António José Seguro vs Francisco Assis

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Fonte: SIC Notícias

A meu ver, o Partido Socialista procura o seu líder de transição entre a era Sócrates e o candidato que há de vir para as próximas legislativas.

Pela teia argumentativa demonstrada neste debate, temos de um lado um António José Seguro mais sóbrio do ponto de vista ideológico contra um Assis que volta a mostrar que fala demasiado com o coração na boca e não tem o perfil desejado para promover a união entre os socialistas.

No entanto, qualquer um dos dois não fará mais do que manter a estoica oposição socialista fiel ao perfil trilhado pelo desaparecido José Sócrates até que um determinado presidente da câmara decida terminar o seu mandato e chefiar alegremente o partido até às próximas eleições. O vencedor terá uma liderança no máximo de 2 anos.

Para terminar, revelo o resultado da sondagem que coloquei neste espaço sobre as eleições internas do Partido Socialista.
Os leitores, respondendo à questão “Quem vencerá as eleições para Secretário-Geral do Partido Socialista?” deram a vitória a António José Seguro com 23 votos contra os 5 obtidos por Francisco Assis.

Creio que o resultado desta sondagem irá correr no trilho correcto nas eleições para o Secretariado-Geral do PS, que como se sabe, acontecem nos dias 22 e 23 deste mês.

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8 thoughts on “António José Seguro vs Francisco Assis

  1. LOURENÇO CONGO diz:

    Manifesto a minha solidarierdade aos doius candidatos à liderança do partido Socialista.Cada um deles tem o perfil para dirigir aquela formação política hisdtória e mantê_la unida.Muita sorte para
    ambos.

  2. João Branco diz:

    Não concordo. Ainda hoje de manhã quando me levantei e vi as declarações de ontem dos dois apenas consegui pensar “olha que dois pavarottis” – é o que eles me fazem crer: são dois pavarottis que para ali andam.

  3. Rui Santos diz:

    Penso que não devemos brincar com coisas sérias
    A máquina partidária está com Seguro,continuo com a ideia que ele não me inspira confiança
    pelo contrário Assis e mais genuíno.
    Continuo com a ideia que algumas Federações Distritais são responsáveis,e terão a dar cabo do Partido em nome de interesse pessoais.
    Isto é apenas uma opinião pessoal que espero que esteja enganado.
    E para acabar ganhe quem ganhar terá sempre o meu humilde apoio como secretário geral PS ´

    .

  4. João Branco diz:

    Caro Rui Santos,

    Em qualquer dos partidos, existem e existirão sempre interesses pessoais por parte de alguns em relação a um sentimento de pertença e evolução colectiva do próprio partido.

  5. Rui Santos diz:

    Concordo plenamente com o seu pensamento.Mas nunca irei por esse caminho, porque a educação que me deram, foi sempre de tentar ser uma pessoa integra e nunca desviar-me das minhas convicções.
    Identifico-me plenamente com o meu partido(embora claro não concorde com algumas situações
    que acontecem em actos eleitorais).
    Penso que é tempo dos militantes deixarem-se de ódios pessoais que estão a minar concelhias e federações e unirem-se pois só assim conseguirão ter a confiança dos MILITANTES SIMPATIZANTES E DO POVO PORTUGUES.

  6. João Branco diz:

    Compreendo perfeitamente o seu ponto de vista e transponho-o também para o meu campo de actuação ao nível ideológico.

    Também compreendo o que diz no último parágrafo.

    Tomando em conta o caso português, por génese e por lei, a criação de partidos políticos deveu-se à necessidade de optimizar a liberdade e a democracia no pós 25 de Abril. Existe livre acesso à formação de novos partidos assim como é garantida a liberdade ideológica a todos os cidadãos de se filiarem nos partidos e sairem deles quando o entenderem. A ideia subjacente aos partidos políticos é mesmo essa: a congregação de uma ideologia, de valores e de desejos dos cidadãos. Cabe portanto aos partidos colher esses mesmos dados para elaborar os seus projectos políticos. No entanto, é certo, que por cargo ou por esfera de influências a nível nacional ou a nível local, haverão sempre de haver militantes em todos os partidos que se destacam mais que outros. É portanto uma das situações que leva a que certos militantes se achem no direito de ter um peso especial em relação aos outros e no caso daqueles que são mandatados para cargos internos do partido, se achem com legitimidade para trilhar a partir desse estádio um caminho pessoal na política ou tentem alcançar outros interesses. O que desde logo deturpa o propósito dos interesses de fundação dos partidos políticos.

    É certo que no meio deste processo, dentro dos próprios partidos (uma característica tão natural dos valores que os homens comungam e da sua inter-acção e diálogo) haverão sempre de existir rivalidades a nível pessoal assim como invejas e posteriormente truques de bastidores para tentar levar a melhor nas rivalidades. É um pouco a busca de interesses e a tentativa de desobstrução de quem seja antagónico a esses interesses. Isto, porque o ser humano é acima de tudo um ser egocêntrico e muito ambicioso. Na generalidade, não só deseja a fama como o poder e a riqueza. No entanto, um partido político só se poderá chamar como tal, quando todos os seus intervenientes agem num consenso aceite e partilhado em comum.

  7. Rui Santos diz:

    Sr João Branco
    Com a sua explicação fiquei completamente esclarecido.
    Contudo nunca abdicarei dos meus princípios e tudo farei para alterar as regras do jogo.
    Um abraço de um simples cidadão que o não conhece pessoalmente,mas que me foi muito útil nesta sua análise temática.

  8. João Branco diz:

    Faz muito bem em manter as suas convicções.

    Agradecido.

    Abraço.

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