Monthly Archives: Julho 2011

Cavendish e Evans vencem em Paris

E assim terminou a edição deste ano da Grand Boucle. Nos campos elísios em Paris, Mark Cavendish somou a sua 5ª vitória em etapas na edição deste ano e Cadel Evans da BMC logrou sagrar-se o primeiro australiano a vencer a maior prova da época ciclista internacional, obrigando a primeiro-ministro Australiano Julia Gilliard a cumprir o que tinha prometido ontem: conceder feriado nacional no dia 23 de Julho de todos os anos aos cidadãos Australianos pelo feito nacional do seu compatriota em França.

No dia da consagração dos dois atletas, os nossos portugueses em competição Sérgio Paulinho e Rui Costa tentaram a vitória na etapa e consequente ida ao pódio final da Volta à França mas sem sucesso: a HTC-Columbia lá atrás não dava hipótese a qualquer tentativa de fuga na tirada de 95 km que ligou Cretéil (sim, a pequena cidade nos arredores de Paris que é cheia de Portugueses e serve de abrigo à antiga equipa lusa em terras gaulesas dos Lusitanos de Saint-Maur que actualmente se chama Cretéil-Lusitanos) até Paris.

Depois das habituais voltas ao circuito habitual de Paris, Evans superiorizou-se no Sprint a Fabien Cancellara (saiu do Tour sem aparecer na corrida) Edvald Boasson Hagen, André Greipel e Tyler Farrar.

Depois do sensacional contra-relógio ontem em Grenoble, em que Cadel Evans voou para a vitória no Tour. Antes dos comentários finais sobre a classificação-geral, esta ficou assim ordenada na chegada a Paris:

1º Cadel Evans (AustráliaBMC)
2º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 1.34m
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 2.30m
4º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar) a 3.20m
5º Alberto Contador (EspanhaSaxo Bank) a 3.57m
6º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 4.55m
7º Damiano Cunego (ItáliaLiquigás) a 6.05m
8º Ivan Basso (ItáliaLampre) a 7.23m
9º Tom Danielson (EUAGarmin) a 8.15m
10º Jean-Christophe Perraud (AG2RFrança) a 10.15m
11º Pierre Roland (FrançaEuropcar) a 10.43m
12º Rein Taaramae (EstóniaCofidis) a 11.29m
13º Kevin De Weert (BélgicaQuickstep) a 16.29m
14º Jerome Coppel (FrançaSAUR) a 18.36m
15º Arnold Jeanesson (FrançaFDJ) a 21.20m

Há quantos anos é que a França não metia tantos no top-15 na geral final da prova?

Na classificação dos pontos, classificação muito renhida este ano devido às mudanças no sistema de pontuação, Mark Cavendish confirmou o favoritismo que lhe previa no meu post de previsão do Tour ao vencer esta categoria “categoricamente” com 5 vitórias em etapas. Todavia, a prova ficou marcada pela “ausência” de sprinters como Boonen ou Petacchi: estiveram em pouca evidência na prova.

Cavendish venceu com 334 pontos contra os 272 de José Joaquim Rojas da Movistar, 236 de Phillipe Gilbert da Omega Pharma-Lotto (esta equipa animou tanto a corrida que acabou por chegar a Paris sem um lugar no pódio final) 208 para Cadel Evans e 195 de Thor Hushovd.

Samuel Sanchez festeja a vitória da camisola da montanha em Paris. Um bom prémio para a atitude do atleta da Euskatel nas etapas de montanha. Sanchez, leva a camisola das bolinhas e a vitória em LuzArdiden numa prova onde não fosse uma 1ª semana de loucos poderia ter lutado pelo pódio.

Na montanha, Samuel Sanchez confirmou em Alpe D´Huez a vitória na classificação do melhor trepador do Grand Boucle.

Sanchez pontuou 108 pontos contra os 98 de Andy Schleck, os 74 de Jelle Vanendert da Omega Pharma-Lotto, os 58 de Cadel Evans e 56 de Frank Schleck numa categoria que este ano não teve grande interesse devido às mudanças executadas pela organização e mesmo pelo traçado da prova que não privilegiou a montanha como tem privilegiado.

Na habitual foto dos vencedores antes da partida para a última etapa, Pierre Roland mostrou a camisola branca com o símbolo da Europcar como vencedor do prémio da juventude. Se o principal candidato a esta camisola era naturalmente Robert Gesink, tendo como principal rival Roman Kreuziger da Astana, esta classificação acabou por ficar marcada pela intensa luta entre 4 ciclistas que vão dar bastantes cartas no futuro: Pierre Roland (vè o seu esforço e dedicação à preservação da amarela de Voeckler durante 11 dias premiado com a vitória na juventude) Rein Taaramae da Cofidis, Rigoberto Uran e Arnold Jeanesson. Todos poderão ser ciclistas com carreiras bastante interessantes.

Pierre Roland venceu a classificação com 46 segundos de vantagem para o Estoniano Rein Taaramae, 7 minutos e 53 para Jerome Coppel da SAUR e 10 minutos e 37 para Arnold Jeanesson da Française des Jeux.

Tal como tinha afirmado no post de preview, a Garmin apresentava-se nesta volta como a equipa mais completa entre as presentes. Completa porque tinha homens para tudo: Farrar e Hushovd para os sprints e fugas, Vandeveld e Danielson para a montanha. Se Christian Vandeveld desiludiu na alta montanha, Danielson foi destemido e assumiu os gastos da casa ficando no top-10 da prova. Farrar venceu uma etapa e para ele muito trabalhou Hushovd, que à sua conta também lucrou vencer duas etapas com a especialidade de uma delas ter sido em Lourdes depois da difícil passagem pelo Col D´Aubisque onde Hushovd provou ser um ciclista que passa muito bem as montanhas apesar de ser um sprinter, atacando sem dó nem piedade.

Colectivamente, a GarminCervélo, logo no primeiro ano da fusão entre as duas equipas venceu com 11 minutos e 4 segundos de vantagem sobre a Leopard-Trek e 11.20 sobre a AG2R.

Passando à minha opinião geral sobre a Volta:

– Ao nível de traçado o Tour ficou um pouco além das expectativas que desejava para esta edição. Muitas etapas planas acidentadas que desde cedo começaram a tirar candidatosanimadores das etapas de montanha de prova e que começaram a cavar fossos para os principais candidatos como Contador e Samuel Sanchez. Pelo mesmo raciocínio, se a montanha chegou tarde, chegou em força. 4 grandes etapas, 2 etapas de média dificuldade. Por uma questão de competitividade, deveriam ser mais as etapas de montanha, havendo espaçamento entre os pirinéus e os Alpes como se fazia antigamente.

Na geral:

– Muitos dissabores, muitas surpresas. Começando por Contador, acabando em Gesink. Começando pela vitória de Evans acabando no azarado Wiggins. Prefiro personalizaragrupar este comentário:

Abraço colectivo da BMC. Bem podem estar felizes. Evans é o abono de família para esta jovem equipa, da qual o Australiano não precisou para vencer o Tour. Mesmo que precisasse, eles não estariam lá.

Cadel Evans – Tem aqui o seu prémio de carreira. Não foi de todo o ciclista que mais fez para merecer a vitória, porque nesse campeonato quem acabaria por vencer seria um dos Schleck. Pelos menos foram os Luxemburgueses aqueles que mais tentaram a vitória e que mais jogaram ao ataque. No entanto, Evans aproveitou-se da regularidade para fazer forte o que por si e pela sua equipa (BMC) o fazia fraco. Sem equipa e sem argumentos para pedalar nos intensos ataques dos homens da Leopard-Trek geriu muito bem as diferenças que ia tendo para estes e para Alberto Contador. Em Grenoble não perdoou concretizar aquilo que já vinha tentando nos últimos 56 anos.

Andy SchleckFrank Schleck – Saem novamente do Tour como derrotados, ou moralmente, como os primeiros dos últimos. Mais uma vitória moral para os Luxemburgueses que teimam em executar na perfeição o seu jogo de corrida na montanha mas continuam a falhar de forma redundante nos contra-relógios. O treino pelo qual tem passado para melhorar a sua condição nesta variante assim como os seus resultados está a fazer efeito de ano para ano mas continua a ser escasso para vencer a Grand Boucle.

Alberto Contador – Ano difícil para Contador no ano da mudança da Astana para a Saxo Bank. Os intermináveis escândalos de doping que ainda o terão de levar à barra dos tribunais, a dúvida quanto à participação na Volta à França, a vitória folgorosa no Giro que lhe causou algum cansaço na preparação para o Tour, a mudança de equipa que se veio a provar que diminuiu em muito as chances do italiano revalidar o título visto que a sua nova equipa foi uma sombra daquilo que a poderosa Astana lhe oferecia nos últimos anos e sem dúvida a penosa lesão no joelho que o impedia de pedalar no seu estilo cómodo e veloz foram vários dos factores essenciais para a primeira grande derrota do Espanhol no Tour.

Contador nunca esteve ao seu nível, nunca atacou e nunca pode mostrar o seu enorme potencial enquanto ciclista. O 5º lugar é penoso para o Espanhol. E a Saxo Bank terá que pensar em contratar alguém que consiga estar com o homem na montanha, visto que Navarro e Porte falharam redondamente. 

Samuel Sanchez – Não fosse uma primeira semana azarada e o campeão olímpico de Pequim seria pódio com toda a certeza. Acordou na hora certa em LuzArdiden e nunca mais saiu da companhia dos grandes do pelotão internacional. Apanha a camisola da montanha como bónus e dá à Euskatel aquelas vitórias que continuam a moralizar a agora mais antiga equipa em actividade do pelotão internacional em continuar na sua política de investimento em ciclistas da casa.

Ivan BassoDamiano Cunego – O que escrevo para um serve para o outro. São corredores iguais. Sem tirar nem por. A única diferença é a da idade. Enorme potencial na montanha. Não atacam. Parecem não ter ambição e são ambos péssimos no contra-relógio. Não têm equipa que os leve lá acima e endureça o ritmo. Tem uma grande carreira que ficará para sempre recordada como aqueles que nunca levantaram uma palha para vencer um Tour.

Thomas Voekcler- No início da prova quem acreditava em Voeckler para o top-10? Ou se calhar para o top-20? Para a 4ª posição alguém? Não. Voeckler é um excelente ciclista e já tinha andado de amarela, mas, ninguém acreditava que o líder da Europcar voltaria a vestir a amarela e a resistir com ela envergada durante 11 longos dias com enormes etapas de montanha pelo meio. O espírito de sacríficio deste Francês para dar uma alegria aos seus compatriotas foi algo inacreditável e para isso muito contou com a ajuda do seu fiel escudeiro Pierre Roland. As etapas de montanha em que esteve na defesa intransigente da sua camisola elevaram-no ao nível de Virenque. Merecia o pódio.

Peter VeltisTony Martin – São bons ciclistas, ambos ainda muito roladores e muito frescos para atacar os primeiros lugares desta volta. Precisam de amadurecer e treinar em alta montanha para se afirmarem nas grandes voltas.

Vladimir Karpets – Mais uma decepção. Volta a confirmar que é um ciclista que passa ao lado de uma grande carreira.

Levi Leipheimer – O espelho da Radioshack durante a prova. Azarada, escondida, em baixo de forma, sem uma liderança firme após a saída de Brajkovic. Saisaem pela porta do cavalo e é melhor que preparem muito bem a Vuelta senão será uma época para esquecer tendo em conta o investimento feito.

Robert Gesink – Sempre admitiu que não era candidato e acabou mesmo por não o ser. Está a recuperar de lesão e usou o Tour para preparar a Vuelta, prova onde costuma estar forte. Creio que este ano não fugiu à regra. A Rabobank teve um Tour para esquecer – provavelmente um dos piores de sempre dos Holandeses.

Sandy CasarDavid MoncoutieSylvain Chavanel – Quantos mais velhos, estes Franceses não mudam o seu estilo de sempre. O único contra é que estão claramente piores ao nível de performances. Praticam a luta do gato e do rato, limitando-se a escapar e a tentar fazer a diferença vencendo uma ou outra etapa. Serão claramente engolidos pela nova geração do ciclismo Francês constituída por Jeanesson, Roland, Gadret, Riblon ou Perraud. No fim de contas, a sua tarefa também já está cumprida: aparar as pontas e fazer honras à casa na ligação de duas gerações que prometem ser mais importantes que a sua, ou como quem diz, ligar Virenque, Brochard, Jalabert e Moreau à nova geração talentosa que está a emergir no ciclismo Francês.

Luis León Sanchez – Quer andar na montanha mas não tem pernas. Corre bem colinas e devia dedicar-se mesmo a isso: clássicas! Jamais será um corredor da geral e devido a essa consciencialização é que homens como Bettini ou Bartoli nunca correram grandes provas.

Jens Voigt – Não é um homem importante para a geral, mas acaba por ser um homem importante para a geral. Contraditório mas explicável: não é homem de vencer, é homem de ajudar a vencer. 40 anos bem medidos no corpo de um ciclista que até tem umas vitórias muito interessantes como a própria geral da Volta à Alemanha. Até mete pena ver este homem sair, porque no fundo todos gostaríamos que fosse eterno.

Roman Kreuziger – Fez uma única aparição na montanha envolvido numa fuga. Não parece o mesmo corredor dos tempos da Liquigás. Também sofreu da patologia que está a afectar o desempenho da Astana. Deverá fazer melhor na Vuelta, ou pelo, esperemos que sim.

Andreas Kloden – Viu que não estava em forma, desistiu. A Vuelta será objectivo para o Alemão.

– Vinokourov, Wiggins, Brajkovic, Van der Broeck,  – Não chegaram a conhecer o sabor da prova por infelicidade nas primeiras etapas. Com os 4 em prova, a montanha seria bem mais animada, o top-10 diferente e a classificação da montanha ganharia mais vivacidade. Disso estou seguro.

Rui Costa – Cumpriu objectivos para a equipa, cumpriu objectivos para o país, cumpriu o seu objectivo. Venceu a sua etapa, atacou na montanha e ainda tentou a gracinha em Paris. Mais um corredor talhadinho para clássicas e cá entre nós, menino para seguir as pisadas de Paulinho nos Olímpicos e quiçá tentar a sua sorte nos mundiais, nas clássicas de colinas na Bélgica, pavé Francês ou em São Remo e San Sebastien. Ele já ameaçou nos últimos jogos olímpicos.

– Sérgio Paulinho: Muito apagado, cumprindo de certa maneira a espécie de fado que foi talhado para a sua equipa neste Tour após a perda dos seus líderes.

Na luta pela verde:

– Mark Cavendish – Palavras para quê? Se realmente a HTC não arranjar um patrocinador para o ano, não faltarão convites ao Britânico.

– José Joaquin Rojas – Uma agradável surpresa. Pode ser um nome interessante para os campeonatos do mundo.

– Phillipe Gilbert – Começou com a corda toda mas perdeu a pica quando começou a subir e rapidamente desistiu da ideia louca de apostar na geral. Não conseguiu a verde mas fica na história desta edição com uma excelente prestação. Também deverá atacar os campeonatos do mundo.

Thor Hushovd – É uma classe de ciclista, como já tinha referido num dos posts que escrevi sobre as suas vitórias em etapa.

Tyler Farrar – Venceu uma etapa, mas teve muito apagado no resto da prova. Nem com a ajuda de Hushovd conseguiu parar o furacão Cavendish.

André Greipel – O mesmo de Farrar, exceptuando o facto do Alemão ter vencido o seu rival e antigo colega de equipa por uma vez, facto que festejou como se de uma Volta se tratasse. Ficou muito tapado pelo protagonismo de Gilbert. 

Edvald Boasson Hagen – Cumpriu o que tinha a fazer. Certinho que nem um motor, tem um futuro enorme e brilhante pela frente. Candidato a campeão do mundo e quem sabe olímpico na companhia de Hushovd, está mais que visto.

Alessandro Petacchi, Stuart O´Grady e Tom Boonen – Estiveram em França nestas últimas duas semanas? Petacchi foi avistado uma vez. Na alta montanha, por mais estúpido que pareça!

Na montanha:

– Jelle Vanendert – O homem que surpreendeu meio mundo ao vencer na montanha e ser segundo noutra etapa atrás de Samuel Sanchez. Aproveitou o protagonismo que lhe foi concedido pela equipa após o abandono de Van der Broeck.

– Jeremy Roy – O mais combativo do Tour. Disso não tenho dúvida. Faltou apenas a vitória numa etapa. Leva 10 mil euros para casa por ter passado no Alto do Tourmalet e do Aubisque. Isto é, se não tiver que dividir os prémios com toda a equipa Française des Jeux.

Para terminar, aqui ficam em vídeo, os highlights da etapa de hoje assim como algumas opiniões expressas por membros da corrida à mesma. Para o ano há mais:

Cavendish fala da vitória em Paris:

Cadel Evans, visivelmente emocionado na chegada a Paris:

Andy Schleck cai de pé no Tour onde novamente se portou como um grande campeão:

Passagem de testemunho entre Contador e Evans:

Momentos felizes: a valente murraçada de Contador no “doutor” como sinal de amizade com o homem que lhe queria fornecer o doping:

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O segredo “laboratorial” do Milan

Reportagem Especial do Jornal Record da edição de hoje da edição impressa, que pela qualidade e pertinência da reportagem decidi publicar na íntegra.

Segredo de Laboratório

(Reportagem do Jornalista Hugo Neves em Milão)

“Campeão Italiano Trabalha sobre um programa que é reconhecido em todo o mundo. Record foi tentar descobrir o que é afinal a Milan Lab”

“”A reconquista do título italiano por parte do AC Milan fez renascer, em Itália e um pouco por todo o mundo, a curiosidade sobre um dos maiores segredos que envolve o treino dos futebolistas profissionais e a preparação física que deve ser feita ao longo de um ano desportivo. O conhecido Milan Lab, que nasceu em 1999, tem os seus segredos bem guardados embora o protocolo celebrado com a Nutrilite tenha desvendado um pouco o véu sobre que tipo de preparação devem os jogadores fazer para responder positivamente a uma das realidades inatacáveis: o constante aumento de jogos disputados durante uma só temporada.

Uma das realidades é que o Milan não faz exactamente os mesmos testes médicos a um futebolista do que os restantes clubes. Além dos triviais exames, também são efectuados testes genéticos a todos os futebolistas de forma a avaliar a condição bioquímica do jogador. Só por isso se percebe que, nos últimos anos, a maioria dos casos de longevidade dos futebolistas tenha tido lugar no AC Milan.

O acordo celebrado com a Nutrilite, empresa lider mundial  em suplementos vitamíncos e dietéticos, fez com que o laboratório desportivo mais conhecido no mundo ganhasse ainda mais fulgor e capacidade para poder preparar os jogadores e torná-los capazes de prolongar a carreira ao mais alto nível até uma idade que noutros clubes é quase impossível.

Os programas testados são desenvolvidos com base nos testes genéticos e sanguíneos e exames biodinâmicos, os quais são complementados com questionários nutricionais e detalhados além de uma avaliação aprofundada de modo de vida de cada atleta. Esta recolha de dados é feita quando um jogador chega ao Milan e depois o clube exige ter um controlo absoluto na alimentação do atleta, dentro e fora das instalações.

Este, se não for o ponto crucial do projecto do Milan Lab, será um dos mais importantes. A nutrição dos futebolistas é considerada essencial para que estes apresentem uma condição física perto da ideal mas este não é o único ponto. Os testes genéticos assumem uma importância elevada pois é através deles que são descobertos problemas que podem afectar a carreira do jogador no futuro e, que sem este tipo de testes, o clube fica entregue ao destino.

Formula 1

Os responsáveis do Milan Lab e da Nutrilite referiram-no muitas vezes e, de certa forma, é verdade: o futebolista é equiparado a um carro de Fórmula 1, sendo alvo de vários testes e constantes atenções tal como um automóvel de alta competição. Daí que todos os futebolistas que estão às ordens do treinador Massimiliano Allegri recebem semanalmente produtos da Nutrilite para tornarem segundo uma norma que lhes é dada de modo individual.

Cada jogador tem uma alimentação diferenciada até porque as necessidades de cada futebolista são totalmente diferentes. O protocolo com a Nutrilite já foi alvo de inquéritos por parte de empresas estrangeiras mas até ao momento nenhum clube do mundo tentou estabelecer a mesma parceria. A única equipa que a solicitou foi a olímpica da China e os contactos deverão avançar para outro patamar em breve. O laboratório vai revelar o segredo.

Evolução Bioquímica do futebolista do AC Milan

Teste ————- Interpretação ————- Efeito ———– Intervenção – por esta lógica sequencia, numa roda de ciclo vicioso caso todo o método de análise falhe ou não tenha as consequências previstas. 

Análise progressiva dos futebolistas durante a época

Um dos pormenores mais importantes definidos pela equipa de médicos do Milan LAB é a análise constante a que os jogadores são submetidos para que a nutrição de cada um seja reorientada de forma a que todos possam manter os índices físicos num patamar elevado. Segundo os técnicos, são quatro as fases da evolução bioquímica que cada futebolista revela durante um ano desportivo e o ciclo de avaliação é vicioso: passa pelo teste, interpretação do resultado, intervenção (definição dos nutrientes que o atleta deve tomar) e depois ver o efeito. De mês a mês o ciclo é cumprido para que no fim da época o índice se mantenha alto.

Centro de Estágio regista várias visitas diárias dos curiosos – Alvo de muita atenção

A popularidade do Milan LAB é medida através de solicitações que o clube Rossonero recebe e não são poucas pois o clube vê-se obrigado a adiar visitas em certas alturas do ano para que a equipa de futebol possa trabalhar longe dos olhares alheios.

Mensalmente, há uma média de 900 visitas tanto por jornalistas como por representantes de empresas que querem perceber a dinâmica de funcionamento de uma equipa supervisionada por cinco elementos fundamentais: Micheline Vargas e Valentina Kazlova, cientistas de nutrição da Nutrilite, Daniele Tognaccini, líder do projecto, Alberto Dolci, bioquímico e Francesco Avaldi, nutricionista. Este quinteto conta depois com mais de 50 colaboradores para efectuar os testes ao longo da temporada.

À porta do reconhecido centro de estágio, que se situa sensivelmente a 45 quilómetros da cidade de Milão, encontra-se uma equipa de dois jornalistas da Sky Itália 24 sobre 24 horas, para acompanhar o dia-a-dia do Milan e as novidades de um projecto que continua a dar que falar não só na Europa mas no Mundo inteiro.

Aly Cissokho tinha problemas nas vértebras

Aly Cissokho, defesa-esquerdo Francês que jogou no FC Porto meio ano, esteve muito perto de se transferir para o AC Milan no verão de 2009 mas falhou nos exames médicos e acabou depois, por rumar aos franceses do Lyon. Mas a curiosidade centra-se na razão apontada pelo Milan para que a transferência não se efectivasse: um alegado problema nos dentes que iria influenciar a condição física apresentada pelo jogador nas épocas seguintes. Contudo Record falou com um dos responsáveis do Milan Lab, mas precisamente com Alberto Dolci, o bioquímico do centro, que revelou outro problema do agora internacional Francês: “Lembro-me muito bem desse jogador até porque depois foi para o Lyon e nós contactámos o clube para avisá-lo de outro problema. Cissokho tinha também um ligeiro desvio de duas vértebras, as quais, segundo os estudos que fizemos não vão permitir que ele estenda a carreira por muitos anos” – referiu o técnico de bioquímica.

Considera ser grande vantagem – Zambrotta realça testes personalizados

Aos 34 anos, Zambrotta já passou por grandes clubes como Juventus e Barcelona. Actualmente no AC Milan, o italiano que se sagrou campeão do mundo em 2006, indica aquela que considera ser a grande vantagem dos futebolistas que tem o privilégio de trabalhar no Milan LAB: “O mais importante são os testes personalizados que vamos fazendo ao longo da temporada. Os departamentos médicos dos clubes profissionais já estão muito desenvolvidos mas aqui no Milan, os exames nutritivos que fazemos e a alimentação é mais rigorosa daí que os nossos índices físicos sejam mais resistentes.”

Nutrilite tem um plano bem delineado para cada caso

O trabalho desenvolvido agora em conjunto com a Nutrilite teve o seu primeiro passo no longínquo ano de 1988, com a primeira monitorização bioquímica dos jogadores do Milan. O protocolo do clube com a empresa líder mundial em suplementos vitamínicos e dietéticos nasceu apenas em 2008 mas antes disso a equipa responsável pelo Milan LAB já efectuava os testes científicos a cada jogador no sentido de perceber a sua evolução genética e que tipo de produtos necessita para poder apresentar-se ao mais alto nível físico durante vários anos. É por essa razão que muitos jogadores do Milan resistem muito além dos 33 anos e sempre em boas condições físicas.

O complexo bioquímico utilizado pela equipa de estudos rossoneri é composto por vitaminas, testes ao stress oxidativo pela alta competição e ingestão de suplementos alimentares para evitar, numa primeira fase, e eliminar, numa segunda fase todo o stress e, por fim, o tratamento de eventuais inflamações que possam surgir. Contudo esse tratamento só em último caso é efectuado com anti-inflamatórios e medicamentos pois o laboratório de pesquisa do Milan aposta sobretudo em produtos naturais para promover uma recuperação mais rápida e melhor para a saúde.

Exemplo Djokovic. Alguns dos produtos indicados pela Nutrilite têm um índice elevado de glúten e Daniele Tognaccini chamou á atenção para um caso específico do desporto que, a ser avaliado no Milan LAB teria sido detectado: “O tenista Djokovic é alérgico ao glúten, por isso, se fosse submetido aos nossos testes, esses teriam detectado, pelo que a dieta seria orientada de outra forma para que ele pudesse continuar a disfrutar dos produtos que não afectariam a sua saúde” – explicou o actual líder do projecto Milan LAB, perito em programação de treino.

Próximo passo é reduzir lesões

A inovação não tem limites para quem trabalha no Milan LAB. Depois de ter acesso aos dados genéticos de cada jogador e compreeender as necessidades de cada um, tendo em conta o esforço despendido nos treinos e jogos, a ideia de Michelline Vargas, cientista da Nutrilite, indica qual é o próximo passo a dar: “Será a utilização de tecnologia de micro-arranjo que nos vai ajudar a aprofundar a compreensão de como o treino e a nutrição afectam a expressão genética dos atletas. O nosso objectivo é explorar toda esta informação para ajudar cada jogador a treinar-se com maior eficiência, diminuir o tempo de recuperação e reduzir as lesões que sofre” – disse aquela especialista. Para os responsáveis do Milan LAB não há barreiras inultrapassáveis e o próximo passo é possível até porque os resultados demonstrados este ano pelos jogadores do Milan mostram que o tempo de recuperação do esforço efectuado diminuiu em relação às épocas anteriores. A ciência ao serviço do gigante italiano.

Factos e números

– Em 1988 tinha início a primeira monotorização bioquímica dos jogadores do Milan, tendo os primeiros atletaos sido submetidos na temporada de 198889.

– Em 1999 foi criado o Milan LAB, processo de treino ainda a dar os primeiros passos mas que ganharia notoriedade nos anos seguintes devido ao elevado número de jogadores que prolongaram a carreira por perceberem que o programa que seguiam lhes permitia tal feito: foram os casos entre outros de Maldini, Favalli, Costacurta, Valerio Fiore e Inzaghi.

– Controlo absoluto da alimentação é a condição exigida pelo clube tanto dentro das instalações como fora, tendo com isso um registo completo dos dados de cada futebolista dos seus quadros.

– Ibrahimovic e Cassano, dois casos de jogadores que provocaram um estudo aprofundado do Milan LAB: enquanto o internacional sueco chegou ao Milan “em excelentes condições físicas”, o avançado italiano “estava bem mas não no topo” tendo alterado “radicalmente” a sua alimentação assim que começou a seguir o plano delineado pelo Milan LAB.

– Conquista da Serie A 20102011 é considerada uma das grandes vitórias dos últimos tempos do Milan LAB pela forma como os jogadores se apresentaram no campeonato e pelos resultados físicos demonstrados ao longo de toda a temporada.

– 2013 é o ano alvo para que este projecto dê o próximo passo, aquele que ajudará a compreender a forma como o treino e a nutrição alteram a expressão genética dos atletas.

Um projecto com pés e cabeça – sumário e opinião do jornalista Hugo Neves

Já tinha ouvido falar, tal como certamente o leitor, do Milan LAB mas, sinceramente, percebi que só estando no local é que se percebe realmente de forma (exigente e superprofissional) é que o AC Milan prepara os seus jogadores para a mais alta das competitividades e sobretudo a longo prazo. A descoberta feita (mas escamoteada) da lesão de Aly Cissokho e os seus testes científicos que permitem, depois, minimizar cada vez mais o tempo de recuperação dos esforços dos jogadores foram os aspectos que me saltaram mais à vista e aqueles que tornam o Milan um clube mais capaz de responder às exigências do futuro. O facto de ter contado com tantos jogadores a prolongar a carreira para além dos 30 anos e a demonstrarem uma condição física própria de outros futebolistas que estão no auge de carreira tinha de ter um segredo. Mas não é nada por aí além. É só, um projecto com pés e cabeça.””

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No atletismo também existem rixas

A troca de socos entre os dois atletas Franceses de origem magrebina (Mehdi Baala, de origem marroquina e Mahiedine Mekhissi-Benabbad, de origem Argelina) pegaram-se ontem em plena pista numa escaramuça depois da prova de 1500 metros do Meeting do Mónaco, prova pontuável para a Diamond League, uma das principais provas do atletismo mundial onde os melhores atletas nas várias especialidades actuam em 16 meetings para ganhar prémios de cerca de 8 milhões de euros.

Baala, que já venceu dois europeus na distância de 1500 metros e foi 2º num mundial na mesma distância e Benabbad que já venceu o campeonato europeu de sub-23 em 3000 metros obstáculos, o campeonato europeu de elites e foi medalha de prata na mesma especialidade nos Jogos Olímpicos de Pequim) pegaram-se após a prova em que o primeiro foi 9º e o 2º 11. Na origem, um empurrão de Baala a Benabbad fez estalar o soco que motivou a intervenção por parte dos seguranças e comissários da prova.

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Um bom curriculum para quem deseja empregar um tachista

Sobre Samuel Licenciatura em Relações Internacionais pela Universidade de Coimbra;
Mestrando em RI-Estudos Europeus pela Universidade de Coimbra.

Presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar da AEESAP 2004-2005;
Membro do Conselho Pedagógico da ESAP 2005-2006;
Tesoureiro do NERIFE/AAC 2008-2009;
Presidente do NERIFE/AAC 2009-2010;
Vice-presidente do RTC Águeda 2009-2010;
Director de Protocolo do RTC Águeda 2009-2010;
Vice-presidente do CIPRIC 2007-2010;
Indigitado pelo CIN na ARE/AAC 2010;
Presidente do RTC Águeda 2011;
Vice-presidente da CPS-JSD Águeda;
Tesoureiro do RTC Águeda;
Conselheiro-geral do FAIRe
Coordenador-geral da Política Educativa e Ligação aos Órgãos da DG/AAC.

Numa página facebook perto de si, a cultura do tacho fala mais alto que o culto da personalidade.

Trabalho visível na coordenação da Política Educativa? Nenhum… já lá vão 6 meses de mandato. Pelo menos no que toca à minha visão atenta e à legitimidade de crítica que é me é concedida enquanto sócio da AAC.

Samuel, já que és tão organizado e competente quando é que tencionas discutir com o governo várias situações como a Acção Social Escolar, a mudança de regulamentos nas faculdades sem aviso prévio, discussão pública e opinião por parte dos núcleos e as linhas com que se vão coser a passagem da UC a Fundação?

Não sei se andas a dormir, mas o que é certo é que este ano foram 600 a abandonar a UC? Quantos serão este ano se tu não te lançares na luta pela defesa dos direitos dos que votaram em ti?

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Os Socialistas…

E aí andam eles, de estrada em estrada, de concelhia em concelhia, com sacos de notas de 10 euros a dar dinheiro aos militantes para pagar as quotas em atraso do partido para votarem Assis ou Seguro.

Assim não custa nada ser militante. Em dia de eleições, alguém acabará por pagar as quotas em troca de um voto.

Parece já ser estratégia dos candidatos ao comando dos postos operacionais do PS.

Em qual das distritais é que eu já vi este filme?

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O desvio colossal

É ou não é colossal? Quem? O desvio. É ou não é colossal?

Todos sabemos que sim. É colossal. Não é preciso perceber de engenharia financeira para interpretar o crescendo da curva de Yield da dívida portuguesa resultante dos 6 anos da governação socialista. É certo que a crise económica e financeira também remou contra o esforço de Sócrates e Teixeira dos Santos. No entanto, a lógica diz-me que se estamos reféns da inenarráveis e ineficazes reformas estruturais ordenadas pelos senhores dessa organização internacional democrática que dá pelo nome de FMI, algo extravasou para além dos limites aceitáveis no que toca às contas públicas e às execuções orçamentais nos últimos anos.

É colossal, portanto. Ninguém sabe quanto. O segredo ficou trancado a sete chaves entre os senhores da troika e os ministros do bloco central.

E já agora, esse liberal que dá pelo nome de Vitor Louçã Rabaça Gaspar é extremamente engraçado. Primeiro pelas olheiras de quem não dorme pelo menos há uns 5 anos. Depois pelas explicações rápidas onde o mesmo recorrer invariavelmente a uns gracejos manuais que mais fazem lembrar a explicação da táctica dos treinadores barrigudos dessas equipas dos distritais. Portanto nada admira que uma figura de Frankenstein assustado pelo colossal débito da sua pasta a terceiros seja capaz de ir à Europa apresentar o seu plano para por as contas portuguesas na linha em cerca de 180 segundos, com recurso a gestos.

“Merkel, jogas na direita da defesa e se tiveres que mandar uma sarrafada na Grécia para ganhar a bola, manda. Sarkozy, jogas no miolo a distribuir jogo para os teus parceiros privados nas alas, Berlusconi, ah Berlusconi que és cá um maroto…”

Numa dialéctica deste calíbre, até eu ficava assustado.

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E o vencedor é Cadel Evans

 

Depois da etapa de ontem, não existiam grandes surpresas.
Motivado pela oportunidade única de vencer a prova após muitos anos de pódio, o Australiano (que se limitou a jogar à defesa nas etapas de montanha e não venceu qualquer etapa) voou no contra-relógio em Grenoble para a vitória na geral perante um inconsolável Andy Schleck, que mostrou a voltar a sua fragilidade na variante.

Schleck alcançou meritoriamente a amarela ontem, mas voltou (à semelhança ds últimas edições do Tour) a pouco saborear o fruto do seu esforço nas etapas de montanha.

No esforço solitário de 42.5 km de Grenoble, Tony Martin confirmou o seu estatuto de bom contra-relogista, oferecendo a 5ª vitória à HTC-Columbia, que amanhã se poderá vir a despedir do Tour enquanto equipa pois ainda não se sabe muito bem o futuro desta equipa. Daí que nomes como Velits, Cavendish, Matthew Goss, Mark Renshaw e Martin já sejam apontados como reforços de outras equipas como a Sky ou a Quickstep (para o ano a Quickstep poderá fundir-se na GarminCervelo).

Em 2º lugar ficou Cadel Evans a 7 segundos. Tempo suficiente para o homem da BMC celebrar a sua vitória no Tour. Contador foi 3º a 1.07m mas tal tempo foi insuficiente para levar o espanhol ao pódio final. Num ano horrível para o espanhol e para a Saxo Bank, queda-se pela 5ª posição da geral.

Em 5º ficou Jean-Christophe Perraud da AG2R, um ciclista bastante completo que se deve ohar com interesse para o futuro. É 10º da geral e é um ciclista que provou que poderá dar algo mais ao ciclismo francês no futuro, à semelhança de homens como Riblon, Gadret e Jeanesson.
Logo a seguir, Samuel Sanchez – 6º no contra relógio, 7º na geral. Um bom Tour para o líder da Euskatel, que fica apenas prejudicado pelas quedas na primeira semana. Caso não tivesse perdido muito tempo aí, seria pódio com toda a certeza. Sai do Tour com a vitória em LuzArdiden e com a camisola da montanha.

Thomas Voeckler fez um contra-relógio interessante mas ficou fora do pódio. Pelo esforço dado pelo Francês na defesa da amarela durante 11 dias merecia o pódio. Será de Frank Schleck. Roland Perraud, o seu escudeiro ficará com o prémio da juventude, conseguindo-se superiorizar ao excelente contra-relógio de Taaramae.

Os grandes derrotados deste singelo dia foram os irmãos Schleck. Para abono da verdade, foram eles que animaram as etapas de montanha e que lutaram por algo mais que o pódio final. Se Contador este ano não se revelou ameaça, acabaram por perder para um Evans cuja estratégia é ser rebocado até lá cima por outros, atacando muito raramente.

Assim sendo, após o contra-relógio final, a classificação geral ficou assim ordenada no que toca a top-10:

1º Cadel Evans (AustráliaBMC)
2º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 1.34m
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 2.30m
4º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar) a 3.20m
5º Alberto Contador (EspanhaSaxo Bank) a 3.57
6º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 4.55m
7º Damiano Cunego (LampreItália) a 6.05m
8º Ivan Basso (ItáliaLiquigás) a 7.23m
9º Tom Danielson (EUAGarmin) a 8.15m
10º Jean Christophe Perraud (FrançaAG2R) a 10.11m

Para amanhã, etapa de consagração com final nos campos Elísios em Paris. Em aberto apenas uma camisola: a verde. Pelo menos matematicamente, visto que Cavendish dispõe de 15 pontos de avanço sobre José Joaquin Rojas da Movistar. Será preciso uma hecatombe para que o Britânico não vença a camisola, mas matematicamente Rojas ainda tem hipotese. Até porque a meio da etapa existe um sprint especial que pode animar a luta e as duas equipas ainda jogarão imenso para anular diferenças, quiçá colocando homens a sprintar com os seus líderes.

Para amanhã fica também a minha crónica de despedida do Tour com fotos do pódio e um balanço final à prova.

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As primárias de Assis

Se não é burro que nem um calhau, para lá caminha. Sempre afirmei aqui neste espaço que Assis fala demais. Esta situação, não é excepção…

Francisco Assis defende o sistema de eleições primárias no Partido Socialista, à semelhança daquilo que fazem os partidos Norte-Americanos na escolha do seu candidato presidencial.

As primárias na América levam os partidos a levar a liderançacandidatura à presidência a sufrágio universal. A crença partilhada é decerto a tentativa do escolhido recolher mais unânimidade entre os cidadãos para que seja um candidato atractivo e possa recolher mais simpatia entre o eleitorado na hora do voto.

Não acredito que este método possa ter um contributo benigno para a democracia. Não é com eleições primárias e consequentes excursões pelo país, “paradas ao estilo americano” e discursos inflamados contra o governo que um candidato à liderança do principal partido da oposição conseguirá o interesse de criar unanimidade e proximidade com os cidadãos para a causa do seu partido.

Consequentemente, Assis também se esqueceu de medir os prós e os contras das realidades políticas dos países que utilizam as primárias e o caso Português ao nível de realidade político-partidária. Nos Estados Unidos da América, a coisa até resulta bem visto que não existe grande escolha político-partidária. Como apenas 3 uniões partidárias se submetem a sufrágio e uma quase nem conta (os comunistasPartido dos Verdes) o método é prático e cómodo para os partidos rotativos da política Norte-Americana sondarem o povo antes de lançar o seu candidato. Em Portugal, assim como no resto da Europa, o cenário é totalmente diferente. No caso Português, temos dúzia e meia de partidos políticos (grande parte com diferenças ideológicas entre si) e outros tantos movimentos políticos, assentes no seu eleitorado próprio (excepto o PSD e o PS que oscilam no rotativismo no poder já sobejamente conhecido no nosso país).

Concluíndo: efectuando primárias, o efeito de as executar seria exactamente o mesmo das actuais eleições para o secretariado-geral do partido visto que quem acabaria por votar seriam os militantes do Partido Socialista, pois só os interesses desse partido tem real interesse em definir a sua liderança.

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Num cinema Salgado Zenha perto de si

Um leitor não identificado enviou-me esta foto montagem por email.

Vá rapaziadada, não levem a mal. Temos que levar estas coisas na desportiva. No entanto desconfio que um deles é rapazola para me voltar a ligar daqui a umas horas e dizer que me vai por um processo judicial em cima.


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Schleck vence no GalibierSerre-Chevalier

Como previa, Andy Schleck fez mossa numa das súbidas do Galibier. Em Serre Chevalier, o Luxemburguês foi demolidor e “construiu a sua cama” para o contra-relógio de sábado. A amarela ficou com Voeckler, mas os dados estão lançados para amanhã (etapa raínha no Alpe D´Huez) e sábado em Grenoble.

A subida final para Serre Chevalier foi pura e simplesmente divinal. Grande ambiente, grande espectáculo, grande ataque de Andy Schleck, grande corrida de Cadel Evans (perdeu tempo mas defendeu-se bem) e sobretudo, a desilusão do dia: Alberto Contador não vencerá a volta deste ano. O Espanhol não está realmente ao seu nível.

Num dia marcado por algumas fugas nas montanhas iniciais para tentar vencer a etapa (caso por exemplo de Nicolas Roche da AG2R) Andy não deu hipótese à concorrência: a Leopard acelerou o ritmo e o mano mais novo lá foi serra a cima, deixando o pobre Cadel Evans a puxar sozinho no grupo perseguidor.

Schleck ganhou 2 minutos e 7 segundos ao seu irmão Frank (não colaborou com Evans como seria de esperar) 2,15 para o Australiano, 2,18 para Basso, 2,21 para Voeckler, 2,27 para Roland, 2,33 para Cunego (mais uma boa corrida do Italiano que mostra pela primeira vez o seu enorme potencial no Tour) tendo Rein Taaramae (agora lider da juventude) Tom Danielson e Ryder Hesjdal fechado o top-10.

Alberto Contador e Samuel Sanchez foram os grandes derrotados de hoje: o vencedor do Tour anterior perdeu 3,50 minutos, a juntar ao tempo que já levava para Schleck será impossível recuperar esse tempo. Nem o melhor Contador de sempre será capaz de recuperar essa perda amanhã. Sanchez perdeu 4,46m e a hipótese de ascender ao pódio da geral em Paris. No entanto, não deixa de ser uma excelente prova do Espanhol.

Assim sendo, na geral:

1º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar)
2º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 15 segundos
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 1.08m
4º Cadel Evans (AustráliaBMC) a 1.12m
5º Damiano Cunego (ItáliaLampre) a 3.46m
6º Ivan Basso (ItáliaLiquigás) a 3.46m
7º Alberto Contador (EspanhaSaxo Bank) a 4.44m
8º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 5.20m
9º Tom Danielson (EUAGarmin) a 7.08m
10º Jean Christophe Perraud (FrançaAG2R) a 9.28m

Nos pontos tudo na mesma.

Na montanha, Jelle Vanendert continua a liderar mas Andy Schleck chegou-se perto e tem agora 70 pontos. Samuel Sanchez 72. Amanhã a luta será acesa entre os dois primeiros, visto que Sanchez vê na camisola de melhor trepador a entrada no pódio final em Paris. Mas Schleck irá pontuar certamente e poderá levar a camisola como bónus.

Na Juventude, luta acesa entre Taaramae e Roland. 33 segundos separa os dois jovens. Ambos estarão na luta até sábado. Quem deverá ter saído definitivamente da luta é Uran. Está a mais de 3 minutos.

Por equipas, a Garmin classificou-se bem e aumentou a sua vantagem para a AG2R para 10 minutos. Está selada a vitória colectiva da turma Norte-Americana.

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Edvald Boasson Hagen vence pela 2ª vez

17 etapas, 4 vitórias em etapa de Norugueses. 2 de Thor Hushovd que venceu ontem e agora de Edvald Boasson Hagen da Team Sky.

Resumindo brevemente o que foi a corrida de hoje, pode-se dizer que começou com uma fuga de ciclistas mal posicionados na tabela classificativa. A etapa de apresentação aos Alpes era dura (muitas contagens de montanha numa etapa de rasga pernas) e uma subida de 2 ª categoria a acabar a etapa que poderia ser motivo para ataques pela geral, o que se veio a verificar (adiante veremos).

Num grupo muito numeroso de fugitivos incluiam-se nomes como Boasson Hagen, Sandy Casar (ainda não foi desta que conseguiu a tão desejada vitória para a Française des Jeux) Bauke Mollema da Rabobank (2º hoje numa nova investida por parte do homem da Rabobank, equipa que está a tentar colmatar a decepção na geral com uma vitória em etapa) Sylvain Chavanel (novamente sem sucesso!) os dois cazaques da Astana (Fofonov e Muratyev) entre outros…

Boasson Hagen provou então que era o ciclisma teoricamente mais forte do grupo, principalmente no toca à finalização de etapas, atacando a subida final com uma agressividade de pedalada que até a mim me causou espanto. Teremos aqui um excelente sucessor de Thor Hushovd no que toca a Campeonatos do Mundo UCI?

Lá atrás, ataques de Nicolas Roche e Kevin de Weert tendo em vista a reentrada no top-10 (ficaram a 4 minutos do primeiro mas ganharam muito tempo a Danielson, Roland, Jeanesson, Uran e Vanendert.

Quantos aos favoritos, formou-se um grupo que cortou a meta ao mesmo tempo com os irmãos Schleck, Alberto Contador, Cadel Evans (começa seriamente a tornar-se o favorito à vitória na geral; é uma lapa, não desarma da frente) Taaramae, Vanendert e Samuel Sanchez, tendo ganho tempo aos restantes do top-10 que não entraram neste grupo. Taamarae ganhou tempo a todos os candidatos à Juventude assim como Vanendert também reforçou o ataque ao top-10 apesar da ligeira perda de tempo para Roche e do facto de não ter pontuado na montanha.

Chegaram a 4.26 do vencedor. 8 segundos depois chegava Rigoberto Uran. Thomas Voeckler cedeu nesta etapa, chegando 27 segundos depois do grupo SchleckContadorSanchezEvans mas mantem a amarela para a etapa duríssima que os ciclistas tem amanhã. Chegou na companhia de Ivan Basso (irremediavelmente fora da discussão do Tour e do pódio) e Tom Danielson.

Assim na geral, existem mudanças:

1º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar)
2º Cadel Evans (AustráliaBMC) a 1.18m
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 1.22m
4º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 2.36m
5º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 2.59m
6º Alberto Contador (EspanhaSaxo Bank) a 3,15m
7º Damiano Cunego (LampreItália) a 3.34m
8º Ivan Basso (ItáliaLiquigás) a 3.49m
9º Tom Danielson (EUAGarmin) a 6.05m
10º Rigoberto Uran (ColômbiaSky) a 7.36m
11º Jean-Christophe Perraud (FrançaAG2R) a 7.53m
12º Kevin de Weert (BélgicaQuickstep) a 8.03m
(…)

Para a etapa de amanhã:

– Dia C para Contador, dia V para Voeckler, dia S para os irmãos Schleck e para Samuel Sanchez.
Contador precisará de recuperar distâncias para todos. O ataque terá que ser demolidor. Voeckler procurará defender ao máximo a amarela nas próximas 2 etapas para chegar em condições de disputar a prova no contra-relógio de sábado, Sanchez precisa de explorar a sua vantagem sobre os restantes na variante de contra-relógio para atacar amanhã e sexta e assim aproximar-se o suficiente da frente para tentar a investida final em Grenoble. Cadel Evans apenas terá que se limitar a seguir a roda daquele que lhe for mais vantajoso. Já os Schleck deverão atacar na máxima força amanhã. Para além de terem que recuperar a diferença perdida para Voeckler, terão forçosamente que construir uma almofada para o contra-relógio. Será tarefa difícil.

– Basso e Cunego na expectativa. Sabem que se seguirem a roda certa poderão ganhar tempo e alimentar a esperança de pódio.

– Haverá muita luta pelo top-10 da prova. Uran e Danielson tem a ameaça de De Weert, Roche, Vanendert, Perraud, Taaramae…

Nos pontos, tudo na mesma. Cavendish virtual vencedor.

Na montanha, tudo na mesma. Vanendert lidera mas terá que se defender muito bem amanhã.

Na Juventude, Uran perdeu para Taaramae e o Estoniano está agora apenas a 59 segundos. Tudo poderá mudar amanhã, sabendo que os dois andarão pela frente. Roland ficou agora a 2,27 mas não é descartável para amanhã onde estará novamente na protecção ao seu líder e camisola amarela. Jeanesson (3,17m) é uma carta fora do baralho nesta camisola.

Por equipas, a Garmin continua na liderança, dispondo dos 5 minutos de diferença para a Trek. Caso amanhã não perca muito terreno no fecho colectivo, será a equipa vencedora nesta classificação.

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Despedir por meia duzia de trocados!

Esta alteração às leis laborais, aprovadas hoje em Sede de Conselho de ministros que reduzem a indeminização dos trabalhadores em caso de despedimento por parte do patronato (apenas válido para os contratos celebrados após entrada em vigor da nova lei em Diário da República) e que reduzem as indeminizações a pagar ao trabalhador de 30 para 20 dias por cada ano de trabalho, adequam-se em que parte do discurso de Pedro Passos Coelho aquando da sua tomada de posse enquanto Primeiro-Ministro e do programa eleitoral deste governo?

Traçar linhas programáticas que vão contra os direitos adquiridos pelos trabalhadores após o 25 de Abril e que não passam de liberalismo económico puro e duro significa o mesmo que  eu li nas páginas 87 e 88 do programa governativo? Não me parece. Não é liberalizando o acesso ao despedimento fácil que se irá promover o combate à pobreza e exclusão social e acimentar a coesão social do povo Português.

Este governo começa a armar uma teia bastante interessante contra o Zé Povinho. Primeiro, o imposto sobre o subsídio de Natal, depois o recurso legal que permite o despedimento fácil e mais barato, o que é que se seguirá? O aumento do IVA? Já o sabemos? O aumento de impostos como o IMI? Já o esperamos. A tendência expressa para privatizar a área da saúde e obrigar os contribuíntes a exercer um seguro de saúde privado? Esperemos para ver.



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A História repete-se…

O Benfica anda ali a sondar, a sondar, a sondar, a ver se consegue o jogador pelo menor preço possível, a ver se tem garantias bancárias, a ver se paga o menos que puder ao jogador e o Porto chega lá e de uma assentada bate a nota e leva o material.

Este Danilo terá que ser um jogador fabuloso, tomando em conta o preço que custou a sua transferência. 


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Trauliteiros AAC

Um gentil amigo comunicou-me que propôs o meu nome para um grupo secreto na rede social Facebook constituído por malta da AAC chamado “Trauliteiros AAC”.

Consta que todas as entradas nesse grupo tem que ser “ratificadas” por todos os membros do grupo. Todos os membros concordaram, excepto Samuel Vilela. Sim, esse mesmo.

O jovem aguedense, perdão, não gosta efectivamente de mim. Que se torne público que eu efectivamente também não gosto dele.

Resta-me então a consideração prática inscrita na pedra de ser terrorista em demasia para sua excelência.

Como tal, até tenho a benessezinha de lhe dedicar uma grande musica aqui do meu extenso repertório musical:

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E mais uma vez Hushovd!

I am Thor!

O deus da força da mitologia nórdica!

Hushovd, o campeão do mundo de ciclismo e um dos grandes animadores desta Volta à França em bicicleta. Na chegada a Pau, Hushovd garantiu a sua 2ª vitória numa etapa depois de ter andado fugido.

Devido a questões pessoais não posso apresentar um relato detalhado da etapa pois não a pude ver. Amanhã regressam (na alta montanha os meus comentários sobre a etapa).

Num dia de muita chuva (como indica o video) o destaque vai obviamente para o facto de Cadel Evans, Alberto Contador e Samuel Sanchez terem ganho tempo a toda a concorrência. Evans ganhou 3 segundos a Contador e Sanchez na chegada a Gap e 21 (18 para ContadorSanchez) para Thomas Voeckler (continua amarelanunca um francês esteve tão próximo de dar a alegria ao povo Francês como Voeckler nos últimos anos) Frank Schleck e Damiano Cunego. Ivan Basso perdeu 51 segundos para o australiano (48 para Contador e Sanchez30 para Frank, Voeckler e Cunego) e Andy Schleck chegou posteriormente a 5.32 de Hushovd, perdendo tempo relevante para Evans (1 minuto e 6 segundos, 1 e 3 para Contador e Sanchez, 48 segundos para Voeckler, Frank e Cunego e 15 segundos para Ivan Basso) o que revela que a corrida vai mesmo animar nos próximos dias nos Alpes!

Isto quer dizer que na geral:

1º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar)
2º Cadel Evans (AustráliaBMC) a 1.45m
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 1.49m
4º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 3.03m
5º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 3.26m
6º Alberto Contador (EspanhaTeam Saxo Bank) a 3.42m
7º Ivan Basso (ItáliaLiquigás) a 3.49m
8º Damiano Cunego (ItáliaLampre) a 3.51m
9º Tom Danielson (Estados UnidosGarmin) a 6.01m
10º Rigoberto Uran (ColômbiaTeam Sky) a 7.55m

Na camisola dos pontos, com as vitorias de Cavendish no domingo e Hushovd hoje, mais os sprints intermédios realizados, as contas parecem estar fechadas até Paris com a vitória de Cavendish.

Cavendish lidera com 319 pontos contra os 285 de José Joaquim Rojas (só a vitória em Paris com Cavendish a ter que ficar na 6ª posição no sprint e não poder marcar pontos é o exemplo da possibilidade mais franca de uma eventual vitória de Rojas). Phillipe Gilbert é 3º com 260 pontos e teria por exemplo que vencer em Paris sem que o Britânico pontuasse no resto da prova + uma pontuação expressiva nas etapas de montanha que se seguem ou no contra-relógio.

Na montanha, Jelle Vanendert é lider com 74 pontos, mais 2 que Samuel Sanchez, mas amanhã tudo se pode modificar nesta camisola caso o Belga não ande pelos lugares da frente nas subidas que os ciclistas irão realizar. O Espanhol poderá ter a camisola como bónus, se bem que ainda tem ali uma pontinha de aspirações à vitória na geral. Jeremy Roy é 3º com 45 pontos. Mesmo assim a classificação estará aberta até ao Alpe D´Huez. 

Na Juventude, liderança para o Colômbiano Uran que fecha o top-10. 1.07m para Taaramae, 1.58m para Roland, 2.10m para Jeanesson. Todos andarão pela frente. Uran tentará preservar a camisola assim como o lugar nos 10 melhores do Tour, Roland estará decerto na defesa da amarela de Voeckler como tem feito, Taaramae chegará nos 20 primeiros e Jeanesson ainda tem uma palavra a dizer nesta classificação.

Por equipas, a Garmin deu a sapatada que faltava para fechar a classificação. 7 são os minutos que tem de vantagem para a Leopard-Trek e 8 para a Europcar. Embora ainda haja montanha da rija pela frente, a Leopard-Trek acusa muitos problemas no 3º homem para fechar a classificação.

Para amanhã, espectáculo na primeira etapa de Alpes.

Gap – Pinerolo na distância de 179 km de altíssima dureza. 2 3ªas categorias logo a meio da etapa, uma 2ª sem tempo para descanso de pernas, uma 1ª categoria e outra 2ª categoria logo perto da meta que não será em alto. Uma etapa de rasga pernas em que os candidatos terão que se mexer para fazer a diferença, antes do GalibierSerre Chevalier (3 contagens de categoria especial nos últimos 81 km), Alpe D´Huez (1 1ª categoria e 2 categorias especiais numa etapa de 109 km que é quase sempre a subir) e o contra-relógio de sábado em Grenoble.

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I am the Walrus

The Beatles — “I am the Walrus” — EPLP: Magical Mystery Tour (1967)

Como diz o grandioso João Lemos, para que é que vamos ouvir todas essas bandas britânicas quando ainda temos os Beatles para ouvir.

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Era uma vez (Copa América 2)

O Brasil sambou perante o Paraguai. Pior que a nulidade do ataque brasileiro durante os 90 minutos foram mesmo os 4 penaltis desperdiçados.

A Venezuela confirmou o estatuto de revelação do torneio e bateu o Chile.

Teremos umas meias-finais bastante interessantes.

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A candidata (da Póboa)

Não, não tenho nenhuma ligação oficial com estes senhores aqui. Enganem-se os que pensam que mordo pela calada no que toca a estes assuntos. Eu cá serei sempre homem para dar a cara e assinar por baixo as opiniões que coloco. Indiferentemente dos tiranos que ainda possam andar por aí a tentar que as pessoas não falem ou que se tornem autómatos da sua autoridade.

Daí que o título deste post seja apenas um “copy paste” declarado desse blog, que tanto riso nos traz.

Nem tudo o que reluz é ouro, já diz o ditado popular. Na AAC, nem todo o ostracizado ou exilado deve ser descartado. São as notícias que me vão chegando a conta gotas. Aqui e ali, muitos me vão afirmando que teremos Candidata (da Póboa) às eleições da AAC 2012. Com que apoios, não sei, nem quero saber e se querem saber a verdade, cá por mim nem lhe reconheço competências para desempenhar o cargo que ocupa.

Afinal de contas não é uma teia, é uma organização. Teias fazem as aranhas para apanhar as moscas. Organizações são grupos mais complexos. Maiores que simples complots, elaborados numa “tiki-taka” de rondas informais, cafezinhos e montagens que não servem apenas para diversão mas também para compleição daquilo que se quer montar, daquilo que se quer organizar e do poder instituído que se quer derrubado.

Parece que na AAC, o poder de uns é incómodo a outros. Assim como também são incómodos aqueles que por uma via ou pela outra tentam alertar para a verdade. Daí que o poder esteja cercado de inimigos até ao tutano. Eu cá, depois do dia em que alguém me desiludiu, não sou amigo nem inimigo: divirto-me a ver os tolinhos consciencializar-me que o ser humano é capaz de amar mais o poder do que o seu semelhante. Adoro o “chico espertismo do joão tá tudo bem, eu sei quem são os meus amigos” – Pois sabem! Nota-se.




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Era uma vez (na SIC)

Uma pobre entrevista com Bernardo Bairrão, o tolinho que abandonou a Média Capital na expectativa de ir para o governo.

Passos Coelho deverá ter ordenado aos Serviços Secretos Portugueses que investigassem supostos negócios de Bairrão em Angola, um dos motivos que levou o Primeiro-Ministro a prescindir à última da hora dos serviços do gestor.

Seria de facto muita coincidência, o jovem Bairrão (administrador da Média Capital que deu o dito por não dito a Manuela Moura Guedes no caso do Jornal da Noite e que acabou por despedir a jornalista) assinar pela camisola social-democrata no nosso executivo sabendo que despediu uma jornalista que andava a fazer a vida negra a um primeiro-ministro Socialista com o seu péssimo exemplo de deontologia jornalística.

Os supostos negócios em Angola camuflaram uma escolha completamente vetada por alguém no seio do governo, do PSD ou do CDS-PP, vistas as ligações profissionais entre Bairrão e Manuela Moura Guedes, e as ligações claras entre Moura Guedes e Paulo Portas (trabalhou muito anos no Independente com o lider do CDSPP e actual Ministro dos Negócios Estrangeiros) e com o CDSPP (partido do qual é filiada) – Bairrão, chateado foi dar uma entrevista deprimente à televisão do tio Balsemão, que há pouco tempo disse não à contratação de Moura Guedes.

Factos por demais interessantes que irão dar uma conclusão a quem tiver cabecinha para pensar.

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