas preponderancia no cenário internacional cresceu na última década. Esteve  ainda melhor ao defender a cooperação económica mundial como o instrumento capaz de atender às necessidades da governação económica global.

Na questão do Estado palestiniano, colocou os pés pelas mãos… E sobre a situação na Madeira, nem um pio.

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“Ipiranga” chantagista

Quer a independência? Não pensava duas vezes. Dêem-lhe a independência e eles que paguem a dívida com bananas e carnavais.

Será que o próprio Alberto João acredita piamente nas barbaridas que afirma? A resposta é concisa: não. Não passa de mais uma chantagem para que o continente liberte mais algum.

E tanto Passos Coelho como o excelentíssimo Dr. Aníbal Cavaco Silva dormem profundamente…


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Madridices

O Real Madrid encontra-se neste momento (19:37) a perder. Contra o Rayo Vallecano, equipa recém promovida ao futebol espanhol. Em Santiago Bérnabeu. Não é um bom cenário tendo em conta os últimos resultados do Madrid: derrota em Levante, empate em Santander, vitória à rasca em Zagreb.

Mourinho dizia que a sua equipa estava melhor em relação à época passada. Dizia. O que lhe vale é que o rival Barcelona também já perdeu pontos em San Sebastian e Valência. Caso contrário, o fosso pontual poderia começar a tornar-se irrecuperável.

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A Inglaterra selvagem

Confesso que de todos os desportos que são praticados pelo mundo, os desportos de lutas e de artes marciais não me agradam minimamente. Causa-me constrangimento e até algum grau de ansiedade generalizada ver dois ou mais intervenientes (seja no boxe, no jiu-jitsu, no vale-tudo, no MMA, UFC, entre outros) cheios de raiva animal a esmurrar o adversário sem dó nem piedade por um punhado de euros ou por uma medalha.

Confesso que me causa ainda mais ansiedade e angústia estar a almoçar e surgir a notícia que relata o sucedido no video acima postado. Aconteceu em Preston. Na Inglaterra civilizada, onde os pais são considerados extremosos (até quando os seus filhos desaparecem a culpa é sempre das autoridades dos países onde estão a passar férias) e onde a própria lei é severa para casos de negligência, opressão ou maus tratos paternos.

Crianças de 8 a nos são colocadas numa jaula (tal como no MMA e no UFC) e lutam perante o extase de meia dúzia de anormais. Desumano. Intratável. Inexplicável. Selvajaria pura. Apenas me ocorre uma palavra para descrever este tipo de pessoas (pais, donos do clube social): filhos da puta. Deveriam ir presos pelos traumas que estão a dar de borla a estas pobres crianças. Porém, fiquei com mais nojo das declarações tanto dos pais das crianças como da proprietária do clube: é legal, os pais consentem, as crianças não tiveram problemas físicos de maior (e não estavam a usar protecções, imagine-se!!!) e a modalidade é cada vez mais popular em terras de Sua Majestade. Barbarismo puro para os dias que correm.

A imagem de uns dos garotos a chorar comove-me. A organização deste triste espectáculo assim como os pais das crianças não tem a mínima noção dos traumas psicológicos que podem estar a oferecer a estas crianças sem que estas mereçam. Assim o disse o alto bastonário da Ordem dos Médicos Inglesa. E muito bem

Como tal, a minha indignação é tanta que decidi escrever ao embaixador do Reino Unido em Portugal, sem medir as palavras onde acuso os seus compatriotas que organizam estes combates como bárbaros que deviam ser severamente punidos pela justiça. Quem entrega o sangue do seu sangue a este tipo de espectáculos não merece assumir os destinos destas crianças até à maioridade. Pedi-lhe efectivamente que usasse da sua esfera de influência política para impedir que existam mais incidentes deste género.  Não tenho medo das consequências que possam vir. Afinal de contas estamos em democracia. Caso o senhor embaixador do Reino Unido em Lisboa não me der uma resposta que seja cabal, pondero efectivamente estudar a fundo a hipótese de usar o direito de denúncia que me concerne enquanto cidadão europeu no sistema europeu de protecção dos direitos humanos acerca de um claro atropelo dos Direitos Humanos provocado por cidadãos Britânicos, e caso se venha a provar uma não-actuação das autoridades Britânicas sobre o fenómeno em causa, deverei denunciar o estado britânico como compactuante da referida violação.

Estarei portanto muito atento ao desenrolar destes acontecimentos, podendo avançar já com uma petição pública aberta a todos os cidadãos portugueses (e europeus) que se mostrem indignados.

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Atrasos legais

Tenho em crença que a recem aprovada lei na Assembleia da República acerca da condenação do enriquecimento ilícito (aquela em que o PS fez-se falsamente transparecer de PCPOs Verdes) aparece de forma tardia em Portugal tendo em conta a relação à jurisprudência das principais potencias da europa na problemática em causa. Tenho em crença. Abro a discussão. Alguém de Direito que me faça o favor de me esclarecer.


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O insurgente

Não percebo porque é que os delegados ocidentais saíram a meio do discurso de Mahmoud Ahmadinejad nas Nações Unidas. 

O presidente do Irão não é o único no mundo que acredita que o 11 foi um “misterioso incidente”. E atenção, isto não é conversa de comunistas e anarquistas anti-capitalistas e anti-americanos. É conversa lançada a público pelos próprios americanos. 


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O novo regulamento de atribuição de bolsas de estudo

Ainda não tive oportunidade de estudar na íntegra o novo regulamento proposto pelo Ministro Nuno Crato, mas pelas linhas gerais, tal proposta é a melhor que me soa aos ouvidos nos últimos anos.

Em primeiro lugar, logo pelo facto do Ministro ter aberto um novo caminho de candidatura para todos aqueles que não a fizeram nos prazos estabelecidos pelos Serviços de Acção Social das Universidades. Como sabemos, no caso dos SASUC, o prazo decorria entre 15 de Maio e 15 de Junho, não sendo por norma aceites candidaturas fora do prazo. Em certas situações, compreendo que para certos agregados familiares, a burocracia existente nos serviços dos quais se precisam as certidões e os documentos necessários para entregar na candidatura pode fazer com que o prazo de 1 mês se torne escasso ou insuficiente. Portanto, acho a esta prerrogativa do Ministro uma boa decisão. Em todo o caso, deveria abrir-se um prazo extraordinário, em excepções em que se comprove com efectividade um agravamento significativo dos rendimentos do agregado familiar no período compreendido entre o início e o final do aluno lectivo, para que os alunos nesta situação possam ser socorridos pelos Serviços de Acção Social em tempo útil de não abandonarem o ensino superior a meio do ano lectivo por falta de recursos económicos. Defendo portanto, que o próprio Ministério disponha de um fundo de emergência social rápido, eficaz e exclusivo para este tipo de casos.

Não posso porém concordar com a meta de 100 mil euros em valores mobiliários para a inegibilidade de direito à candidatura a bolsa de estudo. Como valores mobiliários consideram-se as acções, obrigações, valores depositados em contas bancárias, Planos poupança reformaeducação, certificados de aforro, unidades de participação em fundos de investimentos, certificados do tesouro e outros instrumentos financeiros. Creio que 100 mil euros é um valor muito alto neste tipo de aplicações financeiras é um valor muito alto quando se tratam de mecanismos sociais de superação de carência. Aliás, não é todo o português que dispõe de investimentos na ordem dos 100 mil euros. Mas com 99,999 euros em participações, o aluno pode candidatar-se a bolsa nas mesmas condições de imparcialidade que outro, cujo agregado familiar comporta por exemplo 4 pessoas e cujos conjugues estão de momento desempregados. A única diferença consiste apenas na redução da bolsa nos diversos escalões idealizados pelo Ministro conforme a existência e o valor que está aplicado. Não creio portanto que seja  justo. Alias, actualmente, qualquer agregado que tenha 15 ou 20 mil euros nestes investimentos, é um agregado familiar capaz de fazer face às despesas e amealhar extras para o futuro.

As alterações na contabilidade do agregado familiar, é outra das diferenças em relação ao cálculo que era feito no ano passado, que ressalto como positiva. Como no ano passado nem todos os elementos do agregado valiam o mesmo, todos os candidatos teriam a perder. Claro que as famílias numerosas (muitas vezes com 2 ou 3 filhos a estudar em simultâneo) eram as famílias mais prejudicadas (muitas vezes são as que mais precisam deste tipo de apoios para fazerem face à despesa). Como tal, como todos os elementos valem um, as bolsas tenderão a aumentar pelo novo cálculo.

Quanto ao aumento do aproveitamento escolar para 60%, considero-o obviamente injusto. Deveria manter-se nos 50% de aprovação mediante o número total ECTS a que o aluno se inscreveu. Todos os bolseiros sabem que precisam de se aplicar para continuar a usufruir dos benefícios estatais. Por isso, 50% de aprovação acaba por ser uma percentagem justa. Se o aluno fizer esses 50% é sinal que o seu desempenho representa o mínimo que se lhe era exigido. Por outro lado, sabemos que ao aluno podem acontecer infortúnios. E esses infortúnios devem obrigatoriamente ser precavidos por esta lei. Desde que devidamente fundamentados, os alunos que tiveram dificuldades durante o ano escolar (estiveram ausentes por falta de recursos económicos; tiveram um acidente grave; doença grave: doença familiar; infortúnio pessoal) deveriam ser salvaguardados com a hipótese de não perderem a sua bolsa de estudo no ano lectivo seguinte.

No entanto, esta alteração só toma efeito para o próximo ano lectivo.

De fora deste documento, fica o mais importante. O novo regulamento não estabelece porém um prazo máximo de atribuição ou indeferimento das bolsas e um prazo para o seu pagamento. João Queiró, o secretário de estado, acredita que será uma desilusão se as bolsas não forem pagas até ao final do mês de Outubro. Eu creio que é tudo muito bonito em teoria. Vamos ver na prática.

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32 alunos em medicina

Vi no telejornal da SIC que a Escola Secundária Alves Martins em Viseu enviou 32, sim, 32 alunos para o curso de Medicina.

Não é pera doce enviar 32 alunos para um curso onde as médias de entrada a nível nacional em 20102011 (conforme me foi emendado pelo leitor JD; não consegui encontrar as médias de entrada deste ano) foram compreendidas entre os 18.52 da Universidade do Porto e os 17,82 da Universidade da Madeira e da Universidade dos Açores. É puro sinal de excelência, de comprovada qualidade no ensino e de empenho por parte dos alunos.

Quando a jornalista interrogou alguns alunos da referida escola acerca do que é que os levou a ingressar em medicina, as respostas agradaram-me ainda mais. Quase todos mencionaram um desejo humanista de ajudar o próximo a superar os seus problemas e o desejo de trabalhar para que a medicina evolua.

Estão portanto todos de parabéns!

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Metronomy – Holiday

Metronomy — “Holiday” — Álbum: Nights Out (2008)

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Troy Davis

A esperança durou 4 horas. Troy Davis foi executado às 23:08 na prisão de Jackson, estado da Geórgia (04:08 em Portugal). O tribunal rejeitou o apelo de última hora da sua defesa, apresentado 4 (4 horas!!!) antes.

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Consagração

Tony Martin varreu toda a concorrência em Copenhaga e sagrou-se campeão do mundo de contra-relógio. Martin andou a uma velocidade média de 51 kmh, feito que deixou o Britânico Bradley Wiggins a 1.15m e Fabien Cancellara (anterior tetra-campeão e ainda campeão olímpico) a 1.20.

Se a comunicação social desconfiava há uns tempos que Cancellara usava o “doping mecânico” (bicicletas alteradas, onde através de truques de montagem era instalado um pequeno motor para dar vantagem ao Suiço principalmente nas inclinações dos traçados) nem sonho aquilo que irão dizer de Martin, homem que está pura e simplesmente a vulgarizar toda a concorrência. Pena é, o facto deste ciclista alemão ser para já um péssimo trepador.

Martin continua porém sem equipa para a próxima época, visto que a sua (HTC) irá fechar portas no final do ano civil.

Quanto aos Portugueses: o bairradino Nelson Oliveira da Radioshack (atleta que ainda é sub-23) partiu para o seu contra-relógio no grupo dos favoritos e provou que poderá ser um dos melhores contra-relogistas dentro de 2 ou 3 anos. Oliveira conseguiu o 17º tempo, a pouco mais de 4 minutos do Alemão. Rui Costa fez um tempo mais modesto, posicionando-se na 49ª posição a mais de 6 minutos do novo campeão do mundo.

Domingo temos a prova de elites e com a mesma, tanto Rui Costa como Manuel Cardoso poderão ter uma palavra a dizer. Porém, o Rui disse-me há uns dias na última vez em que pude falar com ele que a prova não é do seu agrado (muito plana; muito para sprinters segundo as palavras dele). No entanto, garantiu-me que tudo fará para ter um bom resultado em Copenhaga, quando atravessa um excelente nível de forma física.

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Explendido

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

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