É? Não sabia…

Durão Barroso está bem e recomenda-se. Está vivo, e melhor que nunca.

A Europa é de facto uma potência emergente. Nos calcanhares. Nos 27 países, três receberam a visita e a lei do Fundo Monetário Internacional: um, a contas com um conjunto de factores que vai desde a falta de rigidez na gestão orçamental até ao pûs que sai ao nível de corrupção vinda dos negócios estatais com privados, necessita de aprovar mais medidas de austeridade quase todas as semanas ainda continua KO ano e meio depois do resgate financeiro do FMI. De tão virulento que é, assusta o facto de poder contagiar todos os outros. O outro viveu durante anos acima das suas reais possibilidades, não deu um bom destino a fundos comunitários, não se modernizou, continua com leis de emprego injustas, beneficiou privados, e tem governantes que ocultam buracos nas contas públicas, acabou por receber ajuda e nem depois de uma autêntica terapia de choque neoliberal se sabe se vai endireitar. O outro mais a norte cresceu a uma velocidade louca dentro do espaço europeu durante mais de um década, construiu desmesuradamente e agora sofre o flagelo do desemprego e da miséria social.

Das grandes potências, a maior está em crescimento negativo. A 2ª maior está a zeros. A 3ª maior, teve que desvalorizar imenso a sua moeda (conhecida por ser forte ao nível cambial ao ponto de nunca se desvalorizar) cortar na administração pública e no sistema de saúde e há dois meses atrás enfrentou um tumulto social de 5 dias. As semi-potências do Sul tiveram que aumentar os impostos, encontrando-se neste momento a passar por crises de desemprego que ninguém acreditava há 10 anos atrás.

Sublime também acaba por ser esta frase – ““éramos países europeus, que não estavam unidos” – Será que estão agora? A europa vive das decisões do eixo franco-alemão. O Banco Central Europeu prestou-se rapidamente a comprar dívida espanhola e italiana para que esta não fosse negociada nos mercados secundários a 90% como foi a dívida grega. As regras do jogo e as linhas de actuação dentro da União mudam consoante o país que se apresenta em dificuldade. Dentro da Alemanha, da Holanda, da Finlândia, da Áustria, alguns partidos políticos com assento parlamentar afirmavam que os seus países não deveriam ajudar as economias em bancarrota esquecendo por completo as linhas de cooperação entre os estados que trilharam as comunidades desde o seu acto de criação. Outros especialistas desses mesmos países afirmavam que a melhor solução era mesmo deixar cair a Grécia. De que união falamos? De que potencia emergente falamos? Que competitividade tem a Europa perante países como a China, o Brasil, Angola, Venezuela, México, Rússia, Índia e Turquia?

Estará o presidente da Comissão Europeia a sonhar ou será mesmo que acredita realmente naquilo que diz?

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2 thoughts on “É? Não sabia…

  1. Márcio Cabral diz:

    Oh, ignorar a realidade e fugir dela é algo que Durão Barroso fez e faz bem.
    (suicídio académico-profissional ou não, a frase anterior é a mais pura das verdades)

  2. João Branco diz:

    Não sei se ignorafoge da realidade ou se, tomando em conta todos os dados relativos a todos os países cujas vontades e ritmos de desenvolvimento comanda e ordena, realmente acredita numa evolução que à luz dos nossos olhos é completamente inverosímel. Mas…

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