Na clássica de San Sebastian

Phillipe Gilbert. Quem mais poderia ser.

Meio pelotão que acabou o Tour no passado Domingo foi ontem a San Sebastian aproveitar a boa forma física e correr mais uma espectacular prova de colinas em terras bascas.

Phillip Gilbert superiorizou-se na chegada a Carlos Barredo da Rabobank (sim, aquele que mandou com uma roda em cheio na edição do tour do ano passado ao nosso Rui Costa) numa chegada em pelotão limitado onde no top 10 entraram nomes como Frank Schleck e Jelle Vanendert, colega de Gilbert na Omega Pharma-Lotto, que esteve muito perto de vencer a camisola da montanha no Tour.

Nos últimos dias, muito se tem falado sobre o futuro do Belga, líder do ranking da UCI.

Embora Gilbert tenha mais 2 anos de contrato com a sua equipa, existem 3 equipas interessadíssimas nos seus serviços – GarminCérvelo, Radioshack e Astana, que vê em Gilbert o líder de equipa perfeito para suceder a Vinokourov que dias após a gravíssima queda no Tour anunciou aos 37 anos o final de carreira.

No entanto, os Belgas da Lotto não serão redutíveis a uma eventual transferência. Como Gilbert lidera o ranking UCI, caso se transfira, leva para a outra equipa os pontos que detém, pontos que são essenciais para a permanência das equipas no quadro do ProTour (elite do ciclismo mundial que permite o acesso das melhores equipas do planeta às melhores provas do calendário velocipédico mundial).
Como a Lotto basicamente marca ora por Gilbert, ora por Greipel (tem andado muito escondido no seu ano de estreia pelos Belgas) ora por Van der Broeck, perder esta joia da coroa seria um enorme revés para a manutenção da equipa no ProTour.

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One thought on “Na clássica de San Sebastian

  1. João Branco diz:

    Menos de um dia e a situação está resolvida.

    A Quickstep não se irá fundir com a GarminCervelo mas sim com a Omega Pharma-Lotto de Phillipe Gilbert. A Quickstep, equipa que comprou os direitos da extinta Mapei (talvez uma das melhores equipas de sempre do ciclismo mundial) acabou por gorar todas as expectativas nos anos em que existiu, acabando não só por não seguir as pisadas ao nível de clássicas e etapas nas grandes voltas como não conseguiu ter um candidato crasso à vitória numa grande volta.

    Este cenário garante não só a continuidade de Gilbert, Van der Broeck, Mario Aerts, André Greipel e Jelle Vanendert na equipa como acrescenta ciclistas de qualidade (caso continuem) como Sylvain Chavanel, Tom Boonen, Gerald Ciolek, Kevin De Weert, Jerome Pineau, Gert Steegmans, e Niki Terpstra. A possível entrada deste leque de ciclistas garante um futuro muito interessante a esta fusão.

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