Despedir por meia duzia de trocados!

Esta alteração às leis laborais, aprovadas hoje em Sede de Conselho de ministros que reduzem a indeminização dos trabalhadores em caso de despedimento por parte do patronato (apenas válido para os contratos celebrados após entrada em vigor da nova lei em Diário da República) e que reduzem as indeminizações a pagar ao trabalhador de 30 para 20 dias por cada ano de trabalho, adequam-se em que parte do discurso de Pedro Passos Coelho aquando da sua tomada de posse enquanto Primeiro-Ministro e do programa eleitoral deste governo?

Traçar linhas programáticas que vão contra os direitos adquiridos pelos trabalhadores após o 25 de Abril e que não passam de liberalismo económico puro e duro significa o mesmo que  eu li nas páginas 87 e 88 do programa governativo? Não me parece. Não é liberalizando o acesso ao despedimento fácil que se irá promover o combate à pobreza e exclusão social e acimentar a coesão social do povo Português.

Este governo começa a armar uma teia bastante interessante contra o Zé Povinho. Primeiro, o imposto sobre o subsídio de Natal, depois o recurso legal que permite o despedimento fácil e mais barato, o que é que se seguirá? O aumento do IVA? Já o sabemos? O aumento de impostos como o IMI? Já o esperamos. A tendência expressa para privatizar a área da saúde e obrigar os contribuíntes a exercer um seguro de saúde privado? Esperemos para ver.



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2 thoughts on “Despedir por meia duzia de trocados!

  1. Marcos Lemos diz:

    “Não é liberalizando o acesso ao despedimento fácil que se irá promover o combate à pobreza e exclusão social e acimentar a coesão social do povo Português.” – O objectivo deste governo nunca foi, não é e arrisco a dizer que nunca será esse. As ideias são claras de favorecimento do capital financeiro, se não veja-se: qual a necessidade de privatizar a “gordura” CTT? a “gordura” águas de portugal? a “gordura” ANA? Tudo gorduras rentáveis e lucrativas e mais grave: monopólios! Privatizar monopólios é algo que não consigo perceber… Enfim, não me vou alongar, porque estas constatações são-me bastante dolorosas…

  2. João Branco diz:

    Tanto o discurso de Passos Coelho como o programa governativo usam e abusar de manobras de diversão para esconder armadilhas perigosas. O discurso do PM é desde já o sinónimo público de uma afirmação que este jamais poderá negar: 3 bandeiras – finanças do Estado, minorização dos efeitos da austeridadecrise nos cidadãos e desenvolvimento económico. Se a primeira e a terceira premissa conjugada com a 2ª torna as 3 bandeiras lançadas por Passos contraditóriass, pois se é tomado como certo que o avanço de políticas sociais por parte do Estado são fortemente condenadas ao fracasso pelas dificuldades que o país atravessa ao nível de contas públicas, acesso ao financiamento, também será difícil realizar o quer que seja com um fraco desenvolvimento da nossa economia.

    As manobras de inversão são as do costume: minorizar os efeitos de… ao povo! Por outro lado assiste-se a um tendente crescimento de medidas liberais.

    O grande problema dos monopólios não é o facto do Estado os querer privatizar. Sou contra as privatizações. Obviamente sou contra o favorecimento do capital financeiro. No entanto, o monopolismo excessivo em certos sectores leva a que as tarifas cobradas pelos serviços dessas empresas não tenham rei nem roque. Se calhar é necessária a abertura do nosso país à recepção de novos empresas para que o consumidor possa ter pela primeira vez a liberdade de escolher a empresa que lhe faz o menor preço.

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