Onde é que isto vai parar?

50% Subsídio de natal a todos aqueles que tenham rendimentos acima do salário mínimo nacional, aumento abruto dos preços dos transportes, aumento das taxas moderadoras e término da isenção para doentes crónicos nas áreas de saúde que não estejam relacionadas com a doença, diminuição da comparticipação de medicamentos (alguns deles para doenças complicadas e cujos utentes não tem dinheiro para comprar), diminuição do financiamento a atribuir a hospitais e a institutos de tratamentos de várias espécies (oncologia, transplante), aumento do IVA na electricidade e no gás (podendo as tarifas serem aumentadas numa escala entre 5% e 15%) diminuição de benefícios fiscais em sede de IRS, cortes na educação.

Tudo em nome dos acordos estabelecidos com a troika e em medida de contenção orçamental. Tudo isto em nome do relançamento da economia portuguesa, cujo ministro das finanças traçou em primeira asa um pique positivo e em segunda, veio semanas depois contrariar essa possibilidade.

Exigem-se sacríficios. Exige-se união. Exige-se austeridade. Qual austeridade? Como é que podem exigir algo a um povo que vive sob o jugo da opressão de não poder gastar um cêntimo que seja sem atender às necessidades ou problemas que podem surgir no dia de amanhã?

Porque é que os Portugueses tem que sofrer pelos erros de governantes e gestores públicos?

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